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quinta-feira, 18 de junho de 2026

André Mendonça autoriza operação contra Jaques Wagner em novo desdobramento do Caso Banco Master

  


    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou nesta quinta-feira uma série de medidas cautelares contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito das investigações relacionadas ao Caso Banco Master. A decisão integra a 9ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que apura um suposto esquema de influência política, favorecimento empresarial e irregularidades financeiras envolvendo o banco e seus antigos dirigentes.

    A principal medida determinada pelo ministro foi o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador. Agentes da Polícia Federal estiveram na residência de Wagner para recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.

    Apesar da ofensiva autorizada pelo STF, André Mendonça rejeitou parte dos pedidos formulados pela Polícia Federal. Entre eles, a realização de buscas no gabinete parlamentar do senador no Senado Federal e em instalações vinculadas ao exercício do mandato. A decisão foi interpretada por especialistas como uma tentativa de preservar as prerrogativas institucionais do cargo sem comprometer o andamento das apurações.

    Suspeitas sob investigação


    Segundo informações obtidas pelos investigadores, a Polícia Federal apura se Jaques Wagner teria atuado politicamente em favor de interesses relacionados ao Banco Master e a empresários ligados ao grupo investigado.

    Os relatórios analisados pelo STF indicam suspeitas de que o parlamentar possa ter intermediado contatos e defendido pautas de interesse do banco junto a órgãos públicos e setores do governo federal. Também estão sendo examinados possíveis benefícios recebidos pelo senador, incluindo utilização de aeronaves particulares, participação em eventos e operações patrimoniais consideradas atípicas pelos investigadores.

    Até o momento, não há denúncia formal apresentada pela Procuradoria-Geral da República, e o senador permanece apenas na condição de investigado.

    Medidas cautelares


    Além das buscas, a decisão de André Mendonça inclui medidas cautelares destinadas a preservar a investigação. Entre elas, restrições de contato entre investigados e limitações relacionadas à atuação junto a empresas e pessoas vinculadas ao núcleo investigado pela Polícia Federal.

    As medidas adotadas não incluem prisão preventiva, afastamento do mandato parlamentar ou suspensão das atividades legislativas de Jaques Wagner.

    Defesa nega irregularidades


    Em manifestações divulgadas após a operação, aliados do senador classificaram as acusações como infundadas e afirmaram que Wagner sempre atuou dentro da legalidade no exercício de suas funções públicas.

    A defesa deverá ter acesso integral aos autos para analisar os elementos apresentados pela Polícia Federal e apresentar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal.

    Caso Banco Master amplia alcance político


    O Caso Banco Master tornou-se uma das maiores investigações financeiras em andamento no país. Inicialmente concentradas em suspeitas de fraudes bancárias e movimentações financeiras irregulares, as apurações passaram a alcançar figuras do meio político e empresarial.

    Desde que assumiu a relatoria do processo, André Mendonça tem adotado uma postura considerada rigorosa, autorizando operações policiais, medidas cautelares e diligências destinadas a aprofundar as investigações.

    Analistas avaliam que a inclusão de um dos principais líderes do governo no Senado entre os investigados aumenta significativamente o impacto político do caso e pode gerar novos desdobramentos nas próximas semanas.

    Próximos passos


    A Polícia Federal continuará analisando os materiais apreendidos durante a operação desta quinta-feira. O conteúdo recolhido poderá servir de base para novos pedidos de diligência, quebras de sigilo ou eventual oferecimento de denúncia pela Procuradoria-Geral da República.

    Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal seguirá acompanhando o caso sob a relatoria de André Mendonça, que tem se consolidado como uma das figuras centrais na condução de uma investigação que já produz repercussões no sistema financeiro e no cenário político nacional.

Operação Compliance Zero: O Acirrado Embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça no STF



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) foi o cenário de um dos debates mais intensos do ano na sessão realizada no dia 16 de junho de 2026. Em pauta, estava o referendo para a manutenção das prisões preventivas de Henrique Moura Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro — respectivamente pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro —, alvos da "Operação Compliance Zero". O julgamento acabou expondo visões diametralmente opostas sobre os limites legais e as garantias constitucionais no âmbito de investigações criminais de grande repercussão.

