FIQUE POR DENTRO

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

WAGNER MOURA destila HIPOCRISIA em PRÊMIO GLOBO DE OURO



    Por: Claudia Souza    

    Na noite em que Wagner Moura fez história ao receber o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama, muitos esperavam um discurso artístico e inspirador. O que se viu, porém, foi uma tentativa explícita de transformar um palco internacional num púlpito político — usando a conquista cultural para lançar uma fala ideológica contra setores da direita brasileira.

    Ao vincular o contexto do filme O Agente Secreto, que trata de memória e trauma geracional, a uma narrativa de “fascismo” presente no Brasil recente, Moura politiza uma vitória cinematográfica e passa a acusar um governo que já está fora do poder há mais de dois anos (o de 2018–2022) de “eco da ditadura”. Essa escolha retórica é fraca do ponto de vista crítico porque transforma uma questão histórica em arma política sem conexão direta com os fatos atuais discutidos globalmente no evento.

    O discurso, além disso, ocorreu em um momento em que o próprio Brasil enfrenta denúncias e críticas sobre o devido processo legal e a liberdade de expressão no âmbito interno — questões que incluem debates sobre medidas judiciais e prisões motivadas por ações relacionadas ao sistema político e às instituições republicanas, que têm sido objeto de discussões sobre legalidade e proporcionalidade. A insistência em rotular adversários políticos como “fascistas” num ambiente tão visível podem soar, justamente, como desserviço à democracia que se pretende defender.

    Silenciamento de questões de direitos civis no Brasil: enquanto Moura falava em combater “valores autoritários”, muitos debates nacionais se concentram em casos controversos de justiça e de censura judicial — como as ações contra comunicadores, políticos e mobilizações populares que têm sido vistas por seus críticos como excesso de Poder Judiciário (especialmente em casos tratados no Supremo Tribunal Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes).

    Prisão de um ex-presidente e controvérsias judiciais: ainda que ex-presidentes não possam ser simplesmente caricaturados — e Lula já teve condenações anuladas pela Suprema Corte em 2021, restaurando seus direitos políticos — a narrativa simplista de que ele estaria em “cárcere sem justificativa” ignora a complexidade jurídica do caso e as revisões de decisões judiciais que ocorreram (caso “Free Lula”).

    Longe de combater o crime organizado, o governo atual tem sido criticado por não classificar facções criminosas como organizações terroristas, apesar de debates públicos consistentes sobre o tema. A legislação brasileira (Lei Antiterrorismo nº 13.260/2016) define critérios claros para o reconhecimento legal de terrorismo, e o governo federal — liderado por Luiz Inácio Lula da Silva — tem rejeitado equiparar PCC e Comando Vermelho a organizações terroristas sob essa lei, argumentando que isso não corresponderia às definições legais vigentes, mesmo diante de pressões políticas para essa equiparação.

    O posicionamento de Moura não menciona outros regimes autoritários ou problemas de direitos humanos associados a aliados políticos da esquerda latino-americana — como os governos de Nicolás Maduro (Venezuela), membros históricos do Foro de São Paulo (como líderes do PT, PSOL, comunistas cubanos e figuras vinculadas a movimentos de esquerda regionais), que em relatos críticos são apontados como autoritários e antidemocráticos. Se a preocupação realmente fosse a defesa intransigente da democracia, esses contextos também mereceriam menção e reflexão profunda.

    O discurso de Wagner Moura no Globo de Ouro, ao usar a visibilidade internacional para projetar um ataque genérico à “extrema direita” brasileira, com termos como “eco da ditadura”, falha em reconhecer que:
  • as instituições democráticas continuam funcionando no Brasil, com decisões sujeitas a revisão judicial e ampla disputa pública de ideias;
  • críticos do governo atual apontam problemas reais no tratamento de questões de segurança pública, incluindo a recusa em declarar certas facções como terroristas apesar de amplo debate público;
  • e que usar linguagem inflamatória nas artes para fazer política partidária pode corroer justamente o tecido democrático que se diz defender.

