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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Funarte SP e Petrobrás apresentam projeto de intercâmbio com o Piollin

O Piollin Grupo de Teatro, de João Pessoa (PB), por meio de patrocínio da Petrobras, apresenta junto à Funarte São Paulo um intercâmbio cultural formado por dois espetáculos adultos premiados, uma apresentação infantil, uma oficina de palhaço e uma mesa de debates. O projeto, além da circular o repertório do grupo, tem como propósito desenvolver atividades de formação e reflexão sobre artes cênicas estimulando discussões sobre políticas públicas com a participação do diretor do Piollin Luiz Carlos Vasconcelos e participação do dramaturgo Francisco Medeiros e da jornalista Beth Nespolli.

O intercâmbio entre o Piollin Grupo de Teatro e a Funarte inclui a seguinte programação (detalhada abaixo): espetáculos de repertório A Gaivota (alguns rascunhos), de 22 a 26 de julho (Teatro de Arena Eugênio Kusnet), e Vau da Sarapalha, de 28 de julho a 2 de agosto (Sala Guiomar Novaes da Funarte); espetáculo infantil circense Silêncio Total com o Palhaço Xuxu, dias 31 de julho e 1º de agosto (pátio do Complexo Cultural Funarte); oficina Técnicas de Palhaço. O Tempo Cômico com Luiz Carlos Vasconcelos, de 27 a 31 de julho (Sala Carlos Miranda); e Mesa de Debates Com Convidados, sobre a situação atual das artes cênicas em todo o território nacional, no dia 3 de agosto (Sala Guiomar Novaes).

Programação - Apresentações de repertório

Espetáculo: A Gaivota (alguns rascunhos)

Texto inspirado em conto de Anton Tchekhov
Direção, adaptação e cenário: Haroldo Rego
Elenco: Ana Luiza Camino, Buda Lira, Everaldo Pontes, Nanego Lira e Thardelly Lima.
Iluminação: Fabiano Diniz
Trilha sonora: Coletiva
Figurino: Alexandre Targino
Fotografia: Bertrand Lira, Adriano Franco e Raro de Oliveira
Produção: Piollin Grupo de Teatro e Cristhine Lucena
Direção de produção/SP: Rafael Schiesari
Produção/SP: Método Gestão e Produção Cultural
Reestreia: 22 de julho – quarta – às 21 horas
Apresentações/público: 23 a 26 de julho – quinta a sábado (21h) e domingo (20h)
Local: Teatro de Arena Eugênio Kusnet – 99 lugares
Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque/SP - Tel: (11) 3256-9463
Ingressos: R$ 10,00 (¹/2 entrada: R$ 5,00 e ½ entrada para força de trabalho da Petrobras que apresentar o crachá e para clientes do cartão Petrobras que o apresentarem).
Duração: 60 min – Gênero: Drama - Classificação etária: 14 anos – Acesso universal e ar condicionado - Bilheteria: 1h antes das sessões - Não aceita cheque/cartão. Reservas somente para grupos: 3662-5177.

As Camadas de vida e arte se entrecortam. Existe um meio termo satisfatório entre ingenuidade banal e o cinismo? Ainda pode haver lugar para a delicadeza em meio a tanta violência? Acreditar em quê, hoje? Como? Piollin Grupo de Teatro rascunha estes temas na encenação, a partir do clássico de Anton Tchekhov. São sempre tantas as questões: aproximação e afastamento, universal e particular, perspectiva do tempo. O nosso tempo: a cena é colocada mais como reflexo do nosso olhar do que concretização de um texto.

Com este espetáculo o grupo apostou, mais uma vez, no projeto cultural que deu origem à Escola Piollin, há mais de trinta anos, desta feita nas novas instalações do Teatro Piollin, espaço que (re)assenta algumas questões tão raras ao grupo e ao teatro paraibano: necessidade premente de aproximação com o público e o diálogo permanente com parceiros, artistas e técnicos de diferentes pólos urbanos do país.

