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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Profissão de físico continua em ascensão

Levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, mostra que o número de docentes hoje em atividades não atende à demanda das turmas dos ensinos fundamental e médio. Segundo o MEC, existe uma carência de aproximadamente 250 mil professores com formação de nível superior em licenciatura nas diversas áreas de ensino.

A maior preocupação refere-se à evasão de docentes de física e matemática. Dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), referentes ao ano de 2008, mostram que nos últimos 15 anos, as universidades formaram 110 mil professores de Matemática, mas apenas 43 mil lecionam; no caso da Física, as instituições formaram 13 mil, mas atuam no magistério pouco mais de 6 mil. “Muitas vezes a escola precisa utilizar professores de outras disciplinas, como Biologia e Português, para lecionar aulas de Física, o que prejudica o aprendizado do aluno. A falta de profissionais da área é grande na rede de ensino, até mesmo em escolas particulares, o que aquece o mercado para os formandos”, afirma o diretor do curso de Física da Universidade Guarulhos (UnG), professor Sérgio Sato.

Segundo o profissional, a falta de interesse pela área é resultado do ensino fraco e antiquado oferecido na maioria das escolas brasileiras, que desmotiva e entedia os estudantes. Para ele, o professor de Física do novo século precisa estar atento às tecnologias do dia a dia, às ferra mentas que atraiam os jovens e agucem sua curiosidade. “As invenções que chamam a atenção dos adolescentes, como TV a cabo e MP3, são frutos de grandes criações de estudiosos da área. Por que não levar isso para a sala de aula e tornar o convívio mais cativante? O importante é fazer com que o aluno entenda que o conhecimento adquirido pode ser transformado em algo útil, de utilidade para a população”, sugere o físico.

Umas das possibilidades de atuação para o profissional de Física é uma área relativamente nova, conhecida como Econofísica, que utiliza as ferramentas da Física na Economia. “Da mesma forma que estudamos a maneira como a água flui por uma rede de canos, podemos aplicar esse mesmo modelo na Economia, a fim de descobrir em que momento o dinheiro terá mais condições de financiamento e as taxas de juros serão mais altas”, explica o professor, garantindo que o físico pode auxiliar, e muito, n o crescimento econômico de um país.

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