FIQUE POR DENTRO

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Dica Cultural Gratuita: Encontro de Big Bands celebra o jazz e a força feminina na música instrumental




Com fácil acesso pela linha verde do metrô, evento no Paraíso é uma excelente opção para quem busca cultura de alta qualidade sem pagar nada. Programação traz músicos da UNICAMP e da tradicional Faculdade Souza Lima.

Para o público que está sempre em busca de uma programação cultural de excelência e, melhor ainda, com entrada gratuita, a capital paulista oferece um prato cheio no dia 02 de dezembro. O VI Encontro de Big Bands Souza Lima promete agitar a tarde de quarta-feira com muito jazz e música instrumental de primeira linha.

Sediado no Auditório Souza Lima, no bairro do Paraíso – com fácil acesso para quem vem de diversas regiões de São Paulo pelas linhas de metrô –, o evento é protagonizado pela Big Band Souza Lima. O grupo anfitrião é formado por alunos da tradicional faculdade de música e atua sob a regência do maestro Jorginho Neto, destacando-se por projetos em conjunto com grandes nomes da música.

Nesta edição, o intercâmbio musical fica completo com a presença ilustre da Big Band Unicamp, grupo que reúne alunos de graduação e pós-graduação do Instituto de Artes da universidade, sob a coordenação de Paulo Tiné e regência de Christianne Neves.

"Arranjadoras": O Toque Feminino nos Grandes Clássicos


O ponto alto desta edição é a apresentação do espetáculo "Arranjadoras" pelos convidados de Campinas. A proposta é um verdadeiro tributo ao talento feminino nos bastidores da criação musical: absolutamente todos os arranjos e composições do repertório levam a assinatura de mulheres.

O público poderá conferir de perto a sensibilidade e a técnica de arranjadoras como Erika Masson, Gaia Wilmer e da própria maestrina Christianne Neves. O repertório é um passeio riquíssimo pela música popular e instrumental, com obras que vão desde a própria regente até gigantes como Milton Nascimento, Tom Jobim, Chico Buarque, Egberto Gismonti e Filó Machado.

É um passeio cultural perfeito para enriquecer a tarde, valorizando a educação musical e o protagonismo das mulheres na arte.

Serviço:


O que: VI Encontro de Big Bands Souza Lima
Data: 02 de Dezembro de 2026
Horário: 14h30 
Onde: Auditório Souza Lima
Endereço: Rua Maria Figueiredo, 560 - Paraíso, São Paulo/SP (Próximo à estação Paraíso do Metrô).
Entrada: Totalmente Franca!

Aproveite a dica do Jornal Portal Leste, convide os amigos e #vemprosouzalima!

Ícone do Samba Jazz, Adylson Godoy é o convidado especial do V Encontro de Big Bands na Faculdade Souza Lima


Com entrada gratuita, evento no próximo dia 14 reúne a tradicional orquestra de alunos da Faculdade Souza Lima para uma noite de jazz e MPB sob a regência do Maestro e Trombonista Jorginho Neto


Por: Claudia Souza

Para os leitores que buscam programações culturais de excelência e acessíveis na capital paulista, a dica imperdível para a próxima semana é o V Encontro de Big Bands Souza Lima. O evento, que acontece na quarta-feira, 14 de outubro, às 20h, promete uma noite de altíssima qualidade musical com entrada totalmente franca na região do Paraíso.

O espetáculo será protagonizado pela Big Band Souza Lima, um prestigiado grupo musical formado pelos talentosos alunos da tradicional Faculdade e Conservatório Musical Souza Lima. Com um trabalho focado no jazz, MPB e na música instrumental, o projeto proporciona aos estudantes a rica oportunidade de atuar e dividir os holofotes com músicos de renome, sempre sob a batuta e regência cuidadosa de Jorginho Neto.

Nesta quinta edição, o convidado de honra para enriquecer o palco é ninguém menos que Adylson Godoy. Nascido em Bauru, no interior de São Paulo, Godoy é uma verdadeira instituição da nossa música: maestro, pianista, compositor, arranjador e apresentador de televisão.

Dono de uma trajetória artística brilhante que ultrapassa seis décadas, ele se consolidou como uma das figuras mais completas e essenciais para a história da Música Popular Brasileira (MPB) e da Bossa Nova.