Espetáculo: Vau da Sarapalha

Adaptação do texto Sarapalha de João Guimarães Rosa
Direção e adaptação: Luiz Carlos Vasconcelos
Elenco: Escurinho (Capeta), Everaldo Pontes (Primo Ribeiro), Nanego Lira (Primo Argemiro), Servílio de Holanda (Perdigueiro Jiló) e Soia Lira (Negra Ceição).
Cenografia e iluminação: Luiz Carlos Vasconcelos
Música original: Escurinho e Luiz Carlos
Sonoplastia ao vivo: Escurinho
Operador de luz: Eloy Pessoa
Produção: Piollin Grupo de Teatro e Cristhine Lucena
Direção de produção/SP: Rafael Schiesari
Produção/SP: Método Gestão e Produção Cultural
Reestreia: 28 de julho – terça-feira – às 21 horas
Apresentações/público: 29 de julho a 2 de agosto – quarta a sábado (21h) e domingo (20h)
Local: Funarte SP - Sala Guiomar Novaes – 100 lugares - www.funarte.gov.br
Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP – Tel: (11) 3662-5177
Ingressos: R$ 10,00 (¹/2 entrada: R$ 5,00 e ½ entrada para força de trabalho da Petrobras que apresentar o crachá e para clientes do cartão Petrobras que o apresentarem).
- Bilheteria: 1h antes das sessões - Não aceita cheque/cartão - Classificação etária: Livre – Gênero: Drama - Ar condicionado e acesso universal - Reservas somente para grupos: 3662-5177.

No enredo da peça, Argemiro vai plantar nas terras do primo Ribeiro, no Vau da Sarapalha, e já chega apaixonado por sua mulher, Luiza. Para evitar a separação e a fúria de sentimentos, que a revelação dessa paixão comum provocará, a velha Ceição manipula os elementos da natureza.

Dois homens com malária, sentados num tronco, esquentando-se ao sol e esperando a morte. Dois primos: Primo Ribeiro, o dono das terras que fica ali no Vau da Sarapalha, perdeu a mulher amada, Luiza, que fugiu com o boiadeiro. Primo Argemiro, o outro primo, veio morar ali, diziam que para plantar arroz à meia, mas veio por já estar apaixonado também pela mulher do primo, a própria Luiza. E, mesmo depois dela fugir com o boiadeiro, ele foi ficando. Quem sabe, ela voltaria. O convívio, durante anos, estabelece uma relação de profunda amizade entre os dois. "Nem um irmão, nem um filho não podia ser tão bom... não podia ser tão caridoso pra mim..." diz Primo Ribeiro, cheio de gratidão, para Primo Argemiro, que se debate interiormente com remorsos por estar o enganando. "Não... É hoje!" E resolve revelar seu segredo: "Eu também gostei dela primo!" Até os pássaros da mata gritam a dor do Primo Ribeiro. Com eles, outros dois personagens: Jiló, o cachorro magro e cheio de bernes, que dorme ali perto e se empenha em ser fiel; e a velha Ceição, que no espetáculo se revela sabedoura de conhecimentos ancestrais. Ela, ajudada por seu capeta, tentará impedir o que lhe é anunciado, na leitura dos gravetos da fogueira e nos cacos dos potes que se quebram: a separação e a fúria de sentimentos que a revelação dessa paixão comum provocará.

O espetáculo já viajou para vários países (Colômbia, Espanha, Portugal, Alemanha, Uruguai, Bélgica, Venezuela e Inglaterra) e recebeu dezenas de prêmios, entre eles destaque para: XIII Festival Nacional de Teatro de São José do Rio Preto, 1992 (Melhor espetáculo, diretor, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, cenário, iluminação e sonoplastia); Troféu Imprensa e Prefeitura Municipal de João Pessoa, 1992 (Melhor diretor, espetáculo, atriz, ator e ator coadjuvante); Troféu Mambembe IBAC/MinC,1993 (indicação de Melhor Diretor); Prêmio Shell, 1993 (indicação Categoria Especial); VIII Festival Ibero-americano de Teatro de Cadiz, Espanha, 1993 (Prêmio da Associação Comercial de Cadiz e Melhor Interpretação - Servílio Gomes); e outros.

