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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

“Consciência Negra” - Inclui, também, adotar critérios para cuidar e tratar da pele

Assim como a pele branca que é sensível aos efeitos do sol e precisa de proteção, a pele negra também exige cuidados especiais com tratamentos específicos que ajudam a recuperar o aspecto jovial, promovendo a restauração da pele, ainda mais agora com a chegada do verão.

Apesar da pele negra ser mais espessa e resistente, devido a maior quantidade de melanina contida na primeira camada da derme e, na maioria dos casos ser mais oleosa. O que contribui para a proteção contra as agressões do tempo, a pele negra também está mais propensa ao aparecimento de cicatrizes, quelóide e manchas brancas.

“Portanto o mais adequado é procurar a orientação junto aos especialistas que vão indicar qual o procedimento médico e estético é o mais indicado para cada tipo de pele, pois a pele negra é uma das que mais exige cuidados, principalmente no caso de Peeling”, explica Dra. Edith Kawano Horibe, expoente em gestão antienvelhecimento, cosmetóloga, cosmiátrica, e cirurgiã plástica.

A especialista afirma que a Laserterapia, laser de baixa potência, é bem indicado para tratar peles negras e morenas, pois hidrata, equilibra e rejuvenesce, porém o profissional que for aplicar o procedimento deve ter total domínio da técnica.

O tratamento de Peeling, por exemplo, consiste em destruir a camada da epiderme e a camada superficial da derme, promovendo a restauração da pele, com o objetivo de regularizar e tratar as imperfeições que existem na superfície.

É extremamente importante destacar a classificação do tratamento de Peelings para os tipos de pele, pois cada etnia tem características próprias que influenciam diretamente nos tratamentos.

“Para se fazer à associação desses procedimentos, é importante que o profissional tenha domínio completo dos respectivos métodos e assim realizar uma adequada associação. Para se ter um diagnóstico mais preciso são necessários conhecimento e experiência e, principalmente, bom senso, pois essas técnicas exigem limites determinantes em cada aplicação”, explica a cirurgiã plástica.
Os tipos de Peelings mais favoráveis à pele negra e mulata são :



O ICP Peel admite todo tipo de pele, sendo mais indicado para o Fototipo II à IV. Pode ser aplicado em qualquer época do ano. Elimina as manchas melânicas e inibe a formação de melanina. A especialista indica que a manutenção preventiva deve ser mantida e esclarece que a técnica permite exposição solar com proteção adequada.

CDC Peel: Pode ser utilizado em pele negra

Elementos Ativos: BHA (derivado do Fenol), Ácido Lático, Ácido Glicólico, Ácido Undélico, Resorcinol, Ácido Kójico, extratos Mulberry e Bearberry, Fosfato Ascórbico de Magnésio, Transcutol, Ácido Ascóbico, Vitamina E, Ácido Acético, Mentol, Solução Hidroacoolica, Alantoina, extrato de Saponina,

Blue Peel: peeling obtido pela mistura do ATA 30% com base de blue peel, de fácil uso, seguro e eficaz. Originário dos Estados Unidos, o Blue Peel efetua peeling superficial e médio. Usado em todos os tipos de pele, pode ser aplicado na face, no tronco e nos membros. O Blue Peel também pode ser associado com lifting, laser e outros.
Peelings que NÃO são indicados para todos os tipos de pele:

Peeling Químico: Resorcinol, Ácido Glicólico, ICP Peel, Blue Peel, Ácido Tricloroacético, Fenol entre outros.
Peeling Físico: Dermabrasão, Laser CO², Er:YAG, entre outros; aparelhos Eletromagnéticos de Alta freqüência, Raios Actínicos etc.

Fitz Patrick – Classificação baseada na reação da queimadura solar em seis tipos de pele.

Fototipo I. Pele muito branca, cor do cabelo é avermelhada, são as pessoas ruivas. A pele queima muito facilmente e dificilmente se bronzeia;

Fototipo II. Pele branca, geralmente são pessoas loiras de olhos claros. A pele queima facilmente e bronzeia moderada e uniformemente;

Fototipo III. Pele branca, cabelos castanhos escuros ou pretos. A pele queima e bronzeia moderada e uniformemente;

Fototipo IV. Pele clara ou bege e inclue as pessoas orientais também. A pele queima muito pouco, mas bronzeia fácil e moderadamente;

Fototipo V. Pele parda escura ou marron médio São as pessoas mulatas, queimam raramente e bronzeiam muito;

Fototipo VI. São as pessoas negras. Nunca queimam e bronzeiam muito.

