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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Pesquisadora modifica proteína do leite para aumentar sua digestão em idosos

Juliana afirma que técnica utilizada na pesquisa é benéfica tanto para os consumidores como para a indústria de lacticínios. Foto: Henrique Fontes/IQSC


Em 2030, o número de idosos do Brasil ultrapassará pela primeira vez o de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento da expectativa de vida desafia a sociedade a desenvolver soluções que promovam um envelhecimento cada vez mais saudável, principalmente com relação aos aspectos fisiológicos do público da terceira idade. Uma iniciativa interessante nesse sentido é o estudo de Juliana Fracola, aluna do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP. Em seu trabalho de mestrado, a pesquisadora modificou uma das principais proteínas do leite, a betalactoglobulina, a fim de aumentar sua digestão em idosos.

Para transformar a proteína, Juliana utilizou luz ultravioleta (UV) para irradiá-la, gerando uma reação que foi capaz de alterar sua estrutura. Depois do procedimento, a “nova” proteína foi adicionada a uma solução que simula as condições gástricas de idosos da saliva até o estômago, visando verificar a eficiência do processo digestivo. “Obtivemos um aumento de 50% na digestão da proteína irradiada em comparação a que não recebeu ação da luz”, afirma a estudante. O método utilizado na pesquisa também foi aplicado para avaliar como seria o processo digestivo em adultos e crianças. Em ambos os casos, o aumento na digestão foi de 25%.

Além de ser facilmente absorvida pelo organismo, a proteína irradiada com a luz passou a ter mais qualidade, pois gerou peptídeos (pequenos fragmentos de proteínas) com funções antioxidantes, anti-hipertensivas e ansiolíticas. “Podemos imaginar, por exemplo, que, se uma pessoa consumir certa quantidade dessa proteína diariamente, poderá ter um maior controle da hipertensão”, explica Daniel Cardoso, professor do IQSC e orientador do estudo.

No trabalho, os pesquisadores utilizaram um tipo de luz ultravioleta conhecida por sua função bactericida e esterilizante, a qual já era empregada no tratamento de alimentos para destruir microrganismos. No entanto, os cientistas não imaginavam que a luz UV poderia facilitar a digestão de proteínas. “A pesquisa mostrou uma alternativa capaz de aliar a produção de alimentos nutritivos, com maior qualidade e altamente digestíveis. Isso será muito benéfico ao processo de envelhecimento da população”, diz Juliana, que foi bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A betalactoglobulina é a principal proteína do soro do leite e, devido a sua formação estrutural, associada a menor capacidade de mastigar e a reduzida atividade gástrica de idosos, tem sua digestão dificultada no estômago. Essa resistência, inclusive, pode causar alergias, como se fosse uma resposta do organismo que deseja metabolizá-la, mas não consegue. Bebida indispensável para quem precisa aumentar a força física e a massa muscular, o leite é composto de água, lipídeos, lactose e proteínas, além de ser fonte de cálcio e vitaminas.

Diversas alterações fisiológicas estão associadas ao envelhecimento, como a osteoporose, mudanças nas funções cerebrais, cardiovascular, metabólica e a aparição de sarcopenia – perda natural e progressiva de força e massa muscular. Todos esses problemas podem diminuir a qualidade de vida e a capacidade dos idosos de realizarem atividades básicas do dia a dia. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões até 2050, ano em que, no Brasil, os idosos representarão quase 30% da população nacional, segundo o IBGE. Atualmente, a expectativa de vida no país é de 76 anos.

Betalactoglobulina foi modificada para ser mais facilmente digerida.
Foto: Juliana Fracola/Divulgação


Alternativa promissora – A pesquisa desenvolvida no IQSC poderá trazer benefícios não só para os consumidores de produtos lácteos, mas também para a indústria de lacticínios, que busca processos energeticamente mais baratos, com menor tempo de execução e que atendam a demanda nutricional diária da população. Enquanto as técnicas que envolvem o aumento de temperatura para tratar o leite, como a pasteurização, possuem alto custo energético e podem comprometer a qualidade da mercadoria, alterando sua cor, sabor ou até destruindo suas proteínas, a utilização da luz ultravioleta nesse processo traz diversas vantagens: “Além de apresentar um custo 250 vezes menor que a pasteurização, o tratamento do leite com a luz UV aumenta o tempo de prateleira do produto, modifica menos suas características originais, reduzindo a perda de nutrientes, e tem a mesma segurança alimentar do procedimento tradicional”, explica Daniel.

Do ponto de vista industrial e econômico, a exploração das proteínas do soro do leite é de grande relevância. Além de ser importante para a produção de diversos produtos, como biscoitos, iogurtes e suplementos alimentares, o soro do leite atua no estímulo de ganho de massa muscular, manutenção da saúde óssea e ainda contribui para a perda de peso, já que reduz a sensação de fome e a produção de gordura corporal. Há cerca de 10 anos, todo esse potencial não era aproveitado, tanto que o soro do leite era considerado resíduo e servia de ração para animais. Com o interesse da academia em pesquisar sobre o produto e a abertura do mercado para sua utilização, esse cenário tem mudado.

Segundo Daniel, há uma força-tarefa mundial que visa o desenvolvimento de proteínas mais nutritivas, e o desafio tem instigado centenas de cientistas. Agora, a partir dos resultados apresentados no estudo de Juliana, os pesquisadores buscarão aprimorar a proteína irradiada com a luz com o objetivo de aumentar ainda mais sua qualidade. O docente afirma que o procedimento adotado no trabalho já está pronto para a utilização na indústria, podendo ser aplicado diretamente no soro do leite para modificar a estrutura da betalactoglobulina.

A pesquisa desenvolvida faz parte do projeto temático “Novel aging: tecnologias e soluções para fabricar novos produtos lácteos para um envelhecimento saudável“, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em parceria com a Innovation Fund Denmark. Além do IQSC, estão envolvidas no Projeto as duas unidades da Embrapa em São Carlos, a Instrumentação e a Pecuária Sudeste, a Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Araraquara e a Universidade de Copenhagen, da Dinamarca.

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do IQSC/USP


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Unicamp consolida implante de prótese cerebral 3D



Conheça as histórias de Cleonice e Vinicius que acabaram de receber o benefício

Autor Isabel Gardenal
Fotos Antoninho Perri 

Edição de imagem André Vieira

Biomodelos com próteses produzidas no INCT Biofabris
Enxergar com os olhos da esperança diante de uma tragédia. Foi justamente o que fez Cleonice Ferreira da Silva, 49 anos, depois de se submeter a um procedimento cirúrgico para a colocação de uma nova prótese cerebral. Ela já tinha lidado com a rejeição de uma prótese plástica aos nove anos de idade. Somente 40 anos depois veio a prótese definitiva para ser colocada na região onde foi encontrado e retirado um câncer ósseo.

Enxergar com os olhos da esperança diante de uma impossibilidade. Uma queda na escada após sentir um mal súbito no trabalho levou Vinicius Tavares, 23 anos, a bater a cabeça e a ter um AVC isquêmico. Perdeu 50% do cérebro e os médicos disseram que ele tinha apenas 1% de chance de recuperação.

Cleonice e Vinicius são exemplos de situações que ocorrem diariamente no Brasil e no mundo, e que muitas vezes ficam sem o devido tratamento. A boa notícia é que esses dois casos foram atendidos no HC da Unicamp há alguns meses e tiveram uma solução que saiu do Laboratório do INCT Biofabris, sediado nesta Universidade.

Cleonice Ferreira recebeu prótese de titânio e sua vida melhorou


O paciente Vinicius, que teve uma queda da escada, perdeu 50% do cérebro e tinha apenas 1% de chances de cura


Uma equipe interdisciplinar de especialistas – das áreas de química, física, biologia, engenharia de materiais, engenharia mecânica, engenharia química, odontologia e medicina – desenvolveu uma prótese de titânio testada por dez pacientes e outros cinco já aguardam o momento de terem suas próteses implantadas nos próximos meses.

Na semana passada, Cleonice e Vinicius compareceram ao Biofabris para mostrar o bom resultado cirúrgico a técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que vieram para um treinamento na Unicamp sobre tecnologias inovadoras na área da saúde, com foco no projeto de construção de próteses por impressão 3D. A intenção é que o incremento seja levado à escala industrial.
Professor Rubens Maciel Filho, coordenador do INCT Biofabris

No encontro, foram vários os motivos para celebração, segundo o coordenador do INCT Biofabris Rubens Maciel Filho. Os pacientes conseguiram recuperar o que tinham perdido e os especialistas da Unicamp festejaram o sucesso da prótese, fazendo a integração do produto que desenvolveram.







Maciel contou que o Biofabris é formado por várias competências que fazem uma conexão entre a ciência básica e a aplicação nos pacientes. “Construímos novos materiais e procedimentos para fazer as aplicações das próteses customizadas. Adquirimos conhecimento e amadurecimento em relação às tecnologias para requerer junto à Anvisa a validação do procedimento e a possibilidade de produzir as próteses para atender a um maior número de pacientes.”

Os estudos da nova prótese com impressão 3D, camada a camada, começaram no ano 2000, com a chegada do engenheiro mecânico André Luiz Jardini Munhoz à Faculdade de Engenharia Química (FEQ). Em 2010, foi lançado o Biofabris com recursos do CNPq e da Fapesp. Isso possibilitou entender a relação entre novos materiais, crescimento celular e desenvolvimento de ferramentas para a produção de próteses customizadas.

Como tudo começou
O engenheiro André Jardini, que integra o grupo de especialistas da Biofabris


Jardini relembra que, quando criado o Biofabris, recebeu a visita do cirurgião Paulo Kharmandayan, chefe da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). “Ele chegou com um jornal debaixo do braço sabendo da formação do Biofabris e disse que vinha com o relato de uma dor: o HC fazia cirurgias em pacientes com deformações cranianas, mas o uso de materiais plásticos causava rejeição nos pacientes.”


Esse foi o pontapé inicial para a idealização das próteses de titânio sob medida por impressão 3D – as próteses customizadas. “Construímos essas próteses exatamente na geometria a ser encaixada no defeito ósseo do paciente. É sólida, com espessura controlada, com o projeto de fixação dos parafusos. O último passo é o posicionamento e a sua fixação no paciente. A grande vantagem é que a prótese tem caráter permanente”, relata Jardini.

A nova prótese é fabricada conforme o tamanho da perda óssea e o esforço requerido para cada uma de suas partes, revela Maciel. Se for preciso ter articulação, ela pode ser maleável. Além de já vir customizada, facilita a vida do cirurgião ao reduzir o tempo operatório e exclui a necessidade de moldar a prótese no cérebro, na hora do procedimento.

Também o médico pode estudar a prótese antes da cirurgia em biomodelos físicos ou no computador. E, o fato dela já estar com o tamanho, com a geometria correta e com algumas ranhuras especiais no material, acaba promovendo uma melhor osseointegração, ou seja, os tecidos crescem de maneira mais rápida e mais organizada em cima da prótese.
O cirurgião plástico do HC, Paulo Kharmandayan, conversa com pacientes e a mãe de Vinicius

De acordo o professor da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) Éder Sócrates Najar Lopes, a prótese é desenvolvida a partir de exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). Há um protocolo para se nortear, mas já a partir do exame de imagem pode-se fazer a reconstrução tridimensionalmente no computador, o planejamento, o ajuste e a produção segundo o que foi projetado.
Na prática, Jardini salienta que o paciente em atendimento no HC passa pelo setor de Tomografia Computadorizada, o CD com as imagens obtidas na CT ou na RM vão para o Biofabris, para análise dos engenheiros, projetistas e equipe médica cirúrgica.
O biomodelo, réplica anatômica fiel do paciente em impressão 3D, é uma ferramenta de comunicação. Com ele, o médico e o engenheiro conseguem se comunicar claramente dentro dos aspectos da anatomia, fazendo uma avaliação final e impressão em material biocompatível (no caso do titânio), adentrando a sala cirúrgica.
Najar, da área de projetos e especialista em ligas de titânio, sublinha que “a Anvisa abriu esse edital público e selecionou o INCT Biofabris por conta da expertise na área de metal. A Anvisa veio à Unicamp acompanhar o desenvolvimento da matéria-prima até os casos clínicos, que terminam no HC”, descreve.

O engenheiro Éder Najar, que integra a equipe do Biofabris, é especialista em ligas de titânio

O trabalho das próteses também envolveu o esforço de instituições como o CTI, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a PUC-Sorocaba e o Ipen. “Já estamos na fase de implantar, de testar e de acompanhar os pacientes”, informa Najar.

Após a implantação de próteses em dez pacientes, entretanto, veio a frustração de não poder atender os pedidos que têm chegado. “Só tínhamos a aprovação do Comitê de Ética para 15 pacientes”, relata Jardini. “Por isso tivemos a ideia de candidatar o projeto à Anvisa para trazer seus técnicos aqui e trocarmos informações, de modo a certificar o processo.”

Maciel frisou que tudo foi efetuado dentro das regras, sem queimar etapas, para não correr riscos que se divulgam como o da máfia das próteses. “Com isso, vamos consolidar o projeto até o ponto de nos candidatarmos para treinar, mostrar e disponibilizar para a Anvisa o que é essa tecnologia.”


Implantação

Kharmandayan, um dos médicos que está aplicando a nova tecnologia, explica que, em uma cabeça plástica, é muito fácil colocar a prótese e tirá-la. Porém, quando isso envolve seres humanos, os cirurgiões têm que interagir com pele, couro cabeludo, nervo, músculo e estruturas que atrapalham a chegada até o osso. “Isso tudo é discutido durante o planejamento e a realização do biomodelo, partindo para a construção da prótese em metal”, expõe.


O cirurgião do HC Paulo Kharmandayan fala a técnicos da Anvisa


Nas áreas odontológica e médica, o titânio, nos últimos 20 anos, se tornou um material de melhor qualidade. “Sofre menos oxidação e, em longo prazo, resiste mais. O aço, apesar de resistente, vai sofrendo degeneração”, informa ele. “Com a ajuda da tecnologia de prototipagem rápida tridimensional, é possível fazer encaixes precisos, e a moldagem na hora do procedimento deixou de existir.”
Alguns pacientes do HC que receberam a nova prótese já somam 61 meses de pós-operatório bem-sucedido. Sofreram acidentes de moto, carro, traumas, quedas de escada, AVC, câncer, etc. “Nesse momento, o neurocirurgião, ao receber um paciente com algum tipo de trauma ou doença, pensa em salvar aquela vida. Diante da gravidade, não fica pensando se um osso vai fazer falta no futuro. Importa que o paciente sobreviva”, defende o médico.
Depois vem a cirurgia plástica reconstrutora. Kharmandayan registra que é muito gratificante ver o que se consegue restaurar no indivíduo. “Fazer o bem não é demagógico. É fundamental. Faz parte da nossa atividade e faz bem”, expressa o médico, que divide essa tarefa de trabalhar com as próteses com toda a equipe médica do HC, principalmente da Cirurgia Plástica e com aquela que ele chama de “equipe de sangue”: a Neurocirurgia.
Etapa da impressão 3D em equipamento do Biofabris


Enxergando com os olhos da esperança, a paciente Cleonice não tem mais vergonha de conversar com as pessoas. Teve sua face reconstruída e, com a nova prótese, recuperou totalmente a sua autoestima e hoje conta que dificilmente as pessoas sabem o lado do seu cérebro que foi operado. As dores de cabeça praticamente desapareceram.
Enxergando com os olhos da esperança, Vinicius viu o “impossível” acontecer, a despeito da sentença de 1% de chance de cura. Após 40 dias na UTI e uma internação de dois meses, ele teve alta. Passou seis meses com um expansor no cérebro, submeteu-se a três cirurgias e ficou dois anos sem falar. Um dos lados do corpo ficou paralisado e se tornou cadeirante. Mas as coisas começaram a melhorar com a reconstrução cerebral. Voltou a falar, melhorou o equilíbrio na fisioterapia, já começa a trocar os primeiros passos e já planeja voltar à faculdade de análise de sistemas. 

Especialistas do INCT Biofabris (da esq.p/dir.):
Paulo Kharmandayan, André Jardini, Éder Najar e Rubens Maciel




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Doação de óvulos na rede pública gera três nascimentos em dois anos

Projeto inédito no SUS, implantado no hospital estadual Pérola Byington, tem 80 mulheres inscritas aguardado doadora compatível

Três crianças nascidas, duas gestações em andamento. Este é o saldo do primeiro programa público de doação de óvulos implementado há dois anos pela Secretaria de Estado da Saúde no hospital estadual Pérola Byington, na capital paulista.

Desde 2008 foram realizadas 25 transferências. Atualmente 80 mulheres estão inscritas no programa, aguardando para receberem o óvulo de uma doadora compatível. Receptora e doadora são atendidas em ambulatórios específicos, com consultas agendadas em dias diferentes para garantir o anonimato que a situação exige.

O programa é destinado a mulheres com idade acima de 40 anos e até 50 anos de idade, que têm dificuldades em produzir óvulos em condições de serem fertilizados.

O processo para permitir que o espermatozóide se una ao óvulo começa bem antes da doação em si. Faz-se um cadastro das pacientes com menos de 35 anos que aguardam tratamento na fila que estariam dispostas a doar seus óvulos excedentes. A partir daí, busca-se entre as pacientes cadastradas aquela que tenha o mesmo tipo físico e sanguíneo da doadora.

Estabelecido o pareamento, doadora e receptora passam por uma série de exames para identificar a presença de doenças como HIV, hepatite, sífilis e problemas genéticos graves. As candidatas a mães também passam por avaliações psicológicas.

Com os exames concluídos, inicia-se o uso de medicação para aumentar as chances de sucesso. As doadoras passam a tomar hormônios para estimular os ovários e, assim, produzir maior número de óvulos aproveitáveis. As receptoras passam a tomar hormônios para estimular o desenvolvimento do endométrio e assim, facilitar a recepção do embrião. Assim que os hormônios fazem efeito os óvulos são retirados, fecundados com o sêmen dos pais e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora.

“Quando acontece a gravidez, podemos ver a felicidade e a satisfação que elas sentem ao ver a barriga começar a crescer. Durante todo o processo da gravidez, percebemos que estamos oferecendo a oportunidade para essas mulheres de realizarem um sonho”, afirma o Diretor da Reprodução Assistida do Pérola Byington, Mario Cavagna.

O hospital Pérola Byington fica na Av. Brigadeiro Luis Antônio, 683.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Célula-tronco de embrião será testada em humanos

O teste será feito apenas em pacientes com lesões recentes

Cientistas americanos usarão pela primeira vez células-tronco embrionárias para reconstituir a medula espinhal de pessoas paralisadas por lesões recentes na coluna. Os primeiros testes serão feitos em pacientes paraplégicos, que tenham sofrido a paralisia a menos de 15 dias antes do teste clínico.

Porém, o teste com as células-tronco servirá para analisar sua segurança e não a eficácia para este caso. As células-tronco serão transformadas em precursores de oligodendrócitos (células que ajudam na restauração das fibras nervosas).

Essas células envolvem os neurônios do sistema nervoso central. Quando um paciente paraplégico pensa em mover as pernas, mas não consegue fazê-lo, é porque os oligodendrócitos que encapavam seus nervos desapareceram. A informação é interrompida no meio do caminho, pois a transmissão do impulso nervoso entre cérebro e músculos através da medula não é mais possível.

“Acredito que esta experiência trará resultados surpreendentes para nós. As células-tronco são a aposta da medicina para vários tipos de tratamento”, diz o diretor do Centro de Criogênia Brasil, doutor Carlos Alexandre Ayoub.

Há esperança de que vários fatores produzidos pelas células injetadas possam ajudar a regeneração de tecidos danificados. A expectativa é que se obtenham resultados melhores em uma lesão ainda não cicatrizada.

Apesar da experiência acontecer em pacientes que ficaram paraplégicos em apenas duas semanas antes da aplicação, os resultados geram expectativas em muitos pacientes.

“É por isso que cada vez mais casais buscam coletar e armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seus bebês. É um seguro para o tratamento de várias doenças em qualquer momento da vida. Além disso, a compatibilidade é total e a disponibilidade é imediata”, explica Ayoub.

Em São Roque, interior de São Paulo, uma família viu esperanças no nascimento de Luiz Henrique Sebben para tentar ajudar o irmão Lucas de 20 anos, que sofreu um acidente e ficou tetraplégico. Para isso, armazenaram as células-tronco do cordão umbilical do bebê.

“Após o acidente do meu filho Lucas estamos tentando de tudo para que ele volte a ter os movimentos. Vimos no nascimento de Luiz Henrique essa oportunidade. Tenho certeza que ele veio ao mundo para ser a esperança do meu filho mais velho”, disse emocionado Miguel Ângelo Sebben, pai dos meninos.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

UNICID ASSINA TERMO DE COOPERAÇÃO COM O NATIONAL BOARD OF MEDICAL EXAMINERS‏

Universidade Cidade de São Paulo assina termo de cooperação com o National Board of Medical Examiners

A instituição é a primeira no país a participar de projeto piloto para avaliação médica em nível internacional

A Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) acaba de firmar acordo de cooperação internacional com o NBME - National Board of Medical Examiners (Conselho Nacional de Examinadores Médicos), organismo responsável pelo exame de licenciamento dos médicos nos Estados Unidos. A iniciativa, pioneira no país, visa avaliar a qualidade na formação e as competências profissionais de estudantes de Medicina.

O Curso de Medicina da UNICID foi convidado a participar do primeiro exame que aconteceu na semana passada. “Para a Universidade Cidade de São Paulo, este acordo simboliza uma conquista. Agora a Universidade passa a fazer parte de uma rede de colaboração internacional de escolas médicas e se abre para o mercado internacional”, destaca.

O exame denominado IFOM (International Foundations of Medicine), é coordenado pelo NBME e conta com a participação de escolas médicas dos Estados Unidos, Europa, Ásia e Oriente Médio. A partir de agora contará também com a participação do Brasil. No exame foram avaliados conhecimentos médicos, habilidades para tomada de decisão, raciocínio clínico, e conceitos de ciências básicas aplicados à clínica. A prova, com 200 questões de múltipla escolha, focou casos clínicos das grandes áreas da Medicina: Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia.

“Os resultados serão enviados individualmente a cada estudante pelo NBME, em setembro de 2010, e servirão para ajudá-los a reconhecer seus pontos fortes e aquilo que precisam melhorar em termos de conhecimentos clínicos. A gestão do Curso de Medicina receberá um relatório com o desempenho global dos estudantes e poderá utilizar essa informação para a melhoria contínua do seu currículo. Além disso, esta experiência serviu para que os docentes da UNICID tivessem contato com um modelo de exame que é referência de qualidade em avaliação, em todo o mundo”, afirma Bollela, que também é professor convidado do Instituto FAIMER (Foundation for Advancement of International Medical Education and Research), um Programa de Desenvolvimento Docente para Educadores Médicos com sede na Filadélfia e com um Instituto Regional no Brasil, com sede na Universidade Federal do Ceará.

Sobre o National Board of Medical Examiners (NBME)

Fundada em 1915, o Conselho Nacional de Examinadores Médicos é uma organização independente, sem fins lucrativos que realiza avaliações nos profissionais da Saúde. É também o organismo responsável pelo exame de licenciamento dos médicos nos Estados Unidos.

O curso de Medicina da UNICID

Na Universidade Cidade de São Paulo – UNICID o Curso de Medicina segue um projeto didático inovador, a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL- Problem Based Learning). Este método pedagógico leva à construção do conhecimento pelo aluno a partir da solução de problemas reais. Por isso, a diversidade de cenários de práticas do curso é alta, indo de vivências nos domicílios, creches e centros comunitários às Unidades de Saúde da Família, ambulatórios especializados, hospitais comunitários e hospitais de alta complexidade. O currículo é integrado em módulos constituídos por disciplinas básicas e planejado com base na relevância e necessidades sociais. Além disso, o modelo didático foca em competências, priorizando os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para formar o médico que o País necessita. A UNICID teve seu Curso de Medicina aprovado pelo Ministério da Educação (MEC), de acordo com a Portaria nº 2.968/02, de 24 de outubro de 2002, após um criterioso estudo feito pelo próprio Ministério e por conselheiros do Conselho Nacional de Educação. O curso veio coroar uma longa tradição da Universidade na área da Saúde, iniciada na década de 80, com os cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia.



Universidade Cidade de São Paulo
Rua Cesário Galeno, 475, Tatuapé (Estação Carrão do Metrô)
Tel.: 11 - 2178 1212
http://www.unicid.br/

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Reprodução humana na tv: o debate gira agora, em torno, da criopreservação de sêmen

A exemplo do novo Código de Ética Médica,as resoluções éticas de temas específicos, como a que dispõe sobre reprodução assistida, precisam ser aprimoradas à luz da prática médica mais atual e dos anseios da população


Após ler um artigo sobre reprodução humana e os aspectos éticos ligados aos avanços da ciência genética, Elizabeth Jhin, autora brasileira da telenovela Escrito nas Estrelas começou a pensar em como seria uma mulher gerar um filho com o sêmen de um homem já falecido e a questionar as implicações desse ato na esfera espiritual. Segundo a autora de novelas, não demorou muito para ela percebesse que tinha em mãos um tema interessante, que podia servir como pano de fundo para contar uma bela história de amor. Será?
As telenovelas brasileiras usualmente têm enfocado aspectos da reprodução humana assistida. Vale lembrar Barriga de Aluguel, Laços de Família, O Clone, Caminho das Índias, dentre outras menções na teledramaturgia. Temas como a gestação substituta (barriga de aluguel), a perspectiva de alguém ter um filho para possibilitar transplante de medula óssea para outro filho com leucemia, testes de paternidade, clonagem reprodutiva e congelamento de óvulos já foram tratados. O mote atual é a criopreservação de sêmen e a vontade do pai de ter um neto do filho morto.
O problema de infertilidade humana abriga, sem dúvida, os maiores dilemas éticos da Medicina na atualidade. “Os avanços da ciência colocam em debate preceitos éticos. Não podemos criar obstáculos às pesquisas científicas, mas não podemos esquecer preceitos éticos tão importantes na prática médica. As implicações dos modernos procedimentos da reprodução assistida nas relações humanas exigem profunda reflexão e não se exaurem no âmbito dos profissionais da área, dos pesquisadores, dos legisladores e dos juristas”, observa o Prof° Dr. Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.
Desde o nascimento da inglesa Louise Brown, conhecida como o primeiro bebê de proveta do mundo, muitas questões éticas, com grande impacto na mídia e na opinião pública, têm sido colocadas à prova, seja em relação às mais simples e precursoras técnicas de inseminação artificial até as técnicas modernas de fertilização in vitro, passando pelas situações complementares como doação de óvulos, sêmen, embriões, sexagem, assim como o congelamento de material biológico reprodutivo e de embriões.
“Nesta seara, novas questões éticas têm sido colocadas e velhos dilemas têm sido revisitados, seja em função do exercício da Medicina, da cultura em transformação, da ética em pesquisa, ou da implementação de novas políticas de saúde. O pano de fundo dessa discussão abriga a falta de consenso entre os conceitos de maternidade e paternidade biológica e afetiva, o direito dos filhos de conhecerem suas origens biológicas, as repercussões jurídicas em relação à herança e patrimônio, o funcionamento de bancos de óvulos e esperma, a gestação de substituição, o destino de embriões congelados e a clonagem terapêutica de células embrionárias, dentre outros entraves”, destaca Joji Ueno.

Sobre a criopreservação de sêmen
“Doutor, é correto ou não o que o personagem da novela deseja fazer?”, esta é a pergunta mais ouvida nas clínicas de reprodução humana nos últimos dias.
“Sem entrar no julgamento ético do personagem ou dos autores da novela, optamos por esclarecer a população sobre os procedimentos usuais realizados com o sêmen congelado, para que conclusões e decisões no campo reprodutivo possam ser tomadas de maneira mais consciente”, diz Joji Ueno, que também dirige o Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo.
Normalmente, os especialistas em reprodução humana indicam a criopreservação de sêmen para pacientes que tem alguma doença que induza à infertilidade ou iniba a espermatogênese. “O candidatos usuais são indivíduos em idade reprodutiva e com qualquer tipo de câncer, que serão submetidos à radioterapia e/ou quimioterapia ou a cirurgias que possam com¬prometer o seu potencial fértil. Recomenda-se a criopreservação, antes do início do tratamento específico”, explica Joji Ueno.

Além da preservação da fertilidade do paciente com câncer, há indicações para a manutenção de um banco de sêmen terapêutico para uso em técnicas de reprodução assistida, tais como:

• Inseminação com sêmen do parceiro: nos casos de ausência temporária ou definitiva do mesmo, baixa freqüência sexual e disfunção erétil;
• Programas de fertilização in vitro e micromanipulação de gametas: possibilita inseminações programadas em um mesmo ciclo de tratamento. Também permite a coleta fora do dia do procedimento de reprodução assistida, permitindo maior liberdade do paciente sem o estresse da coleta;
• Criopreservação de sêmen para indivíduos que desejam ser submetidos à vasectomia, objetivando preservar a fertilidade futura;
• Criopreservação dos espermatozóides obtidos durante microcirurgias para reconstrução do sistema reprodutivo, como a reversão da vasectomia;
• Também se aplica a criopreservação dos espermatozóides obtidos por técnicas cirúrgicas do epidídimo ou do parênquima testicular para utilização em micromanipulação de gametas: ICSI - injeção intracitoplasmática de espermatozóides;
• Criopreservação de sêmen de indivíduos que trabalham em profissões de alto risco, como por exemplo: mergulhadores de elevada profundidade, indústrias químicas, exposição a agrotóxicos e pesticidas e exposição a radiações ionizantes.

Outras considerações importantes

A grande controvérsia acerca da inseminação artificial homóloga post mortem vem se caracterizando pela capacidade sucessória da criança concebida nesta técnica de reprodução assistida. “A reprodução medicamente assistida, tida como um avanço para a comunidade científica, carrega controvérsias jurídicas, que com certeza trarão debates acalorados ainda”, diz o Prof° Dr. Joji Ueno.

Com relação ao biodireito, a legislação brasileira ainda engatinha. Os novos dispositivos acrescentados ao art. 1.597 do Novo Código Civil se mostram insatisfatórios, uma vez que não regulam, e muito menos autorizam a reprodução assistida, apenas a constatam. Em relação ao tema, a literatura no que se refere a livros é pouco abrangente, poucos juristas abordam o assunto em profundidade e outros tantos sequer o abordam. Porém, o número de artigos jurídicos, inseridos na rede mundial de computadores, vem crescendo a partir da entrada em vigor do Novo Código Civil, o que mostra a preocupação do setor jurídico, na busca de melhor assimilar os conceitos e buscar entendimentos em relação aos vários questionamentos produzidos sobre a reprodução assistida.

“Muito embora o Conselho Federal de Medicina tenha previsto na resolução N° 1.358/92, que no momento da criopreservação, os cônjuges ou companheiros devem expressar sua vontade, por escrito, quanto ao destino que será dado aos pré-embriões criopreservados, trata-se de norma ética de conduta médica para utilização das técnicas de reprodução assistida, não de norma jurídica, o que certamente pode disseminar opiniões divergentes”, destaca o diretor da Clínica GERA.
CONTATO:
www.clinicagera.com.br
http://medicinareprodutiva.wordpress.com
http://twitter.com/jojiueno

sábado, 17 de abril de 2010

Clínica de Reprodução Humana democratiza técnicas de fertilização assistida

O que parecia impossível virou realidade na Engravida: tratamentos de fertilização in vitro por R$ 6.300,00 parcelados e financiados em até 24 vezes

A Engravida, clínica especializada em reprodução humana que acaba de ser inaugurada em São Paulo, alia tratamento personalizado a uma infraestrutura completa capaz de proporcionar aos pacientes a realização de todos os procedimentos de reprodução assistida em um só lugar com custos mais acessíveis. Na Engravida, por intermédio de tecnologia de ponta associada à modernas técnicas de administração, os tratamentos de fertilização in vitro têm o custo de R$ 6.300 e assim como os demais procedimentos, podem ser parcelados e financiados em até 24 vezes.
Sob a direção da Dra. Ana Lúcia Beltrame*, a clínica investiu em tecnologias de ponta e equipamentos de última geração, sempre mantendo o atendimento como diferencial. "Os motivos que impedem um casal de ter filhos variam. Temos de investigar todos os fatores antes de optar pelo tratamento mais adequado. Além disso, neste processo é muito importante que este casal tenha um atendimento personalizado, pois estamos falando ainda da realização de um sonho, que merece atenção e cuidados especiais", comenta a especialista.
A Dra. Ana Lúcia conta que uma das premissas da Engravida é a democratização dos tratamentos, ou seja, oferecer os mais modernos procedimentos contra a infertilidade a custos mais acessíveis, adotando uma política de preços inferior à média do mercado nacional.
Planejamento é a chave do negócio
De acordo com o diretor administrativo, Flávio Sardinha, para conseguir adotar esta política de custos inferiores nos procedimentos, a Engravida foi buscar nos principais centros de referência e hospitais, técnicas de excelência na prática de reprodução assistida, associada a estratégias administrativas para oferecer o tratamento com um custo menor, com segurança, seriedade e solidez, baseado em tecnologias e inovações de ponta. "Na Engravida, todas as camadas socioeconômicas da população podem usufruir dos tratamentos disponíveis. A clínica prima pelo acesso de todos, independente de idade, estado civil ou classe econômica. Os custos dos tratamentos são 50% abaixo dos praticados no mercado, com o objetivo de que mais mulheres possam realizar o sonho de se tornarem mães", explica Flávio.
Outro ponto forte da Engravida é garantir ao paciente todas as informações e detalhes das etapas do tratamento. Segundo a Dra. Ana Lúcia, a clínica adota como prática o livre acesso do paciente ao prontuário médico, por exemplo, além de uso de sistema de identificação por código de barras no laboratório para garantir a manipulação dos embriões. "Também autorizamos a presença do médico ou do marido nos procedimentos e consultas para que o ginecologista indicado pela paciente acompanhe e participe de todos os processos", ressalta a diretora.
*Dra. Ana Lúcia Beltrame é médica graduada pela Escola Paulista de Medicina, com residência médica na Universidade de São Paulo, Mestrado em Ginecologia também pela USP e há 7 anos se dedica exclusivamente aos tratamentos de reprodução assistida.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Encontro empresarial sobre o Glonass

Coordenação de Comunicação Social/AEB

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação da Rússia (Roscosmos) promovem, nesta terça-feira (6), na sede do Instituto de Engenharia, em São Paulo (SP), o Encontro Empresarial sobre o Global Navigation Satellite System (Glonass). O evento, que terá início às 10h, visa apresentar a empresários brasileiros possibilidades de cooperação na produção e comercialização de receptores GNSS e em serviços de monitoramento e rastreamento de veículos.
O encontro será dividido em duas partes. A primeira, realizada pela manhã, será composta de apresentações sobre a situação atual e as prospectivas do sistema Glonass e das oportunidades de cooperação. Na parte da tarde, as empresas interessadas se reunirão. São esperadas cerca de 50 pessoas. Nas as apresentações, haverá tradução simultânea do russo para o português.
Segundo o coordenador técnico-científico da Agência, Raimundo Mussi, o encontro é parte do “Programa de Cooperação no Campo da Utilização e Desenvolvimento do Sistema Russo de Navegação Global por Satélite entre a AEB e a Roscosmos”, assinado em 26 de novembro de 2008. “Um dos itens do acordo consiste em promover contatos entre instituições e indústrias do no setor espacial”, explica. Esse Programa tem, entre outras, as seguintes linhas de atuação: operacional, compreendendo, inclusive, a possibilidade de instalação de uma estação de monitoramento do Glonass no território nacional; cooperação científica, com a realização de projetos conjuntos de pesquisa e empresarial, por meio da produção e comercialização de receptores GNSS e na utilização desses sistemas no monitoramento e rastreio de veículos.
A cooperação com a Roscosmos sobre o Glonass trará ao Brasil aprimoramento tecnológico no conhecimento e gerenciamento de sistemas GNSS, a realização de projetos de pesquisa nos temas de interesse e a possibilidade de empreendimentos em parceira. O Glonass é o sistema russo de posicionamento global, equivalente ao americano GPS e ao europeu, Galileo. O sistema conta com 24 satélites divididos em três órbitas. A previsão é que o sistema fique pronto no final de 2012.

Encontro Empresarial sobre o Glonass
Data: 6 de abril
Horário: das 10h às 13h e das 15h às 18h
Local: Instituto de Engenharia - Av. Dante Pazzane, 120 - Vila Mariana - São Paulo (SP)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Brasil oferece bolsas de estudo para cientistas do mundo todo

Última semana para inscrições no curso de pós-graduação que distribui cem bolsas para cientistas do mundo todo


São Paulo receberá entre os dias 19 e 30 de abril a elite do conhecimento científico mundial, que discutirá os avanços e aspirações para os próximos anos em oncologia, imunologia, neurociências e genômica. Promovido pelo Hospital A.C.Camargo com apoio da Fapesp, o A.C.Camargo Global Meeting of Translational Science reunirá cientistas do M.D.Anderson Cancer Center, universidades da Califórnia, Harvard, Cornell, Ohio State, Princeton, UFRJ, USP, Instituto Ludwig, IARC/OMS, entre outras instituições de renome internacional. Serão distribuídas cem bolsas para mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos, sendo metade deles de fora do país. Inscrições online podem ser feitas até o dia 7 de março.

Seguindo sua tradição de ser a única instituição do país com pós-graduação privada reconhecida pelo Ministério da Educação, o Hospital A.C.Camargo, com apoio da Fapesp, promoverá entre os dias 19 e 30 de abril de 2010 o A.C.Camargo Global Meeting of Translational Science, em São Paulo, curso que reunirá cientistas de todas as partes do mundo para discussão dos mais recentes avanços, futuro e aplicação clínica do conhecimento nas áreas de oncologia, neurociências, imunologia e genômica.

O curso possui o reconhecimento acadêmico de instituições nacionais e internacionais conveniadas com a CAPES/MEC, sendo assim uma oportunidade única para que os cientistas utilizem as 96 horas-aula como créditos oficiais para os cursos de mestrado e doutorado das respectivas faculdades, incluindo as internacionais.

De acordo com o cientista Ricardo Brentani, que preside a Fundação Antônio Prudente - mantenedora do Hospital A.C.Camargo - este curso surge como o mais importante acontecimento da área científica do país. "Ele tornou-se viável porque traz a assinatura do hospital privado que é responsável pela formação de três em cada dez oncologistas em atividade no Brasil, além de ter a maior produção científica em câncer, com mais de mil trabalhos publicados em revistas internacionais nesta década", destaca Brentani, que coordena os trabalhos ao lado dos cientistas Emmanuel Dias-Neto (A.C.Camargo), David Lyden (Weill Cornell Medical School), Renata Pasqualini e Wadih Arap, ambos do M.D.Anderson Cancer Center.

Serão oferecidas cem bolsas para mestrandos, doutorandos, pós-doutores, pesquisadores e professores (50% de fora do país), que irão interagir com mais de 40 docentes das universidades de Harvard, California, Princeton e institutos como o M.D.Anderson Cancer Center (principal centro oncológico mundial, com sede na Universidade do Texas), Memorial Sloan-Kettering, de Nova York, Cornell, IARC/OMS, de Lyon, além das brasileiras USP, Unicamp, UFRJ, UFRGS e muitas outras no Brasil, Argentina, Estados Unidos, Canadá, Itália, Portugal e Suécia.

Critérios de seleção - Para candidatar-se à bolsa é necessário ser estudante de mestrado, doutorado ou pós-doutorado ou ser professor universitário ou pesquisador abaixo dos 40 anos. As inscrições, que estão abertas, podem ser feitas por meio de preenchimento de formulário de inscrição publicado no site www.schoolscienceaccamargo.org.br até o dia 7 de março. Os participantes selecionados serão notificados por e-mail no próximo dia 16. Pede-se que o candidato tenha fluência em inglês (leitura, fala e escrita) e submeta currículo científico para avaliação do comitê organizador. Metade das vagas será distribuída para fora do país e todos receberão bolsas que incluem custeio integral de despesas com passagem, traslado, hospedagem e alimentação.

Sobre o Hospital A.C.Camargo - O Hospital A.C.Camargo é uma instituição filantrópica e atua, desde sua criação por Antônio e Carmen Prudente em 1953, no atendimento especializado a pacientes com câncer. Realiza de forma integrada a prevenção, o diagnóstico e o tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer identificados pela Medicina, divididos em 36 especialidades, sempre baseado na assistência multidisciplinar.

Mantido pela Fundação Antônio Prudente, em 2008 totalizou em torno de 850 mil atendimentos (internações, tratamento ambulatorial e diagnóstico por imagem). Seu corpo clínico é fechado e composto por uma equipe de 403 médicos especialistas, a maior parte com mestrado e doutorado. A interação desses profissionais em atividades multidisciplinares resulta em índices de cura de 65% em adultos e 80% em crianças, semelhantes aos observados nos melhores centros de oncologia internacionais.

Na área de ensino e pesquisa, o A.C.Camargo criou a 1ª residência oncológica, em 1953, e é responsável pela formação de 1/3 dos oncologistas em atividade no Brasil. Sua pós-graduação, criada em 1996, é a melhor do país em Oncologia e uma das duas melhores em Medicina, segundo avaliação da CAPES / Ministério da Educação nos triênios 2001-2003 e 2004-2006. Tem a maior produção científica da área, com mais de mil trabalhos publicados na última década nas principais revistas internacionais de alto impacto. Centralizou em 2000 o Genoma do Câncer no Brasil, financiado pela Fapesp e Instituto Ludwig, instituição de pesquisas em câncer que o A.C.Camargo abrigou por mais de 20 anos.

Em 2009, o Hospital foi apontado pela edição 500 Melhores Empresas da revista Istoé Dinheiro como uma das melhores em Saúde pelo terceiro ano consecutivo. Também este ano foi eleita pelo Guia Você S/A Exame como uma das Melhores Empresas para Você Trabalhar e pela segunda vez consecutiva está entre as 10 melhores empresas de serviços médicos do Brasil na Gestão de Pessoas, de acordo com o anuário Valor Carreira.

Mais informações: www.accamargo.org.br
Siga-nos no twitter: http://twitter.com/haccamargo

Ministro Sérgio Rezende empossa novo presidente do CNPq

A solenidade ocorreu na manhã em 27/1 na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), em Brasília e foi conduzida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. O físico Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho é o 23º presidente da agência e substitui o médico Marco Antônio Zago, que desempenhou a função por dois anos e meio .


Sergio Rezende agradeceu a contribuição de Zago durante sua gestão na presidência do CNPq e ressaltou as qualidades que nortearam a escolha de Aragão para sucedê-lo. "Procuramos uma pessoa de grande respeitabilidade na comunidade científica, experiência nesse tipo de gestão e entrosamento com a nossa administração". Outro ponto destacado foi a importância do CNPq para o desenvolvimento do Plano Nacional de Ciência e Tecnologia. "Em 2010 o CNPq conta com o maior orçamento de sua história em termos gerais, um total de R$ 1,5 bilhão. Ano que vem completará 60 anos de um inestimável trabalho, já que nesse momento temos o grande desafio de fazer com que o conhecimento resulte em produtos úteis para a nação".


Marco Antonio Zago disse que sai em um momento muito bom para o CNPq, e destacou algumas das ações implementadas em sua gestão que têm contribuído fortemente para o desenvolvimento e o fortalecimento da pesquisa nacional: "Hoje o CNPq concede cerca de 80 mil bolsas que atendem desde alunos da Iniciação Científica Júnior ao pós-doutorado, e o resultado disso é o aumento substancial da nossa produção científica. Programas como o Pronex, Casadinho e Primeiros Projetos, este último para recém-doutores, estão consolidados graças a parceria com os Estados. O Edital Universal aprovou quase três mil propostas e vai investir este ano cerca de R$ 120 milhões. E foram criados os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, num total de 122, com recursos de mais de R$ 600 milhões, que estão desenvolvendo pesquisas em todas as regiões do país e em todas as áreas do conhecimento".
Em seu discurso de posse, Carlos Alberto Aragão afirmou que dará continuidade à gestão do professor Zago e implantará novas ações para promover o crescimento do CNPq e sua atuação como agência fomentadora da pesquisa científica, tecnológica e de inovação. "Nosso país emergente finalmente decidiu emergir de vez. Apesar do Brasil ocupar 13º posição no ranking dos países que fazem pesquisas cientificas, ainda precisa avançar na inovação. Estamos engatinhando ainda, pois temos potencial para muito mais. Já não nos basta a competência, precisamos criar, inovar, para, eventualmente, liderar. Em 2009, o Brasil formou em torno de 11 mil doutores e 35 mil mestres, mas esses números podem e devem aumentar muito mais".


Aragão afirmou ainda que buscará aumentar as verbas para C&T e o consequente incentivo no desenvolvimento de tecnologia de ponta nas empresas brasileiras, aumentando a competitividade em nível internacional. O presidente apontou ainda o incentivo à produtividade em pesquisa como um dos principais focos do CNPq. A meta, segundo disse, é ampliar ainda mais o número de bolsas para viabilizar pesquisas no País até o final de 2010.
Participaram da cerimônia de posse, entre outros, o presidente do IPEA, Márcio Pochman, o presidente do INMETRO, João Alziro Herz jornada, o presidente da AEB, Carlos Ganem, o secretário de tecnologia industrial do MIDIC, Francelino Grando, a pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da USP, Mayana Zatz, a reitora da UEA, Marilene Coirrêa da Silva Freitas, o presidente da FINEP, Luis Manuel Rebelo Fernandes, o diretor da COPPE da UFRJ, Luis Pinguelli Rosa, o secretário de C&T do Distrito Federal, Izalci Lucas, o reitor da UNICAMP, Fernando Ferreira Costa, os presidentes da ABC e SBPC, Jacob Palis e Marco Antonio Raupp, o presidente da CAPES e representante do MEC, Jorge Almeida Guimarães, o representante do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, e o representante do CENPES, Carlos Tadeu Fraga.


O físico
Aragão é g raduado e mestre em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), doutorou-se pela Universidade de Princeton (EUA) e fez pós-doutorado no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear na Suíça e na Universidade de Paris XI, em Orsay, todos em física das partículas elementares e campos. Foi diretor de desenvolvimento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) no biênio de 2005 a 2007 e atualmente é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Pesquisador 1A do CNPq é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciência de Países em Desenvolvimento (Twas) e acaba de deixar a secretaria geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, prevista para acontecer no mês de maio, em Brasília. Entre seus títulos honoríficos está a Ordem Nacional do Mérito Científico nas categorias Grã-Cruz e Comendador.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PESQUISA CIENTIFICA RECEBE COTA DE R$500 milhões em 2010

Nesta segunda-feira (22), o Diário oficial da União publicou a portaria nº 175 do Ministério da Fazenda que fixa em US$ 500 milhões o valor relativo a importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica, conforme dispõe a Lei 8.010/1990. Os benefícios compreendem a isenção dos impostos de importação (II) e sobre produtos industrializados (IPI), a dispensa do exame de similaridade e o limite de aplicação do regime simplificado estabelecido em US$ 10 mil.


Desde 1990, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) credencia instituições e ou centros de pesquisa sem fins lucrativos para a obtenção da isenção de tributos. O objetivo é facilitar e agilizar a importação de bens destinados às pesquisas científicas e tecnológicas. A partir de 2004, após a alteração da lei 8.010/90, pela Lei 10.964/2004, pesquisadores com título de doutor, ou perfil científico ou tecnológico equivalente, vinculado a instituições ou centros de pesquisa credenciados pelo CNPq para esse fim, também pode solicitar o credenciamento. A validade é de cinco anos, mas em caso de descumprimento da legislação ou por solicitação do pesquisador poderá ocorrer o cancelamento.

Um dos instrumentos de verificação da aplicação dos bens importados em pesquisa, é o Serviço de Avaliação de Entidades Credenciadas, que visita periodicamente as instituições para verificar se o que foi importado está efetivamente sendo utilizado no desenvolvimento de pesquisa. Em caso de irregularidades ocorre a suspensão do credenciamento e, após a apresentação da defesa em caso de comprovação das anormalidades, o credenciamento é cancelado e um novo credenciamento somente poderá ser solicitado depois de decorridos três anos. A Receita Federal é notificada e fará a cobrança dos impostos.

Evolução

Atualmente existem 4.158 pesquisadores e 436 instituições credenciadas. Em 1990, quando o sistema foi instituído, foram utilizados aproximadamente US$ 44,4 milhões. A partir da inclusão de pessoas físicas, em 2004, o montante saltou para US$ 144,5 milhões e em 2009 a cota utilizada foi de US$ 568,9 milhões. Isso porque os US$ 500 milhões inicias foram suplementados no decorrer do ano, fato que poderá se repetir em 2010.

Para Nivia Melo Wanzeller, coordenadora de credenciamento à importação e incentivo fiscal do CNPq, desde a criação da Lei "houve um grande incremento das importações para a pesquisa porque o critério é democrático e não existe tratamento diferenciado".

O que pode ser importado

A legislação ampara a importação de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, bem como suas partes e peças de reposição, acessórios, matérias-primas e produtos intermediários necessários à execução de projetos de pesquisa científica ou tecnológica. Não existe uma cota individual e os valores são deduzidos diretamente da cota global anual.

Critérios para o credenciamento

Pesquisadores com Bolsa de Produtividade em Pesquisa ou Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq, em vigor, já estão habilitados. Basta a formalização do pleito mediante a assinatura do Termo de Compromisso. P esquisadores com currículo Lattes atualizado devem preencher o Formulário de Propostas Online, Ciência Importa Fácil/Solicitação de Credenciamento, e aguardar comunicação do CNPq. Pesquisadores não cadastrados no Sistema Lattes de Fomento devem primeiramente preencher o currículo Lattes e em seguida o Formulário. A análise é realizada no prazo de 10 dias após o registro do Formulário.

Considera-se, além do projeto de pesquisa proposto, critérios do solicitante como vínculo institucional e regime de trabalho; titulação máxima e data da obtenção; publicação de artigos completos, livros e capítulos de livros; formação de recursos humanos (orientações de mestres e doutores); coordenação de projetos de pesquisa; produção científica ,entre outros.

Saiba mais em: http://www.cnpq.br/programas/importa/index.htm

Tempol é eficaz no tratamento de esclerose múltipla

A descoberta é de pesquisadores do INCT Redoxoma do Instituto Butantan e do Centro de Neurodegeneração da Faculdade de Medicina da USP


O estudo obteve resultados expressivos ao usar o antioxidante tempol no tratamento de camundongos com encefalomielite. Os sintomas neurológicos foram atenuados acentuadamente e a sobrevivência dos animais foi 70% maior em relação aos que não foram tratados. O trabalho desenvolvido pelo Instituto Nacional Ciência e Tecnologia de Processos Redox em Biomedicina, vinculado ao CNPq, Instituto Butantan e Universidade de São Paulo foi publicado no periódico Free Radical Biology & Medicina.

Os resultados obtidos abrem caminho para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas baseadas em nitróxidos para o tratamento de doenças neuroinflamatórias como a esclerose múltipla, que ataca o Sistema Nervoso Central (SNC) de forma degenerativa e incapacitante. No estudo, camundongos foram infectados com o vírus de hepatite neurotrópico (MHV-59A) para ocasionar encefalomielite. Os animais não tratados apresentaram os sintomas neurológicos rapidamente e morte de 90% das cobaias 10 dias após a inoculação. Além disso, os sobreviventes apresentaram déficits neurológicos.

Já o tratamento com tempol atenuou sintomas como letargia e paralisia das patas e o aumento da sobrevivência dos animais foi de 70. A integridade do SNC foi mantida, proporcionando a diminuição da concentração viral. Além da esclerose múltipla, outras doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica possuem componentes inflamatórios e possivelmente possam ser atenuadas com o uso do medicamento.

Embora diversos estudos em animais comprovem a baixa toxicidade para mamíferos, o uso em humanos dependerá de uma maior compreensão sobre os seus meios de ação in vivo .

domingo, 27 de setembro de 2009

PLANETA INSETO: Conheça este mundo

Desde sua primeira edição, ocorrida em 2004, o Instituto Biológico (IB) participa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) e o tema escolhido este ano pelo IB é "Planeta Inseto".
Entre os dias 19 a 25 de outubro de 2009, o IB abordará diversos aspectos do grupo mais diversificado de organismos que contém, aproximadamente, 1 milhão de espécies conhecidas. De forma lúdica e interativa, serão apresentadas sua biologia e comportamento variados; as diversas espécies de importância veterinária, agrícola, médica e econômica que influenciam, de forma direta ou indireta, a vida do ser humano; alguns aspectos da presença dos insetos em nosso cotidiano e as pesquisas desenvolvidas pelo IB utilizando este grupo de animais.
Período para agendamento: Até 9 de outubro de 2009

Veja as principais atrações!

• Não deixe de ver o jardim atrativo de borboletas, onde o colorido das flores está em equilíbrio com a beleza da natureza.
• Você teria coragem de escolher uma barata? Faria ela ganhar uma corrida? Teste seus limites e sua capacidade em nosso baratódromo.
• Veja minúsculas criaturas com auxílio de microscópios.
• Saiba quem são e como vivem os insetos sociais.
• Conheça a maior plantação de café em área urbana e os insetos que vivem nela.
• Assista vídeos sobre como vivem os insetos.
• Solte sua criatividade! Crie vários insetos em nossa oficina de origami.

Informações

Período para agendamento: Até 9 de outubro de 2009
Período do evento: 19 a 25 de outubro de 2009
Horário: das 9 às 12 h e das 14 h às 17 h
Local: Instituto Biológico
Endereço: Av. Cons. Rodrigues Alves, 1252
Vila Mariana - São Paulo - SP
Fone: (11) 5087-1703
E-mail: planetainseto@biologico.sp.gov.br

OBS: Visitas e estacionamento gratuitos
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segunda-feira, 16 de março de 2009

FEBRACE COMEÇA 17 DE MARÇO!

Parece uma exposição de inventos, mas é uma feira de ciências




USP abrigará a maior mostra de ciências do Brasil. Projetos, criados por alunos
do ensino fundamental, médio e técnico, se descatam pelo seu caráter inovador.

Começa na semana que vem (17/3), no campus da USP, em São Paulo, a 7ª edição da FEBRACE - Feira Brasileira de Ciências e Engenharia que é promovida pela Escola Politécnica da USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI). Durante os três dias do evento serão apresentados 282 projetos finalistas selecionados dentre mais de 1 mil submetidos por alunos da 8.ª série do ensino fundamental, do ensino médio e técnico, de todo o Brasil. Os projetos, que se destacam por seu caráter inovador, são uma amostra do quanto esses adolescentes são capazes de criar soluções para resolver problemas concretos da sociedade.


Confira abaixo algumas das inovações que estarão na mostra:

Alarme antienchente: a notícia de uma menina que morreu afogada em casa, porque não teve tempo de escapar de uma enchente, marcou tanto o adolescente Lucas Rezende Caetano, da cidade de São Miguel do Iguaçu (PR), que ele resolveu achar uma solução para que tragédias como esta não se repetissem. Lucas desenvolveu um sistema de alarme que alerta a população sempre o nível d’ água de um rio sobe acima do normal. “A proposta deste invento é dar à população tempo de abandonar o local quando há risco iminente de inundação”, explica ele. O sistema, que já foi testado com êxito, é composto por um adaptador sensorial eletromecânico acionado por água. Possui ainda uma placa de conexão telefônica com discagem automática para a defesa civil. Na FEBRACE, Lucas, que tem 17 anos, vai simular uma mini enchente para mostrar como funciona o seu invento.

“Isopor” ecologicamente correto: Se a fibra de buriti funciona como um bom isolante térmico para conservar os peixes trazidos pelos pescadores do Maranhão, por que não usar essa matéria prima como alternativa ao isopor? Com essa idéia na cabeça, Thiago Rodrigues de Anchieta Silva, de 17 anos, estudante da cidade de Imperatriz, passou a pesquisar o assunto com afinco. Nas brechas de horário entre o trabalho na padaria e os estudos na escola, ele conseguiu determinar o coeficiente de condutividade térmica e o calor específico sensível da fibra, mais especificamente do pepiolo – parte interna da folha do buriti. Resultado: ele descobriu que o buriti tem propriedades térmicas muito próximas da do isopor, com a vantagem de ser biodegradável. Sua descoberta poderá também ajudar a preservar os buritizais na região, já que para fazer recipientes de buriti não é preciso cortar a palmeira. Basta retirar suas folhas. Na FEBRACE, Thiago apresentará uma caixa confeccionada da fibra.

Filtro solar de urucum: estudando a epidemiologia de casos de câncer no Brasil, o estudante Bruno Fernando de Oliveira Buzo, de 17 anos, da cidade de Rio Claro (SP), constatou que o número de casos da doença em algumas etnias de índios era baixo em relação ao restante da população. Mais à frente Bruno associou essa suposta proteção à tintura do urucum e passou a estudar o assunto. Com a orientação de pesquisadores, ele descobriu e isolou o princípio ativo do urucum que confere a fotoproteção, a bixina. O próximo passo foi criar um creme à base de urucum e óxido de zinco (protetor físico), e testá-lo em roedores. “O resultado deste teste mostrou que esse protetor solar é tão eficiente quanto os que são comercializados no mercado”, conta Bruno, que irá em breve iniciar os testes do produto em humanos “A análise de custo de produção mostrou que esse produto pode ser vendido por um preço 42% menor que os demais protetores”, ressalta ele. “Minha expectativa é que isso beneficie a população de baixa renda, que não tem condições de pagar por um filtro solar convencional.” Na FEBRACE, Bruno levará amostras do produto.

Sensor anti-incêndio: aparelhos eletroeletrônicos, que possuem sistema de aquecimento por chapa, como ferro de passar roupa e chapinha de cabelo, podem provocar incêndios caso sejam esquecidos ligados pelo usuário. Para conferir mais proteção ao consumidor, duas estudantes de uma escola técnica Novo Hamburgo (RS) desenvolveram um sensor de toque e proximidade que desliga o aparelho automaticamente quando este não está sendo utilizado pelo usuário. “Além da proteção, esse sistema também proporciona economia de energia”, lembra uma das autoras do projeto, Solange Vanessa Sauter.

Braço mecânico: um braço mecânico, feito de PVC e seringas, e movimentado pela pressão da água, será uma das atrações da FEBRACE. A engenhoca, desenvolvidas por três estudantes de Santa Rosa de Goiás (GO), é capaz de pegar pequenos objetos quando se movimenta as mangueiras que ficam conectadas ao braço. “O mecanismo foi concebido segundo o Princípio de Pascal”, diz a orientadora do projeto, a professora Kátia Faria Bessa. Segundo esta lei da Física, qualquer alteração de pressão produzida num líquido em equilíbrio transmite-se integralmente a todos os pontos do líquido e às paredes do recipiente. Cadeiras de dentista, elevadores de automóveis e freios hidráulicos são algunas exemplos de aplicação desta lei da Física “Neste caso, o braço mecânico será usado como uma ferramenta de ensino, ajudando alunos do ensino fundamental a compreender a Lei de Pascal.”

Software para deficientes visuais: dar condições para que deficientes visuais tenham autonomia na hora de fazer um prova na escola ou em um concurso público. Essa é a proposta do ÁudioTeste, um software criado por dois alunos de 17 anos da Fundação Nokia de Ensino, de Manaus (AM), que conta com recursos de áudio e teclas de atalho para orientar passo a passo a execução de um teste. “Com este software, o deficiente visual não precisa que outras pessoas ditem as questões para ele”, conta Marcelo Henrique Souza da Silva, um dos autores do projeto. Além disso, o programa possui ferramentas para o avaliador criar e alterar a prova; aplicá-la em rede e ainda enviar o resultado por e-mail. O software estará no evento para demonstração.

Descarga d’água econômica: enquanto engenheiros e designers quebram a cabeça para criar vasos sanitários que economizem mais água, dois estudantes do Pará desenvolveram um sistema de descarga com esta finalidade baseado em um conceito muito simples e de baixo custo. Batizado de Deas – Dispositivo de Economia do Aparelho Sanitário, esse sistema prevê que haja duas cordas para acionar a descarga em vez de apenas uma. “Uma corda, que solta menor vazão de água, é para o descarte da urina; a outra, com maior vazão, é para as fezes”, explica Rennan Leite, de 17 anos, um dos autores do projeto que estuda na Fundação Bradesco em Paragominas (PA). Ele conta que no Estado do Pará a descarga acionada por corda é a mais usada pela população de baixa renda. “Mas esse conceito também pode ser aplicado em descargas acionadas por botão; basta ter duas opções de vazão de descarga.” Um modelo da descarga será apresentado na FEBRACE.

E mais:

- Lixeira seletiva automatizada
- Desidratador solar para conservação de frutas e legumes
- Sistema inteligente de identificação de veículos
- Coleta de água pluvial
- Kit de leitura para evitar Lesão por Esforço Repetitivo .....


Sobre o evento: A 7ª edição da FEBRACE será realizada de 17 a 19 de março, das 14h00 às 19h00, no estacionamento da Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, n° 380, travessa 3, Cidade Universitária, São Paulo). A entrada é franca e são esperados mais de 12 mil visitantes. Mais informações no site da FEBRACE. Paralelamente, também ocorrerá a III Mostra MERCOSUL de Ciência e Tecnologia, com exposição de projetos científicos e tecnológicos de estudantes do ensino médio selecionados em feiras de ciências de quatro países membros e um país associado.

*Acadêmica Agência de Comunicação*
Érika Coradin / Angela Trabbold


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