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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Moraes tem de responder ao país: quando o poder de um ministro começa a ameaçar a própria confiança no Supremo


| Por:  Claudia Souza |

    

Há momentos em que uma democracia precisa olhar para suas próprias instituições e perguntar, sem medo e sem partidarismo: quem fiscaliza aqueles que fiscalizam todos os outros?

    O Brasil chega ao 7 de Setembro de 2026 mergulhado novamente em uma crise institucional que tem no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um de seus principais protagonistas. E o problema já não pode ser tratado simplesmente como uma disputa entre bolsonaristas e seus adversários.

    As novas revelações envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, elevaram o nível da discussão. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal indicam que Vorcaro procurou o ministro para tratar do avanço de investigações contra o banco e chegou a perguntar sobre possíveis medidas da PF contra ele. Segundo as informações divulgadas, o banqueiro também teria solicitado que Moraes conversasse com autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal e o procurador-geral da República.

    Mais grave ainda são as informações divulgadas nesta terça-feira sobre documentos relacionados a contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Reportagens apontam valores que chegam a mais de R$ 100 milhões e indicam que o próprio ministro teria participado de discussões relacionadas ao contrato. A defesa de Moraes sustenta que sua participação teria ocorrido para avaliar questões jurídicas e que não houve interferência em decisões judiciais. E é justamente por isso que o assunto precisa ser investigado.

    Não se trata de condenar Moraes antecipadamente e nem de transformar suspeitas em sentença. Trata-se de exigir aquilo que qualquer cidadão brasileiro deveria exigir de qualquer autoridade: transparência, investigação independente e explicações convincentes, e é exatamente nesse ponto que o editorial do Estadão ganha peso. O jornal defende que Moraes não reúne mais condições para permanecer no Supremo e cobra uma investigação sobre suas relações com Vorcaro.

    O problema não começou no Banco Master. A crise de confiança em torno de Alexandre de Moraes é anterior ao caso Master. Desde sua atuação no chamado inquérito das fake news, iniciado em 2019, decisões do ministro vêm provocando questionamentos sobre os limites da atuação do Supremo, especialmente quando o próprio Tribunal participa da investigação de ataques contra seus integrantes.    As críticas se concentraram em medidas como bloqueios de contas e perfis em redes sociais, determinações de remoção de conteúdo e decisões monocráticas com enorme impacto político.

    É verdade que o país enfrentava uma escalada de ataques contra instituições democráticas. Também é verdade que ameaças, violência política e tentativas de ruptura institucional não podem ser tratadas como liberdade de expressão, mas democracia não significa apenas impedir ataques à democracia.

    Democracia também significa impedir que a "defesa" da democracia seja utilizada como justificativa para concentrar poder demais nas mãos de poucas pessoas. Esse é o ponto que o Supremo precisa compreender. Os ataques de 8 de janeiro de 2023, por exemplo, foram gravíssimos e sem os devidos processos legais.

    A invasão e depredação das sedes dos Três Poderes foi um atentado contra o patrimônio público e contra as instituições brasileiras. Os responsáveis por violência, vandalismo, tentativa de ruptura institucional e outros crimes devem responder individualmente por seus atos e isso não está em discussão.

    O problema começa quando a necessária punição aos responsáveis passa a ser confundida com a possibilidade de tratar todos os envolvidos como integrantes de uma mesma organização criminosa, independentemente do grau de participação de cada indivíduo.

    O próprio debate dentro do STF mostra que existem divergências sobre a aplicação das penas. Em agosto, o plenário derrotou Moraes por 6 votos a 4 ao reconhecer que determinadas medidas cautelares podem ser consideradas para abatimento da pena. Posteriormente, Moraes retirou da pauta processos semelhantes.

    Esse episódio é revelador, porque demonstra que não existe uma única interpretação possível nem mesmo dentro do Supremo. E, quando ministros divergem, a sociedade tem o direito de questionar decisões anteriores, pedir revisão de procedimentos e exigir proporcionalidade.

    O combate ao extremismo não pode criar uma espécie de salvo-conduto para o excesso estatal. O STF precisa aceitar que também pode ser criticado. Existe uma ideia perigosa crescendo no debate público brasileiro: a de que criticar o Supremo seria automaticamente atacar a democracia e NÃO É.

    Uma democracia saudável precisa permitir críticas ao presidente da República, ao Congresso Nacional, ao Ministério Público, à Polícia Federal e também ao Supremo Tribunal Federal. Aliás, um artigo publicado recentemente na Folha defendeu justamente que as críticas ao STF não podem ser desqualificadas simplesmente por causa dos ataques de 8 de Janeiro e que a Corte precisa aceitar críticas qualificadas para recuperar legitimidade institucional. O Supremo não está acima da Constituição e seus ministros também não estão acima da lei. O poder de interpretar a Constituição não significa poder ilimitado para decidir tudo, investigar tudo, determinar tudo e, ao mesmo tempo, definir os limites da própria fiscalização.

