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domingo, 27 de maio de 2018

Fundação SOS Mata Atlântica celebrou o Dia da Mata Atlântica neste domingo (27/05)


Voluntários retiram 70 sacos de 60 litros com lixo dos parques

A Fundação SOS Mata Atlântica realizou neste domingo (27/05), o evento “Seja Voluntário no Dia da Mata Atlântica“. Além de chamar a atenção para a data, a ação voluntária reuniu mais de 350 pessoas em cinco parques de São Paulo (Água Branca, Ecológico do Tietê e Profª Lydia Natalizio Diogo - Vila Prudente, Horto Florestal e Trianon) com o objetivo de realizar atividades como mutirões de limpeza e plantio de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.

No Parque Trianon, o destaque foi a necessidade de retirar as plântulas e sementes de uma palmeira australiana invasora, a seafórtia (Archontophoenix cunninghamiana), espécie exótica introduzida para fins paisagísticos quando da criação do parque, em 1892. Estudos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente mostram que o parque sofre uma invasão biológica dessa palmeira, que se sobrepõe às demais árvores nativas de Mata Atlântica. Elas foram alvo de uma ação de retirada – os voluntários conseguiram encher 30 sacos de 60 litros. Houve também o plantio de 10 mudas de árvores nativas que originalmente habitavam aquele fragmento, como a peroba, o jenipapo e o jatobá.

“A gente acha que apenas plantar pode fazer o bem ao meio ambiente, mas achei interessante a necessidade de retirar esta espécie. Aqui aprendemos como também manter as novas mudas plantadas e isso vai além do preservar. Levamos daqui um ensinamento para a vida“, afirma Ana Paula Macedo, que esteve no parque Trianon com sua família.

Em alguns locais, como no Parque Ecológico da Vila Prudente, os grupos realizaram mutirões de limpeza. O que mais chamou a atenção do público foi a quantidade de resíduos encontrados. “É importante que as pessoas tenham este olhar durante a visitação aos parques. O que mais impressionou foi a quantidade e diversidade de lixo coletado. Isso é muito importante para conscientizarmos sobre a necessidade de destinar corretamente os resíduos e também recolher o que estiver em local inadequado“, afirma Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica. No parque da Vila Prudente, foram mais de 20 sacos de lixo coletado.

No Parque da Água Branca, a maioria dos voluntários era frequentadores desde a infância e agora levam seus filhos para usufruir do local. Segundo eles, ao plantar as 20 mudas nativas, deixam um importante legado para as próximas gerações. Com a ação, os voluntários encheram 17 sacos de lixo.

Já no Parque Ecológico do Tietê, a mobilização das famílias foi o grande destaque. Em uma delas, todas as gerações se engajaram, desde os netos até os avós puderem participar de diversas atividades, como uma trilha de 4 km pela Mata Atlântica.

Escolas também não ficaram de fora da ação. No Horto Florestal, um professor levou 10 alunos de uma escola de Mogi das Cruzes. Ponto positivo para este parque foi o pouco lixo encontrado. Os voluntários aproveitaram para organizar um área de lazer com quantidade excessiva de folhas.

O Viva a Mata 2018 conta com o apoio das secretarias Estadual do Meio Ambiente (SMA) e Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), além do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Desmatamento da Mata Atlântica
Nesta semana da Mata Atlântica, novos dados de desmatamento do bioma foram divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Atlas da Mata Atlântica constatou uma redução de 56,8% no desmatamento entre os anos de 2016 e 2017 comparado ao período de 2015-2016. No último ano, foram destruídos 12.562 hectares (ha), ou 125 Km², nos 17 estados do bioma. Trata-se do menor índice total de desmatamento desde quando as organizações monitoram o bioma – 32 anos.

Apesar da redução, a SOS Mata Atlântica chama a atenção para a importância de um compromisso de toda a sociedade pela proteção do bioma para que o desmatamento reduza ainda mais e que seja alcançado o desmatamento ilegal zero - em torno de 100 hectares ou 1km², já presente em sete estados, como São Paulo – o estado desmatou 90 hectares do bioma entre 2016 e 2017.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica
A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG ambiental brasileira. Atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica por meio do monitoramento do bioma, produção de estudos, projetos demonstrativos, diálogo com setores públicos e privados, aprimoramento da legislação ambiental, comunicação e engajamento da sociedade em prol da recuperação da floresta, da valorização dos parques e reservas, de água limpa e da proteção do mar. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br.

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