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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Médico psiquiatra discute os efeitos do discurso fique em casa e o papel de órgãos públicos durante a pandemia


Diretor clínico da Holiste, Luiz Fernando Pedroso, afirma que medidas impostas pelo poder público dificultam o exercício pleno da medicina


O enfrentamento da pandemia representa um desafio inédito para a gestão, em especial, para instituições da área de saúde. Apesar de o cenário crítico ser comum aos negócios, de uma forma geral, o médico psiquiatra Luiz Fernando Pedroso, diretor clínico da Holiste, questiona entraves impostos por órgãos públicos e alerta para as consequências do discurso fique em casa durante a pandemia da Covid-19.

Segundo Pedroso, a atuação dos órgãos estatais diante de uma situação sanitária tão desafiadora foi questionável, pois, ao invés de estabelecerem parcerias com instituições privadas em prol do exercício da medicina e do funcionamento das unidades de saúde, sua atuação contribuiu para o estabelecimento de restrições e entraves. O psiquiatra afirma que, no início da pandemia, fornecedores de equipamentos de proteção individual e outros insumos hospitalares suspenderam importações e entregas diante do confisco de governo e prefeitura.

“Os governos estadual e municipal foram incapazes de procurar a parceria da iniciativa privada, para todo mundo se ajudar. Ao invés disso, ameaçaram intervir, confiscar e desapropriar. Isso é inadmissível! Estou falando como alguém que dirige um hospital, que trata pacientes graves e enfrentou todo tipo de dificuldade para manter um serviço de excelência em saúde mental, essencial nestes tempos de pandemia”, afirma.

O médico contesta, ainda, o papel da Vigilância Sanitária do município que, mesmo diante de todo o investimento da Holiste em segurança e qualidade na prestação de serviços, exigiu a apresentação de uma série de documentos irrelevantes que, segundo Pedroso, não passa de burocracia inoportuna e falta de sensibilidade quanto ao cenário crítico enfrentado no campo da saúde. O médico afirma que esse tipo de ação não visa o bem-estar da população, não traz benefícios práticos, apenas serve de blindagem para agentes públicos e políticos que querem dar uma “satisfação” à opinião pública.

A Holiste, além de adotar medidas sanitárias e de segurança para seu corpo técnico e pacientes (como uso de equipamentos de segurança individual - EPI’s, aplicação de testes rápidos, aferição de temperatura de todos, disponibilização de álcool em gel e suspensão das visitas familiares presenciais), criou um espaço de isolamento e triagem para pacientes que apresentassem os sintomas de coronavírus ou que estivessem iniciando a internação, evitando o acesso de pacientes com Covid-19 ao ambiente de internamento.

Outro aspecto discutido por Luiz Fernando é o discurso do “fique em casa” e seus efeitos a curto e médio prazo. A imposição absoluta das medidas de isolamento social fez, segundo ele, com que o pânico se instaurasse na sociedade e o medo gerado pelas circunstâncias de confinamento trouxe à tona um quadro de desesperança que impactou a saúde mental de toda a população. Além disso, o psiquiatra questiona como os danos econômicos foram menosprezados nessas medidas, levando milhões de pessoas à pobreza e desassistência (pessoas perderam o emprego e o seu plano de saúde).

Mesmo nesse cenário caótico, considerado por ele uma mistura de risco real do vírus e insegurança jurídica provocada pelo Estado, Luiz reforça que a decisão da Holiste foi a de manter as atividades da clínica, tanto para garantir empregos, quanto para não deixar centenas de pacientes com transtornos psiquiátricos e suas famílias, desassistidos. “Esse discurso foi absurdo e agora, a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que nunca defendeu o lockdown. Os burocratas querem se eximir da responsabilidade pela pobreza que se alastrou em todo mundo, consequência de seus atos”, pontua Pedroso.

“A Holiste é fruto do empreendedorismo, de luta contra o Estado, de afirmação de ideias. Não posso deixar que a regulamentação de órgãos públicos nos impeça de trabalhar, pois neste tempo de pandemia, salvamos empregos e preservamos a saúde do paciente. Eles deveriam nos procurar não para exigir burocracias, mas para saber como enfrentamos a crise, como preservamos nossa segurança e de nossos pacientes, como poderíamos ajudar o poder público na troca de experiências e como ele poderia nos servir, nos ajudar, e não atrapalhar o processo”, completa o diretor clínico da instituição.

Sobre a Holiste

A Holiste é uma clínica de excelência em saúde mental, que atua há 20 anos no mercado baiano. Na sede principal, localizada em Salvador, funcionam os serviços ambulatorial e de internamento psiquiátrico. A estrutura da clínica conta, ainda, com o Hospital Dia (destinado à ressocialização do paciente) e com a Residência Terapêutica (moradia assistida para pacientes crônicos), ambas unidades localizadas no bairro da Pituba.

A instituição conta com mais de 200 profissionais, um corpo clínico composto por médicos psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionista, gastrônoma, dentre outros. Para conhecer mais sobre os serviços da Holiste, acesse o site www.holiste.com.br.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Normas que regulamentam a saúde e segurança do trabalhador passam por revisão em 2021


Revisões acontecem com o argumento de harmonizar as normas com as novas necessidades do mundo trabalhista


As Normas Regulamentadoras nasceram em 1978, quando o então Ministério do Trabalho publicou por meio da portaria nº 3.214 as normativas com relação à medicina, higiene e segurança do trabalho. Como consequência as NRs estabeleceram a necessidade de as empresas constituírem o Serviço Especializado em Segurança do Trabalho (SESMT), segundo a NR-4, que trata dos serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho.

