FIQUE POR DENTRO

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CIRURGIA PLÁSTICA APÓS REDUÇÃO DE ESTÔMAGO É FUNDAMENTAL

CIRURGIA PLÁSTICA APÓS REDUÇÃO DO ESTÔMAGO É FUNDAMENTAL PARA COMPLEMENTAR OS RESULTADOS

Na trajetória da perda de peso, este procedimento beneficia não apenas a estética, como também a saúde, já que a remoção do excesso de pele contribui com o bem estar geral do paciente

A eficácia da cirurgia bariátrica (conhecida popularmente como redução do estômago), hoje é reconhecida, com os devidos cuidados necessários e a consciência dos possíveis riscos, como uma boa alternativa para o combate à obesidade mórbida. O que nem todos sabem, porém, é que a realização da cirurgia plástica, acompanhada de massagens corporais, também é importante neste processo de emagrecimento.

Como grandes quantidades de quilos são perdidas, o corpo sofre uma forte perda de elasticidade e, apesar da silhueta mais esguia, normalmente resta muito excesso de pele e flacidez. Segundo o Dr. Alexandre Barbosa, especialista com mais de 17 anos de profissão, a não remoção do grande volume cutâneo que sobra por todo corpo do paciente, pode levar a infecções crônicas. “Além de comprometer a auto-estima, impedindo que a pessoa atinja a completa satisfação, o excesso de pele levará ao acúmulo de umidade em suas dobras, podendo provocar assaduras, irritações e micoses”, defendeu o cirurgião.

Por isso, em média um ano e meio após a operação, quando a cicatrização do estômago já está estabilizada, e o paciente já perdeu em média de 40 a 60 quilos, é ideal procurar um cirurgião plástico de sua confiança para a operação, o que representa entre 2 e 15 quilos de sobra de pele -dependendo do caso.

“Uma das mais pedidas é a das mamas”, afirma o cirurgião, citando o implante de silicone. “Como os peitos são praticamente retenções de gorduras, é muito comum que ocorra intensa perda no local, tornando a pele mais flácida. As mulheres preferem tirar o excesso cutâneo e preencher com silicone, deixando tudo novinho”, explica.

Outra operação bastante comum é a retirada do famoso “tchauzinho” nos braços. De acordo com o Dr. Alexandre, por ser uma área que acumula muita gordura, a mesma fica praticamente depositada, o que dificulta a remoção, mesmo com muitos exercícios e academia- diferentemente das mamas.

Além da cirurgia para a retirara da pele da barriga, pois é ali onde ocorre a maior mudança no corpo, e onde há mais acúmulo de pele. Essas cirurgias em média exigem internação de três dias, anestesia geral, e costumam levar entre três e quatro horas. Geralmente as operações têm boa cicatrização, dispensando retoques posteriores.

Além da intervenção estética, os cirurgiões também indicam cremes, massagens e tratamentos corporais, como a drenagem linfática, por exemplo, que auxilia contra a retenção de líquidos e estimula o sistema linfático, podendo amenizar celulites e diminuir a circunferência da cintura.

E não só às mulheres restringe-se o público para a cirurgia “Homens também nos procuram, principalmente para lipoaspirações na barriga e lipoescultura, após a cirurgia de redução do estômago”, diz Dr. Alexandre, reforçando a tendência da constante preocupação estética masculina com o corpo. Metrossexuais ou não, homens e mulheres cada vez mais querem ficar bonitos e, se depender dos avanços da cirurgia estética, isso é cada vez mais possível-e eficaz!quem somos ns mulheres, oss e dea lipoaspiraç que acumula muita gordura, mesmo quando j pessoa ias s

DICAS PARA POTENCIALIZAR O SEU RESULTADO:

1) Procure manter o peso constante nos três meses que antecedem à cirurgia -isso evita os desequilíbrios hormonais e mantém a estabilidade


2) Um cardápio balanceado, com frutas, verduras e vitaminas, ainda é a melhor opção para assegurar sua saúde e uma melhor recuperação.

