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segunda-feira, 27 de abril de 2020

SÉRGIO MORO: O fantasma visível desapareceu






Por: Claudia Souza


Mal passou a febre de divergências entre os internautas causada pela demissão do então Ministro Sérgio Moro, e o cenário político tenta se equilibrar depois de um tropeção na pedra da dúvida e da desconfiança.

Milhares de pessoas se manifestaram em defesa do Presidente Jair Bolsonaro e de Sérgio Moro. O lamentável episódio que desnorteou o ex-ministro foi a possibilidade de liderar um departamento de justiça em que o Presidente da República pudesse ter acesso à informações privilegiadas, não só referentes ao seu governo, como às possíveis investigações que o envolveram num atentado durante a sua campanha eleitoral, bem como aos processos judiciais em que seus filhos estão envolvidos.

Dos possíveis crimes que assombram a família Bolsonaro, o que mais preocupa o patriarca é a questão relacionada ao filho de codinome 01, Flávio Bolsonaro, que quando deputado estadual no Rio de Janeiro, teria feito um procedimento apelidado de “Rachadinha” em que os funcionários de seu gabinete tinham que devolver uma parte dos seus salários. Segundo a imprensa, o esquema era administrado por um funcionário chamado Fabrício Queirós, chefe do gabinete. Esse processo ainda encontra-se em andamento e somente o diretor da Polícia Federal e o Ministro da Justiça e da Segurança Pública poderiam ter acesso às informações das futuras ações da PF, como relatórios de investigações e futuros procedimentos, como possíveis ações de busca e apreensão, horários, etc.





Além disso, o então Ministro Sérgio Moro, conhecendo os processos da Lava-Jato, também teria acesso privilegiado a muitas informações sigilosas que dizem respeito a grande parte de parlamentares e até ministros envolvidos, como seria o caso do presidente da Câmara Rodrigo Maia (codinome Botafogo), em que a Polícia Federal teria encontrado nos sistemas da Odebrecht repasses de R$1.458.100, motivo esse que seria relevante para justificar a “antipatia” de Maia por Moro, logo no inicio de seu mandato.

Maia sabe que Moro tem conhecimento de informações privilegiadas de quando era juiz, mas não pode tomar medidas porque muitas provas que poderiam haver, já foram destruídas.

Sérgio Moro, trabalhando diretamente com o Diretor Geral da Polícia Federal da sua confiança, obteria informações sigilosas de várias pessoas envolvidas nos crimes da Lava-Jato e que circulam livremente pelos corredores do Palácio do Planalto.

Todas as tentativas de conciliações com Bolsonaro, na intenção do famoso “toma-lá, dá-cá” entre os partidos, foram rechaçadas pelo presidente devido a promessa de campanha, por isso, várias ações do presidente também foram reprovadas, por retaliação com o objetivo de medir forças para que ele se curve e faça concessões.

O famoso centrão está flertando há muito tempo com o Presidente Bolsonaro e uma das últimas investidas foi a defesa que Roberto Jefferson fez ao transmitir à imprensa denúncias de um conluio envolvendo o presidente da câmara Deputado Rodrigo Maia e do Senador Davi Alcolumbre para derrubar o presidente.

Bolsonaro assistiu e transmitiu em uma live a reportagem para que seus seguidores assistissem a fim de apoiá-lo.




A tentativa de Maia e Alcolumbre foi desmascarada publicamente e a única forma de desmentir a revelação é mantendo-se imóvel, sem tomar nenhuma medida que possa reverter num processo de impeachment. A iniciativa de derrubada de Bolsonaro, tendo como pretexto os pedidos de impeachment que já estavam protocolados antes mesmo do pedido de demissão de Moro, não teriam como objetivo afastar totalmente o presidente do poder, pois o maior medo de todos os parlamentares é que o Brasil caia nas mãos de um general como o vice Hamilton Mourão. Isso seria o fim do que eles chamam de democracia.

Sérgio Moro facilitou aos envolvidos no escândalo da Lava Jato, a obtenção de tempo para que sejam realizadas as mudanças favoráveis para uma neutralização dos processos com o apoio do aparato judicial que está dividido agora entre o Ministério da Justiça e o STF com peças chaves encarregadas da tarefa e as votações de seus processos que levam décadas para serem julgados.


PEDIDOS DE IMPEACHMENT CONTRA BOLSONARO


São 28 pedidos de impeachment protocolados e que estão na mesa do Presidente da Câmara Rodrigo Maia aguardando a abertura de um processo.

Bolsonaro se elegeu com a pauta dos bons costumes, valores cristãos e combate à corrupção, motivo principal que fez com que ele se aproximasse de Sérgio Moro que era um “Selo de Qualidade” para estabelecer credibilidade à equipe presidencial. Dentro desse discurso apoteótico de cidadão glorioso e honesto, o que é raro dentro da política, Bolsonaro fortaleceu a opinião pública positiva, agregando a si os inúmeros seguidores e admiradores da figura heróica do combatente da lei Sérgio Moro, e de apoiadores militaristas, o que não foi difícil convencer à todos, afinal, os arquétipos heróicos dos brasileiros, são os desenhos animados que costumamos assistir por décadas como Batman e Robin, Vespa e Homem Formiga, Arqueiro Verde e Lanterna Verde, etc., enfim, “todo herói tem um parceiro”... Assim, Jair Bolsonaro havia encontrado na figura de Moro, o parceiro ideal para combater a insegurança e a injustiça tão disseminada pelas crises políticas e uma cicatriz aberta nos corações brasileiros.

Tal atitude estremeceu a Banda podre do governo que estava com “culpa no cartório” e imediatamente iniciou-se um forte trabalho de desconstrução da imagem de Sérgio Moro e também do presidente da República.

Denúncias de que Moro havia cometido irregularidades durante as investigações da Lava-Jato, com aqueles ataques de hackers aos celulares e também as fortes denúncias de crimes cometidos pelos filhos de Bolsonaro, com o objetivo de atingi-lo; revelações, que ainda não tinham sido ventiladas e que estariam bem escondidas debaixo dos tapetes. O fato é que foram encontradas evidências que ainda estão sendo investigadas e enquanto isso, os boatos disseminam todo tipo de suspeitas e descréditos na veracidade de depoimentos e argumentações.

O Presidente Bolsonaro, não poderia imaginar que nesse pequeno percurso de pouco mais de um ano de governo, tantas novidades podres poderiam emergir das profundezas do inferno para desequilibrar o seu governo e contaminar as peças chaves do seu ministério. O instinto paterno demonstrou-se maior que o patriótico e o Brasil parece estar acima de tudo, desde que seja fora de seu ambiente familiar.

As pressões para a retirada de poder do seu coadjuvante justiceiro seguiram de vento em popa: COAF, Divisão do departamento e por fim, a tentativa de nomear um Diretor da Polícia Federal, com mais confiança do presidente do que de Sérgio Moro.

Sérgio Moro há tempos já vinha sentindo não só as demonstrações de ataque de Rodrigo Maia, como também dos filhos de Bolsonaro. Percebeu também que as peças do jogo estavam se movimentando para um caminho que inevitavelmente o levaria a contribuir com irregularidades com as quais ele sempre combateu.

Mesmo que isento de responsabilidade de futuros vazamentos de informações da Polícia Federal, o amanhã não o isentaria de admitir que desconheceria trâmites pouco ortodoxos do presidente em defesa de sua prole.

Sérgio Moro tomou a decisão na hora certa, antes que respingasse no seu futuro a saliva amarga de declarações mentirosas. Perdeu muito, pois cometeu o grave erro de confiar em declarações verbais, públicas e noticiosas que saíram da boca de um político. Foi muito inocente se acreditou na politicalha do presidente, que daria sim, todos os instrumentos com carta branca, desde que Moro fosse seu governado. Quando Sérgio Moro abriu mão do cargo de Ministro, provou que veio para servir ao Brasil e não ao presidente.

Todos passaram o final de semana, esperando que a Rede Globo fosse trazer novas provas do celular de Sérgio Moro ou que ele fosse se autopromover na emissora, mas o agora advogado e ex-ministro e juiz se manteve discreto.

Já no início da semana, na segunda-feira 27/4, o cenário político trouxe novas revelações. Todos ficaram ansiosos para saber qual o desfecho, os nomes dos indicados e como os políticos se comportariam.

A mesa de Rodrigo Maia amanheceu com mais pedidos de impeachment protocolados, e ao dar a sua entrevista, demonstrou uma certa compreensão da situação, mas nenhum tipo de imediatismo para uma tomada de decisão. Promoveu a pauta de retomada do governo pós pandemia e segundo a imprensa, se dispôs a analisar apenas 1 pedido, que provavelmente ficará como uma carta na sua manga, seguindo a mesma estratégia do seu antecessor Eduardo Cunha, quando separou apenas uma denúncia contra a ex-presidente Dilma. Ao seu lado, bem abatido, o presidente Bolsonaro parecia conformado com o seu destino de ter que voltar mais uma vez atrás em sua palavra e repensar a impossibilidade da política do “toma-lá, dá cá” no seu governo.

Para os políticos e influentes, existe um mérito na justiça brasileira que consiste na proposital morosidade dos processos, bom proveito de garantias de ilicitude por um longo período e, facilitação e transparência de medidas processuais e investigativas que praticamente avisam os réus quando a Polícia Federal está chegando, possibilitando toda sorte de manipulação de possíveis provas incriminatórias.

Os personagens desse texto amanheceram mais aliviados sem a presença de Sérgio Moro, pois finalmente as peças chaves que norteiam encaminhamentos de processos e informações sigilosas, agora estarão sob total controle da Presidência da República. Tal controle garantirá uma hegemonia entre os poderes. Talvez com informações privilegiadas o presidente poderá dormir em paz e quem sabe, não precisará se curvar aos lobos que tentarão aliciá-lo com pressões de toda ordem. Como ele mesmo diz: “Conheça a verdade e a verdade vos libertará”.

Fontes:


https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/ministro-do-stj-nega-suspender-investigacao-de-rachadinha-de-flavio-bolsonaro/


https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2019-04-11/pf-identifica-r-14-milhao-para-codinomes-atribuidos-a-rodrigo-e-cesar-maia.html

domingo, 26 de abril de 2020

Delegado Alexandre Ramagem pode substituir Maurício Valeixo na direção da Polícia Federal

Texto: Thiago Marcolini

Diretor da Agência Brasileira de Inteligência é cotado para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal
Delegado Alexandre Ramagem chefiou a segurança de Bolsonaro durante a campanha eleitoral. 

Deputado Marcelo Freixo diz que vai apresentar ação para impedir a nomeação.

O diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), delegado Alexandre Ramagem, é cotado para assumir o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Ramagem poderá substituir Maurício Valeixo, exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (24).

Delegado da Polícia Federal, Alexandre Ramagem comandou as divisões de Administração de Recursos Humanos e de Estudos, Legislações e Pareceres da corporação. Em 2018, foi chefe de segurança do presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, após o então candidato à Presidência sofrer uma facada em Juiz de Fora (MG).

Neste sábado, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), afirmou que vai apresentar uma ação judicial para impedir que Alexandre Ramagem assuma o posto de diretor-geral da Polícia Federal. Nas redes sociais, Freixo disse que Bolsonaro quer transformar a PF em uma polícia política.

Ao anunciar o pedido de demissão, após a confirmação da exoneração do então diretor-geral da PF Maurício Valeixo, o ex-ministro Sergio Moro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro estava tentando interferir politicamente na Polícia Federal.

Em resposta, Bolsonaro ressaltou que tem prerrogativa de indicar o nome do diretor-geral e que não pediu para acessar investigações nem proteção de pessoas.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Shopping Penha arrecada alimentos durante a quarentena

Shopping Penha monta drive thru de arrecadação de alimentos e kits de higiene



Campanha Juntos e Empenhados busca 
ajudar famílias moradoras da Penha


Em meio a pandemia do coronavírus e o isolamento social, muitas são as dificuldades encontradas pelas famílias em situação de vulnerabilidade. Preocupados com o abastecimento dessas pessoas, o Shopping Penha, em parceria com a Subprefeitura da região traz a campanha Juntos e Empenhados, com o objetivo de arrecadar cestas básicas, kits de higiene e alimentos não-perecíveis.

Para participar, basta levar a sua doação ao posto de arrecadação montado no estacionamento do empreendimento, piso G2, próximo ao acesso do supermercado Sonda, no período das 14h às 17h, de segunda a sexta-feira. As entregas serão feitas no sistema drive thru, sem que os clientes precisem sair do carro, evitando o contato físico e as aglomerações.

Todos os alimentos e produtos arrecadados serão destinados a Sociedade de Amigos de Engenheiro Goulart – SAEG do bairro Cangaíba.