O Fantasma da Lava-Jato: As Críticas de Gilmar Mendes


Abrindo uma forte divergência contra a manutenção das prisões, o ministro Gilmar Mendes não poupou críticas à condução do caso, traçando paralelos diretos com o que chamou de "práticas processuais autoritárias da famigerada operação Lava-Jato".

Em um voto duro, Mendes alertou para o risco de repetição de expedientes abusivos, citando a espetacularização das investigações e a instrumentalização das prisões preventivas com o intuito de coagir os suspeitos a assinarem acordos de delação premiada. O ministro apontou o que considera graves violações ao direito de defesa, destacando o vazamento massivo e seletivo de conversas estritamente íntimas com o objetivo de estigmatizar os investigados. Além disso, expressou forte repúdio a relatórios policiais que indicavam o monitoramento de advogados, comparando tais condutas a táticas de regimes totalitários.

Diante desse cenário, Gilmar Mendes votou pelo relaxamento da prisão do primo, Felipe Cançado Vorcaro, e sugeriu a substituição da prisão preventiva do pai, Henrique Moura Vorcaro, por prisão domiciliar cumulada com o uso de tornozeleira eletrônica.


"Contornos de Máfia": A Defesa de André Mendonça


Em um contraponto contundente, o relator do caso, ministro André Mendonça, rebateu firmemente as críticas de Mendes. Ele argumentou que o colegiado não estava julgando os métodos da Lava-Jato, mas sim fraudes bilionárias investigadas no âmbito do esquema. Para Mendonça, as prisões eram imprescindíveis, uma vez que a "Operação Compliance Zero" não investiga um simples crime de colarinho branco, mas uma organização criminosa violenta com nítidos "contornos de máfia".

O relator detalhou que o grupo possuía ligações com o jogo do bicho e operava infiltrado com policiais federais da ativa. Entre as evidências apresentadas, citou a apreensão de armamentos de grosso calibre, fuzis, milhares de munições e armas com numeração raspada sob posse dos membros da organização.

Mendonça justificou o risco iminente de soltura narrando episódios graves de ameaças de morte que forçaram testemunhas a fugirem com suas famílias. O ministro também revelou mensagens que comprovam tentativas ativas de obstrução da justiça, nas quais a organização tentou comprar o silêncio e alinhar depoimentos com familiares de Felipe Mourão (referido como o "sicário"), integrante do grupo que faleceu sob custódia.

O Desfecho na Segunda Turma


O impasse foi solucionado com os votos dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques (chamado de ministro Cássio durante a sessão), que acompanharam integralmente o relator André Mendonça. Marques justificou que, naquele momento, não teria condições de garantir que a soltura ou a aplicação de medidas cautelares mais brandas não causariam uma "ruptura no curso das investigações".

Com isso, por maioria de votos, a Segunda Turma do STF decidiu referendar as decisões monocráticas e manter as prisões preventivas dos investigados ligados ao esquema.

Deixe sua opinião nos comentários: Como você avalia essa linha tênue debatida no STF entre a garantia do direito de defesa e a necessidade de usar medidas duras para desarticular organizações criminosas altamente complexas?

Assista o vídeo com a análise no Youtube:


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Inscrições para 23º Edição do Programa VAI Modalidade I estão abertas até 25 de junho


Serão investidos R$6,4 milhões


As inscrições para a 23° Edição do Programa VAI Modalidade I estão abertas até 25 de junho. A iniciativa é da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e recebe investimento de R$6,4 milhões.

O edital visa apoiar coletivos iniciantes, prioritariamente de jovens de 18 a 29 anos, com projetos de 6 à 8 meses. A Modalidade I foca na inserção cultural, já a II exige portfólio e visa fortalecer redes e a continuidade de ações em territórios periféricos. Confira o edital completo clicando aqui. Para se inscrever, acesse o site Link.

