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domingo, 26 de abril de 2009

Homenagens encerram evento comemorativo à Carlos Chagas

Pesquisador brasileiro descobriu o mal de Chagas, um dos principais avanços da área da saúde no século XX

Uma homenagem a 54 colaboradores e fundadores do Laboratório de Chagas da Fundação Evandro Chagas marcou o encerramento do Seminário Internacional sobre Doença de Chagas, dia 24/04, em Belém (PA). O Seminário levou à capital paraense mais de 500 pesquisadores brasileiros e estrangeiros, coordenadores de programas estaduais de controle da doença e profissionais de saúde, especialmente os que trabalham com controle de endemias.

Em seis mesas redondas, o seminário abordou diversos aspectos da doença no Brasil e em outros países da Américas. Os técnicos trataram desde o controle da transmissão vetorial por meio dos triatomas (insetos hematófagos, popularmente conhecidos como barbeiros), o contágio ocasionado por transfusão de sangue contaminado, até o manejo clínico de pacientes crônicos e agudos e o novo perfil de transmissão da doença, verificado na Região Amazônica, especialmente no Estado do Pará, área considerada indene até 2005.

“Os conhecimentos aqui adquiridos certamente irão subsidiar o aperfeiçoamento das ações para a prevenção e controle da doença, a interrupção da transmissão vetorial e transfusional e a atenção aos portadores da doença em toda a região”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, que compareceu à solenidade.

O seminário foi um dos quatro eventos da Semana Comemorativa do Centenário da Descoberta da Doença de Chagas, que terminou às 18h de hoje, com um Ato Comemorativo. Foram homenageados pesquisadores que se dedicaram ao estudo da doença, dando continuidade às descobertas de Carlos Chagas, tais como a professora Vanize Macedo, da Universidade de Brasília (UnB), falecida, que dedicou toda a sua vida à pesquisa sobre doenças tropicais, especialmente Chagas, e Antônio Carlos da Silveira, responsável pelas ações de controle vetorial implementadas em todo o país.

LABORATÓRIO DE REFERÊNCIA – Fundado em 1977, o Laboratório de Chagas do Instituto Evandro Chagas (IEC/SVS) deu importantes contribuições para o estudo e controle da doença na região Amazônica. De lá saíram os subsídios para a implantação da vigilância epidemiológica da doença na região. Também foi no laboratório do IEC que foram identificados três tipos distintos de populações de Trypanosoma Cruzi, o agente etiológico da Doença de Chagas. Pesquisadores do IEC também descreveram duas novas espécies de triatomíneos na região: o rhodnius paraensis e o rhodnius milesi. Foi ainda graças às pesquisas desenvolvidas no Laboratório do IEC que foi identificada a transmissão oral da doença na região, por ingestão de açaí contaminado.

DESCOBERTA - Há 100 anos o brasileiro Carlos Chagas fez uma das principais descobertas na área da saúde no século 20. No mês de abril de 1909, após estudos realizados com amostras de sangue de uma criança de dois anos de idade, residente da cidade de Lassance (MG), o cientista descobriu o Trypanossoma cruzi, protozoário causador da doença que recebeu o nome de Doença de Chagas em homenagem ao estudioso brasileiro. Chagas não só identificou o protozoário que provoca a doença como também mostrou todo o ciclo de transmissão da doença.

Em 2006, o Brasil recebeu da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) certificação internacional pela interrupção da transmissão da Doença de Chagas pelo Triatoma infestans, inseto mais conhecido como “barbeiro” e, no passado, o principal transmissor da doença no País. Este inseto era comum em áreas rurais, onde se alojava na casa dos moradores, o que facilitava a infecção. As ações de vigilância epidemiológica, o uso de produto químicos como os inseticidas no combate ao “barbeiro”, a melhoria das condições de moradia e o melhor acesso aos serviços de saúde para detecção e tratamento da doença foram determinantes para o controle da enfermidade.

O Triatoma infestans entrou no Brasil no século 19 e se alastrou no século 20 trazido da Bolívia e Argentina entrando por São Paulo e Rio Grande do Sul. A proliferação do vetor acompanhou o ciclo do café e a expansão demográfica no Brasil.

MUDANÇA – “O perfil de transmissão da doença vem mudando nos últimos anos com a expressiva redução da transmissão vetorial e registros de casos de Doença de Chagas Aguda por transmissão oral, ou seja, pela ingestão de alimentos contaminados pelo Trypanossoma cruzi, como o açaí, caldo de cana e carnes de animais silvestres cruas ou mal cozidas”, afirma Emanuel Martins. “Para evitar a contaminação do alimento, basta adotar medidas simples de higiene”, diz.

Para ampliar o diagnóstico da doença, em 2008, o Ministério da Saúde criou o incentivo financeiro para a inclusão de microscopistas na rede de apoio diagnóstico às Equipes de Atenção Básica em 79 municípios selecionados da Amazônia Legal. O critério para seleção desses municípios levou em conta Índice Parasitário Anual (IPA) igual ou maior que 50 casos de malária por 1.000 habitantes e a presença de equipes da Estratégia de Saúde da Família. Capacitadas pelos Laboratórios Centrais (LACEN), ligados às secretarias estaduais de saúde, as equipes auxiliam no diagnóstico da Doença de Chagas.
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Assista um vídeo sobre o Mal de Chagas:


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