As NRs estabelecem uma série de medidas a serem adotadas pelas empresas para prevenir acidentes e doenças ocupacionais no ambiente de trabalho, sob pena de multa em caso de descumprimento. O objetivo da revisão, segundo o governo, é simplificar a legislação e acabar com obrigações e multas que não fazem mais sentido ou que só existem para penalizar o empregador.

A agenda regulatória para 2021 de harmonização, revisão e modernização das normas regulamentadoras de segurança e saúde no trabalho foi divulgada em dezembro de 2020 pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP). De acordo com o calendário, aprovado por consenso durante a 5ª Reunião Extraordinária da CTPP, estão previstas seis reuniões, sendo quatro ordinárias e duas extraordinárias.

Cabe ressaltar que a agenda regulatória da CTPP não é estanque, podendo ser alterada de acordo com o desenvolvimento dos trabalhos. Fazem parte da comissão representantes do governo federal, indicados pelos ministérios da Economia e da Saúde; das confederações empresariais e das centrais sindicais.

Argumento é embasado na burocracia e falta de eficiência

É o que diz o ministério da Economia, que as NRs são burocráticas e pouco eficientes. Segundo a pasta, muitas delas estão desarticuladas dos padrões internacionais e causam conflitos entre normas trabalhistas e previdenciárias. Diz ainda, que algumas possuem caráter subjetivo, gerando insegurança jurídica, além de elevado custo de implementação para as empresas, sem que isso necessariamente se reflita na redução de acidentes e gastos previdenciários. Cerca de 20% das NRs nunca foram atualizadas.

Para Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) e diretor da OnCare Saúde, o País passa por muitas mudanças e reformas em suas leis. “Essas transformações trazem alívio para muitos, e muitas críticas por outras pessoas. O fato é que mudanças são bem-vindas, desde que resulte ainda mais segurança e ganhos para todas as partes envolvidas, e não exclusivamente para uma das partes. As Normas Regulamentadoras são também pauta de grandes mudanças, que segundo o Governo Federal deve resultar em uma economia de R$ 68 bilhões em 10 anos”, destaca o especialista e empresário.

Principais mudanças

A revisão das NRs começou em 2019 e, ao longo daquele ano, o governo reviu dez normas e extinguiu a NR-2. Falta revisar outras 26 normas.

Uma das principais que foram revisadas e publicadas é a NR-28, que trata da fiscalização do cumprimento das regras e as penalidades a serem aplicadas. A atualização eliminou cerca de 2.700 possibilidades de autuações, e passou a valer no dia 24 de setembro de 2019. Outra NR que já passou por revisão e atualização é a de número NR-12, que aborda a segurança do trabalho em máquinas e equipamentos. As regras abordadas neste conjunto, em suma, abrangem os procedimentos de instalação e rotinas de manutenção, limpeza e ajustes. O texto aborda ainda os meios de acesso, aspectos ergonômicos e dispositivos de parada.

Para Ricardo Pacheco a ideia é flexibilizar as regras da NR 12. “Dessa forma se permite que as empresas busquem por soluções alternativas para se adaptar às regras de segurança. É preciso, entretanto, que essas soluções estejam previamente previstas em normas técnicas”, alerta o presidente da ABRESST.

A NR-2, que previa uma inspeção prévia em instalações de empresas e emissão de um certificado de aprovação desses locais — foi revogada. O motivo para isso, de acordo com o governo federal, é que as regras já estavam em desuso.

Já foram revisadas ou estão em processo de atualização a NR-1 (que trata das disposições gerais), revista em 2019; a NR-2, como vimos revogada no mesmo ano; a NR-3 (que aborda embargos e interdições), revisada no mesmo ano; a NR-4 (trata de serviços especializados em engenharia de segurança e medicina do trabalho), em processo de revisão; NR-5 (aborda a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), também em processo de revisão; NR-7 (aborda o controle médico de saúde ocupacional), revisão aprovada; NR-9 (se refere à prevenção de riscos ambientais), revisão também aprovada; NR-10 (instalações elétricas), em processo de revisão); NR-12, revisada em 2019; NR-15 (atividades e operações insalubres), revisada parcialmente em 2019; NR-16 (regulamenta atividades e operações perigosas), também revisada no mesmo ano; NR-17 (ergonomia no trabalho), em processo de revisão; NR-18 (aborda normas de segurança na construção civil), com revisão aprovada; NR-20 (que estabelece regras sobre inflamáveis e combustíveis), revisada em 2019; NR-22 (diz respeito à saúde ocupacional na mineração), revisada parcialmente; NR-24 (trata das condições de higiene e conforto), revisada; NR-28 (sobre fiscalização e penalidades) também revisada; NR-30 (trata do setor aquaviário), está em processo de revisão; NR-31 (trata da segurança na agricultura, pecuária, silvicultura e aquicultura), em processo de revisão; e a NR-32 (serviços de saúde), em processo de revisão.

Ricardo Pacheco e a ABRESST estão totalmente envolvidos nessa questão, com especialistas sendo deslocados até Brasília para acompanharem de perto essas mudanças. O médico explica como funciona o trabalho de revisão das NRs: “Esse trabalho é executado a partir da avaliação inicial feita por um grupo técnico coordenado pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho. Esse grupo é composto por auditores e fiscais do trabalho, além de pesquisadores da Fundacentro e profissionais ligados ao Ministério da Economia e da Secretaria da Previdência. Os textos revisados são, então, enviados para consulta pública. Logo após a realização da consulta pública, que demora entre 30 e 45 dias, o material referente à NR é enviado para uma comissão formada por representantes dos sindicatos, das confederações dos empregadores e técnicos do governo. Esse grupo é chamado de Comissão Tripartite Partidária Permanente (CTPP), e se responsabiliza pela construção do texto final da Norma Regulamentadora que está sendo revisada”, explica o médico.

