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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Anvisa alerta para riscos de preenchedores fora das indicações; médico explica quando procedimento estético deve ser evitado
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Moraes tem de responder ao país: quando o poder de um ministro começa a ameaçar a própria confiança no Supremo
Há momentos em
que uma democracia precisa olhar para suas próprias instituições e perguntar,
sem medo e sem partidarismo: quem fiscaliza aqueles que fiscalizam todos os
outros?
O Brasil chega
ao 7 de Setembro de 2026 mergulhado novamente em uma crise institucional que
tem no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um de
seus principais protagonistas. E o problema já não pode ser tratado
simplesmente como uma disputa entre bolsonaristas e seus adversários.
As novas
revelações envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master,
elevaram o nível da discussão. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal
indicam que Vorcaro procurou o ministro para tratar do avanço de investigações
contra o banco e chegou a perguntar sobre possíveis medidas da PF contra ele.
Segundo as informações divulgadas, o banqueiro também teria solicitado que
Moraes conversasse com autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal e o
procurador-geral da República.
Mais grave ainda são as informações divulgadas nesta terça-feira sobre documentos relacionados a contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Reportagens apontam valores que chegam a mais de R$ 100 milhões e indicam que o próprio ministro teria participado de discussões relacionadas ao contrato. A defesa de Moraes sustenta que sua participação teria ocorrido para avaliar questões jurídicas e que não houve interferência em decisões judiciais. E é justamente por isso que o assunto precisa ser investigado.
Não se trata de condenar Moraes antecipadamente e nem de transformar suspeitas em sentença. Trata-se de exigir aquilo que qualquer cidadão brasileiro deveria exigir de qualquer autoridade: transparência, investigação independente e explicações convincentes, e é exatamente nesse ponto que o editorial do Estadão ganha peso. O jornal defende que Moraes não reúne mais condições para permanecer no Supremo e cobra uma investigação sobre suas relações com Vorcaro.
O problema não começou no Banco Master. A crise de confiança em torno de Alexandre de Moraes é anterior ao caso Master. Desde sua atuação no chamado inquérito das fake news, iniciado em 2019, decisões do ministro vêm provocando questionamentos sobre os limites da atuação do Supremo, especialmente quando o próprio Tribunal participa da investigação de ataques contra seus integrantes. As críticas se concentraram em medidas como bloqueios de contas e perfis em redes sociais, determinações de remoção de conteúdo e decisões monocráticas com enorme impacto político.
É verdade que o país enfrentava uma escalada de ataques contra instituições democráticas. Também é verdade que ameaças, violência política e tentativas de ruptura institucional não podem ser tratadas como liberdade de expressão, mas democracia não significa apenas impedir ataques à democracia.
Democracia também significa impedir que a "defesa" da democracia seja utilizada como justificativa para concentrar poder demais nas mãos de poucas pessoas. Esse é o ponto que o Supremo precisa compreender. Os ataques de 8 de janeiro de 2023, por exemplo, foram gravíssimos e sem os devidos processos legais.
A invasão e depredação das sedes dos Três Poderes foi um atentado contra o patrimônio público e contra as instituições brasileiras. Os responsáveis por violência, vandalismo, tentativa de ruptura institucional e outros crimes devem responder individualmente por seus atos e isso não está em discussão.
O problema
começa quando a necessária punição aos responsáveis passa a ser confundida com
a possibilidade de tratar todos os envolvidos como integrantes de uma mesma
organização criminosa, independentemente do grau de participação de cada
indivíduo.
O próprio
debate dentro do STF mostra que existem divergências sobre a aplicação das
penas. Em agosto, o plenário derrotou Moraes por 6 votos a 4 ao reconhecer que
determinadas medidas cautelares podem ser consideradas para abatimento da pena.
Posteriormente, Moraes retirou da pauta processos semelhantes.
Esse episódio é revelador, porque demonstra que não existe uma única interpretação possível nem mesmo dentro do Supremo. E, quando ministros divergem, a sociedade tem o direito de questionar decisões anteriores, pedir revisão de procedimentos e exigir proporcionalidade.
O combate ao extremismo não pode criar uma espécie de salvo-conduto para o excesso estatal. O STF precisa aceitar que também pode ser criticado. Existe uma ideia perigosa crescendo no debate público brasileiro: a de que criticar o Supremo seria automaticamente atacar a democracia e NÃO É.
