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quarta-feira, 26 de março de 2025

Senador Marcos do Val Denuncia Suposta Invasão do STF ao Senado Federal e Aponta Crimes de Alexandre de Moraes




    Em um vídeo divulgado em seu canal no YouTube, o senador Marcos do Val fez graves denúncias sobre uma suposta ação ilegal do Supremo Tribunal Federal (STF), liderada pelo ministro Alexandre de Moraes, na apreensão de equipamentos pertencentes ao Senado Federal. O senador alega que a operação configurou uma violação da separação dos poderes, abuso de autoridade e até mesmo peculato, além de expor suas preocupações com a segurança pessoal.

A Apreensão e a Denúncia de Subtração de Patrimônio Público


    Do Val relata que, após uma decisão judicial, compareceu à Polícia Federal para recuperar equipamentos eletrônicos apreendidos em uma operação anterior, relacionada às investigações sobre os atos de 8 de janeiro. No entanto, ao receber os materiais, constatou que não se tratava apenas de seus pertences pessoais, mas sim de equipamentos de uso institucional do Senado Federal, incluindo um HD, um computador e um pen drive.

    O senador enfatiza que os equipamentos estavam lacrados e identificados com etiquetas do Senado Federal, o que comprovaria que a apreensão recaiu sobre bens públicos, e não sobre seus bens particulares. Do Val acusa o ministro Alexandre de Moraes de "furtar" equipamentos do Senado, configurando, segundo ele, o crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal.

    Violação da Separação dos Poderes e Abuso de Autoridade


    Além da questão do patrimônio público, o senador alega que a operação representou uma grave violação da separação dos poderes, princípio fundamental da Constituição Federal. Ele argumenta que o ministro Alexandre de Moraes determinou uma busca e apreensão dentro do Poder Legislativo sem a devida autorização da Casa Legislativa, configurando uma interferência indevida no funcionamento de outro poder.
    
    Do Val também aponta para o descumprimento de um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que teria indeferido o pedido de busca e apreensão. Segundo ele, a jurisprudência do STF determina que as decisões da PGR devem ser acatadas, especialmente quando se trata de autoridades com foro privilegiado.

    O senador classifica a operação como um "grave abuso de autoridade", citando diversos artigos da Lei nº 13.869/2019, que tipificam crimes como invadir ou apreender documentos de gabinete parlamentar sem observar garantias legais, coação no curso do processo e uso do cargo para violar garantias.

    A Doação da Arma e a Preocupação com a Segurança Pessoal


    Do Val também relata que, após a liberação dos equipamentos, o ministro Alexandre de Moraes reteve sua arma de fogo, mesmo com a autorização da Polícia Federal e a comprovação de que ele é "diariamente ameaçado de morte". Diante da situação, o senador afirma ter protocolado na Polícia Federal uma doação da arma, demonstrando sua disposição em não permanecer com o armamento.

    No entanto, Do Val expressa preocupação com sua segurança pessoal, afirmando que a retenção da arma o expõe a um risco maior de perder a vida. Ele responsabiliza o ministro Alexandre de Moraes por qualquer eventualidade que possa ocorrer.

    O Julgamento de Bolsonaro e a Crítica ao STF


    Em sua fala, o senador também aborda o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como "puramente político e de perseguição". Ele compara a situação de Bolsonaro com a do presidente Lula, afirmando que Lula foi preso com "provas e mais provas", mas conseguiu reverter a situação e se eleger presidente.

    Do Val critica o que chama de "aberrações" do STF, afirmando que a Corte está descumprindo a Constituição "na cara dura". Ele expressa a convicção de que, em breve, os responsáveis por essas supostas ilegalidades serão "penalizados pelos órgãos internacionais".

    A Aposta em 2026 e a Busca por Apoio Internacional


    O senador manifesta sua crença de que Jair Bolsonaro será candidato e eleito presidente em 2026. Ele também aposta em uma ação coordenada com o governo americano e órgãos internacionais para reverter a situação política no Brasil.

    Do Val revela que foi reconhecido por um órgão internacional como "perseguido político", o que, segundo ele, enquadra as ações do ministro Alexandre de Moraes como "crime contra a humanidade". Ele afirma que esse reconhecimento permitirá que outros países julguem o ministro, mesmo à revelia, e o condenem à prisão perpétua.

    O senador convoca seus seguidores a assinarem uma petição online em defesa da democracia, que será utilizada para pressionar as autoridades internacionais a agirem contra o STF.

    Repercussão e Implicações


    As denúncias do senador Marcos do Val são extremamente graves e, caso comprovadas, podem ter sérias implicações para o sistema político e jurídico brasileiro. As acusações de violação da separação dos poderes, abuso de autoridade e peculato, além da alegação de perseguição política, colocam em xeque a atuação do STF e do ministro Alexandre de Moraes.

