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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Estudo clínico CoronaVac chega ao estágio final

Instituto Butantan prevê liberação da vacina contra o coronavírus no início do próximo ano

O governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram nesta segunda-feira (23) que o estudo clínico da vacina CoronaVac chegou à fase final. Os resultados do estudo devem sair na primeira semana de dezembro e 46 milhões de doses da vacina estão previstas para serem liberadas em janeiro do próximo ano.

O estudo clínico já chegou ao estágio necessário para a análise de eficiência do produto. Até o momento, segundo o Butantan, 74 voluntários nos testes foram infectados pela Covid-19, número acima do mínimo esperado para esse estágio, que previa o contágio de, ao menos, 61 participantes.

No Brasil, os testes ocorrem desde julho sob supervisão do Instituto Butantan em 16 centros de pesquisa científica localizados em sete estados brasileiros e no Distrito Federal. Metade dos voluntários recebeu duas doses da vacina e o restante recebeu um placebo, uma substância sem nenhum tipo de efeito.




segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Contrata SP recebe mais de 2 mil inscrições para processo seletivo que começa nesta terça (24)

Iniciativa da Prefeitura de São Paulo com mais de 1.500 vagas ocorrerá até sexta-feira, nas regiões oeste, sul, leste e norte, iniciando às 10h no Cate Lapa

O Contrata SP Vagas de Fim de Ano da Prefeitura de São Paulo começa nesta terça-feira, 24 de novembro, processo seletivo com mais de 1.500 oportunidades de emprego nas áreas do comércio, serviços, construção civil e indústria, com salários entre R$ 585 (trabalho intermitente) e R$ 3.500. Mais de 2 mil candidatos se inscreveram entre os dias 19 e 22 para participar do evento, que ocorrerá em duas fases, sendo a primeira com pré-seleção on-line realizada pela equipe técnica do Cate da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e, posteriormente, com agendamento para demais etapas de seleção começando pelo Cate Lapa. Os demais dias ocorrem nas unidades Interlagos (25), Itaquera (26) e Brasilândia (27).

O novo formato ocorre em decorrência da pandemia provocada pelo coronavírus, no entanto, serão mantidas as ações regionalizadas nas unidades do Cate nas zonas oeste, sul, leste e norte ofertando vagas que estejam mais próximas da residência do trabalhador. Com previsão de 800 candidatos atendidos nos quatro dias do evento, agendados por faixas de horário, entre às 10h e 16h, o Contrata SP Vagas de Fim de Ano só atenderá candidatos que estiverem agendados e que foram pré-selecionados atendendo as exigências das vagas quanto à escolaridade, experiência profissional, conhecimento técnico, entre outros.

Os trabalhadores que estão em busca de gerar renda em vagas temporárias encontram 416 vagas. Os setores da construção civil, da indústria e do comércio participam da ação com oportunidades para azulejista, pedreiro, carpinteiro, soldador, mecânico, caldeireiro, eletricista, promotor de vendas, entre outros. Será exigida experiência anterior de pelo menos seis meses. Para as vagas da construção civil, o interessado precisa comprovar o ensino fundamental, já os demais postos requerem o ensino médio, ambos os setores permitem que o candidato esteja com os estudos em andamento, mas serão avaliadas as habilidades técnicas.

No segmento de supermercados, são 56 postos em cargos como padeiro e auxiliar de padaria, balconista, ajudante de cozinha, operador de caixa, repositor, entre outros - salários entre R$ 1.428 e R$ 2.300. Para algumas das vagas, o candidato precisa ter disponibilidade para o trabalho em sistema de escala ou intermitente, além de experiência mínima de seis meses e ter concluído o ensino fundamental ou médio.

O comércio ainda oferece 50 oportunidades para atuar como vendedor de peças para moto, serviços de saúde, vestuário, degustador e representante comercial. A atividade será desenvolvida de segunda-feira a sábado e os ganhos chegam a R$ 1.755 ou por meio de comissões. É necessário conhecimento de técnicas de vendas e comprovação mínima de pelo menos três meses na função e também da escolaridade completa para o fundamental ou médio.

O setor também contempla quem deseja oportunidades como atendente. São 291 vagas com rendimentos entre R$ 585 e R$ 1.420. A escolaridade mínima é o ensino fundamental incompleto e a maioria dos postos não requer comprovação de experiência.

Outras oportunidades que podem ser ocupadas durante o Contrata SP Vagas de Fim de Ano são em ocupações como tapeceiro, ajudante de produção, costureira, instalador de alarmes, pintor de móveis, desenhista, entre outros. Os rendimentos variam de R$ 1.429 até R$ 2.374. As equipes do Cate irão avaliar a experiência dos candidatos e se têm formação compatível com a exigência da empresa.

Perfil dos inscritos


Entre os mais de 2 mil inscritos para o processo seletivo, 70% são de mulheres. Quanto à escolaridade 56% está com o ensino médio completo ou a concluir, os demais afirmam ter os ensinos fundamental e superior. Por volta de 62% pertence às faixas etárias entre 20 e 39 anos.

A maioria dos candidatos é da capital, com 28% dos que enviaram o currículo da região leste da cidade, seguidos de participantes das zonas sul, norte, oeste e centro.


