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terça-feira, 8 de junho de 2010

ALUGUEL TEVE AUMENTO MÉDIO DE 1,7%

Dados são da pesquisa mensal realizada pelo Secovi-SP. Conforme o IGP-M, indicador que serve como base para reajuste de contratos, variação foi de 1,94% no mês

Os contratos novos de locação na cidade de São Paulo sofreram em abril aumentos médios de 1,7% em relação aos valores negociados em março. No acumulado de 12 meses, a alta é de 11,4%, segundo a Pesquisa Mensal de Valores de Locação Residencial, indicador de relevância que apura dados sobre contratos novos. A análise mostra elevação nos valores negociados em virtude da escassez de oferta originada por longo período de evolução inferior à inflação. Nos últimos anos, a situação se inverteu com a constatação de redução da oferta diante da demanda.

Mas, para acompanhar o que ocorre no mercado de locação residencial em termos de valores é preciso levar em consideração pelo menos mais um indicador de variação de preços, de acordo com a fase do contrato. Um contrato em andamento com aniversário em abril último, por exemplo, foi reajustado conforme a evolução do indicador de preços eleito como parâmetro de correção, o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), o mais utilizado. Provavelmente, ele tenha servido de base para corrigir contratos com aniversário no quarto mês do ano e pagamento no início de maio, com variação de 1,94%. Já os contratos com reajuste anual em maio terão aumento de 2,88%, segundo o mesmo índice.

Pesquisa Secovi

O levantamento realizado pelo Secovi-SP mostra que unidades de 3 dormitórios registraram os acréscimos mais significativos em abril, de 2,5%. Moradias de 2 quartos tiveram comportamento semelhante ao da média observada no estudo sobre o mercado de locação (1,8%), enquanto as habitações de 1 dormitório apresentaram menor elevação no mês, 1% em comparação aos aluguéis de março.

Os dados da pesquisa são produzidos pelo Sindicato desde 1998 e objetivam fornecer dados para acompanhar o desempenho dos aluguéis na cidade de São Paulo. O estudo disponibiliza as informações por valores por metro quadrado (área privativa de apartamentos e área construída de casas e sobrados). Estão organizados em oito grandes regiões: Centro; Norte; Leste (dividida em duas zonas: a que corresponde à área do Tatuapé à Mooca; zona B – outros bairros dessa área geográfica, como Penha, São Miguel Paulista etc.); Oeste (segmentada em duas: zona A – Perdizes, Sumaré, Pinheiros e vizinhanças; zona B – bairros como Butantã, Jaguaré); Sul (dividida em duas sub-regiões: zona A – Jardins, Moema, Campo Belo, Vila Mariana, dentre outros; zona B – bairros como Campo Limpo, Ipiranga etc).

Os valores de locação residencial estão disponibilizados por faixa de valores por metro quadrado, número de dormitórios e estado de conservação. Por exemplo, um imóvel de 3 quartos na zona Norte, em bom estado, teria aluguel por metro quadrado entre R$ 12,89 e R$ 13,20. O valor de locação de uma moradia de 90 metros quadrados ficaria entre R$ 1.160,00 e R$ 1.188,00.

A região Sul – zona A, em bairros como Jardins, Moema e Vila Mariana, tem nas locações de residências de 3 dormitórios faixa de valores por metro quadrado entre R$ 17,42 e R$ 23,68. Assim, o aluguel de um imóvel com área em torno de 150 metros quadrados na região seria de R$ 2.613,00 a R$ 3.552,00.

Garantias

Novamente, a modalidade de garantia mais utilizada na amostra analisada foi o fiador, com quase metade das unidades locadas (49%). O depósito ficou na segunda posição como instrumento garantidor de 31% dos contratos locatícios, seguido pelo seguro-fiança, com 20%.

Casas e os sobrados escoaram mais rapidamente no mês. O período médio para alugar unidade vaga desses tipos de imóvel variou entre 11 e 27 dias, enquanto os apartamentos demoraram um pouco mais: entre 16 e 34 dias, de acordo com o IVL (Índice de Velocidade de Locação – que mede em número de dias quanto tempo demora para ser locado um imóvel vago.

Clique aqui e confira a íntegra da pesquisa.

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