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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Psicanalista aponta três formas para amenizar os sintomas da ansiedade


Mais da metade dos brasileiros relatam o problema, mas técnicas de relaxamento e cocriação podem aliviar a questão


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel revelou que 68% dos brasileiros relatam sentimentos de nervosismo, ansiedade e tensão. No entanto, mais da metade da população (55,8%) nunca procurou um profissional de saúde para lidar com questões relacionadas a transtornos de ansiedade. O levantamento também destacou que 26% dos brasileiros foram diagnosticados com transtorno de ansiedade, sendo que 15,3% receberam o diagnóstico de um psiquiatra e 10,7% de outro profissional de saúde.

De acordo com Elainne Ourives, renomada especialista em emoções humanas, treinadora mental, psicoterapeuta emocional e autora best-seller do livro "DNA Revelado das Emoções", o ritmo acelerado da vida moderna contribui para o aumento dos níveis de ansiedade. Por isso, é essencial encontrar maneiras eficazes de gerenciar essa emoção. “A ansiedade é uma emoção que vibra em frequências baixas, normalmente associadas a sentimentos de medo, preocupação e incerteza. Essas frequências drenam a energia, obscurecem a clareza mental e enfraquecem a conexão com a paz interior”, conta.

Ela acrescenta que, para ajudar a superar a ansiedade, é fundamental elevar essas frequências a níveis mais altos, onde predominam a tranquilidade, a confiança e o amor. Uma das abordagens recomendadas por Elainne envolve o uso de frequências sonoras para reequilibrar as vibrações internas. Estudos científicos têm demonstrado, por exemplo, que músicas ou sons que operam em frequências específicas, como sons binaurais, músicas de 432 Hz ou 528 Hz e cantos harmônicos, têm a capacidade de aliviar a ansiedade. A especialista sugere ainda reservar um momento do dia para se deitar, fechar os olhos e permitir que essas frequências recalibrem o estado emocional, proporcionando uma sensação de calma e equilíbrio.

“Outra técnica essencial é a visualização criativa. Quando a ansiedade se manifestar, recomendo fechar os olhos e imaginar-se envolto em uma luz dourada, visualizando essa luz permeando cada célula do corpo e transmutando qualquer energia negativa em positiva”, diz. Visualizar um local tranquilo, como um jardim secreto ou uma praia isolada, e se imaginar nesse ambiente sereno pode ajudar a acalmar a mente e a elevar a frequência vibracional, afastando o mal-estar.

Gerenciar a ansiedade é um processo contínuo que requer prática e dedicação. Além disso, é importante buscar ajuda especializada para manter-se saudável. Elainne enfatiza também que adotar práticas como meditação, respiração consciente e mindfulness ajuda a acalmar a mente e a trazer o foco para o momento presente. “O poder da gratidão pode mudar o foco do que está faltando para o que já se tem, elevando a frequência vibracional e atraindo mais coisas positivas para a vida. Afirmações positivas também desempenham um papel fundamental, reprogramando a mente para acreditar que a abundância está fluindo naturalmente, ou seja, viver como se fosse realidade”, conclui.

Atualmente, 73% das pessoas se preocupam excessivamente, 68% se sentem frequentemente nervosas ou tensas e 65% têm dificuldade em relaxar. Além disso, 58% ficam facilmente aborrecidas ou agitadas e 57% são incapazes de controlar suas preocupações. Outros 47% convivem com um medo constante de que algo terrível aconteça e 44% têm tanta agitação que não conseguem permanecer sentadas. Nesse contexto, entender e controlar a ansiedade é um passo para evitar que essa emoção limite a capacidade de viver plenamente, tomar decisões acertadas e atrair prosperidade.

Sobre Elainne Ourives

Treinadora mental, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 8 livros; mestra de mais de 200 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil.

É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz®, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas técnicas energéticas do mundo.

Para mais informações, acesse https://elainneourives.com.br ou pelo Instagram @elainneourivesoficial.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Telescoping: fenômeno aumenta a tendência de alcoolismo entre mulheres




Psiquiatra do CEUB explica que os efeitos nocivos do álcool se manifestam mais rapidamente nas mulheres

O consumo abusivo de álcool entre mulheres jovens tem aumentado no Brasil, de acordo com dados recentes do sistema de Vigilância de Fatores de Risco do Ministério da Saúde. Entre 2006 e 2023, o abuso de bebidas alcoólicas entre as brasileiras quase dobrou, subindo de 7,8% para 15,2%. Lucas Benevides, psiquiatra e professor do curso de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica que, como doença complexa e multifacetada, o alcoolismo requer abordagens integradas de tratamento, antecipando fatores negativos, como as pressões associadas aos aspectos sociais e trabalhistas.

De acordo com Lucas Benevides, o alcoolismo apresenta diferenças significativas entre os gêneros. As mulheres tendem a desenvolver dependência ao álcool mais rapidamente, um fenômeno conhecido como "telescoping". Segundo o especialista, os efeitos fisiológicos do álcool são mais severos nas mulheres devido a diferenças na composição corporal e no metabolismo. “As mulheres têm menor atividade da enzima álcool desidrogenase no estômago, resultando em maior concentração de álcool no plasma e no cérebro. Embora comecem a beber mais tarde que os homens, elas desenvolvam problemas clínicos mais precocemente, como cirrose, miocardiopatia dilatada e maior dano cerebral”.

Questões como depressão, ansiedade e experiências traumáticas, que podem prevalecer ou se manifestar de maneira diferente em mulheres, também são contribuem para essa variação. “As mulheres também podem enfrentar estigmatização social mais intensa em relação ao consumo de álcool, impactando negativamente na busca por tratamento”, afirma.

O psiquiatra e docente do CEUB afirma que as questões de gênero são fundamentais no tratamento da dependência alcoólica. De acordo com Lucas, as abordagens terapêuticas devem ser sensíveis às necessidades das mulheres, que podem incluir experiências de violência doméstica, responsabilidades familiares e diferenças na socialização. “Fatores como histórico de saúde mental, suporte social e cultural, além de acesso a recursos de tratamento, influenciam significativamente a jornada de recuperação”, destaca.

Entre os instrumentos para apoiar indivíduos com dependência alcoólica, estão políticas públicas voltadas para a redução de danos, campanhas de conscientização sobre os riscos do álcool e programas de prevenção nas escolas e comunidades. “Centros de tratamento e reabilitação, linhas de apoio psicológico e grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos, desempenham um papel fundamental, além das políticas que oferecem suporte para a saúde mental.” Ele recomenda investimento em pesquisa para entender as nuances do vício, viabilizando tratamentos mais eficazes e personalizados.

Rede de Apoio

De acordo com o especialista, o apoio da família e de pessoas próximas é vital na recuperação do alcoolismo. É importante abordar a questão com empatia e sem julgamento, incentivando a pessoa a buscar ajuda profissional e a participar de grupos de apoio familiar para orientação e suporte emocional. “Também é essencial estabelecer limites claros e buscar manter um ambiente doméstico seguro e saudável. Oferecer-se para acompanhar a pessoa em consultas e tratamentos pode fortalecer o compromisso com a recuperação”.


terça-feira, 7 de abril de 2020

Dia mundial da saúde: 10 maneiras para manter a saúde mental na quarentena



O filósofo e psicanalista Fabiano de Abreu dedicou-se a buscar maneiras para ajudar as pessoas a manter o equilíbrio para uma boa saúde mental


O Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente em 07 de abril. Essa data coincide com o dia da criação da Organização Mundial de Saúde (OMS), no ano de 1948. O objetivo dessa celebração é despertar uma consciência mundial sobre a importância de diversos aspectos da saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o líder mundial de pessoas que sofrem de ansiedade. Tendo em conta os dados fornecidos existem 18,6 milhões de brasileiros, ou seja, cerca de 10% da população convivendo com o transtorno.

O período de quarentena por pandemia de coronavírus agravou ainda mais o cenário. A incerteza do momento e as preocupações a ele relacionadas tendem a que se verifique um aumento dos níveis de estresse e ansiedade na população. Desta forma, e sendo estados mais ou menos permanentes estes podem fragilizar o sistema imunológico e debilitar o equilíbrio mental.

Se a situação da quarentena já era algo novo para nós, imagina uma quarentena da qual não vemos o seu termino? O filósofo e psicanalista Fabiano de Abreu preocupado com o excesso de pessoas que o procuram e também avaliando o comportamento das pessoas neste atual momento, dedicou-se a criar 10 maneiras para que possa se manter bem mentalmente em plena quarentena.

“ Amigos, clientes, pessoas no mercado e farmácias, muitos estão numa etapa diferente na quarentena. Hoje um dos meus amigos dono de um bar chegou a perder o controle ao falar do estado atual em que nos encontramos. ”

Após este episódio do seu amigo e de outras pessoas que Fabiano vem observando, o filósofo disse que, imediatamente buscou o que ele chama de equilíbrio para encontrar maneiras e ajudar as pessoas que estão em quarentena.

“ Precisamos buscar o equilíbrio, chamarei de equilíbrio o ponto essencial para sabermos lidar com esta quarentena. Exatamente por isso decidi elaborar esta listagem.

1 - Pense positivo - Esta é a primeira das dicas pois é primordial para as outras 9 funcionem. Tudo tem um lado positivo até nas coisas ruins que acontecem. Ser positivo é essencial para que possamos ter a mente tranquila para buscar planos e planejamentos futuros.

O caminho para uma mente positiva é ter a propriedade intelectual de buscar pensamentos que o agrade. Seja numa ação presente ou projetar ações futuras.

2 - Mantenha a sua rotina - Que tal manter a mesma rotina de horários de trabalho e buscar mecanismos para atendimento online ou organizar o seu site e rede social? É um momento também para pesquisar sobre a sua profissão e procurar outras formas para conseguir a remuneração desejada a partir de sua casa. Pode ainda organizar o seu trabalho para quando isso tudo acabar.

Busque estratégias, conhecimentos, quem sabe aquele planejamento que não colocou adiante por falta de tempo não possa ser melhor observado agora?

Interatividade - Vá além da mídia social, a claridade da tela em seu rosto e o excesso de informações pode ativar a ansiedade e atrapalhar o seu equilíbrio na quarentena.

Tente variar as atividades para a interatividade. Busque brincadeiras com a família ou com o parceiro(a). Tem quem goste de videogame ou uma boa série ou filme.

Ver documentários e ler livros contribuem para aumentar o seu conhecimento. Aprender satisfaz, ativa a dopamina, hormônio da recompensa, quando absorvemos algo de novo.

3 - Notícias e mídia social - Temos que nos manter informados, claro, mas isso não quer dizer ficar o dia inteiro lendo notícias e navegando na mídia social. Escolha os sites de notícias que sejam realmente sérios e credíveis para ficar a par dos acontecimentos. É sempre bom ler na parte da manhã pois, ler a noite pode ativar a ansiedade e preocupação atrapalhando o sono. À noite estamos mais relaxados e com a mente mais desocupada, focar na rede social e nas notícias é iniciar um longo período olhando informações que poderão trazer tristeza, ativar a ansiedade e provocar a perda ou sono tardio.