Ele ainda destaca que o processo, de acordo com a Secretaria da Previdência e Trabalho, leva em consideração o objetivo de reduzir a burocracia envolvida nas relações trabalhistas. “O sistema de proteção ao trabalhador, entretanto, não deve ser alterado ou prejudicado de nenhuma forma. Em outras palavras, o intuito é favorecer a segurança dos profissionais brasileiros por meio da simplificação das regras e processos”, assegura Ricardo Pacheco.

Nova NR-4 veta a terceirização do SESMT

Foi finalizada a revisão do texto da Norma Regulamentadora nº 4 (Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho) em reunião na sede da Fundacentro em São Paulo em janeiro desse ano; a última reunião prevista do GTT (Grupo Técnico Tripartite) NR-4. Na ocasião. Estiveram presentes neste encontro, representantes da bancada dos trabalhadores (CSB, NCST, UGT, Força Sindical, CUT), dos empregadores (CNI, CNC, CNT, CNA, CNS) e do governo (Ministério da Economia, Ministério da Saúde).

Entre os itens discutidos durante a reunião, está o objetivo da nova NR-4, que será “estabelecer os parâmetros e os requisitos para constituição e manutenção dos serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) com a finalidade de pesquisar, planejar, implementar, controlar e executar governança em SST, integrando ao GRO/PGR, com a finalidade de proteger a integridade das pessoas e os negócios das organizações e promover a saúde dos trabalhadores”. Também estão entre os itens: modelos de SESMT, terceirização do SESMT, jornada de trabalho mínima, composição dos integrantes dos SESMT, dimensionamento, registro, entre outros. Nem todos os itens do novo texto obtiveram consenso entre trabalhadores e empregadores.

Após a reunião, o texto revisado da NR 4 foi encaminhado para a CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente), que se reunirá em Brasília/DF.

É preciso destacar que em 30 de janeiro o Ministério Público do Trabalho, através da Comissão Permanente para o Acompanhamento do Processo de Elaboração e Revisão das Normas Regulamentadoras, apresentou as suas sugestões sobre o tema, por meio da emissão da Nota Técnica sobre a proposta governamental de alteração da NR-4.

No documento, há abordagem de três eixos temáticos: a terceirização do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), o tempo de guarda dos documentos produzidos pelo SESMT e a prestação de serviços de saúde por técnicos/assistentes de enfermagem sem a supervisão de profissional de enfermagem. Entre outros fundamentos legais, veda expressamente a terceirização deste serviço, determinando que as empresas estão obrigadas a mantê-lo.

Nesse sentido Ricardo Pacheco lembra que a terceirização desse serviço sempre funcionou muito bem. “Inclusive, mais recentemente algumas empresas com SESMT entenderam que o serviço complementa as atividades e os deixa com mais tempo para pensar estrategicamente, elaborar outros programas, aperfeiçoar os já existentes e se debruçar sobre estudo de sua população e seus números, pensando na melhor gestão de saúde dos colaboradores aos quais assiste”, completa o presidente da ABRESST e diretor da OnCare Saúde.

Campanha Fevereiro Roxo e Laranja reforça o papel da saúde ocupacional na conscientização, prevenção e acolhimento dos trabalhadores

Empresas ajudam a promover a saúde básica cuidando de seus funcionários com planejamento e investimento em proteção de cada vida

Mais uma vez o mês de fevereiro marca a campanha de informar e esclarecer sobre doenças de incidências notáveis na população: Leucemia, que é representada pela cor laranja, e, Lúpus, Fibromialgia e Mal de Alzheimer, representadas pela cor roxa. Relacionar a medicina ocupacional com essa ação de conscientização, faz todo sentido.

O cuidado com a saúde nas empresas tem como missão principal proteger os trabalhadores, promover a proteção da sua saúde física, mental e social. É preciso que a gestão empresarial esteja atenta e se engaje também nessa campanha, que agora tem um apelo ainda maior devido à prioridade que foi dada (muito justamente) às consequências da Covid-19.

Leucemia também pode ter causa ocupacional

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que são 10.810 novos casos de leucemia no Brasil, sendo 5.920 homens e 4.890 mulheres. O número de mortes por câncer atinge 7.218, 3.902 homens e 3.316 mulheres.

Nesse mês em que se alerta sobre a importância da conscientização e prevenção à leucemia, é preciso lembrar que cerca de 80% dos casos de câncer estão relacionados à exposição a agentes presentes nos ambientes onde se vive e trabalha. O ambiente de trabalho é um meio onde ocorrem as maiores concentrações de agentes cancerígenos, quando comparado a outros ambientes. Já está comprovado cientificamente que a exposição a agentes químicos, físicos e biológicos utilizados em ambientes de trabalho e seu entorno causa diversos cânceres.

Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) e diretor da OnCare Saúde explica que existem mais de doze tipos de leucemia: “Desses destacam-se os quatro primários, que são leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL). O Protocolo do Ministério da Saúde, Saúde do Trabalhador, é específico para exposição a benzeno e investigação de Síndrome mielodisplásica e leucemia mielóide aguda do adulto”, ressalta.

E o médico afirma que o papel da empresa, além de evitar toda e qualquer exposição a agentes nocivos, é cuidar. “A empresa tem a responsabilidade de cuidar do indivíduo fornecendo equipamentos, orientação e acesso a uma saúde preventiva e efetiva. O trabalhador precisa antes de tudo se sentir acolhido e seguro. É o que a empresa tem que fazer”, enfatiza Ricardo Pacheco.