Dentro da classificação étnica, a pele branca está dentro do fototipo I ao III; a raça amarela está nos fototipos III ao V, com preponderância no IV; e a pele negra nos fototipos V e VI. Os fototipos IV à VI são os mais difíceis de tratar, pois a pele negra mancha muito facilmente.

A médica adverte que todos os tipos de pele necessitam de proteção solar, o que varia é o fator de proteção solar.


Destaque no 46º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica


Amanhã, dia 17 de novembro durante o 46º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, Dra Edith Horibe irá difundir conhecimentos científicos sobre os cuidados com peeling, laser, preenchimentos, fio lifiting, entre outros procedimentos que ajudam a realçar a beleza da pele, em especial a negra. Sua explanação está sendo aguardada por muitos colegas da cirurgia plástica, pois seu trabalho é conhecido no cenário nacional e internacional.

Segundo Dra. Edith Kawano Horibe, cirurgiã plástica, PHD pela Faculdade de Medicina da USP, muitas dessas técnicas já mencionadas são indicadas para pacientes que não querem ser submetidos às cirurgias convencionais com corte, internação, anestesia geral, as quais necessitam de muito tempo para o restabelecimento, ao contrário, são indicadas para pacientes que não pretendem interromper por muito tempo às atividades diárias.



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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

I FESTIVAL AFRICA MUNDI > 12/11


África Mundi Um Festival sobre as manifestações da arte e cultura africana

Para celebrar o mês da Consciência Negra, o Parque Explora Mundi apresenta um Festival sobre as diversas manifestações e influências da cultura africana no nosso cotidiano

África, berço dos possíveis primeiros habitantes da Terra. Sua cultura, costumes, danças, lendas, culinárias e as mais diversas manifestações foram fundamentais na formação da miscigenação racial do povo brasileiro.

Muito do que se ouve hoje na música ou se vê na culinária, teve influência direta ou indireta desse povo que chegou ao Brasil como escravos, mas que ao longo do tempo conquistou sua independência e viu sua cultura ser valorizada.

Em homenagem a essa herança, o Explora Mundi, Parque Temático em Vivências de Aprendizado e Diversão, apresenta o mais novo Festival de sua programação: O África Mundi. Oficinas culturais, danças típicas, música, artesanato, em um ambiente cercado de muita natureza e ar puro.

No dia 20 de novembro o Parque abre suas portas para o público em geral, com oficinas e vivências das 9h às 15h. De 12 de novembro a 14 de dezembro, somente estará aberto para grupos fechados e escolas pré-agendadas.

Sobre o Explora Mundi:
Localizado em Arujá, na Grande São Paulo, a apenas 35 km da Marginal Tietê, o Explora Mundi é um parque de vivências onde a natureza continua preservada. Com nascente e ar puro, possui estrutura e programas que atendem a redes de ensino ou eventos temáticos. Tudo em um espaço de 70.000 m².

Serviço:
I Festival África Mundi
Local: Explora Mundi - Estrada Nova Era 320 - Arujá, SP
Data e preço de entrada: 20 de novembro entrada - R$10,00; estacionamento R$10,00 (cheque e dinheiro).
Horário: das 9h às 15h.
Faixa etária: para todas as idades.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Seminário discute a atual situação do negro no Brasil