4 - Exercícios físicos - Mesmo se não tinha o costume de fazê-los, que tal tentar começar? Exercícios físicos não são apenas bons para uma boa forma e melhor saúde física mas também para uma melhor saúde mental. Os exercícios liberam o hormônio da endorfina que dá a sensação de bem-estar, alegria, conforto e bom humor.

5 - Crie metas - Não posso deixar de falar nesses hormônios da felicidade e do bem estar. Quando estão em baixa, podem levar a tristeza e posteriormente à depressão ou outras doenças que prejudicam a saúde mental. Criar metas e conquistá-las ativa o hormônio da dopamina. Quando produzida de forma equilibrada, ela também está associada ao amor, bem-estar, felicidade e ao prazer.

Crie metas a curto prazo e também a longo prazo. Seja um jardim a capinar, uma mesa a consertar, um trabalho para concluir, um livro para ler, uma série para assistir, um texto ou planos futuros. Tudo e qualquer coisa, por menor que pareça ser mas que crie como meta, estará não só ativando a dopamina mas também ocupando o seu tempo.

6 - hábitos alimentares saudáveis - Uma boa alimentação ajuda não só a ativar os hormônios da felicidade mas também vai manter a sua imunidade alta para se proteger de doenças. É sabido que o Covid-19 mata mais pessoas com imunidade baixa e a alimentação é crucial neste momento.

Que tal brincar de ser cozinheiro e distrair-se fazendo uns belos e deliciosos pratos na cozinha. Pode ser a hora também de ensinar os filhos a cozinhar.

7 - Tarefas de casa - Que tal ocupar o seu tempo organizando a casa? Aquele armário que nunca tem tempo de arrumar ou a horta que sempre quis plantar. Que tal dividir tarefas em casa e deixa-la do jeito que sempre quis. Ambientes renovados, alma renovada. Depois que bagunçar com brincadeiras em família, arrume novamente. Se tiver com preguiça, não se esqueça que arrumar casa também é um exercício físico.

8 - Organize a sua vida familiar - Aproveite este tempo para interagir mais com a família ou com o seu ou a sua parceira. Para quem tem filhos, seja mais amigo do filho, saiba mais sobre ele, aproveita e recupere todo o tempo perdido neste mundo atribulado que vivemos. Dedica-se mais à família, como eu disse no tópico 1, isso é pensar positivo em algo negativo. A quarentena é negativa mas torna-se positiva quando nos obriga a sermos melhores e mais presentes.

9 - Curta seu animalzinho - Para quem tem bichinho em casa, este é o momento de se dedicar mais a ele. Recupere toda aquela carência que ele sentia com a sua ausência anterior. Animaizinhos de estimação são ótimos também para o equilíbrio emocional. Saiba que o seu bichinho de estimação faz liberar a ocitocina, o hormônio do amor, o mesmo que liberou ao conhecer o seu parceiro(a).

10 - Alinhe-se com a natureza - Nós viemos da natureza. Por milhares de anos interagimos com ela e a usamos para nos proteger e nos alimentarmos. Sempre estivemos vinculados a ela de corpo e alma, portanto, vale a pena voltarmos a conversar com ela e buscar um pouco desta energia que está em nosso instinto. Faça um teste, observe uma árvore, folha, flor e pense o quanto ela é importante e familiar e sentirá uma boa energia como recompensa.

Cultive bons sentimentos, dê boas ideias em casa, crie harmonia, e tente praticar cada um dos tópicos que aconselho.

Essencialmente temos que focar no melhor de cada um, no melhor de cada coisa, no melhor de cada situação. Se de cada tarefa ou etapa retirarmos um pequeno percentual de felicidade teremos o que nos fazer sorrir ao final do dia

Fabiano de Abreu é membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo com sede na Inglaterra conseguindo alcançar o maior QI registrado com 99 de percentil o que equivale em numeral a um QI acima de 180. Especialista em estudos da mente humana, é membro e sócio da CPAH – Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, com sede em Portugal e unidades no Brasil e na Holanda.


Mini CV



Fabiano de Abreu - Psicanalista, filósofo e jornalista
Registro 0.0543 0 Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica e CBPC
Registro Intel Reseller Tecnology - Especialista em tecnologia: 10381444
Registro FENAJ: 0035228/RJ
Registro Internacional: BR16791

terça-feira, 22 de outubro de 2019

A geração Z e o futuro do trabalho



*Por Jorge Arduh, CEO da Indra no Brasil

O caminho de transformações sociais aberto pelos millenials vai continuar a ser trilhado pela Geração Z.

Os jovens nascidos no século XXI devem representar 32% da população global este ano, segundo estimativas da ONU, tornando-se o maior grupo na sociedade atual. Ainda pode parecer caótico entender que pessoas nascidas em 2001 já podem votar, entrar na universidade e, consequentemente, no mercado de trabalho.

Ainda que a retomada econômica leve algum tempo para trazer efeitos concretos nos índices de emprego, é de fundamental importância entender o que esse grupo de pessoas – nascidas em um ambiente com smartphones e internet de boa qualidade – valoriza dentro das relações organizacionais. Os efeitos em segmentos como o financeiro, educacional e de consumo parecem se tornar mais claros a cada dia, com novas empresas recheadas de salas de videogames, benefícios, serviços simples e inovadores tomando o lugar de companhias há muito tempo consolidadas.

Nesse cenário, cabe reagir. E a melhor estratégia é aquela capaz de reformular as relações organizacionais, estendendo a motivação para além dos jovens profissionais e trazendo benefícios em qualidade dos produtos e serviços, aumentando as chances de obter lucro.

É evidente que há desafios a serem superados, especialmente em segmentos tradicionais (como o Direito, por exemplo), mas empresas não podem perder de vista as estratégias necessárias para que seja possível aos colaboradores se interessar pelo ambiente de trabalho que ocupam para que possam trazer os melhores resultados.

Na nossa experiência dentro da companhia, identificamos e colocamos em prática cinco estratégias, que podem ser replicadas em diferentes empresas com o objetivo de atrair e reter esses talentos nos próximos anos. São passos simples, porém fundamentais para pensar na transformação que deve se realizar dentro do ambiente organizacional.

A primeira estratégia está relacionada à flexibilidade do local de trabalho. Muitos desses jovens (a exemplo dos millenials), sentem que não é necessário dedicar a maior parte de seu tempo a um local fixo exclusivo. Especialmente dentro do setor de tecnologia, a concepção de ferramentas que facilitem a realização do trabalho remoto são amplamente adotadas e devem continuar a evoluir nos próximos anos. Além de representar uma economia fundamental de custos com infraestrutura, trazem o efeito de produzir mais conforto e facilitar o equilíbrio familiar.

A segunda está ligada à relação entre os próprios colaboradores. Criar ferramentas de colaboração que permitam novas formas de comunicação entre diferentes departamentos e eliminar a burocracia é uma etapa fundamental para uma geração que espera facilidade e rapidez em todas as relações.

Em terceiro lugar, desenvolver um programa ambicioso de igualdade e diversidade de gênero, capaz de tornar a companhia cada vez mais inclusiva ao longo do tempo é fundamental. Eliminar preconceitos e vieses inconscientes é uma tarefa fundamental para qualquer companhia, tendo em vista as recentes discussões a respeito do assunto. Para uma geração cada vez mais engajada e plural, esse se torna um passo ainda mais necessário.

Formar colaboradores com qualidade é outra etapa que já vem sendo discutida há algum tempo e continua válida. Mais do que investir em tempo de treinamentos, é fundamental explorar a qualidade do conteúdo a ser passado para esses jovens profissionais. Usar novas plataformas e modelos capazes de desafiá-los é a chave para construir novos times de sucesso.

Tudo isso é necessário para cumprir a tarefa de transmitir aos colaboradores o impacto que o trabalho deles tem na sociedade e dentro da companhia. Transparência é um dos valores pelos quais essa geração preza e investir nele é algo recomendado para qualquer setor. Por isso, investimos continuamente em mostrar como funcionam os processos por inteiro e destacar a contribuição de cada um é o pensamento adequado para que a maior parte das companhias possam ter sucesso nesses novos tempos.

Essas são estratégias que não exigem elevado grau de complexidade tecnológica e cujo impacto está diretamente ligado à transformação organizacional que companhias precisam realizar. Mais do que nunca, estabelecer uma identidade forte e traçar estratégias para o crescimento contínuo torna-se uma tarefa essencial. No entanto, atingir esses objetivos depende do equilíbrio entre mostrar às novas gerações que conquistar resultados é ótimo, ao mesmo tempo que transformar a sociedade é vital.

Sobre a Minsait

A Minsait, uma empresa da Indra (www.minsait.com), é a companhia líder em Consultoria de Transformação Digital e Tecnologias da Informação na Espanha e na América Latina. A Minsait apresenta um alto grau de especialização e conhecimento setorial, o que complementa sua alta capacidade de integrar o mundo core com o mundo digital, sua liderança em inovação e transformação digital e sua flexibilidade. Assim, concentra sua oferta em propostas de valor de alto impacto, baseadas em soluções end-to-end, com uma notável segmentação, que permite atingir impactos tangíveis para seus clientes em cada setor com uma abordagem transformacional. Suas capacidades e liderança são mostradas em sua oferta de produtos, denominada Onesait, e sua oferta transversal de serviços.

Indra no Brasil

Presente no Brasil desde 1996, a Indra é uma das principais companhias de tecnologia e consultoria do país. Conta com mais de 7.000 profissionais, escritórios distribuídos nos principais estados brasileiros e quatro Centros de Produção. A companhia faz parte de alguns dos projetos mais inovadores para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil nos setores de Transporte & Defesa e de Tecnologia da Informação (TI), os quais estão agrupados em sua filial Minsait.

Sobre a Indra

A Indra (www.indracompany.com) é uma das principais empresas globais de tecnologia e consultoria e parceira de tecnologia para as principais operações dos negócios de seus clientes em todo o mundo. É um fornecedor líder global de soluções próprias em segmentos específicos dos mercados de Transporte e Defesa. Também, é a empresa líder em Consultoria de Transformação Digital e Tecnologias da Informação na Espanha e na América Latina, através de sua subsidiária Minsait. Seu modelo de negócios é baseado em uma oferta abrangente de seus próprios produtos, com uma abordagem end-to-end, de alto valor e com um alto componente de inovação. No ano fiscal de 2018, a receita da Indra foi de 3.104 milhões de euros, conta com 43.000 colaboradores, está presente em 46 países e operações comerciais em mais de 140 países.





quinta-feira, 11 de junho de 2015

8 passos para atrair o amor e boas pessoas


* Por Bibianna Teodori



Qual o limite para falar sobre problemas pessoais na empresa? Até que ponto pode-se desabafar com colegas de trabalho e chefes? Para a coach Bibianna Teodori, os profissionais devem ser profundamente cautelosos com a exposição no serviço.

