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segunda-feira, 13 de julho de 2009

MAIS UMA VITÓRIA NO COMBATE À FRAUDE DO GNV

Julgamento mantém suspensão de contrato entre a Comgás e posto que desviava gás

Por decisão da Justiça, o posto Cimal Comércio eServiços Ltda. não poderá mais comercializar gás natural até que a ação ajuizada por ele contra a Comgás – Companhia de Gás de São Paulo – seja julgada. O estabelecimento integra a lista dos seis postos vistoriados durantea força-tarefa realizada pela Comgás, o Ministério Público e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), no dia 13 de novembro de 2008, em São Paulo, contra o desvio de gás natural veicular.

Na ocasião, foi detectada alteração de peças originaisno medidor instalado no posto, registrando volume de gás inferior ao realmente consumido pelo posto, segundo os resultados demonstrados por um laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo. Desde então, a Comgás interrompeu o abastecimento de GNV.

Na tentativa de obrigar a companhia a religar o gás, oposto ajuizou Medida Cautelar, para obtenção de liminar que garantisse a continuidade do fornecimento de gás pela COMGÁS, que em 1ª instância foi negada. No entanto, após recorrer, por meio de um Agravo de Instrumento, definiu-se provisoriamente que a Comgás deveria restabelecer o fornecimento.

Essa decisão foi de encontro à maior preocupação dacompanhia diante da onda das fraudes: a segurança da população. “Segurança paraa Comgás é fundamental e intervenções como essas significam risco não apenas para os funcionários do posto, mas para os consumidores e toda a vizinhança”, alerta José Carlos Broisler, diretor de Operações da Comgás.

A certeza de que a justiça brasileira está em consonância com a postura da Comgás no combate às fraudes veio com o julgamento do agravo, mantendo a decisão da 1ª instância, e interrompendo o fornecimento de GNV até que a ação contra a Comgás seja julgada.

Saiba mais sobre as fraudes

Em decisão recente da 17ª Vara Cível de São Paulo, o posto o Auto Posto Vila Monte Alegre Ltda. foi condenado a pagar R$ 863.138,02 à companhia devido à existência de uma ligação clandestina, paralelamente às tubulações da Comgás, com objetivo de fazer com que o gás não passasse pelo sistema de medição instalado.

Um laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística comprovou a prática fraudulenta. Ao todo, correm na justiça sete processos com matérias relacionadas a fraudes no GNV.
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Drogaria São Paulo lança novo site

A novidade está na área onde os clientes podem indicar endereços para futuras lojas

A Drogaria São Paulo coloca no ar essa semana o novo site da rede, muito mais dinâmico, com fácil navegação e novidades para os clientes. Nesta nova versão, além de conferir ofertas, buscar lojas e conhecer as campanhas sociais e sustentáveis da empresa, o internauta tem acesso a dicas de saúde, beleza e comportamento e também pode indicar um endereço para a próxima inauguração da Drogaria São Paulo.

É isso mesmo. Seguindo o slogan da rede “Por onde for sempre com você”, a Drogaria São Paulo quer conhecer as necessidades dos clientes que porventura não tenham lojas no endereço de sua preferência. “Cada sugestão será cuidadosamente avaliada. A idéia é nos mantermos cada vez mais próximos dos clientes, que são os responsáveis pelos 66 anos de sucesso da rede” - explica o diretor de marketing da rede, André Elias. Para participar e conhecer as novidades acesse: www.drogariasaopaulo.com.br.

Sobre a Drogaria São Paulo

Com 66 anos de atuação, a Drogaria São Paulo é líder no mercado de drogarias em São Paulo com 240 unidades distribuídas em mais de 50 municípios. Foi pioneira na implantação de farmácias 24 horas no Brasil e hoje atende cerca de 5 milhões de pessoas por mês. O atual slogan da Empresa é “Por onde for sempre com você”.
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Direitos Humanos e o Congresso Nacional

*Fernando Rizzolo

Ainda me lembro que uma das características do Partido dos Trabalhadores quando da sua fundação, em 1980, era seu purismo. O ideal de se criar um partido íntegro, na defesa da justiça social, na luta pelas liberdades democráticas e a favor dos Direitos Humanos, era uma bandeira irrefutável daqueles que na militância desfilavam e ostentavam suas bandeiras vermelhas pelas ruas das Capitais.
Com o tempo e exercitando o poder, o PT passou a sublinhar um discurso que se baseava não mais nos valores originais, mas nas condições reais da governabilidade. Em nome da viabilidade dos projetos sociais - que na verdade, há de se reconhecer que não foram poucos - o conceito de se procurar alianças passou a ser algo primordial. Em contraponto ideológico, passou-se a considerar tais alianças como um avanço, desprezando-se as conseqüências desta política nefasta.
Ter correlação de forças para viabilizar uma folga no Congresso, obtendo os instrumentos capazes de promover a governabilidade, substituiu, enfim, o purismo ideológico e toda essência proposital de sua fundação, que era composta por dirigentes sindicais, intelectuais de esquerda e católicos ligados à Teologia da Libertação.
No campo da política externa para os Direitos Humanos a postura brasileira causa polêmica no mundo ocidental. A estratégia de evitar confrontos nos plenários da Organização das Nações Unidas (ONU) faz o Brasil, infelizmente, poupar críticas à Coréia do Norte e sair em defesa do Sri Lanka. Tudo legitimado com a argumentação de evitar interferências às situações internas de países e dar espaço para que as regiões solucionem seus problemas. Nesse esteio, o Brasil também se absteve nos debates sobre Darfur, Irã e República Democrática do Congo, nos diversos órgãos da ONU.
Podemos observar que não só os conceitos de Direitos Humanos foram distanciados da proposta original petista, bem como os de origem ética e moral na preservação do tecido democrático. Tal condição ficou patente quando governo saiu em defesa apaixonada de parlamentares, cuja vida pública ainda é pautada sobre a velha política da frouxidão moral, no mau uso dos recursos públicos, do clientelismo, e do nepotismo.
Talvez, isso seja uma doença não só do PT, mas, da esquerda brasileira que, finalmente - em nome da governabilidade, da obtenção do apoio e simpatia da esquerda internacional, edo firme propósito de não perder os privilégios do poder - acaba por tudo sacrificar, abandonando a essência daquele purismo que seduziu grande parte do povo brasileiro que hoje observa, indignado, apenas um viés político oportunista e contraditório.

*Fernando Rizzolo é Advogado, Pós Graduado em Direito Processual, Professor do Curso de Pós- Graduação em Direito da Universidade Paulista (UNIP), Coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo, e membro efetivo da Comissão de Direito Humanos da OAB/SP, Articulista Colaborador da Agência Estado, e Editor do Blog do Rizzolo - http://www.blogdorizzolo.com.br/
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Brasil vai colaborar na reforma psiquiátrica internacional

O Ministério da Saúde aceita convite da Organização Mundial da Saúde para integrar estratégia global de melhoria do acesso ao tratamento para transtornos mentais


A OMS (Organização Mundial da Saúde) usará a reforma psiquiátrica brasileira como modelo internacional para a saúde mental. A decisão da OMS é parte do mhGap (Mental Health Gap Action Program), estratégia global que tem por objetivo melhorar o acesso ao tratamento para transtornos mentais, neurológicos e aqueles relacionados ao consumo prejudicial de drogas.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, aceitou o convite feito pelo diretor de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Benedetto Saraceno, para que o Brasil integre um grupo de países que se destacaram na saúde mental e cujas políticas estejam alinhadas com o que prega a OMS. Além do Brasil, Itália, Holanda e Egito confirmaram participação no grupo. Outros três países serão convidados pela Organização Mundial da Saúde nos próximos meses. “Para nós, o convite feito pela OMS é uma confirmação importante do que estamos no caminho correto”, afirmou o ministro Temporão.
Para alcançar o objetivo de melhoria do acesso ao tratamento, a estratégia mhGAP prevê a constituição de um fórum formado por três instâncias. A primeira delas é o grupo de governos para o qual o Brasil foi convidado. A segunda é composta por grandes instituições científicas que produzem pesquisas na área de saúde pública. O terceiro grupo, por sua vez, será constituído por organizações não-governamentais de âmbito mundial.

Em visita ao Brasil, o diretor de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS disse que é nítida a evolução da política brasileira de saúde mental e a expansão dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) ao longo dos anos. Em 2002, com 424 CAPS, apenas 21% da população brasileira era coberta pelo serviço. Hoje, 1.394 CAPS correspondem a uma cobertura populacional de 57%. “Os princípios éticos e técnicos da política e da reforma psiquiátrica brasileira estão corretos. A diminuição do número de leitos manicomiais e o incremento dos CAPS é um fenômeno que vem ocorrendo no Brasil nos últimos 10 anos de forma ascendente”, afirmou Benedetto Saraceno.
A OMS recomenda o fortalecimento da atenção básica e a da atenção psicossocial comunitária. Para isso, sugere que cada país encontre o melhor caminho, respeitadas as particularidades sociais, econômicas e culturais. “O fato de um país do tamanho do Brasil não ter uma cobertura total desses serviços não significa que a reforma psiquiátrica está errada. A Inglaterra começou uma reforma há 15 anos. Na Itália, por exemplo, isso levou 17 anos. É um processo lento, tanto do ponto de vista administrativo e financeiro, quanto de recursos humanos e capacitação”, disse o diretor da OMS.
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Do Ministério da Saúde
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Oncologistas devem alertar pacientes sobre as implicações reprodutivas do tratamento de câncer

Os avanços nos tratamentos quimioterápicos trazem consigo novos desafios, como o da preservação da fertilidade dos pacientes mais jovens, tanto mulheres, quanto homens.
Se os médicos recomendam que as mulheres providenciem perucas para a eventual queda de cabelos por causa da quimioterapia, por que não conversar sobre aspectos reprodutivos que podem estar envolvidos no mesmo tratamento? Esta foi uma das questões debatidas durante o Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, ASCO, realizado na Flórida, no final de maio.
Um levantamento realizado por um instituto de pesquisa da Flórida buscou avaliar como esta questão é abordada durante as consultas dos pacientes oncológicos. Mais de 600 oncologistas responderam ao questionário. As respostas - em princípio positivas - revelaram que 80% disseram abordar o tema durante o tratamento. Ainda assim, menos de 25% dos médicos encaminham as pacientes em idade fértil para os especialistas em reprodução humana.
O estudo revelou que, apesar da maioria dos médicos discutirem o tema com os pacientes, algumas barreiras ainda precisam ser vencidas. A principal dificuldade reportada pelos médicos é a conciliação entre a necessidade do início o mais rápido possível da quimioterapia com o encaminhamento da paciente ao especialista em reprodução humana e das eventuais providências e custos deste encaminhamento.
Outra barreira levantada pelos pesquisadores norte-americanos é o custo envolvido nos tratamentos de preservação da fertilidade que se somam aos custos do próprio tratamento do câncer. Nos Estados Unidos, não existe um padrão de cobertura para esses tratamentos pelas diferentes companhias seguradoras e planos de saúde. No aspecto regulatório, as legislações são predominantemente estaduais, o que dificulta ainda mais uma padronização de procedimentos pelos oncologistas e pelos especialistas em reprodução humana.
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Preservação da fertilidade
A pesquisa apresentada na Flórida no mostra que os avanços nos tratamentos quimioterápicos trazem consigo novos desafios, como o da preservação da fertilidade dos pacientes mais jovens, tanto mulheres, quanto homens.
Quando o câncer afeta uma paciente jovem - apesar de o adulto jovem receber melhor os tratamentos contra o câncer - é preciso observar algumas peculiaridades dessa fase da vida, antes de iniciar o tratamento oncológico. “A preservação da fertilidade é um fator muito importante nos tratamentos de mulheres mais jovens. Muitas pacientes ainda não tiveram filhos e alguns medicamentos podem prejudicar o seu sistema reprodutivo. Dependendo do tipo de tumor é possível combinar remédios menos invasivos. Mas, se for impossível preservar a fertilidade destas pacientes, as técnicas de reprodução humana assistida podem auxiliar estas mulheres”, defende o Prof° Dr° Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.
Segundo Joji Ueno, são as pesquisas americanas que apontam que a preservação da fertilidade é a maior preocupação das jovens com câncer de mama. Em, aproximadamente 29% das vezes, esta preocupação influencia na decisão terapêutica a ser adotada. “Por isto, é cada vez mais importante a atuação conjunta do especialista em reprodução humana com o oncologista, o ginecologista e o mastologista, visando preservar e restaurar a fertilidade desta paciente”, defende.
*Potenciais efeitos do tratamento do câncer em mulheres jovens:-interferência no funcionamento do hipotálamo e da hipófise;
-perda da função uterina normal;
-destruição total ou parcial da reserva de óvulos no ovário, ocasionando falência ovariana imediata ou em tempo variável;
-dificuldade de predizer o potencial reprodutivo futuro.
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FONTE: CLÍNICA GERA
Para preservar a capacidade reprodutiva é possível:
- congelar óvulos, pois a infertilidade causada pelo tratamento da doença pode ser permanente. “O óvulo pode ser congelado por vários anos. Depois da cura do câncer, a fertilização será feita com o esperma do pai”, diz o médico. A técnica ainda apresenta poucos resultados positivos no mundo. “No entanto, as condições para gravidez com óvulos congelados estão melhorando gradativamente¨, afirma Joji Ueno;
- congelar pré-embriões. “O congelamento de pré-embriões sempre gerou uma discussão social muito fervorosa, principalmente devido a questões éticas e religiosas. O embrião também pode se manter congelado por um tempo indefinido, mas muitas religiões consideram que a vida se inicia no momento da concepção. O embrião, portanto, é tratado como um ser vivo. Seu eventual descarte pode ser considerado uma conduta anti-ética”, explica Joji Ueno. Uma outra dificuldade do congelamento de pré-embriões é que, se a mulher quiser implantá-los, terá de pedir autorização ao pai, ou seja, ao parceiro que fecundou o óvulo;
- congelar fragmentos do ovário, que posteriormente, podem ser transplantados novamente para a paciente ou submetidos a uma técnica laboratorial de amadurecimento in vitro. Ao se submeter à quimioterapia ou/e à radioterapia, os folículos dos ovários da paciente portadora de câncer serão destruídos e não se recomporão mais. “Por isso, os especialistas em Reprodução Humana Assistida fazem a retirada de uma parte superficial destes órgãos, antes da mulher se submeter a estes tratamentos. Esses fragmentos podem ser reimplantados mais tarde e a mulher passará a ovular novamente. Como esta técnica ainda é considerada experimental, somente no futuro, as pacientes poderão se beneficiar do congelamento de fragmentos do ovário mulheres com câncer de mama, de colo de útero, e ainda, leucemia, linfoma e sarcomas”,
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Jardins Comestíveis

Uma pequena mudança na paisagem faz bem para o bolso e para o meio ambiente

A preocupação com uma alimentação saudável se intensifica conforme a ciência demonstra que esta é a chave para uma vida longa, e para a prevenção de doenças. Uma campanha vem ganhado força nos Estados Unidos, e sua garota propaganda é a primeira-dama, Michelle Obama, que está incentivando as pessoas para que ao invés de gastar água e adubo com jardins ornamentais, por que não aplicá-los no cultivo de alimentos?
São os “edible gardens” ou jardins comestíveis - um nome mais requintado para a conhecida horta. “Mas a falta de espaço nas grandes cidades e a falta de incentivo acaba inibindo o cultivo de hortas residenciais no Brasil”, diz o empresário Luiz Fernando do Valle, presidente da Ecoesfera Empreendimentos Sustentáveis.

A incorporadora criou uma área reservada para o Pomar e Herbário, em todos os seus empreendimentos residenciais sustentáveis, o Ecolife. Visando especialmente as crianças que aprenderão a plantar e cultivar frutas e verduras supervisionadas por funcionários treinados, e desta forma, passarão a valorizar e respeitar o meio ambiente.
Os moradores do Ecolife Butantã gostaram tanto desse espaço, que recentemente elaboraram uma cartilha com a descrição e os benefícios de todas as plantas medicinais, ervas condimentares e árvores frutíferas plantadas no local. “Aproveitei um canto do meu quintal que usava para guardar coisas velhas. Eu e minha esposa já plantávamos em pequenos vasos, agora temos nossa própria horta. Minha filha adora quando colhemos a salada do almoço”, conta o técnico em eletrônica, Neimar Dias.

O grande desafio, segundo os ambientalistas, é que essa tendência venha para ficar não somente nos Estado Unidos, Brasil, mas no mundo inteiro.
















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Curitiba recebe primeiro diamante de cinzas humanas do país


* Foto: Erlei Schade

E das cinzas surge o diamante

Curitiba recebeu nesta quinta-feira (09.07) o primeiro diamante de cinzas humanas do país. A jóia foi entregue pela Funerária Vaticano.


Depois de ver dos ossos o Velho virar cinzas, dona Leroy foi colocada diante de uma proposta inusitada: que tal transformá-lo de restos mortais em diamante? Ao ouvir a ideia, assim de supetão, a viúva não titubeou. As cinzas do marido, Jorge Gaspar da Silva – militar da reserva falecido em 1994, aos 61 anos por complicações cardíacas – partiram rumo à Suíça para ressurgir como pedra preciosa. Tanto a cerimônia de cremação – realizada em dezembro do ano passado – quanto o pedido de confecção do diamante foram realizados pela Funerária e Crematório Vaticano, de Curitiba, que oferece o serviço exclusivo desde Finados de 2008. Segundo a empresa, este será o primeiro diamante de cinzas humanas do Brasil e será entregue à família na próxima quinta-feira, 9 de julho, às 14h, na Capela Vaticano – rua Hugo Simas, 26, bairro São Francisco, em Curitiba.

Dos cerca de dois quilogramas de cinzas extraídos dos ossos do ex-militar na cremação, meio quilograma foi utilizado na produção da jóia. O restante ficou nas mãos de dona Leroy. A empresa suíça Algordanza, responsável pela confecção do diamante, entregou à viúva uma preciosidade de 0,25 quilates, o correspondente a uma pedra do tamanho de uma ervilha. Todo o processo de transformação da matéria-prima é acompanhado pela Vaticano – representante
da Algordanza na América do Sul – que recebe semanalmente relatórios que comprovam o uso exclusivo das cinzas para a elaboração do diamante. Sem contar na certificação ISO 9001, que atesta as práticas da empresa.

No laboratório suíço, a cinza é submetida a sessões de alta pressão e temperaturas de até 1.500 ºC, ao longo de dois a três meses. O valor da fabricação das pedras preciosas varia de R$ 12.677 (0,25 quilates) a R$ 52.330 (1 quilate). Mas para a pensionista Leroy Gaspar da Silva, acima do
dinheiro, o que mais vale é não esquecer de quem se foi. “No começo, quando o corpo está enterrado, todos visitam. Depois o lugar vai ficando abandonado. Queria fazer alguma coisa para que o velho ficasse perto da gente. Aí mandei cremar o corpo e fazer o diamante”, explica. O próximo passo será presentear a filha Ligia com a jóia. “Não preciso do diamante para lembrar do velho, porque ele está sempre perto de mim”, conta a viúva, com alegria e voz firme.


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