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segunda-feira, 20 de junho de 2022

Para educar uma criança não é necessário bater nela, afirma psicóloga




Bater ou não bater nos filhos, eis a questão. Pais, mestres e especialistas vivem neste dilema sem fim. Além de inúmeras discussões na internet sobre a temática.

Mas a psicóloga Patrícia Bezerra, que é mãe de duas adolescentes, é taxativa: “bater é agredir e para educar não é necessário bater”.

Segundo a especialista, que faz uma analogia com a neurociência, há algumas reações que estão encrustadas em nós e que trazemos desde os primórdios da era das Cavernas, ou seja, são as reações tipicamente primitivas, onde reagimos e nem entendemos muito do porquê tivemos aquela reação. E segundo, e o mais importante, é olhar isso sob o aspecto cultural.

“Somos motivados por Memes (ou Memética) ao longo de toda a nossa vida e acabamos por perpetuar formar de pensar e agir, baseados em 'crenças' que, na maioria das vezes são limitadores, autorregulatórios e até opressores. Resumindo, bater nunca é uma boa opção. É assim que se perpetua o famoso: "um tapinha não dói"; que as mulheres conhecem muito bem, e essa crença nasceu desde a infância. Sempre é bom lembrar”, enfatiza Patrícia.

A especialista em saúde mental reforça que toda criança é afetada negativamente com casa com muitos gritos. Inclusive, levará esse trauma por toda fase de sua vida. Essa criança vai, em grãos diferentes do sentimento que essa agressão lhe causou, refletir esse mesmo padrão. Isso é um Fato. Toda a ação que gere um trauma, ele vai ser externalizado de alguma forma pelo adulto em algum momento de sua vida. Seja, espelhando as mesmas atitudes ou se tornando uma pessoa com muitos medos, com baixa estima ou até, desenvolvendo certas fobias limitantes e/ou reações violentas.

Estudos apontam os prejuízos: Pela primeira vez, em 2021, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) incluiu o tema da saúde mental entre crianças e jovens no Tratado de Pediatria, principal publicação direcionada aos médicos que cuidam de pessoas até 18 anos em todo o país. No mesmo ano, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com o instituto Gallup, publicou o relatório ‘Situação Mundial da Infância 2021.

“Promovendo, protegendo e cuidando da saúde mental das crianças, também elegendo a temática como prioridade de atuação. Segundo as últimas estimativas disponíveis pela pesquisa da Unicef, pelo menos uma a cada sete crianças e jovens de dez a 19 anos convive com algum transtorno mental diagnosticado em todo mundo. Além disso, também mundialmente, cerca de 46 adolescentes morrem por suicídio a cada ano, uma das cinco principais causas de morte nessa faixa etária.

A psicóloga afirma ainda que uma educação positiva não gera superproteção, inclusive, porque por princípio ela é adepta a deixar a criança entender a gravidade das coisas e das suas atitudes pela consciência que o exemplo e a conversa franca trás. A confusão aqui é correlacionar Educação Positiva, com falta de limites.

“Uma coisa nada tem a ver com a outra. Você pode educar com sem usar violência, mas isso não quer dizer que você será passivo diante a algo errado, a uma atitude ruim de seu filho. Claro que não. Até porque se isso for feito não é Educação Positiva, é ser omisso, ausente, isso sim gera ‘pessoas frágeis’ que não entendem o que é o seu limite e o direto do outro”.

Questionada sobre as reações tão diversas sobre o tema de bater ou não para educar, Patricia analisa que a raiva vem da reação primitiva do ser humano. Ou seja, vem o instinto de agir/corrigir aquela criança que você julga merecer um corretivo.

“Claro que aqui se pode até ter essa vontade, porque também se nota uma displicência dos pais em conduzir a criança a entender que certa reação ou atitude não dever acontecer. Então, voltamos a questão de todos nós em todos os momentos da nossa vida necessitamos de limites, de entender até onde vai a minha liberdade e onde começa da outra pessoa. Cruamente, é nisso que se resume parte da revolta em dados momentos. E no final de tudo, o grande aprendizado é o aprender com amor e ensinar a respeitar o outro”, finaliza a psicóloga Patricia Bezerra.


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Baixa renda pode trocar geladeira usada por uma nova - Saiba como



CIC Oeste e Enel trocam geladeiras antigas por novas


O Centro de Integração da Cidadania (CIC) Oeste, da Secretaria da Justiça e Cidadania, iniciou uma parceria com a empresa de geração e distribuição de eletricidade e gás, Enel Distribuição São Paulo, para a troca gratuita de geladeiras antigas por novas para famílias de baixa renda.

Essa iniciativa faz parte do projeto Enel Compartilha Eficiência, que visa a melhoria na qualidade de vida de famílias de baixo poder aquisitivo, buscando a redução do consumo de energia e conscientização ambiental, além de oferecer orientação referente ao descarte correto dos aparelhos antigos e a reciclagem de materiais.

A parceria entre o CIC Oeste e a Enel SP se iniciou por meio de edital com cadastro de lideranças comunitárias, no qual a diretora da unidade se inscreveu e após alguns processos recebe pedidos de indicações de pessoas para serem contempladas por este projeto que já trocou as geladeiras de 420 famílias.

Atualmente o CIC Oeste pode indicar pessoas que morem nessas regiões: Itaquera, Vila Albertina, Lauzane Paulista, Penha, Embu e Jaçanã. As famílias interessadas devem entrar em contato com as lideranças comunitárias ou com as ONGs da região para realizar o cadastro no programa.


CIC

O Centro de Integração da Cidadania (CIC) é um programa da Secretaria da Justiça e Cidadania que tem como missão promover o exercício da cidadania por meio da participação popular e garantir formas alternativas de Justiça, tendo como objetivos o acesso à Justiça; a prestação de serviços gratuitos; a articulação e o fortalecimento de redes e ações comunitárias; e a educação para cidadania e direitos humanos.

O CIC possui 18 unidades na Capital, na Grande São Paulo, no litoral e no interior do estado, geralmente em regiões de grande vulnerabilidade social. Na capital são 8 unidades: CIC do Imigrante (Barra Funda), Leste (Itaim Paulista), Oeste (Jaraguá), Sul (Jardim São Luís), Norte (Jaçanã), Casa da Cidadania (Jabaquara), Feitiço da Vila (Valo Velho) e Grajaú. Na Grande São Paulo são 4 unidades: Guarulhos, Pirapora do Bom Jesus, Francisco Morato e Ferraz de Vasconcelos. No interior, o CIC possui unidades em Campinas, Juquiá, Jundiaí, Laranjal Paulista e Cajamar. Há, ainda, uma unidade no litoral, em São Vicente.

terça-feira, 14 de junho de 2022

18/06 - Dia do Orgulho Autista: pais de crianças com TEA precisam de apoio psicológico





Sentimentos como medo do preconceito, de bullying na escola, da falta de inclusão e, até mesmo, se a criança se relacionará romanticamente no futuro são preocupações que permeiam o pensamento dos pais


O Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, tem o objetivo dar visibilidade ao TEA (Transtorno do Espectro Autista). A falta de informação da sociedade, aliada aos desafios enfrentados pelos pais, pode impactar diretamente na saúde mental da família.

Sentimentos como medo do preconceito, de bullying na escola, da falta de inclusão e, até mesmo, se a criança se relacionará romanticamente no futuro são preocupações que permeiam o pensamento dos pais e cuidadores, de acordo com o psicólogo Breno Silva, de Psicologia Viva, maior player de saúde mental da América Latina e integrante de Conexa. “Nesse contexto, o acompanhamento psicológico é imprescindível para que os pais recebam o suporte emocional necessário para enfrentar os desafios e as preocupações que surgirão”, diz Silva, que já atuou como mediador escolar para crianças com TEA.

O TEA abrange diferentes condições relacionadas ao desenvolvimento neurológico, como alterações das habilidades psicomotoras e comportamentais, e alteração no desenvolvimento típico da infância, impactando na interação social e na fala.

Sobre Conexa

Player de saúde digital, Conexa cuida de cerca de 20 milhões de pacientes com a parceria de 70 mil profissionais de saúde, em mais de 30 especialidades. Fundada no Rio de Janeiro, em 2016, como uma clínica de saúde voltada à atenção primária, reformulou seu modelo de negócio em 2017 e se tornou uma plataforma de telemedicina, com a missão de revolucionar o acesso à saúde de qualidade, tornando a jornada e a experiência do paciente mais fácil, segura e humanizada.

Em 2020, adquiriu a iMedicina, desenvolvedora de software de médicos, prontuário eletrônico e líder em atração e fidelização de pacientes. Em março de 2021, uniu-se à Psicologia Viva, maior empresa de saúde mental da América Latina.

A companhia faz parte da Saúde Digital Brasil (SDB) e tem como clientes, hospitais, operadoras de saúde, laboratórios, além de grandes instituições do varejo e do setor financeiro, como Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Magazine Luiza, Seguros Unimed, Intermédica, entre outras. Saiba mais em https://www.conexasaude.com.br/


terça-feira, 7 de junho de 2022

Com inovação tecnológica, Brasil pode garantir segurança alimentar e sustentabilidade, diz ministro

Em evento em Campinas, Marcos Montes disse que o Brasil pode dar as respostas que o mundo precisa para garantir a produção de alimentos necessária para a população mundial.




O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, disse nesta terça-feira (7) que a inovação tecnológica é fundamental para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade na produção agropecuária. Em palestra durante o evento One Agro, em Campinas (SP), ele disse que o Brasil pode dar as respostas que o mundo precisa para garantir a produção de alimentos necessária para a população mundial.

Segundo ele, o Mapa trabalha atualmente com três eixos principais: segurança alimentar, sustentabilidade e inovação. “Esses três eixos fazem com que tenhamos certeza de que vamos dar essa resposta ao mundo. A inovação tecnológica é o fio que liga a segurança alimentar e a sustentabilidade. Se não houvesse esse avanço que tivemos, provavelmente não teríamos essa certeza de que vamos avançar”, disse Montes.

No evento, o ministro também disse que o Plano Safra 2022/2023 deverá ser bastante robusto. “Não é só mais Plano Safra do Brasil, é um Plano Safra Mundial, porque o mundo todo precisa desse plano consistente e robusto”. As diretrizes do atual Plano Safra estão sendo elaboradas pelo Mapa, em conjunto com o Ministério da Economia e o Banco Central. O documento define o montante de recursos que serão destinados com juros equalizados para apoiar a produção agropecuária nacional.


 


segunda-feira, 23 de maio de 2022

Ácido fólico ou metilfolato?


Dra. Mariana Rosario
 ginecologista e mastologista

A suplementação correta, na gestação, pode salvar a vida de muitos bebês

Cerca de 35% da população mundial não metaboliza ácido fólico em metilfolato e ingerir a substância nestas condições, especialmente na gestação, não garante os benefícios dela ao bebê. Além disso, o excesso de ácido fólico não metabolizado no organismo pode causar malformação e autismo

A Medicina avança a passos largos e já se sabe que a suplementação de nutrientes faz parte de uma gestação saudável. A OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda, por exemplo, a suplementação de Ferro e Ácido Fólico a toda a população de grávidas “a fim de evitar anemia das mães, infecção puerperal, baixo peso à nascença e parto prematuro”.



Porém, essa recomendação é bastante controversa. “É um erro prescrever ácido fólico às tentantes e gestantes e aos seus parceiros. O correto é indicar a versão já metabolizada do nutriente, o metilfolato”, alerta a ginecologista e obstetra Dra. Mariana Rosario, do corpo clínico do hospital Albert Einstein.


Mas, por que é errado indicar o ácido fólico?


O ácido fólico precisa se transformar em metilfolato para ser absorvido pelo organismo. Essa metabolização acontece a partir de uma enzima naturalmente produzida pelo corpo humano, chamada metiltetrahidrofolato redutase (MTHFR). “O que acontece, porém, é que 35% da população mundial, segundo um estudo de Guéant-Rodriguez e colaboradores, realizado em 2006, não produzem essa enzima. Sendo assim, os corpos dessas pessoas não transformam o ácido fólico em metilfolato e o nutriente não é aproveitado pelas células, ele fica apenas circulando na corrente sanguínea”, explica a Dra. Mariana.

Se a função do metilfolato é a de produzir novas células, atuar no fechamento do tubo neural do bebê e participar ativamente na formação do cérebro e da medula espinhal do feto, a mulher precisa ingeri-lo já nessa versão, metabolizada, pelo menos três meses antes de engravidar e manter o nutriente suplementado durante toda a gestação. “E não é só isso: o metilfolato atua em outras funções do organismo, também ajudando a evitar anemias e colaborando no transporte de nutrientes para o bebê. É um nutriente fundamental na gestação”, diz a médica.


O que o excesso de ácido fólico pode causar?

O excesso de ácido fólico não metabolizado no organismo pode causar problemas de saúde. Essa substância, quando em excesso, pode mascarar a falta de vitamina B12 – o que é um problema grave de saúde.

Além disso, um estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins indicou que o excesso da substância na gestação pode levar a casos de autismo nos bebês. Segundo pesquisadores, grandes quantidades de ácido fólico podem prejudicar os genes que maturam o encéfalo, causando alguma malformação que proporcione o autismo.

Portanto, conforme a Dra. Mariana Rosario orienta, é importante que cada tentante e gestante seja orientada a ingerir o metilfolato em doses individualizadas, conforme as necessidades apresentadas a partir de exames bioquímicos, com a dosagem ajustada da pré-concepção à gestação. “A dose não é a mesma para todas as mulheres e nem utilizada durante toda a gestação no mesmo volume. O obstetra a ajusta conforme a necessidade de cada paciente”, explica.

A médica também alerta para os perigos da automedicação. “Por tudo o que foi exposto, é imprescindível que medicamentos e suplementos sejam ingeridos apenas sob restrita orientação médica”, conclui.


Sobre a Dra. Mariana Rosario

Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e especialista em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto. É membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

Possui vasta experiência em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, tanto em Clínica Médica como em Cirurgia Oncoplástica. Realiza cursos e workshops de Saúde da Mulher, bem como trabalhos voluntários de preparação de gestantes, orientação de adolescentes e prevenção de DST´s. Participou de inúmeros trabalhos ligados à saúde feminina nas mais variadas fases da vida e atua ativamente em programas que visam ao aprimoramento científico. Atualiza-se por meio da participação em cursos, seminários e congressos nacionais e internacionais e produz conteúdo científico para produções acadêmicas.

Dra. Mariana Rosario – Ginecologista, Obstetra e Mastologista. CRM- SP: 127087. RQE Masto: 42874. RQE GO: 71979.

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domingo, 22 de maio de 2022

Massoterapia - remédio para o estresse do retorno ao modelo presencial de trabalho



O estresse se tornou rotina na retomada ao modelo presencial de trabalho, após quase dois anos de home-office. As disrupções tecnológicas, somadas às novidades do hibridismo, além das novas velocidades e demandas assimiladas pela “vida moderna”, provocaram o encurtamento das horas do dia e o aumento dos períodos de tensão.

Dados de uma pesquisa publicada no início de 2022 pela consultoria McKinsey revelam que o retorno ao trabalho presencial impactou negativamente a saúde mental de um terço das pessoas em todo mundo. Vale lembrar que os problemas com a saúde mental no trabalho são responsáveis, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), por grande parte da perda de produtividade e, consequentemente, interferem nos resultados gerais das empresas.

Uma das soluções que vêm ganhando mais destaque, devido ao potencial para contribuir para o enfrentamento do estresse do cotidiano e para o tratamento do cognitivo, visando a adequação saudável às centenas de novidades introduzidas pelos anos de pandemia, é a massoterapia. De alívio das dores e tensões, passando pelo relaxamento muscular, pela liberação de toxinas pela corrente sanguínea, pela melhora na flexibilidade e na circulação sanguínea, até a sensação de bem-estar, a massoterapia ataca em várias frentes de cuidados físicos e mentais.

Mas, antes de tudo, é importante frisar que a massoterapia não é exatamente uma massagem. A massagem utiliza uma mesma técnica, um mesmo modelo para todos os pacientes. Todas as manobras manuais são padronizadas. Já a massoterapia submete as pessoas aos movimentos personalizados, sempre de acordo com a necessidade específica e individual de cada um. As combinações utilizadas têm objetivos centrais e também gerais, com toques corporais em movimentos fortes e sutis.

“Nossas articulações são como pontes de energia e ao serem manipuladas melhoram o fluxo natural e a harmonia de todo corpo. Na massoterapia, cada método, movimento e toque são pensados estrategicamente para o tratamento dos pontos críticos, mas também para o cuidado com o ser humano como um todo. Não fazemos o trabalho apenas para um objetivo pontual, trata-se de um olhar atencioso, holístico, observando outros pontos de tensão que precisam ser aliviados. E isso pode trazer qualidade de vida para quem lida com essas novas rotinas”, explicou a massoterapeuta Flávia Assis. Ex-jogadora profissional de vôlei, que hoje é uma das participantes do programa No Limite 6 (Rede Globo).



Técnicas

A massoterapia é formada por uma série de técnicas terapêuticas, todas voltadas para combater os desequilíbrios corporais que provocam mal estar e trazem, consequentemente, prejuízos à saúde, seja mental ou física. Reconhecida pela OMS, é utilizada para diversos fins, seja para o relaxamento, para a estética ou de forma terapêutica, com inspirações culturais ocidentais e orientais.

Flávia também tem aplicado as técnicas profissionais para a recuperação dos colegas de time no reality show, por exemplo, mostrando a importância da massoterapia em outras circunstâncias. Vale destacar que os benefícios se estendem à melhora do desempenho esportivo e também para auxiliar nos tratamentos médicos e até ao aumento potencial do sistema imunológico. Todo trabalho observa as conexões físicas e mentais, procurando proporcionar o máximo de alívio e relaxamento, trazendo impactos positivos até para o humor.

Normalmente, uma sessão de massoterapia utiliza apenas as mãos, sem qualquer tecnologia mecânica. Porém, para ampliar a gama e a intensidade dos benefícios, são utilizadas plantas medicinais, óleos, esfoliantes, aromas e instrumentos físicos com potencial para atingir pontos ainda mais sensíveis. Tudo depende das necessidades de cada paciente. “Mas isso não é um fator limitante. Também temos, hoje em dia, aparelhos, máquinas que ajudam bastante. Porém, é super possível ajudar no equilíbrio e alívio de dores das pessoas onde quer que você esteja. Para isso, aprender as técnicas corretamente é fundamental tanto para o cliente quanto para preservar a nossa saúde enquanto profissional”, explica Flávia.

É importante destacar o quão fundamental é o trabalho realizado por um profissional da área e também com a devida autorização médica. Seguindo todos os protocolos, os limites de atuação da massoterapia se expandem. Alguém que passou por uma cirurgia, por exemplo, pode receber o tratamento como forma de aumentar a oxigenação do corpo e o relaxamento dos músculos, promovendo uma melhor movimentação dos nutrientes para o corpo e beneficiando locais afetados pelos procedimentos. A massoterapia também colabora para que um paciente consiga retomar suas atividades com mais celeridade.

História


Os primeiros registros do uso de técnicas de massoterapia datam de 3.000 anos antes de Cristo (A.C.), segundo os registros históricos. Esse dado coloca a prática no berço das mais antigas civilizações. Sabe-se hoje que em Roma o imperador Júlio César utilizava a massoterapia para aliviar suas dores de cabeça. E no século XI, os japoneses trabalhavam os movimentos com fins pediátricos. Na Grécia e na Roma antiga, a massoterapia deixou de ser apenas uma técnica de relaxamento e passou a ser aplicada também para prevenção e cura de doenças, assim como era feito entre os orientais.

Em 300 a.C., Qi Bo e o imperador Amarelo publicaram na China “O clássico da massagem”, primeira obra original conhecida. Entretanto, o único escrito dessa época presente até os dias atuais foi Han Quan Shu, livro de massagem da dinastia Han. A partir daí, uma série de técnicas foram incorporadas ao estudo da massoterapia, até que, em 1850, os EUA deram o pontapé inicial na pesquisa sobre massagem terapêutica.

Em 1895 Freud testou a técnica em pacientes que apresentavam quadro de histeria, e na 1ª Guerra Mundial, uma técnica sueca de massagens foi usada para recuperar feridos. Finalmente, nos anos 30, diversas clínicas começaram a adotar a terapia como complemento aos tratamentos médicos.








terça-feira, 22 de março de 2022

Palestra de Gilberto Cândido Traz Esperança e Conhecimento sobre a Síndrome de Leigh

Palestrante Gilberto Candido e Claudia Souza

    Na última terça-feira, 22 de março de 2022, o bairro de Artur Alvim foi palco de uma palestra profundamente emocionante e esclarecedora, realizada pelo palestrante Gilberto Cândido. 
O evento, produzido pela Fada Celeste Produções, voltado para um público composto por enfermeiros e pais de crianças portadoras da Síndrome de Leigh, marcou um momento de união, aprendizado e solidariedade.

    Gilberto Cândido, conhecido por sua dedicação ao tema da doença rara e sua sensibilidade em abordar temas complexos, compartilhou sua mais recente cartilha, "Síndrome de Leigh: Uma abordagem para pais, cuidadores e profissionais de saúde". Durante a palestra, ele abordou de maneira acessível e tocante as particularidades dessa desordem neurológica rara que afeta principalmente crianças, provocando sérios desafios físicos e cognitivos.

    O salão estava lotado de pais ansiosos por informações que pudessem lhes proporcionar algum alívio e esperança, e de profissionais de saúde em busca de mais conhecimento para melhor cuidar de seus pequenos pacientes. Gilberto iniciou a palestra com uma explanação detalhada sobre a Síndrome de Leigh, explicando suas causas e experiências vividas com sua filha que é portadora da doença,  sintomas e tratamentos disponíveis. Seu discurso foi pontuado por histórias reais de famílias que convivem com a síndrome, proporcionando uma visão humanizada e empática da situação.

    A emoção tomou conta da sala quando Gilberto leu trechos de cartas enviadas por pais agradecidos por sua cartilha. "A informação é a chave para enfrentarmos juntos essa batalha", disse ele com a voz embargada. "Cada família que compartilha sua história está nos ajudando a construir um futuro melhor para todas as crianças com a Síndrome de Leigh". Além de abordar aspectos médicos e terapêuticos, a palestra destacou a importância do suporte emocional e da criação de uma rede de apoio entre pais e profissionais de saúde. "Não estamos sozinhos nessa jornada", afirmou Gilberto. "Unidos, podemos oferecer mais qualidade de vida e esperança para nossas crianças". 

    Os enfermeiros presentes no evento saíram inspirados e motivados a aplicar mais atenção aos potenciais pacientes com a Síndrome de Leigh atendidos em seu dia a dia. "Foi uma experiência enriquecedora", comentou a enfermeira Ana Paula Siqueira. "Gilberto conseguiu traduzir a complexidade da Síndrome de Leigh de forma clara e sensível, nos mostrando a importância de nosso papel no cuidado dessas crianças". "Saio daqui com o coração mais leve e cheio de esperança", disse Maria Helena, mãe de um menino diagnosticado com a síndrome. "A sensação de saber que não estamos sozinhos é que nos dá mais esperanças".

    Gilberto Cândido mais uma vez demonstrou que, com informação e solidariedade, podemos enfrentar os maiores desafios e transformar vidas.


Sobre Gilberto Cândido


Gilberto Cândido é um jornalista e escritor comprometido com a disseminação de informações essenciais para a sociedade. Com uma carreira marcada por sua paixão por temas de saúde e bem-estar, ele se destaca pela capacidade de sensibilizar e informar, contribuindo para uma sociedade mais consciente e solidária. Sua cartilha sobre a Síndrome de Leigh é um recurso valioso para famílias e profissionais, refletindo seu compromisso com a educação e o apoio incondicional às causas sociais.