Assistir a esse encontro de gerações é uma oportunidade rara de celebrar a música brasileira e o jazz em sua melhor forma. Uma ótima opção de passeio para curtir a noite paulistana ao som de grandes arranjos.

Siga nas Redes:

Faculdade e Conservatório Souza Lima:
Instagram: @souzalimaoficial | @souzalimaoficial.faculdade
Site: https://faculdadesouzalima.com.br/ | https://www.souzalima.com.br/

Adylson Godoy:
Instagram: @adylsongodoy | @adylsongodoy.fanpage
Site: https://www.adylsongodoy.com.br/

Maestro e Trombonista Jorginho Neto
Instagram: @jorginhonetobone

Serviço:

Evento: V Encontro de Big Bands Souza Lima – Convida Adylson Godoy
Data: 14 de Outubro de 2026 (quarta-feira)
Horário: 20h
Entrada: Gratuita
Local: Souza Lima Paraíso
Endereço: Rua Maria Figueiredo, 560 - São Paulo/SP (Fácil acesso via metrô Paraíso e Av. Paulista)

Com maioria da direita no Senado, Alcolumbre será pressionado a abrir impeachments protocolados

A eleição de 2026 redesenha o Senado e coloca Davi Alcolumbre diante de uma nova correlação de forças.



O resultado das urnas deste domingo (4) mudou significativamente o equilíbrio político do Senado Federal. A partir de 2027, o PL terá a maior bancada da Casa, com 28 senadores, enquanto a direita, somada a partidos de centro-direita, terá força suficiente para pressionar a Presidência do Senado em temas que até agora encontravam resistência, entre eles os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A mudança ganha ainda mais peso porque 54 das 81 cadeiras do Senado foram disputadas nesta eleição, provocando uma das maiores renovações da história recente da Casa.

O principal teste para Alcolumbre


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vinha sendo acusado por setores da oposição de segurar pedidos de impeachment contra ministros do STF. Em setembro, o próprio senador reconheceu que havia 109 pedidos de impeachment envolvendo os dez ministros da Corte, classificando o número como "não normal".

Agora, o cenário político mudou.


Levantamento divulgado após a eleição aponta que o novo Senado terá pelo menos 51 senadores favoráveis ao impeachment de ministros do STF. O número, entretanto, ainda fica abaixo dos 54 votos necessários para aprovar o afastamento de um ministro.

Isso significa que a nova composição não garante automaticamente a aprovação de um impeachment, mas eleva substancialmente a pressão política sobre o presidente da Casa.

A questão agora é: Alcolumbre vai abrir os processos?

A resposta poderá definir o relacionamento entre o Senado e o Supremo a partir de 2027.

Alcolumbre terá de administrar uma bancada do PL fortalecida e um grupo conservador que fez do impeachment de ministros do STF uma das principais bandeiras da campanha eleitoral.

Antes da eleição, aliados do presidente do Senado avaliavam que ele poderia esperar o resultado das urnas antes de decidir sobre os pedidos. A própria disputa pela Presidência do Senado em 2027 está diretamente relacionada a esse novo equilíbrio de forças.

O cenário ficou ainda mais delicado depois que o PL passou a ser a maior bancada do Senado desde a redemocratização, com 28 parlamentares previstos para 2027.

STF no centro da disputa institucional


Os pedidos de impeachment ganharam força durante a campanha eleitoral, especialmente em meio às controvérsias envolvendo ministros do STF e as revelações relacionadas ao caso Banco Master.

Em setembro, senadores de diferentes partidos já haviam defendido publicamente o afastamento de Alexandre de Moraes, enquanto a oposição protocolava novos pedidos no Senado.

Com a nova composição da Casa, a relação entre Senado e Supremo deverá entrar em uma nova fase.

Mais do que uma disputa entre esquerda e direita, o debate envolve uma questão institucional: até onde deve ir o poder de um ministro do Supremo e qual deve ser o papel constitucional do Senado na fiscalização da Corte?

O que está em jogo?


A partir de fevereiro de 2027, Alcolumbre terá diante de si uma escolha política de grande impacto:

Manter a estratégia de arquivamento ou engavetamento dos pedidos, enfrentando uma bancada conservadora fortalecida, ou permitir que os processos sejam analisados pelo plenário do Senado.

