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domingo, 20 de março de 2011

Fábrica de Cultura, na Vila Curuçá é inaugurada



Ao todo, serão entregues nove prédios de 6 mil m², que já estão sendo
construídos em regiões periféricas da capital
Fotos: Cris Castello Branco
 
O governador Geraldo Alckmin inaugurou, neste sábado, 19, a primeira Fábrica de Cultura, na Vila Curuçá, zona leste de São Paulo, ação inovadora na área de artes e cultura. Ao todo, serão entregues nove prédios de 6 mil m², que já estão sendo construídos em regiões periféricas da capital: Cidade Tiradentes, Sapopemba e Itaim Paulista (zona leste); Brasilândia, Vila Nova Cachoerinha e Jaçanã (zona norte); Capão Redondo e Jardim São Luís (zona sul).




Nas Fábricas de Cultura, serão ministrados gratuitamente cursos e oficinas voltados à formação em todas as áreas das artes do espetáculo
 


O edifício será um espaço de difusão cultural, oferecendo espetáculos das mais variadas áreas para toda a comunidade
 

A partir do dia da inauguração, durante todo mês de março, jovens de 14 a 24 anos
poderão participar de workshops com os educadores


Para participar, o aluno precisa apenas comparecer à recepção da Fábrica de Cultura,
sem necessidade de inscrição prévia
 Nas Fábricas de Cultura, serão ministrados gratuitamente cursos e oficinas voltados à formação em todas as áreas das artes do espetáculo. "Não é só lazer, mas é lazer e formação. Nós vamos ter aqui bons talentos se revelando e formação profissional", explica o governador Geraldo Alckmin. Além disso, o edifício será um espaço de difusão cultural, oferecendo espetáculos das mais variadas áreas para toda a comunidade, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Cultura.

"A construção dos nove prédios e a implantação de um amplo programa artístico em bairros com poucas oportunidades culturais fazem parte de um dos grandes objetivos da Secretaria e do Governo do Estado, que é a democratização da cultura de qualidade", afirma o secretário Andrea Matarazzo. "É importante que as crianças e jovens tenham a oportunidade de desenvolver um olhar crítico sobre a arte e sobre a vida. A cultura tem o poder de transformar as pessoas e ampliar suas possibilidades".

A partir do dia da inauguração, durante todo mês de março, jovens de 14 a 24 anos poderão participar de workshops com os educadores, que explicarão sobre cada curso, em aulas experimentais. Para participar, o aluno precisa apenas comparecer à recepção da Fábrica de Cultura, sem necessidade de inscrição prévia.

Já para as inscrições dos cursos oferecidos, os interessados devem comparecer à recepção da unidade ou se inscrever diretamente com o educador. Basta o aluno se informar sobre a faixa etária de cada curso. A expectativa é que a Fábrica de Cultura seja um sucesso. "Nem abriu e já tem 200 inscritos para as oficinas culturais", afirma Alckmin.

O prédio

A Fábrica de Cultura da Vila Curuçá é formada por dois prédios integrados: o Teatro, que abriga todos os equipamentos necessários para a produção de grandes espetáculos, e o edifício de Múltiplo Uso, que reúne as salas de artes, biblioteca, salas multiuso, espaços administrativos e pedagógicos, refeitório e ambulatório.

Cada unidade da Fábrica de Cultura tem o custo de cerca de R$ 12,5 milhões.. As unidades seguem um padrão arquitetônico e têm diversos espaços de múltiplo uso e salas específicas para as atividades práticas e teóricas de teatro, dança, música, circo, audiovisual e artes plásticas, além de biblioteca e teatro.

O programa Fábricas de Cultura

O objetivo do programa é promover a participação de jovens de distritos vulneráveis da capital em atividades artísticas e culturais que contribuam para seu desenvolvimento e inserção social.

O programa Fábricas de Cultura começou em 2007, com ações artístico-culturais para crianças e jovens de 7 a 19 anos, moradores de bairros com baixos indicadores sociais. Desde então, as atividades foram realizadas em equipamentos culturais das regiões, até a conclusão dos prédios.

Cada unidade vai contar com uma biblioteca, em que, seguindo o modelo de sucesso da Biblioteca de São Paulo, a literatura será aliada da tecnologia. As bibliotecas das Fábricas terão acervo inicial de 2 mil livros e serão equipadas com computadores. Nos Ateliês de Produção serão oferecidos cursos de formação e atividades de mobilização nas áreas de teatro, dança, capoeira, circo, música em geral, literatura, artes plásticas, vídeo e fotografia. Na Vila Curuçá, o objetivo é atender 1,2 mil nos ateliês.

As fábricas ficarão abertas à comunidade aos fins de semana, com apresentação de espetáculos e com o programa Fábrica Aberta, que vai oferecer o espaço e os equipamentos para pesquisa, ensaio, produção e difusão da produção cultural local, além de encontros e seminários de profissionais da área da cultura. As Fábricas de Cultura serão equipadas com teatros, com capacidade para 300 pessoas, que terão espetáculos profissionais e também produções locais, além das apresentações criadas nas Fábricas.

Investimento do BID

Desde quando foi criado, em 2007, o programa Fábricas de Cultura conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As regiões de atuação foram escolhidas a partir de pesquisa realizada pela Fundação Seade, que desenvolveu, especialmente para esse trabalho, o Índice de Vulnerabilidade Juvenil, composto por indicadores que influem nas condições de vida dos jovens. O investimento do BID foi de US$ 20 milhões. De 2004 até dezembro de 2010, foram gastos US$ 12 milhões, entre obra e custeio do programa. Em maio de 2010, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, foi renovado o empréstimo por mais dois anos, para o uso do saldo contratual US$ 8 milhões (cerca de R$ 15 milhões).

ENDEREÇO:
Rua Pedra Dourada, 65
Vila Curuça - Vila Conceição

Ônibus:
2707 -10  Metro Itaquera / Chabilandia
273D - 10 Metrô Artur Alvim, Parque D. João Nery
3902-10 - Guaianases/ Estação CPTM - Jd Romano

Obama diz que EUA está disposto a ampliar cooperação e comércio com o Brasil

Discurso do presidente americano Barack Obama . Foto: José Paulo Lacerda
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disseneste sábado, 19 de março, que o seu país está disposto a fortalecer a cooperação econômica e ampliar o comércio com o Brasil. “A possibilidade de vender mais produtos e serviços para um mercado que cresce como o Brasil significa criar empregos nos Estados Unidos”, afirmou Obama, em discurso para cerca de 400 empresários brasileiros e norte-americanos durante a Cúpula Empresarial Brasil-Estados unidos. O evento realizado no Centro de Convenções Brasil 21 foi organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio (Amcham).

Segundo Obama a cada US$ 1 bilhão de exportações são criados 5 mil empregos para os norte-americanos. Mas o presidente dos Estados Unidos destacou que o Brasil também terá vantagens com o aumento do comércio bilateral. “É uma via de mão dupla, que também criará mais oportunidades para o Brasil.”Ele elogiou a capacidade empreendedora dos brasileiros e lembrou que o fato de o país ser uma democracia estável e uma economia que se destaca no cenário internacionalestimula os investimentos e favorece as parcerias com os Estados Unidos.

No discurso que durou 18minutos, Obama disse os acordos assinados com a presidente Dilma Rousseff antes da cúpula empresarial ampliam a cooperação e reafirmam a disposição dos dois países em remover as barreiras ao comércio e aos investimentos. Ele destacou que os norte-americanos têm interesse em ser parceiros do Brasil na exploração do pré-sal.

“Os Estados Unidos podem ajudar fornecendo tecnologia e, depois, comprando petróleo.”Obama disse que os dois países também podem formar parcerias para a produção de energiarenovável. Outra área de interesse é a infraestrutura e a participação nas obras necessárias para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Para o presidente dos Estados Unidos, o Brasil deixou de ser o país do futuro. “O futuro já chegou”, destacou. Ele acrescentou que o Brasil está se tornando um modelo para o mundo onde, a exemplo dos Estados Unidos, todos os sonhos são possíveis e podem se transformar em realidade. “A democracia ainda é o maior parceiro do progresso e, juntos, podemos realizar o sonho americano”, concluiu Obama.

Antes do discurso do presidente dos Estados Unidos, o presidente da seção americana do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, John Faraci, defendeu uma parceria comercial entre os dois países. “A visita do presidente Obama demonstra o valor que os Estados Unidos dão ao Brasil. Esperamos que ela seja o início de uma parceria comercial entre os dois países”, declarou Faraci.
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