Serviço
Alimentos arrecadados:
cestas básicas, kits de higiene e alimentos não-perecíveis
Local do Drive Thru: Estacionamento piso G2, ao lado do acesso ao supermercado Sonda
Período: Segunda a Sexta-feira, das 14h às 17h
Endereço: Rua Dr. João Ribeiro, 304 – Penha – São Paulo - SP
Informações: (11) 2095-8237 – www.shoppingpenha.com.br

terça-feira, 21 de abril de 2020

CORONAVÍRUS: Gasolina despenca 5,96% no país na primeira quinzena de abril


Com isolamento social, gasolina despenca 5,96% no país na primeira quinzena de abril

Conforme levantamento da ValeCard, Paraná (-11,82%), Distrito Federal (-10,43%), Mato Grosso (-8,46) foram os estados que registraram maiores quedas


O preço médio da gasolina comum no Brasil caiu 5,96%, em média, na primeira quinzena de abril em comparação com o valor registrado no mês de março. Conforme levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, na comparação com a primeira quinzena do mês anterior, a queda nos primeiros 15 dias de abril foi ainda maior: 7,07%.

A expressiva redução no preço do combustível é resultado de sucessivas diminuições do valor nas refinarias da Petrobras – desde janeiro, o valor do combustível já caiu 48% – e também reflete a queda no consumo registrada após o começo da pandemia do coronavírus. Nos primeiros 15 dias de abril, o preço médio do produto no país foi de R$ 4,324.

Na comparação com março, os estados que registraram maiores quedas no preço na primeira quinzena de abril foram no Paraná (-11,82%), Distrito Federal (-10,43%), Mato Grosso (-8,46%) e Piauí (-8,37%). No período de 30 dias encerrado em 15 de abril, as maiores reduções de preço foram registradas no Paraná (-13,28%), Distrito Federal (-12,75%), Espírito Santo (-10,05%) e Mato Grosso (-9,79%).

Por outro lado, na comparação com março, as menores quedas do preço na primeira quinzena de abril ocorreram no Amazonas (-2,72%) e no Acre (-3,69%). No período de 30 dias encerrado em 15 de abril, as menores reduções foram registradas no Amazonas (-3,38%) e no Acre (-3,69%). O Amapá foi o único estado onde o preço subiu, tanto no comparativo quinzenal (4,44%) como no mensal (2,03%)

Obtidos por meio do registro das transações realizadas na primeira quinzena de abril com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 20 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que Acre (R$ 4,801) e Rio de Janeiro (R$ 4,741) são os estados com o combustível mais caro. Já Paraná (R$ 3,866), Santa Catarina (R$ 3,957) e Distrito Federal (R$ 3,977) são os estados com os preços mais baratos do país.


segunda-feira, 20 de abril de 2020

Ministério da Saúde amplia para 46,2 milhões aquisição de testes


A previsão inicial era de 23,9 milhões de testes para diagnóstico da COVID-19, tanto por compra direta quanto por doação. Objetivo é aumentar a capacidade de testagem no país



O Ministério da Saúde ampliou de 23,9 milhões para 46,2 milhões a previsão de aquisição de testes, seja por compras diretas ou por meio de doações, para diagnóstico da COVID-19. Deste total, são 24,2 milhões de testes RT-PCR (biologia molecular) e 22 milhões de testes rápidos (sorologia). A iniciativa faz parte dos esforços do Ministério da Saúde na busca de novas compras no mercado nacional e internacional para ampliação da testagem do coronavírus no Brasil.

A previsão inicial era de 23,9 milhões de testes para diagnóstico da COVID-19, tanto por compra direta quanto por doação. Objetivo é aumentar a capacidade de testagem no país

O Ministério da Saúde ampliou de 23,9 milhões para 46,2 milhões a previsão de aquisição de testes, seja por compras diretas ou por meio de doações, para diagnóstico da COVID-19. Deste total, são 24,2 milhões de testes RT-PCR (biologia molecular) e 22 milhões de testes rápidos (sorologia). A iniciativa faz parte dos esforços do Ministério da Saúde na busca de novas compras no mercado nacional e internacional para ampliação da testagem do coronavírus no Brasil.

Até o momento, mais de 2 milhões de testes rápidos já foram distribuídos aos estados de todo o país. Eles foram doados pela mineradora Vale ao Ministério da Saúde para auxiliar o Brasil no enfrentamento ao coronavírus. Deste montante, 180 mil seguiu para uso em pesquisas e 247 mil para compor o estoque estratégico do Ministério da Saúde. No total, a Vale doou ao Ministério da Saúde 5 milhões de testes rápidos. Outros 5 milhões, adquiridos por bancos privados, devem ser doados à pasta.

Nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde abriu edital de chamamento público para aquisição de mais 12 milhões de testes rápidos para diagnóstico da COVID-19. As propostas devem ser enviadas à pasta até às 23h59 desta quarta-feira (22/4), conforme orientações que constam no Aviso de Chamamento Público, divulgado no Diário Oficial da União (DOU).

Em relação aos testes RT-PCR (biologia molecular), o Ministério da Saúde já enviou 524.296 mil unidades aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) de todo o país. O quantitativo faz parte das aquisições já entregues ao Ministério da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz (161.704), Instituto de Biologia Molecular do Paraná - IBMP (62.592) e doação da Petrobrás (300 mil).

Além disso, o Ministério da Saúde adquiriu, via Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), 10 milhões de testes RT-PCR (biologia molecular) para COVID-19. A previsão é que cerca de 500 mil testes comecem a chegar na semana próxima semana e, depois, cerca de 800 mil a cada semana.

No último domingo, chegaram ao Brasil mais 1 milhão de testes rápidos doados pela Vale e outros 300 mil testes RT-PCR doados pela Petrobras, que começarão a ser distribuídos nos próximos dias.


SARGENTO DO EXÉRCITO DESENVOLVE RESPIRADOR COM CUSTO BAIXO

Rodrigo Costa dos Santos, sargento da 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, 
desenvolveu o aparelho que será fabricado pelas FFAA. 


Pesquisadores brasileiros, de Maceió (AL), estão produzindo respirador mecânico de baixo custo. Batizado de ‘Respiral’, o ventilador foi construído em quinze dias e tem valor estimado em R$ 3,5 mil. O preço de um respirador convencional no mercado interno é de, no mínimo, R$ 50 mil.

O projeto é coordenado pelo Exército Brasileiro e tem por objetivo suprir a demanda do equipamento nos hospitais públicos, que tende a crescer nos próximas semanas, de acordo com o Ministério da Saúde. O aparelho é fundamental para auxiliar pacientes internados com quadro de insuficiência respiratória, um dos sintomas graves da Covid-19.

O protótipo funciona a partir do ambu, uma espécie de reanimador manual que faz o aparelho gerar ventilação. O ventilador também possui sensores de fluxo de ar, de pressão e de volume. O profissional de saúde poderá configurá-lo quanto à frequência, epeep e outros parâmetros por meio de um display sensível ao toque. Essas configurações são essenciais para conferir utilidade ao aparelho, uma vez que cada caso precisa de calibragem específica do oxigênio.

De acordo com o Ministério da Defesa, a ideia partiu de um sargento do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado. Rodrigo Costa dos Santos também é matemático e desenvolve projetos nas áreas de engenharia química e mecânica. Além do militar, fazem parte da iniciativa o professor do Instituto Federal de Alagoas, Edson Camilo, três engenheiros mecatrônicos, um programador, um médico e um engenheiro eletricista, especialista em respirador mecânico.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil tem 65 mil respiradores, dos quais, aproximadamente, 46 mil estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Prevendo alta demanda por este equipamento, nos próximos meses, devido às internações de pacientes com Covid-19, o órgão anunciou a compra de mais 10,8 mil respiradores de empresas nacionais.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Ministério da Saúde distribui 54 mil testes que identificam o coronavírus



Devido ao aumento dos testes que detectam o coronavírus, o registro de casos da doença no Brasil deve crescer a partir de abril. A informação foi dada por autoridades do Ministério da Saúde, em entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto na última semana.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, possivelmente há uma subnotificação de casos da Covid-19 no país, pois, até agora, não havia testes que atendessem à demanda da população.

O ministro explica que o aumento de ocorrências do coronavírus pode ocasionar queda de mortes pela doença, pois o aumento do número de óbitos está diretamente relacionado à baixa testagem da Covid-19.

“Vocês vão ver muitos casos confirmados. E isso vai fazer o quê? Se você aumenta o número de casos confirmados, você diminui a letalidade, pois a letalidade é o número de óbitos versus o número de casos confirmados. Hoje, o número de casos notificados está muito menor que o número de casos confirmados na nossa sociedade.”

Ao todo, o Ministério da Saúde distribuiu 54 mil testes que identificam o coronavírus a todos os estados do país. Os testes RTP-CR são utilizados para o diagnóstico da Covid-19 já em estágio avançado. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Wanderson Oliveira, explica.

“Os laboratórios estão ganhando, cada vez mais, velocidade e capacidade de produção. Nós tivemos, no final de fevereiro, a capacitação dos profissionais de laboratório que ainda não tinham realizado os testes RTP-CR, então eles estão fazendo com mais frequência.”

Além desses, a mineradora Vale doou 5 milhões de testes rápidos para profissionais de saúde e de segurança, que já começaram a ser distribuídos por todo o Brasil.

Para mais informações, acesse: saude.gov.br/coronavírus.