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domingo, 2 de agosto de 2009

FESTA DAS CEREJEIRAS leva paz interior para a zona leste

Foi realizada hoje(2/8), a 31ª edição da Festa das Cerejeiras no Parque do Carmo (zona leste de São Paulo). A festa organizada pela Federação Sakura e Ipê Brasil para a colônia japonesa, resgata todos os anos a tradição Hanami, que é o ato de contemplar as flores. A flor de cerejeira é um símbolo para os japoneses. Por ser de extrema delicadeza, enfeita a natureza e em pouco tempo cai dos galhos, sugerindo a reflexão de que a vida deve ser contemplada com respeito, por ser tão passageira. O Bushido (código do Samurai) tem uma flor de cerejeira como símbolo e seus discípulos costumam tatuar a flor em seus corpos. Segundo a lenda, uma princesa chamada Kono-hana-sakuya-hime (Princesa da árvore de flores abertas), caiu dos céus sobre uma cerejeira e a partir daí a flor recebeu o nome de Sakura (variação de sakuya). Embora sua árvore não dê frutos, no Japão é comum conservar as flores em sal, para transformá-las no chá Sakura-yu utilizado nos rituais de casamento para pedir boa sorte aos noivos. Considerada como símbolo do amor, antigamente as moças a procura de pretendentes, enfeitavam os cabelos e o quintal de casa para enviar um sinal. No entanto, se um galho de cerejeira se quebrar, segundo a tradição, pode estar enviando um sinal de morte. Segundo a crença, a árvore possui uma ligação da vida com a morte e absorve a alma dos que já morreram. Conforme a tradição, o ritual transmite paz interior.
Segundo o Presidente da Federação Sr. Koniti Wada, este ano a floração foi um pouco prejudicada pela ausência do sol. A planta precisa da mudança brusca de temperatura para florescer por igual, por isso, as flores não cairão ao mesmo tempo.
A cerejeira pode também ser plantada em vasos. Neste caso, ela não se tornará uma árvore grande, limitando-se à quantidade de terra existente e é preciso sempre fazer adubação e repor os nutrientes na terra.
No Bosque das Cerejeiras, o público pôde contemplar a beleza da floração nas árvores cultivadas pela Federação.
Durante o dia, aconteceram várias apresentações de Odori - dança típica japonesa, dança country, ginásticas rítmicas e corais. No Parque do Carmo existem várias espécies diferentes e cerca de 1.500 pés plantados. É o segundo maior bosque deste tipo encontrado fora do Japão, só perdendo para a cidade de Washington, capital dos EUA.

Milhares de famílias foram até o Parque prestigiar o evento que estava esperando receber aproximadamente 3 mil pessoas. Pela quantidade de ônibus fretados e carros no estacionamento, o número de visitantes ultrapassou o estimado.
Os grupos de idosos tiveram o apoio de vans para levá-los até o local. O policiamento e assistência médica também se fizeram presente. Por volta das 15hs já não havia mais a maior parte das comidas típicas, prova de que da próxima vez, o evento poderá contar com um público ainda maior. Num exemplo típico da cultura japonesa, os visitantes se aproximaram ainda mais da natureza e realmente foi possível sentir uma espécie de paz interior.
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A História
No Brasil, a festa celebra o cultivo do sakura matsuri (pronuncia-se sakurá), flor que possui grande importância para os descendentes, devido à sua forte tradição no Japão. O projeto de cultivo foi iniciado em 1974 pelo senhor Matsuba, que morava na zona leste da capital.

Ele buscava um terreno no Parque do Carmo para plantar as cerejeiras, com vistas a trazer um pouco de sua cultura às comunidades próximas. Com a idéia e o plano traçado, dirigiu-se ao então prefeito de São Paulo, Mário Covas, para pedir a liberação do terreno. Sensibilizado, o prefeito aprovou o projeto e incentivou a idéia.

A partir daí começou o plantio das cerejeiras no local. No entanto, as sementes, trazidas do Japão, não vingaram no solo brasileiro. Somente depois, com a vinda de mudas da flor de seu habitat natural, iniciou-se o que seria uma celebração anual. Bem mais tarde, fundou-se a Associação das Cerejeiras do Parque do Carmo que abraçou todas as comunidades ao seu redor. Hoje, a Associação deu espaço à Federação de Sakura e Ypê do Brasil.

Assista o vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=8CRa0SJD6ZM


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Reportagem: Claudia Souza
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Secretaria dos Transportes em busca da excelência nos transportes ferroviários


Quem conheceu o sistema ferroviário de São Paulo nas décadas de 70 a 90, hoje está se sentindo no paraíso. Pasmem! Porque se atualmente muitos reclamam, pode acreditar, já foi muito pior. Naquela época, os trens circulavam com as portas abertas, vidros quebrados, vagões pichados, superlotação, aliados a falta de educação de muitas pessoas, o que piorava ainda mais a situação.
Nos horários de pico, entre as 5h e 8h da manhã, as pessoas também não tinham onde se apoiar, como ainda é até hoje. Não havia segurança. Mulheres, adolescentes e até crianças eram obrigadas a se espremer entre homens tarados que se aproveitavam 'tirando uma casquinha', os batedores de carteiras faziam a vida nos trens. O banquinho cinza 'preferencial', se existisse naquela época, ninguém sabia. Todos os dias tinham brigas dentro dos vagões, sem falar dos aloprados metidos a 'surfistas de trem' que andavam em cima dos vagões pelo lado de fora arriscando suas vidas. Vendedores e Pastores competiam para ver quem gritava mais alto no meio da multidão inerte que era empurrada e massacrada de todo jeito para dar passagem uns aos outros. Uma visão da pocilga do inferno! Eu e a maioria da minha geração, residentes na zona leste, viveram esse drama pelo menos uma vez na vida.

Não podemos negar que muito tem sido feito para melhorar o meio de transporte sobre trilhos. Hoje em dia, as estações estão modernizadas, muitos trens foram comprados e outros estão sendo reformados. Mesmo quando lotados, os vagões tem ar condicionado, não se vê mais as baratas andando pelas paredes e o 'shopping trem' com vendedores ambulantes gritando, pedintes e vândalos que ficavam fazendo bagunça e fumando, estão sendo combatidos. Se uma mulher for desrespeitada, na próxima estação, terá com quem reclamar. A acessibilidade está sendo implantada aos poucos, mas em várias estações ainda está deficiente.

Agora existe o serviço de SMS que qualquer passageiro pode utilizar para denunciar as infrações. Basta enviar uma mensagem por celular para o número 11 7150-4949 com descrição das características do infrator, a linha de trem utilizada, o número do carro da ocorrência [visível tanto na parte externa como interna do carro] e a próxima estação em que o trem fará a parada. A mensagem é recebida diretamente pela Central de Monitoramento da Segurança, que mobiliza os agentes mais próximos do local para ação imediata, se for o caso. Quem quiser falar diretamente com o serviço, pode ligar no 0800 055 012 (de 2ª a 6ª das 5h às 22h e aos sábados das 6h às 18h) e terá o seu anonimato garantido. O serviço prevê o combate ao vandalismo, tráfico, uso de drogas, comércio ilegal, pregação religiosa e outras irregularidades.
Mesmo assim, ainda se vê nos trens novos, marcas de riscos e rabiscos nos vidros e paredes. Resultado de um povo sem cultura e sem educação. São esses que ficam reclamando do transporte e colocando a culpa de tudo no governo!
As linhas se expandiram, mas para que funcionem com menor intervalo entre as composições, se faz necessária a aquisição de novos trens.

Numa entrevista bastante esclarecedora ao Jornal FOLHA DO ITAIM & CURUÇA, o secretário dos Transportes Metropolitanos Sr. José Luiz Portela, declarou que muito ainda tem que ser feito, mas até 2014, grande parte dos problemas relacionados ao transporte ferroviário será resolvida.

Comparando o bom funcionamento do circuito a um sistema coronário, o secretário explicou que quando as artérias não funcionam corretamente, obstruem a passagem do sangue e o corpo fica com mau funcionamento. Assim também acontece na ferrovia. Enquanto todas as direções não estiverem em perfeita sintonia, ainda existirão maiores intervalos e paradas. Segundo ele, a zona leste, por possuir uma população maior, será privilegiada no final da operação. Assim que forem entregues os trens reformados e os que estão sendo fabricados, as linhas da CPTM ficarão com a mesma qualidade de metrô, intervalos baixos e com maior segurança. O secretário salientou que em relação ao sistema de segurança, não é possível ainda atingir a mesma qualidade do metrô, devido a ausência de isolamento das linhas. Segundo Portela, até o final dos trabalhos, muros serão levantados, numa extensão de 260 quilômetros, com câmeras de segurança.

Ao final do processo, em meados de 2014, as extensões alcançarão 240 km, mais 30 trens serão entregues para a zona leste e os intervalos entre uma composição e outra, dependendo da localização e condições de trabalho, poderão ser reduzidos a 40 segundos.

O que vem por aí:
Metrô Leve Tiradentes e Expresso ABC: Ligará a Vila Prudente à Cidade Tiradentes, passando pela Oratório, Vila Ema, Parque São Lucas, Vila Industrial, e São Mateus;

Linha Turquesa: Ligará Mauá ao expresso ABC e será interligado à zona leste através da Linha Branca e da Cidade Tiradentes passando pelo Tamanduateí;

Linha Branca: Sairá da Vila Prudente (entrega prevista até abril/2010), integrada com a Linha Verde e vai até Tiquatira (na região da Penha) onde será integrada com a Linha Vermelha;

Expresso Aeroporto: Sairá da Luz até o aeroporto de Cumbica num trajeto de 20 minutos. Também está previsto uma estação no aeroporto de Congonhas que vai sair de São Judas (linha Ouro) e será interligada à Água Espraiada e Morumbi (linha Esmeralda);

Guaianases - Mogi: A linha será reformada e ganhará novos trens;

Linha laranja: Sairá da Brasilândia, passando pela Freguesia do Ó, Academia do Palmeiras, até a estação São Joaquim.
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Texto: Claudia Souza - Fontes: CPTM: http://www.cptm.sp.gov.br/%20e - Jornal Folha do Itaim & Curuça Nº 97 (raleste@gmail.com - Tel: 11 2031-2364) - Imagens: Google - visite o Museu do Trem: http://www.abpfsp.com.br/
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