    Outro ponto que precisa ser enfrentado é o comportamento dos próprios ministros, colegas de Moraes do Supremo.

   Uma Corte constitucional não pode funcionar como uma corporação fechada em que questionamentos sobre seus integrantes sejam automaticamente tratados como ataques institucionais e o caso envolvendo Dias Toffoli já mostrou o tamanho do problema.

    O ministro deixou a relatoria do caso Banco Master depois que vieram a público informações sobre sua relação com pessoas ligadas ao caso. Antes disso, o Supremo havia manifestado apoio ao ministro diante das alegações de suspeição.

    A mensagem que fica para a sociedade é desconfortável: quem julga os ministros do Supremo quando existem dúvidas sobre a conduta de um ministro do Supremo?

    Essa pergunta não pode ser respondida simplesmente com a frase "confie no Supremo".

    Instituições democráticas não vivem de confiança cega. Vivem de mecanismos de controle.

    Moraes transformou-se no centro da crise?

    A ironia é que Alexandre de Moraes, que ganhou enorme protagonismo na defesa das instituições depois de 8 de Janeiro, acabou se transformando também em um dos principais símbolos da insatisfação de parcela significativa da população com o Poder Judiciário e isso não acontece por acaso.

  A concentração de decisões politicamente sensíveis nas mãos de um único ministro gera inevitavelmente resistência. E quando surgem novas denúncias envolvendo relações pessoais, contratos milionários e possíveis contatos com pessoas sob investigação, a obrigação de explicar aumenta proporcionalmente.

    O silêncio, nesse cenário, não ajuda. A resposta correta não é acusar todos os críticos de golpistas. É abrir as informações. É permitir investigação. É esclarecer documentos. É demonstrar, de maneira objetiva, que não houve conflito de interesses, favorecimento ou interferência indevida.

    Alexandre de Moraes deixou de ser apenas um ministro do Supremo. Ele se tornou personagem central da disputa eleitoral de 2026. E esse é um dos maiores riscos para a própria Corte.

    Quanto mais um ministro passa a ser identificado como protagonista de uma disputa política, maior é a necessidade de preservar distância, transparência e institucionalidade, caso contrário, cada decisão judicial será interpretada por um lado como justiça e pelo outro como perseguição, e uma Suprema Corte não pode depender da preferência política de quem está olhando para ela.

    O "caldo" está engrossando e é impossível afirmar antecipadamente qual será o tamanho das manifestações de 7 de Setembro. Também seria irresponsável afirmar que novas revelações necessariamente produzirão grandes mobilizações, mas existe uma combinação explosiva: insatisfação política, eleições presidenciais, discussão sobre anistia, condenações relacionadas ao 8 de Janeiro, críticas ao STF e agora novas denúncias envolvendo relações entre um ministro e um empresário investigado. Esse conjunto de fatores pode aumentar a temperatura das ruas e o perigo é que a indignação legítima seja capturada por discursos extremistas, mas existe um perigo igualmente grave no sentido contrário: que qualquer manifestação de insatisfação popular seja automaticamente classificada como ameaça à democracia.

    As duas coisas podem acontecer simultaneamente: é possível defender a democracia e criticar duramente o Supremo. Aliás, essa deveria ser uma das maiores demonstrações de maturidade política do Brasil.

    O Supremo precisa fazer uma escolha e Alexandre de Moraes tem uma escolha política e institucional diante de si. Pode continuar tratando as críticas como parte de uma campanha de deslegitimação do STF ou pode compreender que, diante da dimensão das acusações, a melhor defesa é a transparência absoluta.

    Se não existe conflito de interesses, que as investigações demonstrem isso.

    Se não houve interferência, que os documentos comprovem.

    Se os contratos são regulares, que sejam examinados.

    Se os contatos com Vorcaro tiveram natureza legítima, que sejam esclarecidos.

   E se houver qualquer indício de irregularidade, que seja investigado por uma autoridade independente.

    O mesmo vale para os demais ministros! O Supremo precisa entender que preservar a instituição não significa proteger individualmente seus integrantes de questionamentos. Às vezes, preservar a instituição significa justamente permitir que um de seus membros seja investigado.

    Não basta defender a democracia: é preciso praticá-la

    O Brasil não precisa escolher entre Bolsonaro e Lula para decidir se quer instituições fortes.

    Não precisa escolher entre esquerda e direita para decidir se quer liberdade de expressão.

    E não precisa escolher entre defender o STF e criticar Alexandre de Moraes.