Uma democracia saudável precisa permitir críticas ao presidente da República, ao Congresso Nacional, ao Ministério Público, à Polícia Federal e também ao Supremo Tribunal Federal. Aliás, um artigo publicado recentemente na Folha defendeu justamente que as críticas ao STF não podem ser desqualificadas simplesmente por causa dos ataques de 8 de Janeiro e que a Corte precisa aceitar críticas qualificadas para recuperar legitimidade institucional. O Supremo não está acima da Constituição e seus ministros também não estão acima da lei. O poder de interpretar a Constituição não significa poder ilimitado para decidir tudo, investigar tudo, determinar tudo e, ao mesmo tempo, definir os limites da própria fiscalização.
Outro ponto que precisa ser enfrentado é o comportamento dos próprios ministros, colegas de Moraes do Supremo.
Uma Corte constitucional não pode funcionar como uma corporação fechada em que questionamentos sobre seus integrantes sejam automaticamente tratados como ataques institucionais e o caso envolvendo Dias Toffoli já mostrou o tamanho do problema.
O ministro
deixou a relatoria do caso Banco Master depois que vieram a público informações
sobre sua relação com pessoas ligadas ao caso. Antes disso, o Supremo havia
manifestado apoio ao ministro diante das alegações de suspeição.
A mensagem que fica para a sociedade é desconfortável: quem julga os ministros do Supremo quando existem dúvidas sobre a conduta de um ministro do Supremo?
Essa pergunta
não pode ser respondida simplesmente com a frase "confie no Supremo".
Instituições democráticas não vivem de confiança cega. Vivem de mecanismos de controle.
Moraes
transformou-se no centro da crise?
A ironia é que Alexandre de Moraes, que ganhou enorme protagonismo na defesa das instituições depois de 8 de Janeiro, acabou se transformando também em um dos principais símbolos da insatisfação de parcela significativa da população com o Poder Judiciário e isso não acontece por acaso.
A concentração de decisões politicamente sensíveis nas mãos de um único ministro gera inevitavelmente resistência. E quando surgem novas denúncias envolvendo relações pessoais, contratos milionários e possíveis contatos com pessoas sob investigação, a obrigação de explicar aumenta proporcionalmente.
O silêncio, nesse cenário, não ajuda. A resposta correta não é acusar todos os críticos de golpistas. É abrir as informações. É permitir investigação. É esclarecer documentos. É demonstrar, de maneira objetiva, que não houve conflito de interesses, favorecimento ou interferência indevida.
Alexandre de Moraes deixou de ser apenas um ministro do Supremo. Ele se tornou personagem central da disputa eleitoral de 2026. E esse é um dos maiores riscos para a própria Corte.
Quanto mais um ministro passa a ser identificado como protagonista de uma disputa política, maior é a necessidade de preservar distância, transparência e institucionalidade, caso contrário, cada decisão judicial será interpretada por um lado como justiça e pelo outro como perseguição, e uma Suprema Corte não pode depender da preferência política de quem está olhando para ela.
O "caldo" está engrossando e é impossível afirmar antecipadamente qual será o tamanho das manifestações de 7 de Setembro. Também seria irresponsável afirmar que novas revelações necessariamente produzirão grandes mobilizações, mas existe uma combinação explosiva: insatisfação política, eleições presidenciais, discussão sobre anistia, condenações relacionadas ao 8 de Janeiro, críticas ao STF e agora novas denúncias envolvendo relações entre um ministro e um empresário investigado. Esse conjunto de fatores pode aumentar a temperatura das ruas e o perigo é que a indignação legítima seja capturada por discursos extremistas, mas existe um perigo igualmente grave no sentido contrário: que qualquer manifestação de insatisfação popular seja automaticamente classificada como ameaça à democracia.
As duas coisas podem acontecer simultaneamente: é possível defender a democracia e criticar duramente o Supremo. Aliás, essa deveria ser uma das maiores demonstrações de maturidade política do Brasil.
O Supremo precisa fazer uma escolha e Alexandre de Moraes tem uma escolha política e institucional diante de si. Pode continuar tratando as críticas como parte de uma campanha de deslegitimação do STF ou pode compreender que, diante da dimensão das acusações, a melhor defesa é a transparência absoluta.