Como parte das comemorações do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, o Memorial da América Latina sedia o seminário "Dos 120 anos da Abolição aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Um retrato das políticas afirmativas no Estado de São Paulo", no dia 18, das 9h às 13h, no Auditório Simón Bolívar.
Autoridades, gestores públicos e palestrantes realizam esse encontro que integra o calendário oficial das comemorações do mês da Consciência Negra. O Seminário foi desenvolvido pelo Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra e pela Secretaria de Relações Institucionais.
Na ocasião, serão apresentadas as iniciativas desenvolvidas por órgãos e secretarias estaduais voltadas às necessidades da população negra. O evento conta ainda com a participação do ex-Secretário da Justiça do Estado de São Paulo, Dr Hélio da Silva Junior, que irá ministrar palestra sobre políticas afirmativas e direitos humanos.
O dia 20 de novembro é reconhecido com o dia mais importante do calendário afro-brasileiro. Está inserido no calendário oficial nacional, e é considerado feriado em algumas cidades. A data simboliza a inclusão do líder quilombola, Zumbi dos Palmares, no rol dos heróis brasileiros, ao lado de personalidades como Tiradentes. A histórica data da morte do Zumbi dos Palmares foi eleita pela militância negra pelo significativo exemplo da luta contra a exploração escravagista e em contraposição ao superado 13 de maio.
Em São Paulo, a data é oficialmente reconhecida pelo Governo do Estado e recebe atenção especial do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, vindo a somar-se a muitas ações desenvolvidas pelo Conselho ao longo do ano.
O Conselho, como um órgão articulador, propositor e executor de políticas para a população afrodescendente promove, individualmente e em parcerias com as secretarias estaduais, municípios, sociedade civil e outras organizações, ações em todo o estado para lembrar a data, além de ações permanentes em combate ao racismo.
Programação:
9h às 9h20 - Credenciamento e recepção de autoridades e convidados9h20 - Hino à Negritude9h20 às 9h30 - Abertura/Boas vindas - Profa. Elisa Lucas9h30 às 10h20 - Mesa Solene - Apresentação das Secretarias/Órgãos Estaduais10h20 às 11h40 - Palestra - "Direitos Humanos e Igualdade Racial" - Dr. Hédio da Silva Jr.11h40 - Assinatura do Protocolo de Trabalho "Programa Microbacias para Comunidades Quilombolas"12h00 - Lançamento do "Fórum Estadual de Educação e Diversidade Étnico-Racial"12h20 - Encerramento e coquetel
Serviço
Seminário ‘Dos 120 anos da Abolição aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Um retrato das políticas afirmativas no Estado de São Paulo'Dia 18, terça-feira, das 9h às 13hMemorial da América Latina - Auditório Simón Bolívar

Da Secretaria de Relações Institucionais
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domingo, 16 de novembro de 2008

A Secretaria da Cultura preparou para o Mês da Consciência Negra, em novembro, extensa programação cultural na Capital e 17 municípios do Estado. Organizada pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria, a programação inclui rituais afro-brasileiros, saraus, encontro de congadas e grupos de cultura afro, exposições, exibição de documentários e um grande show na Praça da Sé, no dia 20, com Rita Ribeiro, Jussara Silveira, Teresa Cristina, Fabiana Cozza, Banda Black Rio, Paula Lima, Seu Jorge e DJs internacionais.
No interior, as 17 cidades envolvidas nas ações do Mês da Consciência Negra da SEC são Araraquara, Campinas, Caraguatatuba, Franca, Francisco Morato, Hortolândia, Itapecerica da Serra, Itapeva, Itu, Jaguariúna, Mauá, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, São Caetano do Sul e Sumaré.
Para Leandro Rosa, assessor de Cultura para Gêneros e Etnias da SEC, a cada ano a Secretaria procura desenvolver uma campanha estadual que culmina com a programação cultural do Mês da Consciência Negra, e que também serve de pano de fundo para as discussões sobre a questão racial na cultura paulista. “Em 2007, realizamos uma homenagem a 20 personalidades negras históricas brasileiras, e em 2008, marco dos 120 anos de Abolição da Escravatura, desenvolvemos a campanha cultural Racismo: Se você não fala, quem vai falar”, afirma.
A campanha, que recebeu mais de 13 mil cartas, durante os 92 dias de realização, incentivou a população de São Paulo a manifestar-se sobre o tema Racismo: Se você não fala, quem vai falar por meio de folders-carta e pela internet. O resultado desta campanha será a publicação de um livro com os 120 melhores textos, a ser lançado no dia 26 de novembro, no Museu Afro Brasil.
“Queríamos apenas dar oportunidade a todos que quisessem falar de sua experiência, que quisessem escrever e ser lidos com atenção e respeito. Por isso, o livro apresenta 120 cartas entre as mais de 13 mil que recebemos. São cartas de pessoas que se consideram negras relatando episódios de discriminação e sofrimento, cartas racistas, cartas que acusam os negros de racistas, cartas de crianças, de adultos, de antropólogos e de líderes de diversos movimentos negros do Estado e do país”, antecipa o secretário de Cultura, João Sayad.
Programação Mês da Consciência Negra
Instituições culturais da SEC – Capital
Diversas instituições culturais da Secretaria da Cultura participam das comemorações do Dia da Consciência Negra.
No dia 15/11, serão realizados na Casa das Rosas e na Pinacoteca do Estado, respectivamente, o “Sarau Chama Poética, com a participação especial do poeta cubano Félix Contreras”, às 18h, e a abertura da exposição Voltaire Fraga: Abundante cidade – Dessemelhante Bahia. No Museu da Casa Brasileira será apresentado, no dia 20, às 20h, o documentário Sete dias em Burkina, dirigido pelos músicos e pesquisadores Carlinhos Antunes e Márcio Werneck. Após a exibição, haverá um bate-papo sobre o filme e a apresentação do Carlinhos Antunes Quinteto, que fará uma homenagem à cultura afro-americana com ritmos de influência negra do Brasil e de vários países da América Latina.

No Museu da Língua Portuguesa será realizado o Sarau Chama Poética: Cada Homem é uma Raça, no dia 22/11, às 15h, e a partir de 28/11, exposição de artes plásticas de 30 artistas de Cabo Verde, palestra de vários escritores, feira de livros editados em Cabo Verde e outras atividades.

As Oficinas Culturais do Estado Alfredo Volpi, Amácio Mazzaropi, Luiz Gonzaga, Oswald de Andrade, Juan Serrano e Oficina da Palavra – Casa Mário de Andrade – também terão programação especial com a exibição do documentário Dê sua idéia, debata, seguida de debate, entre os dias 25 a 27/11.
Praça da Sé

Como em 2007, o evento da Praça de Sé, é o fechamento e também o ápice de toda a discussão realizada em 2008, por meio da campanha cultural 120 Anos de Abolição – Racismo: Se você não fala, quem vai falar?
No dia 20, as festividades começam no interior da Catedral da Sé, com uma apresentação de Virgínia Rodrigues, às 10h, seguida de Missa Afro com a participação de Congadas e Moçambiques do Estado de São Paulo, às 11h. Durante todo o dia haverá intervenções literárias orquestradas por poetas do Quilombo hoje e Cadernos Negros e imagens de personalidades negras + Sky drive.
Com o fim da missa, em palco montado na Praça, os mestres de cerimônia – MC Max BO e os atores Edson Montenegro e Mafalda Pequenino – iniciam a festa chamando o show TECNOMACUMBA da cantora Rita Ribeiro, que contará com a participação das cantoras Jussara Silveira e Teresa Cristina, formando o trio “Meninas do Brasil”, para interpretar repertório de música popular brasileira.
Às 14h é a vez do rapper paulista Parteum assumir os pick-ups com os DJs ingleses POGO e Billy Biznizz, que convidam ao palco outra atração internacional, a rapper Rah Digga, dos Estados Unidos e a DJ paulista Evelyn Cristina.
Às 16h, o samba de raiz toma conta do palco com show da paulista Fabiana Cozza na Roda de Samba. Às 17h30, a Banda Black Rio homenageia os 10 anos da morte de Tim Maia. O DJ brasileiro Gran Master Ney manterá o clima animado para o show de Seu Jorge, às 20h, que traz como convidada a cantora paulista Paula Lima.
E a comemoração continua no dia 29 de novembro com o II Encontro Paulista de Hip-Hop, no Memorial da América Latina. Será um dia todo dedicado à cultura hip-hop e reafirmação do compromisso de implementar políticas públicas voltados ao segmento negro, em especial aos jovens. São articuladores da proposta o assessor especial para o hip-hop, Márcio Santos da Silva – “Tchuck” -, a curadora Ana Lúcia Silva Souza e o rapper e apresentador Rappin’ Hood.

Das 10h às 21h, serão realizadas oficinas, atividades e apresentações simultaneamente às discussões sobre o universo da cultura hip-hop: relações raciais e de gênero, violências, sobrevivências, sexualidade, mídia. O encerramento do II Encontro Paulista de Hip-Hop será às 19h com shows do DJ RM (1º lugar no DMC Brasil Championship – maior campeonato de DJ’s do mundo) e do músico, cantor e compositor Rappin’ Hood.
Dia da Consciência Negra

A data de 20 de novembro foi escolhida como o Dia da Consciência Negra por marcar a morte do maior líder da história dos negros no Brasil. Nesse dia, em 1695, Zumbi dos Palmares foi capturado por portugueses e morto após ter sido denunciado por um companheiro. Neste mesmo dia, o Quilombo dos Palmares, que chegou a abrigar mais de 30 mil negros, foi destruído.
Em 2003, a lei 10.639, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a data como parte do calendário escolar brasileiro e tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira. Na cidade de São Paulo, a lei nº 13.707, de 7 de janeiro de 2004, instituiu o feriado na capital.


Fonte: Secretaria da Cultura

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