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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

GRAACC ampliará seu hospital para tratar casos complexos do câncer infantil

Terreno foi doado nesta quinta-feira pela Prefeitura por meio de decreto-lei do prefeito Gilberto Kassab e permitirá a expansão do GRAACC, tornando-o um grande centro de tratamento da doença na América Latina
Nesta quinta-feira (16/9), o prefeito Gilberto Kassab sancionou o Projeto de Lei 01-0348/2010 de doação ao GRAACC de um terreno de 4.191 m² na Rua Borges Lagoa, 565, Vila Clementino, São Paulo.
A doação permitirá a expansão do Instituto de Oncologia Pediátrica -IOP, hospital administrado pela instituição em parceria técnico-científica com a Unifesp – Universidade Federal de São Paulo, tornando-o um grande centro de tratamento do câncer infantojuvenil na América Latina, atendendo no limite do conhecimento e mantendo humanização e suporte social aos pacientes.      Será um dos poucos complexos hospitalares do País com centro de tratamento radioterápico infantil, utilizando aparelhos com intensidade modulada, e um centro cirúrgico especializado em tumores no cérebro. Também terá uma área de reabilitação e de pesquisa genética, biológica, cirúrgica, patológica e clínica, além da ampliação dos centros cirúrgicos, Centro de Transplante de Medula Óssea e o número de leitos.
Com a expansão do hospital será possível aumentar a capacidade de atendimento de casos de alta complexidade – 50% dos casos de câncer infanto-juvenil são considerados dessa forma, como tumores do sistema nervoso central, tumores ósseos, oculares, leucemias de alto risco e outras neoplasias que necessitam de transplante de medula óssea. “São casos que precisam ser tratados em centros especializados e completos, como o hospital do GRAACC, que são poucos no Brasil”, esclarece Sérgio Petrilli, superintendente médico da instituição.
Segundo Petrilli, pacientes com tumores de alta complexidade resultam em uma permanência maior no hospital, aumentando a taxa de ocupação de leitos. Esses casos também requerem cirurgias complexas e de longa duração, que elevam a permanência da criança no hospital. Atualmente, o hospital do GRAACC faz, anualmente, mais de 18 mil consultas médicas, mais de mil cirurgias, mais de 30 transplantes de medula e mais de 11 mil sessões de quimioterapia e está no seu limite técnico de ocupação, por isso, a necessidade da ampliação de suas instalações.
“Temos orgulho de poder contribuir com esta causa. Todos sabem da importância do trabalho que o GRAACC faz. Esperamos sempre poder ajudar a instituição neste combate ao câncer infantil e a oferecer o melhor atendimento possível para as crianças atendidas”, afirma o prefeito Gilberto Kassab.
Com investimentos estimados inicialmente em R$ 100 milhões, o novo complexo terá 16 mil m² de área construída e 11.000 m² de estacionamento, anexos ao prédio atual do GRAACC. A primeira fase da expansão, com conclusão prevista para outubro de 2011, terá seis andares e dois subsolos. A segunda fase entrará em operação em 2015.
Todas as áreas serão equipadas com a mais avançada tecnologia para oferecer tratamentos no limite do conhecimento. A expectativa também é de aumentar as chances de cura dos pacientes – atualmente, os índices de cura são de 70%, em média, comparáveis aos dos melhores centros de referência do mundo.
Além de atender a uma demanda específica, a ampliação do hospital do GRAACC permitirá a disseminação de estudos sobre a doença para se obter mais chances de cura e aumentará a formação de novos profissionais especializados em oncologia pediátrica e equipe multidisciplinar. A instituição desenvolve, atualmente, projetos de pesquisa clínica, cirúrgica patológica e biológica, na busca de ampliar o conhecimento da cura do câncer da criança e do adolescente.

Captação de recursos
Entre as diferentes formas de ajudar financeiramente o projeto de expansão do GRAACC está a destinação de parte do Imposto de Renda, por
meio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD) (http://fumcad..prefeitura.sp.gov.br/forms/conheca.aspx.).
O FUMCAD permite a destinação de parte do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas para projetos que garantem os direitos fundamentais da população infanto-juvenil, como o GRAACC. Pessoas físicas podem destinar até 6% de seu imposto de renda devido e pessoas jurídicas até 1%.
Parte dos recursos para a construção da primeira fase de expansão do GRAACC já foram doados pelas seguintes empresas: Revista Sorria, Editora Mol, Droga Raia, União Química, Bio Lab, Gearbulk, RedeCard, Bradesco, Santander, Colgate-Palmolive, Prefeitura de Barueri, Prefeitura de São Paulo, Grupo Orsa, Eurofarma, Mckinsey& Company, Credit Suisse Hedging-Griffo, Credit Suisse Hedging-Griffo Corretora, Banco Itaú, ABBOTT Laboratórios do Brasil, CSN, Atlas Schindler S/A, BPN Brasil, Central Nacional UNIMED, Suzano Papel e Celulose, Dormas Sistemas de Controles para Portas, Vogler Ingredientes, Lâmpadas Golden e Local Frios.

Complexo Hospitalar IOP/GRAACC/Unifesp (imagem ilustrativa)


Sobre o GRAACC
Referência no tratamento e pesquisa do câncer infantojuvenil na América Latina, principalmente em casos de alta complexidade, e uma das mais respeitadas e bem-sucedidas ONGs do País, o GRAACC tem a missão de garantir a crianças e adolescentes com câncer, dentro do mais avançado padrão científico, o direito de alcançar todas as chances de cura com qualidade de vida.
A organização é reconhecida pelos expressivos resultados obtidos na cura do câncer infantil, alcançando índices de cerca de 70%, semelhantes aos de instituições de saúde européias e norte-americanas. Criado em 1991, o GRAACC tem um hospital próprio (fundado em 1998), o Instituto de Oncologia Pediátrica (IOP), de onze andares, que, em parceria técnico-científica com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) se tornou um centro de referência no tratamento da doença, que atende crianças e adolescentes de todo o Brasil, garantindo a todos assistência de altíssimo nível e realizando mais de quatro mil atendimentos por mês, entre consultas, tratamentos quimioterápicos, cirurgias, transplantes de medula óssea, internações e outros procedimentos. Com um orçamento de R$ 50 milhões anuais, atende, em média, 300 novos casos/ano.
O sucesso do GRAACC se deve, sobretudo, às consistentes parcerias que estabeleceu ao longo dos anos: com a Unifesp - Universidade Federal de São Paulo, que dá o suporte técnico e científico e garante o conhecimento, ensino e pesquisa; os empresários, que participam da gestão e do financiamento; a sociedade civil (milhares de pessoas fazem doações para o GRAACC mensalmente) e os voluntários (400 atuando nos 17 setores do hospital e outros milhares em eventos pontuais de captação de recursos financeiros).  A gestão eficiente rendeu ao GRAACC a certificação de qualidade de seu voluntariado, ISO 9001, entregue recentemente pelo ABS Quality Evaluation – QE, um dos líderes mundiais em certificação. Anualmente o GRAACC é auditado pela PricewaterhouseCoopers.

Sobre a Unifesp
Entidade criada em 1933, a Escola Paulista de Medicina foi federalizada 23 anos depois, tornando-se oficialmente Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em 1994. Na ocasião da criação da Unifesp, a instituição era a primeira universidade brasileira especializada em Saúde, abrigando em seu currículo de graduação os cursos de Medicina, Enfermagem, Fonoaudiologia e Tecnologias Oftálmica e Radiológica. Em 2005, iniciou-se o projeto de expansão com a criação do campus Baixada Santista.
Em 2006 foi criado o campus Guarulhos, seguido de Diadema e São José dos Campos, em 2007, dando seguimento ao processo de ampliação. O ambicioso processo de expansão fez com que a Universidade saltasse de um para cinco campi e de cinco para 28 cursos. Com os novos campi, a Instituição deixou de atuar exclusivamente no campo da saúde, inaugurando cursos nas áreas de Humanas (Guarulhos), Exatas (São José dos Campos) e Biológicas (Diadema).
Atualmente, a Unifesp conta com 6.442 alunos matriculados nos cursos de Graduação, além de 3.342 discentes nos cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu (Doutorado, Mestrado e Mestrado Profissionalizante), outros 6.296 na Pós Graduação Lato Sensu (Especialização e Aperfeiçoamento) e ainda 800 discentes no maior programa de residência médica do Brasil. A instituição tem em seu quadro 935 docentes, sendo que 94,2% possuem título de doutor, um percentual que marca a qualidade de ensino oferecida pela Instituição.
Em 1940, a universidade, então Escola Paulista de Medicina, inaugurou o Hospital São Paulo, primeiro hospital-escola do País, que hoje é o Hospital Universitário da Unifesp localizado no campus São Paulo, no bairro Vila Clementino. Ao longo de sua história, a Unifesp se consolidou como um dos principais centros de pesquisa e inovação da América Latina, tendo contribuído com 80.715 trabalhos de produção científica no período entre 2001 e 2009 em várias áreas do conhecimento.

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