Se não existe conflito de interesses, que as investigações demonstrem isso.
Se não houve interferência, que os documentos comprovem.
Se os contratos
são regulares, que sejam examinados.
Se os contatos com Vorcaro tiveram natureza legítima, que sejam esclarecidos.
E se houver qualquer indício de irregularidade, que seja investigado por uma autoridade independente.
O mesmo vale para os demais ministros! O Supremo precisa entender que preservar a instituição não significa proteger individualmente seus integrantes de questionamentos. Às vezes, preservar a instituição significa justamente permitir que um de seus membros seja investigado.
Não basta
defender a democracia: é preciso praticá-la
O Brasil não
precisa escolher entre Bolsonaro e Lula para decidir se quer instituições
fortes.
Não precisa
escolher entre esquerda e direita para decidir se quer liberdade de expressão.
E não precisa
escolher entre defender o STF e criticar Alexandre de Moraes.
A verdadeira
defesa da democracia está justamente em exigir limites para todos.
Os responsáveis
pelos crimes de 8 de Janeiro devem responder.
Os responsáveis
por eventuais abusos também precisam responder.
Se houve
tentativa de golpe, que seja investigada e punida nos limites da lei.
Se houve abuso
de autoridade, que também seja investigado.
Se houve
interferência indevida, que seja esclarecida.
Se não houve
nada disso, que os fatos sejam apresentados de forma transparente para que a
sociedade possa formar sua própria opinião.
O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de instituições e as instituições verdadeiramente fortes não têm medo de fiscalização.
Alexandre de
Moraes poderia até ter sido um dos principais símbolos da resistência
institucional brasileira nos momentos mais delicados do pós-8 de Janeiro. Mas
justamente por isso deveria compreender que nenhum símbolo da democracia pode
se transformar em símbolo do poder sem limites.
O 7 de Setembro será, nesse sentido, mais do que uma data cívica. Poderá ser um termômetro da temperatura política brasileira e se as novas revelações forem confirmadas ou produzirem novas evidências, o problema deixará de ser apenas Alexandre de Moraes e passará a ser uma pergunta muito maior: até onde o Brasil está disposto a aceitar a concentração de poder em qualquer instituição — inclusive naquela que deveria ser a última barreira contra os abusos do próprio Estado?
A resposta não deveria vir das ruas e sim das instituições.
Mas, quando as instituições deixam de responder às perguntas da sociedade, é inevitável que as ruas comecem a perguntar mais alto.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
ACSP inaugura Balcão do Empreendedor na Avenida Paulista com foco no fortalecimento do comércio local
| Por: Claudia Souza |
Presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, destacou a importância de aproximar os serviços da instituição dos empresários da região e facilitar o dia a dia de quem produz
A Avenida Paulista, tradicional coração financeiro da capital paulista,
ganhou um novo ponto de apoio estratégico voltado a quem movimenta a economia
da cidade. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Câmara
de Comércio Brasil-Líbano (CCBL), inaugurou o Escritório de Serviços da
Paulista – Balcão do Empreendedor. Localizado no 16º andar do número 688 (Bela
Vista), o espaço consolida a atuação da entidade no polo comercial e oferece
orientação gratuita, suporte técnico e serviços essenciais para micro, pequenas
e médias empresas.
Durante a cerimônia, o presidente da ACSP e da Facesp (Federação das
Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Alfredo Cotait Neto, enfatizou
o papel da nova unidade como instrumento de aproximação direta entre a
Associação Comercial e a comunidade empreendedora do entorno da Paulista.
Cotait celebrou a aliança com a comunidade libanesa, saudando o embaixador do
Líbano no Brasil, Elias Nicolas, e o cônsul-geral em São Paulo, Rodrigue El
Khoury. Em sua fala, ressaltou o empenho coletivo das lideranças da entidade
para viabilizar o projeto, prestando homenagens ao diretor Roberto Matteucci e
a Renan Silva, idealizador do modelo do Balcão do Empreendedor, além dos demais
diretores e colaboradores.
