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segunda-feira, 19 de junho de 2023

13 mil vagas de cursos profissionalizantes gratuitos para jovens de escola pública do PROA estão abertas no estado de São Paulo




Estudantes que estão terminando ou que já concluíram o Ensino Médio em escolas da rede pública podem participar do processo seletivo que vai até setembro

Uma boa notícia para jovens que estão concluindo ou que já concluíram o Ensino Médio em escola pública em todo o estado de São Paulo: o Instituto PROA está com inscrições abertas para preparação on-line e gratuita para quem quer iniciar no mercado de trabalho. São 13 mil vagas de capacitação profissional para todo o estado dirigidas a jovens de 17 a 22 anos.

O curso do PROA tem 100 horas e é dividido em 4 módulos que preparam os alunos para definirem metas profissionais e se saírem bem nas entrevistas de emprego: autoconhecimento, projeto profissional, raciocínio lógico e comunicação. São 7h30 de aulas por semana, em média 1h30 por dia, de segunda a sexta-feira. Semanalmente há também encontros ao vivo mediados por tutores, sempre às quintas-feiras.

Os jovens podem optar por cursar um 5º módulo com uma trilha técnica específica. São 7 carreiras à escolha, patrocinadas por grandes empresas, com 50 horas de preparação para cada: Análise de Dados (patrocinado pelo iFood), Varejo (Fundação Casas Bahia), Administração (P&G), Logística (P&G), UX Design (Accenture), Promoção de Marcas (BRF) e Educação Financeira (Bloomberg e Dahlia Capital).

Ao final do curso, os participantes recebem certificado de conclusão e acesso a uma plataforma exclusiva de vagas de emprego. As inscrições estão abertas até o dia 4 de setembro e as aulas começam no dia 11 do mesmo mês.

“Todos os dias eu aplico conhecimentos que adquiri na Plataforma PROA, seja no planejamento dos estudos ou no meu trabalho. Minha experiência profissional está sendo maravilhosa, a maioria das aulas feitas durante o curso retratam muito o meu cotidiano na empresa, foi uma experiência única e sou muito agradecido ao PROA”, afirma Ítalo Costa Gouvêa, ex-aluno do PROA e hoje aprendiz na área de atendimento cooperativo da Empresa Copastur.

Para participar, os interessados devem fazer a inscrição no site do PROA, depois responder a um teste básico de língua portuguesa, matemática e análise de perfil e, se for aprovado, segue para a etapa de preenchimento dos dados pessoais para realizar a matrícula no curso.

“Nosso trabalho está focado na formação desses jovens para o mercado de trabalho, sabemos o quanto esses jovens sofrem com a falta de qualificação profissional e o quanto isso reflete na busca pelo primeiro emprego, estamos oferecendo qualificação e oportunidades reais. Esse é o nosso comprometimento”, afirma Alini Dal’Magro, CEO do Instituto PROA.

Sobre o Instituto PROA


O Instituto PROA foi fundado em 2007 com o objetivo de auxiliar jovens de baixa renda a ingressarem no mercado de trabalho, dividindo conhecimentos sobre carreiras, planejamento, autoconhecimento para vocações e comunicação. Desde então, já formou e impactou mais de 36 mil alunos com seus dois principais projetos, Plataforma PROA – preparação para o primeiro emprego – e PROPROFISSÃO – curso de programação para quem deseja ser um(a) desenvolvedor(a) web Java Junior. Atualmente, a Plataforma PROA atua nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

https://www.proa.org.br/


Serviço – Plataforma PROA
Processo seletivo para a Plataforma PROA até 4 de setembro de 2023
Início das aulas: 11 de setembro de 2023
Inscrições através do site: https://www.proa.org.br/plataforma-proa/

Requisitos:

- Ter entre 17 e 22 anos;
- Morar no estado de São Paulo
- Estar cursando ou ter concluído o 3º ano do Ensino Médio em escola pública.
Vagas para o todo o estado de São Paulo: 13 mil


quarta-feira, 24 de maio de 2023

Empresa-filha da Unicamp oferece capacitações gratuitas para profissionais da área da Saúde

FM2S compartilha o conhecimento construído ao longo dos seus treinamentos e certificações realizados em hospitais; cursos ajudam a reduzir tempo de espera e aprimorar atendimento aos pacientes


(Foto: Isaque Martins)
Virgilio Marques dos Santos, Sócio da FM2S Educação e Consultoria

Após ministrar treinamentos e certificações nos maiores hospitais do Brasil, a FM2S, startup localizada no Parque Científico e Tecnológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), resolveu compartilhar as lições aprendidas, por meio da oferta de dois cursos online e totalmente gratuitos voltados para área da Saúde: Yellow Belt e Introdução ao Lean Healthcare.

Os treinamentos visam certificar os profissionais nas habilidades fundamentais a solução de problemas práticos, com foco na melhoria contínua. Com a recente pressão inflacionária dos insumos da saúde, esses conhecimentos são essenciais para reduzir os custos e melhorar o nível de atendimento aos pacientes.

“Depois de concretizarmos muitos projetos com organizações na área da Saúde, fica clara a máxima de que cada sistema entrega o resultado para o qual ele foi desenhado. Por isso, antes de culpar os médicos, enfermeiros e técnicos da área, precisamos prover as ferramentas certas para que eles possam consertar o sistema”, registra Virgilio Marques dos Santos, Sócio da FM2S.

Segundo o fundador, as ferramentas tradicionais nas quais esses profissionais são treinados, a coleta de dados e os instrumentos de medição, não são suficientes para promover melhorias. “Ao observar de perto esta realidade, nos deparamos com a possibilidade única de disponibilizar as ferramentas corretas para esses profissionais brilharem e elevarem o patamar de atendimento, cuidados e qualidade na área da saúde. Um simples Yellow Belt pode ser transformador na carreira desses profissionais, das organizações em que trabalham e, o mais importante, das vidas que atendem”, exemplifica.

Com carga horária de 24 horas, o Yellow Belt é uma certificação que faz parte do mundo Lean Seis Sigma. Além de detalhar toda essa metodologia, ajuda a identificar problemas na rotina de trabalho e analisar os processos de forma crítica.

Assim, o Yellow Belt aplicado à Saúde traz conhecimentos para eliminar desperdícios e problemas crônicos das farmácias, hospitais ou demais empresas do setor, com foco no atendimento de excelência para os pacientes, bem como aumento na segurança de seus cuidados. O intuito é implementar mudanças eficientes e contínuas, contribuindo para a transformação dos processos de saúde. A capacitação tem certificado de conclusão com validação internacional pelo The Council For Six Sigma.

Já o Introdução ao Lean Healthcare é um curso rápido, com carga horária de quatro horas, e capacita os profissionais a trazerem melhorias na área da Saúde, com foco em resultados que envolvam, por exemplo, satisfação dos pacientes e funcionários, taxas de reingresso, duração de estadias e redução de tempos (de admissão, coleta, entrega, triagem, etc.).

Os cursos – voltados a médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, administradores hospitalares, gerentes de clínicas e laboratórios e quaisquer outros profissionais que se relacionem com a área da saúde – são ministrados por líderes formados pela Unicamp e pela Universidade de São Paulo (USP), com sólida experiência em multinacionais, e trazem conteúdos sólidos, com linguagem simples, ferramentas e exemplos práticos.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas até 15 de junho, em https://fm2s.com.br/cursos/yellow-belt-saude e https://fm2s.com.br/cursos/introducao-lean-healthcare. É possível se inscrever nos dois cursos de uma vez, se o aluno desejar. O acesso é válido por um ano após a inscrição, com um mês de suporte e certificado incluso.

Serviço

Cursos online: Yellow Belt e Introdução ao Lean Healthcare
Inscrições: Até 15 de junho, em https://fm2s.com.br/cursos/yellow-belt-saude e https://fm2s.com.br/cursos/introducao-lean-healthcare

Quanto: Gratuitos
Informações: Pelo WhatsApp (19) 99132-0984, ou em fm2s.com.br

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Governo Federal pode reduzir recursos do Sistema S



Por: Paulo Henrique / Agência do Rádio


“Prejuízo muito grande para a população”, avalia presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação sobre cortes no Sistema S
Governo federal sinalizou que pode reduzir em até 50% recursos federais do orçamento de instituições como SESI, SENAI e SENAC, que oferecem treinamento profissional e assistência técnica para setores da economia.

Um dos setores de maior relevância para a economia brasileira, com participação de US$ 152,5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), o turismo empregou, apenas nos quatro primeiros meses de 2018, 2,9 milhões de pessoas em todo o país, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Desse total, 65% (1,9 milhão) dos trabalhadores ocupavam vagas no segmento de hospedagem e alimentação.

Por exigir uma qualificação técnica específica, representantes do setor demonstram preocupação com possíveis cortes nos recursos federais destinados ao Sistema S, conjunto de nove instituições que oferecem treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica para diversas categorias. Isso porque o governo de Jair Bolsonaro já sinalizou cortes de até 50% nas verbas dessas entidades, entre elas o SENAC, voltado à qualificação de mão de obra dos setores de serviço, comércio e turismo.

Para o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, os cortes propostos pelo governo federal podem gerar um cenário de desemprego e perdas para o setor, que ainda não se recuperou totalmente da crise econômica. 


“Fazer os cortes anunciados de maneira unilateral e sendo tão incisivo assim é um prejuízo muito grande para toda a população brasileira. O corte proposto não se sustenta pela argumentação do Ministério (da Economia) no tocante à destinação dos valores. Ou seja, o governo não vai economizar com a desoneração da folha do Sistema S porque não faz qualquer empresário de lucro real presumido dar emprego. O que dá emprego é demanda”, avalia Sampaio.

Referência

Há mais de 70 anos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial é referência para qualificação da mão de obra no setor de turismo. Segundo a diretora de Educação Profissional da instituição, Ana Beatriz Waehneldt, o curso de guia de turismo foi o mais procurado no ano passado: 4.500 matrículas foram feitas nas unidades do SENAC em todo o país. Em seguida, aparecem os cursos ligados à hospedagem e alimentação, como governança em hotelaria e técnicas básicas para cozinheiro.

“É um dos segmentos (turismo) que mais atrai. E principalmente o setor de alimentação, de gastronomia. Ao contrário de muitos outros, ele é um setor que mantém empregando. Ele é um setor que ainda demanda mão de obra, que ainda demanda jovens e profissionais capacitados. Então, essa é uma demanda permanente, e por isso a gente oferece cursos nesse segmento em todo o Brasil, o que não acontece, às vezes, com outros segmentos”, explica a gestora do SENAC.

Ana Beatriz Waehneldt lembra que a instituição também oferece cursos livres e de curta duração, como de barbeiro, maquiador, costureiro e assistente administrativo. Há também a opção de cursos de médio e longo prazo. “São cursos que vão desde a formação inicial, isso é importante falar, até o curso superior. Então, a gente tem títulos de qualificação profissional, cursos de menor duração, como cursos de aperfeiçoamento, que estão nessa perspectiva de educação continuada, passando por cursos técnicos”, esclarece.

No caso do setor industrial, o SESI e SENAI são referências na educação básica e profissional, tecnologia e inovação e saúde e segurança para os trabalhadores. Distribuídas em todos os estados e no Distrito Federal, as escolas SESI, por exemplo, adotam metodologias e currículos inovadores voltados às necessidades do mundo do trabalho. Na instituição, quase 190 mil alunos aprendem também em sala de aula robótica educacional, nos ensinos fundamental e médio, em todas as 501 escolas espalhadas pelo Brasil – sem contar as 553 unidades móveis. Apenas no ano passado, o SESI beneficiou ainda mais de 3,5 milhões de pessoas com serviços de saúde e segurança, como a aplicação de quase 990 mil vacinas.

Já o SENAI é um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina. Os cursos oferecidos formam profissionais para 28 áreas da indústria brasileira, desde a iniciação profissional até a graduação e pós-graduação tecnológica. Em 2018, foram realizadas mais 2,3 milhões de matrículas em educação profissional, nas 587 unidades fixas e nas 457 unidades móveis, entre elas dois barcos-escola. Juntas, as instituições empregam mais de 65 mil pessoas.

Estrutura de primeiro mundo

Na opinião do economista e especialista em educação Cláudio de Moura e Castro, a estrutura e a qualificação oferecida no SENAI podem ser consideradas de primeiro mundo.

“Por quase 15 anos, trabalhei na OIT, no Banco Mundial e no BIT. Me coube, nesse momento, visitar muitas escolas profissionais, algumas em países avançados, mas a maioria nos países ditos ‘em desenvolvimento’. Uma coisa me chamou atenção: eu não vi nenhuma escola de país em desenvolvimento que chegasse próximo às escolas do SENAI. Pelo contrário, essas escolas estão praticamente no mesmo nível daquelas escolas que a gente admira nos países avançados”, disse.

O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, aponta ainda que nenhuma instituição da iniciativa privada conseguiria igualar a qualidade do serviço oferecido pelas instituições do Sistema S.

“O governo está com o viés errado quando diz que vai economizar ou vai propiciar emprego cortando isso. O governo não tem condição de substituir os cursos com a qualidade oferecida hoje, jamais. Os cursos são subsidiados e a iniciativa privada, se fosse olhar aqueles que trabalham na área de formação profissional, teriam que ter lucro. Se houver de fato esse corte, muitos cursos que exigem laboratório, processo de complementação para formação profissional que demandam insumos, instalações específicas, não vão poder ser mantidos e vão fechar também”, alerta.