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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Cirurgia de Fox Eyes é um dos procedimentos mais procurados na pandemia

Especialista explica sobre a técnica que realça o olhar


O uso obrigatório de máscaras, mais do que nunca, vem colocado os olhos em destaque. Por isso, um dos procedimentos mais procurados pelas mulheres durante a pandemia tem sido o Fox Eyes, ou olhos de raposa, como é popularmente conhecido. A técnica é popular por realçar o olhar, deixando o rosto mais harmonioso com uma expressão mais sensual.

O procedimento pode ser realizado de duas formas, não cirúrgica ou cirúrgica. A técnica não cirúrgica é menos invasiva, porém o resultado não é definitivo, pode durar até 24 meses, dependendo do procedimento escolhido. O efeito fox eyes pode ser alcançado com aplicação de toxina botulínica, lifting palpebral ou fios de PDO.

Para quem deseja um resultado definitivo, a cirurgia é a opção mais indicada. Ela irá ajudar a abrir o olhar e contribuirá para a harmonização facial. “É uma técnica que deixa a região periocular com olhar mais feminino e expressivo. A cirurgia é realizada com técnicas de elevação da região lateral dos olhos. Recomenda-se que o procedimento seja realizado com anestesia local e sedação para que o paciente se sinta mais confortável. Com o passar do tempo as cicatrizes tornam-se imperceptíveis ” – explica Dr. André Borba, especialista em oculoplástica.

A cirurgia de fox eyes pode ser combinada com a blefaroplastia (excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras), assim o paciente deixa de ter um olhar cansado e triste. A cantoplastia (cirurgia do canto dos olhos) associada a blefaroplastia pode ser indicada para alcançar o resultado almejado, “o procedimento cirúrgico consiste em modificar a posição do canto lateral da pálpebra inferior, deixando-o mais elevado” – comenta Dr. Borba.

Já o lifting de supercílio, que é a cirurgia para elevação da cauda da sobrancelha, pode ser realizado de maneira direta ou por cirurgia endoscópica, por dois cortes pequenos no couro cabeludo, na região frontal ou pela pálpebra superior. “É uma cirurgia que pode ser realizada em muitos casos e as técnicas variam de acordo com o grau de suspensão desejada e a quantidade de pele excedente local”, complementa Dr. Borba.

A cirurgia de fox eyes é indicada para pessoas que desejam resultados mais definitivos, mas “vale ressaltar que cada pessoa tem características faciais únicas e que a técnica a ser utilizada será de acordo com o gosto da pessoa e com o que o cirurgião achar ser o ideal, de forma que atenda as expectativas do paciente” – finaliza Dr. André Borba.

Decisão do STF julga inconstitucional a suspensão de advogados por inadimplência de anuidades

Especialista em Processo Tributário comenta os desdobramentos da medida sobre o Estatuto da OAB


Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou um importante julgamento sobre o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a maioria dos juízes entendeu que é inconstitucional a suspensão realizada por conselho de fiscalização profissional do exercício laboral de seus inscritos por inadimplência. Em suma, a cobrança da anuidade por parte da instituição não pode impedir a atividade profissional dos advogados.

O único divergente durante a votação foi o ministro Marco Aurélio Mello. Além da OAB, a decisão do Supremo abrange outros conselhos profissionais, como o Conselho Regional de Medicina (CRM), o Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), o Conselho Regional de Odontologia (CRO), entre outros.

O professor e especialista em Processo Tributário, Caio Bartine, aponta que o problema não foi a decisão em si, mas sim os desdobramentos posteriores que a medida deve ocasionar. “Se foi assim julgado e serve de repercussão geral, teremos vários desdobramentos. Se realmente ficou caracterizado que a anuidade da OAB é um tributo, havendo inadimplência, ela deve ser escrita em dívida ativa, proposta e ajuizada uma execução fiscal. Isso fará com que tenhamos uma proliferação de medidas executivas, por parte da OAB, na cobrança das anuidades”, explica o professor.

“Se o Supremo Tribunal Federal diz que é um tributo, fatalmente eu vou utilizar de um mecanismo, que a própria legislação me dá. E que irá se sujeitar a todo um regramento tributário próprio. A não ser que se crie, novamente, algo híbrido, como tivemos no passado”, aponta.

O especialista acredita que a ausência de um tributarista na corte suprema faz falta e questiona se foi levado em consideração todos os desdobramentos da decisão, que deve ocasionar um aumento da própria judicialização de execuções para cobrança dos inadimplentes. “Será que o STF, ao julgar esse tema, levou em consideração a consequência jurídica e a repercussão desta decisão? ”, questiona Bartine.

Para o professor, o Supremo, ao entender que a OAB não poderia suspender o inadimplente, coloca que a anuidade da entidade teria natureza tributária. “É uma sanção política em uma matéria tributária”, finaliza.


PERFIL DA FONTE


Caio Bartine – Advogado na área de Direito e Processo Tributário. Doutor em Direito, com MBA em Direito Empresarial (FGV), sócio do escritório HG Alves. Professor de planejamento tributário do MBA em Marketing da FIA/USP. Professor de pós-graduação da Escola Paulista de Direto – EPD. Coordenador de Direito Tributário do Curso Damásio Educacional. Coordenador dos cursos de pós-graduação de Direito Tributário e Processo tributário. Procurador-Chefe da Procuradoria Nacional de Justiça do Conselho Federal Parlamentar. Vice-Presidente do Instituto Parlamentar Municipal – INSPAR.


 
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