O presidente da ACSP também frisou a necessidade de fazer a estrutura operar
com máxima agilidade para desburocratizar a rotina de quem empreende: "O nosso compromisso é fazer com que este escritório funcione plenamente
para aproximar as soluções da Associação Comercial dos negócios locais,
agilizando processos, facilitando o dia a dia e apoiando o crescimento dos
empresários e comerciantes da região", destacou Cotait.
Integração com o Poder Público e debate setorial
O encontro contou com cerca de 150 convidados e 25 autoridades, incluindo a presença do vereador Rodrigo Goulart e do secretário municipal das Subprefeituras, Fabrício Cobra Arbex — lembrado por Cotait ao introduzir a palestra sobre o panorama de investimentos, requalificação urbana e incentivo ao empreendedorismo na cidade de São Paulo.
O diretor da nova unidade, Antônio Carlos Stefano, apresentou os serviços disponibilizados aos comerciantes locais. Reforçando o propósito inclusivo do espaço, o vice-presidente da ACSP, Marcos Nascimento, pontuou: "O pequeno comerciante muitas vezes não tem a quem recorrer. Queremos que o Balcão seja justamente esse porto seguro para acolher e impulsionar quem gera empregos e mantém a economia pulsando."
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| Momento em que é lançada a placa inaugural |
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Cultura: 36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea recebe mais de 900 inscrições
A Comissão de Artes Plásticas do Bunkyo encerrou as inscrições para o 36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea (36º SBAC) com mais de 900 propostas de artistas de diferentes regiões do Brasil.
O resultado reafirma a importância do Salão como espaço de incentivo, valorização e difusão da arte contemporânea brasileira.
Com o tema “Ecos da Arte”, a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre a arte como ponto de encontro entre tempos, territórios, memórias e transformações. A curadoria estimula pesquisas sobre modos de existência, paisagens, técnicas, narrativas e patrimônios culturais, em diálogo com os desafios do Antropoceno.
A expressiva participação também revela a diversidade e a vitalidade da produção artística contemporânea no país, reunindo diferentes linguagens, gerações e trajetórias. Ao longo de mais de três décadas, o Salão consolidou-se como importante plataforma das Artes Visuais, preservando o legado do Seibi Kai, grupo de artistas nipo-brasileiros fundamental para a renovação da arte moderna brasileira e para a formação da Comissão de Artes Plásticas do Bunkyo.
Agora, as propostas serão analisadas pela Comissão Julgadora, formada por profissionais convidados de reconhecida atuação no setor. A avaliação seguirá critérios técnicos, conceituais e curatoriais previstos no edital. Os artistas selecionados serão anunciados conforme o cronograma oficial e integrarão a exposição de 25 de outubro a 8 de novembro de 2026, no Espaço Cultural Bunkyo, em São Paulo.
Próximas etapas: avaliação das inscrições entre julho e setembro de 2026 e divulgação dos selecionados conforme o cronograma oficial.
Serviço
36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea
De 25/10 a 08/11/2026
Espaço Cultural Bunkyo
Rua Galvão Bueno, 596
Liberdade, Centro de São Paulo
Info: www.artebunkyo.com.br
sábado, 22 de agosto de 2026
Petrobras e Marinha ampliam cooperação estratégica para proteger recursos do mar e fortalecer operações offshore
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Hotel Gran Villaggio fortalece a cadeia produtiva e cultura em evento que busca reumanizar o Centro de São Paulo
| Por: Claudia Souza |
Chá da Tarde e
Desfile de Moda mostrou como eventos podem conectar empreendedores, artistas,
marcas e consumidores, movimentando a cadeia produtiva e criando novas
experiências no Centro histórico da capital
O Centro de
São Paulo recebeu, no dia 15 de agosto, uma iniciativa que merece ser observada
para além da passarela. O Chá da Tarde e Desfile de Moda, realizado no Gran
Villaggio Hotel, na Rua Martins Fontes, 330, reuniu empreendedores, artistas,
jornalistas, estilistas, personalidades e público consumidor em uma tarde que
combinou moda, cultura, relacionamento e negócios.
Com a apresentação
de Leão Lobo e Cibele Attallah, produção de Mara Porto e Maurício Coutinho (Coutinho Eventos) e
apoio da Frei Caneca Produções, o encontro teve como uma de suas principais
características a abertura de espaço para empreendedores de diferentes
segmentos, muitos deles representados por mulheres 50+ que, além de exporem
seus produtos e serviços, também participaram do desfile.