A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Portanto, abrir um processo não significa automaticamente condenar um ministro — significa permitir que o Senado examine formalmente as acusações.

O novo Congresso terá a oportunidade de transformar uma pauta que durante anos permaneceu praticamente paralisada em um dos principais debates institucionais do país.

A pergunta que começa a dominar os bastidores de Brasília é simples: Alcolumbre continuará segurando os pedidos ou a nova maioria do Senado conseguirá fazê-lo abrir a gaveta dos impeachments?

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sábado, 3 de outubro de 2026

Orquestra Sinfônica de Arujá divide palco com trompetista internacional em São Paulo nesta quarta-feira



Nesta quarta-feira, 07 de outubro de 2026, a cultura e o talento da nossa região ganham destaque na capital paulista. A Orquestra Sinfônica de Arujá (OSA) é uma das grandes convidadas do Encontro de Big Bands, que será realizado às 14h30 no conceituado Auditório Souza Lima, no bairro do Paraíso. O evento, que promete ser um marco para a música instrumental, tem entrada franca para o público.

Orgulho de Arujá em destaque


A participação da OSA no evento reforça o sucesso do projeto na região. Sob a direção artística e regência titular do Maestro Israel Cardoso, a orquestra se consolidou como um importante polo cultural e formativo. Além de promover a prática sinfônica e a integração comunitária, a iniciativa atua diretamente no desenvolvimento profissional de músicos locais, trabalho que também se estende através da Orquestra Experimental Arujaense (OEA).

Encontro com estrela internacional e talentos da capital No evento promovido pela tradicional Faculdade Souza Lima, a orquestra arujaense dividirá os holofotes com a Big Band Souza Lima — grupo formado por alunos da instituição e focado em jazz sob a regência de Jorginho Neto.

O grande momento da tarde, no entanto, será a Masterclass com Morris Northcutt, aclamado trompetista e artista solo internacional. Nascido no noroeste dos Estados Unidos e filho de mãe coreana, Northcutt traz ao Brasil uma rica perspectiva cultural. Ele é amplamente reconhecido pela crítica especializada por sua versatilidade e habilidade de transitar com maestria entre a música clássica, o jazz e o folclore. Como destaca o cartaz oficial da apresentação (arquivo "Moris North - Souza Lima.jpg"), a masterclass do músico conta com o apoio da fabricante internacional de instrumentos Schilke.

Esta é uma excelente oportunidade para os moradores do Alto Tietê e da Zona Leste prestigiarem os talentos de Arujá em uma tarde de grande intercâmbio musical e cultural na capital.

Serviço:
O que: Encontro de Big Bands Souza Lima - Apresentação da Orquestra Sinfônica de Arujá, Big Band Souza Lima e Masterclass com Morris Northcutt
Quando: Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026, às 14h30
Onde: Auditório Souza Lima – Rua Maria Figueiredo, 560, Paraíso, São Paulo/SP
Quanto: Entrada Franca
Mais informações: Instagram @souzalimaoficial

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Anvisa alerta para riscos de preenchedores fora das indicações; médico explica quando procedimento estético deve ser evitado



Referência em medicina estética no Brasil, o Dr. Octávio Guarçoni explica que a indicação deve considerar condições de saúde, características anatômicas, intervenções anteriores e os limites de cada técnica para garantir segurança e previsibilidade.

A busca por procedimentos estéticos se tornou cada vez mais comum, mas o interesse em realizar uma intervenção não significa que ela seja indicada para todos os pacientes. Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o “Informe de Segurança GGMON nº 01/2026 – Riscos do uso de preenchedores dérmicos fora das indicações previstas nas Instruções de Uso”, alertando para complicações associadas à utilização desses produtos em regiões anatômicas ou volumes diferentes dos autorizados.

No documento, a Anvisa explica que preenchedores dérmicos, como ácido hialurônico, hidroxiapatita de cálcio, ácido poli-L-láctico e PMMA, possuem indicações específicas de uso e foram avaliados para determinadas condições. A aplicação fora dessas indicações pode aumentar a possibilidade de eventos adversos, entre eles oclusão vascular, alterações visuais, embolia pulmonar e outras complicações. A agência orienta que o profissional avalie as condições clínicas do paciente, siga as indicações aprovadas e informe previamente sobre riscos e possíveis complicações.

