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terça-feira, 22 de abril de 2025

Baleias-jubarte com caudas deformadas são registradas no litoral do Rio de Janeiro



Pesquisadores do AquaRio e instituições parceiras identificam anomalias raras sem impacto aparente na natação


Pesquisadores do AquaRio, em parceria com o Projeto Baleia Jubarte, registraram duas baleias-jubarte adultas com deformidades incomuns na nadadeira caudal durante expedições realizadas em 2023 e 2024 no litoral do Rio de Janeiro. Os casos foram documentados e incluídos na plataforma global Happywhale, utilizada para identificação individual e monitoramento de mamíferos marinhos. No entanto, os pesquisadores não observaram sinais de dificuldades na movimentação dos animais registrados no Brasil. Ambos nadavam vigorosamente e interagiam com outros indivíduos dos grupos dos quais faziam parte.


Os dois indivíduos foram catalogados com os códigos IBJ-8577 e IBJ-8589 no banco de dados Happywhale, contribuindo para o monitoramento da espécie e ampliando o conhecimento sobre variações anatômicas nas baleias-jubarte.


O primeiro registro, feito em julho de 2023, revelou uma baleia com os dois lobos da cauda curvados para cima, uma alteração anatômica perceptível quando vista de baixo. Apesar da deformidade, o animal nadava normalmente, seguindo um trajeto linear bem definido.


Já em julho de 2024, outra baleia foi observada com uma formação incomum na região central da nadadeira caudal, semelhante a uma segunda cauda menor e de coloração predominantemente branca. Essa estrutura parecia ser uma extensão anormal do corpo, sem cicatrizes aparentes. Imagens aéreas feitas com drone confirmaram o formato inusitado.


A origem dessas anomalias é desconhecida. Alterações anatômicas em baleias já foram documentadas em outras partes do mundo, podendo estar relacionadas a causas genéticas, interações intra e interespecíficas e fatores antropogênicos, como contaminação química da água, colisões de navios e interações com equipamentos de pesca.


As expedições científicas na costa do Rio de Janeiro já começam a trazer resultados. Nos últimos dois anos, foram registradas anomalias raras nas nadadeiras caudais de baleias-jubarte adultas.

Cada descoberta reforça a importância do monitoramento contínuo. Alterações anatômicas em cetáceos podem servir também como indicadores da saúde dos ecossistemas marinhos, tornando a pesquisa essencial para a conservação dos oceanos.


O estudo foi realizado com pesquisadores do Projeto Baleia Jubarte em parceria o IMAM – AquaRio (Rio de Janeiro Aquarium Research Center), que atua no desenvolvimento de pesquisas voltadas à conservação marinha.


Os registros foram publicados em forma de nota no Latim American Journal of Aquatic Mammals.


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domingo, 2 de abril de 2023

Governo de SP vai investir R$ 5,6 bilhões até 2026 no rio Tietê



Programa IntegraTietê terá PPPs para desassoreamento e transformação do DAEE em agência reguladora

O Governo de São Paulo vai investir R$ 5,6 bilhões para despoluição do rio Tietê nos próximos quatro anos. A gestão estadual anunciou nesta sexta-feira (31) o Programa IntegraTietê, inciativa que prevê medidas de curto, médio e longo prazo para melhorar a gestão do maior rio do Estado.

Com isso, os recursos serão aplicados em ações como a ampliação da rede de saneamento básico, o desassoreamento do curso d’água, a gestão de pôlderes (estruturas hidráulicas para controle de enchentes em pontos baixos), além de melhorias no monitoramento da qualidade da água e recuperação de fauna e flora nas margens da bacia hidrográfica.

"O nome do programa dá a diretriz da atuação esperada para o Tietê: integração entre Governo, iniciativa privada e sociedade civil. Aportes de recursos e esforços serão integrados por meio de uma forte governança que permitirá, de forma mais assertiva, direcionar recursos aos pontos mais vulneráveis do Tietê", reforça o governador Tarcísio de Freitas.

Entre as principais inovações estão a estruturação de parcerias público-privadas (PPPs) para desassoreamento do rio e seus afluentes; a proposta de transformação do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) em Agência SP Águas, via Projeto de Lei, para fortalecer os papéis de regulação e fiscalização do órgão; além de um modelo de contratação para esgotamento sanitário focado em gestão por resultados, que prevê a remuneração por número de clientes conectados e melhoria dos indicadores de qualidade da água do Tietê.
O programa contará ainda com a criação do Fórum IntegraTietê, composto por órgãos como a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o DAEE e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), além de membros dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado.

"Não queremos inventar a roda. Sabemos do tamanho do desafio que é o Tietê. Para isso, pretendemos tratar o rio como uma política do Estado. Integrar todos os atores envolvidos no processo traz uma melhor governança para as ações. Além disso, acreditamos que as PPPs conferem um ganho de escala e, consequentemente, mais eficiência para o projeto a longo prazo", avalia a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Todas as medidas em andamento, como o Projeto Tietê e o Programa Renasce, serão incorporadas para fortalecer a governança, além de unificar as diretrizes para direcionamento dos recursos.

Pilares
O IntegraTietê terá cinco frentes de atuação em todos os 1.100 quilômetros de extensão do rio: saúde e qualidade de vida; controle de cheias; turismo, lazer e integração; eficiência logística; e governança.
No pilar saúde e qualidade de vida, o foco será a expansão da rede de saneamento básico e a gestão de resíduos sólidos. A estimativa de investimentos é de cerca de R$3,9 bilhões no incremento da capacidade de tratamento de esgoto e a expansão das redes de coleta dos resíduos.

Na vertente controle de cheias, o objetivo é ampliar as ações de desassoreamento. Atualmente, o DAEE trabalha na remoção de resíduos do fundo do Tietê ao longo de 41 quilômetros nas cidades de Santana do Parnaíba, Osasco, Barueri, Carapicuíba, Guarulhos e São Paulo, com investimentos de R$ 320 milhões ao ano. A projeção é ampliar esse trabalho em 25 quilômetros nos próximos seis meses, atendendo áreas em Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Suzano e Ferraz de Vasconcelos.

A partir de 2025, as obras deverão passar à iniciativa privada por meio de concessão, que permitirá a prestação dos serviços de desassoreamento nos 205 quilômetros do Alto Tietê com mais eficiência, beneficiando os 39 municípios com a redução dos impactos das chuvas a longo prazo.

Convênio com o BID
Um financiamento de R$ 500 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) contemplará, ainda, o pilar turismo, lazer e integração. Aprovado no âmbito do Renasce Tietê, que será incorporado ao programa, os recursos englobam iniciativas em educação, cultura, lazer e esporte em Salesópolis. O convênio também permite a ampliação do uso de novas tecnologias de controle para o monitoramento qualitativo e quantitativo das águas do rio.

O último pilar, eficiência logística, será contemplado com a retomada das obras de aprofundamento do canal de Nova Avanhandava em 3,5 metros, no Baixo Tietê, região Noroeste do Estado, que permitirão a navegabilidade mesmo em períodos de estiagem, com estímulo ao transporte hidroviário. O investimento previsto é de R$ 300 milhões.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Operação Focus investiga origem das queimadas no Pantanal

Técnicos do Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul, da Perícia Técnica da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do estado, agentes da polícia civil e soldados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar visitam 35 fazendas das regiões de Nabileque e Nhecolância para identificar origem dos focos de queimada nas propriedades e punir os responsáveis em casos propositais. 

Os agentes envolvidos na operação fazem levantamento da área queimada e verificam os indícios da origem do fogo, se estão condizentes com as imagens de satélite. Dados do Instituto de Pesquisas Espaciais revelam que 2020 é o pior ano da história do bioma em número de focos de incêndio. São 22 mil focos de calor neste ano, sendo mais de 5 mil apenas em setembro. 


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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Sebrae e Embrapa fecham parceria para atuação no AgroNordeste

As instituições serão responsáveis pela criação de um observatório com informações decisivas para os pequenos produtores rurais


O Sebrae, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), avançou mais uma etapa na realização do projeto piloto para formação de um observatório que irá basear ações no programa AgroNordeste, do Governo Federal. Gestores e pesquisadores das instituições reuniram-se na sexta-feira (28/8) para apresentar a base conceitual dos trabalhos e dividir as equipes.

O objetivo inicial é monitorar, coletar, analisar e identificar os principais sinais e tendências no comportamento produtivo de pequenos negócios rurais, na região nordeste e em parte de Minas Gerais. Essas informações serão disponibilizadas na página Conexão Sebrae e ficarão disponíveis para consulta. O analista de competitividade do Sebrae, Victor Ferreira, moderou a reunião e analisa que essa fase de organização do conteúdo é fundamental para a tomada de decisões no futuro.

“O trabalho que estamos fazendo é minucioso, por isso vamos dividir o levantamento em grupos que irão analisar segmentos e temas que impactam o agronegócio. Por exemplo, uma equipe investiga leite e derivados, outra apicultura, fruticultura, agroindústrias, clima, assim por diante. Com todas essas informações em mãos vamos catalogar e publicar isso num repositório, que irá servir de base para o planejamento de ações futuras de forma assertiva. Estamos contando com a expertise da Embrapa para realizar a fase de inteligência estratégica. Em seguida, com a capilaridade do Sebrae em todo país, faremos isso chegar nos pequenos negócios rurais”, afirma Ferreira.

Para o economista e supervisor da Rede de Observatórios da Embrapa, Marcos Pena, concentrar informações detalhadas dos pequenos negócios rurais será um grande avanço. “O grande volume de informações do ambiente é limitador à nossa capacidade analítica, restringindo muito as condições de uma organização manter-se atenta às incertezas do ambiente. Isso prejudica a tomada de decisão, daí o desafio de identificar fontes importantes de informações do ambiente para captá-las e organizá-las para auxiliar a tomada de decisão”, disse.

O que é o AgroNordeste?

A iniciativa do governo federal é um plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural da região. O programa lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no dia 1º de outubro de 2019, será implantado em 230 municípios dos nove estados do Nordeste e parte de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, beneficiando uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

O AgroNordeste conta com um comitê gestor formado por Sebrae, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco do Brasil, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).



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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Fundação SOS Mata Atlântica celebrou o Dia da Mata Atlântica neste domingo (27/05)


Voluntários retiram 70 sacos de 60 litros com lixo dos parques

A Fundação SOS Mata Atlântica realizou neste domingo (27/05), o evento “Seja Voluntário no Dia da Mata Atlântica“. Além de chamar a atenção para a data, a ação voluntária reuniu mais de 350 pessoas em cinco parques de São Paulo (Água Branca, Ecológico do Tietê e Profª Lydia Natalizio Diogo - Vila Prudente, Horto Florestal e Trianon) com o objetivo de realizar atividades como mutirões de limpeza e plantio de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.

No Parque Trianon, o destaque foi a necessidade de retirar as plântulas e sementes de uma palmeira australiana invasora, a seafórtia (Archontophoenix cunninghamiana), espécie exótica introduzida para fins paisagísticos quando da criação do parque, em 1892. Estudos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente mostram que o parque sofre uma invasão biológica dessa palmeira, que se sobrepõe às demais árvores nativas de Mata Atlântica. Elas foram alvo de uma ação de retirada – os voluntários conseguiram encher 30 sacos de 60 litros. Houve também o plantio de 10 mudas de árvores nativas que originalmente habitavam aquele fragmento, como a peroba, o jenipapo e o jatobá.

“A gente acha que apenas plantar pode fazer o bem ao meio ambiente, mas achei interessante a necessidade de retirar esta espécie. Aqui aprendemos como também manter as novas mudas plantadas e isso vai além do preservar. Levamos daqui um ensinamento para a vida“, afirma Ana Paula Macedo, que esteve no parque Trianon com sua família.

Em alguns locais, como no Parque Ecológico da Vila Prudente, os grupos realizaram mutirões de limpeza. O que mais chamou a atenção do público foi a quantidade de resíduos encontrados. “É importante que as pessoas tenham este olhar durante a visitação aos parques. O que mais impressionou foi a quantidade e diversidade de lixo coletado. Isso é muito importante para conscientizarmos sobre a necessidade de destinar corretamente os resíduos e também recolher o que estiver em local inadequado“, afirma Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica. No parque da Vila Prudente, foram mais de 20 sacos de lixo coletado.

No Parque da Água Branca, a maioria dos voluntários era frequentadores desde a infância e agora levam seus filhos para usufruir do local. Segundo eles, ao plantar as 20 mudas nativas, deixam um importante legado para as próximas gerações. Com a ação, os voluntários encheram 17 sacos de lixo.

Já no Parque Ecológico do Tietê, a mobilização das famílias foi o grande destaque. Em uma delas, todas as gerações se engajaram, desde os netos até os avós puderem participar de diversas atividades, como uma trilha de 4 km pela Mata Atlântica.

Escolas também não ficaram de fora da ação. No Horto Florestal, um professor levou 10 alunos de uma escola de Mogi das Cruzes. Ponto positivo para este parque foi o pouco lixo encontrado. Os voluntários aproveitaram para organizar um área de lazer com quantidade excessiva de folhas.

O Viva a Mata 2018 conta com o apoio das secretarias Estadual do Meio Ambiente (SMA) e Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), além do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Desmatamento da Mata Atlântica
Nesta semana da Mata Atlântica, novos dados de desmatamento do bioma foram divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Atlas da Mata Atlântica constatou uma redução de 56,8% no desmatamento entre os anos de 2016 e 2017 comparado ao período de 2015-2016. No último ano, foram destruídos 12.562 hectares (ha), ou 125 Km², nos 17 estados do bioma. Trata-se do menor índice total de desmatamento desde quando as organizações monitoram o bioma – 32 anos.

Apesar da redução, a SOS Mata Atlântica chama a atenção para a importância de um compromisso de toda a sociedade pela proteção do bioma para que o desmatamento reduza ainda mais e que seja alcançado o desmatamento ilegal zero - em torno de 100 hectares ou 1km², já presente em sete estados, como São Paulo – o estado desmatou 90 hectares do bioma entre 2016 e 2017.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica
A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG ambiental brasileira. Atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica por meio do monitoramento do bioma, produção de estudos, projetos demonstrativos, diálogo com setores públicos e privados, aprimoramento da legislação ambiental, comunicação e engajamento da sociedade em prol da recuperação da floresta, da valorização dos parques e reservas, de água limpa e da proteção do mar. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br.

domingo, 31 de janeiro de 2010

MUDANÇA CLIMÁTICA DEVERIA SER PREOCUPAÇÃO DE TODOS

Está na hora de os países demonstrarem que é sério seu compromisso com o combate às mudanças climáticas

Domingo, dia em que finaliza o prazo para os países colocarem no Acordo de Copenhague as metas e detalhes de seus programas de redução de emissões, é a oportunidade para que as nações que pressionam por um acordo do clima demonstrem que estão falando sério sobre essa questão, declarou a Rede WWF.
“O Acordo de Copenhague estabelece, atualmente, um objetivo consensual: manter o aquecimento global abaixo do limiar de perigo de dois graus centígrados”, disse Kim Carstensen, líder da Iniciativa Global do Clima da Rede WWF.
Termina o prazo auto-imposto pelos países para colocar no papel o que eles irão realmente fazer para manter o mundo fora desse nível de perigo.”
Para a grande maioria dos países, disse Cartensen, isso significa aumentar consideravelmente os compromissos por eles assumidos até agora.
“As reduções de emissões colocadas na mesa em Copenhague estavam claramente nos encaminhando a um aumento no aquecimento global de três graus centígrados ou mais, mesmo sem levar em conta os muitos e grandes furos decorrentes de alegações dúbias sobre reduções de emissões e de contabilidade duplicada para estas reduções,” afirmou Carstensen.
As metas para as nações desenvolvidas que o WWF busca devem se aproximar, até 2020, do limite superior da faixa de 25 a 40% de reduções das emissões, com relação aos níveis de 1990. Em Copenhague, somente a Noruega alcançou esse nível ambicioso, com uma meta de 40% de redução. O Japão anunciou uma meta de menos 25% no Acordo, o que não está tão longe assim do nível desejado, enquanto a Austrália decepcionou, esta semana, ao anunciar sua intenção de manter sua meta de 5% de redução.
“Quanto às nações desenvolvidas que fizeram o máximo para forçar o Acordo de Copenhague, receamos que ainda exista um grande descompasso entre seu objetivo de manter o mundo longe do perigo climático e as medidas que elas estão preparadas para adotar a fim de realmente atingirem essa meta”, disse Carstensen.
As principais economias emergentes – o Grupo BASIC composto pelo Brasil, África do Sul, Índia e China – anunciaram, no final de semana passado, sua intenção de cumprir o prazo de 31 de janeiro e com os programas de mitigação voluntária no âmbito do Acordo.
“Tal atitude desse grupo dos principais países em desenvolvimento é de grande ajuda. Nossa expectativa é de que eles irão anunciar um nível elevado de ambição e tomar providências urgentes, apresentando planos nacionais de ação bem claros para alcançar esse patamar”, disse Carstensen.
O coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, Carlos Rittl, destacou que a organização, no Brasil, espera que o Governo Federal informe ao secretariado da Convenção do Clima, até o final do mês, suas ações de mitigação e suas metas, como prometido em Nova Délhi, Índia, no dia 24 último, em declaração conjunta dos ministros participantes da reunião do BASIC.
“Precisamos de máxima transparência sobre os números, sobre os cálculos e projeções feitas pelo governo. É necessário um plano muito eficiente para atingir tais metas e mesmo ir além. Este plano deve ser o nosso atual Plano Nacional de Mudanças Climáticas revisado e detalhado como um verdadeiro plano de ação de baixo carbono”, disse Rittl.

Segundo ele, o plano deve definir mecanismos, medidas e ações que serão desenvolvidas para que o Brasil reduza suas emissões. “Assim, será possível que todos os setores de nossa sociedade trabalhem de forma coordenada com os Governos Federal, estaduais e municipais, em ações efetivas para contribuirmos com os esforços globais de combate às mudanças climáticas”, acrescentou Carlos Rittl.
A Rede WWF distribuiu documento intitulado “O Acordo de Copenhague: um primeiro passo?”, que faz uma análise de como o mundo pode iniciar essa jornada que parte do acordo político obtido em Copenhague para chegar a um tratado internacional do clima com obrigações legais, um objetivo a ser alcançado em dezembro próximo na Cidade do México. A rede ambientalista mundial disse, ainda, que continua esperando pelos anúncios de ajuda financeira no Acordo, pois isso é urgente para auxiliar os países em desenvolvimento a prevenir e enfrentar as mudanças climáticas.
“O público está consciente de que o mundo falhou em Copenhague e não fez o que era preciso fazer,” disse Carstensen. Ele concluiu: “No entanto, o problema das mudanças climáticas não vai desaparecer. Ele vai piorar. E o custo de lidar com esse problema vai aumentar na medida em atrasarmos as providências efetivas a serem tomadas”, concluiu.

Para mais informações:
Mais detalhes sobre o Acordo de Copenhague, como ele pode levar a um acordo internacional do clima com obrigações legais, as discrepâncias entre os compromissos de redução de emissões assumidos até agora e aquilo que se precisa para manter o aquecimento mundial abaixo do limiar de perigo dos dois graus centígrados, tudo isso pode ser encontrado no documento intitulado “O Acordo de Copenhague: um primeiro passo?”, o qual pode ser acessado em
http://assets.panda.org/downloads/the_stepping_stone_final_280110.pdf
Visite: http://www.wwf.org.br/  

Sobre a Rede WWF
A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo. Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.

Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e de promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Investir em tecnologias limpas é lucrativo

É o que confirma relatório da Rede WWF, divulgado hoje em Copenhague. Relatório lembra que Brasil lidera, por exemplo, a tecnologia de biocombustíveis.

Copenhague, Dinamarca - As tecnologias para a geração de energia limpa estão despontando como um caminho que traz inovação, sustentabilidade e lucratividade. Com isso, está em vias de se tornar o terceiro maior setor industrial mundial, segundo relatório da Rede WWF, divulgado hoje em Copenhague.

A construção de uma indústria forte em tecnologias limpas pode transformar um país em liderança mundial. Já é possível observar o pioneirismo de alguns países neste aspecto, como é o caso da Dinamarca, com a energia eólica, e do Brasil, com o biocombustível, que já lideram o conhecimento sobre essas tecnologias sustentáveis, além da Alemanha, que já vem desenvolvendo com sucesso iniciativas para a produção de energia eólica e solar.

O relatório da Rede WWF prevê que os ganhos das indústrias que desenvolvem essas tecnologias devem movimentar 1.600 bilhões de euros em 2020, atrás apenas da indústria de produtos eletrônicos e automóveis, ocupando o terceiro lugar no ranking industrial. Para se ter uma idéia comparativa, já em 2007, as tecnologias de energia limpa movimentaram 630 bilhões de euros, mais que a indústria farmacêutica.

A receita das vendas de produtos de eficiência energética em 2007 foi mais de cinco vezes a receita dos produtos de energia renovável. Porém, isso deve se alterar significativamente em 2020, com a taxa de crescimento das energias renováveis em 15% ao ano, que representa três vezes mais do que os ainda respeitáveis 5% das vendas de produtos e processos ligados à eficiência energética.

“Avaliando estes dados, chega-se à conclusão óbvia de que os governos e a iniciativa privada devem investir em tecnologias limpas – com subsídios e recursos diretos, respectivamente. Primeiro porque se trata da segurança energética do planeta. Segundo porque é lá, na energia limpa, onde estará o dinheiro. Claramente, a partir de uma perspectiva nacional, há muito a ganhar e nada a perder ao investir em energia limpa“, analisa Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.

Os bancos centrais podem ajudar, incentivando a inclusão do "risco carbono" no modelo financeiro. O acesso ao capital de risco também tem sido um fator para o sucesso da energia limpa nos países, que já estão buscando a liderança no desenvolvimento desse tipo de tecnologia. O relatório sublinha, também, a importância de se desenvolver um forte mercado interno para essas tecnologias. Isso permite às empresas experimentar, ganhar experiência e rapidez ao percorrer a curva de aprendizado, dando-lhes uma vantagem competitiva e dotando-as de referências e exemplos de projetos.

Os governos podem apoiar tais mercados domésticos com subsídios, energias renováveis, metas e políticas de contratos. Isso poderia beneficiar muitos países, como o grupo da União Européia, que se classificou em 18º lugar no ranking do PIB, atrás da Alemanha, mesmo em termos absolutos, e do Reino Unido, que ficou com a 19° posição. Ilustrando as oportunidades perdidas, a Austrália, que desperdiçou uma vantagem inicial de seus técnicos em energia solar, está classificada em 28°. A China é o quarto país classificado em termos de vendas absolutas e sexto em vendas relativas ao seu PIB.

Para o WWF-Brasil, renunciar a estas oportunidades por causa do velho hábito de se utilizar combustíveis fósseis poluentes, em razão das fortes pressões do lobby da indústria tradicional é uma demonstração de que se está agindo contra os interesses mundiais.

Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e de promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Natura adere ao Programa Defensores do Clima do WWF-Brasil

Natura adere ao Programa Defensores do Clima do WWF-Brasil

Copenhague, 10 de dezembro de 2009 – A Natura anunciou hoje sua adesão ao programa Defensores do Clima do WWF-Brasil e seu compromisso em reduzir em 10% as emissões absolutas dos seus processos operacionais até 2012, em relação ao ano de 2008. O anúncio foi feito em Copenhague, em um evento paralelo à 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima.
“Neste momento em que nosso futuro no planeta está em jogo por causa do aquecimento global, é preciso unir todos os esforços para enfrentar esse problema”, afirma Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil. “É possível dissociar crescimento econômico e emissões de gases do efeito estufa, mesmo nos países em desenvolvimento, e a Natura está mostrando como dar esse passo”, conclui.
Defensores do Clima é o nome de um programa da Rede WWF. No Brasil, o programa está sendo inaugurado pelo acordo firmado entre Natura e WWF-Brasil, organização não governamental brasileira que trabalha em articulação com a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza. O programa global conta com 22 empresas participantes, dentro as quais Coca-Cola, IBM, Tetrapak, Nokia, National Geographic e Sony. Juntas, essas empresas reduzirão suas emissões de gases do efeito estufa em 50 milhões de toneladas de CO2 até 2010, o equivalente às emissões anuais da Suíça.
“As crises decorrentes das mudanças climáticas exigem uma mudança nos padrões de consumo e produção. Em 2007, lançamos nosso projeto Carbono Neutro pelo qual adotamos uma meta de redução de 33% nas emissões por quilo de produto”, destaca Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura. “Agora, ao aceitar o desafio proposto pelo WWF-Brasil, estamos dando mais um passo em nosso compromisso com a sustentabilidade e garantindo que, independente do nosso crescimento, reduziremos nossas emissões de gases do efeito estufa relacionadas às nossas operações”, conclui.
Para atingir a meta, a Natura investirá no uso de energias renováveis. Ela substituirá o combustível dos seus fornos de calor por biomassa e etanol, insumos renováveis, e usará etanol em sua frota própria de veículos.
A exemplo do compromisso da Natura, o WWF-Brasil está prospectando outras empresas que queiram se engajar na redução de emissões de gases de efeito estufa em seus processos industriais e operacionais para assim contribuir para uma economia de baixo carbono,


A Natura
A Natura é a maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza e líder no setor de venda direta. Criada há 40 anos a partir de um laboratório e uma pequena loja em São Paulo, hoje a empresa possui cerca de 5,7 mil colaboradores e registrou no ano de 2008, receita bruta de R$ 4,9 bilhões, um crescimento de 14,2% em relação ao ano anterior. O lucro líquido foi de R$ 542,2 milhões. A Natura está presente no Brasil, Argentina, Peru, Chile, México, Colômbia e França – onde mantém uma loja e um centro-satélite de pesquisa e tecnologia. Na Bolívia atua por meio de um distribuidor. Sua força de vendas é formada por 1 milhão de consultoras, sendo 851 mil no Brasil e 149 mil no exterior.

O WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e de promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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