O evento
demonstra, na prática, como a iniciativa privada pode contribuir para a
ativação econômica e cultural de uma região histórica da cidade.
Um desfile de moda pode parecer, à primeira vista, uma atividade concentrada apenas em roupas e passarela. Mas, por trás de algumas horas de programação, existe uma cadeia produtiva muito maior.
Um evento
desse tipo envolve produção cultural, organização, hotelaria, alimentação,
moda, beleza, fotografia, audiovisual, comunicação, divulgação, decoração,
sonorização, iluminação, transporte, serviços gráficos, tecnologia, segurança,
recepção, profissionais de eventos e comércio. Cada fornecedor contratado,
representa uma atividade econômica. Cada empreendedor que expõe sua marca
encontra uma oportunidade de apresentar seu trabalho. Cada profissional
envolvido amplia sua rede de contatos.
É justamente
essa capacidade de gerar conexões que caracteriza a economia criativa e o
empreendedorismo contemporâneo.
O próprio
Estado de São Paulo mantém políticas voltadas ao fortalecimento das Cadeias
Produtivas Locais, reconhecendo que a articulação entre empresas,
empreendedores e instituições pode gerar desenvolvimento econômico regional. O
programa SP Produz, por exemplo, tem entre seus objetivos fortalecer cadeias
produtivas, estimular a organização dos setores e promover o desenvolvimento
econômico dos territórios. (SP Produz)
O papel estratégico do Gran Villaggio
Nesse contexto, a participação do Gran Villaggio Hotel ganha importância especial. Ao abrir suas portas para uma iniciativa que reúne negócios, cultura e entretenimento, o hotel deixa de ser apenas um espaço de hospedagem e passa também a funcionar como equipamento de convivência, relacionamento e ativação econômica.
Um hotel que
recebe eventos contribui para movimentar uma série de atividades ao seu redor:
fornecedores, profissionais de produção, alimentação, transporte, comunicação,
turismo e comércio. Além disso, quando um equipamento localizado no Centro
recebe uma programação capaz de atrair público, ele ajuda a produzir um efeito
que vai além de suas próprias instalações.
Pessoas chegam
ao Centro, circulam pelas ruas, utilizam serviços, encontram empreendedores e
redescobrem espaços da cidade.
É uma forma concreta de reativar o território por meio da experiência.
A atuação da
Frei Caneca Produções e Coutinho Eventos, também merece destaque nesse
processo. A produção de um evento cultural ou de moda exige muito mais do que
colocar uma programação de pé. É necessário articular profissionais,
fornecedores, artistas, marcas, comunicação, logística, público e parceiros. Essa
capacidade de articulação é fundamental para transformar uma ideia em uma
experiência que gere valor.
No caso do Chá
da Tarde e Desfile de Moda, a produção conectou diferentes segmentos em torno
de uma proposta comum: criar um evento capaz de reunir pessoas e,
simultaneamente, valorizar empreendedores, cultura e o Centro de São Paulo.
A Prefeitura de São Paulo também vem destacando a economia criativa como vetor de desenvolvimento dos territórios, associando cultura, empreendedorismo, inovação e geração de oportunidades. (Prefeitura de São Paulo)
Empreendedoras 50+ no centro das atenções
Um dos
capítulos mais importantes da tarde foi protagonizado pelas mulheres
empreendedoras 50+.
Muitas das participantes que apresentaram seus negócios também desfilaram. A passarela tornou-se, portanto, uma extensão de seus empreendimentos. Essa escolha tem um forte significado econômico e social.
São mulheres que não aparecem apenas como consumidoras de moda, mas como produtoras, empresárias, prestadoras de serviços, criadoras de marcas e agentes econômicas. Elas movimentam negócios e, consequentemente, também movimentam outras partes da cadeia produtiva.
Uma
empreendedora que vende um produto pode contratar uma fotógrafa para produzir
suas imagens, uma designer para desenvolver sua identidade visual, uma gráfica
para seus materiais, uma profissional de marketing para as redes sociais e uma
empresa de eventos para apresentar sua marca.
