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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Retomada às empresas deve alcançar 6,2 milhões de brasileiros

Foto: Freepik.com


Entre julho e agosto, 2 milhões de trabalhadores já deixaram o home office. Saiba as principais medidas de segurança para garantir a saúde de colaboradores e seus familiares


Dos 8,2 milhões de trabalhadores brasileiros que estavam em home office no final de julho, 2 milhões já retornaram aos seus postos em agosto, segundo dados da Pnad Covid. A pesquisa foi criada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para detectar os impactos no mercado de trabalho.

“Analisando os dados vemos que a retomada é uma realidade crescente, pois grande parte das pessoas que estava afastada pelo distanciamento está voltando aos seus postos em escritórios, fábricas e lojas em diversas cidades”, afirma Sergio Cafalli, Diretor Executivo da Dasa Empresas, nova estrutura comercial do Grupo Dasa que oferece soluções integradas de saúde. Seguindo orientações da OMS e do Ministério da Saúde, no entanto, há uma série de normas que precisam ser observadas para a saída do isolamento social e volta às atividades com segurança para os trabalhadores e seus familiares. A testagem uma das estratégias mais indicadas para combater a Covid.

A Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil e na América Latina e 5ª maior do setor no mundo teve grande procura por consultoria e desenvolveu por meio da Dasa Empresas, a Solução Covid Empresarial que oferece 6 programas que apoiam as empresas. Além dos testes diagnósticos da Covid-19, com triagem por teleconsulta, um dos pilares desse trabalho é o plano de comunicação, que busca engajar os colaboradores no cumprimento das recomendações. A Dasa Empresas já atende mais de 500 empresas, com aproximadamente 850 mil vidas e a contratação de mais de 207 mil testes, entre Sorologia e RT-PCR, em todo o País.

Para a retomada, todas as etapas precisam ser pensadas: desde a chegada do colaborador à empresa e o alocamento em seus postos com distanciamento indicado, até o uso de espaços comuns, como refeitórios. Com o protocolo de testagem é possível identificar contaminantes, mapear setores com exposição, ter visibilidade dos resultados sobre a prevalência da doença. “A partir daí, as empresas conseguem definir e acompanhar protocolos de afastamento para indivíduos sintomáticos pré e pós-retorno. Portanto, é uma inteligência de solução que vai muito além de simplesmente aplicar testes ou mensurar a temperatura dos colaboradores da empresa”, completa

Solução Covid Empresarial

Criada pela Dasa Empresas a solução oferece uma consultoria e inteligência para áreas de RH possibilitando retorno seguro dos colaboradores às atividades presenciais, envolvendo ainda familiares e prestadores de serviços. O objetivo é ser um parceiro das empresas atuando na operação de retomada e contribuir para a saúde dos colaboradores.

A Solução Covid Empresarial visa ser uma forma modular e consultiva, que vai além dos testes diagnósticos da Covid-19, com triagem por teleconsultas, por exemplo. O Grupo Dasa reúne a Dasa (medicina diagnóstica), a Ímpar (rede de hospitais) e a GSC (integradora de saúde). Esta última realiza a Coordenação de Cuidado a colaboradores que testaram positivo para Covid e têm protocolos personalizados de acordo com o quadro clínico do paciente, que vai de repouso e isolamento domiciliar com acompanhamento de grupo multiprofissional da GSC a encaminhamento para hospitais em caso de pacientes críticos.


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Sebrae e Embrapa fecham parceria para atuação no AgroNordeste

As instituições serão responsáveis pela criação de um observatório com informações decisivas para os pequenos produtores rurais


O Sebrae, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), avançou mais uma etapa na realização do projeto piloto para formação de um observatório que irá basear ações no programa AgroNordeste, do Governo Federal. Gestores e pesquisadores das instituições reuniram-se na sexta-feira (28/8) para apresentar a base conceitual dos trabalhos e dividir as equipes.

