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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Linha de crédito destina R$ 500 milhões para Santas Casas e Hospitais Filantrópicos

O Ministério da Saúde e o BNDES criaram o incentivo, que deve propiciar capital de giro para obras, modernização tecnológica e capacitação de pessoal, entre outros

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou no XX Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília, a criação de uma linha de crédito de R$ 500 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para esse tipo específico de estabelecimento de saúde. A novidade faz parte do Programa BNDES de Apoio às Instituições de Saúde, o BNDES Saúde, que acaba de ser desenvolvido pela Secretaria Executiva do ministério e pelo banco de fomento. O ministro ainda assinou no evento, na noite desta terça-feira (17), a Portaria que regulamenta o processo de concessão e renovação dos certificados das entidades privadas sem fins lucrativos no âmbito do Ministério da Saúde.

A nova linha de crédito do BNDES Saúde deve propiciar capital de giro para obras civis, aquisição de softwares, máquinas e equipamentos, além de treinamento de pessoal, entre outras alternativas. O objetivo é fortalecer a capacidade de atendimento, modernizar e melhorar a gestão das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos que ofereçam 60% de seus serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Esses estabelecimentos de saúde destinam hoje 121 mil leitos ao SUS, entre os 366,8 mil existentes em todo o país. Ou seja, representam 32,9% dos leitos do SUS no Brasil. Somente em 2009, o Ministério da Saúde repassou R$ 7,2 bilhões às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, para custeio à realização de procedimentos ambulatoriais e hospitalares, incluindo exames, consultas e cirurgias. É um aumento de 63,3% em relação aos repasses do ano de 2004.

O número de consultas especializadas (em oftalmologia, cardiologia e oncologia, por exemplo) realizadas nesse tipo de estabelecimento de saúde cresceu mais de 10 vezes nos últimos seis anos. Em 2004, foram realizadas 1.106.967 de consultas especializadas. Já em 2009, o número de consultas desse tipo foi de 11.595.827. Por isso, a preocupação do governo federal em criar incentivos aos estabelecimentos que prestam efetivamente serviços pelo SUS.

Para a efetivação prática do BNDES Saúde, será firmado um Protocolo de Ação Conjunta entre o Ministério da Saúde e o BNDES, que já trabalhavam desde o ano passado no BNDES Saúde. A previsão de assinatura é de três semanas.

A PORTARIA – Também no XX Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, o ministro Temporão assinou a Portaria que regulamenta o Decreto Presidencial de 20 de julho deste ano, para a concessão de certificados das entidades sem fins lucrativos que prestam assistência à saúde. Entre as questões definidas na Portaria para a concessão, há a exigência de contrato entre as filantrópicas e o gestor local do SUS. Esse contrato formaliza a relação entre gestor e prestador de serviços, definindo as responsabilidades de ambas as partes.

Além dos atendimentos hospitalares prestados pelas entidades filantrópicas aos usuários do SUS, também serão considerados os atendimentos ambulatoriais prestados. Ou seja, para serem certificadas ou obterem a renovação do certificado, essas instituições passam a somar os procedimentos realizados em âmbito ambulatorial aos de hospitalização, de forma a poder comprovar o percentual mínimo de 60% de serviços oferecidos pelo SUS. Antes da regulamentação, esse critério (do percentual de 60%) incidia somente sobre o atendimento hospitalar.

O processo de certificação pelo Ministério da Saúde contará com o assessoramento de um comitê específico, no qual participarão, entre outros, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS). A Portaria é resultado de um consenso entre o ministério e representantes das entidades da área.

O XX Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos dura até esta quinta-feira (19).

Saúde investe R$ 412 milhões e amplia tratamentos de câncer no SUS‏

Medidas prevêem inclusão de nove novos tratamentos e o aumento do valor de outros 66 procedimentos de radioterapia e de quimioterapia.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou em 25/8 a liberação de R$ 412,7 milhões para serem investidos na reestruturação da assistência em oncologia – especialidade dedicada ao tratamento de câncer – no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão incluídos nove novos procedimentos para o tratamento do câncer de fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. O pacote de medidas também prevê ampliação, em até 10 vezes, do valor pago por 66 procedimentos já realizados.

