FIQUE POR DENTRO

Mostrando postagens com marcador ALIMENTAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ALIMENTAÇÃO. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de abril de 2023

Dia Mundial da Saúde - 4 dicas fundamentais para manter a saúde e o bem-estar em dia





A Bio Mundo aproveita o Dia Mundial da Saúde e destaca a importância da alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos para manter a saúde em dia



Dia 07 de abril é o Dia Mundial da Saúde, uma data perfeita para conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a saúde populacional.

Em 1946, a Organização Mundial da Saúde aprovou um conceito que visava ampliar a visão do mundo a respeito do que seria estar saudável. Ficou definido então que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Já se sabe muito o quanto é importante priorizar a ingestão diária de alimentos saudáveis e funcionais, além de aderir a novos hábitos e exercícios físicos, um combo que ajuda a prevenir múltiplos fatores de risco, como obesidade, pressão alta e alterações nos níveis de açúcar e colesterol no sangue.

A busca por bem-estar e saúde será uma prioridade mundial em 2023, e no Brasil não será diferente. É o que revela a Pesquisa Global de Sentimento do Consumidor, realizada pela WW, reconhecida globalmente por seu programa de perda de peso, em parceria com o Instituto Kantar, que ouviu 14.506 pessoas, entre 18 e 69 anos, em 15 países.

Feita com o objetivo de compreender as tendências e comportamentos da sociedade com relação a hábitos saudáveis, a pesquisa apontou que, entre os brasileiros, 91% estão focados em manter e/ou melhorar sua saúde e bem-estar, enquanto em todo o mundo o percentual é de 78%; 65% querem melhorar a saúde física; 63% buscam melhorar a saúde mental e emocional; 56% procuram melhorar a autoestima e confiança; e 44% consideram o cuidado com a saúde e bem-estar um facilitador para a vida cotidiana.

Ser saudável nos dias atuais está cada vez mais difícil, com rotinas estressantes, pouco tempo disponível para preparar o próprio alimentos e praticar atividades físicas. Entretanto, devemos tentar ao máximo adotar no dia a dia práticas que melhorem a qualidade de vida a fim de conseguir uma melhoria física, mental e também social.

Pensando nisso, a Bio Mundo, rede de lojas de produtos naturais e nutrição esportiva, com o mix mais completo do Brasil, e referência em oferecer saúde e bem-estar, separou 4 dicas especiais, simples e fáceis de seguir para compor um dia a dia mais saudável, ter uma vida mais longa e muito mais qualidade de vida.

1 - Alimentar-se de maneira saudável, retirando, por exemplo, excesso de açúcares, sal e gordura.

Ter uma boa alimentação é fundamental para a saúde e o bem-estar de todo o ser humano. Além de proporcionar toda energia que o corpo precisa para realizar as demais atividades durante o dia, ajuda no aumento da disposição, melhora o humor, previne doenças, fortalece os ossos, regula o organismo, ajuda na manutenção do peso.

O ideal é consumir diariamente fibras, grãos, proteínas e vitaminas. Esses alimentos podem desacelerar o envelhecimento, mantendo seu corpo mais saudável. Na Bio é possível encontrar todos esses itens, além de produtos livres de açúcar, diet, light, integrais, veganos, sem glúten, sem lactose, funcionais, vegetarianos, que somam em média 3.000 produtos em prateleira, mais de 300 opções à granel e as marcas próprias.

2 - Dormir bem.

Já perceberam que um dia nunca começa bem se não dormirmos o suficiente? Dormir bem faz com que todo o organismo funcione melhor, regula o metabolismo e dificulta o desenvolvimento de várias doenças e auxilia na redução do estresse e melhora do raciocínio lógico.

3 - Praticar atividades físicas.

Nosso corpo não foi feito pra ficar parado! Escolha uma atividade física que goste e pratique todos os dias para ter muito mais saúde, qualidade de vida,

4 - Beber muita água.

