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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

CARNAVAL 2026: A CONSAGRAÇÃO DA HISTÓRIA E DO RITMO



Em uma terça e quarta-feira de apurações emocionantes, Mocidade Alegre (SP) e Unidos do Viradouro (RJ) confirmam o favoritismo e levantam os troféus do Carnaval 2026.

O Carnaval de 2026 consagrou duas agremiações que olharam para dentro de suas próprias comunidades e para a ancestralidade negra para triunfar. Em São Paulo, a Mocidade Alegre conquistou seu 13º título ao homenagear a atriz Léa Garcia. No Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro fez história ao gabaritar a apuração com uma exaltação viva ao lendário Mestre Ciça.

SÃO PAULO: A "Morada do Samba" amplia sua hegemonia


Na tarde de terça-feira (17), o Sambódromo do Anhembi viu a Mocidade Alegre reafirmar sua posição como uma das maiores potências do carnaval paulistano. Com o enredo "Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra", a escola do bairro do Limão somou 269,8 pontos, superando a vice-campeã Gaviões da Fiel por apenas um décimo (269,7).

Ícone Imortal: Léa Garcia (1933-2023), a grande inspiradora do título da Mocidade Alegre.
De atuação marcante em Orfeu Negro e na teledramaturgia nacional, a atriz foi celebrada na avenida como uma verdadeira divindade da arte negra brasileira.


A vitória teve um sabor de reverência e justiça histórica. O desfile celebrou a vida e obra da atriz Léa Garcia (1933-2023), fundamental na história das artes cênicas brasileiras. A agremiação emocionou o público com alegorias luxuosas, incluindo um carro abre-alas impactante e uma representação de Iemanjá que utilizou 10 mil litros de água, simbolizando a purificação e a força ancestral.

Este é o 13º título da história da Mocidade Alegre, aproximando-a ainda mais da maior campeã do estado, a Vai-Vai (com 15 títulos).

Destaques e Rebaixamento em SP:


Pódio: A Gaviões da Fiel ficou com o vice-campeonato, seguida pela Dragões da Real em terceiro.

Surpresa Amarga: A Rosas de Ouro, campeã do ano anterior (2025), amargou o rebaixamento para o Grupo de Acesso 1, ao lado da Águia de Ouro, em uma das reviravoltas mais dramáticas dos últimos anos.

RIO DE JANEIRO: A batida perfeita da Viradouro

Mestre Ciça ganha Estandarte de Ouro de Personalidade do Ano • Eduardo Hollanda/Rio Carnava



No Rio de Janeiro, a apuração desta quarta-feira (18) na Cidade do Samba confirmou a supremacia técnica e emocional da Unidos do Viradouro. A escola de Niterói conquistou seu 4º título no Grupo Especial com uma performance irretocável, atingindo a pontuação máxima de 270 pontos.

O enredo "Pra Cima, Ciça!" fugiu do convencional ao homenagear um ícone vivo da própria escola e do carnaval: Mestre Ciça. Aos 70 anos, o regente da bateria "Furacão Vermelho e Branco" foi a estrela do desfile, participando ativamente desde a comissão de frente até o encerramento.

A escola dominou os quesitos, garantindo a nota 10 em praticamente todas as categorias válidas após os descartes. A energia da bateria e a interação de Ciça com a rainha Juliana Paes foram pontos altos que garantiram não apenas as notas, mas a aclamação popular.

O Pódio Carioca:


Vice-campeã: A Beija-Flor de Nilópolis ficou em segundo lugar, travando uma disputa acirrada nos quesitos visuais.

Grande Rio: A tricolor de Caxias, que trouxe grande expectativa midiática, terminou fora das campeãs, em 8º lugar.

O Desfile das Campeãs


As duas agremiações vitoriosas, juntamente com as melhores colocadas de seus grupos, voltarão à passarela do samba no próximo sábado (21) para o Desfile das Campeãs, celebrando o fim de um ciclo carnavalesco marcado pela técnica apurada e por homenagens a grandes personalidades da cultura brasileira.

BASTIDORES TENSOS: O Lado Amargo da Folia em 2026


O Carnaval de 2026 não será lembrado apenas pela glória da Mocidade Alegre e da Viradouro. Nos bastidores, o clima de revolta e tristeza marcou o destino de duas gigantes: a queda inesperada da Rosas de Ouro em São Paulo e a confusão na apuração da Série Ouro no Rio envolvendo a Acadêmicos de Niterói.

Aqui estão os detalhes do que aconteceu:

1. SÃO PAULO: A Tragédia Cronometrada da Rosas de Ouro


A queda da Sociedade Rosas de Ouro para o Grupo de Acesso 1 foi o maior choque do ano. Campeã em 2025, a escola da Brasilândia sofreu uma "tempestade perfeita" de erros técnicos e administrativos que custaram sua permanência na elite.

O Problema Técnico: Tudo começou com o terceiro carro alegórico, que travou na entrada do recuo da bateria. O incidente criou um "buraco" enorme na avenida (falha grave no quesito Evolução), obrigando os integrantes a correrem para fechar o espaço.

A Consequência: Na tentativa desesperada de reorganizar a escola, o ritmo desandou. A Rosas estourou o tempo limite de desfile em 3 minutos. Pelo regulamento da Liga-SP, isso gerou uma punição automática de 0,3 décimos.

A Polêmica do "Merchan": Como se o estouro do tempo não fosse suficiente, a escola foi penalizada em mais 0,5 décimos por uma infração administrativa rara.

Jurados apontaram a exibição explícita de uma logomarca de patrocinador em uma das alas, o que é estritamente proibido pelo regulamento artístico, a menos que esteja integrado ao enredo de forma lúdica. O entendimento foi de que houve "propaganda comercial direta".

O Resultado: Com a perda total de 0,8 décimos em canetadas administrativas, somadas às notas baixas em Evolução e Harmonia decorrentes da correria, a Rosas de Ouro despencou para a penúltima colocação, sendo rebaixada ao lado da Águia de Ouro.

2. RIO DE JANEIRO: O "Título Roubado" da Acadêmicos de Niterói


No Rio de Janeiro, a polêmica se instalou na Série Ouro (o grupo de acesso). A Acadêmicos de Niterói era a favorita absoluta da crítica e do público para subir ao Grupo Especial em 2027, mas perdeu o título por 0,1 décimo para a União da Ilha do Governador.

O Quesito da Discórdia: Fantasia A escola de Niterói gabaritou quase todos os quesitos, exceto Fantasia. Um julgador retirou um décimo precioso (dando nota 9.9) alegando "falta de uniformidade" na ala das baianas.

O Motivo: Segundo a justificativa da nota (liberada logo após a apuração), três baianas desfilaram sem o esplendor de cabeça, que teria caído ou sido retirado devido ao peso excessivo antes mesmo de entrar na avenida.

A Acusação da Escola: A diretoria da Acadêmicos de Niterói entrou com um recurso (negado pela Liga-RJ), alegando que o julgador estava posicionado no módulo 1, onde as baianas ainda estavam completas.

Imagens de drones e redes sociais mostram as baianas com as fantasias completas no início do desfile, sugerindo que o problema ocorreu depois da passagem pelo módulo do julgador em questão. A escola acusa o jurado de ter usado "informações externas" (o que é proibido) para penalizar a agremiação.

O Clima no Pós-Apuração: Houve princípio de tumulto na Praça da Apoteose. Torcedores da Acadêmicos de Niterói protestaram gritando "É marmelada!", enquanto a União da Ilha celebrava seu retorno à elite. A escola de Niterói promete ir à justiça comum para anular a nota, algo inédito e que promete arrastar a polêmica por meses.


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