Dicas sobre processo seletivo

Os interessados em participar do Contrata SP Vaga de Fim de Ano podem se preparar para o processo seletivo nas orientações on-line disponibilizadas no portal do Cate, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Na plataforma há diversos cursos em sistema EAD – Ensino a Distância gratuitos e oficinas rápidas como as de orientação de como se sair bem em um processo seletivo, formular um currículo adequado, entre outras dicas.

O portal, que pode ser acessado no endereço www.cate.prefeitura.sp.gov.br, possibilita ainda o acesso a certificado que é emitido automaticamente pela plataforma, desde que a maior parte da atividade seja desenvolvida. No local, ainda é possível aprimorar conhecimentos sobre as áreas com maior potencial de empregabilidade como tecnologia, economia criativa, sustentabilidade, entre outras.


Dias:

24/11 - Cate Lapa
25/11 – Cate Interlagos
26/11 – Cate Itaquera
27/11 – Cate Brasilândia
Horário: 10h às 16h (O candidato precisa estar com dia e horário agendados para participar)

domingo, 8 de novembro de 2020

Nomadismo digital é a tendência do trabalho nos próximos anos, diz Rebeca Toyama

Especialista comenta sobre as vantagens do nomadismo digital e dá dicas para melhorar a performance de profissionais de diferentes áreas


Toda crise traz uma nova ideia de como se reinventar, e depois do decreto de pandemia do novo coronavírus, muitos profissionais começaram a migrar para lugares mais calmos e longe das aglomerações trabalhando de maneira remota. Com isso, os profissionais passaram a romper os modelos tradicionais de trabalho, e entenderam uma forma eficaz de desempenhar sua profissão onde estão, seja em casa, no campo, na praia, sem sofrer impactos no entrega de resultados e demandas.

Para Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira este modelo de trabalho é nova tendência, mas é necessário se organizar para atuar com mais eficiência. Hoje está mais difícil manter o modelo tradicional de trabalho e as organizações estão tendo que se reinventar e pensar em formas mais atraentes para manter os colaboradores engajados, motivados e felizes com suas atividades e responsabilidades e, com isso, surge o nomadismo digital.

“Os nômades não possuem a obrigatoriedade de um horário e local específicos para a realização de suas tarefas profissionais, e faz com que o profissional seja mais livre e flexível. ”, afirma, Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira. Para os gestores, o desafio que é manter os colaboradores engajados se tornou ainda mais audacioso, mas algo que pode ser a chave do sucesso para quem conseguir êxito.

O nomadismo digital surgiu com o intuito de trazer uma reflexão do cotidiano vivido pela maioria dos trabalhadores formais. “Os profissionais que levam a vida dessa forma, além de conhecer novos lugares, estabelecer novos vínculos, ter flexibilidade de horário e local, conseguem ter mais aproveitamento criativo. E por esses fatores, que podem ser inspiradores, faz com que o dia seja mais produtivo, saindo daquela rotina que muitos não aguentam mais. ”, explica, Rebeca Toyama.

Bem-estar é o segredo do sucesso

O trabalho remoto faz parte do nomadismo digital, pois é uma ferramenta que viabiliza o estilo de vida dos nômades, e neste momento de pandemia com muitos profissionais no teletrabalho observa-se o aumento de produtividade, inspiração, flexibilidade e a acessibilidade que traz a qualidade de vida para muitos profissionais. “Com mais autonomia e liberdade, esse estilo de vida pode levar um gás a mais também para os profissionais que estão em transição de carreira e recolocação profissional, pois através da inspiração que o modelo traz é possível se abrir a mente e ter a chance de encontrar ‘o novo’ e o que falta realmente para seguir seu caminho. ”, comenta, Toyama.

Qualidade de vida é o que muitos buscam, e é importante ressaltar que a vida profissional, financeira, emocional e pessoal precisam estar alinhadas, pois tudo está interligado em sua performance. De acordo com a especialista, para se alcançar o bem-estar é preciso ter em mente a otimização de tempo, planejamento e o propósito.

“Fica mais orgânico para um profissional dar o seu melhor, quando se trabalha com o que gosta e acredita, quando se equilibra vida pessoal e profissional as 24 horas por dia e os 7 dias por semana, e quando encontra em sua rotina um sentido e um propósito alinhados com suas metas e planos. ”, finaliza, Rebeca.

E para os profissionais que querem seguir essa tendência, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama trouxe 4 principais tópicos para melhorar sua a performance e embarcar no nomadismo digital.

1- Organização e disciplina: A organização sempre será a chave para se ter sucesso em qualquer negócio e tipo de demanda, e dentro do nomadismo digital a otimização de tempo é essencial. Precisamos e podemos sempre ter controle do nosso próprio tempo, mais é preciso ter atenção sobre equilibrar as 24 horas por dia e os 7 dias por semana.

2- Flexibilidade e Inspiração: A rotina de trabalho, no caso dos nômades são eles que decidem, alguns profissionais rendem melhor durante o dia, outro durante à noite, mas o trabalho sempre flui melhor quando se encontra inspiração. E a flexibilidade une as duas coisas.