O principal objetivo é apoiar financeiramente atividades artísticas e culturais com prioridade para jovens de baixa renda e de regiões desprovidas de recursos e equipamentos culturais na cidade. Outras metas são estimular a criação, o acesso, a formação e a participação do pequeno produtor criador no desenvolvimento cultural da cidade; promover a inclusão cultural; e estimular dinâmicas culturais locais e a criação artística.

Sobre a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.

GILMAR MENDES X ANDRÉ MENDONÇA: FALA NO STF EXPLODE CRISE E EDUARDO GIRÃO REAGE COM DURAS CRÍTICAS




O cenário político e jurídico brasileiro voltou ao centro das atenções após declarações contundentes do ministro Gilmar Mendes, que reacenderam o debate sobre os impactos da Operação Operação Lava Jato e provocaram interpretações de críticas indiretas ao ministro André Mendonça.

Durante suas falas, Gilmar Mendes voltou a condenar práticas adotadas durante a Lava Jato, afirmando que houve abusos e violações de garantias constitucionais em nome do combate à corrupção. Para o ministro, aquele período deixou marcas profundas no sistema de Justiça brasileiro e abriu precedentes perigosos para excessos de poder.

A declaração ganhou ainda mais repercussão porque André Mendonça tem se destacado dentro do Supremo por posições consideradas mais conservadoras e rigorosas em temas ligados a investigações, liberdade de expressão e limites institucionais. Nos bastidores de Brasília, muitos enxergaram a fala de Gilmar como um recado político e jurídico ao colega de Corte.

A polêmica rapidamente ultrapassou os corredores do STF e chegou ao Senado. Em entrevista analisada no programa, o senador Eduardo Girão criticou duramente o que chama de “ativismo judicial” e afirmou que parte da população perdeu a confiança na imparcialidade das instituições. Girão também argumenta que existe um movimento para enfraquecer o legado da Lava Jato e minimizar os escândalos de corrupção revelados pela operação.

Segundo o senador, o embate dentro do Supremo revela uma divisão cada vez mais evidente entre ministros que defendem maior rigor no combate à corrupção e aqueles que priorizam o combate a abusos processuais. Para críticos de Gilmar Mendes, as declarações representam uma tentativa contínua de reescrever a narrativa da Lava Jato. Já aliados do ministro afirmam que ele apenas alerta para os riscos de violações constitucionais cometidas durante aquele período.

O episódio expõe uma disputa muito maior do que divergências pessoais entre ministros. O que está em jogo é a visão de país, os limites do poder do Judiciário e o papel do STF diante das crises políticas nacionais.

Enquanto isso, figuras políticas como Eduardo Girão transformam o debate em combustível para ampliar críticas ao Supremo e defender mudanças institucionais. O resultado é um ambiente cada vez mais polarizado, onde decisões judiciais repercutem diretamente na política e alimentam discussões intensas nas redes sociais, no Congresso e na sociedade.

No centro dessa nova controvérsia permanece uma pergunta que continua dividindo opiniões no Brasil: a Lava Jato foi um marco histórico no combate à corrupção ou ultrapassou os limites da Constituição em nome desse combate?


domingo, 17 de maio de 2026

Estação Itaim Paulista da CPTM recebe ações de conscientização contra o abuso infantil

Atividades nos dias 18 e 21 apresentarão orientações sobre canais de denúncia, sinais de alerta e rede de proteção às vítimas


A CPTM recebe mais uma edição da ação de conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração infantil na Estação Itaim Paulista. A iniciativa integra a campanha Maio Laranja, voltada ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, e tem como objetivo orientar as pessoas sobre a importância da denúncia e mostrar os canais oficiais de atendimento e acolhimento às vítimas.

Na segunda-feira (18), será realizado o primeiro dia da ação, na entrada principal da Estação Itaim Paulista, com enfoque na conscientização sobre o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

O segundo dia da ação ocorrerá na quinta-feira (21), com foco em reforçar informações sobre o Disque 100 e o papel dos Conselhos Tutelares, além de orientações sobre possíveis comportamentos apresentados por crianças e adolescentes em situação de violência. A atividade também indicará locais de atendimento disponíveis na rede de proteção, reforçando a importância do engajamento da sociedade na identificação e no combate a esse tipo de crimes. As ações serão realizadas com equipes distintas durante os dois dias.

Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam que, apenas no primeiro trimestre de 2026, o Disque 100 registrou mais de 36 mil denúncias de violações de direitos humanos no país. Crianças e adolescentes estão entre os principais grupos afetados, reforçando a importância da conscientização e do acesso aos canais de denúncia.

A programação do maio laranja é realizada em parceria com o SPVV Souzinha – Instituto Macedônia, que atua no apoio e na conscientização sobre a proteção de crianças e adolescentes.

Sobre a CPTM

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos é uma operadora de transporte ferroviário de passageiros, com 1,2 milhão de passageiros transportados por dia útil. Diariamente, os trens percorrem cerca de 53,5 mil km, ou 1,3 volta em torno da Terra, em 1.551 viagens programadas. Juntas, as quatro linhas da CPTM somam 142 km de extensão, dos quais 74 km estão na capital paulista, que também conta com 18 estações do total de 41. A CPTM atende os moradores de 12 municípios, incluindo a capital.

Serviço
Ação contra abuso infantil
Data: segunda-feira (18/05)
Local: Entrada principal - Estação Itaim Paulista (Linha 12-Safira)
Horário: das 18h às 19h

Data: quinta-feira (21/05)
Local: Estação Itaim Paulista (Linha 12-Safira)
Horário: das 10h às 12h

Concebido a partir de jogos de palavras e do estímulo ao brincar, espetáculo “Do Outro Lado do Rio” será apresentado no Sesc Guarulhos


Crédito: Lucas Fidalgo


Texto da montagem é referenciado pelo conceito “Didática da Invenção”, do poeta Manoel de Barros; apresentação é gratuita e será realizada na Praça de Convivência do Sesc Guarulhos nos dias (23) e (30)

Explorando a linguagem do poema para se aproximar das infâncias e refletir sobre a relação do ser humano com a natureza e o tempo, a Cia. Peixes Voadores apresenta nos sábados (23) e (30) no Sesc Guarulhos, a peça Do Outro Lado do Rio.

Com direção de Maria Alencar e dramaturgia e música original de Luane Sato, o trabalho cria uma oposição entre a cidade e o tempo natureza. Na trama, uma onça sente uma estranha coceira no peito e se junta à sábia Velha Ventania para encontrar uma criança cujo coração também está inquieto. Juntas, as três precisarão desvendar um grande mistério.

"Nossa pesquisa começou com os arquétipos que achávamos interessantes. A partir dessa ideia, imaginamos figuras que seriam vistas como improdutivas na sociedade atual, como os idosos, as crianças e os animais. Decidimos, então, explorar a relação desses personagens com o tempo", conta Luiza Kehdi, que assina o dramaturgismo e está no elenco ao lado de Tchô Salgado.

Na construção do texto, uma das principais referências para o grupo foi o poeta Manoel de Barros (1916-2014) e a sua Didática da Invenção, inspirada no pensamento para as infâncias. Para o autor, quando a criança está entendendo o mundo, ela se expressa de uma maneira diferente de um adulto, podendo dizer frases como "eu escuto a cor dos passarinhos", fazendo o que ele chamou de "delírio do verbo".

Nesse contexto, a gramática se transforma em brinquedo, recosturando o mundo a partir de um olhar menos objetivo e mais afetivo. "Assim, na nossa peça, os adultos estão convidados a revisitar o imaginário infantil", acrescenta Luiza.

A apresentação é gratuita, sem retirada de ingressos, e será realizada na Praça de Convivência do Sesc Guarulhos.

Sinopse:

De um lado do rio, uma onça acorda no meio da noite sentindo uma coceira estranha no peito. Inquieta, procura a Velha Ventania - aquela que tece o tempo. Do outro lado do rio mora uma criança que acorda no meio da noite porque seu coração treme. A Dona Onça e a Velha Ventania escutaram o coração da criança e terão que atravessar o rio. Como desvendar um coração que treme?