Apresentação circense - infantil

• Espetáculo ao ar livre: Palhaço Xuxu em Silêncio Total

Criação, direção e interpretação: Luiz Carlos Vasconcelos
Diretor assistente: Luis Carlos Nem
Produção: Piollin Grupo de Teatro e Cristhine Lucena
Diretor de Produção Regional SP: Rafael Schiesari
Produção SP: Método Gestão e Produção Cultural
Data: 31 de julho e 1º de agosto – sexta-feira e sábado – às 16horas
Local: Pátio do Complexo Funarte São Paulo
Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP - Tel: (11) 3662-5177
Grátis - Classificação etária: Livre – Duração: 50 min - www.funarte.gov.br

No programa de atividades de Intercâmbio o ator e diretor Luiz Carlos Vasconcelos apresenta de seu personagem, o Palhaço Xuxu, com todas as suas peripécias. Xuxu é um palhaço que nos remete às memórias da infância, à magia do circo e aos primeiros atores de rua; sua alma revela o lado risível da nossa humanidade.

O Palhaço Xuxu existe com este nome, desde 1978. Surgiu e se desenvolveu em experimentações de rua, basicamente por meio de improvisos, onde o material que surgia era selecionado naturalmente pela aceitação ou não do público. Outras fontes de seu material cênico foram: a experiência como aluno da Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou as técnicas circenses de equilíbrio e monociclo, dentre outras, e a experiência musical, inicialmente com o violino, depois com o antigo fole alemão de oito baixos. Ator e diretor de teatro, desde sua infância em Umbuzeiro (PB), Luiz Carlos estreou como ator de cinema em 1997, onde também tem atuado desde então.

Vasconcelos explica o que faz um homem se tornar um palhaço. “Talvez, certos homens, para poder crescer, precisem se expor assim. Xuxu me acompanha desde muito tempo; devo-lhe muito. Convivendo com ele aprendi a olhar o mundo e as pessoas com olhos mais atentos e sinceros. Aprendi também a olhar para mim, e após o primeiro susto, desatar a rir. Estou ampliado nele. Minha vaidade, por exemplo, expressão do meu egoísmo, se transforma em atitude generosa ao divertir os outros. A dimensão de um palhaço está diretamente relacionada à dimensão do real ridículo de quem o encarna. Tornar esse ridículo risível ou terno e oferecê-lo aos outros, é a missão dos palhaços. Portanto, ao olhar para o Xuxu, não tenha dúvida, somos assim mesmo”.

Programação - Debate e Oficina

• Oficina: Técnicas de Palhaço. O Tempo Cômico
Ministrante: Luiz Carlos Vasconcelos – Palhaço Xuxu
Data: 27 a 30 de julho (9h às 13h) e 31 de julho (9h às 11h30)
Local: Funarte SP – Sala Carlos Miranda
Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP - Tel: (11) 3662-5177
Para estudantes e profissionais de artes cênicas – 15 vagas - Inscrições: encerradas!

A oficina Técnicas de Palhaço. O Tempo Cômico Tratará principalmente, como indica o nome da oficina, sobre a percepção e utilização do tempo cômico no trabalho do palhaço. Palhaços não se criam, são revelados. Já existem no interior. A construção do palhaço é um ato de coragem e generosidade, significa oferecer ao outro o seu próprio ridículo e, para que essa expressão risível ou terna funcione, ela tem que ser verdadeira. É sobre essa verdade que trabalha Luiz Carlos Vasconcelos.

• Mesa de Debate com Convidados
Tema: Qual o tipo de construção teatral contemporânea e de que maneira os múltiplos caminhos cênicos se comunicam com o público para atingir ou provocar ações e reações nas pessoas de nosso tempo?
Integrantes: Luiz Carlos Vasconcelos (diretor do Piolin), Francisco Medeiros (dramaturgo) e Beth Néspoli (jornalista).
Concepção: Rafael Schiesari
Data: 3 de agosto – segunda-feira - às 20 horas
Local: Funarte SP - Sala Guiomar Novaes
Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP - Tel: (11) 3662-5177
Público Alvo: estudantes e profissionais de artes cênicas e público interessados, em geral.
Duração: 2h30m - Ar condicionado e acesso universal – www.funarte.gov.br

Esta mesa de debates se propõe a estimular a discussão sobre as artes cênicas nas diversas regiões do território brasileiro, no âmbito criativo e político. Discutir a política atual em torno do (des)favorecimento da arte e sua política interna com os meios de sustentação e articulação (aplicados por grupos e entidades representativas).
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