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domingo, 1 de março de 2015

MAURICIO DE SOUZA PRESTA HOMENAGEM PARA O ATOR LEONARD NIMOY

O ator Leonard Nimoy faleceu hoje com 83 anos de idade. Um dos principais personagens da série Star Treck foi tema de um especial da Turma da Mônica chamado "Star Treco". O desenho brinca com os filmes longas da série que fizeram grande sucesso no cinema.

Fica aqui a homenagem do desenhista Mauricio de Sousa, também fã da série de TV e cinema.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

CALÇADOS PLÁSTICOS TRAZEM TENDÊNCIA DOS ANOS 60 E 70

Peças traduzem o naturalismo casual dos anos 70 e marcam presença com uma extravagância sofisticada na Coleção Outono Inverno 2015


A Indústria de Calçados Frad reuniou sua equipe de representantes para o lançamento da nova Coleção Outono-Inverno 2015 intitulada "Decor Mix".

As tendências de moda das décadas de 60 e 70 é que inspiraram a criação dos novos modelos. O animal print, bicos finos e o modelo clássico "Mary Jane" estão com presença marcante nos designs pontuados com a extravagância sofisticada nas cores e tons.






Para as crianças o conforto continua sendo a principal preocupação; as peças artesanais se misturam com as esportivas, trazendo florais leves, bolinhas e corações delicados para as meninas e listras, números e palavras de efeito para os garotos.

Os flocos aparecem com tons vibrantes para todas as idades, alegrando com o furta cor e o vermelho.




















terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Mesmo piorando o agro salva a balança comercial de colapso total em 2014

Por: Marcos Fava Neves e Rafael Bordonal Kalaki


O ano de 2014 é realmente para ser apagado na nossa história. Os indicadores de nossa economia se deterioraram fortemente, o valor da nossa moeda, retorno da inflação, o mar de lama da corrupção, grandes decepções no esporte, e o ano onde nossa população foi enganada a aceitar mais 4 anos de um Governo que entregou muito aquém das possibilidades.

Neste quadro de derrotas da sociedade brasileira, o agro de 2014 voltou a nos salvar de um colapso, pois o desempenho das exportações foi extremamente positivo, trazendo US$ 96,8 bilhões ao Brasil, mas o agro também perdeu: este valor foi 3,2% menor que o de 2013. O saldo foi de US$ 80,1 bilhões na balança comercial do agro, um valor também 3,3% menor que 2013.

Corroborando a difícil situação da economia brasileira, os demais produtos brasileiros fora do agro apresentaram queda de 9,7% nas exportações de 2014 (US$ 142,1 bi em 2013, para US$ 128,4 bi em 2014) e com esta queda, a participação do agro nas exportações brasileiras cresceu quase dois pontos, atingindo incríveis 43% do total.

Como a balança comercial brasileira, após seguidos anos de superávit, fechou 2014 negativa em quase US$ 4 bilhões, mais um pífio resultado entregue por esta gestão, se não fosse o agro, o Brasil teria um déficit de US$ 84 bi, estourando a inflação, acabando com o real e espalhando miséria. Mais um em que o agro salvou a economia brasileira, permitindo crescimento sustentável e distribuição de renda, programas sociais, inclusão, apesar de continuar sendo demonizado por parte dos ditos “movimentos sociais”, que preferem perpetuar o atraso e a miséria.

Os 10 produtos que mais contribuíram no aumento das exportações em relação a 2013 foram respectivamente: café verde (aumentou US$ 1,46 bilhão em relação a 2013), soja em grãos (US$ 465,1 milhões), carne bovina in natura (US$ 435,6 mi), couros/peles bovinos preparados (US$ 250,7 mi), algodão não cardado nem penteado (US$ 250,1 mi), carne suína in natura (US$ 219,2 mi), farelo de soja (US$ 213,4 mi), leite em pó (US$ 205,3 mi), outros couros/peles bovinos curtidos (US$ 205,2 mi) e celulose (US$ 112,5 mi). Estes 10 ganhadores foram responsáveis por um aumento de aproximadamente US$ 3,8 bilhões nas exportações do agro de 2014.