“Esta é a maior mudança na atenção oncológica desde 1999, quando foi instituída a nova política para o setor. As alterações vão impactar de forma muito positiva na qualidade do atendimento dos 300 mil brasileiros que todos os anos acessam o Sistema Único de Saúde para o tratamento do câncer”, ressaltou o ministro, durante a assinatura das duas portarias que reestruturam o setor e permitem a liberação de recursos a estados, Distrito Federal e municípios. “Esses investimentos a mais projetam o gasto global do Ministério da Saúde para o tratamento dessa doença para R$ 2 bilhões”, afirmou.

Os recursos também permitirão a adequação das condições de internação para pacientes com leucemia e a ampliação do atendimento em hospitais-dia (modalidade assistencial em regime diário de internação), agilizando a atenção ao paciente. O aporte financeiro corresponde a um valor extra de 25% do total investido no tratamento do câncer no ano passado (que foi de R$ 1,6 bilhão). Esses recursos serão repassados anualmente. O câncer (somados os quase 100 tipos) é o segundo grupo de doenças que mais matam no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

A aprovação dos novos valores vai permitir que esquemas quimioterápicos recentes, que adotam novos medicamentos, possam ser adquiridos e fornecidos pelos hospitais habilitados no SUS para tratar o câncer. “Estas mudanças permitem remunerar melhor os procedimentos, como também que novas técnicas e novas tecnologias sejam colocadas à disposição dos pacientes”, observou o ministro. “Permitem, por exemplo, a utilização no SUS de novas drogas, como o Rituximabe (nome comercial Mabthera), medicamento indicado para linfoma”.

O Rituximabe, após negociação do Ministério da Saúde com o laboratório produtor, teve o seu valor reduzido drasticamente em casos de aquisição por serviços públicos. Em junho deste ano, o ministério também havia firmado um acordo com o produtor de outro medicamento utilizado no tratamento do câncer, o Glivec, o que possibilitará a economia de R$ 400 milhões em dois anos e meio para os cofres públicos.

O Ministério da Saúde também está colocando em consulta pública cinco diretrizes diagnósticas e terapêuticas: para o tratamento de câncer no intestino, pulmão e fígado, além do linfoma difuso de grandes células e do tumor cerebral. As modalidades terapêuticas já estão vigentes, mas ficarão em consulta pública por 40 dias, permitindo que a comunidade científica apresente propostas e sugestões a elas.

MEDIDAS – Os recursos anunciados serão utilizados para aumentar o valor de 66 procedimentos – 20 radioterápicos e 46 quimioterápicos – de um total de 155. No orçamento de radioterapia, serão injetados mais R$ 154 milhões – totalizando R$ 318 milhões (valor 94% superior ao aplicado em 2009). Um tipo de braquiterapia (tratamento na qual o material radioativo é colocado diretamente em contato com o tecido do tumor) terá reajuste superior a 200%.

Na quimioterapia, os valores investidos serão ainda maiores. Os procedimentos quimioterápicos terão um aporte anual de R$ 247 milhões. Com isso, os valores gastos passarão de R$ 1,25 bilhão, em 2009, para R$ 1,5 bilhão em 2011. A sessão de quimioterapia de leucemia linfótica crônica, linha 1, por exemplo, foi reajustada em 765%. O novo valor custeado pelo SUS é de R$ 407,50. Antes, era de R$ 47,10.

Dos nove novos procedimentos que passarão a compor a assistência oncológica no SUS, três são para o tratamento de câncer de fígado, um para radioterapia e outros cinco se referem à quimioterapia utilizada para pacientes com câncer de mama, linfoma e leucemia aguda.

A reestruturação dos tratamentos oncológicos, resultado negociação com as entidades do setor, também prevê a redução do valor de 24 procedimentos quimioterápicos. O reajuste se deu em razão da diminuição do preço desses medicamentos no mercado brasileiro.