    A verdadeira defesa da democracia está justamente em exigir limites para todos.

    Os responsáveis pelos crimes de 8 de Janeiro devem responder.

    Os responsáveis por eventuais abusos também precisam responder.

    Se houve tentativa de golpe, que seja investigada e punida nos limites da lei.

    Se houve abuso de autoridade, que também seja investigado.

    Se houve interferência indevida, que seja esclarecida.

    Se não houve nada disso, que os fatos sejam apresentados de forma transparente para que a sociedade possa formar sua própria opinião.

    O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de instituições e as instituições verdadeiramente fortes não têm medo de fiscalização.

    Alexandre de Moraes poderia até ter sido um dos principais símbolos da resistência institucional brasileira nos momentos mais delicados do pós-8 de Janeiro. Mas justamente por isso deveria compreender que nenhum símbolo da democracia pode se transformar em símbolo do poder sem limites.

    O 7 de Setembro será, nesse sentido, mais do que uma data cívica. Poderá ser um termômetro da temperatura política brasileira e se as novas revelações forem confirmadas ou produzirem novas evidências, o problema deixará de ser apenas Alexandre de Moraes e passará a ser uma pergunta muito maior: até onde o Brasil está disposto a aceitar a concentração de poder em qualquer instituição — inclusive naquela que deveria ser a última barreira contra os abusos do próprio Estado?

    A resposta não deveria vir das ruas e sim das instituições.

    Mas, quando as instituições deixam de responder às perguntas da sociedade, é inevitável que as ruas comecem a perguntar mais alto.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

ACSP inaugura Balcão do Empreendedor na Avenida Paulista com foco no fortalecimento do comércio local


| Por: Claudia Souza |


Presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, destacou a importância de aproximar os serviços da instituição dos empresários da região e facilitar o dia a dia de quem produz

  A Avenida Paulista, tradicional coração financeiro da capital paulista, ganhou um novo ponto de apoio estratégico voltado a quem movimenta a economia da cidade. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Líbano (CCBL), inaugurou o Escritório de Serviços da Paulista – Balcão do Empreendedor. Localizado no 16º andar do número 688 (Bela Vista), o espaço consolida a atuação da entidade no polo comercial e oferece orientação gratuita, suporte técnico e serviços essenciais para micro, pequenas e médias empresas.

    Durante a cerimônia, o presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Alfredo Cotait Neto, enfatizou o papel da nova unidade como instrumento de aproximação direta entre a Associação Comercial e a comunidade empreendedora do entorno da Paulista.

    Cotait celebrou a aliança com a comunidade libanesa, saudando o embaixador do Líbano no Brasil, Elias Nicolas, e o cônsul-geral em São Paulo, Rodrigue El Khoury. Em sua fala, ressaltou o empenho coletivo das lideranças da entidade para viabilizar o projeto, prestando homenagens ao diretor Roberto Matteucci e a Renan Silva, idealizador do modelo do Balcão do Empreendedor, além dos demais diretores e colaboradores.

    O presidente da ACSP também frisou a necessidade de fazer a estrutura operar com máxima agilidade para desburocratizar a rotina de quem empreende: "O nosso compromisso é fazer com que este escritório funcione plenamente para aproximar as soluções da Associação Comercial dos negócios locais, agilizando processos, facilitando o dia a dia e apoiando o crescimento dos empresários e comerciantes da região", destacou Cotait.

Integração com o Poder Público e debate setorial


    O encontro contou com cerca de 150 convidados e 25 autoridades, incluindo a presença do vereador Rodrigo Goulart e do secretário municipal das Subprefeituras, Fabrício Cobra Arbex — lembrado por Cotait ao introduzir a palestra sobre o panorama de investimentos, requalificação urbana e incentivo ao empreendedorismo na cidade de São Paulo.

    O diretor da nova unidade, Antônio Carlos Stefano, apresentou os serviços disponibilizados aos comerciantes locais. Reforçando o propósito inclusivo do espaço, o vice-presidente da ACSP, Marcos Nascimento, pontuou: "O pequeno comerciante muitas vezes não tem a quem recorrer. Queremos que o Balcão seja justamente esse porto seguro para acolher e impulsionar quem gera empregos e mantém a economia pulsando."


Momento em que é lançada a placa inaugural


    A solenidade foi coroada com o descerramento da placa inaugural, seguido por uma rodada de networking e coquetel entre empresários, diplomatas e gestores públicos, marcando o início das atividades do novo ponto de apoio aos negócios na Avenida Paulista.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Cultura: 36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea recebe mais de 900 inscrições

A Comissão de Artes Plásticas do Bunkyo encerrou as inscrições para o 36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea (36º SBAC) com mais de 900 propostas de artistas de diferentes regiões do Brasil.




O resultado reafirma a importância do Salão como espaço de incentivo, valorização e difusão da arte contemporânea brasileira.

Com o tema “Ecos da Arte”, a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre a arte como ponto de encontro entre tempos, territórios, memórias e transformações. A curadoria estimula pesquisas sobre modos de existência, paisagens, técnicas, narrativas e patrimônios culturais, em diálogo com os desafios do Antropoceno.


A expressiva participação também revela a diversidade e a vitalidade da produção artística contemporânea no país, reunindo diferentes linguagens, gerações e trajetórias. Ao longo de mais de três décadas, o Salão consolidou-se como importante plataforma das Artes Visuais, preservando o legado do Seibi Kai, grupo de artistas nipo-brasileiros fundamental para a renovação da arte moderna brasileira e para a formação da Comissão de Artes Plásticas do Bunkyo.




Agora, as propostas serão analisadas pela Comissão Julgadora, formada por profissionais convidados de reconhecida atuação no setor. A avaliação seguirá critérios técnicos, conceituais e curatoriais previstos no edital. Os artistas selecionados serão anunciados conforme o cronograma oficial e integrarão a exposição de 25 de outubro a 8 de novembro de 2026, no Espaço Cultural Bunkyo, em São Paulo.



O 36º SBAC também oferecerá premiação em dinheiro aos três primeiros colocados, além de prêmios especiais e institucionais.

Próximas etapas: avaliação das inscrições entre julho e setembro de 2026 e divulgação dos selecionados conforme o cronograma oficial.

Serviço

36º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea
De 25/10 a 08/11/2026
Espaço Cultural Bunkyo
Rua Galvão Bueno, 596
Liberdade, Centro de São Paulo
Info: www.artebunkyo.com.br

sábado, 22 de agosto de 2026

Petrobras e Marinha ampliam cooperação estratégica para proteger recursos do mar e fortalecer operações offshore



    Acordo firmado no Rio de Janeiro prevê ações conjuntas em segurança marítima, pesquisa científica, inovação, energias alternativas e apoio às atividades na Margem Equatorial

    A Petrobras e a Marinha do Brasil deram um novo passo para ampliar a cooperação técnica e estratégica em áreas consideradas de interesse comum para o desenvolvimento e a proteção dos recursos marítimos brasileiros. As instituições assinaram, na quinta-feira (20 de agosto), um Protocolo de Intenções na sede da Marinha, no Rio de Janeiro.

    O documento foi assinado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen. A iniciativa estabelece uma agenda de cooperação que envolve diferentes setores relacionados às atividades no mar e à exploração responsável de recursos estratégicos.

    Entre os temas previstos estão a logística offshore, o monitoramento e a proteção marítima, a resposta a emergências, operações de busca e salvamento, o apoio às atividades na Margem Equatorial, energias alternativas, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação. O protocolo também contempla a capacitação de recursos humanos e o descomissionamento de unidades offshore.
Conhecimento e proteção do território marítimo

    De acordo com a Marinha, a parceria busca ampliar a capacidade do Brasil de conhecer, proteger e desenvolver de maneira responsável os recursos estratégicos existentes em seu espaço marítimo.

    A cooperação entre as duas instituições não começa com a assinatura do novo protocolo. Segundo o documento, a parceria já apresenta resultados em áreas como pesquisa aplicada, conhecimento oceanográfico, segurança marítima e operações offshore.

    Um dos principais exemplos é o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), iniciativa relacionada ao conhecimento e à delimitação da plataforma continental brasileira.




    Em 2025, a cooperação técnica entre Petrobras e Marinha contribuiu para ampliar os limites da Plataforma Continental brasileira em aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados somente na Margem Equatorial. Segundo a Marinha, o resultado possui relevância para a soberania nacional, a segurança jurídica e o uso sustentável dos recursos existentes no leito e no subsolo marinho.
Tecnologia, segurança e desenvolvimento

    A ampliação da cooperação ocorre em um contexto no qual o conhecimento científico e tecnológico sobre o oceano possui importância crescente para o Brasil. Além da atividade de exploração e produção de petróleo e gás, o ambiente marítimo envolve questões relacionadas à segurança, logística, pesquisa, proteção ambiental, geração de conhecimento e aproveitamento de diferentes recursos.

Nesse cenário, a integração entre uma empresa de grande atuação no setor energético e a Marinha pode contribuir para o compartilhamento de conhecimento técnico e para o desenvolvimento de soluções voltadas às operações marítimas.

    O novo protocolo também inclui a capacitação de profissionais e o desenvolvimento tecnológico e científico, áreas que podem fortalecer a formação de recursos humanos especializados e a capacidade nacional de atuação em ambientes offshore.
Margem Equatorial entre os focos da cooperação

    Outro ponto de destaque do acordo é o apoio às atividades na Margem Equatorial brasileira, região que tem recebido atenção estratégica no debate sobre o futuro da produção de petróleo e gás no país.

    O release da Marinha não detalha projetos específicos ou cronogramas para essa frente de cooperação, mas inclui a região entre os campos de interesse contemplados pelo protocolo assinado entre as instituições.

    A parceria também contempla respostas a emergências e operações de busca e salvamento, aspectos diretamente relacionados à segurança das atividades desenvolvidas no ambiente marítimo.
Uma agenda que vai além do petróleo

    Embora Petrobras e Marinha tenham uma relação histórica ligada às operações no mar, o novo protocolo apresenta uma agenda mais ampla. Energias alternativas, pesquisa científica, inovação, conhecimento oceanográfico e descomissionamento de estruturas offshore também fazem parte das áreas previstas.

    O conjunto de iniciativas sinaliza uma perspectiva de cooperação que envolve não apenas a exploração dos recursos marinhos, mas também segurança, conhecimento científico, tecnologia, formação profissional e uso sustentável do espaço marítimo brasileiro.

    Para um país com extensa costa e uma grande área marítima sob sua responsabilidade, ampliar o conhecimento sobre o oceano e fortalecer a capacidade de monitoramento e proteção são questões estratégicas.

    A assinatura do protocolo reforça, portanto, a busca por uma atuação integrada entre conhecimento científico, tecnologia, segurança marítima e desenvolvimento econômico, tendo como referência a utilização responsável dos recursos do mar.

    Fonte: Centro de Comunicação Estratégica da Marinha do Brasil.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Hotel Gran Villaggio fortalece a cadeia produtiva e cultura em evento que busca reumanizar o Centro de São Paulo


| Por: Claudia Souza |

Chá da Tarde e Desfile de Moda mostrou como eventos podem conectar empreendedores, artistas, marcas e consumidores, movimentando a cadeia produtiva e criando novas experiências no Centro histórico da capital

O Centro de São Paulo recebeu, no dia 15 de agosto, uma iniciativa que merece ser observada para além da passarela. O Chá da Tarde e Desfile de Moda, realizado no Gran Villaggio Hotel, na Rua Martins Fontes, 330, reuniu empreendedores, artistas, jornalistas, estilistas, personalidades e público consumidor em uma tarde que combinou moda, cultura, relacionamento e negócios.

Com a apresentação de Leão Lobo e Cibele Attallah, produção de Mara Porto e Maurício Coutinho (Coutinho Eventos) e apoio da Frei Caneca Produções, o encontro teve como uma de suas principais características a abertura de espaço para empreendedores de diferentes segmentos, muitos deles representados por mulheres 50+ que, além de exporem seus produtos e serviços, também participaram do desfile.

O evento demonstra, na prática, como a iniciativa privada pode contribuir para a ativação econômica e cultural de uma região histórica da cidade.


Um desfile de moda pode parecer, à primeira vista, uma atividade concentrada apenas em roupas e passarela. Mas, por trás de algumas horas de programação, existe uma cadeia produtiva muito maior.

Um evento desse tipo envolve produção cultural, organização, hotelaria, alimentação, moda, beleza, fotografia, audiovisual, comunicação, divulgação, decoração, sonorização, iluminação, transporte, serviços gráficos, tecnologia, segurança, recepção, profissionais de eventos e comércio. Cada fornecedor contratado, representa uma atividade econômica. Cada empreendedor que expõe sua marca encontra uma oportunidade de apresentar seu trabalho. Cada profissional envolvido amplia sua rede de contatos.

É justamente essa capacidade de gerar conexões que caracteriza a economia criativa e o empreendedorismo contemporâneo.

O próprio Estado de São Paulo mantém políticas voltadas ao fortalecimento das Cadeias Produtivas Locais, reconhecendo que a articulação entre empresas, empreendedores e instituições pode gerar desenvolvimento econômico regional. O programa SP Produz, por exemplo, tem entre seus objetivos fortalecer cadeias produtivas, estimular a organização dos setores e promover o desenvolvimento econômico dos territórios. (SP Produz)

O papel estratégico do Gran Villaggio

Nesse contexto, a participação do Gran Villaggio Hotel ganha importância especial. Ao abrir suas portas para uma iniciativa que reúne negócios, cultura e entretenimento, o hotel deixa de ser apenas um espaço de hospedagem e passa também a funcionar como equipamento de convivência, relacionamento e ativação econômica.

Um hotel que recebe eventos contribui para movimentar uma série de atividades ao seu redor: fornecedores, profissionais de produção, alimentação, transporte, comunicação, turismo e comércio. Além disso, quando um equipamento localizado no Centro recebe uma programação capaz de atrair público, ele ajuda a produzir um efeito que vai além de suas próprias instalações.

Pessoas chegam ao Centro, circulam pelas ruas, utilizam serviços, encontram empreendedores e redescobrem espaços da cidade.

É uma forma concreta de reativar o território por meio da experiência.

A atuação da Frei Caneca Produções e Coutinho Eventos, também merece destaque nesse processo. A produção de um evento cultural ou de moda exige muito mais do que colocar uma programação de pé. É necessário articular profissionais, fornecedores, artistas, marcas, comunicação, logística, público e parceiros. Essa capacidade de articulação é fundamental para transformar uma ideia em uma experiência que gere valor.

No caso do Chá da Tarde e Desfile de Moda, a produção conectou diferentes segmentos em torno de uma proposta comum: criar um evento capaz de reunir pessoas e, simultaneamente, valorizar empreendedores, cultura e o Centro de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo também vem destacando a economia criativa como vetor de desenvolvimento dos territórios, associando cultura, empreendedorismo, inovação e geração de oportunidades. (Prefeitura de São Paulo)


Empreendedoras 50+ no centro das atenções




Um dos capítulos mais importantes da tarde foi protagonizado pelas mulheres empreendedoras 50+.

Muitas das participantes que apresentaram seus negócios também desfilaram. A passarela tornou-se, portanto, uma extensão de seus empreendimentos. Essa escolha tem um forte significado econômico e social.

São mulheres que não aparecem apenas como consumidoras de moda, mas como produtoras, empresárias, prestadoras de serviços, criadoras de marcas e agentes econômicas. Elas movimentam negócios e, consequentemente, também movimentam outras partes da cadeia produtiva.

Uma empreendedora que vende um produto pode contratar uma fotógrafa para produzir suas imagens, uma designer para desenvolver sua identidade visual, uma gráfica para seus materiais, uma profissional de marketing para as redes sociais e uma empresa de eventos para apresentar sua marca.

O negócio deixa de ser isolado e passa a fazer parte de uma rede. É assim que o empreendedorismo ganha força, afinal, Cultura também é atividade econômica. A presença de artistas, jornalistas, estilistas e personalidades reforçou outra dimensão importante do evento: cultura também gera trabalho, renda e negócios.

A economia criativa reúne profissionais que transformam conhecimento, talento, criatividade e cultura em produtos e serviços. Segundo o Sebrae, o setor inclui profissionais como artistas, músicos, estilistas, ilustradores e outros trabalhadores criativos, que enfrentam justamente o desafio de transformar seu talento em negócios sustentáveis. A instituição destaca que a economia criativa representa quase 4% do PIB brasileiro. (ASN Nacional)

Nesse sentido, um desfile, uma apresentação musical, uma exposição ou um encontro cultural não devem ser vistos apenas como entretenimento. São também plataformas de negócios. Reumanizar o Centro é colocar pessoas novamente nas ruas. A expressão “reumanização do Centro” ganha sentido quando observamos o que acontece quando as pessoas voltam a ocupar os espaços urbanos para atividades positivas.

Um Centro vivo não é formado apenas por prédios, escritórios e estabelecimentos comerciais. Ele precisa de pessoas, encontros, cultura, lazer, comércio, arte e experiências.

A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, mantém iniciativas como o Centrô!, que utiliza espaços do centro histórico para intervenções de teatro, circo, música e outras linguagens artísticas, com o objetivo de transformar locais da região em palcos públicos. (Porta de Entrada)

Também as feiras do programa Mãos e Mentes Paulistanas mostram como a ocupação dos espaços pode gerar atividade econômica: em 2025, as feiras do programa movimentaram mais de R$ 1,3 milhão, além de criarem oportunidades de comercialização para centenas de artesãos e manualistas. (Todos Pelo Centro)

O Chá da Tarde e Desfile de Moda segue uma lógica semelhante, ainda que em uma escala e formato diferentes: levar pessoas para o Centro e criar motivos para que elas estejam ali, gera um efeito multiplicador. 

O público compra, o empreendedor divulga, o fornecedor trabalha, o artista se apresenta, o hotel recebe, o produtor articula, o profissional de comunicação divulga, o fotógrafo registra, o salão de beleza prepara, a equipe técnica monta, o transporte movimenta, o comércio local pode ser beneficiado e novas conexões profissionais surgem. Essa é a verdadeira dimensão da cadeia produtiva de um evento. Por isso, iniciativas como a realizada no Hotel Gran Villaggio podem ser compreendidas como ações de ativação econômica e cultural, especialmente quando realizadas em regiões que precisam recuperar sua vitalidade urbana.

O Centro de São Paulo possui história, arquitetura, cultura e uma enorme concentração de profissionais e empreendedores. O desafio é transformar esse patrimônio em novas experiências capazes de aproximar novamente as pessoas da região. Nesse processo, hotéis, produtoras, restaurantes, lojas, espaços culturais, empreendedores e instituições privadas têm papel fundamental.

O apoio do Gran Villaggio em parceria com a Frei Caneca Produções e a Coutinho Eventos, demonstra que a revalorização do Centro não precisa depender exclusivamente de grandes projetos públicos. Ela também pode acontecer por meio de iniciativas privadas, culturais e empreendedoras que ocupem os espaços existentes e criem novas oportunidades.

O Chá da Tarde e Desfile de Moda mostrou que uma passarela pode ser também uma vitrine para negócios; um hotel pode ser um espaço de cultura; uma produtora pode ser articuladora de empreendedores; e um evento pode funcionar como uma pequena engrenagem de uma grande cadeia econômica.

No final, reumanizar o Centro significa justamente isso: colocar pessoas no centro das decisões, dos negócios e da cidade. E quando essas pessoas são empreendedoras, artistas, profissionais da cultura, homens e mulheres que continuam criando e trabalhando depois dos 50 anos, a mensagem se torna ainda mais poderosa.

Valorizar quem empreende é movimentar a economia. Valorizar a cultura é gerar oportunidades. E ocupar o Centro com pessoas, negócios e experiências é ajudar São Paulo a reencontrar a sua própria identidade.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

LGPD 8 Anos: Processos despencam no Brasil, mas São Paulo domina o ranking nacional



Neste mês de agosto, a nossa Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) completa oito anos de sanção. Nascida logo após o escândalo global da Cambridge Analytica, a lei transformou a maneira como empresas e cidadãos lidam com a privacidade no Brasil. Mas, quase uma década depois, como está o cenário nos tribunais brasileiros?

Um levantamento inédito realizado pelo Escavador revelou dados surpreendentes: embora o tema esteja mais em alta do que nunca, o número de processos judiciais envolvendo a LGPD caiu drasticamente nos últimos anos. E, nesse mapa da judicialização, o estado de São Paulo se destaca de forma isolada.

Abaixo, detalhamos os principais insights dessa pesquisa e o que eles significam para o mercado.


A surpreendente queda de 90% nos processos


Entre 2023 e julho de 2026, os tribunais brasileiros registraram 24,7 mil processos relacionados à proteção de dados pessoais. O dado que mais chama a atenção, no entanto, é a curva descendente: ao longo desse período, o volume de ações despencou impressionantes 90%.

Confira a linha do tempo da retração:

2023: Ano de pico. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) regulamentou a aplicação de sanções administrativas, o que tornou as consequências mais concretas e gerou uma enxurrada de processos.

2025: A queda se intensifica, registrando 4,1 mil processos (uma redução de 50,7% em relação a 2024).

2026 (até julho): Apenas 1 mil processos registrados, representando uma queda de cerca de 75% comparado a todo o ano de 2025.

Menos processos significa menos preocupação?


Não exatamente. Segundo Dalila Pinheiro, Coordenadora Jurídica e DPO do Escavador, essa queda não deve ser lida como um relaxamento do mercado. Muito pelo contrário.

"O mercado amadureceu na adequação. As empresas aprenderam que o prejuízo de reputação e de caixa é gigante e passaram a investir mais em prevenção ou soluções amigáveis." — Dalila Pinheiro

Ou seja, as empresas entenderam que é muito mais barato e seguro resolver problemas de privacidade administrativamente e investir em compliance (conformidade) do que enfrentar a Justiça e o escrutínio público.

O Mapa da Judicialização: O fenômeno São Paulo

Se o volume geral caiu, a distribuição desses processos pelo Brasil revela uma desigualdade gritante. A proteção de dados chegou aos tribunais, mas não na mesma proporção em todos os estados.

São Paulo concentra a esmagadora maioria dos casos: são 22.400 processos, o que representa mais de 32 vezes o volume do segundo colocado, Goiás (com 686 casos).

Por que São Paulo lidera com tanta folga?


Existem dois motivos principais para essa concentração:
Volume de Negócios: SP abriga a maior concentração de empresas e consumidores do país, gerando um volume colossal de tratamento de dados diário.

Maturidade do Judiciário: O estado foi pioneiro em adaptar suas estruturas e criar jurisprudência sólida sobre a LGPD. O alto número de casos reflete um sistema de Justiça mais preparado e estruturado para lidar com o tema, e não necessariamente que as empresas paulistas cometam mais violações.

Ranking: Os 10 estados com mais processos (2023 - Jul/2026)


Para ilustrar o contraste, veja como ficou o topo da tabela do levantamento feito pelo Escavador (considerando os códigos processuais 14202 e 14205):

Posição Estado Número de Processos1º São Paulo (SP) 22.369
2º Goiás (GO) 686
3º Rio de Janeiro (RJ) 343
4º Amazonas (AM) 298
5º Sergipe (SE) 202
6º Mato Grosso do Sul (MS) 151
7º Ceará (CE) 91
8º Distrito Federal (DF) 78
9º Tocantins (TO) 76
10º Espírito Santo (ES) 68

(Estados como Amapá e Pernambuco aparecem no fim da lista, com apenas 3 processos registrados cada no mesmo período).

O que o futuro nos reserva?

Os dados do Escavador nos mostram um cenário otimista: a LGPD está funcionando. A ameaça de sanções e os exemplos de multas milionárias (como as aplicadas na Europa sob a GDPR) forçaram uma mudança de cultura corporativa no Brasil.

A judicialização está dando lugar à prevenção. Contudo, como alerta a DPO do Escavador, a população precisa manter a vigilância. Os dados são o novo petróleo da economia digital, e o cuidado com a nossa privacidade deve ser um exercício diário e constante.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Cultura: Feira Literária é sucesso e transforma vidas em Embu das Artes



    Ler é transformar vidas. Esse foi muito mais do que um slogan. Tornou-se a essência da 1ª Feira Literária de Embu das Artes, realizada nos dias 1º e 2 de agosto, no Centro Cultural Mestre Assis.

    Gratuito e aberto ao público, o evento entrou para a história do município ao reunir escritores, leitores, educadores e amantes da cultura em uma grande celebração do conhecimento e da literatura.

    Reconhecida nacionalmente por sua vocação artística, Embu das Artes deu mais um importante passo na valorização da cultura ao promover uma feira literária que fortalece a educação, incentiva o hábito da leitura e reconhece o papel dos escritores como agentes de transformação social.

    Durante os dois dias de programação, autores de Embu das Artes, da capital paulista, do interior de São Paulo e de outros estados participaram de sessões de autógrafos, rodas de conversa e encontros com o público, proporcionando uma rica troca de experiências e aproximando leitores de todas as idades do universo dos livros.



    Um dos momentos mais marcantes da feira foi a homenagem ao jornalista e radialista Joseval Peixoto, um dos maiores nomes da comunicação brasileira. Com uma trajetória brilhante à frente da equipe esportiva da Rádio Jovem Pan, Joseval construiu um legado de ética, credibilidade, inteligência e compromisso com o jornalismo, inspirando gerações de profissionais da comunicação.

    Promovida pela Prefeitura de Embu das Artes, em parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Embu das Artes (ACISE) e o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), a feira contou ainda com o importante apoio do Garimpo e da Imobiliária Porta Nova, demonstrando que a união entre o poder público, a iniciativa privada e as entidades representativas fortalece projetos capazes de gerar conhecimento, inclusão e desenvolvimento cultural.

    O sucesso da primeira edição também foi resultado do talento, da dedicação e do entusiasmo dos escritores participantes. Com generosidade, eles compartilharam suas histórias, experiências e obras, tornando-se protagonistas de um encontro que emocionou o público e reafirmou a importância da literatura na formação de cidadãos mais conscientes, críticos e sensíveis.

    A realização da feira contou com o decisivo apoio do prefeito Hugo Prado e da vice-prefeita Dra. Beth, que acreditaram no projeto desde o início. Também merece destaque o trabalho dos secretários Alan Leão, da Cultura, e Milton do Rancho, do Turismo, cuja atuação foi fundamental para que o evento se consolidasse como um marco na agenda cultural da cidade. Da mesma forma, a parceria da ACISE, através do presidente Ivo Farias e do CMEC foi essencial para transformar a iniciativa em realidade.

    O grande comparecimento do público demonstrou que existe espaço e interesse por eventos que promovem a leitura e aproximam escritores e leitores. Crianças, jovens, adultos e famílias inteiras prestigiaram a programação, reforçando que investir em livros é investir em educação, cultura e cidadania. A estreia da Feira Literária de Embu das Artes deixou um legado que ultrapassa os dois dias de programação. Ela plantou sementes para a formação de novos leitores, fortaleceu a produção literária local e consolidou a cidade como mais um importante polo de difusão cultural no Estado de São Paulo.

    Se depender do entusiasmo dos organizadores, dos escritores e do público, a expectativa já está lançada: em 2027 tem mais. Afinal, a mensagem que marcou esta primeira edição permanece viva e inspira o futuro: Ler é transformar vidas.

Veja alguns dos melhores momentos: