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domingo, 6 de junho de 2010

Farmácia é lugar de orientação, defendem profissionais no Congresso Pan-Americano de Farmácia

Em maior evento do setor na América Latina, farmacêuticos concordam com papel educador por ser principal canal entre consumidor e medicamentos; indústria tem papel importante

Com a responsabilidade de ser o intermediário entre consumidores e medicamentos, o farmacêutico deve compreender cada vez mais seu papel de orientador e responsável não só pelo atendimento, mas também pela qualidade da orientação prestada. O assunto foi um dos principais enfoques do XX Congresso Pan-Americano de Farmácia, que terminou neste sábado em Porto Alegre e reuniu as principais autoridades do setor.

"Essa função educadora do profissional de farmácias e drogarias é resultado da evolução da consciência dos consumidores, é praticamente uma exigência da população", analisou Gilsiane Zunino, do Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF-RS). Para ela, a farmácia é o principal canal entre população e medicamentos.

Presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), Raquel Rizzi compartilha posição semelhante. "Seja com prescrição médica ou sem, quem acompanha mais de perto o consumo de medicamentos é o farmacêutico", observou. Ela também defende que deve haver algum tipo de controle e registros, sobre as "prescrições" de medicamentos isentos de prescrição médica por farmacêuticos. "Assistência farmacêutica é necessidade da população", afirmou

Laboratórios podem ajudar

A conselheira do CRF-SP, Margareth Kishi, destacou a importância da indústria farmacêutica no processo de treinamento e educação dos profissionais de farmácias e drogarias em relação ao uso adequado de medicamentos. "O tripé empresa-farmacêutico-paciente é fundamental para que a informação de qualidade chegue corretamente ao farmacêutico. É preciso saber aproveitar a força dos laboratórios para chegar a esse público", considerou.

Um exemplo dessa importância vem da Boiron, maior fabricante de medicamentos homeopáticos do mundo. Introduzindo produtos homeopáticos industrializados nas farmácias e drogarias convencionais, incluindo grandes redes, o laboratório tem investido na educação e treinamento do profissional farmacêutico que não tem especialização em homeopatia.

"No Brasil ainda é muito forte a separação entre farmácias homeopáticas e alopáticas, o que faz com que a penetração dos medicamentos homeopáticos nas redes e drogarias ainda seja muito restrita", explicou o diretor da Boiron no Brasil, Ricardo Ferreira. "Queremos garantir o acesso ao medicamento homeopático a toda a população e capacitar o profissional farmacêutico, incluindo o não homeopata a aconselhar e orientar sobre os nossos medicamentos. Para o consumidor o mais importante é a eficácia e a segurança do medicamento e isso o farmacêutico tem total condição de avaliar e orientar", completou.

Sobre a Boiron

A Boiron é o maior laboratório mundial de medicamentos homeopáticos, presente atualmente em mais de 80 países. O laboratório foi criado em 1932 pelos irmãos Jean e Henri Boiron e atualmente está na Bolsa de Paris. Em 2009, faturou 526 milhões de euros, um crescimento 12,7% em relação ao ano anterior. Com fortes investimentos em pesquisa nos últimos anos, possui um portfólio de mais de 250 especialidades e 3 mil substâncias unitárias registradas, produtos líderes em vendas na França e alguns dos medicamentos mais procurados no mundo. A missão da Boiron é que cada médico integre a homeopatia na sua pratica cotidiana. O tratamento homeopático deve ser uma opção terapêutica à escolha de médicos e pacientes.

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