Algo muito falado, mas que muitos não seguem. O corpo humano sem água não funciona! Ela ajuda a realizar uma série de funções do corpo, como remover resíduos, transportar nutrientes e oxigênio ao redor do corpo.

Nada como começar bebendo um generoso copo de água logo ao acordar - beber água em jejum estimula a circulação adequada de nutrientes no corpo.


Sobre a Bio Mundo

A Bio Mundo, rede de lojas de produtos naturais e nutrição esportiva, foi fundada em 2015, em Brasília, pelo empresário Edmar Mothé ao lado dos filhos Rafael, Bruna e Adriana. Suas filhas, em especial, já consumiam e "faziam parte" do universo mais saudável e fitness, o que colaborou e incentivou o início de toda a criação.

Possui mais de 150 lojas espalhadas em 17 estados do Brasil em apenas 7 anos de história. Conta com 3.000 produtos em prateleira e mais de 300 opções de produtos à granel.

É a vencedora do Prêmio Líderes do Brasil, com case de expansão regional e nacional e dona do Selo de Excelência em Franchising pela Associação Brasileira de Franchising - ABF.

domingo, 5 de setembro de 2021

Bomar Pescados alerta para os cuidados na hora de comprar pescados congelados

Foto: Freepik


Na hora de adquirir pescados, sejam frescos ou congelados, é necessário redobrar a atenção para a procedência e conservação do produto. O pescado é caracterizado como um alimento saudável, mas ao mesmo tempo muito sensível, razão pela qual é necessário ter cuidado na hora de escolher. De acordo com Gentil Linhares Filho, diretor comercial da Bomar Pescados, pequenas observações podem prevenir um acidente alimentar. “Verificar detalhes como, embalagem, local da armazenagem, temperatura e aparência são orientações importantes quando se depara com pescados congelados”, explica.

Primeiro, verifique se o produto está armazenado na temperatura de conservação informada pelo fabricante na embalagem. Cheque ainda se ela está bem fechada e conservada a uma temperatura de, pelo menos, -18º C. “É preciso ter atenção para a procedência: mercadoria clandestina, sem os devidos informativos de fabricação e validade são fortes indícios de perigo”, acrescenta Gentil Filho.

Os produtos dentro da embalagem não podem estar amolecidos ou com acúmulo de líquidos, pois isso é sinal de que passaram por um processo de descongelamento. A presença de gelo ou muita água indica que o local onde esse pescado estava foi desligado ou teve sua temperatura diminuída temporariamente. Gentil Filho esclarece ainda que é preciso ficar alerta se, ao comprar o produto ainda congelado, notar uma demora para o descongelamento. “Muitas vezes, o cliente compra o produto congelado, sai e demora para chegar em casa. E quando chega, volta a colocar esse pescado no congelador novamente. Esse comportamento pode acarretar prejuízos no pescado”, afirma.

Outra dica importante é prestar atenção na aparência. Se a cauda ou a cabeça estiverem escuros, é um sinal de que o alimento não está bem conservado. Em relação a cor, o normal é ser rosado ou cinza, dependendo da espécie do pescado. “Qualquer indicativo que fique fora da aparência normal de um pescado saudável pode ser um risco à saúde", finaliza Gentil Filho.

Sobre a Bomar:

Genuinamente cearense, a Bomar já consolidou-se como uma das principais empresas de pescado e cultivo de camarão e tilápia no Brasil. Empenhando-se constantemente em proporcionar mais do que um momento de culinária, mas uma experiência verdadeiramente gourmet que surpreenda o paladar em qualquer momento do dia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Por que o café harmoniza tão bem com queijo?


Já parou para pensar por que é tão gostoso fazer um intervalo no meio da tarde e tomar uma xícara de café com um pão de queijo recém-saído do forno? Protagonistas entre os ingredientes queridinhos dos brasileiros, o café e o queijo possuem sabores peculiares, que, quando misturados, oferecem uma inusitada e deliciosa harmonização gastronômica. A combinação faz parte do cotidiano de muitas culturas ao redor do mundo, inclusive dos brasileiros.

“Em Minas Gerais, por exemplo, existe o costume de se comer queijos meia-cura ou curados com café em alguns momentos do dia, principalmente no café da manhã e no meio da tarde”, pontua Hellen Maluly, doutora em Ciência de Alimentos e consultora do Comitê Umami, organização responsável pela divulgação do quinto gosto do paladar humano no Brasil.

De acordo com a especialista, o motivo para tanto sucesso pode estar diretamente relacionado ao queijo, sendo um dos ingredientes em que o gosto umami - quinto gosto do paladar humano - está presente. “O umami é evidente em muitos alimentos do cotidiano, como tomates, carnes, cogumelos e, principalmente, queijos, tendo um papel fundamental para que a harmonização aconteça”, explica Hellen.

“Quando misturado ao café, o quinto gosto ameniza sensações de alguns tipos de café de torra mais intensa, como o amargor, ou a acidez de cafés que passam por processos de fermentação mais longos. Outros compostos presentes naturalmente nos grãos, como polifenóis, também podem provocar certa adstringência, mas isto irá depender das suas concentrações. No entanto, o fato mais interessante está relacionado ao aumento da salivação provocado pelo gosto umami. A saliva faz com que os aromas, tanto do queijo como do café, possam se diluir com mais facilidade, oferecendo continuidade ao sabor na boca e uma harmonização perfeita entre o café e o queijo”, complementa.

Para ter uma experiência mais acentuada, vale escolher cafés e queijos de boa qualidade para melhorar ainda mais essa combinação. Hellen ainda dá algumas dicas: “Alguns blends, feitos com Coffea arabica e Coffea robusta, podem ser mais amargos pelo aumento do teor de cafeína e são excelentes escolhas para queijos mais fortes. Já queijos mais leves, como brie, camembert ou mesmo queijos frescos, combinam bem com cafés da variedade arábica, pois são mais leves e realçam o dulçor, principalmente se forem servidos com geleias aromáticas, feitas com cascas de laranja e especiarias, por exemplo.

Vamos experimentar? Está quase chegando a hora do café!

UMAMI

É o quinto gosto básico do paladar humano, descoberto em 1908 pelo cientista japonês Kikunae Ikeda. Foi reconhecido cientificamente no ano 2000, quando pesquisadores da Universidade de Miami constataram a existência de receptores específicos para este gosto nas papilas gustativas. O aminoácido ácido glutâmico e os nucleotídeos inosinato e guanilato são as principais substâncias umami. As duas principais características do umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento. Para saber mais, acesse www.portalumami.com.br e acompanhe também pelas redes sociais facebook.com/ogostoumami e instagram.com/ogostoumami.

***






quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Dieta low carb não está associada a danos renais



Dieta low carb não está associada a danos renais

Pelo contrário, estratégia alimentar que prioriza o consumo de proteínas e gorduras tem eficácia comprovada no tratamento de diabetes e hipertensão, duas grandes causas de doença renal crônica

A doença renal crônica é uma epidemia mundial. A estimativa é de que 850 milhões de pessoas apresentem essa condição. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), somente no Brasil mais de 10 milhões de pessoas sofrem com a perda progressiva da função dos rins e 90 mil necessitam da diálise para garantir qualidade de vida. Como diabetes e hipertensão arterial sistêmica são dois dos grandes responsáveis por prejudicar os rins, a dieta low carb pode aparecer como uma alternativa ao combate deste mal em algumas ocasiões bem específicas, já que a estratégia alimentar restringe a ingestão de carboidrato, que em excesso no organismo leva ao desenvolvimento da diabetes tipo 2 e de outras doenças crônicas.