As pessoas que você atrai são o espelho daquilo que você é. Se você é amoroso, alegre e positivo, atrairá o mesmo tipo na sua vida. Se é raivoso, negativo e cheio de dúvidas, provavelmente serão assim os que estiverem próximos a você.

Veja abaixo 8 dicas para atrair coisas boas para sua vida, inclusive o amor.

1. Seja um imã de amor. Simplesmente deixe o coração cheio de amor e pense positivo. Pense a primeira vez que você se apaixonou. Sinta isso, verdadeiramente. Aja como se já fosse apaixonado por seu parceiro ideal. Como ele é? Quais são as qualidades e valores que você quer ver na outra pessoa? Pense que ele está ao seu lado. Pense o quanto você se sentiria bem com ele ao seu lado, o quanto se sentiria amada por esta pessoa especial.

Imagine as carícias, os beijos e fazer o amor. Você pode imaginar a pele macia, os cabelos, o calor do seu corpo e sentir a sua voz. Visualize vocês profundamente apaixonados! Quando você o visualiza, é real. Não existem limites. Pense, sinta, aja! Fazendo isto, o amor se manifestará. Quando o seu coração é cheio de amor, você se transforma em um imã para o amor.

2. Procure entender quem você é. Faça as seguintes perguntas a si: quem sou eu? O que eu quero? Qual a missão da minha vida? Quais são as qualidades e os valores que meu companheiro precisa ter? Veja assim o que seria aceitável e o que não seria aceitável em um relacionamento.

3. Acredite em você. Aquilo em que acredita, você conseguirá. Acredite em si. Este é um ponto imprescindível para ter sucesso em cada área da sua vida. Se você acredita ter o poder de atrair o companheiro ideal, isto acontecerá. Se você acredita que não exista uma pessoa legal para você, então você atrairá a pessoa errada. É muito importante reconhecer o seu poder. Você é positivo ou negativo? Cada vez que aquela voz negativa aparecer, reconheça e se pergunte se você tem razão. Depois, transforma aquele pensamento em positivo e de amor. É importante que você seja convencido de merecer amor e respeito. Acredite que você merece amor. Acredite que você é amor, amoroso e amável.

4. Doe amor livremente. Quando você acredita em si, sente-se mais seguro. Quando isso acontece, nada pode parar você! Um dos segredos para atrair o amor é dando o amor. Você o doa quanto não espera nada em troca. E ele vem de volta. Talvez não na maneira que você espera, mas você conseguira sentir. Aquilo que você dá, recebe.

5. Deixe o coração aberto para o amor. Um modo simples para fazê-lo é sendo grato. Pegue uma carta, uma caneta e escreva aquilo pelo qual você é grato. Exemplo: sou grato pelo dom da vida, por entender como viver, amar, aprender e crescer. Um coração cheio de amor e gratidão é um potente imã para o amor. Quando você é grato, é mais feliz. Quando você é feliz, atrai pessoas felizes.

6. Viva o presente. Viver no presente significa que você é aqui, no momento em que está manifestando amor. Não pense naquela pessoa que deixou o seu coração em pedaços ontem, na semana passada, no ano passado ou dez anos atrás. É hora de iniciar a sua nova vida, a sua nova relação e um novo amor. Deixe o passado e concentre tudo no aqui e agora. Um método simples para você fazer exercícios é se concentrar na respiração. Fique centrado no aqui e agora. O presente é tudo aquilo que você tem. Não tem um passado nem um futuro. O momento perfeito é aqui e agora.

7. Ouse sonhar grande. Os sonhos se realizam quando você acredita verdadeiramente. Quando você sonha, enche-se de esperança, coragem e inspiração. Tudo é possível quando você acredita em si. Se você sonha encontrar a sua alma gêmea, visualize-se com aquela pessoa, sinta o amor que você consegue receber e pense que merece esta pessoa especial que te ama profundamente. Viva a relação que você desde sempre tem sonhado. Ouse sonhar grande e comece a viver os seus sonhos. Você conseguirá ver os milagres.

8. Pratique o amor. Ache os modos para expressar amor dia após dia. Ame-se antes de tudo. Seja gentil e bom com você mesmo. Depois, seja com os outros. Faça algo para alguém todos os dias. Depois, faça para os outros. Veja o melhor nos outros. Veja também o melhor em si. Quando você dá amor aos outros, o amor volta para você em várias formas.

* Bibianna Teodori é Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching. Autora do livro “Coaching para pais e mães – Saiba como fazer a diferença no desenvolvimento de seus filhos” e coautora de "Coaching na Prática - Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”. www.bibiannateodoricoach.com.br

Sobre Bibianna Teodori

É Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching. Autora do livro “Coaching para pais e mães – Saiba como fazer a diferença no desenvolvimento de seus filhos” e coautora de "Coaching na Prática - Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”.

Possui larga experiência organizacional e trabalhou por mais de 20 anos como executiva de empresas italianas nas áreas de RH, gestão de mudanças, venda & marketing, unindo competências de liderança e transformação pessoal para aumento de desempenho.

Além da formação na Sociedade Brasileira de Coaching, com certificação pela BCI Behavioral Coaching Institute e pelo ICC International Coaching Council, fez Soul Coaching pela Denise Linn. Tem ainda certificações em Assessments Training (Disc - Motivadores - Axiologia - Valores - Psicologia Positiva), Assessment Traninig (Success Tools), Assessment Training (Universidade Quantum) e especializações em coaching de liderança e aplicado a vendas. É também palestrante internacional.

www.bibiannateodoricoach.com.br


Promoção válida até 12/06/15.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

QUALIDADE DE VIDA: FAZER SEXO NÃO BASTA

*Anderson Cavalcante

Uma recente declaração do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ganhou grande repercussão na mídia e nas discussões sociais. Isso porque o Ministro indicou para o povo brasileiro fazer mais sexo, pois esse ato ajuda a reduzir a hipertensão. Segundo Temporão, além de comer cinco porções diárias de frutas, fazer sexo de uma a cinco vezes ao dia deve ser benéfico para a saúde. Mas se passarmos a regrar este conselho, devemos nos atentar a outro ponto: faremos por fazer, sem vontade, sem carinho, sem atenção suficiente para dedicar ao parceiro, buscando otimizar a nossa saúde?

As pessoas precisam ter em mente o que querem para suas vidas, uma carreira de sucesso e estável sem alguém importante ao lado ou uma carreira importante aliada a uma vida pessoal de sucesso. É essencial balancear a nossa vida pessoal com a profissional e acadêmica. O grande erro de muitos profissionais e até mesmo executivos de grandes organizações que hoje estão frustrados ou insatisfeitos, é que por um longo tempo só dedicaram suas vidas à carreira e deixaram de lado a família, os amigos, os prazeres, a qualidade de vida e a pessoa amada. Essas pessoas provavelmente esqueceram quais são as atividades que realmente importam na vida delas e, assim, com o passar do tempo, elas deixaram de realizar suas tarefas com aquela atenção, dedicação e entusiasmo que antes habitavam suas almas.

Esse é o problema que atinge muitos casais e consequentemente, traz complicações na hora do sexo. Fazer sexo deve ser uma hora de prazer e entrega amorosa. Um momento de reforço do vínculo entre os pares não deve ser feito de qualquer jeito ou a qualquer custo. Os casais apaixonados se aproveitam dessa ocasião especial para se amar sem limites e traduzir a paixão que sentem um pelo outro. Para muitos, esse é o único momento que podem fugir da correria diária e do estresse do trabalho, da casa e das dificuldades que enfrentam para realizarem suas atividades. Não façam do sexo uma válvula de alívio para as angústias do dia a dia, mas sim um momento para sentir o amor em sua plenitude.

Em Meu jeito de dizer que te amo, novo giftbook lançado especialmente para o Dia dos Namorados, passei para o papel as mais diversas declarações daqueles que sabem e sentem o que é o amor. O livro traz imagens e palavras doces que reforçam pequenas atitudes do dia a dia capazes de nutrir a paixão de um casal, ampliando a cumplicidade na relação e o desejo de acolher ainda mais o outro por meio do amor expressado. Algumas pessoas têm dificuldade em dizer “te amo” para seus parceiros. É provável que esta insegurança tenha crescido quando ainda éramos pequenos e convivíamos fortemente com nosso pais. Se não tivemos pais amorosos, que se declaravam e se envolviam constantemente, podemos crescer com a dificuldade em expressar esse amor, pois nunca partilhamos momentos em que casais o faziam.

Outro ponto é que muitas vezes esquecemos que nossa esposa, marido, companheiro (a) é a pessoa que está ao nosso lado nos momentos mais importantes, que nos dá força, nos anima, nos orienta em nossas escolhas e nos torna pessoas melhores. Acredito que essa pessoa merece mais que pequenos momentos de amor. Diga a ela (e) que a (o) ama, expresse todo o seu carinho e atenção. Todos gostam de sentirem-se amados e desejados pelo parceiro, então porque não dedicar mais carinho a esta pessoa? Como no meu livro, diga “eu te amo” de 60 formas diferentes. Faça sexo sim, mas lembre-se que qualidade de vida não significa quantidade, mas como você faz uso dos seus momentos em benefícios da sua saúde e do seu bem estar.

Assim, a atividade sexual deixa de ter um único objetivo: o prazer. Afinal, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), sexo de qualidade é um dos quatro pilares de uma vida plenamente saudável. Por isso, faça da hora do sexo um momento mais que especial de integrar prazer, amor, saúde e qualidade de vida.

*Anderson Cavalcante É administrador de empresas com ênfase em Marketing e MBC pela University of Florida. É empresário e ministra palestra para as maiores empresas do país, que buscam realizar ações lucrativas, porém humanizadas. Foi reconhecido, em 2004, como o palestrante mais jovem do Brasil por realizar palestras para empresários n exterior, no evento Expo Business Japan. É autor dos best-sellers “O que realmente importa?”; “As coisas boas da vida”, lançado também na Europa, entre outras obras produzidas pela Editora Gente. No Brasil, seus livros já venderam mais de 272 mil exemplares. Para mais informações, acesse www.andersoncavalcante.com.br

sábado, 8 de janeiro de 2011

Como superar o medo de viajar de avião

Psicólogo Julio Peres dá dicas de como é possível superar o medo de voar

As viagens de avião são frequentes e necessárias nos dias de hoje pelas oportunidades ao desenvolvimento profissional, cultural e de lazer oferecidas por esse meio de transporte. Além de encurtar distâncias, o avião é um dos veículos mais seguros, como é demonstrado em diversas pesquisas. Mas por que, apesar desses dados, grande número de pessoas continua com tanto medo de voar?
O primeiro passo é diferenciar o medo de voar e de uma verdadeira fobia. O medo de viajar de avião geralmente não impede o indivíduo de fazer suas viagens, a despeito do desconforto. Contudo, o medo pode às vezes evoluir para uma fobia, considerada como um Transtorno de Ansiedade, cuja causa é multifatorial. Fatores genéticos, neuroquímicos, socioculturais, tipo de personalidade e eventos de vida como traumas psicológicos estão envolvidos no surgimento das fobias.

“Muitas vezes as fobias são decorrentes de eventos em que o indivíduo experimentou expressivo medo no passado. Lugares, circunstâncias ou sensações associados ao trauma podem disparar a memória do evento e mecanismos de alerta como se a situação traumática estivesse acontecendo ou por acontecer, como um sistema que visa a sobrevivência. As emoções se superpõem à razão e as áreas límbicas são mais atuantes que as áreas envolvidas em processos de racionalização”, esclarece Julio Peres, psicólogo e doutor em Neurociência e Comportamento pela USP.
E para superar o medo ou a fobia, muitas pessoas têm buscado a psicoterapia que confere significativos resultados de superação. “A psicoterapia busca dissecar e trabalhar as associações estabelecidas entre eventos traumáticos e os respectivos sistemas de crenças que geram os comportamentos fóbicos. Os efeitos terapêuticos são em boa parte, decorrentes do ‘aprendizado de extinção’, que estabelece novas e saudáveis respostas mediante o estimulo que causava medo”, explica Julio Peres. Trata-se de um processo ativo de aprendizado pelo qual o indivíduo organiza sua cognição com experiências gradativas de enfrentamento consciente, gerando uma nova associação saudável em detrimento da anterior.
Dicas

O psicólogo passa algumas dicas para quem tem medo, mas precisa voar:

- Auto-indução de relaxamento

Uma técnica que ajuda a enfrentar o medo antes e durante a viagem é a auto-indução de relaxamento com foco na respiração tranqüila apoiada por pensamentos de superação como "Eu me sinto tranqüilo e seguro", "Tudo está bem agora e assim continuará", "Sou capaz e supero a mim mesmo". A explicação é simples: quando hiperventilamos (respiração ofegante, ansiosa) provocamos alterações do oxigênio na corrente sanguínea, favorecendo progressiva confusão mental e, como decorrência, exacerbação do medo. Por outro lado, quando mantemos a respiração tranqüila nos sentimos mais seguros, confiantes e com o controle preservado.

- Resgatar a coragem

Outra boa dica é resgatar o repertório de vitórias em outros períodos da vida (conquistas de objetivos no campo familiar, profissional, escolar, esportivo, etc.). Tais lembranças podem mobilizar novas associações para o fortalecimento da auto-imagem corajosa e vencedora.

- Exposição suave e contínua

Enfrentar o medo aos poucos, por exemplo, primeiro enfrentar o aeroporto, depois vôos curtos sem tranqüilizantes e ir gradativamente se expondo a vôos mais longos. Chamamos esse processo de Dessensibilização (retirar a sensibilidade). Esse método favorece a diminuição gradativa da hipersensibilidade existente a uma condição fóbica por meio da exposição suave e contínua, que permite ao paciente fortalecer a percepção do controle e vitória sobre si mesmo.

Dr Julio Peres

Psicólogo clínico e Doutor em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Fez Pós-doutorado pela University of Pennsylvania. Autor de artigos científicos publicados sobre psicoterapia e superação. Autor do livro “Trauma e Superação: o que a Psicologia, a Neurociência e a Espiritualidade ensinam” (editora ROCA). http://www.julioperes.com.br/

domingo, 26 de dezembro de 2010

Barulho, segurança e "caixinhas" podem gerar conflitos nos condomínios no fim de ano

O Secovi-SP (Sindicato da Habitação) chama a atenção para as regras do condomínio, que continuam valendo mesmo nesta época de festas


As festas de fim de ano alteram a rotina de muita gente, inclusive nos condomínios. Itens como a gratificação para funcionários e prestadores de serviço, a decoração do prédio, o aumento de entregas, além da recepção de amigos e parentes nos feriados podem gerar conflitos adicionais neste período.


Segundo levantamento da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, os problemas mais freqüentes são barulho, decoração natalina, entregas e gratificações. “O período é festivo, mas é importante lembrar que as regras do condomínio continuam valendo durante o Natal e o Réveillon, inclusive aquelas que dizem respeito ao silêncio”, destaca o vice-presidente da área Hubert Gebara.


A recomendação é que a música alta não ultrapasse a meia-noite, porém, os vizinhos que não estão comemorando precisam ter mais paciência com o barulho de pessoas conversando e uma movimentação natural de festa, especialmente no Ano Novo, afinal, é uma situação pontual.


Os moradores que recebem familiares e amigos, por outro lado, também devem usar o bom senso para evitar conflitos à toa, como deixar as crianças, que eventualmente ganham um brinquedo barulhento, se divertindo em áreas comuns do prédio em horário avançado, causando incômodo aos demais moradores. Se a reclamação for inevitável, é melhor que ocorra por intermédio do síndico ou zelador, para evitar confrontos diretos, especialmente em uma ocasião em que as pessoas bebem mais e podem ficar com os ânimos exaltados.


Para garantir a segurança do edifício, Gebara reitera a importância de deixar uma lista de convidados na portaria com antecedência, caso se pretenda receber visitas nas festas de Natal ou Ano Novo. Em condomínios que possuem vagas de garagem para visitantes, o modelo do carro e número da placa precisam constar, igualmente, da relação confeccionada com os nomes dos visitantes. Esse procedimento deve ser adotado tanto para comemorações no apartamento do morador, como em áreas comuns, o salão de festas ou o espaço gourmet.

De acordo com o vice-presidente, as reclamações de moradores sobre funcionários que deixam as visitas esperando até a identificação para liberar a entrada no edifício têm diminuído, em grande parte, devido ao aumento de assaltos a condomínios. “As pessoas estão mais preocupadas com a segurança, mas sempre têm aquele morador que acha que o porteiro é seu funcionário, que recebe ordens dele e tem a obrigação de conhecer a família dele, e não é assim que funciona”, diz Gebara. Segundo ele, é importante ter paciência com o maior rigor adotado nas portarias dos prédios.


Entregas - Nesta época aumenta o número de envio de presentes, cestas, ceias, entregas diversas, além do movimento de prestadores de serviços, com obras pontuais. Para garantir a segurança do condomínio, o ideal é que o morador deixe a portaria informada a respeito das entregas, e desça para recebê-las. Caso ele não esteja em casa, e a entrega não precise ser feita em mãos, o pacote pode ser deixado com os funcionários do prédio.

No fim de ano, além do décimo terceiro salário obrigatório, geralmente diluído ao longo dos meses na taxa de condomínio, é comum o pagamento adicional da tradicional “caixinha de Natal” para funcionários do edifício e prestadores de serviço, como entregadores de jornais e revistas, coletores de lixo, varredores, carteiros e medidores de água, luz e gás. Esta contribuição pode ser feita de diferentes maneiras.
“Em alguns prédios, esse valor é retirado da verba ordinária, se houver dinheiro sobrando, com a aprovação dos condôminos, e o síndico decide como será feita a distribuição entre os beneficiados”, afirma Gebara.


Essa modalidade de gratificação gera menos conflitos, pois é mais impessoal e não permite que os funcionários possam saber com quanto cada morador contribuiu. O que não acontece no caso das famosas “listinhas” colocadas na portaria, na qual cada um anota seu nome e o valor doado, gerando eventuais constrangimentos.


Outra opção é o síndico organizar de maneira informal uma lista com as pessoas que serão agraciadas, e estipular um valor de contribuição para os condôminos. Ou ainda, recolher o dinheiro em um envelope, no qual cada um coloca quanto quer, e depois distribuir para os funcionários, sem que eles saibam quem colaborou ou não e o valor doado individualmente. “Independentemente disso, o morador também pode presentear com panetones, cestas ou bebidas”, afirma Gebara.


Uso de áreas comuns - A concorrência pelo uso de áreas comuns como o espaço gourmet, churrasqueira e salão de festas é grande nesta época do ano, especialmente em empreendimentos que possuem apartamentos pequenos. “Em alguns condomínios a regra para o uso é de quem reservou primeiro. O mais comum é um sorteio informal com os interessados, e, se o espaço for grande, eventualmente pode ser dividido com outros moradores”, diz o dirigente, que completa: procure informar-se com o síndico ou zelador sobre as regras em seu condomínio.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Paisagismo traz mais saúde para quem vive nas grandes cidades

A decoração com plantas deixa o ambiente mais leve, bonito e agradável.

Fumaça, carros, concreto, buzina… hoje, é só o que se vê nas ruas das grandes cidades. A correria do dia a dia, a ausência do natural, do verde, faz com que as pessoas se estressem com mais facilidade. Uma boa maneira para estar mais próximo da natureza em meio a isso tudo, é decorar residências e escritórios com plantas ou, se houver espaço, investir em um belo jardim.

“Principalmente em cidades grandes, como São Paulo, as pessoas sentem muita necessidade de ver mais o verde, de estar em um lugar mais arejado, mais agradável, sem tanto cimento, tanto concreto. A decoração com plantas deixa o ambiente mais leve, bonito e agradável.”, afirma a arquiteta e paisagista Daniela Sedo.

Em ambiente de empresas ou escritórios, que são geralmente mais sérios, um vaso de planta ou um pequeno jardim podem dar outro astral ao espaço. “As pessoas sentem que o ambiente está melhor e conseguem aproveitar mais o dia-a-dia no trabalho. Olhar para uma planta, levantar de vez em quando para regar a plantinha, ver nascer uma flor, as pessoas realmente interagem com a vegetação e se sentem bem com isso.”, conta Daniela.

A arquiteta paisagista ainda afirma que no caso de apartamentos, utilizar a varanda, cantinhos pela casa, como em baixo da escada, ou fazer um jardim de inverno pode ser uma boa escolha para integrar a natureza a casa. “Em varandas de apartamentos, o paisagismo deixa a varanda convidativa, harmoniosa, bonita, além de dar mais privacidade às pessoas que moram em prédios que são muito próximos uns dos outros.”.

No entanto, é necessário consultar um especialista para que ele indique a espécie ideal de planta. “A escolha de espécies depende de vários fatores, entre eles, o tipo de solo, o local, a disponibilidade da pessoa em cuidar das plantas. De acordo com esses parâmetros é que são definidas as espécies. Sempre levando em consideração os gostos do cliente.”, finaliza Daniela Sedo, que além de fazer projetos de arquitetura externa e paisagismo para empresas e residências, também oferece o serviço de manutenção de jardins e vasos em áreas comerciais, residenciais e para aqueles que não tem tempo de cuidar de suas plantas.

Para conferir mais acesse www.danielasedo.com.br.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O caso ELIZA SAMUDIO serve de exemplo para outras garotas

Quando pensamos que já vimos de tudo, que chegamos ao fundo do poço, descobrimos que ainda existe um abismo à nossa frente.

Dias atrás, perplexos com o caso da Dra. Mércia, advogada assassinada misteriosamente em Guarulhos; com os corações apertados, nosso povo constatava a capacidade primitiva do ser humano, que de "ser" não tem nada, em vitimar os seus semelhantes.

O caso ficou desbotado pela monstruosidade que vitimou a modelo Eliza Samudio, brutalmente assassinada em frente ao seu bebê de apenas quatro meses.

Quando se diz, fulano ou cicrano é um 'animal' esses casos deixam os 'animais' irracionais com vergonha de serem comparados à este tipo de marginal.

A que ponto chega a capacidade dessas pessoas, que não sentem absolutamente nada ao machucarem e ferirem os seus semelhantes? Chega ao ponto em que constatamos que alguns não evoluíram em nada desde o início dos tempos.

Os animais definidos como irracionais pela ciência, estão demonstrando muito mais evolução. Prova disso, é que a todo momento os programas de TV mostram os casos de animais que salvam seus donos, trabalham por eles e adotam os filhotes até de outras raças como seus.

Ao contrário dos homens, que matam, estupram e torturam, muitas vezes até os seus próprios filhos, os animais dão sinais de que estão cada vez mais longe da discriminação, com demonstrações de afeto e consideração pelo próximo, o que denota grande inteligência e capacidade de discernimento.

O 'ser humano' muitas vezes se prejudica pelos sensos de vaidade e oportunismo, onde levar vantagem em tudo é o que realmente conta.

O caso Eliza Samudio, deixa uma mensagem para quem quiser refletir sobre este aspecto.
Uma moça bonita, inteligente, mas que preferiu seguir o padrão de tantas outras colegas de profissão.
É muito comum, modelos e garotas de programa, submeterem-se a festinhas particulares, afim de aproximarem-se dos jogadores de futebol com a intenção de engravidar, ter um filho, pedir pensão e melhorar de vida.

Gerar um filho de alguém famoso, é um passaporte para uma vida melhor, fama e sucesso através da polêmica criada pela mídia. Essa fórmula deu certo para várias modelos que ficaram famosas e com uma vida financeira estável garantida. Afinal, vivemos numa época em que engravida quem quer, principalmente tratando-se de mulheres experientes.

O antagonista desta história, também pagará o preço de sua vaidade e oportunismo. O goleiro Bruno, teve a oportunidade de vencer os obstáculos da vida, através de muito trabalho e alcançar a independência financeira e notoriedade que milhares de atletas sonham todos os dias. O poder obtido através da fama e fortuna, fez com que ele aumentasse a sua capacidade 'irracional'. Ele escolheu o caminho promíscuo para aproveitar as benesses da sua profissão. Orgias com garotas, envolvimento com bandidos e muito mais que ainda será divulgado pela polícia, mostrará para outras moças como Eliza, que quem vê cara, não vê coração. Por trás de mansões, carrões e belos músculos, pode existir grandes vilões.
A falsa impressão de que a sua posição e dinheiro o deixaria acima do bem e do mal, caiu por terra. Na delegacia, antes de dormir na cela improvisada, por um momento, Bruno deve ter lembrado que "Deus existe", pois pediu uma bíblia para ler e rezar. Seria arrependimento? Teria ele pedido para o espírito da suposta mãe de um de seus filhos descansar em paz? É certo que não. Provavelmente seja o medo de sofrer menos de um décimo de dor da sua vítima, se algum dia for parar na cadeia. Afinal, como ele é rico e famoso, será protegido da violência dos seus futuros colegas de prisão. Preocupação desnecessária, pois não lhe cortarão partes do corpo para alimentar cachorros, nem tão pouco irão desossá-lo e emparedá-lo. O governo gasta o equivalente a um salário digno que muitos trabalhadores não conseguem ganhar, para proteger a vida dos seus detentos.

Nas orgias e conchavos, antes de ser descoberto, será que ele pensou em Deus, em seus filhos, que era um pai, um cidadão? Duvido.
Pra completar a indignação, foi relatado pela imprensa que o pai de Eliza, esteve envolvido num caso de estupro de sua outra filha, que teve com uma cunhada? Será que o castigo vem à cavalo?

De qualquer modo, deveria haver uma campanha de conscientização para as "Marias Chuteiras", "Marias Breteiras", "Marias Gasolina" e tantas outras Marias de vários nomes por aí à fora, para que usem um pouco da inteligência antes de usar o corpo.

A felicidade não é só constituída de carros importados, flashes, baladas, dinheiro na conta e fotos nas revistas. O respeito por si próprio, a dignidade e a liberdade não tem valor que pague. E como dizem os mais experientes, o único lugar onde o SUCESSO vem antes do TRABALHO, é no DICIONÁRIO.

Por: Claudia Souza - Jornalista.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os benefícios da psicoterapia: derrubando mitos

Houve época em que procurar a ajuda de um psicólogo para melhor enfrentar as dificuldades do dia-a-dia era algo que se fazia escondido, sem revelar aos amigos nem familiares. Soava, para algumas pessoas, como "coisa de louco" ou desperdício de dinheiro. Aos poucos o conceito foi mudando e a psicoterapia passou a ser melhor compreendida.

Hoje, mesmo em meio aos modismos de livros e ferramentas de autoajuda - alguns válidos, outros, porém, apenas peças de marketing - a psicoterapia ocupa posição privilegiada na sociedade. Definida como o ramo da psicologia que auxilia o indivíduo a lidar com angústias em geral, a psicoterapia pode trazer benefícios a diversos aspectos da vida moderna. Ansiedades e dificuldades que parecem impossíveis de superar no dia-a-dia são analisadas e trabalhadas em cada pessoa, fazendo o indivíduo conhecer, enfrentar e superar o problema.

A psicóloga e diretora da Bem-Estar Desenvolvimento Humano, Daniela Zanuncini, aponta o aumento da auto-estima, melhora na qualidade de vida e desenvolvimento de autonomia como alguns dos benefícios. "A psicoterapia também pode ser preventiva. Evita que problemas psicológicos não tratados ou analisados se agravem" completa Daniela.

No processo psicoterápico, paciente e psicólogo trabalham em conjunto examinando e identificando áreas emocionais e sociais que afetam o indivíduo. Os resultados a serem alcançados dependem da disposição do paciente em falar sobre assuntos que o incomodam e do comparecimento às sessões.

Sugestão de entrevista:

Psicóloga Daniela Zanuncini - consultora empresarial, leader e life coach, e proprietária da Bem-Estar Desenvolvimento Humano.

Sobre a Bem-Estar Desenvolvimento Humano:
Consultoria especializada em Desenvolvimento Humano, que propõe soluções e promove processos de mudança, organização, desenvolvimento, profissional e pessoal, gerando benefícios, crescimento, reconhecimento e bem-estar. A empresa atua em consultoria empresarial, Leader & Life Coaching, Análise de Perfil Profissional, Desenvolvimento de Líderes, Assessoria em Gestão Estratégica de Pessoas, Treinamento e Desenvolvimento, além de realizar cursos, palestras e workshops.
A Bem-Estar dispõe também de uma equipe clínica especializada para atendimento ao estresse corporativo, visa a saúde do paciente e não a doença, gerando bem-estar emocional, físico e intelectual. Trabalhamos com prevenção e tratamento de sintomas, combatendo o estresse, gerando mais vida e movimento.

A influência da publicidade no consumo de álcool entre os jovens

Seminário apresenta pesquisas que evidenciam a relação entre a propaganda e os altos índices de consumo de bebidas em parcela da população que, por lei, é proibida de compra-las e ser alvo de tais apelos

Jovens entre 14 e 17 anos consomem 6% de todo o consumo anual de álcool do país. Esse é um dos dados alarmantes de pesquisa recente que levantou o volume de álcool consumido por diferentes grupos populacionais, adotando critérios como sexo e faixa etária. O estudo será apresentado durante o seminário Álcool, Tabaco e a Publicidade, promovido pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), hoje, na Unifesp, em São Paulo.

Raul Caetano, psiquiatra brasileiro radicado nos Estados Unidos, onde é diretor regional e professor de epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade do Texas, vem ao Brasil exclusivamente para o encontro, onde fará a análise dos dados e sua relação com a publicidade de bebidas alcoólicas.

Intitulado “Distribuição do consumo de álcool e problemas em subgrupos da população brasileira”, de autoria de Raul Caetano, Ronaldo Laranjeira, Ilana Pinsky e Marcos Zaleski, a pesquisa entrevistou cerca de 3 mil pessoas em todo o território nacional e apontou que 5% dos bebedores brasileiros bebem 27% de todo o álcool consumido anualmente no país. E do total de bebedores, 78% são homens.

Em relação à faixa etária, o levantamento apontou que o grupo de adolescentes entre 14 e 17 anos bebe 6% de todo o consumo anual de álcool. “O número é preocupante, já que a Lei proíbe o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos”, comenta Raul Caetano.

Outro dado alarmante é o índice entre os jovens de 18 a 29 anos, que é responsável por 40% do consumo. “Segundo o IBGE, esse grupo representa 22% (1/5) da população brasileira. Se pensarmos que apenas pouco mais de 20% da população bebe 40% de todo o consumo anual de álcool e, mais ainda, que são jovens, fica evidente o risco que a publicidade, cada vez mais voltada a esse publico, representa”, explica o psiquiatra.

Ainda de acordo com o estudo, a população de 30 a 39 e 40 a 49 anos bebem cada uma 20% do total consumido no Brasil. “Em distribuições por sexo e faixa etária, o consumo de álcool dos grupos brasileiros são semelhantes aos padrões encontrados nos Estados Unidos e em alguns países da Europa”, afirma Raul.

Apesar das amostras, estudos ressaltam que essa concentração de volume de álcool em certos grupos populacionais não significa que um pequeno grupo de bebedores “pesados” – em geral aqueles que estão no topo (10%) – são responsáveis pelos problemas de álcool que existem no país. “Pelo contrário. Outras análises demonstraram que os chamados bebedores moderados são responsáveis por dois terços dos problemas sociais e de dependência ao álcool no Brasil”, diz o especialista.

Na realidade, é o grupo de consumo aparentemente moderado que mais preocupa. Como freqüentemente nesse grupo ocorre o consumo de 4 doses, no caso de mulheres, ou 5 doses, homens, por ocasião de beber – o “binge drinking” ou “beber pesado episódico” – também leva ao desenvolvimento de problemas com o álcool. “O grupo que possui esse padrão de consumo é responsável por 90% de todos os problemas de álcool que ocorrem no Brasil”, acrescenta.

Raul Caetano lembra ainda que esses resultados indicam que as políticas de prevenção de problemas com o álcool devem abranger toda a população e não somente pequenos grupos. E que essas ações envolvem, por exemplo, o controle da disponibilidade do álcool na comunidade através do controle de preço, horas e locais de venda, a identificação precoce de bebedores em risco, as intervenções breves e tratamento.