Ficha técnica:

Idealização: Cia. Peixes Voadores
Direção: Maria Alencar
Elenco: Luiza Kehdi e Tcho Salgado
Dramaturgia e música original: Luane Sato
Dramaturgismo: Luiza Kehdi
Musicista: Juh Vieira e Luane Sato
Direção Musical: Rodrigo Mercadante
Direção de arte: Lucas Lopes
Preparação de corpo: Bruna Alves


SERVIÇO
Dias 23 e 30/05. Sábado, às 16h.
Sesc Guarulhos - R. Guilherme Lino dos Santos, 1200 – Jardim Flor do Campo
Local: Praça de Convivência. Livre.
Grátis. Não é necessário retirar ingresso. 200 lugares.
Duração: 60 minutos.
Acesso para pessoas com deficiência
Estacionamento: 1ª hora - R$ 14,00 (não credenciados) e R$ 7,00 (credenciados).
Paraciclo: Gratuito (obs.: É necessário trazer travas de seguranças). 248 vagas

Para informações sobre outras programações, acesse o portal Sesc Guarulhos

sábado, 9 de maio de 2026

Passagem de comando: mãe inspira filho a seguir carreira como maquinista na Linha 7-Rubi



Maria Aparecida, uma das primeiras mulheres da operação ferroviária no trecho entre São Paulo e Jundiaí, acompanhou o início da trajetória de Ricardo Henrique como maquinista e recebeu homenagem pelo Dia das Mães

O Dia das Mães ganhou um significado especial nos trilhos da TIC Trens, concessionária responsável pela implantação, operação e manutenção dos futuros serviços TIC e TIM (Trem Intermetropolitano), assim como pela operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi.

Nesta sexta-feira (08), a maquinista Maria Aparecida de Almeida Bancalero Aguiar, de 62 anos, viveu um momento simbólico ao acompanhar o filho Ricardo Henrique de Almeida Bancalero Aguiar, de 34 anos, durante seu período de prática operacional na linha.

Prestes a concluir a formação como maquinista, Ricardo preparou uma homenagem para a mãe, com a entrega de um presente e a leitura de uma carta. Na mensagem, destacou como a trajetória de Maria na ferrovia foi decisiva para inspirá-lo a mudar de carreira e seguir o mesmo caminho profissional.

“O fato de meus pais serem ferroviários sempre me inspirou. Cresci curioso sobre essa profissão e, depois de muitos anos trabalhando como designer gráfico, ilustrador e tatuador, decidi ingressar na ferrovia”, conta Ricardo. “Quando criança, tive a oportunidade de entrar na cabine de um trem e apertar a buzina. A partir daquele momento, esse sonho ficou guardado comigo até eu resolver seguir os passos da minha família”, relembra.

Dos assentos do trem para a cabine


Moradores de Pirituba, mãe e filho têm uma relação antiga com o transporte ferroviário. Desde os sete anos de idade, Ricardo utiliza a Linha 7-Rubi como principal meio de locomoção para trabalho, estudos e lazer. Agora, além de passageiro, está prestes a iniciar oficialmente sua trajetória na operação ferroviária.

“Tenho gravada na memória a primeira vez que ouvi a voz da minha mãe anunciando uma estação da Linha 7-Rubi. Lembro da emoção de contar para todo mundo que era ela quem estava conduzindo o trem”, afirma.

Uma das primeiras maquinistas da Linha 7-Rubi


Com 27 anos de atuação na ferrovia, Maria integrou uma das primeiras turmas de mulheres maquinistas da Linha 7-Rubi. Para ela, permanecer na profissão representa a continuidade de uma trajetória construída com dedicação ao transporte de passageiros.

“Quando comecei, ainda existia preconceito contra mulheres conduzindo trens. Com o tempo, conquistamos nosso espaço e mostramos que as ferroviárias têm plena capacidade de atuar na condução com segurança e responsabilidade”, destaca.

Maria conta que sua relação com a ferrovia começou antes mesmo da profissão. “Meu esposo era ferroviário. Antes de conhecê-lo, eu nunca tinha andado de trem, mas passei a gostar desse universo e decidi que também queria trabalhar na área. Quando surgiu o concurso para maquinista, em 1996, ainda existiam poucas mulheres na profissão. Na minha turma, éramos apenas três”, relembra.