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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Você sabe o que é o transtorno alimentar restritivo evitativo - TARE?

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No processo alimentar, é comum, desde a infância, termos preferências na hora de comer, sejam elas baseadas no gosto e na aparência do alimento ou até mesmo em questões relacionadas à religião ou à filosofia de vida. As restrições, porém, devem virar um sinal de alerta quando passam de um simples processo de escolha para algo mais severo e capaz de trazer malefícios à saúde.

É que, segundo a psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro, quando a rotina alimentar ganha um perfil extremamente limitado, ela pode ser classificada como transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE), um distúrbio que implica consequências nutricionais, comportamentais e sociais.

“É preciso salientar que esse distúrbio alimentar não está ligado à deturpação de imagem ou à preocupação com o peso. No caso do TARE, a pessoa tem uma alimentação extremamente restritiva que a leva a só comer alimentos de cores específicas, por exemplo, e a sofrer pelas interferências do transtorno em suas relações sociais e pelas complicações provocadas pelas deficiências nutricionais”, conta.

As consequências à saúde podem prejudicar o desenvolvimento físico, cognitivo e psíquico. Para amenizar essas complicações, Marina destaca a importância de um tratamento específico, cujo intuito é introduzir novas opções de alimentos na rotina, e consequentemente, melhorar a saúde física e mental do paciente.

“O tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar, que pode envolver psicólogos, nutricionistas, médicos e até mesmo fonoaudiólogos. Como o distúrbio envolve aspectos físicos e comportamentais, é preciso dessa rede para melhorar a qualidade de vida do paciente”, explica.

Apesar de não ser algo definitivo para o desenvolvimento do TARE, a psicóloga destaca a importância da boa relação com a comida desde a infância para evitar quadros de restrição. “É esperado que, durante a etapa de descoberta alimentar, a criança passe por diferentes fases em sua relação com a comida e, para isso, a forma como o alimento é apresentado é de extrema importância. É interessante que haja contato real com o que se come, sem distrações nas refeições, o que torna a experiência da alimentação mais prazerosa”, conclui.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde - Hospitais, conquistado por três anos consecutivos, 2017, 2018 e 2019.

Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.

Tel. (11) 5080-4000


quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Olhos vermelhos, coçando e inchados? É conjuntivite ou blefarite?

Doenças são mais comuns durante o tempo seco e apresentam os mesmos sintomas


Inchaço, coceira, vermelhidão e secreção na região dos olhos. Estes são sintomas da conjuntivite, certo? Nem sempre! Apesar dos sintomas em comum pode ser também caso de blefarite. O oftalmologista doutor André Borba, especialista em oculoplástica pela Universidade da Califórnia, explica a diferença.

“A conjuntivite é uma infecção da membrana ocular, chamada de conjuntivo. Já a blefarite se dá pelo excesso de oleosidade nas pálpebras, que na maioria das vezes, é uma resposta à dermatite seborreica, também conhecida como caspa. Além disso, a baixa umidade do ar e o tempo seco são propícios para este tipo de infecção”, explica.

A principal distinção é o tempo de duração das duas condições. Enquanto a conjuntivite dura de 15 a 30 dias, a blefarite é crônica, e se torna recorrente na vida da pessoa afetada. “A blefarite pode realmente prejudicar a vida do paciente. A inflamação atrapalha muito o dia a dia porque a pálpebra fica inchada e altera significativamente a visão, isso sem falar no desconforto da coceira”, complementa.

O tratamento para as duas também é bem diferente. A conjuntivite pode ser sanada ao utilizar soro fisiológico gelado e compressas sobre as pálpebras, assim como limpar os olhos com frequência. Mas o caso da blefarite é mais grave, e muitas vezes envolve o uso de pomadas tópicas ou até mesmo antibióticos e anti-inflamatórios.

