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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Curitiba recebe primeiro diamante de cinzas humanas do país


* Foto: Erlei Schade

E das cinzas surge o diamante

Curitiba recebeu nesta quinta-feira (09.07) o primeiro diamante de cinzas humanas do país. A jóia foi entregue pela Funerária Vaticano.


Depois de ver dos ossos o Velho virar cinzas, dona Leroy foi colocada diante de uma proposta inusitada: que tal transformá-lo de restos mortais em diamante? Ao ouvir a ideia, assim de supetão, a viúva não titubeou. As cinzas do marido, Jorge Gaspar da Silva – militar da reserva falecido em 1994, aos 61 anos por complicações cardíacas – partiram rumo à Suíça para ressurgir como pedra preciosa. Tanto a cerimônia de cremação – realizada em dezembro do ano passado – quanto o pedido de confecção do diamante foram realizados pela Funerária e Crematório Vaticano, de Curitiba, que oferece o serviço exclusivo desde Finados de 2008. Segundo a empresa, este será o primeiro diamante de cinzas humanas do Brasil e será entregue à família na próxima quinta-feira, 9 de julho, às 14h, na Capela Vaticano – rua Hugo Simas, 26, bairro São Francisco, em Curitiba.

Dos cerca de dois quilogramas de cinzas extraídos dos ossos do ex-militar na cremação, meio quilograma foi utilizado na produção da jóia. O restante ficou nas mãos de dona Leroy. A empresa suíça Algordanza, responsável pela confecção do diamante, entregou à viúva uma preciosidade de 0,25 quilates, o correspondente a uma pedra do tamanho de uma ervilha. Todo o processo de transformação da matéria-prima é acompanhado pela Vaticano – representante
da Algordanza na América do Sul – que recebe semanalmente relatórios que comprovam o uso exclusivo das cinzas para a elaboração do diamante. Sem contar na certificação ISO 9001, que atesta as práticas da empresa.

No laboratório suíço, a cinza é submetida a sessões de alta pressão e temperaturas de até 1.500 ºC, ao longo de dois a três meses. O valor da fabricação das pedras preciosas varia de R$ 12.677 (0,25 quilates) a R$ 52.330 (1 quilate). Mas para a pensionista Leroy Gaspar da Silva, acima do
dinheiro, o que mais vale é não esquecer de quem se foi. “No começo, quando o corpo está enterrado, todos visitam. Depois o lugar vai ficando abandonado. Queria fazer alguma coisa para que o velho ficasse perto da gente. Aí mandei cremar o corpo e fazer o diamante”, explica. O próximo passo será presentear a filha Ligia com a jóia. “Não preciso do diamante para lembrar do velho, porque ele está sempre perto de mim”, conta a viúva, com alegria e voz firme.


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