O objetivo inicial é monitorar, coletar, analisar e identificar os principais sinais e tendências no comportamento produtivo de pequenos negócios rurais, na região nordeste e em parte de Minas Gerais. Essas informações serão disponibilizadas na página Conexão Sebrae e ficarão disponíveis para consulta. O analista de competitividade do Sebrae, Victor Ferreira, moderou a reunião e analisa que essa fase de organização do conteúdo é fundamental para a tomada de decisões no futuro.

“O trabalho que estamos fazendo é minucioso, por isso vamos dividir o levantamento em grupos que irão analisar segmentos e temas que impactam o agronegócio. Por exemplo, uma equipe investiga leite e derivados, outra apicultura, fruticultura, agroindústrias, clima, assim por diante. Com todas essas informações em mãos vamos catalogar e publicar isso num repositório, que irá servir de base para o planejamento de ações futuras de forma assertiva. Estamos contando com a expertise da Embrapa para realizar a fase de inteligência estratégica. Em seguida, com a capilaridade do Sebrae em todo país, faremos isso chegar nos pequenos negócios rurais”, afirma Ferreira.

Para o economista e supervisor da Rede de Observatórios da Embrapa, Marcos Pena, concentrar informações detalhadas dos pequenos negócios rurais será um grande avanço. “O grande volume de informações do ambiente é limitador à nossa capacidade analítica, restringindo muito as condições de uma organização manter-se atenta às incertezas do ambiente. Isso prejudica a tomada de decisão, daí o desafio de identificar fontes importantes de informações do ambiente para captá-las e organizá-las para auxiliar a tomada de decisão”, disse.

O que é o AgroNordeste?

A iniciativa do governo federal é um plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural da região. O programa lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no dia 1º de outubro de 2019, será implantado em 230 municípios dos nove estados do Nordeste e parte de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, beneficiando uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

O AgroNordeste conta com um comitê gestor formado por Sebrae, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco do Brasil, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).



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Bioeconomia: o que é e como pode alavancar investimentos para o Brasil

Você já ouviu falar em bioeconomia? Desde o advento da revolução industrial no Brasil, ainda no século passado, o País vem discutindo como produzir e desenvolver de forma mais sustentável. Isso quer dizer que, de maneira organizada e pensada, é possível atender às necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades. E aí pode entrar a bioeconomia. 

Bioeconomia é conhecida como um modelo de produção industrial baseado no uso de recursos biológicos. A ideia é oferecer soluções para a sustentabilidade dos sistemas de produção com vistas à substituição de recursos fósseis e não renováveis. 

“O Brasil possui mais florestas do que qualquer outro país e um terço das florestas tropicais do mundo estão aqui. O País tem grandes diferenciais que nos colocam no centro do debate internacional de bioeconomia”, avalia Rodrigo Agostinho (PSB-SP), membro da Frente Parlamentar Mista de Bioeconomia. 

Ele lembra que a nação verde e amarela tem 20% de toda a biodiversidade do mundo. “Isso facilita muito a prospecção de produtos da floresta, para a indústria de cosméticos, farmacêutica, alimentícia. São várias situações que nos projetam de maneira diferenciada e nos dão destaque internacional”, frisa Agostinho. 

O assunto também despertou interesse no Governo Federal. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marcos Pontes, ressaltou, em reunião virtual, a importância de o Brasil se desenvolver nesse setor, mostrando que outros países com menos recursos naturais estão mais à frente que o nosso. “Veja o que esses países não têm e o que eles são. Agora, veja o Brasil. Veja o que nós temos e o que nós não somos”, refletiu.

O presidente da Associação Brasileira de Bioinovações (ABBI), Thiago Falda, defende a construção de políticas públicas nesse campo da bioeconomia. “Os investimentos no País e as políticas públicas precisam ser direcionados para os elementos que o País tem vocação. Temos a maior biodiversidade do mundo, a maior quantidade de biomassa e a um preço mais acessível no mundo, temos uma agricultura altamente sustentável que permite a geração dessa biomassa. Então, temos uma experiência muito grande em bioeconomia”, reforça. 



