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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

RESPONSABILIDADE SOCIAL É DEVER DE CADA UM E DE TODOS!

Por Ione Dall’ara Azevedo *
Imagem: Divulgação
Todos nós podemos contribuir para um mundo melhor.
 

A responsabilidade social tem sido um dos grandes temas discutidos pela complexa sociedade atual.  Empresas, entidades assistenciais, ONGs e organizações comunitárias se unem com um único objetivo: a construção de um mundo melhor. As mazelas sociais existentes no planeta, como o não acesso à educação, à saúde, à alimentação, aos bens culturais e à falta de condições dignas de habitação estão presentes até hoje em diversos países, entre eles, o Brasil. A desigualdade, fruto de injustiças sociais, de políticas publicas irresponsáveis e do individualismo, produz o cenário insustentável da sociedade contemporânea. O Estado não garante e nem atende as necessidades fundamentais do cidadão, enquanto o cidadão não se sente responsável pelo destino da sociedade a que pertence. Mas a preocupação para a diminuição das desigualdades existentes na nação não deveria ser de todos?

Enquanto as políticas públicas deveriam estar voltadas para atender os interesses da população, simples e pequenas ações locais podem fazer a diferença no contexto planetário. Iniciativas individuais, como o trabalho solidário e voluntário em instituições que acolhem crianças, idosos e atendem comunidades carentes, ou iniciativas coletivas seja de associações de bairros ou de outros grupos afins, que reivindicam os direitos da população, são ações de um sujeito protagonista da história do seu tempo, que age localmente e provoca transformações globalmente, exerce assim seu legítimo direito à cidadania.  Trabalhar, para que todos alcancem a qualidade de vida necessária para construção de um futuro onde se viva com dignidade, é uma maneira de agir com responsabilidade social. O abraço da causa por todos os segmentos da sociedade e por um número cada vez maior de pessoas tende a minimizar as injustiças e desigualdades sociais do nosso País. Não importa que a iniciativa seja no âmbito individual, coletivo ou empresarial, o interesse é ajudar o próximo, construir uma cultura de paz e um bem-estar social compartilhado por todos.

O bem-estar social está, sem dúvida, também atrelado às questões ambientais. Na atualidade, o desmatamento da floresta amazônica, por exemplo, atinge centenas de quilômetros, de acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esse índice leva o Brasil a ser o campeão mundial do desflorestamento. Segundo pesquisa do Instituto Akatu pelo consumo consciente, mais de 30% da população no planeta não têm acesso à água e o número pode dobrar se nada mudar. O nosso principal desafio é a mudança nas pequenas atitudes do cotidiano em relação aos hábitos de consumo e estilo de vida. Só assim poderemos avançar rumo a uma sociedade sustentável.

A consciência da necessidade de preservação do meio ambiente é condição fundamental para um futuro de acesso aos bens essenciais para a nossa sobrevivência, como a água e os alimentos. Ao reciclar o lixo, plantar árvores, manter áreas verdes, evitar o desperdício de alimentos, usar conscientemente a água e a energia, estamos amenizando a curto ou a longo prazos, os danos provocados no passado ao ecossistema, deixando um mundo melhor para as próximas gerações.

Pensando em garantir uma sociedade mais justa e ambientalmente sustentável, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) elaborou, junto com 191 Estados-membros, oito objetivos para o desenvolvimento do milênio até 2015. São eles: erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; estabelecer parcerias mundiais para o desenvolvimento sustentável. Todas as ações foram estabelecidas para contribuir para um mundo pacífico, justo e sustentável no século 21, e esse movimento não deve ser encampado apenas pelos governos, mas pelas instituições privadas e o terceiro setor.

Contribuir para o desenvolvimento de um país depende da inserção social, pois essa possibilita a todos o acesso às necessidades básicas. Para que haja a mudança, toda a sociedade deve se mobilizar para diminuir efetivamente as desigualdades existentes e se conscientizar da preservação dos recursos naturais no planeta. Como dizia o poeta Fernando Pessoa: “Talvez, abraçar uma causa e fazê-la acontecer seja um sonho, mas, não nos esqueçamos, somos do tamanho dos nossos sonhos”.

*Ione Dall’Ara Azevedo é formada em Pedagogia e em Artes Plásticas e pós-graduada em Educação. Atualmente é coordenadora pedagógica da Escola Estadual Samuel Klabin e exerce o cargo de diretora de Responsabilidade Social na Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP) http://www.parquedosprincipes.com.br/
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