Ele alerta sobre o que pode aumentar o risco de leucemia. “Radiação ionizante e o benzeno são os fatores ambientais que até agora foram comprovadamente associados à leucemia aguda. Há outros fatores ambientais menos ligados à essa leucemia. As causas ainda não estão definidas, mas suspeita-se da associação entre determinados fatores com o risco aumentado de desenvolver alguns tipos específicos da doença como tabagismo, exposição ao benzeno, à radiação ionizante, ter histórico familiar, realização de quimioterapia, Síndrome de Down, exposição a agrotóxicos e algumas doenças sanguíneas”, destaca o gestor e diretor da OnCare Saúde.

Lupus e fibromialgia atingem pessoas na fase mais produtiva de suas vidas

O Lupus e a fibromialgia, representados na campanha pela cor roxa, são doenças que acometem as pessoas no período que deveriam ser mais produtivas. Acompanha-las de perto, com exames e consultas periódicas, pode manter esses trabalhadores saudáveis, produtivos e felizes.

Ricardo Pacheco lembra que o lúpus é um distúrbio que afeta o sistema imunológico aumentando, em excesso, a produção de anticorpos e provocando inflamações e lesões, as quais podem ser nos órgãos internos ou apenas na pele. “De acordo com o Ministério da Saúde, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é a forma mais séria da doença e também a mais comum afetando cerca de 70% dos pacientes com lúpus. Ele acomete principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes, com risco mais elevado de início de LES durante a idade fértil, ou seja, ainda jovens”, alerta o presidente da ABRESST.

Já fibromialgia é uma doença reumática que se caracteriza pela dor muscular crônica e generalizada, contudo, a existência de outros sintomas geralmente se faz presente. “Entre eles destacam-se alterações do humor, como ansiedade ou depressão, fadiga ou cansaço, alterações do sono, dores de cabeça, entre outros; além de poder evoluir para incapacidade física. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, de cada 10 pacientes com a doença, entre 7 e 9 são mulheres. Todos esses sintomas elencados podem ser tratados e acompanhados pela saúde ocupacional, mais uma vez responsável por acolher e dar segurança para essa trabalhadora, na maioria dos casos, que sofre com essa dor incapacitante”, ressalta Ricardo Pacheco.

Outra enfermidade que é lembrada na campanha é o Mal ou Doença de Alzheimer, um transtorno neurodegenerativo de evolução progressiva e lenta, manifestada principalmente, em pessoas com mais de 65 anos. “Até por isso essa é uma questão que deve ser tratada na esfera previdenciária, mas nada impede que as empresas ofereçam um suporte psicossocial para seu trabalhador que esteja vivenciando um caso na família e necessite de um apoio psicológico. Certamente é uma contribuição para o bem estar desse profissional”, completa Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, presidente da ABRESST e diretor da OnCare Saúde.


Sobre a OnCare Saúde

A OnCare Saúde é uma plataforma de solução integrada de saúde, que oferece assessoria e consultoria, para empresas e para população em geral. Dentro dessa plataforma, de gerenciamento macro, está a assistência médica que também garante a assistência integral social e à saúde dos beneficiários e seus dependentes, com ações de promoção, proteção, recuperação e reabilitação, de forma a contribuir para o aprimoramento do sistema social e de saúde do Brasil.

Nesse momento de pandemia a OnCare Saúde tem adotado todas as medidas sanitárias recomendadas pelas autoridades em saúde, no Brasil e no mundo. Dessa forma, os atendimentos presenciais continuarão acontecendo por ordem de chegada, como ocorre normalmente. É exigido o uso de máscaras e ofertado álcool em gel para todo usuário que tenha que se deslocar até uma unidade.

A OnCare Saúde ainda adverte que os serviços digitais são amplos e estão disponíveis 24 horas por dia; e que o paciente só se dirija a uma unidade se realmente imprescindível.





domingo, 6 de dezembro de 2020

Brasileiros terão conta de luz mais cara em dezembro, revela Aneel



O órgão reativou o sistema de bandeira tarifárias e estabeleceu bandeira vermelha patamar 2 para este mês. A taxa é considerada a mais alta, com custo de R$ 6,243 por 100 quilowatts/hora consumidos

Os brasileiros vão passar a ter a conta de luz para o mês de dezembro mais cara. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reativou o sistema de bandeira tarifárias e estabeleceu bandeira vermelha patamar 2 para este mês. A taxa é considerada a mais alta, com custo de R$ 6,24 por 100 quilowatts/hora consumidos.

Por conta da pandemia, Aneel havia decidido, em maio, manter a bandeira verde acionada até 31 de dezembro de 2020. No entanto, a diretoria do órgão alegou que a queda no nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas e a retomada do consumo de energia contribuíram para a necessidade do aumento.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como alternativa de recomposição de gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas. A cor da bandeira, que pode ser vermelha, amarela ou verde, é impressa na conta de luz e sinaliza o custo da energia em função das condições de geração.

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sábado, 28 de novembro de 2020

Como salvar o casamento em 5 dias?

 


Método Recupera Casamento em 5 Dias

Olá, tudo bem?

Então hoje eu só quero te contar uma novidade muito bacana que vai salvar seu casamento.

Estava conversando na semana passada com meu amigo Dhuankles Castro, ele é um Super Especialista em Relacionamentos há mais de 10 anos ajudando pessoas a salvarem seu casamento.

Só que o melhor é que ele desenvolveu um método com uma técnica incrível que tem ajudado dezenas de homens e mulheres a salvarem seus casamentos.

Com esse sistema, que na verdade é um método em passos simples, mas que devem ser aplicados na ordem certa, é possível salvar seu casamento de forma muito rápida, progressiva, mesmo que já tenha acontecido traição de uma das partes, brigas todos os dias ou que você acredite que está lutando sozinha(o), ou mesmo se vocês dormem separados ou se o seu casamento está um verdadeiro pesadelo.