Conforme o médico, diretor-presidente da Associação Brasileira Low Carb (ABLC), José Carlos Souto, tal constatação pode parecer errada, haja visto que a tese difundida não apenas pelo senso comum como por médicos e profissionais da área de nutrição é de que, por privilegiar o consumo de proteína, a dieta low carb não é recomendada para quem sofre de doença renal. Isto porque, segundo Souto, já foi constatado que pacientes com insuficiência renal crônica têm dificuldade em excretar diversas substâncias, entre elas as derivadas do metabolismo de proteínas. Daí, explica o médico, conclui-se que comer muita proteína lesa os ruins, e que o macronutriente não ser consumido em grandes quantidades, tanto por quem tem quanto por quem não tem problemas nos rins.

Dito isso, inicialmente, Souto esclarece que a estratégia alimentar continuamente defendida pela entidade como a melhor para combater a obesidade, esteatose hepática, síndrome metabólica e hipertensão, não é necessariamente hiperproteica. “Estudos comparando diversos tipos de dietas constataram que as proteínas tendem a ser o macronutriente mais constante e que carboidratos e gorduras apresentam maior variação de quantidade”, explica o médico. Conforme o especialista, isto acontece porque as pessoas tendem a consumir uma certa quantia de proteína naturalmente até satisfazerem o apetite. “Além disso, o que caracteriza uma dieta low carb não é o consumo de proteína e sim a restrição de carboidratos”, diz.

Contudo, mesmo que a low carb fosse hiperproteica, desde que respeitados alguns limites, não haveria problemas, segundo o médico. Isto porque diversas pesquisas científicas já mostraram não haver associação entre consumo de proteína e dano renal. Como exemplo, o médico endocrinologista, diretor-científico de Medicina da ABLC, Rodrigo Bomeny, cita um estudo randomizado que comparou os efeitos de uma dieta low carb e um dieta tradicional balanceada de carboidratos não refinados (high carb) sobre a função renal em adultos obesos, com diabetes tipo 2 e sem doença renal.

Depois de um ano de acompanhamento, os pesquisadores constataram que a taxa de filtração glomerular e a albuminúria - indicadores estabelecidos da presença e progressão da doença renal – dos pacientes responderam de forma semelhante a ambas as dietas. Vale salientar que o grupo low carb consumiu mais proteínas do que o grupo high carb.

Se foi comprovado que consumir mais proteína não está relacionado a danos renais, ainda resta a dúvida de que dietas desse tipo não devam ser recomendadas a pessoas que já sofrem de doença debilitante nos rins. Nesse caso, primeiramente é preciso saber a gravidade da disfunção renal, que varia entre grau 1 (mais leve) e grau 5 (mais grave).

Levando isso em consideração, um ensaio clínico randomizado foi realizado para testar a modificação de dieta em pacientes com doenças renais. Nesse estudo, uma parcela de pacientes com disfunção renal moderada foi orientada a ingerir 1,3 gramas de proteína diariamente (por quilo de peso corporal). Outra parcela alimentou-se de 0,6 g/Kg. Os portadores de disfunção renal severa foram separados de forma semelhante. Um grupo ingeriu 0,6 g/Kg e o outro grupo consumiu 0,3 g/Kg. Após um período médio de 2,2 anos de acompanhamento, os pesquisadores verificaram que não houve diferença da progressão da doença renal a despeito da quantidade de proteína na dieta. Ainda atestaram que o grupo que ingeriu 1,3 g/Kg diariamente apresentou uma leve tendência de perda mais lenta da função renal.

Ou seja, além de não fazer mal, uma dieta com quantidade adequada proteína pode ter efeitos benéficos a quem tem o funcionamento dos rins prejudicado. Outra comprovação disso, conforme o diretor-presidente da ABLC, é um estudo californiano que testou a hipótese de uma dieta restrita em carboidratos (low carb) poder retardar a progressão de doença renal causada pelo diabetes quando comparada à dieta tradicional. Na pesquisa em questão 191 pacientes foram randomizados. O grupo low carb não foi orientado a restringir proteínas, apenas a substituir carnes ricas em ferro (potencial ofensor do rim) por carnes pobres neste mineral, como frangos e peixes. Ao grupo controle foi recomendado uma dieta padrão para quem tem insuficiência renal, com restrição proteica (0,8 g/Kg).

Após tempo médio de acompanhamento de quase quatro anos, enquanto no grupo low carb, a duplicação da creatinina (que indica piora significativa da doença renal) ocorreu em 21% dos pacientes, no grupo com dieta tradicional, 39% viram a concentração dessa substância no sangue dobrar. O grupo low carb levou vantagem também em relação ao desfecho composto da doença renal. No grupo que não restringiu proteínas, 20% dos pacientes evoluíram para doença renal crônica terminal ou morte. Já no grupo controle 39% das pessoas estudadas caminharam para esses resultados.

Souto destaca que a dieta associada a maior mortalidade e maior evolução para insuficiência renal crônica grave contava com 10% de proteínas. Por sua vez, a dieta que apresentou redução absoluta na duplicação da creatinina possuía de 25% a 30% de proteínas em sua composição. “Não se trata de propor uma dieta hiperproteica para pessoas com insuficiência renal. Mas, quando um ensaio clínico randomizado indica que a dieta com menos carboidrato e mais proteína protege o rim de pessoas com insuficiência renal crônica já estabelecida, não há mais como sustentar a afirmação de que pessoas normais estão sobrecarregando seus rins ao seguir uma dieta low carb”, conclui.


***

domingo, 20 de setembro de 2020

Artigo: Benefícios dos alimentos lácteos


O leite é um dos alimentos mais consumidos em todo mundo, classificado entre os 5 produtos mais comercializados, tanto em volume quanto em valor (Global Dairy Platform, 2017).
Aproximadamente 116,5 kg de leite são consumidos por cada habitante, uma quantidade que aumenta 1,2% ao ano. No Brasil, a indústria de laticínios é o segundo segmento mais importante da indústria alimentícia.

Além da importância econômica para a população mundial, o leite também é uma fonte de nutrientes ressaltada por estudos na literatura científica. Um alimento complexo que contém altas concentrações de macro e micronutrientes, o leite é classificado como uma fonte de proteína de alta qualidade e fornece contribuição significativa de cálcio, magnésio, selênio, riboflavina, vitamina B12 e ácido pantotênico.

Considerada uma das principais fontes de cálcio, recomendações dietéticas indicam o consumo de pelo menos 3 porções de laticínios por dia, incluindo o leite original. Para exemplificar o teor deste nutriente, destaca-se que em 1 copo de 200 ml de leite é possível obter 250 mg de cálcio, o que representa aproximadamente 25% do valor total diário recomendado para um adulto saudável.

Leite e os efeitos para saúde humana
Um dos principais benefícios atribuídos ao consumo regular de leite e derivados é em relação ao metabolismo ósseo. Há evidências de que a ingestão adequada de cálcio e proteína na dieta é essencial para atingir o pico de massa óssea durante o crescimento, em crianças e adolescentes, e para prevenir a perda óssea em idosos no processo de envelhecimento.

Os efeitos benéficos do consumo de produtos lácteos e sua eficácia na massa mineral óssea durante o crescimento em crianças são suportados por meta-análises de numerosos estudos clínicos. O maior ensaio clínico randomizado (RCT), realizado por Du e colaboradores (2004) com produtos lácteos, encontrou ganhos significativamente maiores em altura, peso corporal e conteúdo mineral ósseo em meninas com 10 anos em idade escolar, que receberam leite em dias letivos por período de 2 anos.

Outros benefícios podem ser explorados em relação ao consumo regular de leite e derivados. As proteínas lácteas podem ajudar no aumento da saciedade e estimular os mecanismos reguladores da ingestão de alimentos conhecidos por sinalizar as vias de fome e saciedade. Assim, é possível compreender que seu consumo, junto a um planejamento dietético equilibrado e um estilo de vida saudável, pode favorecer a regulação do peso corporal.

Consumo de leite e a qualidade do sono
Alimentos proteicos como produtos lácteos, são as principais fontes do aminoácido indutor do sono, o triptofano. Segundo um estudo recente, publicado em abril de 2020 (Muscogiuri e colaboradores), que mostrou recomendações nutricionais em período de quarentena, o consumo de lácteos no fim do dia pode ajudar a induzir o sono e contribuir com a regulação da saciedade. Esse mecanismo se dá por conta do teor de triptofano, envolvido na síntese de serotonina e melatonina, ambos favorecendo o equilíbrio e a qualidade do sono.

O recente estudo ainda destacou que os peptídeos bioativos presentes nos alimentos lácteos podem aumentar a atividade das células natural killer e reduzir o risco de infecções respiratórias, de acordo com as avaliações dos autores.

Além de todas essas vantagens nutricionais, ressalta-se que o leite é um dos produtos mais versáteis da agroindústria de alimentos. Pode ser consumido na sua forma original, e também transformado em diversos tipos de derivados, incluindo suas versões zero lactose que são indicadas para o cardápio de pessoas com intolerância ao açúcar presente na bebida.

Roberta Lara é graduada em Nutrição pela Universidade Sagrado Coração (USC - Bauru), com residência em Nutrição Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Especializou-se e realizou seu mestrado e doutorado em Investigação Biomédica, na Área de Concentração em Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto na USP. É Pesquisadora Colaboradora do Laboratório de Genômica Nutricional (LABGEN) da UNICAMP – unidade de Limeira. É membro do Núcleo de Nutrição e Saúde Cardiovascular do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e do Comitê Científico Consultor Institucional Life Sciences Institute (ILSI).


REFERÊNCIAS

1. Muscogiuri, G. et al. Nutritional recommendations for CoVID-19 quarantine. European Journal of Clinical Nutrition (2020) 74:850–851.
2. Du X, Zhu K, Trube A, Zhang Q, Ma G, Hu X, Fraser DR, Greenfield H. School-milk intervention trial enhances growth and bone mineral accretion in Chinese girls aged 10–12 years in Beijing. Br J Nutr. 2004;92(1):159–168.
3. Rozemberg, S. et al. Effects of Dairy Products Consumption on Health: Benefits and Beliefs—A Commentary from the Belgian Bone Club and the European Society for Clinical and Economic Aspects of Osteoporosis, Osteoarthritis and Musculoskeletal Diseases. Calcif Tissue Int (2016) 98:1–17.
4. Siqueira, K. O Mercado Consumidor de Leite e Derivados. Embrapa, 2019.
5. GDP – Global Dairy Platform. Annual Review 2016. Rosemont, IL, [2017]. Disponível em:< https://www.globaldairyplatform.com/wp-content/uploads/2018/04/2016-annual-review-final.pdf>. Acesso em: 23 ago. 2020.


***


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Você sabe o que é o transtorno alimentar restritivo evitativo - TARE?

Freepik.com

No processo alimentar, é comum, desde a infância, termos preferências na hora de comer, sejam elas baseadas no gosto e na aparência do alimento ou até mesmo em questões relacionadas à religião ou à filosofia de vida. As restrições, porém, devem virar um sinal de alerta quando passam de um simples processo de escolha para algo mais severo e capaz de trazer malefícios à saúde.

É que, segundo a psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro, quando a rotina alimentar ganha um perfil extremamente limitado, ela pode ser classificada como transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE), um distúrbio que implica consequências nutricionais, comportamentais e sociais.

“É preciso salientar que esse distúrbio alimentar não está ligado à deturpação de imagem ou à preocupação com o peso. No caso do TARE, a pessoa tem uma alimentação extremamente restritiva que a leva a só comer alimentos de cores específicas, por exemplo, e a sofrer pelas interferências do transtorno em suas relações sociais e pelas complicações provocadas pelas deficiências nutricionais”, conta.

As consequências à saúde podem prejudicar o desenvolvimento físico, cognitivo e psíquico. Para amenizar essas complicações, Marina destaca a importância de um tratamento específico, cujo intuito é introduzir novas opções de alimentos na rotina, e consequentemente, melhorar a saúde física e mental do paciente.

“O tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar, que pode envolver psicólogos, nutricionistas, médicos e até mesmo fonoaudiólogos. Como o distúrbio envolve aspectos físicos e comportamentais, é preciso dessa rede para melhorar a qualidade de vida do paciente”, explica.

Apesar de não ser algo definitivo para o desenvolvimento do TARE, a psicóloga destaca a importância da boa relação com a comida desde a infância para evitar quadros de restrição. “É esperado que, durante a etapa de descoberta alimentar, a criança passe por diferentes fases em sua relação com a comida e, para isso, a forma como o alimento é apresentado é de extrema importância. É interessante que haja contato real com o que se come, sem distrações nas refeições, o que torna a experiência da alimentação mais prazerosa”, conclui.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde - Hospitais, conquistado por três anos consecutivos, 2017, 2018 e 2019.

Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.

Tel. (11) 5080-4000


domingo, 23 de agosto de 2020

IBGE: POBRES CONSOMEM MAIS ARROZ E FEIJÃO E MENOS INDUSTRIALIZADOS


As famílias com renda mais baixa consomem mais arroz, feijão, pão francês, farinha de mandioca, milho e peixes frescos do que aquelas com renda mais alta. Já a maioria das frutas e produtos industrializados está mais presente na mesa das pessoas com maior rendimento. Essa é uma das conclusões da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018: Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (21). 

O consumo de frutas, verduras e legumes foi menor entre os adolescentes que entre adultos e idosos, com exceção da batata inglesa e do açaí. Os mais jovens consomem mais os alimentos ultraprocessados, como os salgadinhos chips, salsicha e refrigerantes. 

Inflação no mês de julho é a maior desde 2016

Setor de serviços registra alta de 5% em junho, após quatro meses de queda

No recorte por sexo, a POF aponta que as mulheres comem mais verduras, legumes e frutas do que os homens. Bolos, biscoitos, doces, leites e derivados também são mais frequentes na mesa das brasileiras. De acordo com a pesquisa, eles consomem mais quase todos os outros alimentos e bebem o triplo de cerveja. 

A POF também indica que nos últimos dez anos os brasileiros ingeriram menos gorduras saturadas e consumiram menos fibras. A média do consumo de fibras passou de 20,5g em 2008 para 15,6% em 2018, o que pode corresponder à queda no consumo de feição, cuja frequência no prato caiu de 72,8% para 60% no período. 

Continue Lendo


Fonte: Brasil 61


***

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Agenda da alimentação saudável é fundamental para o Brasil enfrentar os novos desafios

As prioridades para o próximo período que estão no PPA foram discutidas nessa quarta-feira (24), durante a 20ª reunião do Pleno Executivo da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O PPA 2016-2019 define oito objetivos, como a ampliação e a oferta de alimentos saudáveis; da disponibilidade desses produtos nas mais diferentes regiões; a educação alimentar, levando informação ao consumidor sobre a qualidade nutricional dos alimentos, e a importância da alimentação saudável, bem como os estímulos no ambiente escolar.

“Colocamos a agenda da alimentação saudável como prioritária para o próximo período”, disse o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, que também é secretário executivo da Caisan. Segundo ele, as ações desse plano são mais inovadoras porque o governo aperfeiçoou as metas, iniciativas e objetivos.

Brasília, 25 – A segurança alimentar e nutricional será prioridade no Plano Plurianual (PPA) 2016-2019. O Brasil acumula vários resultados positivos, como a saída do mapa da fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e agora terá outros desafios, como o combate à obesidade e ao sobrepeso, além da promoção de ações de segurança alimentar e nutricional para os povos e comunidades tradicionais que ainda estão em insegurança alimentar.

“Temos um PPA muito qualificado que vai dar um horizonte de trabalho muito rico e com mais resultados. Conseguimos mais engajamento dos ministérios e uma maior articulação. O plano é intersetorial, com uma visão federativa maior, principalmente porque já temos uma experiência acumulada nesses anos e muitos resultados obtidos. Temos um legado e agora podemos avançar a partir dele”, acrescentou o secretário.

Arnoldo destaca que o PPA foi construído com a participação da sociedade e procura responder aos seus anseios. “Ouvimos as pessoas antes e durante a construção do plano. O plano reflete esse diálogo. As diversas propostas que estão hoje no PPA foram trazidas pela sociedade e compõem as prioridades do governo federal”, reforça.

A 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que será realizada em novembro, também foi tema da reunião. Com o tema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”, o encontro organizado pela sociedade civil contará com a participação dos governos municipais, estaduais e federal.

Para o secretário, o evento será um momento de avaliação do que foi feito, mas também será oportunidade para discutir os desafios. “Temos que prestar contas para a sociedade civil de tudo que fizemos e conquistamos nos últimos anos. Esse é o dever do governo. Queremos garantir que nossa participação seja mais qualificada possível, respeitando a sociedade no direito que ela tem de saber o que estamos fazendo”, ressalta Arnoldo.

Informações sobre os programas do MDS:
0800-707-2003
mdspravoce.mds.gov.br

sábado, 2 de maio de 2015

MDS participa de encontro sobre segurança alimentar em Teresina (PI)

28/04/2015 18:40

Foto: Ana Nascimento/MDS


Encontro é preparatório para 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Objetivo é auxiliar gestores e sociedade civil a entender a importância das políticas de segurança alimentar e nutricional

Brasília, 28 – O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) participa de encontros preparatórios para 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que será realizada em novembro deste ano, em Brasília. Organizados pelos governos estaduais e municipais, os eventos preparatórios são oportunidades para destacar o quanto o Brasil avançou no combate à fome e que o principal desafio agora é promover a alimentação saudável.

Nesta quarta-feira (28), a analista técnica de políticas sociais da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS Ana Flávia Souza fala sobre o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no I Encontro de Conselheiros Estaduais e Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional do Piauí, em Teresina. "O objetivo é apresentar o Sisan e sensibilizar os municípios quanto à importância da segurança alimentar e nutricional para a população", afirma.

O evento é organizado pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Piauí (Consea/PI) e pela Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan/PI). O objetivo é auxiliar gestores e sociedade civil a entender a importância das políticas de segurança alimentar e nutricional e de realizar as conferências locais. Também serão discutidas as responsabilidades legais e limitações e a intersetorialidade do Sisan. Além disso, os municípios vão apresentar suas limitações, conquistas, estratégias e planejamento de ações em segurança alimentar e nutricional.

Sisan – Criado em 2006, o Sisan coordena as ações públicas em segurança alimentar e nutricional e articula a integração entre os entes federados e a sociedade civil para garantir o direito à alimentação adequada. A adesão ao sistema reforça duas ações que ainda devem ser enfrentadas no Brasil e no mundo: garantir o acesso à alimentação, por meio da busca ativa ao número de famílias que ainda estão em insegurança alimentar, e promover a qualidade dos alimentos que são ingeridos pela população.

Todos os estados já aderiram ao Sisan e os municípios começaram a aderir. A partir da adesão, eles podem formular e implementar suas políticas de forma mais integrada e promover o acompanhamento, monitoramento e avaliação da situação de alimentação e nutrição local e ainda podem verificar o impacto dos programas federais na sua população.

Informações sobre os programas do MDS:
0800-707-2003
mdspravoce.mds.gov.br