FIQUE POR DENTRO

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Adylson Godoy fala da noite Paulista no passado com Leão Lobo e Mauricio Coutinho



O cantor, pianista, maestro, compositor, arranjador e apresentador de televisão Maestro Adylson Godoy (@adylsongodoytvvidaearte) será entrevistado pelos jornalistas Leão Lobo e Maurício Coutinho no quadro "Centro de SP ao Vivo", pela Astral TV, Vivo TV, canal 633 e Canal do Leão Lobo pelo Youtube  no dia 04/11, quarta-feira, das 14:30 as 15h.

Godoy conhece bem como era a vida noturna do centro de São Paulo, tendo trabalhado com diversos artistas como Elis Regina, Jair Rodrigues, Elizete Cardoso, Zimbo Trio, Clara Nunes, Taiguara, Rosa Marya Colin, Alaíde Costa, Agnaldo Rayol, Márcia, Ronnie Von, entre outros.

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domingo, 1 de novembro de 2026

Santa Casa de São Paulo abre inscrições para programas de pós-graduação e residência médica para 2027


Inscrições seguem até 4 de novembro (quarta-feira) no site da Fundação Carlos Chagas. Provas serão realizadas em novembro e dezembro

Estão abertas as inscrições para os programas de residência médica e de Pós-Graduação Lato Sensu em Medicina para 2027 da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). Para residência, a instituição oferece 50 especialidades e áreas de atuação, com programas de duração entre um e cinco anos e vagas para ampla concorrência e candidatos negros e indígenas. Para pós-graduação, são 33 especialidades e áreas de atuação, de um a cinco anos e carga horária de 2.880 horas anuais.

Organizados pela Fundação Carlos Chagas (FCC), os processos seletivos são destinados a médicos que buscam aperfeiçoamento e formação em diferentes áreas, com condições específicas de ingresso para cada modalidade. Os dois processos seletivos oferecem programas de acesso direto, que não exigem formação prévia em outra especialidade, e programas que requerem residência médica ou especialização anterior. As inscrições para ambos devem ser feitas até 4 de novembro, exclusivamente pela internet, no site da FCC. As taxas de inscrição e as datas das provas são diferentes para cada processo.

Ambos os programas preveem a reserva de 20% das vagas para candidatos negros e indígenas, conforme as regras estabelecidas nos editais. Além disso, candidatos que tenham concluído residência em Medicina de Família e Comunidade em instituição credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) poderão receber pontuação adicional de 10% em cada fase, desde que atendam aos critérios previstos.

Pós-Graduação Lato Sensu em Medicina


O programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Medicina oferece 120 vagas em 33 especialidades e áreas de atuação, com cursos de um a cinco anos de duração e carga horária de 2.880 horas anuais.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Candidato no site da FCC, até às 23h59 do dia 4 de novembro (horário de Brasília). O valor da inscrição é de R$ 870.

Para participar, o candidato deve ter concluído a graduação em Medicina em curso autorizado e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) ou estar apto a concluí-lo até a data da matrícula no programa pretendido. Para as especialidades que exigem pré-requisito, é necessário atender às condições de formação previstas no edital.

O processo seletivo será realizado em duas fases: prova objetiva, sob responsabilidade da FCC, e análise curricular, conduzida pela Santa Casa de São Paulo.

A prova objetiva está prevista para 25 de novembro, no período da tarde, na cidade de São Paulo. Para os programas de acesso direto, o exame terá 80 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas e apenas uma resposta correta. A avaliação terá duração de quatro horas e abordará conteúdos da graduação em Medicina, incluindo Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social, Medicina de Família e Comunidade e Saúde Coletiva.

Nos programas que exigem pré-requisitos, a prova terá 30 questões de múltipla escolha, com duração de três horas. O conteúdo será definido conforme a especialidade e poderá abranger temas de Pediatria, Clínica Médica, Cirurgia Geral, Otorrinolaringologia e outras áreas previstas no edital.

A prova objetiva terá peso 9 no cálculo da nota final. Para avançar à segunda fase, os candidatos deverão atingir a pontuação mínima e a classificação exigidas no edital para o programa escolhido. A segunda fase consiste na análise curricular, com pontuação de zero a 100 e peso 1 na nota final. Os candidatos convocados deverão enviar a documentação comprobatória pelo site da FCC nos dias 16 e 17 de dezembro.

Residência Médica


Os programas de Residência Médica da Santa Casa de São Paulo oferecem 257 vagas em 50 especialidades e áreas de atuação, com duração de um a cinco anos. Entre as opções estão Anestesiologia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Dermatologia, Ginecologia e Obstetrícia, Neurologia, Pediatria, Psiquiatria e Radiologia e Diagnóstico por Imagem, além de áreas como Endocrinologia e Metabologia, Neonatologia, Cirurgia Vascular e Medicina Intensiva Pediátrica.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Candidato no site da Fundação Carlos Chagas, até as 23h59 do dia 4 de novembro (horário de Brasília). O valor da inscrição é de R$ 680.

Para participar, o candidato deve ter concluído a graduação em Medicina em curso autorizado e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) ou estar apto a concluí-la até a data da matrícula no programa pretendido. Para as especialidades que exigem pré-requisito, é necessário atender às condições de formação previstas no edital.

O processo seletivo será realizado em duas fases: prova objetiva, sob responsabilidade da FCC, e análise curricular, conduzida pela Santa Casa de São Paulo. A prova objetiva está prevista para 5 de dezembro (sábado), no período da tarde, em São Paulo (SP).

Para os programas de acesso direto, o exame terá 100 questões de múltipla escolha, com duração de quatro horas. O conteúdo abrangerá temas da graduação em Medicina, como Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social, Medicina de Família e Comunidade e Saúde Coletiva.

Para os programas que exigem pré-requisitos, a prova terá 50 questões de múltipla escolha, com duração de três horas, sobre conteúdos específicos relacionados à área escolhida. A nota mínima para habilitação à segunda fase é de 50 pontos, além da classificação exigida para cada programa.

Conforme atualização do item 4.24 do edital, para os programas de Neurologia e Neonatologia serão habilitados e classificados para a etapa seguinte até 16 candidatos da ampla concorrência e até quatro candidatos negros e indígenas em cada programa.

A segunda fase consiste na análise curricular, com pontuação de zero a 100 e peso 1 na nota final. Os candidatos convocados deverão enviar a documentação comprobatória pelo site da FCC nos dias 13 e 14 de janeiro de 2027. A prova objetiva terá peso 9 no cálculo da nota final.

Serviço

Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Medicina da Santa Casa de São Paulo
Vagas: 120 vagas divididas em 33 especialidades
Inscrições: até 4 de novembro (quarta-feira), no site da Fundação Carlos Chagas
Valor da inscrição: R$ 870
Prova: prevista para 25 de novembro, em São Paulo (SP)

Programa de Residência Médica da Santa Casa de São Paulo
Vagas: 257 vagas divididas em 50 especialidades
Inscrições: até 4 de novembro (quarta-feira), no site da Fundação Carlos Chagas
Valor da inscrição: R$ 680
Prova: prevista para 5 de dezembro (sábado), em São Paulo (SP)

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sábado, 31 de outubro de 2026

Dia Mundial do Veganismo: mercado amplia opções de alimentos vegetais e VegSim reúne mais de 3 mil produtos em São Paulo


Datafolha aponta que 7% dos brasileiros se consideram veganos; alternativas vegetais ao leite e derivados já são consumidas mensalmente por 48% dos entrevistados em pesquisa do GFI Brasil




Celebrado em 1º de novembro, o Dia Mundial do Veganismo chama a atenção para um movimento que vem ganhando espaço no Brasil e transformando também o mercado de alimentos. Além das pessoas que adotam o veganismo como uma convicção pessoal, cresce o interesse de consumidores que buscam reduzir o consumo de produtos de origem animal, experimentar novos alimentos ou encontrar alternativas para substituir ingredientes tradicionais.



Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), revela que 7% da população brasileira se considera vegana. O levantamento, divulgado em março de 2025, também mostra que 22% dos entrevistados já tentaram parar de consumir carne em algum momento da vida. Quando questionados sobre os motivos que poderiam levá-los a abandonar o consumo de carne, 74% apontaram questões relacionadas à saúde, 43% mencionaram o meio ambiente e 42% a causa animal.

Outro levantamento, realizado pelo The Good Food Institute Brasil (GFI Brasil), em 2024, mostra que 26% dos brasileiros consomem carnes vegetais pelo menos uma vez por mês. Quando o assunto são alternativas vegetais ao leite e seus derivados, o percentual chega a 48%. Os números indicam que esses produtos já fazem parte da experiência alimentar de uma parcela significativa dos consumidores, inclusive daqueles que não seguem uma alimentação exclusivamente vegetal.

A ampliação das opções disponíveis nas prateleiras acompanha essa mudança. Atualmente, é possível encontrar alternativas vegetais para diferentes categorias tradicionalmente associadas à alimentação de origem animal, como leites, queijos, iogurtes, sobremesas e diferentes tipos de carnes vegetais, incluindo hambúrgueres, linguiças, empanados e outros produtos.

Em São Paulo, a VegSim se destaca pela diversidade de produtos e por uma curadoria cuidadosa, que valoriza a qualidade, o sabor e a inovação alimentar. Com mais de 3 mil itens em seu portfólio, o empório 100% plant-based reúne desde alimentos essenciais para o dia a dia até produtos diferenciados, saudáveis e artesanais, muitos deles desenvolvidos por pequenos produtores que apostam em ingredientes selecionados, receitas exclusivas e novas possibilidades para uma alimentação mais equilibrada e saborosa.

Um dos grandes diferenciais da VegSim é justamente a valorização desses pequenos produtores e marcas artesanais, oferecendo aos consumidores a oportunidade de descobrir sabores, texturas e produtos que muitas vezes não são encontrados nos supermercados convencionais.

A seleção inclui queijos vegetais artesanais, bebidas vegetais, iogurtes, produtos proteicos, pães, doces, sobremesas, refeições práticas e uma ampla variedade de alternativas vegetais às carnes e aos derivados do leite, além de diversas opções sem glúten.

Mais do que oferecer produtos para veganos e vegetarianos, a VegSim busca atender diferentes necessidades e estilos de vida, desde pessoas com restrições alimentares até consumidores que desejam reduzir o consumo de ingredientes de origem animal, diversificar o cardápio ou simplesmente fazer escolhas mais saudáveis.

A proposta é transformar a experiência de compra em um momento de descoberta, mostrando que uma alimentação à base de vegetais pode ser surpreendente, prática, nutritiva e, acima de tudo, muito saborosa.

A empreendedora Priscila Cardoso fundou a VegSim a partir de sua própria transformação alimentar e da dificuldade de encontrar produtos que unissem sabor, qualidade e variedade. O que começou como uma busca pessoal se transformou em um empório 100% plant-based, que hoje atende não apenas veganos e vegetarianos, mas também pessoas com restrições alimentares, como intolerância ou alergia ao leite, ao glúten, além de consumidores que buscam uma alimentação mais leve, saudável e equilibrada.

“Acreditamos que a alimentação vai muito além de simplesmente comer. São escolhas que fazem bem, que podem trazer mais saúde, bem-estar e qualidade de vida, sem abrir mão do prazer de comer. Queremos mostrar que existem inúmeras possibilidades, novos sabores e produtos surpreendentes, inclusive para quem precisa retirar algum ingrediente da alimentação. Na VegSim, nosso propósito é justamente esse: oferecer mais sabor, mais saúde e novas escolhas, tornando a alimentação saudável cada vez mais acessível, variada e prazerosa”, afirma Priscila.

O Dia Mundial do Veganismo também é uma oportunidade para conhecer novos ingredientes e descobrir possibilidades na alimentação. A data foi criada em 1994, na Inglaterra, para marcar os 50 anos de fundação da The Vegan Society, organização responsável pela criação do termo veganismo em 1944.

Mais do que uma data comemorativa, o 1º de novembro coloca em evidência as transformações nos hábitos de consumo e a ampliação de um mercado que oferece cada vez mais alternativas para quem deseja incluir alimentos de origem vegetal na rotina.


SERVIÇO

VegSim
Mooca: Av. Cassandoca, 125, Loja 9, Central Park Mall – Mooca – São Paulo (SP)

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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Polícia Civil estoura "central do golpe" escondida no Parque do Carmo; fraudes atingiam vítimas no interior

Policiais apreenderam celulares, computadores, máquina de cartão e até um simulacro de arma de fogo. Casal investigado mantinha um roteiro com instruções de como enganar as vítimas.



Por: Redação Jornal Portal Leste

Uma residência no Parque do Carmo, aqui na Zona Leste de São Paulo, funcionava como uma verdadeira central de fraudes financeiras. O esquema foi desarticulado pela Polícia Civil na última terça-feira (27), após investigações apontarem que criminosos da capital estariam aplicando golpes em vítimas do interior paulista.

A operação teve início quando duas vítimas da cidade de Botucatu registraram boletins de ocorrência relatando grandes prejuízos financeiros por estelionato. Através do rastreamento de um dos celulares utilizados nos crimes, os investigadores conseguiram chegar ao endereço no Parque do Carmo.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão no imóvel, as autoridades localizaram um casal que já era investigado. O que chamou a atenção da polícia foi a estrutura montada no local: foram apreendidos 15 aparelhos celulares, um notebook, um HD, um tablet, uma máquina de cartão, além de um simulacro de arma de fogo e uma porção de maconha.

Roteiro do estelionato Segundo a polícia, uma análise preliminar nos equipamentos apreendidos revelou a existência de instruções detalhadas — um verdadeiro manual — de como aplicar os golpes. Essa descoberta reforça a tese de que a base na Zona Leste era utilizada para enganar vítimas não apenas do interior paulista, mas de diversas outras regiões do país.

O casal encontrado na residência foi encaminhado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado, permanecendo à disposição da Justiça enquanto o inquérito avança.

A ação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Polícia de Botucatu, com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo de Operações Especiais (GOE). O flagrante relacionado à apreensão da droga foi registrado no 53º Distrito Policial (Parque do Carmo).

Agora, a Polícia Civil fará a perícia técnica em todos os celulares e computadores apreendidos. O objetivo é identificar o tamanho da quadrilha, rastrear o dinheiro desviado e localizar outras possíveis vítimas que caíram no golpe operado a partir da Zona Leste. As investigações continuam.

Com informações da Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo.


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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Dica Cultural Gratuita: Encontro de Big Bands celebra o jazz e a força feminina na música instrumental




Com fácil acesso pela linha verde do metrô, evento no Paraíso é uma excelente opção para quem busca cultura de alta qualidade sem pagar nada. Programação traz músicos da UNICAMP e da tradicional Faculdade Souza Lima.

Para o público que está sempre em busca de uma programação cultural de excelência e, melhor ainda, com entrada gratuita, a capital paulista oferece um prato cheio no dia 02 de dezembro. O VI Encontro de Big Bands Souza Lima promete agitar a tarde de quarta-feira com muito jazz e música instrumental de primeira linha.

Sediado no Auditório Souza Lima, no bairro do Paraíso – com fácil acesso para quem vem de diversas regiões de São Paulo pelas linhas de metrô –, o evento é protagonizado pela Big Band Souza Lima. O grupo anfitrião é formado por alunos da tradicional faculdade de música e atua sob a regência do maestro Jorginho Neto, destacando-se por projetos em conjunto com grandes nomes da música.

Nesta edição, o intercâmbio musical fica completo com a presença ilustre da Big Band Unicamp, grupo que reúne alunos de graduação e pós-graduação do Instituto de Artes da universidade, sob a coordenação de Paulo Tiné e regência de Christianne Neves.

"Arranjadoras": O Toque Feminino nos Grandes Clássicos


O ponto alto desta edição é a apresentação do espetáculo "Arranjadoras" pelos convidados de Campinas. A proposta é um verdadeiro tributo ao talento feminino nos bastidores da criação musical: absolutamente todos os arranjos e composições do repertório levam a assinatura de mulheres.

O público poderá conferir de perto a sensibilidade e a técnica de arranjadoras como Erika Masson, Gaia Wilmer e da própria maestrina Christianne Neves. O repertório é um passeio riquíssimo pela música popular e instrumental, com obras que vão desde a própria regente até gigantes como Milton Nascimento, Tom Jobim, Chico Buarque, Egberto Gismonti e Filó Machado.

É um passeio cultural perfeito para enriquecer a tarde, valorizando a educação musical e o protagonismo das mulheres na arte.

Serviço:


O que: VI Encontro de Big Bands Souza Lima
Data: 02 de Dezembro de 2026
Horário: 14h30 
Onde: Auditório Souza Lima
Endereço: Rua Maria Figueiredo, 560 - Paraíso, São Paulo/SP (Próximo à estação Paraíso do Metrô).
Entrada: Totalmente Franca!

Aproveite a dica do Jornal Portal Leste, convide os amigos e #vemprosouzalima!

Ícone do Samba Jazz, Adylson Godoy é o convidado especial do V Encontro de Big Bands na Faculdade Souza Lima


Com entrada gratuita, evento no próximo dia 14 reúne a tradicional orquestra de alunos da Faculdade Souza Lima para uma noite de jazz e MPB sob a regência do Maestro e Trombonista Jorginho Neto


Por: Claudia Souza

Para os leitores que buscam programações culturais de excelência e acessíveis na capital paulista, a dica imperdível para a próxima semana é o V Encontro de Big Bands Souza Lima. O evento, que acontece na quarta-feira, 14 de outubro, às 20h, promete uma noite de altíssima qualidade musical com entrada totalmente franca na região do Paraíso.

O espetáculo será protagonizado pela Big Band Souza Lima, um prestigiado grupo musical formado pelos talentosos alunos da tradicional Faculdade e Conservatório Musical Souza Lima. Com um trabalho focado no jazz, MPB e na música instrumental, o projeto proporciona aos estudantes a rica oportunidade de atuar e dividir os holofotes com músicos de renome, sempre sob a batuta e regência cuidadosa de Jorginho Neto.

Nesta quinta edição, o convidado de honra para enriquecer o palco é ninguém menos que Adylson Godoy. Nascido em Bauru, no interior de São Paulo, Godoy é uma verdadeira instituição da nossa música: maestro, pianista, compositor, arranjador e apresentador de televisão.

Dono de uma trajetória artística brilhante que ultrapassa seis décadas, ele se consolidou como uma das figuras mais completas e essenciais para a história da Música Popular Brasileira (MPB) e da Bossa Nova.

Assistir a esse encontro de gerações é uma oportunidade rara de celebrar a música brasileira e o jazz em sua melhor forma. Uma ótima opção de passeio para curtir a noite paulistana ao som de grandes arranjos.

Siga nas Redes:

Faculdade e Conservatório Souza Lima:
Instagram: @souzalimaoficial | @souzalimaoficial.faculdade
Site: https://faculdadesouzalima.com.br/ | https://www.souzalima.com.br/

Adylson Godoy:
Instagram: @adylsongodoy | @adylsongodoy.fanpage
Site: https://www.adylsongodoy.com.br/

Maestro e Trombonista Jorginho Neto
Instagram: @jorginhonetobone

Serviço:

Evento: V Encontro de Big Bands Souza Lima – Convida Adylson Godoy
Data: 14 de Outubro de 2026 (quarta-feira)
Horário: 20h
Entrada: Gratuita
Local: Souza Lima Paraíso
Endereço: Rua Maria Figueiredo, 560 - São Paulo/SP (Fácil acesso via metrô Paraíso e Av. Paulista)

Com maioria da direita no Senado, Alcolumbre será pressionado a abrir impeachments protocolados

A eleição de 2026 redesenha o Senado e coloca Davi Alcolumbre diante de uma nova correlação de forças.



O resultado das urnas deste domingo (4) mudou significativamente o equilíbrio político do Senado Federal. A partir de 2027, o PL terá a maior bancada da Casa, com 28 senadores, enquanto a direita, somada a partidos de centro-direita, terá força suficiente para pressionar a Presidência do Senado em temas que até agora encontravam resistência, entre eles os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A mudança ganha ainda mais peso porque 54 das 81 cadeiras do Senado foram disputadas nesta eleição, provocando uma das maiores renovações da história recente da Casa.

O principal teste para Alcolumbre


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vinha sendo acusado por setores da oposição de segurar pedidos de impeachment contra ministros do STF. Em setembro, o próprio senador reconheceu que havia 109 pedidos de impeachment envolvendo os dez ministros da Corte, classificando o número como "não normal".

Agora, o cenário político mudou.


Levantamento divulgado após a eleição aponta que o novo Senado terá pelo menos 51 senadores favoráveis ao impeachment de ministros do STF. O número, entretanto, ainda fica abaixo dos 54 votos necessários para aprovar o afastamento de um ministro.

Isso significa que a nova composição não garante automaticamente a aprovação de um impeachment, mas eleva substancialmente a pressão política sobre o presidente da Casa.

A questão agora é: Alcolumbre vai abrir os processos?

A resposta poderá definir o relacionamento entre o Senado e o Supremo a partir de 2027.

Alcolumbre terá de administrar uma bancada do PL fortalecida e um grupo conservador que fez do impeachment de ministros do STF uma das principais bandeiras da campanha eleitoral.

Antes da eleição, aliados do presidente do Senado avaliavam que ele poderia esperar o resultado das urnas antes de decidir sobre os pedidos. A própria disputa pela Presidência do Senado em 2027 está diretamente relacionada a esse novo equilíbrio de forças.

O cenário ficou ainda mais delicado depois que o PL passou a ser a maior bancada do Senado desde a redemocratização, com 28 parlamentares previstos para 2027.

STF no centro da disputa institucional


Os pedidos de impeachment ganharam força durante a campanha eleitoral, especialmente em meio às controvérsias envolvendo ministros do STF e as revelações relacionadas ao caso Banco Master.

Em setembro, senadores de diferentes partidos já haviam defendido publicamente o afastamento de Alexandre de Moraes, enquanto a oposição protocolava novos pedidos no Senado.

Com a nova composição da Casa, a relação entre Senado e Supremo deverá entrar em uma nova fase.

Mais do que uma disputa entre esquerda e direita, o debate envolve uma questão institucional: até onde deve ir o poder de um ministro do Supremo e qual deve ser o papel constitucional do Senado na fiscalização da Corte?

O que está em jogo?


A partir de fevereiro de 2027, Alcolumbre terá diante de si uma escolha política de grande impacto:

Manter a estratégia de arquivamento ou engavetamento dos pedidos, enfrentando uma bancada conservadora fortalecida, ou permitir que os processos sejam analisados pelo plenário do Senado.

A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Portanto, abrir um processo não significa automaticamente condenar um ministro — significa permitir que o Senado examine formalmente as acusações.

O novo Congresso terá a oportunidade de transformar uma pauta que durante anos permaneceu praticamente paralisada em um dos principais debates institucionais do país.

A pergunta que começa a dominar os bastidores de Brasília é simples: Alcolumbre continuará segurando os pedidos ou a nova maioria do Senado conseguirá fazê-lo abrir a gaveta dos impeachments?

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sábado, 3 de outubro de 2026

Orquestra Sinfônica de Arujá divide palco com trompetista internacional em São Paulo nesta quarta-feira



Nesta quarta-feira, 07 de outubro de 2026, a cultura e o talento da nossa região ganham destaque na capital paulista. A Orquestra Sinfônica de Arujá (OSA) é uma das grandes convidadas do Encontro de Big Bands, que será realizado às 14h30 no conceituado Auditório Souza Lima, no bairro do Paraíso. O evento, que promete ser um marco para a música instrumental, tem entrada franca para o público.

Orgulho de Arujá em destaque


A participação da OSA no evento reforça o sucesso do projeto na região. Sob a direção artística e regência titular do Maestro Israel Cardoso, a orquestra se consolidou como um importante polo cultural e formativo. Além de promover a prática sinfônica e a integração comunitária, a iniciativa atua diretamente no desenvolvimento profissional de músicos locais, trabalho que também se estende através da Orquestra Experimental Arujaense (OEA).

Encontro com estrela internacional e talentos da capital No evento promovido pela tradicional Faculdade Souza Lima, a orquestra arujaense dividirá os holofotes com a Big Band Souza Lima — grupo formado por alunos da instituição e focado em jazz sob a regência de Jorginho Neto.

O grande momento da tarde, no entanto, será a Masterclass com Morris Northcutt, aclamado trompetista e artista solo internacional. Nascido no noroeste dos Estados Unidos e filho de mãe coreana, Northcutt traz ao Brasil uma rica perspectiva cultural. Ele é amplamente reconhecido pela crítica especializada por sua versatilidade e habilidade de transitar com maestria entre a música clássica, o jazz e o folclore. Como destaca o cartaz oficial da apresentação (arquivo "Moris North - Souza Lima.jpg"), a masterclass do músico conta com o apoio da fabricante internacional de instrumentos Schilke.

Esta é uma excelente oportunidade para os moradores do Alto Tietê e da Zona Leste prestigiarem os talentos de Arujá em uma tarde de grande intercâmbio musical e cultural na capital.

Serviço:
O que: Encontro de Big Bands Souza Lima - Apresentação da Orquestra Sinfônica de Arujá, Big Band Souza Lima e Masterclass com Morris Northcutt
Quando: Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026, às 14h30
Onde: Auditório Souza Lima – Rua Maria Figueiredo, 560, Paraíso, São Paulo/SP
Quanto: Entrada Franca
Mais informações: Instagram @souzalimaoficial

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Anvisa alerta para riscos de preenchedores fora das indicações; médico explica quando procedimento estético deve ser evitado



Referência em medicina estética no Brasil, o Dr. Octávio Guarçoni explica que a indicação deve considerar condições de saúde, características anatômicas, intervenções anteriores e os limites de cada técnica para garantir segurança e previsibilidade.

A busca por procedimentos estéticos se tornou cada vez mais comum, mas o interesse em realizar uma intervenção não significa que ela seja indicada para todos os pacientes. Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o “Informe de Segurança GGMON nº 01/2026 – Riscos do uso de preenchedores dérmicos fora das indicações previstas nas Instruções de Uso”, alertando para complicações associadas à utilização desses produtos em regiões anatômicas ou volumes diferentes dos autorizados.

No documento, a Anvisa explica que preenchedores dérmicos, como ácido hialurônico, hidroxiapatita de cálcio, ácido poli-L-láctico e PMMA, possuem indicações específicas de uso e foram avaliados para determinadas condições. A aplicação fora dessas indicações pode aumentar a possibilidade de eventos adversos, entre eles oclusão vascular, alterações visuais, embolia pulmonar e outras complicações. A agência orienta que o profissional avalie as condições clínicas do paciente, siga as indicações aprovadas e informe previamente sobre riscos e possíveis complicações.

De acordo com o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil e à frente da Guarçoni Health Center, clínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integrada, essa lógica deve ser aplicada aos procedimentos estéticos de maneira geral. A avaliação médica precisa considerar não apenas a queixa apresentada pelo paciente, mas também anatomia, qualidade dos tecidos, histórico clínico, medicamentos em uso e intervenções realizadas anteriormente.

“Duas pessoas podem chegar ao consultório querendo exatamente o mesmo procedimento e terem indicações completamente diferentes. A anatomia, a qualidade da pele, a quantidade de tecido, o histórico de intervenções e as condições clínicas fazem parte da decisão. O procedimento só deve ser indicado depois que esses fatores forem avaliados em conjunto”, afirma.

O histórico de procedimentos anteriores merece atenção especial como os preenchimentos, cirurgias, cicatrizes, fibroses e alterações provocadas por aplicações anteriores podem modificar a anatomia da região e interferir na segurança de uma nova intervenção. Em situações nas quais o paciente não sabe informar qual produto foi utilizado ou passou por diversas aplicações na mesma área, a avaliação pode exigir ainda mais cautela. A Anvisa também recomenda que o paciente informe ao profissional sobre a utilização prévia de outros preenchedores para auxiliar no planejamento.

As expectativas em relação ao resultado também fazem parte da indicação. Uma técnica pode ser adequada do ponto de vista médico, mas não ser recomendada quando o resultado esperado pelo paciente não corresponde ao que pode ser alcançado. Nesses casos, a consulta deve servir para alinhar o que é possível modificar, quais são os limites da técnica e se o benefício esperado realmente justifica a intervenção.

“Uma parte importante da consulta é entender o que o paciente considera um resultado satisfatório. Às vezes, ele chega buscando uma mudança que aquela técnica não consegue proporcionar. Se eu sei antes do procedimento que o resultado esperado não é alcançável, realizar a intervenção pode gerar uma frustração previsível e levar o paciente a buscar novos procedimentos”, explica o especialista.

Além das características anatômicas e das expectativas, a avaliação deve identificar condições que possam aumentar os riscos ou exigir o adiamento da intervenção. Doenças preexistentes, uso de determinados medicamentos, infecções ou inflamações na região, alterações na pele e outras condições clínicas podem interferir na indicação. A popularização dos procedimentos também pode contribuir para a percepção de que determinadas intervenções são simples e podem ser repetidas sempre que o efeito diminui. No entanto, cada nova aplicação ou cirurgia acontece em um organismo que já pode ter passado por outras intervenções, o que pode modificar os tecidos e o planejamento de uma nova abordagem.

Nesse cenário, reconhecer que um procedimento não é indicado também faz parte da responsabilidade médica. A conduta pode ser realizar, adiar, escolher outra técnica ou não intervir, dependendo das condições encontradas na avaliação.

“O ‘não’ também é uma conduta médica. Se eu identifico que o risco é maior do que o benefício, que a anatomia não favorece aquela técnica ou que a expectativa não pode ser alcançada de maneira segura, não realizar o procedimento é a decisão mais responsável. A função do médico não é simplesmente atender a um pedido, mas proteger o paciente e indicar aquilo que realmente faz sentido para ele”, conclui.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Moraes tem de responder ao país: quando o poder de um ministro começa a ameaçar a própria confiança no Supremo


| Por:  Claudia Souza |

    

Há momentos em que uma democracia precisa olhar para suas próprias instituições e perguntar, sem medo e sem partidarismo: quem fiscaliza aqueles que fiscalizam todos os outros?

    O Brasil chega ao 7 de Setembro de 2026 mergulhado novamente em uma crise institucional que tem no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um de seus principais protagonistas. E o problema já não pode ser tratado simplesmente como uma disputa entre bolsonaristas e seus adversários.

    As novas revelações envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, elevaram o nível da discussão. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal indicam que Vorcaro procurou o ministro para tratar do avanço de investigações contra o banco e chegou a perguntar sobre possíveis medidas da PF contra ele. Segundo as informações divulgadas, o banqueiro também teria solicitado que Moraes conversasse com autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal e o procurador-geral da República.

    Mais grave ainda são as informações divulgadas nesta terça-feira sobre documentos relacionados a contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Reportagens apontam valores que chegam a mais de R$ 100 milhões e indicam que o próprio ministro teria participado de discussões relacionadas ao contrato. A defesa de Moraes sustenta que sua participação teria ocorrido para avaliar questões jurídicas e que não houve interferência em decisões judiciais. E é justamente por isso que o assunto precisa ser investigado.

    Não se trata de condenar Moraes antecipadamente e nem de transformar suspeitas em sentença. Trata-se de exigir aquilo que qualquer cidadão brasileiro deveria exigir de qualquer autoridade: transparência, investigação independente e explicações convincentes, e é exatamente nesse ponto que o editorial do Estadão ganha peso. O jornal defende que Moraes não reúne mais condições para permanecer no Supremo e cobra uma investigação sobre suas relações com Vorcaro.

    O problema não começou no Banco Master. A crise de confiança em torno de Alexandre de Moraes é anterior ao caso Master. Desde sua atuação no chamado inquérito das fake news, iniciado em 2019, decisões do ministro vêm provocando questionamentos sobre os limites da atuação do Supremo, especialmente quando o próprio Tribunal participa da investigação de ataques contra seus integrantes.    As críticas se concentraram em medidas como bloqueios de contas e perfis em redes sociais, determinações de remoção de conteúdo e decisões monocráticas com enorme impacto político.

    É verdade que o país enfrentava uma escalada de ataques contra instituições democráticas. Também é verdade que ameaças, violência política e tentativas de ruptura institucional não podem ser tratadas como liberdade de expressão, mas democracia não significa apenas impedir ataques à democracia.

    Democracia também significa impedir que a "defesa" da democracia seja utilizada como justificativa para concentrar poder demais nas mãos de poucas pessoas. Esse é o ponto que o Supremo precisa compreender. Os ataques de 8 de janeiro de 2023, por exemplo, foram gravíssimos e sem os devidos processos legais.

    A invasão e depredação das sedes dos Três Poderes foi um atentado contra o patrimônio público e contra as instituições brasileiras. Os responsáveis por violência, vandalismo, tentativa de ruptura institucional e outros crimes devem responder individualmente por seus atos e isso não está em discussão.

    O problema começa quando a necessária punição aos responsáveis passa a ser confundida com a possibilidade de tratar todos os envolvidos como integrantes de uma mesma organização criminosa, independentemente do grau de participação de cada indivíduo.

    O próprio debate dentro do STF mostra que existem divergências sobre a aplicação das penas. Em agosto, o plenário derrotou Moraes por 6 votos a 4 ao reconhecer que determinadas medidas cautelares podem ser consideradas para abatimento da pena. Posteriormente, Moraes retirou da pauta processos semelhantes.

    Esse episódio é revelador, porque demonstra que não existe uma única interpretação possível nem mesmo dentro do Supremo. E, quando ministros divergem, a sociedade tem o direito de questionar decisões anteriores, pedir revisão de procedimentos e exigir proporcionalidade.

    O combate ao extremismo não pode criar uma espécie de salvo-conduto para o excesso estatal. O STF precisa aceitar que também pode ser criticado. Existe uma ideia perigosa crescendo no debate público brasileiro: a de que criticar o Supremo seria automaticamente atacar a democracia e NÃO É.

    Uma democracia saudável precisa permitir críticas ao presidente da República, ao Congresso Nacional, ao Ministério Público, à Polícia Federal e também ao Supremo Tribunal Federal. Aliás, um artigo publicado recentemente na Folha defendeu justamente que as críticas ao STF não podem ser desqualificadas simplesmente por causa dos ataques de 8 de Janeiro e que a Corte precisa aceitar críticas qualificadas para recuperar legitimidade institucional. O Supremo não está acima da Constituição e seus ministros também não estão acima da lei. O poder de interpretar a Constituição não significa poder ilimitado para decidir tudo, investigar tudo, determinar tudo e, ao mesmo tempo, definir os limites da própria fiscalização.

    Outro ponto que precisa ser enfrentado é o comportamento dos próprios ministros, colegas de Moraes do Supremo.

   Uma Corte constitucional não pode funcionar como uma corporação fechada em que questionamentos sobre seus integrantes sejam automaticamente tratados como ataques institucionais e o caso envolvendo Dias Toffoli já mostrou o tamanho do problema.

    O ministro deixou a relatoria do caso Banco Master depois que vieram a público informações sobre sua relação com pessoas ligadas ao caso. Antes disso, o Supremo havia manifestado apoio ao ministro diante das alegações de suspeição.

    A mensagem que fica para a sociedade é desconfortável: quem julga os ministros do Supremo quando existem dúvidas sobre a conduta de um ministro do Supremo?

    Essa pergunta não pode ser respondida simplesmente com a frase "confie no Supremo".

    Instituições democráticas não vivem de confiança cega. Vivem de mecanismos de controle.

    Moraes transformou-se no centro da crise?

    A ironia é que Alexandre de Moraes, que ganhou enorme protagonismo na defesa das instituições depois de 8 de Janeiro, acabou se transformando também em um dos principais símbolos da insatisfação de parcela significativa da população com o Poder Judiciário e isso não acontece por acaso.

  A concentração de decisões politicamente sensíveis nas mãos de um único ministro gera inevitavelmente resistência. E quando surgem novas denúncias envolvendo relações pessoais, contratos milionários e possíveis contatos com pessoas sob investigação, a obrigação de explicar aumenta proporcionalmente.

    O silêncio, nesse cenário, não ajuda. A resposta correta não é acusar todos os críticos de golpistas. É abrir as informações. É permitir investigação. É esclarecer documentos. É demonstrar, de maneira objetiva, que não houve conflito de interesses, favorecimento ou interferência indevida.

    Alexandre de Moraes deixou de ser apenas um ministro do Supremo. Ele se tornou personagem central da disputa eleitoral de 2026. E esse é um dos maiores riscos para a própria Corte.

    Quanto mais um ministro passa a ser identificado como protagonista de uma disputa política, maior é a necessidade de preservar distância, transparência e institucionalidade, caso contrário, cada decisão judicial será interpretada por um lado como justiça e pelo outro como perseguição, e uma Suprema Corte não pode depender da preferência política de quem está olhando para ela.

    O "caldo" está engrossando e é impossível afirmar antecipadamente qual será o tamanho das manifestações de 7 de Setembro. Também seria irresponsável afirmar que novas revelações necessariamente produzirão grandes mobilizações, mas existe uma combinação explosiva: insatisfação política, eleições presidenciais, discussão sobre anistia, condenações relacionadas ao 8 de Janeiro, críticas ao STF e agora novas denúncias envolvendo relações entre um ministro e um empresário investigado. Esse conjunto de fatores pode aumentar a temperatura das ruas e o perigo é que a indignação legítima seja capturada por discursos extremistas, mas existe um perigo igualmente grave no sentido contrário: que qualquer manifestação de insatisfação popular seja automaticamente classificada como ameaça à democracia.

    As duas coisas podem acontecer simultaneamente: é possível defender a democracia e criticar duramente o Supremo. Aliás, essa deveria ser uma das maiores demonstrações de maturidade política do Brasil.

    O Supremo precisa fazer uma escolha e Alexandre de Moraes tem uma escolha política e institucional diante de si. Pode continuar tratando as críticas como parte de uma campanha de deslegitimação do STF ou pode compreender que, diante da dimensão das acusações, a melhor defesa é a transparência absoluta.

    Se não existe conflito de interesses, que as investigações demonstrem isso.

    Se não houve interferência, que os documentos comprovem.

    Se os contratos são regulares, que sejam examinados.

    Se os contatos com Vorcaro tiveram natureza legítima, que sejam esclarecidos.

   E se houver qualquer indício de irregularidade, que seja investigado por uma autoridade independente.

    O mesmo vale para os demais ministros! O Supremo precisa entender que preservar a instituição não significa proteger individualmente seus integrantes de questionamentos. Às vezes, preservar a instituição significa justamente permitir que um de seus membros seja investigado.

    Não basta defender a democracia: é preciso praticá-la

    O Brasil não precisa escolher entre Bolsonaro e Lula para decidir se quer instituições fortes.

    Não precisa escolher entre esquerda e direita para decidir se quer liberdade de expressão.

    E não precisa escolher entre defender o STF e criticar Alexandre de Moraes.

    A verdadeira defesa da democracia está justamente em exigir limites para todos.

    Os responsáveis pelos crimes de 8 de Janeiro devem responder.

    Os responsáveis por eventuais abusos também precisam responder.

    Se houve tentativa de golpe, que seja investigada e punida nos limites da lei.

    Se houve abuso de autoridade, que também seja investigado.

    Se houve interferência indevida, que seja esclarecida.

    Se não houve nada disso, que os fatos sejam apresentados de forma transparente para que a sociedade possa formar sua própria opinião.

    O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de instituições e as instituições verdadeiramente fortes não têm medo de fiscalização.

    Alexandre de Moraes poderia até ter sido um dos principais símbolos da resistência institucional brasileira nos momentos mais delicados do pós-8 de Janeiro. Mas justamente por isso deveria compreender que nenhum símbolo da democracia pode se transformar em símbolo do poder sem limites.

    O 7 de Setembro será, nesse sentido, mais do que uma data cívica. Poderá ser um termômetro da temperatura política brasileira e se as novas revelações forem confirmadas ou produzirem novas evidências, o problema deixará de ser apenas Alexandre de Moraes e passará a ser uma pergunta muito maior: até onde o Brasil está disposto a aceitar a concentração de poder em qualquer instituição — inclusive naquela que deveria ser a última barreira contra os abusos do próprio Estado?

    A resposta não deveria vir das ruas e sim das instituições.

    Mas, quando as instituições deixam de responder às perguntas da sociedade, é inevitável que as ruas comecem a perguntar mais alto.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

ACSP inaugura Balcão do Empreendedor na Avenida Paulista com foco no fortalecimento do comércio local


| Por: Claudia Souza |


Presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, destacou a importância de aproximar os serviços da instituição dos empresários da região e facilitar o dia a dia de quem produz

  A Avenida Paulista, tradicional coração financeiro da capital paulista, ganhou um novo ponto de apoio estratégico voltado a quem movimenta a economia da cidade. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Líbano (CCBL), inaugurou o Escritório de Serviços da Paulista – Balcão do Empreendedor. Localizado no 16º andar do número 688 (Bela Vista), o espaço consolida a atuação da entidade no polo comercial e oferece orientação gratuita, suporte técnico e serviços essenciais para micro, pequenas e médias empresas.

    Durante a cerimônia, o presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Alfredo Cotait Neto, enfatizou o papel da nova unidade como instrumento de aproximação direta entre a Associação Comercial e a comunidade empreendedora do entorno da Paulista.

    Cotait celebrou a aliança com a comunidade libanesa, saudando o embaixador do Líbano no Brasil, Elias Nicolas, e o cônsul-geral em São Paulo, Rodrigue El Khoury. Em sua fala, ressaltou o empenho coletivo das lideranças da entidade para viabilizar o projeto, prestando homenagens ao diretor Roberto Matteucci e a Renan Silva, idealizador do modelo do Balcão do Empreendedor, além dos demais diretores e colaboradores.

    O presidente da ACSP também frisou a necessidade de fazer a estrutura operar com máxima agilidade para desburocratizar a rotina de quem empreende: "O nosso compromisso é fazer com que este escritório funcione plenamente para aproximar as soluções da Associação Comercial dos negócios locais, agilizando processos, facilitando o dia a dia e apoiando o crescimento dos empresários e comerciantes da região", destacou Cotait.

Integração com o Poder Público e debate setorial


    O encontro contou com cerca de 150 convidados e 25 autoridades, incluindo a presença do vereador Rodrigo Goulart e do secretário municipal das Subprefeituras, Fabrício Cobra Arbex — lembrado por Cotait ao introduzir a palestra sobre o panorama de investimentos, requalificação urbana e incentivo ao empreendedorismo na cidade de São Paulo.

    O diretor da nova unidade, Antônio Carlos Stefano, apresentou os serviços disponibilizados aos comerciantes locais. Reforçando o propósito inclusivo do espaço, o vice-presidente da ACSP, Marcos Nascimento, pontuou: "O pequeno comerciante muitas vezes não tem a quem recorrer. Queremos que o Balcão seja justamente esse porto seguro para acolher e impulsionar quem gera empregos e mantém a economia pulsando."


Momento em que é lançada a placa inaugural


    A solenidade foi coroada com o descerramento da placa inaugural, seguido por uma rodada de networking e coquetel entre empresários, diplomatas e gestores públicos, marcando o início das atividades do novo ponto de apoio aos negócios na Avenida Paulista.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Cultura: 36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea recebe mais de 900 inscrições

A Comissão de Artes Plásticas do Bunkyo encerrou as inscrições para o 36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea (36º SBAC) com mais de 900 propostas de artistas de diferentes regiões do Brasil.




O resultado reafirma a importância do Salão como espaço de incentivo, valorização e difusão da arte contemporânea brasileira.

Com o tema “Ecos da Arte”, a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre a arte como ponto de encontro entre tempos, territórios, memórias e transformações. A curadoria estimula pesquisas sobre modos de existência, paisagens, técnicas, narrativas e patrimônios culturais, em diálogo com os desafios do Antropoceno.


A expressiva participação também revela a diversidade e a vitalidade da produção artística contemporânea no país, reunindo diferentes linguagens, gerações e trajetórias. Ao longo de mais de três décadas, o Salão consolidou-se como importante plataforma das Artes Visuais, preservando o legado do Seibi Kai, grupo de artistas nipo-brasileiros fundamental para a renovação da arte moderna brasileira e para a formação da Comissão de Artes Plásticas do Bunkyo.




Agora, as propostas serão analisadas pela Comissão Julgadora, formada por profissionais convidados de reconhecida atuação no setor. A avaliação seguirá critérios técnicos, conceituais e curatoriais previstos no edital. Os artistas selecionados serão anunciados conforme o cronograma oficial e integrarão a exposição de 25 de outubro a 8 de novembro de 2026, no Espaço Cultural Bunkyo, em São Paulo.



O 36º SBAC também oferecerá premiação em dinheiro aos três primeiros colocados, além de prêmios especiais e institucionais.

Próximas etapas: avaliação das inscrições entre julho e setembro de 2026 e divulgação dos selecionados conforme o cronograma oficial.

Serviço

36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea
De 25/10 a 08/11/2026
Espaço Cultural Bunkyo
Rua Galvão Bueno, 596
Liberdade, Centro de São Paulo
Info: www.artebunkyo.com.br

sábado, 22 de agosto de 2026

Petrobras e Marinha ampliam cooperação estratégica para proteger recursos do mar e fortalecer operações offshore



    Acordo firmado no Rio de Janeiro prevê ações conjuntas em segurança marítima, pesquisa científica, inovação, energias alternativas e apoio às atividades na Margem Equatorial

    A Petrobras e a Marinha do Brasil deram um novo passo para ampliar a cooperação técnica e estratégica em áreas consideradas de interesse comum para o desenvolvimento e a proteção dos recursos marítimos brasileiros. As instituições assinaram, na quinta-feira (20 de agosto), um Protocolo de Intenções na sede da Marinha, no Rio de Janeiro.

    O documento foi assinado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen. A iniciativa estabelece uma agenda de cooperação que envolve diferentes setores relacionados às atividades no mar e à exploração responsável de recursos estratégicos.

    Entre os temas previstos estão a logística offshore, o monitoramento e a proteção marítima, a resposta a emergências, operações de busca e salvamento, o apoio às atividades na Margem Equatorial, energias alternativas, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação. O protocolo também contempla a capacitação de recursos humanos e o descomissionamento de unidades offshore.
Conhecimento e proteção do território marítimo

    De acordo com a Marinha, a parceria busca ampliar a capacidade do Brasil de conhecer, proteger e desenvolver de maneira responsável os recursos estratégicos existentes em seu espaço marítimo.

    A cooperação entre as duas instituições não começa com a assinatura do novo protocolo. Segundo o documento, a parceria já apresenta resultados em áreas como pesquisa aplicada, conhecimento oceanográfico, segurança marítima e operações offshore.

    Um dos principais exemplos é o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), iniciativa relacionada ao conhecimento e à delimitação da plataforma continental brasileira.




    Em 2025, a cooperação técnica entre Petrobras e Marinha contribuiu para ampliar os limites da Plataforma Continental brasileira em aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados somente na Margem Equatorial. Segundo a Marinha, o resultado possui relevância para a soberania nacional, a segurança jurídica e o uso sustentável dos recursos existentes no leito e no subsolo marinho.
Tecnologia, segurança e desenvolvimento

    A ampliação da cooperação ocorre em um contexto no qual o conhecimento científico e tecnológico sobre o oceano possui importância crescente para o Brasil. Além da atividade de exploração e produção de petróleo e gás, o ambiente marítimo envolve questões relacionadas à segurança, logística, pesquisa, proteção ambiental, geração de conhecimento e aproveitamento de diferentes recursos.

Nesse cenário, a integração entre uma empresa de grande atuação no setor energético e a Marinha pode contribuir para o compartilhamento de conhecimento técnico e para o desenvolvimento de soluções voltadas às operações marítimas.

    O novo protocolo também inclui a capacitação de profissionais e o desenvolvimento tecnológico e científico, áreas que podem fortalecer a formação de recursos humanos especializados e a capacidade nacional de atuação em ambientes offshore.
Margem Equatorial entre os focos da cooperação

    Outro ponto de destaque do acordo é o apoio às atividades na Margem Equatorial brasileira, região que tem recebido atenção estratégica no debate sobre o futuro da produção de petróleo e gás no país.

    O release da Marinha não detalha projetos específicos ou cronogramas para essa frente de cooperação, mas inclui a região entre os campos de interesse contemplados pelo protocolo assinado entre as instituições.

    A parceria também contempla respostas a emergências e operações de busca e salvamento, aspectos diretamente relacionados à segurança das atividades desenvolvidas no ambiente marítimo.
Uma agenda que vai além do petróleo

    Embora Petrobras e Marinha tenham uma relação histórica ligada às operações no mar, o novo protocolo apresenta uma agenda mais ampla. Energias alternativas, pesquisa científica, inovação, conhecimento oceanográfico e descomissionamento de estruturas offshore também fazem parte das áreas previstas.

    O conjunto de iniciativas sinaliza uma perspectiva de cooperação que envolve não apenas a exploração dos recursos marinhos, mas também segurança, conhecimento científico, tecnologia, formação profissional e uso sustentável do espaço marítimo brasileiro.

    Para um país com extensa costa e uma grande área marítima sob sua responsabilidade, ampliar o conhecimento sobre o oceano e fortalecer a capacidade de monitoramento e proteção são questões estratégicas.

    A assinatura do protocolo reforça, portanto, a busca por uma atuação integrada entre conhecimento científico, tecnologia, segurança marítima e desenvolvimento econômico, tendo como referência a utilização responsável dos recursos do mar.

    Fonte: Centro de Comunicação Estratégica da Marinha do Brasil.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Hotel Gran Villaggio fortalece a cadeia produtiva e cultura em evento que busca reumanizar o Centro de São Paulo


| Por: Claudia Souza |

Chá da Tarde e Desfile de Moda mostrou como eventos podem conectar empreendedores, artistas, marcas e consumidores, movimentando a cadeia produtiva e criando novas experiências no Centro histórico da capital

O Centro de São Paulo recebeu, no dia 15 de agosto, uma iniciativa que merece ser observada para além da passarela. O Chá da Tarde e Desfile de Moda, realizado no Gran Villaggio Hotel, na Rua Martins Fontes, 330, reuniu empreendedores, artistas, jornalistas, estilistas, personalidades e público consumidor em uma tarde que combinou moda, cultura, relacionamento e negócios.

Com a apresentação de Leão Lobo e Cibele Attallah, produção de Mara Porto e Maurício Coutinho (Coutinho Eventos) e apoio da Frei Caneca Produções, o encontro teve como uma de suas principais características a abertura de espaço para empreendedores de diferentes segmentos, muitos deles representados por mulheres 50+ que, além de exporem seus produtos e serviços, também participaram do desfile.

O evento demonstra, na prática, como a iniciativa privada pode contribuir para a ativação econômica e cultural de uma região histórica da cidade.


Um desfile de moda pode parecer, à primeira vista, uma atividade concentrada apenas em roupas e passarela. Mas, por trás de algumas horas de programação, existe uma cadeia produtiva muito maior.

Um evento desse tipo envolve produção cultural, organização, hotelaria, alimentação, moda, beleza, fotografia, audiovisual, comunicação, divulgação, decoração, sonorização, iluminação, transporte, serviços gráficos, tecnologia, segurança, recepção, profissionais de eventos e comércio. Cada fornecedor contratado, representa uma atividade econômica. Cada empreendedor que expõe sua marca encontra uma oportunidade de apresentar seu trabalho. Cada profissional envolvido amplia sua rede de contatos.

É justamente essa capacidade de gerar conexões que caracteriza a economia criativa e o empreendedorismo contemporâneo.

O próprio Estado de São Paulo mantém políticas voltadas ao fortalecimento das Cadeias Produtivas Locais, reconhecendo que a articulação entre empresas, empreendedores e instituições pode gerar desenvolvimento econômico regional. O programa SP Produz, por exemplo, tem entre seus objetivos fortalecer cadeias produtivas, estimular a organização dos setores e promover o desenvolvimento econômico dos territórios. (SP Produz)

O papel estratégico do Gran Villaggio

Nesse contexto, a participação do Gran Villaggio Hotel ganha importância especial. Ao abrir suas portas para uma iniciativa que reúne negócios, cultura e entretenimento, o hotel deixa de ser apenas um espaço de hospedagem e passa também a funcionar como equipamento de convivência, relacionamento e ativação econômica.

Um hotel que recebe eventos contribui para movimentar uma série de atividades ao seu redor: fornecedores, profissionais de produção, alimentação, transporte, comunicação, turismo e comércio. Além disso, quando um equipamento localizado no Centro recebe uma programação capaz de atrair público, ele ajuda a produzir um efeito que vai além de suas próprias instalações.

Pessoas chegam ao Centro, circulam pelas ruas, utilizam serviços, encontram empreendedores e redescobrem espaços da cidade.

É uma forma concreta de reativar o território por meio da experiência.

A atuação da Frei Caneca Produções e Coutinho Eventos, também merece destaque nesse processo. A produção de um evento cultural ou de moda exige muito mais do que colocar uma programação de pé. É necessário articular profissionais, fornecedores, artistas, marcas, comunicação, logística, público e parceiros. Essa capacidade de articulação é fundamental para transformar uma ideia em uma experiência que gere valor.

No caso do Chá da Tarde e Desfile de Moda, a produção conectou diferentes segmentos em torno de uma proposta comum: criar um evento capaz de reunir pessoas e, simultaneamente, valorizar empreendedores, cultura e o Centro de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo também vem destacando a economia criativa como vetor de desenvolvimento dos territórios, associando cultura, empreendedorismo, inovação e geração de oportunidades. (Prefeitura de São Paulo)


Empreendedoras 50+ no centro das atenções




Um dos capítulos mais importantes da tarde foi protagonizado pelas mulheres empreendedoras 50+.

Muitas das participantes que apresentaram seus negócios também desfilaram. A passarela tornou-se, portanto, uma extensão de seus empreendimentos. Essa escolha tem um forte significado econômico e social.

São mulheres que não aparecem apenas como consumidoras de moda, mas como produtoras, empresárias, prestadoras de serviços, criadoras de marcas e agentes econômicas. Elas movimentam negócios e, consequentemente, também movimentam outras partes da cadeia produtiva.

Uma empreendedora que vende um produto pode contratar uma fotógrafa para produzir suas imagens, uma designer para desenvolver sua identidade visual, uma gráfica para seus materiais, uma profissional de marketing para as redes sociais e uma empresa de eventos para apresentar sua marca.

O negócio deixa de ser isolado e passa a fazer parte de uma rede. É assim que o empreendedorismo ganha força, afinal, Cultura também é atividade econômica. A presença de artistas, jornalistas, estilistas e personalidades reforçou outra dimensão importante do evento: cultura também gera trabalho, renda e negócios.

A economia criativa reúne profissionais que transformam conhecimento, talento, criatividade e cultura em produtos e serviços. Segundo o Sebrae, o setor inclui profissionais como artistas, músicos, estilistas, ilustradores e outros trabalhadores criativos, que enfrentam justamente o desafio de transformar seu talento em negócios sustentáveis. A instituição destaca que a economia criativa representa quase 4% do PIB brasileiro. (ASN Nacional)

Nesse sentido, um desfile, uma apresentação musical, uma exposição ou um encontro cultural não devem ser vistos apenas como entretenimento. São também plataformas de negócios. Reumanizar o Centro é colocar pessoas novamente nas ruas. A expressão “reumanização do Centro” ganha sentido quando observamos o que acontece quando as pessoas voltam a ocupar os espaços urbanos para atividades positivas.

Um Centro vivo não é formado apenas por prédios, escritórios e estabelecimentos comerciais. Ele precisa de pessoas, encontros, cultura, lazer, comércio, arte e experiências.

A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, mantém iniciativas como o Centrô!, que utiliza espaços do centro histórico para intervenções de teatro, circo, música e outras linguagens artísticas, com o objetivo de transformar locais da região em palcos públicos. (Porta de Entrada)

Também as feiras do programa Mãos e Mentes Paulistanas mostram como a ocupação dos espaços pode gerar atividade econômica: em 2025, as feiras do programa movimentaram mais de R$ 1,3 milhão, além de criarem oportunidades de comercialização para centenas de artesãos e manualistas. (Todos Pelo Centro)

O Chá da Tarde e Desfile de Moda segue uma lógica semelhante, ainda que em uma escala e formato diferentes: levar pessoas para o Centro e criar motivos para que elas estejam ali, gera um efeito multiplicador. 

O público compra, o empreendedor divulga, o fornecedor trabalha, o artista se apresenta, o hotel recebe, o produtor articula, o profissional de comunicação divulga, o fotógrafo registra, o salão de beleza prepara, a equipe técnica monta, o transporte movimenta, o comércio local pode ser beneficiado e novas conexões profissionais surgem. Essa é a verdadeira dimensão da cadeia produtiva de um evento. Por isso, iniciativas como a realizada no Hotel Gran Villaggio podem ser compreendidas como ações de ativação econômica e cultural, especialmente quando realizadas em regiões que precisam recuperar sua vitalidade urbana.

O Centro de São Paulo possui história, arquitetura, cultura e uma enorme concentração de profissionais e empreendedores. O desafio é transformar esse patrimônio em novas experiências capazes de aproximar novamente as pessoas da região. Nesse processo, hotéis, produtoras, restaurantes, lojas, espaços culturais, empreendedores e instituições privadas têm papel fundamental.

O apoio do Gran Villaggio em parceria com a Frei Caneca Produções e a Coutinho Eventos, demonstra que a revalorização do Centro não precisa depender exclusivamente de grandes projetos públicos. Ela também pode acontecer por meio de iniciativas privadas, culturais e empreendedoras que ocupem os espaços existentes e criem novas oportunidades.

O Chá da Tarde e Desfile de Moda mostrou que uma passarela pode ser também uma vitrine para negócios; um hotel pode ser um espaço de cultura; uma produtora pode ser articuladora de empreendedores; e um evento pode funcionar como uma pequena engrenagem de uma grande cadeia econômica.

No final, reumanizar o Centro significa justamente isso: colocar pessoas no centro das decisões, dos negócios e da cidade. E quando essas pessoas são empreendedoras, artistas, profissionais da cultura, homens e mulheres que continuam criando e trabalhando depois dos 50 anos, a mensagem se torna ainda mais poderosa.

Valorizar quem empreende é movimentar a economia. Valorizar a cultura é gerar oportunidades. E ocupar o Centro com pessoas, negócios e experiências é ajudar São Paulo a reencontrar a sua própria identidade.