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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Especialista dá dicas de como salvar o seu orçamento doméstico e viver melhor

Planejar como gastar o dinheiro e onde empregá-lo nunca foi uma tarefa fácil para boa parte da população. Porém, o professor do Curso de Administração das Faculdades Integradas Rio Branco, Carlos Eduardo Stempeniewski, demonstra que simples procedimentos podem ajudar muito para que o brasileiro não aumente o seu endividamento e, claro, consiga deitar a cabeça no travesseiro e assim ter uma noite de sono mais tranquila.

O professor dá sete dicas preciosas para esse momento: “O primeiro passo é analisar sua necessidade de adquirir as liquidações e procurar passar longe delas”, diz o professor, enfatizando que normalmente preços baixos é um forte estímulo para a compra de bens que, muitas vezes, não são tão necessários à vida cotidiana.

Outra sugestão de Stempeniewski é quanto à troca de automóvel. “Fique mais um tempo com o carro usado. A redução do IPI baixou o valor dos carros usados em cerca de 20% em relação ao que ele valia no final do ano passado. A troca por um outro veículo novo obrigará a pessoa a assumir esse prejuízo, consumindo sua poupança e obrigando-o a fazer um financiamento maior do que o necessário”.

Fechar a torneira com frequência, não abusar do celular e lembrar-se sempre de apagar a luz quando deixar um ambiente. São toques imprescindíveis para quem quer economizar. “Esses pequenos itens costumam acabar pesando no bolso do consumidor”, lembra o professor.

Comer menos fora de casa é uma medida indicada para quem quer se manter fora do risco de endividamento, de acordo o professor. “O preço da alimentação tem subido acima da inflação real, portanto fica caro manter o hábito de comer sempre fora de casa. Reduza o número de saídas e melhore a qualidade dos lugares que você frequenta”.

Gastos com presentes, festas, shows ou viagens curtas, devem ser evitados para o professor Stempniewski. “Troque tudo isso por um bom DVD caseiro. Quando fechar o orçamento sentirá a diferença, pois não é o valor individual desses itens que acaba pesando. O gastos com esses itens deve incluir o valor agregado que cada um deles pode gerar como transportes, petiscos ou gorjetas.”

O cuidado no uso do cartão de crédito é outra medida necessária para o bom poupador. O professor lança um desafio: “Se você conseguir administrar o seu cartão de crédito e pagar o total da fatura no vencimento, ótimo, mas do contrário, saia do cartão de crédito imediatamente”.

O melhor, segundo o professor é usar mais o cartão de débito e sempre que puder fugir do cheque especial e também do uso de cartão de créditos de lojas ou de supermercados. “Use mais o seu cartão de débito. Com isto, você estará escapando de juros de mais de 10% ao mês contra uma inflação que vai corrigir o seu salário futuro em não mais do que 4,5% ao ano”, finaliza.

Para entrevistas, contate Tânia Ribeiro (11 3879-3156) ou Patrícia Ribeiro e Flávia Lima (11 3675-5444) da Ricardo Viveiros Oficina de Comunicação.

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