Os 10 principais produtos que diminuíram as exportações em relação a 2013 foram: milho (queda de US$ 2,37 bilhões), açúcar de cana em bruto (US$ 1,71 bi), álcool etílico (US$ 970,9 milhões), fumo não manufaturado (US$ 740,1 mi), açúcar refinado (US$ 669,6 mi), suco de laranja (US$ 329,3 mi), trigo (US$ 247,3 mi), óleo de soja em bruto (US$ 216,4 mi), carne de frango in natura (US$ 110,9 mi) e café solúvel (US$ 86,4 mi). Juntos estes produtos contribuíram para a redução nas exportações comparadas com 2013 na ordem de US$ 7,46 bilhões.

Os 10 principais países que mais cresceram suas importações do Brasil em 2014 foram: Rússia (US$ 899,1 milhões a mais que 2013), Alemanha (US$ 828,6 milhões), Vietnã (US$ 427,4 mi), Venezuela (US$ 413,3 mi), Índia (US$ 358,0 mi), Turquia (US$ 262,7 mi), Hong Kong (US$ 243,0 mi), Tailândia (US$ 212,8 mi), Itália (US$ 197,3 mi) e Indonésia (US$ 139,8 mi). Juntos, foram responsáveis pelo aumento de US$ 3,9 bilhões nas exportações. Por este números se percebe como o embargo russo às importações vindas dos EUA e Europa nos beneficiou.

O Brasil também perdeu vendas em alguns mercados, com destaque para Países Baixos (US$ 911,4 milhões a menos que 2013), China (US$ 815,9 mi), Coréia do Sul (US$ 717,9 mi), Japão (US$ 629,0 mi), Arábia Saudita (US$ 403,4 mi), Taiwan (US$ 372,7 mi), Marrocos (US$ 269,1 mi), África do Sul (US$ 240,6 mi), Ucrânia (US$ 232,8) e Colômbia (US$ 224,5 mi).

O que esperar para 2015? Temos o estímulo do clima e do câmbio, que parecem melhores, e os plantios foram bons. O petróleo mais barato também estimula o consumo das famílias no mundo, podendo refletir nos mercados de alimentos e até recuperação de preços das principais commodities puxados pelo consumo. Com estes impactos e quem sabe uma volta do crescimento da China nas importações do agro brasileiro, possamos finalmente em 2015 passar dos US$ 100 bilhões em exportações. Quem sabe um novo Governo tenha estímulo e possa despertar e contribuir na redução do custo Brasil, contribuindo com as exportações e a consequente geração e distribuição de renda.

Até o agro piorou neste tenebroso 2014, mas mesmo assim nossos produtores merecem amplo agradecimento da sociedade por nos salvarem de uma situação que seria muito pior que a observada sem a sua existência.


Marcos Fava Neves é Professor Titular da FEA-USP, Campus de Ribeirão Preto (favaneves@gmail.com)

Rafael Bordonal Kalaki é pesquisador da Markestrat (rkalaki@markestrat.org)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Crise hídrica estimula investimentos em energia limpa

Fundos de private equity já estão de olho em empresas brasileiras de fontes renováveis de energia


Com o colapso na captação de água e riscos no abastecimento e geração de energia elétrica, associado à crescente pressão contra as emissões de gases poluentes provocados pelo uso de combustíveis como petróleo e gás, a necessidade de o país voltar os olhos para as energias alternativas, como a solar e a eólica, é cada vez mais premente.

As empresas que compõem a cadeia de energia eólica e solar já sentiram o bom momento para expandir seus negócios e até os fundos de investimento se voltam para a expectativa de lucratividade do setor nos próximos anos.

“Parece que até agora padecemos de um imobilismo no planejamento energético. Ficamos acomodados, contando basicamente com as hidrelétricas. Mas o problema do baixo nível dos reservatórios de água mostra a urgência de se investir em fontes de energias alternativas, como a eólica e a solar. Por isso, empresas e investidores já estão de olho nesse futuro promissor”, destaca Rodrigo Bertozzi, CEO da B2L Investimentos S/A, especializada na mediação de negócios entre fundos e empresas.

O interesse em energias eólica e solar vem aumentando e deve ser ainda maior a partir de agora diante do acordo firmado recentemente entre os países – inclusive o Brasil – na Conferência do Clima (COP 20), no Peru, para reduzir as emissões de poluentes que causam o efeito estufa e o aumento das temperaturas no mundo.

“O acordo firmado em Lima e que deverá ser detalhado ainda este ano na COP 21, em Paris, sem dúvida vai ajudar no crescimento do uso de energia limpa no Brasil, o que vai beneficiar investimentos no setor, como já começamos a observar. Há boas perspectivas, diante da demanda crescente. Além disso, projetos de energia renovável têm um processo de implantação mais rápido, com a obtenção de licenças ambientais mais simples do que as térmicas e hidrelétricas”, informa a advogada Danielle Limiro, sócia da B2L, especialista em energia.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap), mais de 21% dos gestores estão com foco no setor de energia limpa; e o interesse já chegou também entre os fundos de venture capital.