3- Estilo de vida e produtividade: . Nomadismo é um estilo de vida, trabalhar de qualquer lugar do mundo é uma escolha que deve estar alinhada com o compromisso com a qualidade e produtividade. Estar num local paradisíaco ou na fazenda da família não pode ser motivo de distração e comprometimento da produtividade

4- Qualidade de vida: como qualquer escolha, o nomadismo traz ônus e bônus, mas uma coisa que deve ser considerada nesse momento é a qualidade de vida que precisa caminhar lado a lado com nossos objetivos, caso contrário ser um nômade pode virar um fator de estresse ao invés de fonte de bem-estar

Sobre Rebeca Toyama

Rebeca Toyama é fundadora da ACI e RT DHO, empresa com foco em carreira e educação corporativa. Especialista em estratégia de carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração e tecnologia e especialização em psicologia e marketing. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. Colaboradora do livro Tratado de psicologia transpessoal: perspectivas atuais em psicologia: Volume 2; Coaching Aceleração de Resultados e Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), Instituto Filantropia e Universidade Fenabrave.


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sábado, 7 de novembro de 2020

Democrata Joe Biden vence eleição americana

No começo da tarde deste sábado (7), Joe Biden foi eleito como o novo presidente do Estados Unidos, vencendo o atual ocupante da cadeira na Casa Branca, Donald Trump, que não acredita na derrota e diz que vai recorrer à Justiça. É importante destacar que esse resultado está baseado nas projeções dos maiores veículos de imprensa, como Associated Press, 'New York Times', NBC e CNN, uma vez que o país não possui um órgão de instância jurídica como a Justiça Eleitoral brasileira. Esses dados são apurados junto aos Colégios Eleitorais que, de forma simplificada, é responsável por oficializar a contagem de votos.

Após três dias de contagem manual das cédulas, essas projeções revelaram que Joe Biden conquistou 270 delegados, número necessário para garantir a vitória na 46° eleição americana. Essa disputa conquistou algumas marcas na história do País por Joe Biden ser o mais velho a exercer esse cargo — ele terá 78 anos na data da posse. Outro detalhe é que Donald Trump acaba de se tornar o primeiro presidente nos últimos 25 anos a perder a reeleição. Além disso, sua vice na chapa é Kamala Harris, senadora democrata e mulher negra, filha de imigrantes. Será a primeira vez que os Estados Unidos terá uma mulher neste cargo. 

Joe Biden tem longa carreira política, com algumas passagens marcantes como a eleição como senador pela primeira vez em 1972, aos 29 anos; em 1987, lançou sua primeira candidatura à Casa Branca; por fim, foi vice-presidente de Barack Obama durante seus dois mandatos. As diferenças no discurso entre Biden e Trump estão cercadas de expectativas por todo o mundo, no que diz respeito à condução das políticas sociais e no comércio exterior.

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Dia Nacional de Alerta para Doenças Reumáticas


Especialista explica fatores que podem ajudar a identificar o diagnóstico precoce da doença



O mês de outubro celebra uma variedade de datas importantes para a medicina, como o Dia do Médico, da Conscientização e Prevenção ao Câncer de Mama e da Artrite Reumatoide. Neste final de mês, o Dia Nacional de Alerta para Doenças Reumáticas, chega como mais uma data para informar, conscientizar e contribuir para a saúde pública.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 15 milhões de pessoas são acometidas pela doença. Existem cerca de 120 doenças reumáticas, que podem afetar crianças, jovens, adultos, homens e mulheres. “Nossa principal preocupação é não realizar diagnóstico e tratamento precoces, que podem levar à perda de qualidade de vida e incapacidade física”.

“A maioria das doenças reumáticas tem como manifestações iniciais, a dor persistente e o inchaço nas articulações. Essa dor pode surgir como uma espécie de fisgada ou pontada ao realizar tarefas e movimentos simples, como por exemplo manejar um garfo ou faca para se alimentar ou subir escadas. A melhor forma é reconhecer a presença da dor nas articulações e como ela se comporta ao longo do dia para melhorar”, explica a Dra. Claudia Goldenstein Schainberg, especialista em reumatologia.

Situações como esta, iniciando de uma forma simples, podem começar a complicar a rotina das pessoas, causando dificuldades que podem afetar o dia-a-dia e até mesmo atividades no trabalho. De fato, hoje as doenças reumáticas estão entre as principais causas de afastamento e aposentadoria precoce por doença.

“O ideal é procurar um médico especializado para diagnosticar, tratar e nortear quanto à realização de as atividades adequadas. A melhor forma de se cuidar é, sem dúvidas seguindo as orientações do seu médico, praticar exercícios físicos, manter uma boa alimentação leve e colorida, somada a um estilo de vida saudável”, conclui a especialista.

Sobre a Dra.

Dra. Cláudia Goldenstein Schainberg é especialista em Reumatologia e Reumatologia Pediátrica. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, mestrado e doutorado em Medicina (Reumatologia) pela Universidade de São Paulo.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O grave quadro dos bebês prematuros em tempos de COVID-19



Com 340 mil partos de prematuros por ano, Brasil entra no "Novembro Roxo" como décimo país em incidência de prematuridade e, no contexto da pandemia, enfrenta desafios complexos, como o isolamento de prematuros na UTI, a evasão de consultas de gestantes e um quadro de pânico e desinformação

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia do coronavírus já provocou mais de 1 milhão de mortes em todo o mundo, somando 32 milhões de casos em 188 países. Os números, assombrosos por si só, agravam outras situações que já eram bem complexas antes da pandemia. Uma delas é o universo da prematuridade como um todo, que envolve, entre outros pontos, a prevenção durante a gestação, o tratamento de bebês prematuros e o acolhimento à família.

