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domingo, 6 de junho de 2010

Recasamento: IBGE revela que mulheres acima de 40 anos estão se casando novamente

Infertilidade secundária é uma situação comum, vivenciada por casais que se formam num estágio mais avançado da vida

Um casamento tradicional, de papel passado, com vestido branco, cerimônia e festa. A noiva tem 42 anos, o noivo 56... Esta cena está se tornando habitual... As mulheres brasileiras na faixa entre 40 e 44 anos estão se casando mais. O IBGE constatou um aumento de quase 220%, entre 1997 e 2008. A explicação para o crescimento de uniões formais nesta faixa de idade é o recasamento.
São considerados recasamentos os eventos nos quais pelo menos um dos cônjuges tinha o estado civil divorciado ou viúvo. Em 2007, os recasamentos representavam 16,1% do total das uniões formalizadas em cartório no Brasil. Em 1998, os recasamentos totalizavam 10,1%.
Ainda segundo o IBGE, os percentuais mais elevados de recasamentos são observados entre homens divorciados que casaram com mulheres solteiras (de 4,5% para 7,1% entre 1998 e 2007), se comparados às mulheres divorciadas que se uniram formalmente a homens solteiros (de 2,1% para 3,7% no mesmo período).
Após o segundo ou terceiro casamento...
“É muito comum que logo após o recasamento, o novo casal - mesmo que formado por um homem e uma mulher que já tenham filhos de outros relacionamentos - procure uma clínica de reprodução humana para fazer uma avaliação das chances de conceberem um filho dentro do atual relacionamento. É como se desejassem imprimir uma marca à união que celebraram, inclusive formalmente, como indicam as estatísticas do IBGE”, explica o Prof° Dr. Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.
Numa etapa da vida onde não se tem mais que esperar por estabilidade profissional, relacionamento estável, segurança financeira, o único fator relevante no processo é a vontade do casal de ter o bebê. “O fato de ter engravidado naturalmente uma vez, com facilidade, no primeiro casamento, não é garantia de que o mesmo acontecerá uma segunda vez. São comuns os casos de infertilidade secundária, quando um casal não consegue engravidar ou levar uma gravidez até o final, após já terem tido um filho com seus parceiros anteriores. Esse tipo de infertilidade é tão comum quanto a infertilidade primária, sem ocorrência de gravidez anterior”, afirma o médico.
O que é a infertilidade secundária
Segundo o Prof° Dr. Joji Ueno, a infertilidade secundária é definida como a inabilidade de conceber um bebê ou seguir com a gravidez até o fim, após o nascimento de um ou mais bebês. “É uma condição clínica comum”, informa o médico. Diversas são as causas para o aparecimento da infertilidade secundária. Dentre as que atingem as mulheres, podemos relacionar desordens ovulatórias, menopausa precoce, aderências pélvicas, inflamação ou infecção, danos ou bloqueios nas tubas uterinas, pólipos, fibroses uterinas e endometriose. Nos homens, as causas principais para os quadros de infertilidade secundária incluem baixa contagem espermática, motilidade deficiente dos espermatozóides, problemas ejaculatórios ou mesmo a qualidade do esperma.
O estilo de vida também contribui para o aparecimento da infertilidade secundária. Tabagismo, uso e abuso de drogas e álcool, doenças sexualmente transmissíveis e excesso de peso podem interferir na fertilidade do casal.
Em alguns casos, a infertilidade secundária surge em razão do envelhecimento. Com a idade, a capacidade da mulher de conceber um bebê decresce. “A fertilidade feminina começa a declinar a partir da metade da terceira década de vida, quando os ovários liberam menos óvulos e a qualidade deles vai declinando. Os óvulos envelhecem a cada ano que passa, mais rapidamente do que a mulher. Assim, uma mulher que tenha tido seu primeiro filho por volta dos 34 anos estará muito menos fértil aos 39 anos, quando ela ainda se julga apta a conceber um segundo bebê”, explica o Joji Ueno, responsável do setor de vídeo-histeroscopia ambulatorial do Hospital Sírio Libanês.
“A idade também aumenta a chance da mulher desenvolver endometriose e outras desordens que interferem no sucesso da concepção e da gravidez. O risco de abortos espontâneos também aumenta com a idade: a taxa de aborto natural está em torno de 10% para mulheres nos seus 20 anos, 20% para mulheres com idade entre 35 e 39 anos, e cerca de 50% para mulheres com idade entre 40 e 44 anos”, alerta o médico.
A fertilidade masculina também diminui com a idade. Na medida em que envelhecem, os homens produzem espermatozóides em menor quantidade e com menos motilidade. Homens em idade mais avançada podem também apresentar problemas para manter a ereção.

Tratando o problema
Assim como a infertilidade primária, a secundária pode, na maioria das vezes, ser diagnosticada e tratada. Exames apropriados podem revelar problemas com hormônios, contagem espermática e bloqueios tubários, dentre outras causas. “É importante obter o diagnóstico apropriado e tratar o problema o mais cedo possível”, recomenda Joji Ueno.
O tratamento varia de acordo com a causa do problema. “Existe uma possibilidade de sucesso de gravidez, se o casal procurar ajuda médica no tempo adequado, ou seja, assim que notar a dificuldade para engravidar”, afirma Joji Ueno, diretor da Clínica GERA.

CONTATO:
www.clinicagera.com.br
atendimento@clinicagera.com.br
http://medicinareprodutiva.wordpress.com
http://twitter.com/jojiueno

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