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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Políticas públicas de livro e leitura

Rosely Boschini*

O irrefutável pressuposto do quanto a leitura é decisiva para a conquista do desenvolvimento com justiça social impõe à Nação o compromisso de viabilizar a democratização do acesso aos livros. Assim, governo, iniciativa privada e instituições da sociedade devem unir-se nesse objetivo. Consciente de sua responsabilidade no processo, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) tem realizado numerosas ações, ao lado de outras organizações da cadeia produtiva.
A estratégia da entidade voltada à promoção da leitura e fortalecimento do mercado editorial baseia-se em três eixos complementares: o desenvolvimento do negócio do livro em todos os segmentos da cadeia produtiva; ações políticas capazes de garantir voz e peso institucional devidos a um setor de atividade decisivo para a disseminação do conhecimento e da cultura; e amplo apoio aos associados, não só na prestação de serviços importantes, como no sentido de que sua articulação em torno de uma entidade de classe com reconhecimento nacional lhes propicie representatividade ante o setor público e a sociedade.
O trabalho da CBL e das entidades do livro apresenta resultados práticos para o setor. Alguns deles foram evidenciados, em 26 de junho, no Instituto Goethe, no Fórum CBL “Políticas Públicas de Livro e Leitura”, um evento, aliás, inserido no conjunto de ações voltado ao fortalecimento do mercado. Em palestra do professor Marcelo Soares Pereira da Silva, diretor de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para Educação Básica do Mec, ficou clara a crescente importância dos programas do livro nas metas de melhoria da qualidade do ensino. Tal reconhecimento por parte do governo expressa o esforço no escopo do eixo da ação política da CBL.
No âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o ensino médio, acrescentaram-se, em 2009, obras de física e geografia, além das que já o integravam anteriormente (língua portuguesa, biologia, química e história). Outra boa notícia é que, até 2012, todas as séries do Ensino Médio, em todo o Brasil e na totalidade das disciplinas, serão contempladas pelo programa. Quanto ao Ensino Fundamental, tendo como público-alvo os alunos do primeiro e do segundo ano, o PNLD 2010 já incluirá obras complementares em distintas áreas do conhecimento.
Também são interessantes as informações relativas ao Programa Nacional Biblioteca da Escola. Em 2006, distribuíram-se obras de literatura, de diversos gêneros, aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2007, incluíram-se os estudantes do sexto ao nono ano. Essa distribuição irá repetir-se em 2009. Para o nível médio, o programa distribui acervos compostos por 139 títulos. Em 2008, foram contempladas 229.889 escolas em todo o País, com investimento de R$ 65,28 milhões.
Como se vê, há avanços relevantes na luta pela ampliação do acesso ao livro. O desafio, porém, é imenso. Por isso, nenhum esforço deve ser poupado. Dessa maneira, a CBL estará cada vez mais mobilizada, com a realização de eventos, seminários e mobilização do mercado, setor público e sociedade, na imprescindível conversão do Brasil em um país de leitores.

*Rosely Boschini, da Editora Gente, é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
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Estresse e ganho de peso: como essa relação pode afetar nossas vidas

Será que o estressado crônico poderia engordar pelo excesso de corticóide, mesmo sem comer muito?


Dentre as queixas mais comuns entre os pacientes que procuram tratamento médico e nutricional para a obesidade, cerca de 80% relacionam seu ganho de peso ao estresse. “Na verdade, algumas características da vida moderna podem estar intimamente relacionadas a um balanço energético positivo, levando ao ganho de peso. Dentre elas, podemos citar alimentação inadequada, sedentarismo e mais recentemente, o estresse”, diz a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Os fatores estressores da sociedade moderna são frutos da rotina puxada das empresas, das relações familiares e sociais, além de fatores intrínsecos, como a privação de sono, por exemplo. Geralmente, o corpo humano responde ao estresse através de adaptações físicas ou comportamentais, aumentando o estado de alerta diante de novas situações, a tolerância à dor e a produção e liberação de substratos energéticos dos estoques corporais, principalmente sob a forma de glicose e gordura. “Esses substratos em excesso são conhecidos por causarem alterações metabólicas ligadas à obesidade e ao diabetes. Será esta a relação possível? Ou seja, será esse o elo que liga a obesidade ao estresse da vida moderna?”, questiona a médica.

A reação normal e a patológica ao estresse

Até certo ponto o estresse pode ser benéfico e conduzir o indivíduo a alcançar metas importantes no trabalho e na vida pessoal. A curto prazo, na maioria das vezes, o organismo se reequilibra, sem comprometimento da saúde física e mental. A reação normal esperada a um fator estressor pode se manifestar com enfretamento ou fuga. “Algumas vezes, a resposta não atende a nenhuma dessas condições e o indivíduo não consegue nem se engajar na luta, nem na fuga do agente estressor, sofrendo as consequências do estresse de maneira a gerar um estado de fragilidade a várias doenças, principalmente quando ele é intenso e prolongado”, afirma Ellen Paiva.

O hábito de comer talvez seja um dos fatores que mais sofre as repercussões do estresse da vida moderna. “Os relatos são unânimes: as pessoas comem muito mais quando expostas a fatores estressores, podendo ocorrer queixas de fome excessiva, comportamento beliscador e até uma necessidade patológica de consumir grandes volumes de alimentos: a compulsão alimentar”, destaca a endocrinologista.

Um fato intrigante, relata Ellen Paiva, são os relatos de alguns pacientes, que não encontram explicação para o volume alimentar consumido e afirmam categoricamente que mesmo comendo pouco, ganham peso. Esse fato tem levantado a questão do papel do estresse na origem da obesidade, independentemente da alimentação.

Efeitos da privação do sono

Nos últimos 30 anos, a média de sono noturno das pessoas sofreu uma redução de 8/9 horas para 6/7 horas. Entre os americanos, a média de sono é ainda menor, uma vez que 30% deles dormem menos do que 6 horas por noite. Vários estudos recentes têm relacionado a privação do sono com a ocorrência aumentada de obesidade e de diabetes tipo 2. “A privação do sono pode estar relacionada à obesidade através de vários fatores. O primeiro deles trata-se de um estado de estresse crônico. Além disso, várias alterações hormonais induzidas pela privação de sono podem influenciar o ganho de peso, como é o caso da grelina e leptina, hormônios relacionados ao controle da fome e da saciedade”, diz a diretora do Citen.

Hormônios do estresse e o ganho de peso

Um fator importante na busca pelas causas da obesidade foi a constatação de que nos quadros de estresse, notamos um aumento de alguns hormônios relacionados à obesidade. Tratam-se dos corticóides, ou a conhecida cortisona, que tem a capacidade de aumentar o peso de pacientes, quanto utilizada sob a forma de medicamento, e até quando produzida em excesso pelo organismo, em algumas doenças. “Será que o estressado crônico poderia engordar pelo excesso de corticóide, mesmo sem comer muito?”, questiona a médica.

“Nossas dúvidas não estão sanadas a esse respeito, uma vez que muitos indivíduos estressados e com elevação da cortisona não engordam e, por outro lado, muitos obesos estressados não expressam aumento do seu corticóide endógeno. Por isso, muito provavelmente, a diferença entre estes pacientes é o volume de alimentos ingeridos”, afirma Ellen Paiva.

A conclusão é que o estresse pode sim ser um fator favorecedor da obesidade, principalmente pelo aumento da resistência insulínica, pelas alterações dos hormônios relacionados à fome e à saciedade, pela privação do sono e até mesmo pelo excesso de corticóide. “Mas o maior fator associado ao ganho de peso é comportamental. O que engorda é o balanço energético desfavorável: a associação da ingestão excessiva de calorias somada ao sedentarismo”, conclui a endocrinologista.

CONTATO:
http://www.citen.com.br/
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CDHU entregará mais 448 imóveis na zona leste de São Paulo

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) irá entregar nesta quarta-feira, 22 de julho, as chaves de mais 448 unidades habitacionais na zona leste no município de São Paulo. O evento, que contará com a presença do secretário de Estado da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, será às 12 horas, na Avenida Paulo Gracindo, S/N, no bairro de Guaianazes.
Os apartamentos foram construídos em sistema de mutirão, em parceria com entidades sociais, e possuem entre 40 e 50m², divididos em dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro. As prestações serão subsidiadas pelo Governo do Estado e o valor da prestação para quem recebe até três salários mínimos não pode ser superior a 15% da renda, mais de 90% das famílias beneficiadas pelos empreendimentos estão nessa faixa de renda.
A CDHU está investindo R$ 19,4 milhões nos conjuntos. Desde 2007, o Governo do Estado já investiu cerca de R$ 180 milhões em moradias na zona leste da Capital. Esse montante beneficiou aproximadamente oito mil famílias.
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Entrega de 448 apartamentos da CDHU na zona leste de São Paulo
Data: 22 de julho, quarta-feira, às 12 horas
Local: Avenida Paulo Gracindo, S/N, esquina com Rua Boré, Guaianazes, São Paulo
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