De acordo com o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil e à frente da Guarçoni Health Center, clínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integrada, essa lógica deve ser aplicada aos procedimentos estéticos de maneira geral. A avaliação médica precisa considerar não apenas a queixa apresentada pelo paciente, mas também anatomia, qualidade dos tecidos, histórico clínico, medicamentos em uso e intervenções realizadas anteriormente.

“Duas pessoas podem chegar ao consultório querendo exatamente o mesmo procedimento e terem indicações completamente diferentes. A anatomia, a qualidade da pele, a quantidade de tecido, o histórico de intervenções e as condições clínicas fazem parte da decisão. O procedimento só deve ser indicado depois que esses fatores forem avaliados em conjunto”, afirma.

O histórico de procedimentos anteriores merece atenção especial como os preenchimentos, cirurgias, cicatrizes, fibroses e alterações provocadas por aplicações anteriores podem modificar a anatomia da região e interferir na segurança de uma nova intervenção. Em situações nas quais o paciente não sabe informar qual produto foi utilizado ou passou por diversas aplicações na mesma área, a avaliação pode exigir ainda mais cautela. A Anvisa também recomenda que o paciente informe ao profissional sobre a utilização prévia de outros preenchedores para auxiliar no planejamento.

As expectativas em relação ao resultado também fazem parte da indicação. Uma técnica pode ser adequada do ponto de vista médico, mas não ser recomendada quando o resultado esperado pelo paciente não corresponde ao que pode ser alcançado. Nesses casos, a consulta deve servir para alinhar o que é possível modificar, quais são os limites da técnica e se o benefício esperado realmente justifica a intervenção.

“Uma parte importante da consulta é entender o que o paciente considera um resultado satisfatório. Às vezes, ele chega buscando uma mudança que aquela técnica não consegue proporcionar. Se eu sei antes do procedimento que o resultado esperado não é alcançável, realizar a intervenção pode gerar uma frustração previsível e levar o paciente a buscar novos procedimentos”, explica o especialista.

Além das características anatômicas e das expectativas, a avaliação deve identificar condições que possam aumentar os riscos ou exigir o adiamento da intervenção. Doenças preexistentes, uso de determinados medicamentos, infecções ou inflamações na região, alterações na pele e outras condições clínicas podem interferir na indicação. A popularização dos procedimentos também pode contribuir para a percepção de que determinadas intervenções são simples e podem ser repetidas sempre que o efeito diminui. No entanto, cada nova aplicação ou cirurgia acontece em um organismo que já pode ter passado por outras intervenções, o que pode modificar os tecidos e o planejamento de uma nova abordagem.

Nesse cenário, reconhecer que um procedimento não é indicado também faz parte da responsabilidade médica. A conduta pode ser realizar, adiar, escolher outra técnica ou não intervir, dependendo das condições encontradas na avaliação.

“O ‘não’ também é uma conduta médica. Se eu identifico que o risco é maior do que o benefício, que a anatomia não favorece aquela técnica ou que a expectativa não pode ser alcançada de maneira segura, não realizar o procedimento é a decisão mais responsável. A função do médico não é simplesmente atender a um pedido, mas proteger o paciente e indicar aquilo que realmente faz sentido para ele”, conclui.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Moraes tem de responder ao país: quando o poder de um ministro começa a ameaçar a própria confiança no Supremo


| Por:  Claudia Souza |

    

Há momentos em que uma democracia precisa olhar para suas próprias instituições e perguntar, sem medo e sem partidarismo: quem fiscaliza aqueles que fiscalizam todos os outros?

    O Brasil chega ao 7 de Setembro de 2026 mergulhado novamente em uma crise institucional que tem no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um de seus principais protagonistas. E o problema já não pode ser tratado simplesmente como uma disputa entre bolsonaristas e seus adversários.

    As novas revelações envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, elevaram o nível da discussão. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal indicam que Vorcaro procurou o ministro para tratar do avanço de investigações contra o banco e chegou a perguntar sobre possíveis medidas da PF contra ele. Segundo as informações divulgadas, o banqueiro também teria solicitado que Moraes conversasse com autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal e o procurador-geral da República.

    Mais grave ainda são as informações divulgadas nesta terça-feira sobre documentos relacionados a contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Reportagens apontam valores que chegam a mais de R$ 100 milhões e indicam que o próprio ministro teria participado de discussões relacionadas ao contrato. A defesa de Moraes sustenta que sua participação teria ocorrido para avaliar questões jurídicas e que não houve interferência em decisões judiciais. E é justamente por isso que o assunto precisa ser investigado.

    Não se trata de condenar Moraes antecipadamente e nem de transformar suspeitas em sentença. Trata-se de exigir aquilo que qualquer cidadão brasileiro deveria exigir de qualquer autoridade: transparência, investigação independente e explicações convincentes, e é exatamente nesse ponto que o editorial do Estadão ganha peso. O jornal defende que Moraes não reúne mais condições para permanecer no Supremo e cobra uma investigação sobre suas relações com Vorcaro.

    O problema não começou no Banco Master. A crise de confiança em torno de Alexandre de Moraes é anterior ao caso Master. Desde sua atuação no chamado inquérito das fake news, iniciado em 2019, decisões do ministro vêm provocando questionamentos sobre os limites da atuação do Supremo, especialmente quando o próprio Tribunal participa da investigação de ataques contra seus integrantes.    As críticas se concentraram em medidas como bloqueios de contas e perfis em redes sociais, determinações de remoção de conteúdo e decisões monocráticas com enorme impacto político.

    É verdade que o país enfrentava uma escalada de ataques contra instituições democráticas. Também é verdade que ameaças, violência política e tentativas de ruptura institucional não podem ser tratadas como liberdade de expressão, mas democracia não significa apenas impedir ataques à democracia.

    Democracia também significa impedir que a "defesa" da democracia seja utilizada como justificativa para concentrar poder demais nas mãos de poucas pessoas. Esse é o ponto que o Supremo precisa compreender. Os ataques de 8 de janeiro de 2023, por exemplo, foram gravíssimos e sem os devidos processos legais.

    A invasão e depredação das sedes dos Três Poderes foi um atentado contra o patrimônio público e contra as instituições brasileiras. Os responsáveis por violência, vandalismo, tentativa de ruptura institucional e outros crimes devem responder individualmente por seus atos e isso não está em discussão.

    O problema começa quando a necessária punição aos responsáveis passa a ser confundida com a possibilidade de tratar todos os envolvidos como integrantes de uma mesma organização criminosa, independentemente do grau de participação de cada indivíduo.

    O próprio debate dentro do STF mostra que existem divergências sobre a aplicação das penas. Em agosto, o plenário derrotou Moraes por 6 votos a 4 ao reconhecer que determinadas medidas cautelares podem ser consideradas para abatimento da pena. Posteriormente, Moraes retirou da pauta processos semelhantes.

    Esse episódio é revelador, porque demonstra que não existe uma única interpretação possível nem mesmo dentro do Supremo. E, quando ministros divergem, a sociedade tem o direito de questionar decisões anteriores, pedir revisão de procedimentos e exigir proporcionalidade.

    O combate ao extremismo não pode criar uma espécie de salvo-conduto para o excesso estatal. O STF precisa aceitar que também pode ser criticado. Existe uma ideia perigosa crescendo no debate público brasileiro: a de que criticar o Supremo seria automaticamente atacar a democracia e NÃO É.

    Uma democracia saudável precisa permitir críticas ao presidente da República, ao Congresso Nacional, ao Ministério Público, à Polícia Federal e também ao Supremo Tribunal Federal. Aliás, um artigo publicado recentemente na Folha defendeu justamente que as críticas ao STF não podem ser desqualificadas simplesmente por causa dos ataques de 8 de Janeiro e que a Corte precisa aceitar críticas qualificadas para recuperar legitimidade institucional. O Supremo não está acima da Constituição e seus ministros também não estão acima da lei. O poder de interpretar a Constituição não significa poder ilimitado para decidir tudo, investigar tudo, determinar tudo e, ao mesmo tempo, definir os limites da própria fiscalização.

    Outro ponto que precisa ser enfrentado é o comportamento dos próprios ministros, colegas de Moraes do Supremo.

   Uma Corte constitucional não pode funcionar como uma corporação fechada em que questionamentos sobre seus integrantes sejam automaticamente tratados como ataques institucionais e o caso envolvendo Dias Toffoli já mostrou o tamanho do problema.

    O ministro deixou a relatoria do caso Banco Master depois que vieram a público informações sobre sua relação com pessoas ligadas ao caso. Antes disso, o Supremo havia manifestado apoio ao ministro diante das alegações de suspeição.

    A mensagem que fica para a sociedade é desconfortável: quem julga os ministros do Supremo quando existem dúvidas sobre a conduta de um ministro do Supremo?

    Essa pergunta não pode ser respondida simplesmente com a frase "confie no Supremo".

    Instituições democráticas não vivem de confiança cega. Vivem de mecanismos de controle.

    Moraes transformou-se no centro da crise?

    A ironia é que Alexandre de Moraes, que ganhou enorme protagonismo na defesa das instituições depois de 8 de Janeiro, acabou se transformando também em um dos principais símbolos da insatisfação de parcela significativa da população com o Poder Judiciário e isso não acontece por acaso.

  A concentração de decisões politicamente sensíveis nas mãos de um único ministro gera inevitavelmente resistência. E quando surgem novas denúncias envolvendo relações pessoais, contratos milionários e possíveis contatos com pessoas sob investigação, a obrigação de explicar aumenta proporcionalmente.

    O silêncio, nesse cenário, não ajuda. A resposta correta não é acusar todos os críticos de golpistas. É abrir as informações. É permitir investigação. É esclarecer documentos. É demonstrar, de maneira objetiva, que não houve conflito de interesses, favorecimento ou interferência indevida.

    Alexandre de Moraes deixou de ser apenas um ministro do Supremo. Ele se tornou personagem central da disputa eleitoral de 2026. E esse é um dos maiores riscos para a própria Corte.

    Quanto mais um ministro passa a ser identificado como protagonista de uma disputa política, maior é a necessidade de preservar distância, transparência e institucionalidade, caso contrário, cada decisão judicial será interpretada por um lado como justiça e pelo outro como perseguição, e uma Suprema Corte não pode depender da preferência política de quem está olhando para ela.

    O "caldo" está engrossando e é impossível afirmar antecipadamente qual será o tamanho das manifestações de 7 de Setembro. Também seria irresponsável afirmar que novas revelações necessariamente produzirão grandes mobilizações, mas existe uma combinação explosiva: insatisfação política, eleições presidenciais, discussão sobre anistia, condenações relacionadas ao 8 de Janeiro, críticas ao STF e agora novas denúncias envolvendo relações entre um ministro e um empresário investigado. Esse conjunto de fatores pode aumentar a temperatura das ruas e o perigo é que a indignação legítima seja capturada por discursos extremistas, mas existe um perigo igualmente grave no sentido contrário: que qualquer manifestação de insatisfação popular seja automaticamente classificada como ameaça à democracia.

    As duas coisas podem acontecer simultaneamente: é possível defender a democracia e criticar duramente o Supremo. Aliás, essa deveria ser uma das maiores demonstrações de maturidade política do Brasil.

    O Supremo precisa fazer uma escolha e Alexandre de Moraes tem uma escolha política e institucional diante de si. Pode continuar tratando as críticas como parte de uma campanha de deslegitimação do STF ou pode compreender que, diante da dimensão das acusações, a melhor defesa é a transparência absoluta.

    Se não existe conflito de interesses, que as investigações demonstrem isso.

    Se não houve interferência, que os documentos comprovem.

    Se os contratos são regulares, que sejam examinados.

    Se os contatos com Vorcaro tiveram natureza legítima, que sejam esclarecidos.

   E se houver qualquer indício de irregularidade, que seja investigado por uma autoridade independente.

    O mesmo vale para os demais ministros! O Supremo precisa entender que preservar a instituição não significa proteger individualmente seus integrantes de questionamentos. Às vezes, preservar a instituição significa justamente permitir que um de seus membros seja investigado.

    Não basta defender a democracia: é preciso praticá-la

    O Brasil não precisa escolher entre Bolsonaro e Lula para decidir se quer instituições fortes.

    Não precisa escolher entre esquerda e direita para decidir se quer liberdade de expressão.

    E não precisa escolher entre defender o STF e criticar Alexandre de Moraes.

    A verdadeira defesa da democracia está justamente em exigir limites para todos.

    Os responsáveis pelos crimes de 8 de Janeiro devem responder.

    Os responsáveis por eventuais abusos também precisam responder.

    Se houve tentativa de golpe, que seja investigada e punida nos limites da lei.

    Se houve abuso de autoridade, que também seja investigado.

    Se houve interferência indevida, que seja esclarecida.

    Se não houve nada disso, que os fatos sejam apresentados de forma transparente para que a sociedade possa formar sua própria opinião.

    O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de instituições e as instituições verdadeiramente fortes não têm medo de fiscalização.

    Alexandre de Moraes poderia até ter sido um dos principais símbolos da resistência institucional brasileira nos momentos mais delicados do pós-8 de Janeiro. Mas justamente por isso deveria compreender que nenhum símbolo da democracia pode se transformar em símbolo do poder sem limites.

    O 7 de Setembro será, nesse sentido, mais do que uma data cívica. Poderá ser um termômetro da temperatura política brasileira e se as novas revelações forem confirmadas ou produzirem novas evidências, o problema deixará de ser apenas Alexandre de Moraes e passará a ser uma pergunta muito maior: até onde o Brasil está disposto a aceitar a concentração de poder em qualquer instituição — inclusive naquela que deveria ser a última barreira contra os abusos do próprio Estado?

    A resposta não deveria vir das ruas e sim das instituições.

    Mas, quando as instituições deixam de responder às perguntas da sociedade, é inevitável que as ruas comecem a perguntar mais alto.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

ACSP inaugura Balcão do Empreendedor na Avenida Paulista com foco no fortalecimento do comércio local


| Por: Claudia Souza |


Presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, destacou a importância de aproximar os serviços da instituição dos empresários da região e facilitar o dia a dia de quem produz

  A Avenida Paulista, tradicional coração financeiro da capital paulista, ganhou um novo ponto de apoio estratégico voltado a quem movimenta a economia da cidade. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Líbano (CCBL), inaugurou o Escritório de Serviços da Paulista – Balcão do Empreendedor. Localizado no 16º andar do número 688 (Bela Vista), o espaço consolida a atuação da entidade no polo comercial e oferece orientação gratuita, suporte técnico e serviços essenciais para micro, pequenas e médias empresas.

    Durante a cerimônia, o presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Alfredo Cotait Neto, enfatizou o papel da nova unidade como instrumento de aproximação direta entre a Associação Comercial e a comunidade empreendedora do entorno da Paulista.

    Cotait celebrou a aliança com a comunidade libanesa, saudando o embaixador do Líbano no Brasil, Elias Nicolas, e o cônsul-geral em São Paulo, Rodrigue El Khoury. Em sua fala, ressaltou o empenho coletivo das lideranças da entidade para viabilizar o projeto, prestando homenagens ao diretor Roberto Matteucci e a Renan Silva, idealizador do modelo do Balcão do Empreendedor, além dos demais diretores e colaboradores.

    O presidente da ACSP também frisou a necessidade de fazer a estrutura operar com máxima agilidade para desburocratizar a rotina de quem empreende: "O nosso compromisso é fazer com que este escritório funcione plenamente para aproximar as soluções da Associação Comercial dos negócios locais, agilizando processos, facilitando o dia a dia e apoiando o crescimento dos empresários e comerciantes da região", destacou Cotait.

Integração com o Poder Público e debate setorial


    O encontro contou com cerca de 150 convidados e 25 autoridades, incluindo a presença do vereador Rodrigo Goulart e do secretário municipal das Subprefeituras, Fabrício Cobra Arbex — lembrado por Cotait ao introduzir a palestra sobre o panorama de investimentos, requalificação urbana e incentivo ao empreendedorismo na cidade de São Paulo.

    O diretor da nova unidade, Antônio Carlos Stefano, apresentou os serviços disponibilizados aos comerciantes locais. Reforçando o propósito inclusivo do espaço, o vice-presidente da ACSP, Marcos Nascimento, pontuou: "O pequeno comerciante muitas vezes não tem a quem recorrer. Queremos que o Balcão seja justamente esse porto seguro para acolher e impulsionar quem gera empregos e mantém a economia pulsando."


Momento em que é lançada a placa inaugural


    A solenidade foi coroada com o descerramento da placa inaugural, seguido por uma rodada de networking e coquetel entre empresários, diplomatas e gestores públicos, marcando o início das atividades do novo ponto de apoio aos negócios na Avenida Paulista.