O Brasil é o 10º país com mais partos prematuros no mundo, com cerca de 340 mil nascimentos de bebês nessas condições por ano, aponta a OMS. A lista inclui ainda China, Estados Unidos, Índia e Nigéria, sendo que 60% desses nascimentos ocorrem na África e no Sul da Ásia, o que demonstra o caráter global do problema. Vale destacar ainda que, no mundo, ocorrem 15 milhões de nascimentos nesse perfil, ou seja, um em cada dez bebês nascem prematuros todo ano, sendo que 1 milhão deles morre, consolidando assim a prematuridade como a principal causa de mortalidade infantil até 5 anos.

E quando a realidade do coronavírus se mistura à realidade da prematuridade, o tema se desdobra em várias questões: a mãe transmite coronavírus pela gravidez? E pela amamentação? Há relação da prematuridade com a COVID-19? A gestante deve ir ao médico presencialmente para fazer o pré-natal ou há outra opção? É realmente necessário que o bebê prematuro fique isolado na UTI Neonatal? É neste contexto que se iniciam as atividades de 2020 do Novembro Roxo – mês de sensibilização global para a causa da prematuridade – conduzidas no Brasil pela ONG Prematuridade.com, única instituição do País de apoio aos bebês prematuros e suas famílias.

Um recente estudo realizado pela Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA relatou que as mulheres com Covid-19 têm maior chance de parto prematuro. O resultado aponta que 12,9% dos nascidos vivos entre uma amostra de 3.912 mulheres foram prematuros, em comparação com 10,2% na população em geral.

“Precisamos colocar esse assunto com a evidência e a urgência que merece. Trata-se de um problema que pode até ser evitado com um bom pré-natal ou, ainda que haja o parto prematuro, certamente o bebê pode se recuperar com o mínimo de danos à saúde quando recebe o atendimento adequado. O resumo é que podemos interferir positivamente nesse quadro e vidas podem ser salvas. E agora temos que adaptar a realidade da prematuridade ao cenário do COVID-19”, explica Denise Leão Suguitani, fundadora e Diretora Executiva da ONG Prematuridade.com.

Evasão de consultas e isolamento de bebês na UTI: medo leva a erros graves

De maneira resumida, um parto é considerado prematuro quando acontece antes de 37 semanas de gestação. São várias as causas que podem levar à prematuridade, mas o principal passo para evitar esse problema é a prevenção. Nesse sentido, o pré-natal é uma das medidas mais eficazes para uma gestação saudável e completa. E aqui começa o primeiro processo agravado pela COVID-19: a evasão de consultas de gestantes por medo de infecção.

Recentemente, a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) realizaram um grande estudo com 2.753 mulheres (1.713 grávidas e 1.040 puérperas – mães de recém nascidos com até 45 dias – de todas as classes sociais, em todas as regiões do país.

Entre outros dados, o estudo revelou que 81% das grávidas temem a contaminação pelo novo coronavírus durante as consultas de pré-natal, e 82% têm medo da internação hospitalar por ocasião do parto. Além disso, mais da metade (53%) das gestantes também não sabia se poderia ter acompanhante no hospital no pós-parto, o que é garantido por lei desde 2005.

Embora não justifique o abandono de pré-natal – cujas consequências podem ser irreversíveis para mãe e para o bebê e isso tem que ficar muito claro – o receio das mulheres tem razão de ser. Uma pesquisa publicada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos descobriu que mulheres grávidas com coronavírus são mais propensas a desenvolver sintomas graves e têm maior probabilidade de ter parto prematuro ou sofrerem uma perda gestacional.

Cerca de 12% das mulheres infectadas tiveram parto prematuro – maior que a taxa de 10% de partos prematuros registrados na população em geral. No caso de mulheres sintomáticas, a taxa de nascimento de prematuros quase dobrou, chegando a 23%. Mulheres sintomáticas e assintomáticas também tiveram aborto espontâneo, com uma taxa geral de 2,2%. A pesquisa analisou os registros médicos de cerca de 600 gestantes, entre 18 e 45 anos, diagnosticadas com coronavírus entre março e agosto deste ano.

E, além da evasão de consultas, este cenário tem vários desdobramentos, entre eles a separação de mãe e bebê prematuro na UTI. Como já se sabe, o isolamento social é a principal forma de evitar a transmissão do coronavírus. O problema central é que o distanciamento é exatamente o oposto à principal premissa do Método Canguru, que consiste basicamente em colocar o bebê prematuro em contato pele a pele com sua mãe ou com seu pai para fins de tratamento e recuperação do recém-nascido.

O Método já é pacificado pela medicina moderna e viabiliza uma série de benefícios, entre eles o estímulo ao aleitamento materno, melhor desenvolvimento neurocomportamental e psicoafetivo do bebê, além de redução do estresse e da dor no recém-nascido prematuro ou de baixo peso.

Para a fundadora da ONG Prematuridade.com, a apreensão das mulheres grávidas, das mães de prematuros e dos profissionais de saúde quanto à infecção pelo vírus é legítima, mas o efeito colateral de uma decisão extrema, como a de faltar a uma consulta do pré-natal ou restringir a presença dos pais na UTI Neonatal, podem levar a um agravamento contundente de casos e do quadro geral da prematuridade. Não é exagero dizer que pode custar a vida do bebê e da própria mãe, além de quadros de ansiedade, estresse e depressão, comuns na prematuridade e agora mais frequentes durante o período da pandemia.

“Mesmo com o distanciamento social, é importante pensarmos estratégias para garantir o vínculo e o melhor desfecho possível para o bebê e para a família. As gestantes precisam realizar o pré-natal. Os prematuros precisam da presença dos pais. Esses pequenos são mais vulneráveis, e podem ficar com sequelas físicas, motoras e cognitivas. Precisamos adequar o combate ao coronavírus a essa realidade, ressaltando a importância do acompanhamento da gravidez, da manutenção de consultas dos bebês, de manter a vacinação das crianças em dia e da extrema importância da presença dos pais ao lado do prematuro sempre que possível”, pondera.

A diretora da ONG acrescenta ainda que há um movimento mundial chamado “Separação Zero”, voltado a promover a aproximação dos pais com os bebês prematuros nas UTIs. A campanha foi traduzida para mais de 20 línguas e acontece em dezenas de países de todos os continentes, como Alemanha, Reino Unido, Ucrânia, Gana, Austrália, Israel, México e Estados Unidos. No Brasil, a ação foi capitaneada pela ONG Prematuridade.com.

“Houve casos de pais que testaram negativo para o coronavírus e, mesmo assim, foram impedidos de entrar na UTI. Isso é muito grave! É certo que precisamos zelar pela segurança de todos: dos bebês, das famílias e das equipes, mas a presença materna, principalmente, faz parte do processo de cura do prematuro e só deve ser restringida em casos extremos”, diz.

Transmissão pela gravidez, amamentação e outras dúvidas: ações de educação

A OMS afirma que não há informações se uma gestante com COVID-19 pode transmitir o vírus para seu bebê durante a gravidez ou o parto, mas se confirmada a doença após o nascimento, a mãe deve seguir alguns cuidados, especialmente por se tratar de bebês mais vulneráveis e que requerem atendimento diferenciado.

“Devido às mudanças no corpo e no sistema imunológico, sabemos que as gestantes podem ser severamente afetadas por algumas infecções respiratórias. É importante, por isso, que elas tomem precauções para se protegerem contra a COVID-19, e relatarem possíveis sintomas (incluindo febre, tosse ou dificuldades para respirar) para seus provedores de cuidados de saúde”, informa o Ministério da Saúde em seu site. Mais informações podem ser encontradas na página do órgão.

Outro assunto que também desperta preocupação é o aleitamento materno. “Queremos que as mães de prematuros saibam que é possível e é recomendado, tomando todas as medidas de proteção, que sigam amamentando seus bebês, mesmo com suspeita ou confirmação de infecção pela COVID-19.”, informa Suguitani.

“Além disso, é fundamental levar o bebê a todas as consultas e manter as vacinas em dia. Os prematuros são mais vulneráveis a algumas infecções e possuem um calendário de imunizações especial, por isso, precisam de um olhar mais atento das famílias e dos profissionais”, complementa.

A fundadora da ONG acrescenta ainda que uma série de iniciativas estão previstas para todo o mês. De acordo com Denise, o Novembro Roxo engloba ações e eventos, ao redor do mundo, ligados à prematuridade e sua prevenção. Esse ano, a campanha, que tem como slogan “Juntos pelos prematuros, cuidando do futuro”, trará uma agenda repleta de atividades.

“Temos um trabalho forte de conscientização a fazer junto à sociedade como um todo durante o ano inteiro, mas em novembro é o momento de dar ainda mais evidência ao tema. Apesar de a pandemia ter complicado ainda mais o cenário da prematuridade, o fato é que a questão por si só já era bastante complexa. O sonho de ser pai ou mãe envolve inúmeras emoções e expectativas, principalmente o desejo de uma criança saudável. Mas se esse bebê vier prematuramente, é nosso dever enquanto sociedade garantir que ele receba o atendimento mais adequado e que seja acolhido com muito amor, para que tenha todas as condições para uma rápida e plena recuperação. Novembro Roxo é sobre isso: é sobre acolher a vida e cuidar do futuro”, finaliza.

Por que Novembro Roxo?

No dia 17 de novembro, é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade, data escolhida pelo significado especial para Jürgen Popp, um dos fundadores da EFCNI (European Foundation for the Care of Newborn Infants), parceira da ONG Prematuridade.com. Após a morte de seus trigêmeos prematuros, em dezembro de 2006, ele tornou-se pai de uma filha nascida em 17 de novembro de 2008. Ao mesmo tempo, o March of Dimes, organização de caridade americana para prematuros e recém-nascidos teve uma ideia semelhante e lançou um Dia da Consciência para a Prematuridade, em 17 de novembro, nos EUA.

O roxo simboliza sensibilidade e individualidade, características que são muito peculiares aos bebês prematuros. Além disso, o roxo também significa transmutação e mudança, ou seja, a arte de transformar algo em outra forma ou substância, assim como no desenvolvimento de um bebê prematuro.

Sobre a ONG Prematuridade.com


A Associação Brasileira da Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com – nasceu em 2011 a partir de um blog de experiência de mães e profissionais com a prematuridade e suas consequências. Em pouco tempo, os conteúdos se tornaram cada vez mais relevantes, ganharam espaço e surgiu o desejo de que o assunto fosse debatido com urgência. Em novembro de 2014 foi fundada, por Denise Leão Suguitani, a ONG Prematuridade.com, com sede em Porto Alegre (RS), a única organização a atuar na causa em âmbito nacional.

O trabalho da ONG se baseia em ações dedicadas à prevenção do parto prematuro, à capacidade de educação continuada para profissionais de saúde e à defesa de políticas públicas voltadas ao interesses das famílias de bebês prematuros e dos profissionais que cuidam deles. Atualmente são cerca de 4 mil famílias cadastradas, mais de 100 voluntários em 19 estados brasileiros e um Conselho Científico Interdisciplinar de excelência. Mais informações: https://www.prematuridade.com/

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Tomar ou não tomar a vacina?



A discussão sobre a obrigatoriedade da vacinação, em meio a uma pandemia que já matou mais de 157 mil brasileiros e infectou pelo menos outros 5,4 milhões, está na pauta dos brasileiros, da imprensa e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deve analisar ainda este ano se os pais podem deixar de vacinar os filhos. O recurso tem origem em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de São Paulo contra os pais de uma criança, adeptos da filosofia vegana, para obrigá-los a regularizar a vacinação do seu filho.

O assunto é polêmico e não faltam leis para serem analisadas. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, garante direitos individuais, mas também delimita o alcance desses direitos ao bem-estar da sociedade. “Nenhum direito é absoluto. As pessoas não têm uma liberdade de forma ampla. A liberdade vai até o momento em que sua decisão esbarra nos direitos dos outros. Então, durante uma pandemia, algumas de nossas liberdades individuais tiveram que dar espaço para garantir a saúde pública”, afirma a jurista e mestre em Direito Penal, Jacqueline Valles.


Vacina ou não vacina?


Jacqueline avalia que, apesar de aparentemente simples, a decisão do STF tem que ser fundamentada de forma que não haja desrespeito a nenhum direito que está sendo discutido.

A jurista explica que o Direito usa o método da proporcionalidade para solucionar os conflitos de contrapontos de direitos. Esse método se aplica em três teses: adequação, necessidade e proporcionalidade. “No caso da vacina, se discutirá se é adequado, para a erradicação da doença, que se obrigue as pessoas a tomarem vacinas, mesmo contra a sua vontade. Se a resposta for sim, avalia-se se é necessário obrigá-las a se vacinarem para interromper a transmissão. E a última análise considera se é proporcional restringir o direito em nome da saúde pública”, acrescenta Jacqueline.

O fato é que a discussão, a polêmica e a disseminação de boatos sobre a vacinação não é coisa dos tempos atuais. No Brasil, o uso de vacina contra a varíola é obrigatório desde 1846, mas o governo teve que criar uma nova lei em 1904 porque a anterior não era cumprida. “Quando tivemos a Revolta da Vacina, em 1904, havia boatos sobre efeitos colaterais de que quem tomasse a vacina ficaria com as feições de boi. O governo usou o Exército para garantir a imunização, editando inclusive uma nova lei, e o resultado foi um levante popular. Décadas se passaram e a desinformação e disseminação de notícias falsas sobre as vacinas continuam convencendo parte das pessoas de que elas são nocivas, por isso a resistência. Mas é preciso observar que não faltam leis que tornam obrigatória a vacinação para controle de doenças”, completa a jurista.

A jurista e mestre em Direito Penal Jacqueline Valles


Além da normativa de 1904, em 1975, durante o governo Médici, foi editada a lei 6.259, que determinou a obrigatoriedade da vacinação. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também tornou a vacinação obrigatória e, neste ano, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a norma 13.979, que dispõe sobre as medidas de combate à pandemia, como o isolamento social e a vacinação obrigatória. "O que não faltam são leis tornando obrigatória a vacinação. O descumprimento implica em perda de direitos. Por exemplo, pais que não vacinarem os filhos não podem matriculá-los em escolas da rede pública", finaliza a jurista.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Dieta low carb não está associada a danos renais



Dieta low carb não está associada a danos renais

Pelo contrário, estratégia alimentar que prioriza o consumo de proteínas e gorduras tem eficácia comprovada no tratamento de diabetes e hipertensão, duas grandes causas de doença renal crônica

A doença renal crônica é uma epidemia mundial. A estimativa é de que 850 milhões de pessoas apresentem essa condição. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), somente no Brasil mais de 10 milhões de pessoas sofrem com a perda progressiva da função dos rins e 90 mil necessitam da diálise para garantir qualidade de vida. Como diabetes e hipertensão arterial sistêmica são dois dos grandes responsáveis por prejudicar os rins, a dieta low carb pode aparecer como uma alternativa ao combate deste mal em algumas ocasiões bem específicas, já que a estratégia alimentar restringe a ingestão de carboidrato, que em excesso no organismo leva ao desenvolvimento da diabetes tipo 2 e de outras doenças crônicas.

Conforme o médico, diretor-presidente da Associação Brasileira Low Carb (ABLC), José Carlos Souto, tal constatação pode parecer errada, haja visto que a tese difundida não apenas pelo senso comum como por médicos e profissionais da área de nutrição é de que, por privilegiar o consumo de proteína, a dieta low carb não é recomendada para quem sofre de doença renal. Isto porque, segundo Souto, já foi constatado que pacientes com insuficiência renal crônica têm dificuldade em excretar diversas substâncias, entre elas as derivadas do metabolismo de proteínas. Daí, explica o médico, conclui-se que comer muita proteína lesa os ruins, e que o macronutriente não ser consumido em grandes quantidades, tanto por quem tem quanto por quem não tem problemas nos rins.

Dito isso, inicialmente, Souto esclarece que a estratégia alimentar continuamente defendida pela entidade como a melhor para combater a obesidade, esteatose hepática, síndrome metabólica e hipertensão, não é necessariamente hiperproteica. “Estudos comparando diversos tipos de dietas constataram que as proteínas tendem a ser o macronutriente mais constante e que carboidratos e gorduras apresentam maior variação de quantidade”, explica o médico. Conforme o especialista, isto acontece porque as pessoas tendem a consumir uma certa quantia de proteína naturalmente até satisfazerem o apetite. “Além disso, o que caracteriza uma dieta low carb não é o consumo de proteína e sim a restrição de carboidratos”, diz.

Contudo, mesmo que a low carb fosse hiperproteica, desde que respeitados alguns limites, não haveria problemas, segundo o médico. Isto porque diversas pesquisas científicas já mostraram não haver associação entre consumo de proteína e dano renal. Como exemplo, o médico endocrinologista, diretor-científico de Medicina da ABLC, Rodrigo Bomeny, cita um estudo randomizado que comparou os efeitos de uma dieta low carb e um dieta tradicional balanceada de carboidratos não refinados (high carb) sobre a função renal em adultos obesos, com diabetes tipo 2 e sem doença renal.

Depois de um ano de acompanhamento, os pesquisadores constataram que a taxa de filtração glomerular e a albuminúria - indicadores estabelecidos da presença e progressão da doença renal – dos pacientes responderam de forma semelhante a ambas as dietas. Vale salientar que o grupo low carb consumiu mais proteínas do que o grupo high carb.

Se foi comprovado que consumir mais proteína não está relacionado a danos renais, ainda resta a dúvida de que dietas desse tipo não devam ser recomendadas a pessoas que já sofrem de doença debilitante nos rins. Nesse caso, primeiramente é preciso saber a gravidade da disfunção renal, que varia entre grau 1 (mais leve) e grau 5 (mais grave).

Levando isso em consideração, um ensaio clínico randomizado foi realizado para testar a modificação de dieta em pacientes com doenças renais. Nesse estudo, uma parcela de pacientes com disfunção renal moderada foi orientada a ingerir 1,3 gramas de proteína diariamente (por quilo de peso corporal). Outra parcela alimentou-se de 0,6 g/Kg. Os portadores de disfunção renal severa foram separados de forma semelhante. Um grupo ingeriu 0,6 g/Kg e o outro grupo consumiu 0,3 g/Kg. Após um período médio de 2,2 anos de acompanhamento, os pesquisadores verificaram que não houve diferença da progressão da doença renal a despeito da quantidade de proteína na dieta. Ainda atestaram que o grupo que ingeriu 1,3 g/Kg diariamente apresentou uma leve tendência de perda mais lenta da função renal.

Ou seja, além de não fazer mal, uma dieta com quantidade adequada proteína pode ter efeitos benéficos a quem tem o funcionamento dos rins prejudicado. Outra comprovação disso, conforme o diretor-presidente da ABLC, é um estudo californiano que testou a hipótese de uma dieta restrita em carboidratos (low carb) poder retardar a progressão de doença renal causada pelo diabetes quando comparada à dieta tradicional. Na pesquisa em questão 191 pacientes foram randomizados. O grupo low carb não foi orientado a restringir proteínas, apenas a substituir carnes ricas em ferro (potencial ofensor do rim) por carnes pobres neste mineral, como frangos e peixes. Ao grupo controle foi recomendado uma dieta padrão para quem tem insuficiência renal, com restrição proteica (0,8 g/Kg).

Após tempo médio de acompanhamento de quase quatro anos, enquanto no grupo low carb, a duplicação da creatinina (que indica piora significativa da doença renal) ocorreu em 21% dos pacientes, no grupo com dieta tradicional, 39% viram a concentração dessa substância no sangue dobrar. O grupo low carb levou vantagem também em relação ao desfecho composto da doença renal. No grupo que não restringiu proteínas, 20% dos pacientes evoluíram para doença renal crônica terminal ou morte. Já no grupo controle 39% das pessoas estudadas caminharam para esses resultados.