O negócio deixa de ser isolado e passa a fazer parte de uma rede. É assim que o empreendedorismo ganha força, afinal, Cultura também é atividade econômica. A presença de artistas, jornalistas, estilistas e personalidades reforçou outra dimensão importante do evento: cultura também gera trabalho, renda e negócios.
A economia criativa reúne profissionais que transformam conhecimento, talento, criatividade e cultura em produtos e serviços. Segundo o Sebrae, o setor inclui profissionais como artistas, músicos, estilistas, ilustradores e outros trabalhadores criativos, que enfrentam justamente o desafio de transformar seu talento em negócios sustentáveis. A instituição destaca que a economia criativa representa quase 4% do PIB brasileiro. (ASN Nacional)
Nesse sentido, um desfile, uma apresentação musical, uma exposição ou um encontro cultural não devem ser vistos apenas como entretenimento. São também plataformas de negócios. Reumanizar o Centro é colocar pessoas novamente nas ruas. A expressão “reumanização do Centro” ganha sentido quando observamos o que acontece quando as pessoas voltam a ocupar os espaços urbanos para atividades positivas.
Um Centro vivo não é formado apenas por prédios, escritórios e estabelecimentos comerciais. Ele precisa de pessoas, encontros, cultura, lazer, comércio, arte e experiências.
A Prefeitura
de São Paulo, por exemplo, mantém iniciativas como o Centrô!, que utiliza
espaços do centro histórico para intervenções de teatro, circo, música e outras
linguagens artísticas, com o objetivo de transformar locais da região em palcos
públicos. (Porta de Entrada)
Também as
feiras do programa Mãos e Mentes Paulistanas mostram como a ocupação dos
espaços pode gerar atividade econômica: em 2025, as feiras do programa
movimentaram mais de R$ 1,3 milhão, além de criarem oportunidades de
comercialização para centenas de artesãos e manualistas. (Todos
Pelo Centro)
O Chá da Tarde e Desfile de Moda segue uma lógica semelhante, ainda que em uma escala e formato diferentes: levar pessoas para o Centro e criar motivos para que elas estejam ali, gera um efeito multiplicador.
O público compra, o empreendedor divulga, o fornecedor trabalha, o artista se apresenta, o hotel recebe, o produtor articula, o profissional de comunicação divulga, o fotógrafo registra, o salão de beleza prepara, a equipe técnica monta, o transporte movimenta, o comércio local pode ser beneficiado e novas conexões profissionais surgem. Essa é a verdadeira dimensão da cadeia produtiva de um evento. Por isso, iniciativas como a realizada no Hotel Gran Villaggio podem ser compreendidas como ações de ativação econômica e cultural, especialmente quando realizadas em regiões que precisam recuperar sua vitalidade urbana.
O Centro de São Paulo possui história, arquitetura, cultura e uma enorme concentração de profissionais e empreendedores. O desafio é transformar esse patrimônio em novas experiências capazes de aproximar novamente as pessoas da região. Nesse processo, hotéis, produtoras, restaurantes, lojas, espaços culturais, empreendedores e instituições privadas têm papel fundamental.
O apoio do
Gran Villaggio em parceria com a Frei Caneca Produções e a Coutinho Eventos,
demonstra que a revalorização do Centro não precisa depender exclusivamente de
grandes projetos públicos. Ela também pode acontecer por meio de iniciativas
privadas, culturais e empreendedoras que ocupem os espaços existentes e criem
novas oportunidades.
O Chá da Tarde
e Desfile de Moda mostrou que uma passarela pode ser também uma vitrine para
negócios; um hotel pode ser um espaço de cultura; uma produtora pode ser
articuladora de empreendedores; e um evento pode funcionar como uma pequena
engrenagem de uma grande cadeia econômica.
No final, reumanizar o Centro significa justamente isso: colocar pessoas no centro das decisões, dos negócios e da cidade. E quando essas pessoas são empreendedoras, artistas, profissionais da cultura, homens e mulheres que continuam criando e trabalhando depois dos 50 anos, a mensagem se torna ainda mais poderosa.
Valorizar quem empreende é movimentar a economia. Valorizar a cultura é gerar oportunidades. E ocupar o Centro com pessoas, negócios e experiências é ajudar São Paulo a reencontrar a sua própria identidade.