“O controle da publicidade de álcool é, também, extremamente central, já que é especialmente dirigida aos homens e aos jovens, justamente os grupos que mais bebem. Além disso, o principal controle em vigor no Brasil, que é a autorregulamentação, não funciona”, conclui Raul Caetano.

No Brasil, observa-se uma grande diversidade de estratégias de publicidade de bebidas alcoólicas, principalmente de cerveja, em todos os períodos da programação de TV. “Ignora-se que, entre o público-alvo, estão grupos com idade abaixo da permitida por lei (menores de 18 anos)”, destaca a psicóloga Ilana Pisnky, idealizadora do Seminário Álcool, Tabaco e a Publicidade e que apresenta três pesquisas que correlacionam o consumo com a publicidade no evento.

Em uma análise de 420 horas de programação, foram encontradas 7.359 peças publicitárias. Dessas, 438, ou 7,6%, eram de bebidas alcoólicas, ficando com o sexto lugar de produto mais anunciado.

Outro levantamento conduzido por Ilana Pinsky avaliou os anúncios de quatro canais da TV aberta durante duas semanas e durante três períodos de elevada audiência: Carnaval e Copa do Mundo, eventos que atraem a atenção à TV, e a Páscoa, período de descanso em que a televisão também é fonte de lazer e diversão.

“Os resultados mostraram que existe uma relação direta na transmissão da propaganda de bebidas em todos os períodos do dia, com destaque para a transmissão relacionada a esportes. Não houve nenhum programa esportivo que não tivesse bebidas alcoólicas entre os anúncios”, relata Ilana Pinsky.

Outra pesquisa inédita sugere que a propaganda de bebidas alcoólicas pode ter um efeito grave sobre os adolescentes e adultos jovens, devido à vulnerabilidade deste grupo ao conteúdo da mensagem publicitária.

A partir da análise de cinco anúncios que foram publicados durante o verão de 2005-2006 e a Copa de 2006, percebidos como altamente atraentes para os adolescentes, foram identificados diversos pontos que violam a regulamentação nacional, em especial a diretriz que visa proteger crianças e adolescentes e a orientação que proíbe conteúdo incentivando o consumo excessivo de bebidas alcoólicas de forma irresponsável.

Esse é um problema grave que deve servir de alerta para alterações nas políticas públicas, em que se incluem a redução da disponibilidade do álcool, punições a quem dirige alcoolizado, intervenções breves e a restrição à publicidade, entre outras.

“Essas evidências do consumo de álcool entre jovens são ainda mais preocupantes por sabermos que, neles, os efeitos podem ser ainda mais devastadores. Além de estar atrelado à maior parcela de acidentes de carro e agressões entre os jovens, o consumo de bebidas alcoólicas entre os adolescentes pode provocar sérias alterações comportamentais, sendo ainda a principal porta de entrada para o consumo de outras drogas. Isso apenas para resumir os estragos provocados pela bebida”, afirma Ilana Pinsky.

domingo, 18 de abril de 2010

Quando o mundo se torna cruel para as crianças

Por Quézia Bombonatto*

Observa-se um crescente número de crianças que sofrem em nossas escolas apesar do esforço de pais e educadores de lhes oferecer boas condições físicas e materiais. Muitas dessas crianças apresentam um sofrimento que muitas vezes não são entendidos pelos adultos que as cercam. Um mundo que, ao não compreendê-las, torna-se seu mais cruel adversário. Muitas dessas crianças experimentam uma profunda ansiedade, pois não conseguem compreender por que a "agressão" provém, justamente, das pessoas que mais gostam: seus pais e os professores. E quem são estas crianças? São todos aqueles alunos rotulados como crianças-problema, que suportam a indiferença, quando não o menosprezo e o castigo.
São aqueles que, insistentemente, são nomeados de indisciplinado, desatento, preguiçoso, incompetente, retardado, imaturo, e que ouvem de quem lhes havia dado todo o carinho. Por esta razão é que sua angústia aumenta, sobretudo por não compreenderem os motivos da mudança de tratamento. Estamos falando de crianças com dificuldades de aprendizagem que muitas vezes apresentam problemas de comportamento ou atitude inadequada, a fim de demonstrar seu sofrimento. Enviam mensagens que muitos pais e educadores não conseguem decifrá-las, e, por serem mal interpretadas, acabam voltando-se contra elas próprias.
O problema, na maioria das vezes, é um pedido de ajuda. O aluno que está apresentando uma atitude inadequada ou um rendimento abaixo do esperado, talvez queira dizer: " Por que sou diferente da maioria dos meus colegas?Por que, querendo ser o melhor, fracasso em todos os meus intentos de superação? Queria ter o melhor caderno, no entanto tenho a pior letra. Gostaria de ser "bom" em matemática, porém mal sei fazer as contas. Desejaria ler e escrever bem, mas não consigo, apesar de meus esforços. Queridos pais e professores, ajudem-me a encontrar a causa de meus fracassos. Há algo fora ou dentro de mim que me desvia das boas intenções."
Desta forma, pode-se considerar o problema de aprendizagem como um sintoma, uma vez que o não-aprender não se configura em um quadro permanente, mas constitui o conjunto de comportamentos que aparecem como sinal de descompensação.
Assim, faz-se necessário avaliar o sintoma apresentado pela criança como significante de um estado particular deste sistema, que para equilibrar-se, precisou adotar um ou outro esquema de ação que mereceria ser olhado como sinalização positiva, mas que é caracterizado como não-aprendizagem.
Portanto, a não-aprendizagem não é o contrário de aprender, quando se apresenta como sintoma que cumpre a função de satisfazer uma carência dentro de determinada estrutura. Por exemplo, é comum a criança obter o carinho e a atenção dos pais gratificando-os através da aprendizagem, mas pode acontecer que a única maneira de ela contar com o tal carinho é não aprendendo.
Uma vez identificada a mensagem do não-aprender, é importante definir o problema de aprendizagem e considerar o processo diagnóstico para que se obtenha os dados necessários para compreender o  significado, a causa ou a finalidade da dificuldade ou do transtorno apresentado por aquela criança .

* Quézia Bombonatto é fonoaudióloga, psicopedagoga, terapeuta familiar e presidente Nacional da ABPp -Associação Brasileira de Psicopedagogia

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E de repente, o mundo todo que adotar as crianças haitianas, vítimas do terremoto...

Desde que aconteceu a tragédia do terremoto no Haiti, muitas famílias se desfizeram: pais perderam seus filhos, crianças perderam seus pais... São muitos os mortos e os desaparecidos. E além das entidades internacionais e ONG’s, percebemos o interesse de inúmeras pessoas, no mundo todo, em cuidar destes órfãos, confortando-os. Muitos chegam a se prontificar, inclusive, a adotá-los.

A embaixada do Haiti no Brasil vem recebendo centenas de pedidos de adoção, desde o terremoto. Franceses, israelenses, americanos e argentinos também já expressaram o mesmo desejo que os brasileiros. O drama desta população faz com que diversos sentimentos aflorem: pena, tristeza, injustiça e, principalmente, vontade de ajudar.

Porém, quando falamos em adotar uma criança, não estamos falando de um gesto de caridade, e, sim, da constituição de uma família, onde é primordial que essa criança possa ter, acima de tudo, “um lugar de filho”, junto aos pais. Devido ao grande volume de solicitações de adoção de crianças haitianas, penso que possa estar havendo uma confusão na cabeça destes “candidatos a pais”.

É preciso deixar claro que adoção não é um ato de caridade. Podemos ajudar o povo haitiano de diversas formas: enviando alimentos e dinheiro, prestando serviços voluntários... Não adotando. A adoção é algo muito mais sério e precisa ser bem trabalhada no psiquismo dos futuros pais.

O próprio Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fez um alerta que órfãos e crianças abandonadas no Haiti, após o terremoto devastador, devem ser adotados no exterior, apenas como último recurso. O objetivo deste comunicado é preservar a saúde mental destas crianças. É muito mais vantajoso para elas encontrar seus familiares (irmãos, tios, avós) do que saírem de seu país de origem para viverem junto a pessoas estranhas.

E sem menosprezar o sofrimento haitiano, é bom lembrar também o fato de termos, em nosso País, um grande número de crianças negras pedindo um lar. E que, justamente pelo fato de serem negras, não conseguem ser adotadas, já que é sabido que a maioria dos casais em fila de adoção prefere crianças brancas.

A impressão que nos dá é a de que por trás deste gesto, pode até mesmo existir um certo ganho de destaque social: “ Este é meu filho, adotei-o durante o terremoto que devastou o Haiti”... A pergunta que fica é se realmente lserá dado o posto de filho a esta criança.

Precisamos ser cautelosos diante de dramas tão comoventes como este. Uma adoção nestes termos, só seria válida, se esse evento tivesse mobilizado, de fato, o real desejo de adotar uma criança. Não é preciso ir ao Haiti, nem a países africanos, como fazem as celebridades, para encontrar crianças em situação de desamparo emocional, que aguardam ansiosamente por pais que as amem.


Luciana Leis é psicóloga. É especializada no tratamento de casais com problemas de fertilidade.
Fale com ela: luciana_leis@hotmail.com
http://twitter.com/lucianaleis
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Simpósio em São Paulo discute sobre a vida dos adolescentes

SIMPÓSIO EM SÃO PAULO DISCUTE SOBRE A VIDA DOS ADOLESCENTES


Com o objetivo de agregar informações sobre o mundo dos Adolescentes, seus problemas, suas angústias e dificuldades será realizado o I Simpósio Multidisciplinar em Adolescência: um novo paradigma em Saúde Pública, nos dias 26 e 27 de Março, em São Paulo, com a participação de palestrantes renomados de diversas especialidades do Brasil, com experiência em uma área ainda pouco explorada no país, a Hebiatria.
Entre os temas que serão apresentados, destacam-se:
• Ética na pesquisa com adolescentes: vulnerabilidade e proteção
• A consulta de enfermagem em adolescentes: contribuições históricas, conceituais, metodológicas e legais para repensar a prática
• Hipertensão arterial em adolescentes e sua relação com hábitos e alimentação
• Nutrição do Adolescente
• Higiene bucal no adolescente com Piercing
• Adolescentes com deficiência física: contribuições da terapia ocupacional
• Equoterapia no Adolescente com deficiência visual: benefícios e dificuldades
• A postura dos órgãos administrativos e jurídicos brasileiros frente às necessidades e direitos dos adolescentes.
• Adolescentes autistas: os benefícios da Musicoterapia
• O déficit de atenção em adolescentes: sua relação com escola e família
Um dos objetivos do evento é agregar informações ricas e diversificadas sobre os adolescentes de diversas regiões brasileiras. Já que adolescência é uma etapa do ciclo vital intermediária entre a infância e a idade adulta, caracterizada por grandes transformações fisiológicas, psicológicas e sociais, nas quais se requer uma atenção especial por parte dos profissionais de saúde, muitas vezes responsáveis pelo acompanhamento desse grupo etário em seus diferentes momentos.
Além disso, é uma fase da vida humana, onde as transformações sócio-psicológicas e anátomo-metabólica deixam o indivíduo exposto a um modelo de vida até então desconhecido, ficando de certa forma vulnerável, mas ao mesmo tempo, sendo desenvolvidos padrões comportamentais que permearão sua vida no futuro.
Nesta fase da vida, os adolescentes são suscetíveis à situações que apresentam maior exposição aos conflitos, descobertas e expectativas, o que faz necessário a orientação de uma equipe profissional multidisciplinar, com o objetivo de ajudá-los a superar esse período importante de uma maneira tranqüila e saudável, e evitar adversidades sociais como: gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, acidentes diversos; uso de drogas, maus tratos, violência doméstica, entre outros problemas.
Todos os participantes receberão certificado e um exemplar do livro “Adolescentes Uma Abordagem Interdisciplinar, Coordenado por William Mallagutti e Ana Maria Amato Bergo, a ser lançado durante o evento.

Informações sobre valores e como se inscrever podem ser obtidas pelo tel. 11-5081.7718 / http://www.expansaoeventos.com.br/
Informações de serviço:
I Simpósio Multidisciplinar em Adolescência: um novo paradigma em Saúde Pública
Data: 26 e 27 de março
Local: Auditório da UniFMU, Av. Liberdade, 899 – Liberdade – São Paulo
Horário: 8h30 às 18h (sexta-feira); 8h30 às 13h (sábado)
Inscrições: 11-5081.7718 / http://www.expansaoeventos.com.br/
E-mail: expansao.eventos@uol.com.br
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sucesso é sinal de inteligência

Nova teoria de inteligência evidencia a capacidade de realização do ser humano como fator determinante do sucesso. Especialista em comportamento lança livro "Inteligência do Sucesso - a Inteligência de Quem Faz Acontecer", explicando essa inovadora abordagem. Dr. Jô Furlan é médico, primeiro Treinador Comportamental do Brasil e um dos precursores da Medicina Comportamental no País, área relacionada à neurociência cognitiva. É o Autor e precursor da Teoria da Inteligência Comportamental Humana (ICH)- a Inteligência do Sucesso. Ele apresenta nesse livro um descritivo técnico - prático, explicando o conceito de forma simples e direta e trazendo também 24 histórias de realizadores, como Mauricio de Sousa, Zilda Arns, Marcelo Glaiser, Jesus de Nazaré, Ozires Silva entre outras pessoas que segundo ele tem alto nível de ICH. É o resultado de 10 anos de observações e pesquisas.
Pela 1ª vez no Brasil, numa atitude inovadora do autor com o apoio da Editora Ser Mais, o livro foi aberto integralmente na internet sem custo (gratuitamente), juntamente com a venda nas livrarias.
Dr. Jô Furlan está a disposição para ensinar, dar dicas e sugestões de como aperfeiçoar sua Inteligência do Sucesso, superar desafios e aumentar as sua possibilidades de êxito pessoal e profissional.
Mais informações: http://www.drjofurlan.com.br/
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domingo, 31 de janeiro de 2010

Sem exageros na agenda dos filhos

Por Quézia Bombonatto*

Nos últimos anos temos vivido o encantamento das inovações tecnológicas e a sedução da revolução determinada pela era da informação e da competitividade. Na ânsia de preparar os filhos para se tornarem aptos para um mercado de trabalho cada vez mais exigente e uma sociedade que cultua o sucesso, os pais preenchem as agendas dos seus filhos com atividades extracurriculares.
Além de ir à escola, que em alguns casos é em período integral, as crianças e adolescentes têm de se desdobrar para dar conta de compromissos extraescolares, cuja escolha geralmente é feita pelos pais. Alguns, procurando compensar as suas próprias frustrações infantis, justificam-se com o discurso: "Quero lhe dar tudo o que eu não tive...".
Em muitos casos, este excesso de compromissos pode ser resultado da falta de tempo dos pais para se dedicar aos filhos, já que o cotidiano deles não permite o acompanhamento das atividades dos rebentos como gostariam ou acreditam que deveriam. Desta forma, uma agenda lotada dá aos pais a falsa ilusão de controle e proteção da ausência de suas figuras na rotina de seus filhos, e que estes não ficarão expostos aos "perigos" da ociosidade.
Profissionais de diferentes áreas têm alertado sobre os problemas que o excesso de tarefas extracurriculares pode provocar, como: ansiedade, estresse, agressividade, desânimo, irritação, distúrbios alimentares, falta de concentração, distúrbios do sono, baixo desempenho acadêmico e outros sintomas de distúrbios no sono, como insônia ou sonolência.
Isto realmente é válido e verdadeiro, mas vale ressaltar a importância que as atividades extraescolares têm na formação da criança e do jovem, à medida que reforçam a aprendizagem.
O problema não está em ter ou não tais atividades, mas a questão se refere aos objetivos subjacentes às escolhas das mesmas. A meta é potencializar talentos? Proporcionar atividades lúdicas à criança? Deixar mais tempo livre para os pais? Aplacar a culpa da ausência destes na educação de seu filho? Ou promover o desenvolvimento desta criança ou adolescente oferecendo-lhe um mundo de estímulos diferentes dos que recebe no ambiente escolar, para que possa ampliar a sua imagem sociocultural?
A aceleração das mudanças e as questões dela decorrentes convidam-nos a desempenhar novos papéis na educação de nossos filhos. Temos que compreender que o ato de escolher imposto pela transitoriedade das situações, implica em sinalizar às pessoas que, além de suas habilidades específicas, a criatividade e flexibilidade tornam-se imprescindíveis para o desenvolvimento do indivíduo. É na articulação e contextualização das informações, das habilidades para pensar e aprender a resolver situações-problema, no aprender a se relacionar consigo mesmo, com outros e com o conhecimento que as diferentes competências vão sendo construídas.
Sabemos que se pode aprender sempre e em qualquer lugar e que a curiosidade inerente ao processo de aprendizagem não se limita aos locais que lhe são atribuídos como os espaços caracterizados para tal finalidade. Não só o conhecimento é importante para a formação das crianças. Experiências adquiridas através do convívio com os seus companheiros são fundamentais para o desenvolvimento da criança e do adolescente.
É certo que para dar conta de compromissos e obrigações é necessário trabalhar a capacidade de administrar tempo, de priorizar escolhas e de lidar com diferentes situações e grupos sociais, resultando em flexibilidade, socialização e disciplina. No entanto, os pais devem respeitar o limite dos filhos, caso contrário, a atividade pode tornar-se um verdadeiro tormento para a criança, deixando de cumprir um dos seus principais objetivos que é dar continuidade ao desenvolvimento de determinados talentos e capacidades.
As atividades extracurriculares cumprem seus papéis na rotina das crianças e dos jovens, desde que praticadas com critério e tenham em atenção à idade, o gosto pessoal dos mais novos, os seus desejos, interesses e características da sua personalidade.
Não é raro também observamos que, ao apresentar baixo desempenho acadêmico, os pais sobrecarregam seus filhos com aulas particulares, na esperança que estas reponham o conteúdo que não foi possível ser aprendido no contexto de sala de aula. Muitas vezes, há um exagero na quantidade de tempo que passam sendo acompanhadas, que não lhes permite um tempo de estudo autônomo. Neste caso a intervenção de um psicopedagogo pode ser ajudar, já que, ao avaliar a criança e o seu contexto familiar e escolar, consegue se aproximar da função denunciadora do sintoma do não aprender, podendo oferecer um atendimento mais efetivo.
A agenda lotada, no entanto, nem sempre é uma imposição dos pais. Há adolescentes que preferem ter várias ocupações extraescolares a ficar em casa sem ter o que fazer. Justificam-se argumentando que além de aprimorar os conhecimentos, essas atividades dão a oportunidade de fazer novos amigos, e que é possível sim, conciliar as tarefas escolares com as atividades que gostam de fazer, e, que administrar tantos compromissos é uma habilidade e não um problema.
Para concluir, é fundamental sublinhar que se por um lado os estudantes devem ter tempo para fazer a tarefa da escola e estudar para as disciplinas da grade curricular, as experiências adquiridas através do convívio com os seus companheiros são fundamentais para seu desenvolvimento e, que não só o conhecimento é importante para a formação das crianças. Assim, mesmo sendo importante, é preciso ter cautela para saber dosar as atividades extracurriculares dos filhos na medida saudável. Para as crianças mais novas é indispensável existirem momentos sem nada marcado na agenda, uma vez que elas precisam de tempo para si próprias, tempo para fazerem as suas próprias descobertas, distantes da intencionalidade do adulto, pois creio que é na relação entre si e o objeto do conhecimento que acontece a aprendizagem. Assim, a qualidade da informação não pode ser sobreposta à turbulência da quantidade.

*Quézia Bombonatto é presidente da ABPp Associação Brasileira de Psicopedagogia
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DE OLHO NA TATTOO

O verão chegou e com ele o sol, piscina, mar.. mas e a minha tattoo??? A tatuadora Claudia Baht dá dicas para que você possa aproveitar o verão sem se preocupar se as tatuagens vão sofrer algum dano.

“Existe dois fatores que afeta todos que possuem tatuagem fazendo com que ela fique apagada, como a incidência dos raios UVA e UVB do sol que agem diretamente no pigmento (tinta) que é fotosensível e o envelhecimento natural da pele”, explica Claudia.

O primeiro fator pode ser minimizado evitando expor a tatuagem ao sol, mas se for inevitável, é imprescindível a aplicação de bloqueador solar fator mínimo 30, recomendado para peles escuras e quanto mais clara for a pele maior deve ser o fator de proteção. “Recomendo o uso diário do bloqueador solar, mesmo nos dias nublados, pois mesmo nesses dias, os raios solares penetram na atmosfera (mesmo que em menor intensidade)” diz Claudia.

Já o envelhecimento pode ser minimizado evitando o consumo de produtos que incitam as células do nosso corpo a produzirem radicais livres, como o cigarro, o álcool, substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, conservantes, hormônios presentes em carnes de gado e galináceos - quando de criação intensiva, entre outros), consumo excessivo de gorduras saturadas (frituras) e gordura animal.

“Uma boa hidratação da pele também ajuda na conservação do bom aspecto da pele e consequentemente da tattoo. Usar hidratante corporal e ingerir, pelo menos, dois litros de água diariamente evitam que a pele fique com aspecto ressecado e enrugado”, finaliza Claudia.

Tomando esses cuidados básicos, você terá uma tatuagem com cores vibrantes por mais tempo.

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Claudia Baht
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domingo, 3 de janeiro de 2010

O AMOR FAZ MILAGRES

Os namorados precisam do amor puro um do outro. Precisam, antes e acima de tudo, ser verdadeiros amigos um do outro, com tudo aquilo que a amizade comporta. Infelizmente, nem sempre é assim. A palavra “enamorar” é interessantíssima. Veja que a raiz e o centro são formados por “amor”. Enamorar-se de alguém é envolver o outro em amor. Amor puro. Amor desinteressado. Amor verdadeiro.

Já percebeu como rapazes e moças mudam radicalmente quando começam a namorar? Há namoros que conseguem verdadeiros milagres de transformação. O que ninguém tinha conseguido antes, um namoro consegue e a transformação acontece. Por quê? Porque o amor verdadeiro traz o segredo da transformação: o próprio amor. No namoro verdadeiro um envolve o outro no amor e isso muda, corrige, amadurece, faz crescer, transforma, converte, consegue verdadeiros milagres.

Mas, preste bem atenção: também os casados precisam ser eternos namorados. Não se trata de romantismo. É uma necessidade imposta pela realidade mesmo. No casamento, os dois precisam de um contínuo envolver-se no amor. É como se tudo de maravilhoso que aconteceu antes fosse apenas um ensaio. Entrar para o casamento é como um time entrando em campo. Acabou o treino e agora começa o jogo pra valer.

O casamento fornece o ambiente propício para os dois se envolverem um com o outro no amor. Por que vocês se casaram? Porque no tempo do namoro e noivado não podiam estar longe um do outro. Não eram mais capazes de ficar separados. Então, se uniram em matrimônio. Perceberam que Deus os havia escolhido um para o outro no amor e para o amor. Por isso, no dia do casamento teve início o verdadeiro namoro. Um “enamorar-se do outro” que exige continuidade, a certeza de durar para sempre. É justamente por isso que Deus quis marcar a união de vocês com a graça do sacramento do matrimônio. Por causa dessa certeza do “para sempre”.

Também os casados precisam do amor puro um do outro. O marido precisa do amor puro da esposa. A esposa precisa do amor puro do seu marido. Amor que inclui relacionamento sexual pleno, mas puro. Veja bem: sexo e pureza não são contraditórios. O amor puro entre os casados não exclui as relações sexuais. Exclui, sim, a infidelidade, o adultério. Marido e mulher precisam do amor puro um do outro.

É principalmente no casamento que homens e mulheres realizam a imagem e semelhança de Deus e povoam o mundo de filhos. É na família que marido, mulher e filhos se põem num contínuo treinamento de enamorar-se. A família é a imagem do céu. Ela pode e precisa antecipar o céu na terra. Reflita sobre isso e deixe-se enamorar novamente como na época do namoro.


Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib (www.cancaonova.com)
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domingo, 25 de outubro de 2009

PESQUISAS REVELAM BOM COMPORTAMENTO DOS JOVENS

Pensar Jovem: pesquisa revela que jovens querem ter atitudes virtuosas como honestidade, verdade, coragem e honra


Parte da segunda edição do projeto Pensar Jovem, criado pela divisão de tecnologia Educacional da Positivo Informática e pelo Centro Paula Souza, a pesquisa mostrou, entre outras coisas, que os quase 5.000 jovens e adolescentes de 30 Etecs do Estado de São Paulo não são egoístas e identificam e valorizam boas ações.

Os jovens valorizam e desejam possuir virtudes como honestidade, verdade, coragem e honra, mas têm vergonha de fazê-lo. Essa é uma das impressões do educador e filósofo Carlos Roberto Merlin Júnior ao avaliar os resultados de uma pesquisa realizada com quase 5 mil alunos do Ensino Médio do Centro Paula Souza, que administra as Escolas Técnicas (Etecs) e as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo. A pesquisa integra a segunda edição do projeto Pensar Jovem, realizado pelo Centro Paula Souza e pela Divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática, e foi aplicada por meio do Portal Aprende Brasil, presente em 30 Etecs.
“Não se pode negar a influência do egocentrismo presente na sociedade moderna sobre as ações dos jovens e adolescentes, mas essa não é a única realidade. Existe o desejo expresso de muitos jovens pesquisados em dar às suas ações um sentido moral para além do prazer próprio e imediato. Eles identificam, nas ações práticas, os vícios e as virtudes e desejam possuir as virtudes. Mas, muitas vezes, vivem o dilema entre viver e agir de modo virtuoso e viver e agir de modo vantajoso,” analisa o prof. Merlin, formado em Filosofia pela PUC-PR, leciona História e Filosofia e está preparando mestrado na área de Filosofia da Educação e um dos idealizadores do projeto Pensar Jovem.
Fundamentada em questões hipotéticas de Ética Aplicada e com perguntas objetivas, baseadas em situações concretas, a pesquisa teve como objetivo identificar a presença ou ausência das virtudes como algo valorizado pelos jovens e adolescentes.
Durante a pesquisa, quando foi perguntado aos alunos de maneira generalizada sobre honestidade e verdade, 71,9% deles disseram que possuíam estas virtudes. Mas ao serem colocados em situações práticas, este percentual caiu para 59,5% dos entrevistados. O roubo de um CD de música em uma loja, por exemplo, é crime, mas o ato de fazer download destas mesmas músicas pela internet não é considerado ilegal por pelo menos 60% dos participantes da pesquisa.
“Podemos interpretar os dados verificando que os pesquisados reconhecem as virtudes presentes em ações práticas. Eles identificam e valorizam tais “ações fundamentadas nas virtudes. Ao mesmo tempo podemos notar que eles não desejam ser vistos como ‘otários’, o que significa sofrer algum tipo de prejuízo quando é possível de se evitar”, explica o professor.
Quando os assuntos tratados foram coragem e honra, 79,7% dos participantes afirmaram valorizar ações que expressam esses valores. Mas ao serem colocados como autores de ações hipotéticas, esta porcentagem cai para 63% de aprovação. Um exemplo que ilustra este resultado é a decisão que tomariam se estivessem no lugar do guerreiro troiano Heitor, que para honrar a cidade de Tróia enfrentou Aquiles, mesmo sabendo que era impossível vencer. Ao se colocarem no lugar do lutador, apenas 64% aceitariam o desafio.
Os pais, as escolas e, principalmente, a mídia precisam estar mais atentos a este fato. Se existe desejo e, ao mesmo tempo, a vergonha de se ter este desejo é porque aquilo que se está desejando não é valorizado pela sociedade em geral. “Ser virtuoso está fora de moda e, provavelmente, por isso, parte significativa de nossos jovens e adolescentes não vivenciam aquilo que, segundo os resultados da pesquisa, valorizam e até desejam”, finaliza o professor.
“As discussões entre o filósofo e os alunos, dentro do Projeto Pensar Jovem, são momentos para repensar atitudes e assim amadurecer”, observa Rosana Mariano, professora responsável por projetos da Unidade de Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza.
Com estes resultados, o projeto Pensar Jovem prossegue para a segunda fase, que consiste em discussões em sala de aula sobre os temas propostos. Além dos debates, os alunos poderão ampliar o assunto no Blog do Filósofo, mediado pelo prof. Merlin. O interesse dos alunos em discutir as virtudes fica evidente no blog, que já registra quase 3.000 mil comentários. “O Projeto Pensar Jovem cria espaços para discutir questões importantes na formação dos alunos do Ensino Médio”, acrescenta Rosana.
Na terceira fase do projeto, os estudantes vão criar e apresentar fábulas modernas, que deverão evidenciar a importância de uma ou mais virtudes éticas. Os textos serão publicados em um livro, a ser lançado no final deste ano. Em 2008, foram escritas 96 fábulas, publicadas no site do projeto Pensar Jovem. Uma experiência que desafiou a criatividade dos participantes e levou a novas reflexões. “Desde a primeira edição, em 2008, percebemos que o Pensar Jovem estimula e fortalece atitudes virtuosas. Todo o pensar filosófico ajuda nessa mudança. Sinto aqui muita solidariedade e companheirismo”, confirma Rosemari Melazi de Oliveira, coordenadora do Projeto Pensar Jovem da ETEC Philadelpho Gouvea Neto, em São José do Rio Preto - SP.

O Centro Paula Souza e a filosofia
O Centro Paula Souza administra 166 Escolas Técnicas (Etecs) e 47 Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais, em 134 cidades paulistas. Mais de 170 mil alunos estão matriculados nas suas unidades de ensino no 1º semestre de 2009. As Etecs atendem 142 mil estudantes, aproximadamente, sendo mais de 39 mil no Ensino Médio. No Ensino Técnico, para os setores Industrial, Agropecuário e de Serviços, em 85 habilitações, o número de alunos matriculados ultrapassa 100 mil. As Fatecs, por sua vez, contam com cerca de 32 mil alunos nos 45 cursos superiores de Graduação.
Fora do currículo desde 1971, quando foi abolido por imposição do regime militar, o ensino de filosofia e sociologia voltou a ser obrigatório em todas as séries do Ensino Médio por uma lei federal sancionada há um ano. A inclusão das duas disciplinas, feita de forma gradual até 2011, é uma vitória dos movimentos de professores e estudantes que defendiam sua importância para a melhoria da formação intelectual dos alunos.
O projeto Pensar Jovem se insere neste contexto e comprova o esforço da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática em criar soluções que contribuam para a melhoria do ensino e para o desenvolvimento da capacidade crítica dos alunos, dando condições para que exerçam plenamente sua cidadania. Para o Centro Paula Souza, a iniciativa é mais um passo no sentido de aplicar novas tecnologias ao ensino e promover a inclusão digital. O Centro Paula Souza usa o Portal Aprende Brasil desde 2005.


Sobre a Positivo Informática: Criada em 1989, a Positivo Informática (BOVESPA: POSI3) tem presença nacional e internacional, oferecendo as mais avançadas soluções de tecnologia, da fabricação de computadores ao desenvolvimento de ferramentas educacionais. A companhia atua com duas divisões de negócios: Hardware e Tecnologia Educacional. No portfólio da divisão de Hardware, a empresa oferece uma linha completa de microcomputadores – desktops e notebooks –, servidores e impressoras, sendo a líder nacional de mercado de computadores segundo a IDC (International Data Corporation) há 19 trimestres consecutivos. Para dar suporte a todas as suas atividades, conta com uma rede de assistência técnica de cerca de 400 empresas licenciadas cobrindo a totalidade das cidades brasileiras, além da CRP – Central de Relacionamento Positivo. No segmento de Tecnologia Educacional, a Positivo Informática é reconhecida pelo pioneirismo no desenvolvimento e pela qualidade das soluções tecnológicas em seus três segmentos de atuação: ensino particular, ensino público e varejo. As soluções educacionais da Positivo Informática estão presentes em 11.782 escolas públicas, 2.453 escolas particulares e em mais de 900 pontos de venda no varejo. Positivo Informática na Internet: http://www.positivoinformatica.com.br/

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