Desequilíbrio 

Segundo dados compilados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acredita-se que, até 2030, a população global cresça 16%, passando de 7,3 bilhões, em 2015, para 8,5 bilhões daqui a dez anos. Os pesquisadores acreditam que um dos maiores desafios esteja na transformação do atual modelo econômico de desenvolvimento, baseado tanto na utilização de fontes fósseis, como petróleo, gás e carvão, quanto na degradação do meio ambiente. 

O centro de Sustentabilidade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) endossa esses dados. Com o aumento da população, segundo levantamento da entidade, os recursos podem começar a faltar – como água potável, alimentos e energia. Em uma publicação, em que classifica a bioeconomia como uma das dez tendências que estão mudando o mundo dos negócios, o Sebrae acredita que é preciso “voltar a economia para o que é vivo.” 

A bioeconomia, segundo o Sebrae, é indicada como conceito que pode apresentar respostas e soluções de grandes desafios, como a produção sustentável de alimentos, alternativas energéticas limpas e uso da engenharia genérica para criar produtos para a saúde. O setor de bioeconomia já movimenta cerca de dois trilhões de euros no mercado mundial e gera em torno de 22 milhões de empregos. 

“O Brasil tem que investir muito mais em biotecnologia, biorefinarias, bioinsumos, biocombustíveis, porque isso tende a ser a economia do futuro e com crescimento exponencial, como na captura do carbono. Dessa forma, investiremos no que é o futuro da economia mundial. Produtos e insumos de origem fóssil tendem a diminuir”, projeta o deputado federal Alexis Fonteyne (Novo-SP). 

“Quando falamos em bioeconomia, falamos em economia circular, em que sempre teremos o reaproveitamento do carbono, sem desperdícios, e um impacto ambiental muito menor”, ressalta o parlamentar. 

Bioeconomia na pandemia 
Um estudo organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra como a indústria vem se adaptando a uma realidade cada vez mais presente no mercado. O conceito de bioeconomia, que não é novo, teve mais destaque após a crise global na saúde e na economia, causada pela pandemia do novo coronavírus. 

“Entre os principais desafios, está a construção de uma governança para a bioeconomia, que deve ser liderada pelo Governo Federal envolvendo diversos ministérios, indústrias, universidades e instituições de pesquisa”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Em 2016, segundo dados do estudo, o valor das vendas atribuíveis à bioeconomia brasileira foi de US$ 326,1 bilhões, considerando-se o setor agropecuário e a produção tradicional. “Contudo, a quantidade de tecnologia gerada no país para suportar essa produção foi muito pequena, tendo sido esse um valor capturado por empresas especializadas que fazem o desenvolvimento em outros países”, afirma o documento. 

E continua: “investimentos qualificados nessa área têm grande potencial de retorno, além de reduzir a dependência e aumentar a segurança econômica do País. Portanto, atuar na industrialização da biologia para o desenvolvimento de uma bioeconomia avançada, com maior margem para os produtos da pauta, é fundamental.” 

Na opinião do deputado Rodrigo Agostinho, é preciso investir, sim, na bioeconomia, mas acredita que ainda há entraves que impedem que o Brasil avance no pleito. 

“Precisamos investir mais na economia da floresta, das energias limpas, dos combustíveis renováveis. Mas o grande desafio que ainda temos é tirar as amarras e entraves. Precisamos de uma série de cenários internos favoráveis, precisamos de marco regulatório, de segurança jurídica, de incentivos tributários. Precisamos tirar as amarras fiscais e criar um cenário onde o Brasil possa voltar a se industrializar em uma perspectiva mais concreta e sólida, onde a bioeconomia possa se apoiar de forma sustentável ao longo do tempo”, conclui.  



Fonte: Brasil 61

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