    Ainda não há informações sobre como as autoridades competentes irão apurar as denúncias do senador. No entanto, o caso promete gerar grande repercussão e acirrar ainda mais os ânimos no cenário político nacional.




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sábado, 8 de abril de 2023

Mais de 1000 estudantes da rede pública conhecerão o Theatro Municipal de São Paulo




O Theatro Municipal de São Paulo será o palco da abertura da 12ª Semana Municipal de Incentivo e Orientação ao Estudo e à Leitura, com a presença de mais de mil alunos da rede pública, professores e bibliotecários. O evento, que ocorre no dia 10 de abril a partir das 13h, é gratuito e faz parte do Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo. A Semana de Leitura deste ano tem como tema central a "Igualdade e respeito às diferenças" e ocorre em formato online e presencial em diversos pontos da cidade até 14 de abril.

A cerimônia contará com a presença de Gabriel Facchini, um fotógrafo portador da síndrome de Down, que ganhou o Prêmio Cidade de São Paulo em 2019 por se destacar na cooperação para transformar a cidade em um local mais justo, bonito e solidário, ao lado de Jonas Renan Moreira Gomes. Além disso, vários grupos musicais e teatrais participarão do evento, como o Coral de Professores do Projeto Bandas de Garagem, o Quinteto de Sopro do Instituto Bacarelli e o Coral Indígena - Amba-Mirim Tekoa Itakupe, bem como músicos e atores do Grupo Crianceiras, que apresentarão um espetáculo cênico-musical com as poesias de Manoel de Barros.

Outra atração será a participação do escritor Beto Junqueyra, vencedor do Prêmio Jabuti, que apresentará sua performance "Do bullying na infância à criação de uma editora que promove a diversidade: a história de um escritor de livros infantis", autoral. Além disso, o historiador Natanael dos Santos fará uma apresentação sobre "Trajetórias do africano em território brasileiro", com o Quinteto Liberdade.

O cartunista Maurício de Sousa participará da abertura com um vídeo incentivando a leitura e falando sobre a importância da Semana, além de "convocar" a turma do limoeiro para o palco: Mônica, Cascão, Magali, Cebolinha e os personagens Dorinha, Luca, Milena e Papa-Capim. O evento também contará com a participação de estudantes das AELs, as Academias Estudantis de Letras da Cidade de São Paulo, com a AEL Ziraldo, a AEL Cândido Portinari e a AEL Maurício de Sousa, que prepararam apresentações musicais e literárias.

A Semana de Leitura é uma iniciativa do mandato do vereador Eliseu Gabriel, em parceria com as secretarias municipais de Educação, de Cultura e da Pessoa com Deficiência. A edição deste ano tem como objetivo incentivar a leitura, promover a igualdade e o respeito às diferenças.



Serviço - Abertura da Semana de Incentivo e Orientação ao Estudo e à Leitura de São Paulo

Quando: 10/04 (segunda-feira)
Horário: Das 13h às 17h – a partir das 11h30 chegam ônibus com as crianças.
Local: Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, S/N


Atividades


13h - Acolhida aos participantes e autoridades
13h20 -Coral de Professores Projeto Banda de Garagem
13h50 - Quinteto de Sopro do Instituto Bacarelli
14h – AEL Ziraldo - A roda de Lia de Itamaracá
14h20 – Trajetórias do africano em território brasileiro, com Natanael dos Santos e Quinteto Liberdade
14h40 – AEL Cândido Portinari - Poemas de Portinari
15h - Coral do Museu das Culturas Indígenas
15h15 - Do bullying na infância à criação de uma editora que promove a diversidade: a história de um escritor de livros infantis, com o escritor Beto Junqueyra
15h30 – AEL Maurício de Sousa
15h50 - Escritor e cartunista Maurício de Sousa em vídeo; no palco A Turma da Mônica: Mônica, Magali, Cascão, Cebolinha, Milena, Dorinha, Luca e Papa-Capim.
16h - Espetáculo cênico musical do Grupo Crianceiras


A roda de Lia de Itamaracá

Gabriel Facchini, cerimonialista

Espetáculo cênico musical do Grupo Crianceiras



Beto Junqueyra, escritor

Natanael dos Santos e o Quinteto Liberdade

sábado, 17 de outubro de 2020

Alunos e professores da rede pública em SP ganharão chips com internet


Serão distribuídos 750 mil chips de telefone celular para alunos, professores e servidores da rede estadual em São Paulo. O objetivo é garantir conexão à internet para o ensino remoto e híbrido, entre outras atividades pedagógicas online.

O item subsidiado pelo governo tem a intenção de minimizar a possibilidade de abandono e evasão escolar que podem ocorrer por conta do período da suspensão das aulas presenciais, devido à pandemia de Covid-19. 

Serão 250 mil unidades mensais destinadas para professores e servidores, com 5 gigas de internet, além de acesso a ligações e mensagens de SMS. 

Os 500 mil chips mensais para os alunos terão 3 gigas de internet e vão atender os estudantes mais vulneráveis. Receberão os chips alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental e de todas as séries do ensino médio, em situação de pobreza e extrema pobreza no CadÚnico. 

O investimento da ação é de R$ 75 milhões, para 12 meses. A distribuição ocorrerá nas Diretorias de Ensino e escolas, entre os meses de novembro e dezembro.


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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

BUROCRACIA PREJUDICOU TESTES DA VACINA CONTRA O COVID-19



Uma melhor regulamentação das pesquisas clínicas em humanos no Brasil poderia ter tornado mais rápida a pesquisa de vacinas e medicamentos contra a Covid-19. É o que avaliam especialistas e parlamentares que defendem a aprovação do Projeto de Lei 7082/2017, o novo marco legal para pesquisas clínicas em seres humanos.

Atualmente, para que um laboratório consiga permissão para testar um medicamento ou tratamento em seres humanos, uma etapa essencial para que o procedimento seja liberado para aplicação, é preciso conseguir uma série de permissões. Antes da solicitação ser analisada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o pedido deve passar por um dos 843 Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) que existem no país. Em vários casos, precisam também passar pela análise da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Maioria dos prefeitos médicos teve bom desempenho contra Covid-19

Começam os testes da vacina contra o novo coronavírus no Brasil

Foi o que aconteceu durante as pesquisas sobre medicamentos e vacinas contra a Covid-19, onde o Conep centralizou a decisão de liberar ou não os testes clínicos. "Há mais 700 CEPs espalhados pelo país, todos eles credenciados pela própria CONEP. São mais de 20 anos desde a criação do sistema CEP/CONEP, tempo suficiente para que todos fossem equipados, capacitados e adequadamente fiscalizados. Teriam hoje plena capacidade para avaliar rapidamente quaisquer protocolos de pesquisa, incluindo os da Covid-19”, avalia a Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica (SBMF) em manifesto.
O projeto de lei

O objetivo do PL 7082/2017 é eliminar etapas desse processo, por meio da criação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa Clínica com Seres Humanos. Assim, os Comitês de Ética em Pesquisa ganhariam autonomia e o Conep seguiria apenas com a função de definir normas para o setor.

Ana Elisa Miller, diretora executiva da Associação Brasileira das Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (Abracro), destaca que o projeto de lei colocaria o Brasil em condições mais vantajosas no mercado internacional.

“O PL traz uma segurança jurídica e uma previsibilidade que é muito importante. Ele vai trazer uma vantagem competitiva com relação a outros países. Esse PL traz uma harmonização de sistemas com normas e regulamentos internacionais” defende Ana Elisa.

De acordo com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), em situações normais, a liberação para pesquisas clínicas em humanos no Brasil, contando avaliação ética e sanitária, demora, em média, oito meses. Em alguns casos, pode ser de mais de um ano e, se houver algum questionamento nos dados, o atraso é ainda maior. “A cada questionamento que recebemos implica em mais 30, 60 ou 90 dias para receber uma nova aprovação”, explica a diretora da Abracro.

De acordo com levantamento da Interfarma, os prazos para liberação de pesquisas em humanos no exterior são menores: nos EUA é de 45 dias, na Europa, dois meses, e na Argentina e no México varia entre 30 e 90 dias.
Excesso de regulamentação

O projeto de lei já foi aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados em junho do ano passado. Desde então, espera análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O deputado Luiz Antônio Teixeira Júnior (PP-RJ), que é médico e defende a aprovação do PL, ressalta que a legislação brasileira atual é excessivamente burocrática.

“No mundo inteiro você tem uma instância técnica e uma instância ética. No Brasil você tem duas instâncias técnicas e duas éticas. Acho que é um excesso de regulação, um preciosismo, e principalmente um atraso para o desenvolvimento da pesquisa no nosso país”, defende Teixeira Júnior.

Segundo dados do Instituto IQVIA de Ciência de Dados Humanos, apesar de o Brasil ser a nona maior economia do mundo, o país ocupa a 24ª colocação no ranking mundial de pesquisa clínica, com participação em apenas 2,1% dos estudos. Os dados foram compilados pela Interfarma.

Fonte: Brasil 61

terça-feira, 21 de julho de 2020

MUNICÍPIOS PAULISTAS JÁ GASTARAM R$ 1,7 BILHÕES NO COMBATE AO CORONAVÍRUS




O governo de São Paulo e os municípios paulistas gastaram, até junho, R$ 4,29 bilhões em ações de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Ao todo, a administração estadual gastou R$ 2,58 bilhões. Já as 641 prefeituras gastaram R$ 1,7 bilhão.

As informações compõem um levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP). O montante apurado se refere ao que foi gasto pelo governo paulista e pelos municípios até o dia 30 de junho. O TCE coletou os dados por meio de questionários, cujos municípios preencheram e por meio do Portal da Transparência do Estado.

Covid-19 dá sinais de desaceleração em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas se aproxima do pico em Minas Gerais

Repasses para mitigar efeitos da pandemia ainda são insuficientes, afirmam entidades representativas de municípios

Crise nos municípios deve reaquecer agenda de reformas administrativas

Entre março e junho, o Tribunal de Contas autuou 660 processos para receber acompanhamento especial. A Corte afirma que equipes de fiscalização checam as receitas, despesas e atos administrativos, além do cumprimento das orientações do próprio TCE paulista.


Fonte: Brasil 61

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Delegados federais lançam manifesto pela autonomia da Polícia Federal



"Os Delegados de Polícia Federal reunidos na cidade de Salvador, Bahia, por ocasião do IV Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, reafirmam suas convicções acerca dos valores, missão, significado e importância da Polícia Federal para o Estado Brasileiro.

Nos últimos dias, veículos de imprensa de todo o Brasil destacaram comentários do Presidente da República sobre a nomeação para cargos diretivos da Polícia Federal. A lei atribui ao chefe do Poder Executivo a prerrogativa de nomear e exonerar o Ministro da Justiça e o Diretor-Geral da Polícia Federal. Respeitamos a autoridade conferida nas urnas ao Presidente da República. Somos uma carreira hierárquica e disciplinada, reconhecida pela qualificação técnica e admirada por toda a população brasileira.

Contudo, a Polícia Federal não deve ficar sujeita a declarações polêmicas em meio a demonstrações de força que possam suscitar instabilidades em um órgão de imensa relevância, cujos integrantes são técnicos, sérios, responsáveis, e conhecedores de sua missão institucional. Em várias oportunidades em governos passados a instituição sofreu pressões e tentativas de intervenção. Diante do que parece ser mais uma delas, é necessário e urgente que a Polícia Federal conquiste garantias constitucionais e legais para se tornar, de fato e de direito, uma polícia de estado e não de governo.

Neste sentido, medidas legislativas são fundamentais para impedir qualquer tentativa de interferência na Polícia Federal. O primeiro passo é a aprovação da proposta de emenda constitucional que confere autonomia administrativa e financeira, em tramitação há mais de dez anos na Câmara dos Deputados.

Outro movimento importante é estabelecer o mandato ao Diretor-Geral, com escolha baseada em critérios técnicos, republicanos e com limites impostos pela lei. O dirigente máximo da Policia Federal deve ter o poder de formar a sua própria equipe, sem pressões de cunho político, partidário ou sob o risco de ser exonerado. Tal medida traria estabilidade para o órgão, conferindo previsibilidade administrativa. Nos últimos dois anos, a instituição teve quatro diretores diferentes. Não é produtivo que pessoas se perpetuem no comando, nem que sejam breves ao ponto de sequer poderem implementar os projetos.

A Polícia Federal enfrenta nos últimos anos dificuldades operacionais, estruturais e financeiras por conta de seguidos contingenciamentos sem o direito de encaminhar sua própria proposta orçamentária diretamente ao Congresso Nacional. É praticamente impossível planejar a reposição de mais de quatro mil cargos policiais vagos. Além do mais, é necessário promover concursos complexos para atrair os melhores profissionais do mercado e dispor de meios para treinar e capacitar todo esse contingente.

Não se confunde autonomia com independência ou ausência de controle. Defendemos uma autonomia, com regras claras, limites e com os critérios definidos pelo Congresso Nacional. Essa mudança não vai implicar em aumento de custos aos cofres públicos. A Polícia Federal deve ser vista como um investimento. Por intermédio de suas investigações, devolve ao Estado um valor muito acima do seu orçamento. Chamar a Polícia Federal de gasto significa ignorar todo o benefício que ela traz para sociedade, principalmente evitando e combatendo a corrupção.

A Polícia Federal já demonstrou à sociedade brasileira que merece toda sua confiança, respeito e apoio. Por isso, a ADPF, entidade representativa nacional dos Delegados Federais, espera que o Congresso Nacional, renovado, cuja base de campanha foi exatamente a valorização das instituições de segurança e o combate à corrupção, possa contribuir na aprovação de um sistema de proteção contra qualquer possibilidade de interferência na Polícia Federal, a fim de garantir a continuidade no combate à corrupção e ao crime organizado.

A Polícia Federal tem 75 anos de história. Como diz o trecho do hino que aprendemos ainda na academia: “Somos fortes na linha avançada!”. Com base neste princípio, a ADPF permanecerá atenta na defesa incondicional da instituição e no aprimoramento de sua atuação.

Salvador, 23 de agosto de 2019."