Petistas em Cuba em 2016: na companhia de Daniel Ortega, Díaz-Canel, Maduro e Raúl


O que é o Foro de São Paulo?

    O Foro de São Paulo é um encontro político criado em 1990, por iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT), liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o Partido Comunista de Cuba, sob influência direta de Fidel Castro. Seu objetivo declarado era rearticular partidos e movimentos de esquerda da América Latina após o colapso da União Soviética e o enfraquecimento do socialismo no cenário global.

    Desde sua fundação, o Foro reuniu partidos legais, movimentos sociais e organizações políticas de diferentes países, incluindo legendas que chegaram ao poder democraticamente e outras ligadas a regimes autoritários, como: Cuba (Partido Comunista Cubano); Venezuela (chavismo / Nicolás Maduro); Nicarágua (Daniel Ortega); Bolívia (Evo Morales); Equador (Rafael Correa); Argentina (kirchnerismo)


FARC (Colômbia) — reconhecidamente financiadas pelo tráfico de drogas durante décadas.

    As FARC participaram de encontros do Foro de São Paulo, o que alimentou críticas de que o espaço teria tolerado ou relativizado práticas criminosas em nome de alinhamento ideológico.

    Governos aliados ao Foro, como o da Venezuela, são alvo de acusações internacionais (especialmente por órgãos dos EUA) de conivência com rotas do narcotráfico — embora essas acusações sejam contestadas diplomaticamente e não resultem em consenso jurídico internacional.



Embora legítimo como expressão pessoal — não se sustenta como um ataque informado ao que caracterizaria fascismo de verdade, e peca ao ignorar ou minimizar problemas contemporâneos de direitos civis, segurança e política externa que poderiam ser tão ou mais relevantes à discussão democrática do que a simples evocação de termos carregados como “ditadura” ou “fascismo”.




sábado, 3 de janeiro de 2026

Operação "Tempestade do Caribe": EUA Bombardeiam Venezuela e Prendem Nicolás Maduro



Venezuela Mergulha no Caos


A Venezuela vive as horas mais dramáticas de sua história recente. Uma operação militar surpresa dos Estados Unidos, iniciada na madrugada deste sábado (03), resultou em bombardeios a alvos estratégicos em Caracas e na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O país está sob estado de emergência, com militares nas ruas e um vácuo de poder que ameaça desencadear um conflito civil.

A Madrugada de Fogo e a Extração


Por volta das 3h da manhã (horário local), explosões coordenadas abalaram a capital venezuelana. Caças norte-americanos atingiram sistemas de defesa antiaérea, a base aérea generalíssimo Francisco de Miranda (La Carlota) e partes do complexo militar de Fuerte Tiuna.

Sob a cobertura do caos e da fumaça, unidades de operações especiais dos EUA (supostamente Navy SEALs e Delta Force) realizaram uma incursão terrestre em um local não revelado onde Maduro se encontrava, resultando em sua captura.

O ex-presidente Donald Trump, que reivindicou a autoria da operação denominada "Tempestade do Caribe", confirmou a prisão em suas redes sociais: "O ditador caiu. A justiça americana chegou para o narcoterrorista Nicolás Maduro. Ele está a caminho dos EUA para enfrentar a lei".

Uma foto panorâmica de Caracas ao amanhecer deste sábado. Colunas de fumaça preta e densa sobem de pelo menos três pontos diferentes da cidade, contrastando com o céu alaranjado. Ao fundo, a silhueta do monte Ávila. A cidade parece deserta e tensa. Legenda: Fumaça sobre Caracas: Amanhecer de sábado revela os pontos atingidos pelos bombardeios estratégicos dos EUA.