E esse sistema que ele compilou em um Super Treinamento, se chama "5 Dias pra salvar seu casamento".

Eu já tive acesso ao Método e desde a semana passada quase não estou dormindo de tão alucinada com a quantidade de informações.

Eu já estou aprendendo e colocando em prática, por isso, tenho certeza que você vai ficar fascinado (a), garanto!

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O Treinamento é totalmente em vídeo aulas, tudo em apenas 5 dias de pura informação com qualidade no modelo de passo a passo. É impossível seu casamento não mudar!.

Além disso, tem muito material extra, como: Ebook, E audiook e Ferramentas Para os Membros, Vários Bônus Fantásticos. E ainda uma galera muito bacana que faz parte dos alunos e esta aprendo e trocando ideias, e ainda o próprio Dhuankles, está sempre pronto pra responder todas as duvidas.

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Seja feliz!

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Redes sociais e games em excesso causam tanta dependência quanto as drogas, diz psiquiatra




A informação torna-se preocupante quando se verifica o quanto a internet está presente no cotidiano. Brasil é o segundo país onde se permanece mais tempo conectado durante o dia

Pânico ao sair de casa e esquecer o celular ou irritação porque a internet não funciona podem ser sinais de uma dependência comportamental e indicativo de que algo não vai bem. O uso da internet em excesso já está sendo considerado um vício. Mesmo não estando relacionado a nenhuma droga, pode causar os mesmos males que o álcool ou até cocaína, de acordo com a médica psiquiatra Denise Vieira Espíndola (CRM 17.194), que atende no centro clínico do Órion Complex.

“Os vícios não químicos se caracterizam por comportamentos repetitivos, realizados compulsivamente ou por impulso, que excedem o equilíbrio e começam a causar diversos prejuízos sociais, familiares ou no trabalho”, pontua, ao ressaltar que, por ser uma atividade cotidiana, muitos acabam não buscando ajuda ou não identificando o problema a curto prazo.

Os vícios de uso da internet incluem os jogos eletrônicos, que tem até nomenclatura, “games disorder”, muito relacionado aos jovens e classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma doença. Segundo uma pesquisa da Universidade Brigham Young (BYU), nos Estados Unidos, ele é caracterizado pelo tempo excessivo gasto jogando, pela dificuldade em parar de jogar e pela interrupção de outras atividades saudáveis devido aos jogos.

A informação torna-se preocupante quando se verifica o quanto a internet está presente no cotidiano. O relatório Digital 2020 July Global Statshot, criado em parceria com a Hootsuite, revelou que - pela primeira vez - mais da metade da população total do mundo usa a mídia social. São 3,96 bilhões de pessoas conectadas através da internet em todo o mundo. Um ranking divulgado em 2019 pela GlobalWebIndex, com sede em Londres, mostrou que o tempo gasto em aplicativos de rede social passou de 90 minutos em 2012 para 143 minutos nos primeiros três meses de 2019. O Brasil ocupa o segundo lugar com 225 minutos por dia, atrás apenas das Filipinas, com 241. No Japão, são apenas 45 minutos.

Em uma realidade onde o trabalho e até as aulas acontecem no universo digital, Denise sugere limitar o uso dos eletrônicos ao máximo possível. “Definam o tempo certo para realizar atividades escolares e o tempo exato para jogar, conversar ou escutar músicas. As famílias precisam investir em atividades que não envolvam a internet e se afastar um pouco da exposição excessiva ao celular”. Ela explica que uma pessoa com vícios comportamentais pode desenvolver sintomas físicos de abstinência como nervosismo, irritabilidade, tremores e mal estar geral. “Nesses casos é necessário uma avaliação com especialista para reconhecer o quadro, avaliar possíveis comorbidades como personalidade disfuncional, ansiedade e depressão; e assim estipular o tratamento mais adequado”.

Fisiologia da dependência

A definição da dependência é a perda de controle, isolamento social decorrente da atividade, perda de prazer em outras atividades, aumento progressivo da necessidade pela atividade, abandono do trabalho e da vida social. Fisicamente, na ausência do estímulo ou atividade, podem surgir taquicardia, falta de ar, tremores, dormências, irritabilidade, nervosismo e mal estar geral.

Denise explica que o vício não químico age no cérebro de forma bem semelhante do vício por substâncias. “Todas elas atuam, direta ou indiretamente, ativando o sistema de recompensa cerebral. Quando nos deparamos com um estímulo prazeroso, nosso cérebro lança um sinal: o aumento de dopamina, um importante neurotransmissor do sistema nervoso central (SNC). Esse sinal é reforçador e associa a emoção vivenciada com a sensação de prazer, fazendo com que a busca por vivenciar a sensação novamente se torne cada vez mais provável”.

Além disso, as sensações ativam outras áreas relacionadas à aprendizagem, memória e processamento do conteúdo emocional por estímulos ambientais. “Isso leva a repetição do ato e condicionamento do prazer”, completa. O tratamento, de acordo com Denise, é baseado em identificar possíveis comorbidades psíquicas, motivação para o reconhecimento dos prejuízos causados, apoio e suporte nas estratégias para lidar com a compulsão e recaídas. “E, se necessário, é instituído o tratamento medicamentoso juntamente com o psicológico”, afirma a médica.

Outros comportamentos viciantes


Psiquiatra Denise Espíndola
Sexo e atividade física em excessos e transtornos alimentares que causam anorexia e bulimia também são consideradas dependências comportamentais. Segundo Denise, o grupo acometido varia entre os diferentes tipos de vícios, mas pessoas normalmente têm em comum algum transtorno depressivo, sofrem de ansiedade, déficit de atenção ou hiperatividade. “Idosos e adolescentes também, de certa forma, apresentam mais riscos”, pontua.

“Na vigorexia, vício em atividade física, há uma doença psicológica caracterizada por uma insatisfação constante com o corpo. A pessoa deixa de frequentar círculos sociais e lugares que tenham alimentos e bebidas fora da sua dieta restrita, e a insatisfação e sofrimento psíquico vai aumentando cada vez mais, mesmo que todos ao seu redor e o espelho mostrem algo diferente. Faz parte dos grupos de transtorno dismórfico corporal, como a anorexia e bulimia”, detalha.



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Descubra como Dezenas de Homens Mulheres 
Salvaram um Casamento praticamente perdido







Contrata SP Vagas de Fim de Ano passa por quatro regiões da capital com cerca de 2 mil vagas de emprego


Candidatos em busca de recolocação profissional passaram por pré-seleção por técnicos da Prefeitura de São Paulo para oportunidades efetivas e temporárias em diversos setores

A Prefeitura de São Paulo encerrou nesta sexta-feira, 27 de novembro, o Contrata SP Vagas de Fim de Ano. O evento, em sua terceira edição, se adequou aos cuidados necessários em decorrência da pandemia pelo coronavírus e atendeu aos trabalhadores com agendamento prévio em quatro unidades do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo nos bairros da Lapa, Interlagos, Itaquera e Brasilândia, desde a terça-feira (24). A regionalização das vagas de emprego, assim como a proximidade do local de realização do Contrata SP foram mantidas a fim de auxiliar a população tanto no acesso à atividade, assim como contribuir para que as pessoas trabalhem mais perto do local de moradia.

Foram oferecidas cerca de duas mil vagas de emprego nos setores do comércio, serviços, construção civil e indústria. Por volta de 450 pessoas foram atendidas nas quatro regiões da cidade e foram realizados mais de 300 encaminhamentos para demais etapas de seleção junto aos empregadores, que podem aplicar provas e novas entrevistas.

Com salários entre R$ 600 (trabalho intermitente) e R$ 3.500, os candidatos puderam verificar as oportunidades disponibilizadas pelas empresas tanto em vagas efetivas ou temporárias, nesta última modalidade com possibilidade do trabalhador ser contratado de forma definitiva, caso tenha bom desempenho durante as atividades, que podem ocorrer em até 90 dias.

O Contrata SP Vagas de Fim de ano também ofertou vagas inclusivas para o público LGBTI+, para pessoas com deficiência, imigrantes e refugiados. Para a próxima semana as unidades do Cate voltam a atender o público que busca recolocação com inscrições prévias pelo site www.bit.ly/vagasnocate. O formulário deve ser preenchido por completo a fim de facilitar o cruzamento de informações do candidato com as vagas oferecidas pelas empresas.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Por que o café harmoniza tão bem com queijo?


Já parou para pensar por que é tão gostoso fazer um intervalo no meio da tarde e tomar uma xícara de café com um pão de queijo recém-saído do forno? Protagonistas entre os ingredientes queridinhos dos brasileiros, o café e o queijo possuem sabores peculiares, que, quando misturados, oferecem uma inusitada e deliciosa harmonização gastronômica. A combinação faz parte do cotidiano de muitas culturas ao redor do mundo, inclusive dos brasileiros.

“Em Minas Gerais, por exemplo, existe o costume de se comer queijos meia-cura ou curados com café em alguns momentos do dia, principalmente no café da manhã e no meio da tarde”, pontua Hellen Maluly, doutora em Ciência de Alimentos e consultora do Comitê Umami, organização responsável pela divulgação do quinto gosto do paladar humano no Brasil.

De acordo com a especialista, o motivo para tanto sucesso pode estar diretamente relacionado ao queijo, sendo um dos ingredientes em que o gosto umami - quinto gosto do paladar humano - está presente. “O umami é evidente em muitos alimentos do cotidiano, como tomates, carnes, cogumelos e, principalmente, queijos, tendo um papel fundamental para que a harmonização aconteça”, explica Hellen.

“Quando misturado ao café, o quinto gosto ameniza sensações de alguns tipos de café de torra mais intensa, como o amargor, ou a acidez de cafés que passam por processos de fermentação mais longos. Outros compostos presentes naturalmente nos grãos, como polifenóis, também podem provocar certa adstringência, mas isto irá depender das suas concentrações. No entanto, o fato mais interessante está relacionado ao aumento da salivação provocado pelo gosto umami. A saliva faz com que os aromas, tanto do queijo como do café, possam se diluir com mais facilidade, oferecendo continuidade ao sabor na boca e uma harmonização perfeita entre o café e o queijo”, complementa.

Para ter uma experiência mais acentuada, vale escolher cafés e queijos de boa qualidade para melhorar ainda mais essa combinação. Hellen ainda dá algumas dicas: “Alguns blends, feitos com Coffea arabica e Coffea robusta, podem ser mais amargos pelo aumento do teor de cafeína e são excelentes escolhas para queijos mais fortes. Já queijos mais leves, como brie, camembert ou mesmo queijos frescos, combinam bem com cafés da variedade arábica, pois são mais leves e realçam o dulçor, principalmente se forem servidos com geleias aromáticas, feitas com cascas de laranja e especiarias, por exemplo.

Vamos experimentar? Está quase chegando a hora do café!

UMAMI

É o quinto gosto básico do paladar humano, descoberto em 1908 pelo cientista japonês Kikunae Ikeda. Foi reconhecido cientificamente no ano 2000, quando pesquisadores da Universidade de Miami constataram a existência de receptores específicos para este gosto nas papilas gustativas. O aminoácido ácido glutâmico e os nucleotídeos inosinato e guanilato são as principais substâncias umami. As duas principais características do umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento. Para saber mais, acesse www.portalumami.com.br e acompanhe também pelas redes sociais facebook.com/ogostoumami e instagram.com/ogostoumami.