Serviço:
Clínica de Cirurgia Plástica de São Paulo
Tel: (11) 3887 0100

Sobre o Dr. Alexandre Barbosa:
Dr. Alexandre Barbosa formou-se em Medicina pela PUC Campinas, em 1991. Fez residência em cirurgia geral e plástica no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, e se tornou especialista em cirurgia plástica em 1996. Atualmente, é sócio-proprietário da Clínica de Cirurgia Plástica de São Paulo.
*
*
*
*
Publicidade:

TEATRO PARA PASSAROS estréia dia 04/9 no Teatro Funarte

Foto: Linno Ferreira
Texto do argentino Daniel Veronese é montado pela primeira vez em São Paulo


O argentino Daniel Veronese, um dos mais conceituados dramaturgos da atualidade, terá um texto seu encenado pela primeira vez no Brasil. Trata-se de Teatro Para Pássaros, com direção de Roberto Lage, que estreia para convidados no dia 4 de setembro, sexta-feira, na Sala Carlos Miranda da Funarte São Paulo, às 21h30. A peça - interpretada por Ana Fuser, Bete Correia, Daniel Gaggini, Diego Monteiro, Luciana Rossi e Mario Condor - retrata com muito humor o mundo das paixões, misérias, vaidades e clichês do universo teatral.

No enredo, quatro atores estão reunidos em um apartamento, em Buenos Aires, quando recebem a visita de um produtor teatral e sua namorada. Nesse ambiente, os três casais mostram o pequeno mundo do teatro, por trás das coxias, em meio a encenações, trocas de máscaras e egos inflados. Ninguém parece se preocupar com a recente morte do porteiro do prédio. Ao questionar as relações entre atores, produtores, diretores e dramaturgos, Teatro Para Pássaros aponta algumas características da vida em sociedade que podem ser identificadas em qualquer grupo social.

Os ingressos são populares e a faixa etária aconselhável é acima de 14 anos.
http://teatroparapassaros.wordpress.com/ e www.twitter.com/teatropassaros

Ficha técnica
Espetáculo: Teatro Para Pássaros
Texto: Daniel Veronese
Direção: Roberto Lage
Tradução: Luciana Rossi
Elenco: Ana Fuser, Bete Correia, Daniel Gaggini, Diego Monteiro, Luciana Rossi e Mario Condor.
Trilha sonora: Ana Fuser e Luciana Rossi
Desenho de luz: Aline Santini
Cenário: Rodrigo Paz
*
Figurino: Ed Mendes e Luiz Parisi
*
ServiçoEstreia/convidados: 4 de setembro – sexta-feira – às 21h30
Estreia/público: 5 de setembro – sábado – às 20 horas
Local: Funarte São Paulo – Sala Carlos Miranda - http://www.funarte.gov.br/
Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP – Tel: (11) 3662-5177
Temporada: sexta e sábado (20 horas) e domingo (19 horas) – Até: 11/10/09
Ingressos: R$ 10,00 (¹/2 entrada: R$ 5,00) - Bilheteria: 1h antes das sessões
Gênero: Comédia – Duração: 80 min – Classificação etária: 14 anos
Capacidade: 80 lugares - Reservas: (11) 8152-1598
Não aceita cheque/cartão - Ar condicionado e acesso universal.

