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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Governo Federal pode reduzir recursos do Sistema S



Por: Paulo Henrique / Agência do Rádio


“Prejuízo muito grande para a população”, avalia presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação sobre cortes no Sistema S
Governo federal sinalizou que pode reduzir em até 50% recursos federais do orçamento de instituições como SESI, SENAI e SENAC, que oferecem treinamento profissional e assistência técnica para setores da economia.

Um dos setores de maior relevância para a economia brasileira, com participação de US$ 152,5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), o turismo empregou, apenas nos quatro primeiros meses de 2018, 2,9 milhões de pessoas em todo o país, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Desse total, 65% (1,9 milhão) dos trabalhadores ocupavam vagas no segmento de hospedagem e alimentação.

Por exigir uma qualificação técnica específica, representantes do setor demonstram preocupação com possíveis cortes nos recursos federais destinados ao Sistema S, conjunto de nove instituições que oferecem treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica para diversas categorias. Isso porque o governo de Jair Bolsonaro já sinalizou cortes de até 50% nas verbas dessas entidades, entre elas o SENAC, voltado à qualificação de mão de obra dos setores de serviço, comércio e turismo.

Para o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, os cortes propostos pelo governo federal podem gerar um cenário de desemprego e perdas para o setor, que ainda não se recuperou totalmente da crise econômica. 


“Fazer os cortes anunciados de maneira unilateral e sendo tão incisivo assim é um prejuízo muito grande para toda a população brasileira. O corte proposto não se sustenta pela argumentação do Ministério (da Economia) no tocante à destinação dos valores. Ou seja, o governo não vai economizar com a desoneração da folha do Sistema S porque não faz qualquer empresário de lucro real presumido dar emprego. O que dá emprego é demanda”, avalia Sampaio.

Referência

Há mais de 70 anos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial é referência para qualificação da mão de obra no setor de turismo. Segundo a diretora de Educação Profissional da instituição, Ana Beatriz Waehneldt, o curso de guia de turismo foi o mais procurado no ano passado: 4.500 matrículas foram feitas nas unidades do SENAC em todo o país. Em seguida, aparecem os cursos ligados à hospedagem e alimentação, como governança em hotelaria e técnicas básicas para cozinheiro.

“É um dos segmentos (turismo) que mais atrai. E principalmente o setor de alimentação, de gastronomia. Ao contrário de muitos outros, ele é um setor que mantém empregando. Ele é um setor que ainda demanda mão de obra, que ainda demanda jovens e profissionais capacitados. Então, essa é uma demanda permanente, e por isso a gente oferece cursos nesse segmento em todo o Brasil, o que não acontece, às vezes, com outros segmentos”, explica a gestora do SENAC.

Ana Beatriz Waehneldt lembra que a instituição também oferece cursos livres e de curta duração, como de barbeiro, maquiador, costureiro e assistente administrativo. Há também a opção de cursos de médio e longo prazo. “São cursos que vão desde a formação inicial, isso é importante falar, até o curso superior. Então, a gente tem títulos de qualificação profissional, cursos de menor duração, como cursos de aperfeiçoamento, que estão nessa perspectiva de educação continuada, passando por cursos técnicos”, esclarece.

No caso do setor industrial, o SESI e SENAI são referências na educação básica e profissional, tecnologia e inovação e saúde e segurança para os trabalhadores. Distribuídas em todos os estados e no Distrito Federal, as escolas SESI, por exemplo, adotam metodologias e currículos inovadores voltados às necessidades do mundo do trabalho. Na instituição, quase 190 mil alunos aprendem também em sala de aula robótica educacional, nos ensinos fundamental e médio, em todas as 501 escolas espalhadas pelo Brasil – sem contar as 553 unidades móveis. Apenas no ano passado, o SESI beneficiou ainda mais de 3,5 milhões de pessoas com serviços de saúde e segurança, como a aplicação de quase 990 mil vacinas.

Já o SENAI é um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina. Os cursos oferecidos formam profissionais para 28 áreas da indústria brasileira, desde a iniciação profissional até a graduação e pós-graduação tecnológica. Em 2018, foram realizadas mais 2,3 milhões de matrículas em educação profissional, nas 587 unidades fixas e nas 457 unidades móveis, entre elas dois barcos-escola. Juntas, as instituições empregam mais de 65 mil pessoas.

Estrutura de primeiro mundo

Na opinião do economista e especialista em educação Cláudio de Moura e Castro, a estrutura e a qualificação oferecida no SENAI podem ser consideradas de primeiro mundo.

“Por quase 15 anos, trabalhei na OIT, no Banco Mundial e no BIT. Me coube, nesse momento, visitar muitas escolas profissionais, algumas em países avançados, mas a maioria nos países ditos ‘em desenvolvimento’. Uma coisa me chamou atenção: eu não vi nenhuma escola de país em desenvolvimento que chegasse próximo às escolas do SENAI. Pelo contrário, essas escolas estão praticamente no mesmo nível daquelas escolas que a gente admira nos países avançados”, disse.

O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, aponta ainda que nenhuma instituição da iniciativa privada conseguiria igualar a qualidade do serviço oferecido pelas instituições do Sistema S.

“O governo está com o viés errado quando diz que vai economizar ou vai propiciar emprego cortando isso. O governo não tem condição de substituir os cursos com a qualidade oferecida hoje, jamais. Os cursos são subsidiados e a iniciativa privada, se fosse olhar aqueles que trabalham na área de formação profissional, teriam que ter lucro. Se houver de fato esse corte, muitos cursos que exigem laboratório, processo de complementação para formação profissional que demandam insumos, instalações específicas, não vão poder ser mantidos e vão fechar também”, alerta.

domingo, 5 de maio de 2019

Mitsubishi Motorsports começa temporada Nordeste




Em Salvador (BA), Nação 4x4 cruzou trilhas lindas, testou a capacidade off-road dos seus Mitsubishi e se divertiu com a família e amigos

Além de sol, calor e paisagens incríveis, a Bahia também tem muita vocação off-road. E Salvador foi a cidade escolhida para abrir a temporada Nordeste do Mitsubishi Motorsports, o rali de regularidade da marca dos três diamantes.

“É o melhor rali regional, um dos melhores nacionais e por isso a gente prioriza o Mitsubishi Motorsports. A gente faz nossa agenda baseada no calendário das etapas do Nordeste”, conta o navegador campeão da categoria Turismo Marcus Vinicius Chagas da Silva.

Neste sábado, os participantes largaram de Camaçari, no Outlet Premium, e seguiram sentido Monte Gordo. A categoria Turismo Light, para os iniciantes, percorreu pouco mais de 125km por estradões de terra, áreas de coqueirais e piso de areia. Já os mais experientes, inscritos na Turismo, Graduado e Master, andaram 235km pela região da Praia do Forte e Açu da Torre.

Na chegada, todos os competidores se reuniram em um local pé-na-areia, com vista para o mar: a Barraca do Lôro, na praia do Flamengo. Após o almoço de confraternização e um show ao vivo, as melhores duplas subiram ao pódio.

Campeões da etapa de Salvador

Na categoria Turismo Light, o casal Gustavo Cardoso Vaz Dias e Carolina Penna Costa Dias, a bordo de um Pajero celebrou o bom resultado. “Foi bacana, mas já vi que vamos ter que ir pra turismo... Está ficando fácil”, diverte-se Carolina. “Tivemos a oportunidade de levar nossos filhos, de 8 e 9 anos, o que proporcionou a eles uma brincadeira diferente. Marca nenhuma faz um evento desse porte”, conclui.

Na Turismo, vitória de José Bezerra dos Santos Filho e Marcus Vinicius Chagas da Silva, de Fortaleza (CE), de picape L200. “O mais desafiador foi o terreno arenoso. “Local excelente, muito bonito. Acho que foi a melhor prova que já fiz da Mitsubishi”, lembra o piloto. “No Ceará temos um nível muito bom, competitivo. E valeu muito a pena se deslocar, porque a gente veio brigar pelo campeonato”, fala Marcus.

Já na Graduados, para os mais experientes, Ivano Queiroz e Leonardo Bezerra, de Fortaleza (CE), celebraram a vitória - eles competiram com um Pajero Full. “É uma satisfação muito grande. Nunca tinha alcançado essa posição, fiquei três anos afastado e voltei ganhando o primeiro lugar. O segredo é quilômetro rodado mesmo”, conta Ivano. “Bem bacana, como sempre. As provas da Mitsubishi estão cada vez mais legais. Fui campeão no 20º ano, agora quero ser no 25º”, promete o navegador.

E na Master, destinada aos experts em rali de regularidade, Fabio Carvalho e Aristóteles Fiuza, de Belo Horizonte (MG), também a bordo de um Pajero Full, garantiram o primeiro lugar. “Corro desde 2007, já faz um tempinho, e venho para o Nordeste desde 2009. Aqui é um prazer à parte, maravilha de cenário, trilhas competitivas”, ressalta Fabio. “Vencer é uma sensação maravilhosa, é um prazer realizado. Tudo de bom!”

O próximo encontro da Nação 4x4 será dia 18 de maio, em Tiradentes (MG). As inscrições serão abertas dia 06/05, às 8h, no site www.mitralis.com.br. A próxima etapa no Nordeste será dia 27 de julho, em João Pessoa (PB).

Mitsubishi Pró-Brasil - Ação Social

A Mitsubishi Motors realizou, mais uma vez, a ação social Mitsubishi Pró-Brasil. Nesta etapa de Curitiba (PR) foram arrecadadas quase três toneladas de alimentos e mais de 600 produtos de higiene, que foram destinadas ao NACCI – Núcleo de Apoio ao Combate do Câncer Infantil.

O Mitsubishi Motorsports tem patrocínio de Lubrax, W.Truffi, Transzero, Banco Itaú, Pirelli, JBL, Unirios, MIT Consórcio, Pilkington, STP, Salomon, Circuito Elegante, Artfix e M.Tech.

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Conheça a MIT4FUN, loja oficial da Nação 4x4 que oferece diversos acessórios e itens de vestuário: www.mitshop.com.br.

Calendário Mitsubishi Motorsports - 2019*
4ª etapa – 18 de maio – Tiradentes (MG)
5ª etapa – 27 de julho – João Pessoa (PB)
6ª etapa – 14 de setembro – Catalão (GO)
7ª etapa – 05 de outubro – Campos do Jordão (SP)
8ª etapa – 26 de outubro – Fortaleza (CE)
9ª etapa – 23 de novembro - Mogi Guaçu (SP)
*Datas e locais sujeitos a alterações.

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sexta-feira, 3 de maio de 2019

REVALIDA LIGHT É PLACEBO

Uma das principais bandeiras sempre defendidas pela Associação Médica Brasileira é a da qualidade no atendimento à população. E não há como fazer uma medicina séria e de qualidade com profissionais malformados, sejam eles egressos de escolas médicas brasileiras ou estrangeiras. Por isso é que os médicos foram contra o Programa Mais Médicos e outras tantas improvisações populistas e enganosas na área da saúde.

Qualquer tipo de “facilitação” no Revalida atingirá em cheio a credibilidade do exame e permitirá que médicos sem o devido preparo técnico possam atender a população. “Revalida Light” é um desserviço e um risco aos pacientes, além de representar um desperdício dos recursos públicos, pois médicos malformados geram mais custos e sobrecarregam o sistema como um todo.

Em praticamente todos os países onde a saúde é tratada de forma responsável, os médicos formados no exterior são avaliados para garantir um bom atendimento ao cidadão. Não podemos permitir que no Brasil seja diferente.

O Revalida não pode ser fragilizado. Pelo contrário, precisa ser a única forma legal de revalidação de diplomas estrangeiros na área da medicina. Atualmente, outras formas de revalidação permitem uma série de burlas e “atalhos” para os diplomados no exterior que não conseguiram ou não conseguiriam aprovação no Revalida. Com isso, conseguem se habilitar para atuar no País sem que sua real capacidade seja avaliada.

A AMB defende que todos os médicos, antes de começarem a atuar, sejam avaliados de forma padronizada, tanto para quem se formou no Brasil quanto para quem se formou no exterior, de tal forma que a população tenha a segurança de estar se tratando com um médico que realmente possua a competência técnica necessária para atendê-la. Historicamente, o Revalida é um exame com nível de dificuldade inferior ao praticado em outros países, portanto “flexibilizá-lo” é praticamente transformá-lo em placebo, sem efeito prático nenhum, coisa que nem o governo do PT teve coragem de fazer em sua sanha por aumentar de forma irresponsável a oferta de médicos à população.

Reportagem recente do jornal O Estado de S. Paulo trouxe uma informação preocupante para a classe médica e para a saúde dos brasileiros: o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, estaria procurando formas de mudar o Revalida para facilitar que médicos formados no exterior possam atuar no Brasil. Estamos solicitando audiência com o ministro para apresentar a posição da classe médica e reivindicar uma posição firme do Ministério da Saúde na defesa e manutenção do Revalida, seu fortalecimento, aperfeiçoamento e transformação na única forma de revalidação de diplomas de profissionais egressos de escolas médicas de fora do País.

Também estamos agendando audiência com o Ministério da Educação a fim de esclarecer os riscos de um “Revalida Light”, além de apresentar graves denúncias sobre irregularidades que vêm ocorrendo no processo de revalidação de diplomas de medicina nas universidades públicas.

Reiteramos que medicina de qualidade se faz com médicos bem formados, sejam eles egressos de escolas brasileiras ou do exterior. Qualquer coisa que subverta essa lógica é pirotecnia e tentativa de enganar a população. E será combatida tenazmente pela AMB.


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