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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Estudo clínico CoronaVac chega ao estágio final

Instituto Butantan prevê liberação da vacina contra o coronavírus no início do próximo ano

O governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram nesta segunda-feira (23) que o estudo clínico da vacina CoronaVac chegou à fase final. Os resultados do estudo devem sair na primeira semana de dezembro e 46 milhões de doses da vacina estão previstas para serem liberadas em janeiro do próximo ano.

O estudo clínico já chegou ao estágio necessário para a análise de eficiência do produto. Até o momento, segundo o Butantan, 74 voluntários nos testes foram infectados pela Covid-19, número acima do mínimo esperado para esse estágio, que previa o contágio de, ao menos, 61 participantes.

No Brasil, os testes ocorrem desde julho sob supervisão do Instituto Butantan em 16 centros de pesquisa científica localizados em sete estados brasileiros e no Distrito Federal. Metade dos voluntários recebeu duas doses da vacina e o restante recebeu um placebo, uma substância sem nenhum tipo de efeito.




segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Contrata SP recebe mais de 2 mil inscrições para processo seletivo que começa nesta terça (24)

Iniciativa da Prefeitura de São Paulo com mais de 1.500 vagas ocorrerá até sexta-feira, nas regiões oeste, sul, leste e norte, iniciando às 10h no Cate Lapa

O Contrata SP Vagas de Fim de Ano da Prefeitura de São Paulo começa nesta terça-feira, 24 de novembro, processo seletivo com mais de 1.500 oportunidades de emprego nas áreas do comércio, serviços, construção civil e indústria, com salários entre R$ 585 (trabalho intermitente) e R$ 3.500. Mais de 2 mil candidatos se inscreveram entre os dias 19 e 22 para participar do evento, que ocorrerá em duas fases, sendo a primeira com pré-seleção on-line realizada pela equipe técnica do Cate da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e, posteriormente, com agendamento para demais etapas de seleção começando pelo Cate Lapa. Os demais dias ocorrem nas unidades Interlagos (25), Itaquera (26) e Brasilândia (27).

O novo formato ocorre em decorrência da pandemia provocada pelo coronavírus, no entanto, serão mantidas as ações regionalizadas nas unidades do Cate nas zonas oeste, sul, leste e norte ofertando vagas que estejam mais próximas da residência do trabalhador. Com previsão de 800 candidatos atendidos nos quatro dias do evento, agendados por faixas de horário, entre às 10h e 16h, o Contrata SP Vagas de Fim de Ano só atenderá candidatos que estiverem agendados e que foram pré-selecionados atendendo as exigências das vagas quanto à escolaridade, experiência profissional, conhecimento técnico, entre outros.

Os trabalhadores que estão em busca de gerar renda em vagas temporárias encontram 416 vagas. Os setores da construção civil, da indústria e do comércio participam da ação com oportunidades para azulejista, pedreiro, carpinteiro, soldador, mecânico, caldeireiro, eletricista, promotor de vendas, entre outros. Será exigida experiência anterior de pelo menos seis meses. Para as vagas da construção civil, o interessado precisa comprovar o ensino fundamental, já os demais postos requerem o ensino médio, ambos os setores permitem que o candidato esteja com os estudos em andamento, mas serão avaliadas as habilidades técnicas.

No segmento de supermercados, são 56 postos em cargos como padeiro e auxiliar de padaria, balconista, ajudante de cozinha, operador de caixa, repositor, entre outros - salários entre R$ 1.428 e R$ 2.300. Para algumas das vagas, o candidato precisa ter disponibilidade para o trabalho em sistema de escala ou intermitente, além de experiência mínima de seis meses e ter concluído o ensino fundamental ou médio.

O comércio ainda oferece 50 oportunidades para atuar como vendedor de peças para moto, serviços de saúde, vestuário, degustador e representante comercial. A atividade será desenvolvida de segunda-feira a sábado e os ganhos chegam a R$ 1.755 ou por meio de comissões. É necessário conhecimento de técnicas de vendas e comprovação mínima de pelo menos três meses na função e também da escolaridade completa para o fundamental ou médio.

O setor também contempla quem deseja oportunidades como atendente. São 291 vagas com rendimentos entre R$ 585 e R$ 1.420. A escolaridade mínima é o ensino fundamental incompleto e a maioria dos postos não requer comprovação de experiência.

Outras oportunidades que podem ser ocupadas durante o Contrata SP Vagas de Fim de Ano são em ocupações como tapeceiro, ajudante de produção, costureira, instalador de alarmes, pintor de móveis, desenhista, entre outros. Os rendimentos variam de R$ 1.429 até R$ 2.374. As equipes do Cate irão avaliar a experiência dos candidatos e se têm formação compatível com a exigência da empresa.

Perfil dos inscritos


Entre os mais de 2 mil inscritos para o processo seletivo, 70% são de mulheres. Quanto à escolaridade 56% está com o ensino médio completo ou a concluir, os demais afirmam ter os ensinos fundamental e superior. Por volta de 62% pertence às faixas etárias entre 20 e 39 anos.

A maioria dos candidatos é da capital, com 28% dos que enviaram o currículo da região leste da cidade, seguidos de participantes das zonas sul, norte, oeste e centro.


Dicas sobre processo seletivo

Os interessados em participar do Contrata SP Vaga de Fim de Ano podem se preparar para o processo seletivo nas orientações on-line disponibilizadas no portal do Cate, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Na plataforma há diversos cursos em sistema EAD – Ensino a Distância gratuitos e oficinas rápidas como as de orientação de como se sair bem em um processo seletivo, formular um currículo adequado, entre outras dicas.

O portal, que pode ser acessado no endereço www.cate.prefeitura.sp.gov.br, possibilita ainda o acesso a certificado que é emitido automaticamente pela plataforma, desde que a maior parte da atividade seja desenvolvida. No local, ainda é possível aprimorar conhecimentos sobre as áreas com maior potencial de empregabilidade como tecnologia, economia criativa, sustentabilidade, entre outras.


Dias:

24/11 - Cate Lapa
25/11 – Cate Interlagos
26/11 – Cate Itaquera
27/11 – Cate Brasilândia
Horário: 10h às 16h (O candidato precisa estar com dia e horário agendados para participar)

domingo, 8 de novembro de 2020

Nomadismo digital é a tendência do trabalho nos próximos anos, diz Rebeca Toyama

Especialista comenta sobre as vantagens do nomadismo digital e dá dicas para melhorar a performance de profissionais de diferentes áreas


Toda crise traz uma nova ideia de como se reinventar, e depois do decreto de pandemia do novo coronavírus, muitos profissionais começaram a migrar para lugares mais calmos e longe das aglomerações trabalhando de maneira remota. Com isso, os profissionais passaram a romper os modelos tradicionais de trabalho, e entenderam uma forma eficaz de desempenhar sua profissão onde estão, seja em casa, no campo, na praia, sem sofrer impactos no entrega de resultados e demandas.

Para Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira este modelo de trabalho é nova tendência, mas é necessário se organizar para atuar com mais eficiência. Hoje está mais difícil manter o modelo tradicional de trabalho e as organizações estão tendo que se reinventar e pensar em formas mais atraentes para manter os colaboradores engajados, motivados e felizes com suas atividades e responsabilidades e, com isso, surge o nomadismo digital.

“Os nômades não possuem a obrigatoriedade de um horário e local específicos para a realização de suas tarefas profissionais, e faz com que o profissional seja mais livre e flexível. ”, afirma, Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira. Para os gestores, o desafio que é manter os colaboradores engajados se tornou ainda mais audacioso, mas algo que pode ser a chave do sucesso para quem conseguir êxito.

O nomadismo digital surgiu com o intuito de trazer uma reflexão do cotidiano vivido pela maioria dos trabalhadores formais. “Os profissionais que levam a vida dessa forma, além de conhecer novos lugares, estabelecer novos vínculos, ter flexibilidade de horário e local, conseguem ter mais aproveitamento criativo. E por esses fatores, que podem ser inspiradores, faz com que o dia seja mais produtivo, saindo daquela rotina que muitos não aguentam mais. ”, explica, Rebeca Toyama.

Bem-estar é o segredo do sucesso

O trabalho remoto faz parte do nomadismo digital, pois é uma ferramenta que viabiliza o estilo de vida dos nômades, e neste momento de pandemia com muitos profissionais no teletrabalho observa-se o aumento de produtividade, inspiração, flexibilidade e a acessibilidade que traz a qualidade de vida para muitos profissionais. “Com mais autonomia e liberdade, esse estilo de vida pode levar um gás a mais também para os profissionais que estão em transição de carreira e recolocação profissional, pois através da inspiração que o modelo traz é possível se abrir a mente e ter a chance de encontrar ‘o novo’ e o que falta realmente para seguir seu caminho. ”, comenta, Toyama.

Qualidade de vida é o que muitos buscam, e é importante ressaltar que a vida profissional, financeira, emocional e pessoal precisam estar alinhadas, pois tudo está interligado em sua performance. De acordo com a especialista, para se alcançar o bem-estar é preciso ter em mente a otimização de tempo, planejamento e o propósito.

“Fica mais orgânico para um profissional dar o seu melhor, quando se trabalha com o que gosta e acredita, quando se equilibra vida pessoal e profissional as 24 horas por dia e os 7 dias por semana, e quando encontra em sua rotina um sentido e um propósito alinhados com suas metas e planos. ”, finaliza, Rebeca.

E para os profissionais que querem seguir essa tendência, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama trouxe 4 principais tópicos para melhorar sua a performance e embarcar no nomadismo digital.

1- Organização e disciplina: A organização sempre será a chave para se ter sucesso em qualquer negócio e tipo de demanda, e dentro do nomadismo digital a otimização de tempo é essencial. Precisamos e podemos sempre ter controle do nosso próprio tempo, mais é preciso ter atenção sobre equilibrar as 24 horas por dia e os 7 dias por semana.

2- Flexibilidade e Inspiração: A rotina de trabalho, no caso dos nômades são eles que decidem, alguns profissionais rendem melhor durante o dia, outro durante à noite, mas o trabalho sempre flui melhor quando se encontra inspiração. E a flexibilidade une as duas coisas.

3- Estilo de vida e produtividade: . Nomadismo é um estilo de vida, trabalhar de qualquer lugar do mundo é uma escolha que deve estar alinhada com o compromisso com a qualidade e produtividade. Estar num local paradisíaco ou na fazenda da família não pode ser motivo de distração e comprometimento da produtividade

4- Qualidade de vida: como qualquer escolha, o nomadismo traz ônus e bônus, mas uma coisa que deve ser considerada nesse momento é a qualidade de vida que precisa caminhar lado a lado com nossos objetivos, caso contrário ser um nômade pode virar um fator de estresse ao invés de fonte de bem-estar

Sobre Rebeca Toyama

Rebeca Toyama é fundadora da ACI e RT DHO, empresa com foco em carreira e educação corporativa. Especialista em estratégia de carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração e tecnologia e especialização em psicologia e marketing. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. Colaboradora do livro Tratado de psicologia transpessoal: perspectivas atuais em psicologia: Volume 2; Coaching Aceleração de Resultados e Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), Instituto Filantropia e Universidade Fenabrave.


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