Onde está Maduro: Fontes do Pentágono, falando sob condição de anonimato à CNN Internacional, confirmaram que Nicolás Maduro e Cilia Flores já deixaram o espaço aéreo venezuelano. Eles estão sendo transportados em uma aeronave militar de alta segurança para uma base nos Estados Unidos, provavelmente na Flórida ou Virgínia, onde deverão ser formalmente apresentados a um juiz federal sob acusações seladas de tráfico internacional de drogas e terrorismo, baseadas em indiciamentos de 2020.

Delcy Rodríguez Assume e Declara "Estado de Guerra": Em um pronunciamento nacional por volta do meio-dia, a vice-presidente Delcy Rodríguez apareceu cercada pelo alto comando militar restante. Visivelmente abalada, mas com tom desafiador, ela assumiu a presidência interina.

"A República Bolivariana da Venezuela foi vítima de um ato de guerra covarde, um sequestro presidencial perpetrado pelo imperialismo ianque", declarou Rodríguez. Ela anunciou um toque de recolher nacional a partir das 16h e ordenou a mobilização total das Forças Armadas e das milícias civis para "defender a pátria de uma invasão iminente".

Reação Internacional e Tensão nas Fronteiras: A comunidade internacional reage com choque e divisão.

Brasil e Colômbia: Os presidentes Lula e Gustavo Petro emitiram uma nota conjunta condenando veementemente a ação militar unilateral e o "sequestro de um chefe de Estado", alertando para o risco de desestabilização regional. O Brasil reforçou a segurança na fronteira de Roraima, temendo uma nova onda migratória.

Rússia e China: Principais aliados de Maduro, Moscou e Pequim classificaram o ataque como uma "violação flagrante do direito internacional". A Rússia solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para esta noite.

Aliados dos EUA: Países como Israel e Reino Unido manifestaram apoio cauteloso à operação, citando a necessidade de combater o narcotráfico global.

A situação na Venezuela é extremamente volátil. Há um temor real de que a liderança de Delcy Rodríguez não seja aceita por todas as facções militares, o que poderia levar a confrontos internos.

A oposição venezuelana, muitos no exílio, celebra a prisão de Maduro, mas pede calma à população para evitar um banho de sangue, enquanto tentam articular um governo de transição com apoio internacional.

O mundo aguarda a chegada de Maduro aos Estados Unidos e a prometida coletiva de imprensa de Donald Trump no final da tarde, onde mais detalhes da operação devem ser revelados.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Música que atravessa gerações: “Queremos Paz no Planeta” no Programa Silvio Brito em Família




O projeto “Queremos Paz no Planeta”, que emocionou o público no Memorial da América Latina em novembro, segue ampliando sua mensagem de união, música e esperança. Neste sábado, 03 de janeiro, às 21h30, parte do elenco do show participa do Programa Silvio Brito em Família, exibido pela TV Rede Vida, em uma noite que promete muitas emoções.

A presença do projeto no programa reforça a força da arte como instrumento de diálogo e transformação social. Participam desta edição especial o renomado pianista Adylson Godoy, as cantoras Claudya, Maria Clara Mascellani e Claudia Souza, além do Coral Infantil Maestrina Miriam de Moura, acompanhado por seus regentes, a Maestrina Marli Ferrari e o Maestro Marcelo Faraldo Recski.

Conhecido por valorizar a música brasileira, os encontros familiares e as histórias que tocam o coração, o Programa Silvio Brito em Família será o cenário perfeito para reviver o espírito do espetáculo “Queremos Paz no Planeta”. O público poderá conferir performances emocionantes, depoimentos inspiradores e a sensibilidade de artistas que colocam a música a serviço de uma causa maior: a paz.

A participação do coral infantil merece destaque especial. Símbolo de esperança e futuro, as vozes das crianças traduzem com pureza a mensagem central do projeto, mostrando que a construção de um mundo mais pacífico começa desde cedo, pela educação, pela cultura e pela arte.
Onde assistir ao Programa Silvio Brito em Família

📺 TV Rede Vida – sábado (03/01), às 21h30


Algar: Canal 12 (SD) | 197 (HD) | 713 (DTH)
Claro TV: Canal 17 (SD) | 517 (HD)
GVT: Canal 243
NET: Canal 193 (SD) | 693 (HD)
TV Oi: Canal 16
SKY: Canal 6
Vivo TV: Canal 29

Será uma noite para se emocionar, reunir a família e celebrar a música brasileira com propósito.
Assista, vale muito a pena! 💛🎶

😍 Serão muitas emoções!
#QueremosPazNoPlaneta #SilvioBritoEmFamília #MúsicaPelaPaz #ArteQueTransforma
@silviobritoemfamilia @silviobritooficial @cantora_claudya @mariaclaramascellani @adylsongodoy @marcelofaraldorecski @marli_ferrari_p



quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A decisão de Gilmar Mendes e a invasão das prerrogativas do Legislativo



A decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes — que restringe a legitimidade para apresentação de pedidos de impeachment de ministros do STF — provocou uma das reações mais duras do Senado nos últimos anos. E não poderia ser diferente. A medida, tomada de forma solitária, sem debate no plenário da Corte e sem consulta institucional ao Parlamento, representa um dos episódios mais graves de interferência do Judiciário sobre o Poder Legislativo desde a redemocratização.
Um ato que extrapola a jurisdição

Ao determinar que somente a Procuradoria-Geral da República pode apresentar denúncia para início de processo de impeachment de ministros do Supremo, Gilmar Mendes alterou, na prática, o funcionamento de um instrumento previsto em lei, interferindo diretamente na esfera de atuação do Senado — casa que, segundo a Constituição, detém competência exclusiva para julgar esses processos.

Não se trata apenas de uma interpretação controversa. Trata-se de uma usurpação funcional, porque redefine a forma como um poder fiscaliza o outro. É uma intervenção direta na engrenagem institucional que garante o equilíbrio entre os Três Poderes.

O Senado reagiu — e teve motivos de sobra


A coletiva de imprensa realizada pelos senadores confirmou o que muitos juristas já apontavam: a decisão monocrática atravessou o limite da razoabilidade e tocou o cerne da autonomia legislativa.

Ao exigir que o Senado dependa exclusivamente da PGR para iniciar um procedimento constitucional, Gilmar Mendes impôs ao Legislativo um “cadeado institucional” que não existe na Constituição. Transformou uma prerrogativa do Parlamento em algo condicionado à vontade de outro órgão — um movimento sem respaldo claro no texto constitucional.

Os senadores foram explícitos: a decisão representa uma invasão do Supremo sobre o Senado. Mais ainda, representa um perigoso precedente de concentração de poder no Judiciário, já criticado anteriormente em decisões que ampliaram as competências das cortes sem aprovação legislativa.

A monocracia como método


O uso recorrente de decisões monocráticas para alterar o curso de temas estruturais tornou-se marca de um desequilíbrio institucional no Brasil. O Supremo, por meio de seus ministros individualmente, passou a assumir protagonismo excessivo em matérias que exigem deliberação colegiada ou, mais importante, debate democrático no Parlamento.

Quando uma decisão individual reinterpreta competências do Senado, o problema deixa de ser jurídico e passa a ser institucional. Nenhum ministro — por mais experiente que seja — pode se sobrepor ao próprio processo democrático.

O risco para a separação dos poderes


O conflito não está no mérito do debate sobre eventual abuso em pedidos de impeachment. O ponto central é outro: a competência para decidir isso é do Legislativo, não do Supremo. Quando um ministro redefine esse espaço por ato individual, abre-se margem para que outros limites constitucionais sejam alterados da mesma forma.

Se um ato monocrático pode restringir a atuação do Senado hoje, amanhã poderá reinterpretar atribuições da Câmara, da Presidência da República ou até mesmo das assembleias estaduais. É uma distorção que compromete a essência da república.

O dever do Senado: reagir para proteger o pacto democrático


Ao anunciar medidas legislativas para restabelecer seu espaço constitucional — incluindo debates sobre PEC e novas normativas —, os senadores sinalizaram que não aceitarão a redução de suas prerrogativas.

A resposta firme do Legislativo não é apenas uma disputa política. É um ato de defesa institucional. O Senado reagiu porque, se não reagisse, deixaria de ser um Poder.

A crise desencadeada pela decisão de Gilmar Mendes não é trivial. Ela expõe um movimento crescente de hipertrofia do Judiciário e demonstra como decisões individuais podem gerar consequências que ultrapassam o campo jurídico.

O Senado, ao denunciar a invasão de suas competências, faz aquilo que a Constituição exige: defender o equilíbrio entre os poderes e impedir que qualquer autoridade — seja qual for — reescreva, sozinha, o funcionamento do Estado brasileiro.





sexta-feira, 21 de novembro de 2025

FITS 2025: Fórum Debate Transição Energética, Mobilidade Urbana e Saneamento


Evento gratuito reunirá 26 especialistas nos dias 24 e 25 de novembro, na sede da Fecomércio, no Rio de Janeiro


A 16ª edição do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em SustentabilidadeFITS, nos dias 24 e 25 de novembro, terá a infraestrutura como tema. O evento gratuito, na sede da Fecomércio, no Flamengo, Rio de Janeiro, reunirá 26 especialistas de áreas como transição energética, transportes públicos e saneamento. As inscrições devem ser feitas no site do evento.

“Esta será a 16ª edição do FITS, reconhecido como um ambiente de incentivo à inovação e à tecnologia, com foco no processo produtivo, na competitividade e no desenvolvimento sustentável. O FITS Infraestrutura será realizado em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), 6 (Água Potável e Saneamento), 7 (Energia Limpa e Acessível), 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima) e 17 (Parcerias e Meios de Implementação). Durante o evento, serão avaliados os cenários de cada segmento, seus desafios, perspectivas e a construção de caminhos a partir da interação entre os diversos atores que pensam e atuam em infraestrutura, sempre com foco na sustentabilidade ambiental, econômica e social”, destaca Lucia Martins, diretora executiva do FITS.

O FITS Infraestrutura conta com patrocínio da Light, Águas do Rio, Naturgy, MetrôRio e RJ Postos.


PROGRAMAÇÃO

Dia 1 - 24 de novembro

A mesa de abertura, às 14h, terá a participação de Adolpho Konder (conselheiro presidente da AGETRANSP), Antonio Carlos Vilela (vice-presidente da FIRJAN), Francis Bogossian (presidente do Clube de Engenharia do Brasil), Josier Vilar (presidente da ACRJ), Lucia Martins (diretora executiva do FITS), Miguel Fernandéz (presidente do CREA-RJ), Sydnei Menezes (presidente do CAU/RJ) e Vladimir Paschoal (conselheiro da AGENERSA). O credenciamento será iniciado às 12h, em meio a um brunch oferecido pela direção do FITS aos participantes.

A integração tarifária no transporte público é um dos principais desafios e oportunidades para melhorar a mobilidade urbana e promover a sustentabilidade nas cidades brasileiras. O tema será abordado no primeiro painel do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS, às 15h15, reunindo especialistas do setor, como Adolpho Konder (conselheiro presidente da AGETRANSP), Ana Patrizia Lira (diretora presidente da ANPTrilhos), Edmar Luiz Fagundes de Almeida (professor e pesquisador do Instituto de Energia da PUC-Rio e presidente da IAEE), Guilherme Ramalho (presidente do MetrôRio) e Priscila Sakalem (Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade do RJ).

No contexto do FITS, os especialistas debaterão modelos de integração, desafios regulatórios, experiências de sucesso e perspectivas para o futuro, destacando a importância da colaboração entre órgãos públicos, operadores e sociedade civil para avançar na implementação de sistemas integrados e sustentáveis.

A nova modelagem de concessões no setor de transportes é um tema central para o desenvolvimento da infraestrutura e para a promoção de serviços mais eficientes e sustentáveis. No painel Transportes e a Nova Modelagem de Concessões, às 16h30, especialistas como Gilson Santos (presidente da AMEP), Pedro Bruno Barros de Souza (secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais), Glaydston Mattos Ribeiro (diretor executivo da Fundação COPPETEC), Isaque Ouverney (gerente de infraestrutura da FIRJAN), Luciana Parpinelli (diretora na VIALAGOS e VIARIO) e Vicente Loureiro (conselheiro da AGETRANSP) estarão reunidos no segundo painel do primeiro dia de programação. Os debatedores vão tratar dos desafios e oportunidades dessa nova abordagem. A modelagem de concessões busca criar contratos mais flexíveis, transparentes e alinhados às necessidades atuais das cidades e dos usuários.

Dia 2 - 25 de novembro

O segundo dia do FITS Infraestrutura terá quatro mesas de debates: Panorama do Saneamento, Desafios da Regulação do Saneamento, o Panorama da Transição Energética no Brasil e o Desafio da Regulação do Gás no Brasil.

O saneamento básico é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável no Brasil. O painel de abertura do segundo dia do FITS Infraestrutura vai reunir, às 10h, especialistas renomados para debater o tema, como Alexandre Bianchini (vice-presidente da AEGEA Saneamento), Carlos Roberto de Oliveira (diretor da ARES PCJ), Luis Paulo do Nascimento (presidente do CERHI) e Luiz Firmino (pesquisador sênior da FGV CERI).

Os principais desafios da regulação do saneamento no Brasil envolvem questões técnicas, institucionais e sociais e vão da complexidade regulatória, universalização do acesso, atração de investimentos, novas tecnologias e controle de qualidade. Esses e outros pontos estarão no debate que, a partir das 11h15, vai reunir Carlos Martins (presidente da EPAL); Carmen Petraglia (presidente da ABEA Nacional), Daniela Miranda (representante do estado do Paraná); Samuel Alves Barbi Costa (diretor da ARSAE MG) e Wanderson Santos (secretário municipal de infraestrutura do Rio de Janeiro).

O terceiro painel do dia, às 14h, vai reunir especialistas em transição energética. Os debates envolverão desde os desafios regulatórios, passando pelas oportunidades de mercado e chegando à importância de adoção de políticas públicas integradas para acelerar esse processo. Confirmadas as participações de Felipe Tenório (superintendente de regulamentação na Light); Heloísa Borges (diretora da EPE); Renata Isfer (presidente da ABIOGÀS) e Wagner Victer ( gerente executivo de programas da Petrobras).

A regulação do gás natural no Brasil é um tema central para o desenvolvimento do setor energético e para a promoção de serviços mais eficientes e sustentáveis. Esses e outros desafios estarão em discussão no quarto e último painel do segundo dia do FITS Estrutura e do evento como um todo, às 15h15. Cristina Sayão (gerente de regulação da TAG), Fernando Montera (gerente executivo de regulação de gás natural do IBP); Guilherme Souza (especialista em regulação na FIRJAN); Rogerio Manso (presidente da ATGÁS), Symone Araújo (diretora da ANP) e Vladimir Paschoal (conselheiro da AGERNESA).



Serviço

16ª edição do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS
Datas: 24 de novembro, a partir das 14h, e 25 de novembro, a partir das 10h
Local: Sede da Fecomércio (Rua Marquês de Abrantes, 99 – Térreo, no Flamengo)


Inovações em imagem e cirurgia robótica tornam o tratamento do câncer de próstata mais preciso e menos invasivo

Prevenção e acompanhamento médico seguem essenciais, mas novas tecnologias ampliam a precisão dos exames e melhoram a recuperação dos pacientes

Imagem ilustrativa


O câncer de próstata continua sendo o segundo tipo de câncer mais frequente entre os homens em todo o mundo, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 71.730 novos casos da doença em 2024, com 17.093 óbitos registrados em 2023, o equivalente a 47 mortes por dia. A boa notícia é que os avanços tecnológicos no diagnóstico e no tratamento têm ampliado as possibilidades de detecção precoce e de cura, especialmente quando o acompanhamento médico é feito de forma regular.

Segundo especialistas, o diagnóstico precoce ainda é a principal arma contra o câncer de próstata. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a chance de cura pode chegar a 98% quando o diagnóstico e o tratamento são realizados ainda na fase inicial da doença. Os exames preventivos são recomendados para homens entre os 45 e os 50 anos de idade. Indivíduos da raça negra e aqueles com antecedentes familiares de câncer de próstata e mama devem ser acompanhados com maior atenção, visto a maior predisposição nestes grupos.

Exames de rastreamento e novas tecnologias de imagem


Os exames de PSA (antígeno prostático específico) e toque retal continuam sendo os métodos de rastreamento padrão recomendados pelas sociedades médicas para detectar alterações iniciais na próstata. No entanto, nos últimos anos, novas ferramentas diagnósticas vêm se destacando pela precisão.

Uma delas é a ressonância multiparamétrica de próstata, exame de imagem altamente detalhado que combina diferentes parâmetros de ressonância magnética para avaliar o volume, a anatomia e eventuais áreas suspeitas de câncer. “Trata-se de um exame extremamente acurado, capaz de indicar áreas suspeitas de câncer e a extensão local da doença. Além disso, auxilia e orienta o local exato onde a biópsia deve ser realizada”, explica o Dr. Antonio Corrêa Lopes Neto, urologista do Hcor. Apesar dos benefícios, o especialista ressalta que o custo elevado e a necessidade de equipamentos específicos ainda limitam o acesso a essa tecnologia em larga escala na saúde pública.

Outro avanço importante é o PET/CT com PSMA (Antígeno de Membrana Específico da Próstata), que utiliza um marcador radioativo para mapear com alta precisão as células cancerígenas em todo o corpo. O exame auxilia muito no estadiamento da doença — ou seja, para verificar se o câncer se espalhou — e para detectar recidivas após o tratamento. “O PET com PSMA permite uma visão muito mais detalhada da extensão da doença, o que ajuda a definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente”, explica o especialista.

Tratamentos mais precisos e recuperação mais rápida


O tratamento do câncer de próstata depende do estágio da doença. Quando o tumor está ainda localizado, a remoção cirúrgica da próstata (prostatectomia) é, na maioria das vezes, a conduta mais indicada. A cirurgia robótica tem revolucionado esse processo, oferecendo maior precisão e detalhamento das estruturas ao cirurgião, proporcionando uma maior possibilidade de redução nos índices de incontinência urinária e disfunção erétil, além de oferecer recuperação mais rápida e menor tempo de internação.

“Com o auxílio do robô, o médico tem visão ampliada e movimentos mais delicados, o que reduz o trauma cirúrgico e melhora o conforto e os resultados para o paciente”, afirma o Dr. Corrêa. A radioterapia é uma forma de tratamento que pode ser utilizada em estágio inicial ou avançado localmente e nos casos de recidiva pós-cirurgia. Equipamentos avançados de radioterapia têm permitido procedimentos com boa evolução e poucos efeitos colaterais.

Prevenção e estilo de vida

Além dos avanços tecnológicos, o acompanhamento médico regular e a adoção de hábitos saudáveis continuam sendo pilares fundamentais para a prevenção da doença. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool ajudam a reduzir os fatores de risco.

“O câncer de próstata é uma doença tratável, especialmente quando diagnosticada precocemente. O desafio é vencer o medo e o preconceito que ainda fazem muitos homens evitarem o consultório médico”, conclui o especialista do Hcor.

Conecta Brasil realiza lançamento dos aplicativos criados por jovens de Mauá



O projeto Conecta Brasil (PROAC 51166) encerra sua passagem por Mauá (SP) com o lançamento oficial dos aplicativos desenvolvidos pelos alunos durante as oficinas, celebrando o aprendizado e a criatividade dos jovens participantes. O evento acontece no dia 19 de novembro, às 8h, na E.E. Sada Umeizawa.

Durante as oficinas, jovens de 14 a 18 anos foram convidados a cocriar jogos e aplicativos educativos inspirados na cultura, história e cotidiano de sua comunidade. O projeto adota o conceito de edutainment, aprendizado por meio do entretenimento, promovendo a inclusão digital e o desenvolvimento de novas habilidades tecnológicas de forma lúdica e acessível.

“O Conecta Brasil busca promover o acesso à cultura digital e estimular competências criativas e tecnológicas essenciais para o futuro dos jovens”, destaca Mariane Lopes, responsável pelo projeto na MR2 Cultural.

A edição em Mauá integrou o ciclo de cidades contempladas pelo projeto, que também passou por Bom Sucesso de Itararé, Analândia e Descalvado, beneficiando mais de 60 jovens e resultando na criação de três aplicativos originais. Além disso, cada escola participante recebe cinco computadores doados, ampliando o legado educacional do Conecta Brasil.

“É muito gratificante apoiar um projeto que conecta cultura e tecnologia de forma tão envolvente, despertando nos jovens o interesse por Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Iniciativas como esta ampliam oportunidades de aprendizado e estimulam competências essenciais para o futuro, contribuindo para nossa meta global de impactar positivamente 100 mil pessoas com educação até 2030”, afirma Laura Cardoso, Coordenadora de Sustentabilidade da Indorama Ventures.

O Conecta Brasil é realizado pela MR2 Cultural, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, via Programa de Ação Cultural (ProAC ICMS), com o patrocínio da Indovinya, divisão de especialidades químicas e surfactantes da Indorama Ventures, e o apoio da Think Projetos. Em Mauá, o projeto tem parceria da E.E. Sada Umeizawa.

Serviço:
Lançamento dos aplicativos – Projeto Conecta Brasil (PROAC 51166)
Data: 19 de novembro de 2025

Horário: 8h
Local: E.E. Sada Umeizawa
Endereço: Rua Santa Rita, 56 – Vila Santa Cecília – Mauá/SP – CEP 09380-030

Sobre a Indorama Ventures

A Indorama Ventures Public Company Limited, listada na Tailândia (código Bloomberg IVL.TB), é uma das maiores produtoras de petroquímicos do mundo, com atuação global na Europa, África, Américas e Ásia-Pacífico. O portfólio da empresa abrange PET combinado, Indovinya, Indovida e fibras. Os produtos da Indorama Ventures atendem aos principais setores de bens de consumo de movimento rápido
(FMCG), agrícola, estilo de vida e automotivo, incluindo bebidas, higiene, cuidados pessoais, pneus e segurança. A Indorama Ventures tem cerca de 25.000 funcionários em todo o mundo e reportou uma receita de US$ 15,4 bilhões em 2024. A empresa está listada no Índice Dow Jones Best-In-Class.

Sobre a MR2 Cultural

Fundada em 2012, a MR2 Cultural é referência em gestão de projetos culturais e produções artísticas, oferecendo soluções completas e inovadoras. Com uma equipe altamente qualificada e profissionais especializados, a MR2 Cultural se destaca por sua atuação em leis de incentivo como PROAC, PROMAC, PRONAC, PRONAS e PRONON, garantindo o máximo de aproveitamento dos recursos disponíveis para a realização de diversos projetos culturais. Seu portfólio abrange uma ampla gama de projetos e temas, que incluem música, teatro, circo, mágica, dança, ciência, oficinas artesanais, fotografia, grafite, entre outros, com a missão de promover a diversidade cultural e artística, proporcionando experiências enriquecedoras e impactantes para o público e todos os envolvidos.