Todas estas medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde foram discutidas e formalizadas em conjunto com as entidades do setor, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e a Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (ABIFICC).

FOCO – No pacote de medidas, o Ministério da Saúde também mudou regras de internação para o tratamento de câncer. Pacientes com leucemia, por exemplo, terão acesso facilitado a leitos, pois passarão a ser atendidos na modalidade de Hospital-Dia. Antes, o paciente poderia já estar apto para receber alta, mas uma série de procedimentos burocráticos impedia a liberação dele. Como o atendimento será no Hospital-Dia, a internação dura o número de dias necessário para a recuperação.

Outro exemplo das mudanças nas regras é a biópsia de medula óssea. Ela já existia na tabela do SUS, mas agora se tornou um procedimento principal. Na prática, isso significa que o paciente não precisa estar internado por outro motivo para ser submetido a essa biópsia. Além disso, o valor deste procedimento foi reajustado de R$ 46,28 para R$ 200.

AVANÇOS – Nos últimos dez anos, o investimento do governo federal no tratamento de pacientes com câncer praticamente triplicou. Somente em 2009, foi gasto R$ 1,4 bilhão para o atendimento de quimioterapia e radioterapia na rede pública. Em 1999 - quando o atual formato de procedimentos oncológicos foi implantado – foram investidos R$ 470,5 milhões. A previsão do governo federal é que, com os investimentos anunciados hoje, os recursos aplicados em 2011 ultrapassem os R$ 2 bilhões.

No SUS, os serviços oferecidos garantem assistência integral e gratuita aos pacientes, de consultas e exames a procedimentos cirúrgicos, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia. “O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento que dispõem de uma rede integrada de atenção oncológica, que pensa esta questão desde a prevenção e da promoção da saúde ao atendimento e recuperação”, acrescentou o ministro Temporão. “Evidentemente que temos de avançar, aperfeiçoar e expandir esta rede cada vez mais”.

Hoje, o sistema público de saúde conta com 276 serviços especializados no tratamento oncológico. O ministro anunciou, no evento, que ainda este ano estão entrando em funcionamento no país mais quatro desses serviços especializados. Todos os 26 estados e o Distrito Federal contam hoje com pelo menos um hospital habilitado em Oncologia.

Sanavita lança Colágeno em doses individuais

Praticidade garante consumo diário ideal da proteína para quem está em busca de beleza e saúde da pele, cabelos e unhas

Com o sucesso do Colágeno Hidrolisado em pó a Sanavita, indústria especializada na ciência em alimentos, lança no mercado uma nova versão do seu produto, agora em porções individuais.

A embalagem de 100g, com 10 saches de 10g cada, garante que o consumidor ingira a quantidade ideal defendida pelos estudos científicos que avaliam os efeitos da proteína para a saúde e beleza. “O alimento tem apenas 35 Kcal e pode ser misturado em água, leite desnatado, leite de soja, vitaminados e iogurtes”, afirma Andrea Dario Frias, PhD em nutrição e coordenadora do Centro de Pesquisa Sanavita.

Ao contrário de cápsulas que possuem miligramas da proteína, o Colágeno Hidrolisado da Sanavita contém 9g dessa proteína pura por porção.

Indicado tanto para homens como mulheres, o alimento é uma excelente alternativa para quem está em busca do revigoramento da pele, unhas, cabelos e saúde das articulações, sendo também procurado por quem deseja repor essa proteína cuja produção diminui consideravelmente com o passar dos anos.

O produto é o único do mercado brasileiro enriquecido com zinco e vitaminas A, C e E. Esses micronutrientes além de potencializar a síntese do colágeno apresentam função antioxidante, agindo contra a formação de radicais livres que provocam danos às células e aceleram o envelhecimento.

Ficha técnica
Colágeno Hidrolisado Sanavita®
Como usar: adicione 10g (1 sache) em 200ml de água ou outras bebidas de sua preferência.
Calorias: 35 kcal/porção
Preço sugerido: R$ 21,60 - Caixa com 100 gramas. (Rende 10 porções)

O Colágeno Hidrolisado e outros produtos da Sanavita podem ser adquiridos na loja virtual http://www.sanavita.com.br/, em pontos de venda de todo o Brasil ou ainda pelo fone 0800 0554 414.