Souto destaca que a dieta associada a maior mortalidade e maior evolução para insuficiência renal crônica grave contava com 10% de proteínas. Por sua vez, a dieta que apresentou redução absoluta na duplicação da creatinina possuía de 25% a 30% de proteínas em sua composição. “Não se trata de propor uma dieta hiperproteica para pessoas com insuficiência renal. Mas, quando um ensaio clínico randomizado indica que a dieta com menos carboidrato e mais proteína protege o rim de pessoas com insuficiência renal crônica já estabelecida, não há mais como sustentar a afirmação de que pessoas normais estão sobrecarregando seus rins ao seguir uma dieta low carb”, conclui.


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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Direitos fundamentais no mundo digital

Christiano Sobral é
diretor-executivo do
 escritório Urbano
Vitalino Advogados,
especializado em
marketing, economia
e negócios
Quando pensamos em direito fundamental, somos remetidos a ideia de que são decorrências do simples fato de que somos seres humanos, não conseguimos perceber que o que está aí é resultado de conquistas realizadas ao longo dos anos. Direitos simples, como o de propriedade, não são naturais ao homem, nascendo de reflexos históricos que resultaram na sua consolidação em principais normativos.

Na verdade, em sociedades de base constitucional como a nossa, os direitos fundamentais são ferramentas de freio ao Estado. Formas de evitar que as instituições se excedam em relação as pessoas. Exatamente por isso que, para serem oponíveis e verdadeiros, precisam estar presente na Constituição - enquanto lei máxima; não sendo e nem tendo os mesmos valores e pesos em todos os países.

Dentre vários destes exemplos de direitos, encontra-se a Liberdade de Expressão, que é muito mais valorizada por documentos e cortes constitucionais como a norte americana que em outras como a alemã. Este é um dos direitos que possui maior valia e aplicabilidade no meio digital.

Nossa constituição nos garante essa liberdade, incluindo no rol dos direitos e garantias fundamentais o da “livre a manifestação do pensamento”. Mas isso significa que eu realmente possa manifestar o que quer que eu queira nas redes sociais? Tenho realmente essa garantia e proteção legal baseada na lei máxima do nosso país?

Na verdade, não. Os direitos fundamentais não podem ser vistos como entes isolados de garantia e precisam conviver com a ponderação relativa à força e importância de outros direitos de mesmo nível. A livre manifestação de pensamento precisa limitar-se frente a proteção que garante que “ninguém será submetido (…) a tratamento desumano ou degradante”. Uma colocação em rede social que fira esta segunda proteção, poderá sim ser alvo de ação restritiva do Estado.

Todo direito fundamental precisa ser visto como parte de um sistema dentro do ordenamento, funcionando como princípios ponderável e que pode ser legalmente tolhido. Basta lembrar das leis que restringiram nossa “livre (…) locomoção” durante o período da pandemia de COVID-19.

Por isso, ao expressar suas ideias, lembre-se que também são direitos fundamentais a igualdade de gêneros, o direito de resposta, a inviolabilidade da intimidade, a honra e imagem da pessoa, o sigilo de correspondência, o acesso à informação, a livre associação, a propriedade (que inclui a propriedade intelectual), dentre outros. Ou seja, você é livre para expressar o que quiser na rede mundial de computadores, mas não está isento das responsabilidades frente aos direitos dos outros.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Harley-Davidson do Brasil inaugura concessionária em Manaus (AM)


Amazonas Harley-Davidson é a primeira loja da marca na 

Região Norte do Brasil

A Harley-Davidson do Brasil inaugurou oficialmente sua primeira concessionária na Região Norte do Brasil. Localizada na cidade de Manaus, capital amazonense, a Amazonas Harley-Davidson está situada no bairro Chapada.

A Harley-Davidson instalou em Manaus a sua primeira fábrica de motocicletas fora dos Estados Unidos e a concessionária Amazonas H-D era muito aguardada pelos clientes da Região Norte, que agora podem contar com o atendimento e o suporte de uma equipe técnica e comercial treinada e qualificada, pronta a oferecer a melhor experiência para os clientes Harley-Davidson.

Com uma área de 455m² e sete funcionários (sendo um técnico e um assistente especializados), a Amazonas H-D encaixa-se no conceito Full Dealer da marca, oferecendo comercialização de motocicletas novas e seminovas, Peças, Acessórios e General Merchandising, Prestação de Assistência Técnica (manutenção e reparo, com duas motos podendo ser atendidas ao mesmo tempo) e lavagem de motocicletas.

O Grupo PolePosition, que representa a Harley-Davidson no Estado do Amazonas, é um grupo tradicional, com foco na prestação de serviços de alta qualidade e na excelência no atendimento. O projeto desenvolvido para a Amazonas H-D procurou trazer e respeitar as riquezas e as características da Amazônia.

SERVIÇO:

Amazonas Harley-Davidson
Endereço: Avenida. Dr. Theomario Pinto da Costa, 1160, Chapada, Manaus (AM) - CEP 69.050-055
Horário de funcionamento: segunda à sexta, das 8h às 18h; sábado, das 8h às 13h
Telefone: (92) 3346-8548
Site: https://amazonasharley-davidson.com.br/


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