Fora os medicamentos, quem sofre com a blefarite deve lavar os olhos todos os dias, assim como escovamos os dentes. Manter uma dieta rica em vitamina C, A, E, assim como o ômega 3, também é importante. “Como a doença não tem cura, é melhor começar o tratamento o quanto antes, principalmente porque ele requer dedicação por parte do paciente”, alerta o médico.

Então, como podemos diferenciá-las em um primeiro momento? A resposta final é que infelizmente não conseguimos. Até ter o olho examinado por um especialista com o equipamento adequado, não há como fazer um diagnóstico caseiro. Segundo o doutor Borba, muitas vezes o diagnóstico da blefarite é atrasado pois o paciente acredita estar com conjuntivite e faz o tratamento errado em casa. “Por isso, minha recomendação é, sempre, consultar um oftalmologista em caso de qualquer alteração na região dos olhos”, finaliza o especialista.

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FlowBrows: conheça a técnica queridinha das famosas




Ex-BBB Thelma, Deborah Secco, Isabella Drumond, Simone e Simaria já realizaram o procedimento


Quem nunca ouviu a expressão “sorrir com os olhos”? A verdade é que ela se tornou mais verdadeira do que nunca nos últimos tempos. Com o uso constante da máscara, a sobrancelha se torna a grande responsável por definir o olhar e pode fazer toda a diferença na simetria do rosto. Por isso a chamada micropigmentação tem chamado a atenção de homens e mulheres.

Responsável por desenvolver a nova técnica queridinha das celebridades, a empresária Natália Martins investe nos procedimentos realistas, chegando no formato ideal de sobrancelhas para cada pessoa por meio de uma análise da estrutura óssea facial. O procedimento exclusivo criado por ela, chamado FlowBrows, é feito manualmente fio a fio e promete um resultado extremamente natural, respeitando a cor e a textura das sobrancelhas. A realidade é que cada vez mais pessoas buscam fugir das sobrancelhas quadradas e muito marcadas, por isso a ideia é deixar o procedimento o mais imperceptível possível.

“Fiz meu primeiro curso de sobrancelhas sem nunca ter pego em uma pinça e hoje acho que este é o maior diferencial da técnica. Com um olhar amplo, analisando todo o formato e estrutura do rosto, fugimos do tradicional e oferecemos o natural. Isso contribuiu para que eu entendesse que não existe um padrão de beleza e que precisava criar algo que valorizasse a beleza natural de cada pessoa”, comenta Martins.

O procedimento que ganhou espaço nos Estados Unidos e tem data marcada para inaugurar no Oriente Médio, já foi realizado em famosas como Deborah Secco, Isabelle Drummond, Simone, Simaria, Thelma Assis, campeã do BBB20, Duda Reis, Ellen Milgrau e Simone Sampaio. “O método semipermanente dura em média de 6 meses a um ano e consiste na implantação de um pigmento orgânico na primeira camada da pele com uma lâmina extrafina, criando um desenho que proporciona leveza e movimento às sobrancelhas”, explica a especialista.

Vale ressaltar que o FlowBrows não é uma ‘maquiagem definitiva’. Mesmo utilizando agulha, pigmento e marcação cutânea, o procedimento não é permanente e deve ser retocado de acordo com o desgaste da pele. “Este é um processo extremamente artístico. Buscamos moldar o rosto e tornar o olhar uma verdadeira obra de arte, pois é trabalhado em um estado Flow, onde mente e corpo ficam em perfeita harmonia”, finaliza a empresária.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Retomada às empresas deve alcançar 6,2 milhões de brasileiros

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Entre julho e agosto, 2 milhões de trabalhadores já deixaram o home office. Saiba as principais medidas de segurança para garantir a saúde de colaboradores e seus familiares


Dos 8,2 milhões de trabalhadores brasileiros que estavam em home office no final de julho, 2 milhões já retornaram aos seus postos em agosto, segundo dados da Pnad Covid. A pesquisa foi criada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para detectar os impactos no mercado de trabalho.

“Analisando os dados vemos que a retomada é uma realidade crescente, pois grande parte das pessoas que estava afastada pelo distanciamento está voltando aos seus postos em escritórios, fábricas e lojas em diversas cidades”, afirma Sergio Cafalli, Diretor Executivo da Dasa Empresas, nova estrutura comercial do Grupo Dasa que oferece soluções integradas de saúde. Seguindo orientações da OMS e do Ministério da Saúde, no entanto, há uma série de normas que precisam ser observadas para a saída do isolamento social e volta às atividades com segurança para os trabalhadores e seus familiares. A testagem uma das estratégias mais indicadas para combater a Covid.

A Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil e na América Latina e 5ª maior do setor no mundo teve grande procura por consultoria e desenvolveu por meio da Dasa Empresas, a Solução Covid Empresarial que oferece 6 programas que apoiam as empresas. Além dos testes diagnósticos da Covid-19, com triagem por teleconsulta, um dos pilares desse trabalho é o plano de comunicação, que busca engajar os colaboradores no cumprimento das recomendações. A Dasa Empresas já atende mais de 500 empresas, com aproximadamente 850 mil vidas e a contratação de mais de 207 mil testes, entre Sorologia e RT-PCR, em todo o País.

Para a retomada, todas as etapas precisam ser pensadas: desde a chegada do colaborador à empresa e o alocamento em seus postos com distanciamento indicado, até o uso de espaços comuns, como refeitórios. Com o protocolo de testagem é possível identificar contaminantes, mapear setores com exposição, ter visibilidade dos resultados sobre a prevalência da doença. “A partir daí, as empresas conseguem definir e acompanhar protocolos de afastamento para indivíduos sintomáticos pré e pós-retorno. Portanto, é uma inteligência de solução que vai muito além de simplesmente aplicar testes ou mensurar a temperatura dos colaboradores da empresa”, completa

Solução Covid Empresarial

Criada pela Dasa Empresas a solução oferece uma consultoria e inteligência para áreas de RH possibilitando retorno seguro dos colaboradores às atividades presenciais, envolvendo ainda familiares e prestadores de serviços. O objetivo é ser um parceiro das empresas atuando na operação de retomada e contribuir para a saúde dos colaboradores.

A Solução Covid Empresarial visa ser uma forma modular e consultiva, que vai além dos testes diagnósticos da Covid-19, com triagem por teleconsultas, por exemplo. O Grupo Dasa reúne a Dasa (medicina diagnóstica), a Ímpar (rede de hospitais) e a GSC (integradora de saúde). Esta última realiza a Coordenação de Cuidado a colaboradores que testaram positivo para Covid e têm protocolos personalizados de acordo com o quadro clínico do paciente, que vai de repouso e isolamento domiciliar com acompanhamento de grupo multiprofissional da GSC a encaminhamento para hospitais em caso de pacientes críticos.


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Sebrae e Embrapa fecham parceria para atuação no AgroNordeste

As instituições serão responsáveis pela criação de um observatório com informações decisivas para os pequenos produtores rurais


O Sebrae, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), avançou mais uma etapa na realização do projeto piloto para formação de um observatório que irá basear ações no programa AgroNordeste, do Governo Federal. Gestores e pesquisadores das instituições reuniram-se na sexta-feira (28/8) para apresentar a base conceitual dos trabalhos e dividir as equipes.

O objetivo inicial é monitorar, coletar, analisar e identificar os principais sinais e tendências no comportamento produtivo de pequenos negócios rurais, na região nordeste e em parte de Minas Gerais. Essas informações serão disponibilizadas na página Conexão Sebrae e ficarão disponíveis para consulta. O analista de competitividade do Sebrae, Victor Ferreira, moderou a reunião e analisa que essa fase de organização do conteúdo é fundamental para a tomada de decisões no futuro.

“O trabalho que estamos fazendo é minucioso, por isso vamos dividir o levantamento em grupos que irão analisar segmentos e temas que impactam o agronegócio. Por exemplo, uma equipe investiga leite e derivados, outra apicultura, fruticultura, agroindústrias, clima, assim por diante. Com todas essas informações em mãos vamos catalogar e publicar isso num repositório, que irá servir de base para o planejamento de ações futuras de forma assertiva. Estamos contando com a expertise da Embrapa para realizar a fase de inteligência estratégica. Em seguida, com a capilaridade do Sebrae em todo país, faremos isso chegar nos pequenos negócios rurais”, afirma Ferreira.

Para o economista e supervisor da Rede de Observatórios da Embrapa, Marcos Pena, concentrar informações detalhadas dos pequenos negócios rurais será um grande avanço. “O grande volume de informações do ambiente é limitador à nossa capacidade analítica, restringindo muito as condições de uma organização manter-se atenta às incertezas do ambiente. Isso prejudica a tomada de decisão, daí o desafio de identificar fontes importantes de informações do ambiente para captá-las e organizá-las para auxiliar a tomada de decisão”, disse.

O que é o AgroNordeste?

A iniciativa do governo federal é um plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural da região. O programa lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no dia 1º de outubro de 2019, será implantado em 230 municípios dos nove estados do Nordeste e parte de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, beneficiando uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

O AgroNordeste conta com um comitê gestor formado por Sebrae, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco do Brasil, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).



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Bioeconomia: o que é e como pode alavancar investimentos para o Brasil

Você já ouviu falar em bioeconomia? Desde o advento da revolução industrial no Brasil, ainda no século passado, o País vem discutindo como produzir e desenvolver de forma mais sustentável. Isso quer dizer que, de maneira organizada e pensada, é possível atender às necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades. E aí pode entrar a bioeconomia. 

Bioeconomia é conhecida como um modelo de produção industrial baseado no uso de recursos biológicos. A ideia é oferecer soluções para a sustentabilidade dos sistemas de produção com vistas à substituição de recursos fósseis e não renováveis. 

“O Brasil possui mais florestas do que qualquer outro país e um terço das florestas tropicais do mundo estão aqui. O País tem grandes diferenciais que nos colocam no centro do debate internacional de bioeconomia”, avalia Rodrigo Agostinho (PSB-SP), membro da Frente Parlamentar Mista de Bioeconomia. 

Ele lembra que a nação verde e amarela tem 20% de toda a biodiversidade do mundo. “Isso facilita muito a prospecção de produtos da floresta, para a indústria de cosméticos, farmacêutica, alimentícia. São várias situações que nos projetam de maneira diferenciada e nos dão destaque internacional”, frisa Agostinho. 

O assunto também despertou interesse no Governo Federal. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marcos Pontes, ressaltou, em reunião virtual, a importância de o Brasil se desenvolver nesse setor, mostrando que outros países com menos recursos naturais estão mais à frente que o nosso. “Veja o que esses países não têm e o que eles são. Agora, veja o Brasil. Veja o que nós temos e o que nós não somos”, refletiu.

O presidente da Associação Brasileira de Bioinovações (ABBI), Thiago Falda, defende a construção de políticas públicas nesse campo da bioeconomia. “Os investimentos no País e as políticas públicas precisam ser direcionados para os elementos que o País tem vocação. Temos a maior biodiversidade do mundo, a maior quantidade de biomassa e a um preço mais acessível no mundo, temos uma agricultura altamente sustentável que permite a geração dessa biomassa. Então, temos uma experiência muito grande em bioeconomia”, reforça. 



Desequilíbrio 

Segundo dados compilados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acredita-se que, até 2030, a população global cresça 16%, passando de 7,3 bilhões, em 2015, para 8,5 bilhões daqui a dez anos. Os pesquisadores acreditam que um dos maiores desafios esteja na transformação do atual modelo econômico de desenvolvimento, baseado tanto na utilização de fontes fósseis, como petróleo, gás e carvão, quanto na degradação do meio ambiente. 

O centro de Sustentabilidade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) endossa esses dados. Com o aumento da população, segundo levantamento da entidade, os recursos podem começar a faltar – como água potável, alimentos e energia. Em uma publicação, em que classifica a bioeconomia como uma das dez tendências que estão mudando o mundo dos negócios, o Sebrae acredita que é preciso “voltar a economia para o que é vivo.” 

A bioeconomia, segundo o Sebrae, é indicada como conceito que pode apresentar respostas e soluções de grandes desafios, como a produção sustentável de alimentos, alternativas energéticas limpas e uso da engenharia genérica para criar produtos para a saúde. O setor de bioeconomia já movimenta cerca de dois trilhões de euros no mercado mundial e gera em torno de 22 milhões de empregos. 

“O Brasil tem que investir muito mais em biotecnologia, biorefinarias, bioinsumos, biocombustíveis, porque isso tende a ser a economia do futuro e com crescimento exponencial, como na captura do carbono. Dessa forma, investiremos no que é o futuro da economia mundial. Produtos e insumos de origem fóssil tendem a diminuir”, projeta o deputado federal Alexis Fonteyne (Novo-SP). 

“Quando falamos em bioeconomia, falamos em economia circular, em que sempre teremos o reaproveitamento do carbono, sem desperdícios, e um impacto ambiental muito menor”, ressalta o parlamentar. 

Bioeconomia na pandemia 
Um estudo organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra como a indústria vem se adaptando a uma realidade cada vez mais presente no mercado. O conceito de bioeconomia, que não é novo, teve mais destaque após a crise global na saúde e na economia, causada pela pandemia do novo coronavírus. 

“Entre os principais desafios, está a construção de uma governança para a bioeconomia, que deve ser liderada pelo Governo Federal envolvendo diversos ministérios, indústrias, universidades e instituições de pesquisa”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Em 2016, segundo dados do estudo, o valor das vendas atribuíveis à bioeconomia brasileira foi de US$ 326,1 bilhões, considerando-se o setor agropecuário e a produção tradicional. “Contudo, a quantidade de tecnologia gerada no país para suportar essa produção foi muito pequena, tendo sido esse um valor capturado por empresas especializadas que fazem o desenvolvimento em outros países”, afirma o documento. 

E continua: “investimentos qualificados nessa área têm grande potencial de retorno, além de reduzir a dependência e aumentar a segurança econômica do País. Portanto, atuar na industrialização da biologia para o desenvolvimento de uma bioeconomia avançada, com maior margem para os produtos da pauta, é fundamental.” 

Na opinião do deputado Rodrigo Agostinho, é preciso investir, sim, na bioeconomia, mas acredita que ainda há entraves que impedem que o Brasil avance no pleito. 

“Precisamos investir mais na economia da floresta, das energias limpas, dos combustíveis renováveis. Mas o grande desafio que ainda temos é tirar as amarras e entraves. Precisamos de uma série de cenários internos favoráveis, precisamos de marco regulatório, de segurança jurídica, de incentivos tributários. Precisamos tirar as amarras fiscais e criar um cenário onde o Brasil possa voltar a se industrializar em uma perspectiva mais concreta e sólida, onde a bioeconomia possa se apoiar de forma sustentável ao longo do tempo”, conclui.  



Fonte: Brasil 61

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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Japan House São Paulo realiza conversas online com o educativo inspiradas em temas da cultura japonesa


Em setembro, a série "Conversas com o Educativo'' revisita as conversas mais marcantes realizadas nas redes sociais





A série “Conversas com o Educativo” acontece nas redes sociais da Japan House São Paulo, toda terça-feira às 16h, e faz parte do projeto #JHSPONLINE, que conta com programação intensa que comunica o que há de mais interessante sobre o Japão. O encontro tem o objetivo de promover a troca de conhecimentos e diálogos sobre diversos temas e assuntos relacionados a cultura nipônica, proporcionando a todos os participantes uma experiência cultural online junto aos integrantes da equipe do educativo do centro cultural, respeitando o distanciamento social.

Para o mês de setembro, o educativo revisita as conversas mais marcantes que aconteceram durante a programação iniciada em maio, trazendo a oportunidade do público rever alguns temas e assuntos apresentados, como arte, elementos e conceitos japoneses. A participação nos eventos é gratuita, livre, não sendo necessário ter visitado a Japan House São Paulo anteriormente, pois o objetivo é também integrar pessoas de diferentes localidades por intermédio dessas conversas. O link para a participação será disponibilizado no site e mídias sociais da instituição um dia antes de cada Conversas com o Educativo.

No dia 08/09 acontece a conversa “Mundos Flutuantes’’, inspirada pela exposição Japão em Sonhos, e que promete ser uma viagem pelo imaginário japonês por meio de gravuras japonesas (Ukiyo-e), apresentando um pouco do seu contexto histórico, principais representantes e o fascínio causado por elas em artistas ocidentais como, por exemplo, Van Gogh.

Já na segunda quinzena do mês, dia 15/09 acontece um encontro inédito em torno do tema ‘’Elementos da Casa Japonesa’’, com a participação do arquiteto Hayato Fujii, gerente geral dos projetos no Brasil do Kengo Kuma and Associates, para conversar sobre alguns elementos presentes nas casas japonesas e suas releituras na arquitetura contemporânea. Serão abordadas as histórias das casas e suas modificações com o passar do tempo, sendo ressignificados por arquitetos contemporâneos em seus projetos. “Mottainai: O não-desperdício e o respeito pelas coisas’’ será o tema da conversa do dia 22/09, em que será explorada a história do elemento Mottainai, que pode ser traduzido como "Não desperdiçar". Será abordada a sua história e transformação com o passar do tempo até se transformar em uma palavra símbolo dos movimentos zero waste ao redor do mundo.

O mês se encerra no dia 29/08 com a temática “Wabi-Sabi e o sentimento de impermanência”, sobre o aspecto contemplativo da passagem do tempo encontrado em muitas manifestações da cultura japonesa. A partir da concepção de Wabi-Sabi será discutida a capacidade de encontrar beleza nas coisas imperfeitas, incompletas e impermanentes.

Para participar das conversas, basta acessar o link, que será disponibilizado no site e mídias sociais da instituição um dia antes de cada atividade. Há também a possibilidade de agendamento de conversas exclusivas, em dias e horários diferentes, para escolas, universidades, empresas e outras instituições, mediante disponibilidade. Neste caso, os interessados devem enviar um e-mail para educativo@jhsp.com.br com o nome da instituição/responsável pelo grupo, dia e horário de interesse e quantidade de pessoas.

Conversa com o Educativo

Mundos Flutuantes

Data: 08/09

Horário: 16h

Link de acesso: Será disponibilizado um dia antes no site e mídias sociais da instituição.

Elementos da Casa Japonesa

Data: 15/09

Horário: 16h

Link de acesso: Será disponibilizado um dia antes no site e mídias sociais da instituição.

Mottainai: O não-desperdício e o respeito pelas coisas

Data: 22/09

Horário: 16h

Link de acesso: Será disponibilizado um dia antes no site e mídias sociais da instituição.

Wabi-Sabi e o sentimento de impermanência

Data: 29/09

Horário: 16h

Link de acesso: Será disponibilizado um dia antes no site e mídias sociais da instituição.

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP)


A JAPAN HOUSE São Paulo é uma instituição dedicada a mostrar o melhor do Japão do século 21. Inaugurada em maio de 2017, foi a primeira a abrir as portas no mundo, seguida por Los Angeles (inauguração total em agosto/2018) e Londres (inaugurada em junho/2018). Desde sua abertura, o público brasileiro vem sendo convidado a ter uma experiência dos modos de viver do Japão contemporâneo. A JAPAN HOUSE São Paulo promove, em seus três andares, exposições, seminários, workshops e atividades que trazem ao Brasil os mais relevantes criadores e empreendedores japoneses da atualidade nas artes, no design, na moda, na gastronomia, na ciência e na tecnologia. A instituição já recebeu mais de dois milhões de visitantes.

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