MINISTÉRIO DA SAÚDE INVESTE R$200 MILHÕES NO SETOR DE HEMODIÁLISE

Quatro procedimentos de Terapia Renal Substitutiva terão aumento de 7,5% no valor da sessão. Medida amplia oferta de serviços no SUS

A partir do próximo dia 1º, os serviços de hemodiálise em todo o país terão garantidos um incremento de aproximadamente R$ 200 milhões do orçamento do Ministério da Saúde. A medida beneficiará diretamente cerca de 70 mil doentes renais atualmente atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos serão liberados por meio de portaria que será publicada na próxima semana e serão destinados ao reajuste de 7,5% no valor das sessões de hemodiálise como também à ampliação da oferta dos serviços na rede de saúde.

Os investimentos do governo federal no setor de hemodiálise foram anunciados pelo Ministério da Saúde durante encontro, na tarde desta quinta-feira (9), entre representantes do ministério, da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e da Associação Brasileira dos Centros de Diálises e Transplantes (ACDT). Para o reajuste no valor das sessões serão destinados R$ 122 milhões por ano.

O restante do investimento (cerca de R$ 78 milhões) será aplicado no chamado “encontro de contas”; isto é, na rechecagem da produção de hemodiálises pelos serviços habilitados em todo o país. “As medidas têm o objetivo de identificar a real demanda por este tipo de procedimento e, a partir disso, ampliarmos e aprimorarmos os atendimentos”, explica o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Alberto Beltrame. Todo ano, o SUS absorve cerca de cinco mil novos doentes renais.

REAJUSTES – Os percentuais de reajuste nos serviços de hemodiálise foram definidos a partir de negociações com as entidades representativas do setor e com base em parâmetros obtidos a partir de estudo técnico realizado pelo Ministério da Saúde. O aumento em 7,5% incidirá nos valores de quatro procedimentos.

Todos eles referem-se à tabela da Terapia Renal Substitutiva (TRS). São dois procedimentos de hemodiálise realizados de uma a três vezes por semana. Essas sessões passarão a custar R$ 155. Os outros dois procedimentos de hemodiálise que sofrerão reajuste estão relacionados ao tratamento de pacientes portadores de HIV. Nestes casos, os valores aumentarão de R$ 213,76 para 229,79.

“Este investimento é resultado de um grande esforço orçamentário do Ministério da Saúde”, afirma o secretário Alberto Beltrame que, durante o encontro com representantes da SBN e da ABCDT, destacou a importância da manutenção do diálogo entre o governo e o setor para a permanente qualificação dos serviços de hemodiálise no país. As entidades que participaram do encontro aprovaram os investimentos anunciados e reconheceram a dedicação e a transparência do ministério no processo de negociação.

ESTUDO – A análise realizada pelo Ministério da Saúde para a definição técnica do reajuste de 7,5% no valor dos procedimentos é resultado de consultas a cerca de 20% do total de clínicas (aproximadamente, 630) que atualmente estão habilitadas para oferecer serviços de hemodiálise por meio do SUS. As unidades preencheram um questionário que avaliou desde aspectos gerais dos serviços (tamanho, localidade, instalações/equipamentos, aquisição de insumos/escala de atendimento, tributação) até o custo deles com recursos humanos.

O levantamento feito pelo ministério é um recorte de um grande estudo sobre o setor que está sendo realizado pelo Ibope em parceria com o Hospital Oswaldo Cruz. A expectativa é que esse amplo diagnóstico seja concluído até o final deste ano.

IMPACTO– Somente em 2009, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,6 bilhão nos serviços de hemodiálise pelo SUS. Este valor corresponde a um acréscimo de 141% em relação a 2001. Com os R$ 200 milhões de incremento, o investimento do governo federal no setor chegará a R$ 1,8 bilhão.

A rede pública conta com cerca de 630 serviços habilitados para o atendimento a doentes renais, que recebem atendimento integral e gratuito. Em 2004, eram 483 unidades. Todos os estados e o Distrito Federal têm pelo menos um serviço habilitado.

Ministério da Saúde incentiva “pré-natal masculino”‏

Médicos do SUS orientam pais a realizarem exames durante gestação da parceira.

Depois de ampliar o acesso da população masculina à rede de saúde, a Política Nacional de Saúde do Homem – que este ano completa um ano – tem agora um novo desafio. Paralelamente às ações de incentivo ao aumento da quantidade de procedimentos urológicos no Sistema Único de Saúde (SUS) – como exames e cirurgias de próstata, vasectomia e fimose – a Política vai estimular os futuros pais a fazerem um check up durante o pré-natal da parceira.
A ideia é que os profissionais de saúde aproveitem o momento em que o homem está mais sensível – às vésperas de ser pai – para incentivá-lo não só a acompanhar as consultas durante os nove meses de gestação da parceira como também a realizarem exames preventivos. O princípio é: ele precisa se cuidar para cuidar da família. “É uma estratégia que estamos difundindo entre as secretarias municipais de Saúde”, informa José Luiz Telles, diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dapes) do ministério, área responsável pela Coordenação de Saúde do Homem.
Às 18h desta terça-feira (14), em Brasília, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, encerra o I Seminário Internacional de Saúde do Homem nas Américas. Promovido pelo ministério, o encontro começou segunda-feira (13), no Palácio do Itamaraty. O objetivo é estabelecer uma agenda comum de cooperação internacional para estimular os homens a se envolverem nos cuidados preventivos com a saúde.
Participam do seminário autoridades e especialistas do Brasil e de mais 14 países. Durante o encontro, também serão apresentados exemplos de ações positivas implementadas no país com o objetivo de atrair os homens aos serviços de saúde.

EXEMPLOS – O Ministério da Saúde apoia diferentes iniciativas locais de “pré-natal masculino”. Em Ribeirão Preto (SP), profissionais do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) incentivam os futuros pais a realizarem exames para diagnóstico precoce e tratamento de doenças que podem afetar a saúde da mulher e, por consequência, a do bebê.
As ações são desenvolvidas no campus da USP em Ribeirão Preto. O principal objetivo é combater Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), por meio de exames de sífilis, HIV e hepatites virais B e C. Na oportunidade, médicos também diagnosticam hipertensão arterial, diabetes e colesterol. Além disso, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Ribeirão Preto promovem reuniões mensais com os casais para informá-los sobre as alterações que podem ocorrer com a mulher e entre o casal durante a gravidez e o nascimento do filho.
“Consciente dessas mudanças, o homem tende a ficar mais compreensível com a parceira e entender melhor seus próprios sentimentos – o que reduz, inclusive, a violência doméstica”, destaca o diretor da faculdade de medicina da USP em Ribeirão Preto, Geraldo Duarte, responsável pela implementação do projeto no município. “Com isso, aumenta-se o vínculo entre a gestante e o companheiro e também entre ele e o filho”, completa.
Para realizar o trabalho com os homens, os médicos do hospital universitário foram capacitados a abordá-los de maneira acolhedora. A mulher é convocada a ir com o parceiro à primeira consulta do pré-natal, quando o médico prescreve exames para o homem e o convida a participar das reuniões de esclarecimentos e orientações.
Em Várzea Paulista (SP), a Secretaria Municipal de Saúde desenvolve um programa semelhante. Mas, com um diferencial: a realização de oficinas para os homens aprenderem a cuidar do bebê. Campinas também usa a estratégia. E em São José do Rio Preto (SP), o “pré-natal masculino” está previsto em lei municipal. 
No Rio de Janeiro (RJ), a Secretaria Municipal de Saúde promove ações junto aos médicos da rede pública para que eles estimulem os futuros pais a cuidarem da saúde. O projeto foi batizado de Unidade de Saúde Parceira do Pai e tem como foco a sensibilização das unidades de saúde para que, gradativamente, elas ampliem as oportunidades de envolvimento e preocupação dos homens com a saúde deles e da família.

DOENÇAS –Considera-se que, por motivos culturais, os homens têm mais resistência a procurarem cuidados médicos e terem atitudes preventivas com relação a problemas de saúde. Segundo estudos do Ministério da Saúde, a população masculina geralmente procura os serviços de saúde por meio da atenção especializada, já com o problema de saúde detectado e em estágio de evolução.
Muitos deles também não seguem os tratamentos recomendados. Indicadores mostram que os homens têm hábitos de vida menos saudáveis e estão mais suscetíveis a fatores de risco para doenças crônicas.
“Eles utilizam mais álcool e outras drogas em maior quantidade do que as mulheres, não praticam atividade física com regularidade e se alimentam pior. Estão também mais expostos a acidentes de trânsito e de trabalho. Por isso, apresentam mais problemas de saúde do que elas e vivem, em média, 7,6 anos menos”, explica o diretor José Luiz Telles.
As internações de homens por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de álcool representam 20% de todas as internações no SUS. Eles apresentam, entre outros problemas, mais doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diabetes e hipertensão.

Saúde propõe plano para minimizar carência de profissionais no interior do país

Comissão especial instalada nesta quarta-feira (15) tem prazo de 90 dias para elaborar a proposta de plano de carreira para profissionais do SUS

Para minimizar a carência de profissionais na atenção básica em municípios de difícil acesso e em áreas como as periferias das grandes cidades, o Ministério da Saúde instalou nesta quarta-feira (15) a Comissão Especial para a Elaboração de Proposta de Plano de Carreira no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é atacar de imediato um dos mais sérios problemas hoje existentes na rede pública: a falta de profissionais de saúde em algumas localidades. A comissão especial – da qual fazem parte representantes das três esferas de governo e de entidades representativas dos profissionais – tem 90 dias para finalizar uma proposta de plano de carreira.

Durante a reunião inaugural da comissão, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou que incentivos como a oferta de altos salários em pequenos municípios têm se revelado insuficientes ante a sensação de desamparo, solidão e isolamento dos profissionais que tentam trabalhar nessas áreas. O impacto disso se mostra, por exemplo, na escassez de profissionais para compor equipes de Saúde da Família. Para a prevenção de doenças e promoção à saúde, essas equipes são fundamentais, já que visitam regularmente as casas das pessoas ou as recebem nos postos de saúde.

“Estamos olhando não apenas para municípios muito distantes – onde essa questão, por exemplo, na Amazônia Legal é muito complexa - mas também para as grandes regiões metropolitanas que sofrem com esse tipo de problema numa outra dimensão, numa outra perspectiva”, reforçou o ministro.

Fatores como a formação que ainda leva em conta o hospital como centro do sistema, a incapacidade de geração de sustento permanente, o desaparelhamento de unidades de saúde instaladas em locais inóspitos, a falta de perspectiva de progresso funcional, a violência, a insegurança sobre a qualidade da educação dos filhos e a falta de acesso facilitado a bens, serviços e lazer são alguns dos principais pontos que desestimulam os profissionais a atuar justamente nos locais onde eles são mais escassos.

É sobre esses fatores que a Comissão Especial para a Elaboração de Proposta de Plano de Carreira no SUS vai se ater para encontrar soluções e atrativos à atividade no interior do Brasil, na periferia dos grandes centros e em locais com índices elevados de violência.


REALIDADE MUNDIAL – O que acontece hoje no Brasil não é fato isolado. “Este tema é tão importante que agora, na reunião dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio em Nova Iorque, que acontecerá daqui a uma semana, na Cúpula do Milênio, vai ser publicado um estudo que estima uma carência de mais de 4 milhões de profissionais de saúde nos próximos 10 anos em todo o mundo. Isso é um problema que acomete todos os países. É claro que com suas características e especificidades distintas”, acrescentou o ministro Temporão.

Experiências em curso em outros países serão analisadas pela Comissão Especial para a Elaboração de Proposta de Plano de Carreira no SUS. Alguns exemplos dessas iniciativas são o recrutamento de estudantes em áreas rurais, escolas e residências rurais (Canadá, Austrália e África do Sul); a criação de uma nova categoria profissional, como a de técnicos em medicina e técnicos em cirurgia (Estados Unidos, Etiópia e Moçambique); experiência de alta remuneração aos medidos rurais, mais até que a do ministro da Saúde (Tailândia); e o serviço civil obrigatório como pré-requisito ao emprego público e para residências (na América Latina).

No Brasil, há uma má distribuição de médicos, odontólogos e enfermeiros pelo território. Este é um tema que tem atraído a atenção do Ministério da Saúde, tanto que a iniciativa de criar a Comissão Especial não é uma medida isolada. Ela se soma à decisão do governo federal de abater dívidas de estudantes da área médica no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) para quem presta serviços em locais com carência de profissionais.

Com o Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência), o governo federal também ofereceu recentemente mais bolsas de residência médica em áreas definidas como prioritárias para o SUS e carente de determinados especialistas.

Destaca-se ainda o Telessaúde Brasil, que oferece às equipes de Saúde da Família a segunda opinião formativa, de forma remota, utilizando as tecnologias de informação e comunicação. Em dois anos desde o início do funcionamento do programa já foram implantados 9 Núcleos de Telessaúde, distribuídos pelas cinco regiões do país, com 1.054 pontos em Unidades de Saúde da Família.

Pediatria da UNICID oferece tratamento gratuito para obesidade infantil‏

Ambulatório de pediatria da UNICID oferece tratamento gratuito para obesidade infantil

Considerada o maior problema de saúde pública no mundo, a obesidade já atinge de uma em cada três crianças de 5 a 9 anos, no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a professora do curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID, Rita de Cassia Viegas Lins Soares, o padrão alimentar inadequado associado à inatividade física foram preponderantes para que a taxa nessa faixa etária tenha triplicado desde os anos 70.

Para orientar os pais sobre os riscos e tratamento da obesidade, o recém-inaugurado Ambulatório de Pediatria, Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) oferece atendimento gratuito a crianças que estão acima do peso. O serviço é realizado no campus da Instituição, no bairro do Tatuapé, em São Paulo. Os pais interessados no atendimento para diversas especialidades, além de endocrinologia, podem obter mais informações pelo telefone (11) 2178-1240. As consultas são realizadas de segunda e quarta-feira, das 13h30 às 16h30 e são acompanhadas por uma equipe composta pelos professores Walter Perez Scaranto, Rita de Cássia Soares e Juang Horng Jyh, além de alunos do curso de Medicina. Podem participar crianças de 0 a 16 anos.
No primeiro contato, são realizadas entrevistas sobre os hábitos alimentares da família, a pratica de atividades físicas e se há existência de doenças freqüentes associada a obesidade (hipertensão, distúrbios lipídicos, diabetes, entre outras), além da rotina da família. Em seguida, o menor, sempre acompanhado de seu responsável, é submetido a um exame físico completo.
A partir daí, a equipe elabora em um gráfico padronizado para mensurar grau de obesidade, solicita exames laboratoriais para rastrear as complicações da obesidade e monta um cardápio individualizado para a criança seguir. “Tentamos reduzir a alimentação lentamente para que se obtenha uma reeducação alimentar, mostrando a importância de se alimentar de tudo, mas em menores quantidades”, explica a pediatra Rita de Cássia Soares. Segundo ela, é importante cuidar da alimentação desde cedo. “Uma criança gorda tem mais chances de se tornar um adulto obeso e desenvolver no futuro problemas ligados à obesidade, como doenças cardiovasculares”, explica.

SERVIÇO

LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS - UNICID
Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h
Endereço: Rua Melo Peixoto, 1.243, Tatuapé – São Paulo – SP.

Universidade Cidade de São Paulo
Rua Cesário Galeno, 448/475, Tatuapé – São Paulo – SP.
Tel.: 11 - 2178 1212 - http://www.unicid.br/