“Investir em energia eólica e solar é cada vez mais promissor e, além disso, tem forte apelo social. É importante lembrar ainda que o avanço da tecnologia já possibilita ao setor a geração de uma energia limpa com muita eficiência”, afirma Limiro.

Hoje a energia gerada pelas hidrelétricas ainda corresponde a 80% da matriz energética brasileira, mas o Brasil já investe em fontes alternativas. A energia eólica é a que mais cresce atualmente, especialmente em estados do Nordeste. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), em seis anos a capacidade instalada deve aumentar quase 300%. O setor eólico deve passar dos atuais 3% da matriz energética brasileira para 8% em 2018.

O mercado de energia solar também já ganha visibilidade. O que mais se tem ouvido entre investidores, geradoras de energia e fabricantes de equipamentos é que “chegou a hora” da energia solar no Brasil. Em agosto passado, entrou em operação, em Tubarão (SC), a maior usina solar construída até agora no país, com capacidade para abastecer 2,5 mil residências. E o primeiro leilão de energia solar organizado em 2014 pelo Governo contratou 31 novos projetos, que devem gerar energia suficiente para abastecer mais de 900 mil residências.

Diante desse quadro, os casos de empresas de sucesso que estão surgindo no setor faz crescer a demanda por fundos com esse perfil, com especial atenção à cadeia de fornecimento de equipamentos de energia eólica.

“A indústria de private equity deve ter presença cada vez maior como fonte de investimento de capital para fomentar o crescimento das empresas de energias alternativas”, conclui o CEO da B2L.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

POVO BRASILEIRO É TRAÍDO NAS ELEIÇÕES 2014


O Brasil passa por momentos turbulentos durante as eleições de 2014. Após a contagem de votos das urnas eletrônicas, começaram a surgir nas redes sociais vídeos com denúncias de possíveis fraudes no equipamento. O que parecia ser um fato isolado, surpreendeu todos com o surgimento de novos casos em questão de poucas horas.

Vários eleitores foram avisados de que alguém já havia votado. Outro eleitor encontrou material das eleições descartado e jogado no meio da rua como se fosse lixo; mesários relataram que receberam urnas com votos já registrados.

Todos os relatos estão gravados em vídeo e podem ser vistos na página da rede social www.facebook.com/queromeuvotodevolta.

Os únicos países que ainda adotam a Urna Eletrônica como ferramenta eleitoral ainda são o Brasil e a Venezuela. Ao contrário do que os governos afirmam, já está comprovado que a URNA é totalmente vulnerável a erros.

Com o escândalo dos internautas e a pouca divulgação dos casos pela Grande Imprensa, a população está se organizando para novas manifestações no dia 01/11 pedindo o Impeachment da Presidenta. Em apoio, o Senador da República Mario Couto Filho entrou com um pedido de Impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, tendo como justificativa os abusos cometidos durante a administração do Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo o Senador, as altas taxas de impostos dos alimentos, que este ano somam aproximadamente R$2 Trilhões, como por exemplo uma taxa de 53% de imposto na gasolina, 78% nos perfumes, 48,28% nas contas de luz, 46,12% nas contas telefônicas, etc. Na Copa do Mundo, foram gastos R$20 bilhões, enquanto escolas e hospitais são precários. A perda das ações da bolsa da Petrobrás gerando uma dívida de R$345 bilhões; a dívida da Eletrobrás foi de R$19 bilhões, sem contar os R$80 milhões/ano perdidos em corrupção, fora o dinheiro que o Brasil manda para os países comunistas. Com esses valores seria possível construir 7.600 hospitais de grande porte; 760 mil escolas. Salientou durante o seu pedido, que Dilma Rousseff, não tomou iniciativa para investigar as irregularidades quando presidia o Conselho e tampouco depois de ser eleita Presidenta da República; a negociação da Petrobrás que resultou em uma operação desastrada do governo Petista reduzindo o valor de suas ações, entre outros desmandos governamentais.

A solução deste caso agora depende do Supremo Tribunal Eleitoral, justificar de maneira convincente as fraudes divulgadas pela população. A Assessoria de Imprensa disse que enquanto o STE não receber os processos judiciais não poderá manifestar-se.

Grupos estão se organizando para tomarem as medidas cabíveis em busca de respostas para mais esse escândalo brasileiro.



Jornalista Claudia Souza – MTB 50644/SP

Fontes: 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Orkut chega ao fim

Orkut chega ao fim nesta terça-feira: “falta de comprometimento do Google foi determinante”, analisa estrategista de marketing

Para Gabriel Rossi, a empresa não inovou e menosprezou a crescente popularidade do Facebook

O Google desativa nesta terça-feira, 30 de setembro, o Orkut - rede social que fez muito sucesso no Brasil e que estava em alta até agosto de 2011. Mas o que levou à morte da Orkut? Para o especialista em marketing Gabriel Rossi, diversos fatores levaram à queda de popularidade do Orkut. Entre eles está o fato de que a rede ficou parada, sem apresentar algo de novo para os usuários. “O Google menosprezou seu principal concorrente, o Facebook. Faltou comprometimento da empresa com seu produto”, afirma.

Segundo Rossi, em relação ao Orkut, o Facebook flexibilizou a navegação e melhorou a customização. “Sem falar que se tornou um fenômeno cultural na maioria dos países. A estratégia da rede social de Mark Zuckerberg sempre foi a de construir uma internet dentro da internet. E isto atrai os usuários, que encontraram várias vantagens no Facebook”, avalia.

O especialista também lembra que o Orkut não respeitou o conceito mais importante da web: autenticidade. “Havia um grande erro na concepção do Orkut: não se preocupar com a autenticidade dos perfis na rede. A quantidade de fakes desmoraliza o ambiente e cria uma massa grande de irrelevância e ofertas promocionais abusivas”.

Mas para ele o fator principal de queda do Orkut foi a linha seguida pelo Google. “A culpa é exclusivamente da falta de criatividade e dinamismo da organização com relação à identidade da rede social. O Google já não é uma empresa tão nova e sua missão como marca deixa bem claro a irrelevância do Orkut em sua estratégia corporativa – a de organizar a informação do mundo”, finaliza.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

56% das famílias brasileiras autorizam doação de órgãos

Dado inédito do Ministério da Saúde demonstra importância da família na hora da doação. Mais de 37 mil pessoas aguardam por um transplante no país.

O Ministério da Saúde quer aumentar a adesão das famílias brasileiras à doação de órgãos no país. Para tanto, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, lançou nesta quarta-feira (24), em Brasília, nova campanha publicitária de estímulo à doação, com foco na sensibilização das famílias sobre a importância da autorização para a retirada de órgãos, após a confirmação de óbito por uma equipe médica.

Atualmente, 56% das famílias entrevistadas em situações de morte encefálica aceitam e autorizam a retirada de órgãos para a doação. Para o ministério, esse percentual pode ser ainda maior, permitindo a realização de mais transplantes.

Confira a apresentação do ministro. 



Assista ao vídeo da campanha. 

Leia também: Ministério lança aplicativo que avisa famílias intenção de doar

O Brasil é o país latino-americano com maior percentual de aceitação familiar, ficando acima da Argentina (52,8%), Uruguai (52,6%) e Chile (51,1%). Os dados inéditos do Ministério da Saúde apontam para a importância da aceitação familiar na hora da doação.

Em 2013, das 7.767 entrevistas realizadas com potenciais doadores 4.318 resultaram em uma resposta positiva da família. Por região, o percentual de aceitação das famílias foi de 68,7% no Norte, 55,9% no Centro-Oeste, 58,2% no Sul, 54,3% no Sudeste e 52,2% no Nordeste.

Com o slogan ‘’Seja doador de órgãos e avise sua família. Sua família é a sua voz”, a campanha é destinada, especialmente, aos familiares de pessoas que manifestaram em vida a vontade de ser um doador de órgãos. A iniciativa pode ampliar ainda mais a realização de cirurgias que salvam vidas e diminuem a permanência do paciente na lista de espera. “Nós podemos dobrar o número de doadores se ampliarmos a adesão das famílias. Já chegamos a um patamar importante, mas é preciso avançar.

Nós temos capacidade de diminuir ainda mais a lista de espera por transplantes, temos serviços estruturados em todo Brasil, com capacidade de fazer as cirurgias e de oferecer medicamentos. Temos serviços prontos e com qualidade, no entanto, precisamos aumentar a doação de órgãos. Por isso, dependemos da elevação da taxa de doações e do sim das famílias, em uma ação de solidariedade”, reforçou o ministro da Saúde,

Arthur Chioro, durante a solenidade de lançamento da nova campanha. Levantamento do Ministério da Saúde demonstra que o Brasil reduziu a quantidade de pessoas que aguardam por um transplante de órgão, nos últimos cinco anos. De acordo com dados do primeiro semestre de 2014, 37.736 pessoas estão na lista de espera, contra 64.774 em 2008 – o que representa uma queda de 41,7%. Essa redução está associada ao aumento de doadores efetivos no país, que subiu de 1.350, em 2008, para 2.562, em 2013, representando crescimento de 89,7%. No mesmo período, também houve crescimento do indicador de doador por milhão de habitante, passando de 5,8 para 13,4, representando incremento de 131%. “Tivemos um crescimento de 90% nos últimos cinco anos no número de doadores absolutos e com isso conseguimos reduzir muito a lista de espera.

Em 2014, a expectativa é que o Brasil praticamente atinja a meta de 14 doadores por um milhão de habitantes – o colocará o país no mesmo patamar de outras nações que são referência na doação de órgãos”, ressaltou o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Heder Murari. No primeiro semestre de 2014, o país já realizou 11,4 mil transplantes. Desse total, foram 6,6 mil cirurgias de córnea, 3,7 mil de órgãos sólidos (coração, fígado, rim, pâncreas, rim/pâncreas e pulmão) e 965 de medula óssea. Em 2013, o Brasil fechou o ano com 23.457 realizados, 11,5% a mais do que em 2010 (21.040). O lançamento da campanha de estímulo à doação de órgãos e o balanço de transplantes foram divulgados nesta quarta-feira (24), no Memorial JK, em Brasília, durante solenidade que antecede o Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado em 27 de setembro.

PARCERIA – Em 2013, o Ministério da Saúde firmou Acordo de Cooperação Técnica com as cinco maiores empresas aéreas do país, para efetuar o transporte de órgãos e tecidos, em todo território nacional. A partir da parceria, houve aumento de 136% na quantidade de voos que transportaram órgãos, equipes e insumos, passando de 2.568, em 2012, para 6.064, em 2013. Neste ano, já são 2.672 voos realizados, somente no primeiro semestre. Para ter ideia da evolução, comparada aos 67 voos realizados em 2000, a quantidade registrada em 2013 foi 90 vezes maior.

REDE – O Brasil conta com uma rede integrada de serviços de transplantes em 26 estados e no Distrito Federal (DF), sendo 27 Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos, além de câmaras técnicas nacionais, 481 Centros de Transplantes, 1.180 equipes de Transplantes e 67 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs). Para expandir a rede de atendimento em transplantes, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,4 bilhão em 2013. Esses recursos concentram-se na realização das cirurgias e em todo o processo que garante o sucesso do transplante, como incentivo à doação e captação de órgão, uma rede de informação bem articulada em todo o país, oferta de medicamentos, exames e acompanhamento dos pacientes. Referência mundial no campo dos transplantes, o Brasil realiza 95% dos procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do maior sistema público de transplantes do mundo. Importante ressaltar que o país se destacou mundialmente em número e em qualidade de registro de doadores voluntários de medula óssea, passando de 30 mil doadores para 3,2 milhões de doadores nos últimos dez anos. Em 2012, o MS liberou incentivos para hospitais que realizam transplantes, além do pagamento dos procedimentos. Com as novas regras, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes podem receber um incentivo de até 60%. Para os que fazem três tipos de transplantes, o recurso será de 50% a mais do que é pago atualmente. Nos casos das unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante, será pago 40% e 30% acima do valor, respectivamente. Desde 2003, o Ministério da Saúde investe em pesquisas envolvendo transplantes. Entre 2003 e 2013, o MS fomentou 29 pesquisas com seres humanos, totalizando um investimento de R$ 4,4 milhões.

CAMPANHA – A campanha publicitária com a mensagem-chave “Sua família é a sua voz” pretende sensibilizar as famílias e os doadores de órgãos quanto à importância do diálogo sobre esta decisão. Serão distribuídos 120 mil cartazes e 470 mil folders em companhias aéreas, postos de pedágio e na rede do Sistema Único de Saúde. Foram produzidos ainda uma peça para a TV com duração de um minuto – também com versão em 30 segundos – e três spots de 30 segundos para rádio. A campanha terá um ano de duração, com concentração entre os dias 24 e 27 de setembro, e tem o apoio dos veículos de comunicação.