*
*
*
Publicidade:

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

IMO coloca no ar portal sobre Oftalmologia

Para conhecer o novo website é só acessar: www.imo.com.br


Culturalmente, o brasileiro só vai ao médico, se estiver com muita dor ou em casos de emergência. Ou seja, tarde demais! Primeiro recorre a parentes, vizinhos e amigos, faz uso de remédios caseiros, de simpatias e da automedicação para adiar a ida a um especialista. Atuar nas conseqüências do adoecimento é pouco efetivo, tardio e, muitas vezes, mais dispendioso. A prevenção de doenças é muito pouco difundida junto à população. Agir preventivamente em relação à saúde tem o objetivo de impedir o adoecimento. A população pode e deve aprender a viver melhor, produtivamente e gozando de boa saúde, desde a infância até a idade mais avançada.
Para isto, é preciso difundir a cultura da prevenção: o paradigma do século 21 é a opção pelo cuidado da saúde e não das doenças. “Ao entrar no novo site do IMO, Instituto de Moléstias Oculares, o internauta tem acesso a informações de qualidade sobre a importância da saúde ocular. Compartilhar o conhecimento é o primeiro passo para ampliar a responsabilidade que os indivíduos devem ter sobre sua saúde, tanto para prevenir, quanto para buscar a cura de uma doença. O paciente com maior conhecimento sobre o seu problema adere ao tratamento com mais facilidade, tendo inclusive uma postura mais questionadora”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
Na nova homepage, desenvolvida pela Excelência em Comunicação na Saúde, em parceria com a The Way Up Design, o IMO disponibiliza textos informativos sobre prevenção de doenças oculares, tratamento de moléstias e recomendações para a realização de exames e cirurgias oculares. “Com o auxílio das novas tecnologias, cada uma das seções do site se torna muito dinâmica, pois conta com widgets que enriquecem a navegação do internauta. Disponibilizamos um sistema de busca altamente eficiente. Por exemplo, ao buscar informações sobre catarata, o internauta encontrará num mesmo espaço: textos, imagens, filmes e informativos sobre a doença, todos ao alcance de um clique”, destaca Centurion.
“Em plena era da informação, ao colocarmos em evidência a marca de um cliente na Internet, ela deve transmitir o jeito de fazer deste profissional de Saúde, a forma como ele trata seus colaboradores, seus pacientes, seus fornecedores... É importante a definição da missão, da visão e dos diferenciais deste profissional, especialmente para garantir a construção do posicionamento que vai inspirar uma linha de comunicação com cada um dos públicos envolvidos com o negócio, porque o paciente desta nova era digital é mais crítico e vai conferir a informação, diferenciá-la da propaganda, discuti-la com sua comunidade virtual”, diz Márcia Wirth, diretora da Excelência em Comunicação na Saúde.
Outros destaques
No campo IMO IN COMPANY, a equipe da clínica disponibiliza informações relevantes sobre o atendimento que realiza nas empresas, focado na saúde dos trabalhadores e na prevenção de doenças. Ao clicar em IMO MELHOR IDADE, o internauta vai se deparar com um projeto de saúde voltado para a terceira idade, que já completou nove anos de atividades, apresentando resultados muito satisfatórios: a realização de 150 palestras, que beneficiaram um público de aproximadamente 10.000 pessoas idosas. A PRODUÇÃO CIENTÍFICA do corpo clínico do IMO é outro destaque do site. Mais de vinte anos de trabalho e pesquisa resultaram em 10 livros, 18 capítulos de livros, mais de 45 artigos científicos e mais de uma centena de editoriais publicados.
“Criamos um espaço novo na Internet, motivados pelos inúmeros e-mails que recebemos com perguntas e dúvidas dos pacientes todos os dias. Por que não discutir uma dúvida médica, num fórum virtual, de maneira ética? Temos em mente que não é possível realizarmos uma consulta médica via Internet. Pelas suas limitações, a rede de computadores não é um instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças. Nosso website é um espaço para interação, troca de boas experiências”, defende o diretor do IMO.
“O profissional de Saúde deve entender a urgência de resposta criada pela Web2 e implantar meios em sua clínica ou em seu hospital para atender às novas exigências do mercado. Os profissionais de Saúde que não dedicarem tempo e importância à Web2 podem perder o rumo do sucesso empresarial, pois serão vencidos por seus concorrentes. No terceiro milênio, não há como imaginar um médico, um dentista, uma clínica ou um hospital isolados, convivendo numa sociedade dinâmica, onde as pessoas trocam milhares de informações por dia”, defende Márcia Wirth.
Newsletter
Como forma de estreitar os laços com o internauta, o IMO abre espaço para cadastramento dos interessados em receber uma newsletter mensal sobre saúde ocular. “Vamos tratar o internauta que visita e gosta do site do IMO, da mesma forma que tratamos os nossos pacientes: oferecendo a melhor informação médica”, promete Virgilio Centurion.
*
*
*
*
Publicidade:

Leishmaniose

*Fernanda Malatesta

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença infecciosa e originalmente uma zoonose que afeta animais e o homem. Tem como agentes causais espécies de protozoários do gênero Leishmania (ordem Kinetoplastidae, família Trypanosomatidae) dependendo da localização geográfica e, da mesma forma, tem como agentes transmissores diferentes espécies de insetos, denominados flebotomíneos, pertencentes à sub-família Phlebotominae, dos gêneros Phlebotomus sp e Lutzomyia sp.

No Brasil a doença, também chamada de leishmaniose visceral americana (LVA) ou calazar neo-tropical, é causada pela Leishmania chagasi e as espécies envolvidas com a transmissão são a Lutzomyia longipalpis, o principal vetor, e L. cruzi.

Este protozoário é um parasita intracelular de macrófagos, uma célula do sistema imunológico do organismo. O inseto pica o hospedeiro e ingere uma forma de protozoário. No interior do inseto, esta forma se desenvolve, migrando para a proboscida (boca) do inseto que inocula em um novo hospedeiro, havendo um desenvolvimento de outro tipo de forma no interior dos macrófagos.

A Leishmania é a doença que causa mais polêmica e controvérsia principalmente entre os veterinários. Ainda mais quando o assunto é o tratamento ou não de cães positivos. Existem aqueles veterinários cuja conduta é exterminar todo e qualquer cão cujo exame dê positivo.

O cão, após ser contaminado por um mosquito infectado, apresenta um período de incubação que varia de dois meses a seis anos. O diagnóstico é realizado através de exame de sangue do cão e também através de esfregaços ou raspado de pele e biopsia de linfonodos ou de medula.

Os sinais mais comuns da doença são problemas de pele e pêlo (dermatite seborréica, falta de pelo ao redor dos olhos, feridas na ponta das orelhas e na ponta do focinho), crescimento exagerado das unhas, emagrecimento, apatia, febre, sangramento nasal ou oral, problemas nos olhos, pode haver aumento do abdômen por causa do aumento de órgãos (baço e fígado), problemas renais. No entanto mais da metade dos cães portadores não apresentam sinais.

Há uma série de procedimentos que podem ser seguidos, mas como regra geral, além das drogas utilizadas no tratamento, que são de alto custo, o animal deve ser clinicamente avaliado a cada dois meses, ou seja, seis consultas por ano e controle através de exames laboratoriais de três em três meses, o que significa quatro baterias de exame por ano.

O tratamento elimina os sintomas, mas o animal continua portador. Muitos veterinários resistem inclusive a esclarecer ao proprietário a possibilidade de tratamento. No entanto, é necessário saber e ter claro em mente que o tratamento não cura o cão, mas aumenta o tempo de vida do animal assim como ameniza os sinais da doença fazendo com que ele tenha uma qualidade de vida melhor. Mesmo aliando o tratamento aos cuidados para repelir mosquitos, há a possibilidade de transmissão.

Do ponto de vista da saúde pública, os cães infectados devem ser sacrificados, principalmente aqueles que possuem visceral, além de haver um controle dos insetos específicos.

Sobre a Clínica Pró Animal

O serviço de oncologia especializada que a Pró-animal oferece conta com atendimento personalizado e o melhor centro cirúrgico de toda a Região. Preparado para qualquer tipo de procedimento, com equipamentos de monitoração e anestesia de última geração, possibilita a avaliação do animal para se detectar, por exemplo, se está anêmico ou com infecções urinárias. Outro ponto que merece destaque é a sala especial para quimioterapia. O espaço conta, também, com um mini-laboratório de emergência. Uma das diretoras da clinica, a veterinária Fernanda Malatesta, tem pós-graduação em clinica médica e experiência com a área de oncologia, tendo trabalhos publicados em congressos dessa área. O outro sócio da clinica, José Pedro Nogueira Estrella, é pós-graduado em anestesiologia veterinária, tendo, também, publicações em congressos. Mais informações pelo telefone (13)3236-2394 ou pelo site http://www.proanimalsantos.com.br/.
*
*
*
*
Publicidade:

Grupo Pons apresenta seus tradicionais azeites espanhóis no ExpoAzeite 2009

3ª edição do concurso será realizada em São Paulo e no Rio de Janeiro

Trazidos ao Brasil com exclusividade pela Cantu Importadora, os azeites espanhóis Pons marcam presença no ExpoAzeite 2009, principal evento dedicado exclusivamente à promoção do azeite no Brasil, que acontece no dia 8 de setembro na Fecomércio, em São Paulo, e no dia 10 de setembro na Firjan, no Rio de Janeiro.

Localizado na Província de Lleida (140 km de Barcelona), no coração da produção catalã, o Grupo Pons é uma empresa familiar dedicada à elaboração de azeites de oliva de qualidade desde 1945 e tem sua categoria comprovada em mais de 95 países.

Entre os azeites premium, destaque para a linha Extra Virgem Saborizada. Disponíveis nos sabores Alecrim, Alho, Funghi Sechi, Orégano, Pimenta Negra, Trufa Negra, Trufa Branca e Manjericão, os azeites adquirem toques especiais após um mês de infusão em ingredientes rigorosamente selecionados. Perfeitos para acompanhar massas, sopas, saladas, peixes e todos os tipos de carne, temperam várias ocasiões e pratos, possuem acidez máxima de 0,5º.

A linha Extra Virgem Reserva de Família traz as versões Orgânico, Unfiltred (sem filtrar) e Arbequina elaboradas exclusivamente com frutos saudáveis da variedade Arbequina cuidadosamente colhidos à mão nos campos particulares da Família Pons, em Lleida.

Já os azeites de oliva extra virgem Pons são elaborados com azeitonas Arbequina, que resulta em um produto harmonioso, de aroma fresco e sabor frutado; e Cornicabra, que produz um azeite frutado e aromático com um agradável toque picante.

Os produtos da Pons são importados com exclusividade pela Cantu, empresa com tradição e solidez no mercado de importação que possui uma criteriosa seleção de vinhos das melhores vinícolas da América do Sul. Mais informações pelo telefone 0300.210.1010 ou site http://www.cantu.com.br/.
*
*
*
*
Publicidade:

Lideranças da Saúde fazem ato em defesa da regulamentação da EC 29

Conselhos Nacional de Saúde, de secretários estaduais e de secretários municipais
e Ministério da Saúde fizeram encontro em defesa do financiamento para o SUS

Lideranças da saúde pública realizaram nesta quinta-feira (2), em Brasília, um ato em defesa da regulamentação da Emenda Constitucional de número 29. O texto, que aguarda votação na Câmara dos Deputados, deve regulamentar o que são gastos em Saúde, colocando no setor cerca de R$ 5 bilhões em recursos estaduais corretamente aplicados. Além disso, deve elevar o patamar de financiamento do governo federal – a expectativa é que seja superior a R$ 10 bilhões. O encontro teve a participação do ministro da Saúde, dos presidentes da Frente Parlamentar da Saúde e dos conselhos nacionais de Saúde (CNS), de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), além de secretários e representantes de nove estados (AM, RS, RJ, BA, TO, MG, AL, PR e DF) e três capitais.
“Temos que deixar claro que essa não é uma luta de partidos políticos. Nosso partido é o partido da saúde, da defesa do cidadão, daquele que morre na fila por falta de acesso. O que nós queremos é agregar recursos e qualidade da gestão”, afirmou Antonio Carlos Figueiredo Nardi, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
Temporão, por sua vez, lembrou que A Saúde tem um claro problema de subfinanciamento, que é histórico. O IBGE aponta que, no Brasil, do total de gastos em saúde, somente 40% é realizado pelo poder público, sendo os 60% restantes desembolsados pelas famílias. O cenário previsto pelo ministro José Gomes Temporão para 2010 é pior. “Nos últimos seis anos, a média de correção nominal do orçamento do Ministério da Saúde oscilou entre 8% e 12%. Na melhor das hipóteses, no ano que vem vai ser de 3,5%, o que não dá sequer para atender o crescimento vegetativo da população, sem falar das brutais demandas que existem”, previu Temporão.
De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS) os planos de saúde privados gastam, em média, R$ 1.428 com cada associado por ano. O SUS, apesar de oferecer uma gama muito maior de serviços (transplantes, vacinação, medicamentos de alto custo) tem gasto médio per capita de R$ 675. A rede pública atende a 80% da população brasileira e consome 3,5% do PIB brasileiro, enquanto os demais países que possuem sistemas de saúde universais dedicam pelo menos 6% do PIB à saúde pública. A aplicação de recursos públicos representa R$ 1,56 por dia por habitante.
Em estudo apresentado pelo ministro o país, ocupa a 78º colocação no gasto público per capita. O Brasil está atrás de países como Andorra, Qatar, Costa Rica, Panamá, Argentina, Chile, México e Uruguai, Chipre e África do Sul, entre outros.

MAIS INVESTIMENTOS - Uma forma apontada para reverter a situação é a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Para Eugênio Pacceli, presidete do Conass, criação do tributo trará para a saúde mais R$ 12 bilhões no orçamento do próximo ano. Ele reafirmou que o texto em votação no Congresso garante que os recursos serão exclusivos para o setor. “Esse recurso virá carimbado para o Fundo Nacional de Saúde e a transparência de aplicação desse recurso desmonta qualquer argumento contrário”, afirmou.
O deputado Darcísio Perondi, presidente da Frente Parlamentar da Saúde, acredita que boa parte dos parlamentares precisam de mais informação sobre os benefícios que a CSS trará ao país. Um dos esclarecimentos é que estarão isentas do tributo pessoas que contribuem para a Previdência Social e que ganham salários menores de R$ 3.218,90 (teto máximo previdenciário), além de aposentados e pensionistas, conforme lembrou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Cerca de 70 milhões de pessoas, portanto, estarão isentas. Para os demais, nos valores que superarem esse piso, será recolhido R$ 1 para cada R$ 1.000 de movimentação financeira.
Francisco Batista Júnior, presidente do Conselho Nacional de Saúde, defendeu uma ampla mobilização nacional em defesa do financiamento da saúde pública e aprovação da regulamentação da Emenda Constitucional de número 29.
O ministro pediu pela ampliação de mais recursos para as saúde. “Estou condenado a lutar por mais recursos para a saúde pública brasileira”, afirmou. Segundo ele, o SUS caminha para ser um sistema de saúde pobre, subfinanciado para atender os pobres. “E isso é a mesma coisa que rasgar a Constituição Brasileira”, destacou. Para evitar esse problema, Temporão pediu para que o Congresso Nacional aprove a regulamentação da Emenda 29. “O mesmo Congresso que escreveu na Constituição que a saúde é direito de todos e dever do Estado agora tem uma nova responsabilidade: garantir ao Sistema Único de Saúde uma base estruturada de financiamento que lhe permita cumprir o que os próprios parlamentares escreveram”, ressaltou.
Segundo ele, com um acréscimo de R$ 10 bilhões no Orçamento da Saúde permitiria, entre outras ações:

 Recompor o valor de procedimentos da tabela do SUS e aumentar os tetos financeiros de estados e município;
 Ampliar o número de Equipes de Saúde da Família para 40.000
 Aumentar o número de Equipes de Saúde Bucal para 24.000 (70% da população coberta)
 Adquirir e custear 4.176 ambulâncias, 10 helicópteros e 14 ambulanchas para o SAMU;
 Implementar ao todo 500 UPAs no país;
 Chegar a 500 novos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOS);
 430 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
 500 equipes de internação domiciliar implementadas para cobertura de 50 milhões de pessoas;
 totalizar 19.400 o número de farmácias credenciadas ao Aqui tem Farmácia Popular
 20 novos Centros de Atenção de Alta Complexidade em Oncologia (CACONs)
 300 serviços de hemodiálise reestruturados (2.608 máquinas)
 342 novos serviços de cardiologia
 244 hospitais e unidades de saúde com obras retomadas ou iniciadas
*
*
*
*
Publicidade:

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: MITO E REALIDADE

Ricardo Barros*

No próximo dia 7 de setembro comemoraremos a independência do Brasil. Essa data é muito importante para o povo brasileiro, mas poucos cidadãos sabem o que de fato aconteceu naquele longínquo ano de 1822. Existem muitos mitos sobre a independência brasileira, alimentados pela mídia ou pelo senso comum.
O primeiro deles é considerar que a independência foi um fato isolado, um acontecimento heróico que teve na liderança de Dom Pedro a razão principal de sua existência. Muitos se esquecem de localizar a independência do Brasil como mais um capítulo da crise do antigo regime europeu e do antigo sistema colonial. Além disso, desde o século XVIII ocorriam diversas revoltas contra a metrópole portuguesa no Brasil, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, que colocavam em xeque o poderio português na sua colônia americana.
Desde a chegada da corte portuguesa, em 1808, já se pensava na emancipação de nosso país. Em 1815, o Brasil foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, e esse fato político por si só determinava uma nova condição para o país. Seguindo esse viés, o ano de 1822 foi uma etapa natural do processo de independência de uma nação submetida ao jugo de um povo europeu. Talvez essa visão heróica dos acontecimentos que envolveram o 7 de setembro tenha sido eternizada pela pintura de Pedro Américo, Independência ou Morte. O quadro nos mostra a figura de Dom Pedro ao centro, num ato bravo, declarando nossa emancipação política. Entretanto, é desconsiderado o fato de que o quadro foi uma encomenda do Imperador Pedro II, que queria eternizar aquele momento-chave para a história brasileira. Dizem que Pedro Américo teria se inspirado em Ernest Meissonier, o que era comum aos pintores da época. O quadro de Pedro Américo é quase uma cópia de Napoleão III na Batalha de Solferino.
O segundo mito sobre a independência brasileira é de que ela teria alterado muitas das características políticas, econômicas e sociais existentes na época. Isso não é verdade. A independência serviu para consolidar o modelo monárquico, agroexportador, baseado na mão- de-obra escrava negra e numa sociedade desigual, altamente concentradora de riquezas.
O terceiro mito é o de que não houve nenhuma participação popular no processo de independência. Isso também não é verdade. Houve guerras sim, em várias partes do país. Em províncias distantes do centro sul do Brasil, como Bahia, Cisplatina, Grão-Pará e Maranhão, os conflitos foram intensos e houve muitas mortes.
Enfim, o 7 de setembro se aproxima e devemos utilizar essa data para pensar em nossa nacionalidade, naquilo que produzimos de positivo para o mundo, mas também nos nossos problemas e lutar para solucioná-los a fim de deixarmos um país mais digno e honesto para as futuras gerações.

*Ricardo Barros é professor de História do Colégio Paulista (COPI). Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Bacharel em História e Licenciado em Pedagogia pela mesma universidade.
*
*
*
*
Publicidade: