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domingo, 13 de dezembro de 2009

Teatro Para Pássaros reestreia no Teatro Sérgio Cardoso


Paulistanos têm nova chance de assistir a primeira montagem brasileira do texto do argentino Daniel Veronese.

Depois do sucesso da temporada de Teatro para Pássaros na Funarte São Paulo, sob direção de Roberto Lage, o público paulistano terá mais uma oportunidade para conferir esse texto de Daniel Veronese, um dos maiores e mais respeitados dramaturgos e diretores argentinos da atualidade. A peça ficará em cartaz na no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Pachoal Carlos Magno, de 8 a 28 de janeiro de 2010. Além disso, no mês de fevereiro, atores da companhia, o diretor Roberto Lage e o crítico Fausto Fuser, conduzirão encontros em que compartilharão com o público interessado seus conhecimentos.

A peça questiona com muito humor o próprio fazer teatral por meio de personagens que são atores. Assim, apresenta uma atriz (Luciana Rossi) que passa por um momento transformador e quer se tornar dramaturga; uma alma rebelde (Bete Correa) que recita poemas de Emily Dickinson e se recusa a tomar banho, e seu namorado apaixonado (Diego Monteiro), que só quer ir ao cinema; o egocêntrico produtor teatral (Daniel Gaggini) que carrega consigo, como um troféu, uma atriz bela e fútil (Ana Fuser); e o grande “conciliador” da casa (Mario Condor). Na calçada, ainda está o corpo do segundo porteiro a morrer em menos de uma semana, o que leva os moradores do edifício a fazer uma reunião de condomínio no meio da madrugada ao mesmo tempo em que a trama se desenrola.

A obra pode ser lida em vários níveis, pois, atrás do conflito da superfície, podemos encontrar reflexões ou perguntas sobre a representação e a própria atuação, sobre como ser ator e fazer teatro e não morrer na tentativa, e também sobre o teatro como meio conceitual e concreto de comunicação e expressão criativa. Os personagens representam para o público e para eles mesmos, e a noção de o que é teatro aparece e desaparece no ir e vir das subtramas. O espectador, então, pode participar ativamente do jogo entre os personagens e se perguntar: o que é o teatro? Por que fazer teatro no meio de tantas dificuldades? E, ao mesmo tempo, pode indagar: em que medida nós também não atuamos e às vezes, orientados por um fim determinado, representamos o que não sentimos?

Os encontros, que acontecerão em fevereiro, aos sábados, às 19h, antes das apresentações, serão os seguintes: Crítica Teatral (Fausto Fuser) - 05/02; Direção Teatral (Roberto Lage) - 12/02; Kung Fu e Tai Chi Chuan na Preparação do Ator (Mario Condor) - 19/02; e Produção Teatral (Daniel Gaggini e Flavia Tonalezi) - 26/02.

Sinopse: Com muito humor o texto de Veronese retrata quatro atores que estão reunidos em um apartamento, em Buenos Aires, e que recebem a visita de um produtor teatral e sua namorada. Nesse ambiente, os três casais mostram o pequeno mundo do teatro, que existe por trás das coxias em meio a encenações, as trocas de máscaras e os egos inflados. Ninguém parece se preocupar com a recente morte do porteiro do prédio, o segundo a morrer em menos de uma semana. Ao questionar as relações entre atores, produtores, diretores e dramaturgos, Teatro Para Pássaros aponta algumas características da vida cotidiana em sociedade e que podem ser identificadas em qualquer grupo social.

Ficha técnica
Espetáculo: Teatro Para Pássaros
www.teatroparapassaros.wordpress.com
Texto: Daniel Veronese
Direção: Roberto Lage
Tradução: Luciana Rossi
Elenco: Ana Fuser, Daniel Gaggini, Luciana Rossi, Mario Condor, Bete Correia e Diego Monteiro.
Trilha sonora: Ana Fuser e Luciana Rossi
Desenho de luz: Aline Santini
Cenário: Rodrigo Paz
Figurino: Ed Mendes e Luiz Parisi
Assistente de direção: Flavia Tonalezi
Designer gráfico: David Galasse
Fotos: Cacá Bernardes
Preparação corporal: Mario Condor
Preparação vocal: Ana Fuser
Realização: Cia. Bravos Atores
Serviço
Reestreia/convidados: 8 de janeiro – sexta-feira – às 21h30
Reestreia/público: 9 de janeiro – sábado – às 21 horas
Local: Teatro Sérgio Cardo – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista - SP – Tel: (11) 3288-0136
Temporada: sexta (21h30), sábado (21h) e domingo (19 horas) – Até: 28/02/10
Ingressos: R$ 20,00 (¹/2 entrada: R$ 10,00) - Bilheteria de quarta a domingo a partir das 15h
Gênero: Comédia – Duração: 80 min – Classificação etária: 14 anos
Capacidade: 144 lugares - Reservas: (11) 8152-1598
Cartões Visa e Visa Electron - Ar condicionado e acesso universal.

Roberto Lage - diretor

Com mais de 30 anos de carreira, é um dos nomes mais importantes e premiados diretores da cena teatral do Brasil. Ao lado de Celso Frateschi, criou, em 1999, o Ágora – Centro para Desenvolvimento Teatral, cujo objetivo é desenvolver, num nível mais elevado, técnicas de interpretação de atores, fomentando discussões nesse sentido.

Dentre os prêmios que já recebeu em sua carreira, destaque para: Prêmio Molière de melhor direção em À Flor da Pele, de Consuelo de Castro, em 1976; Prêmio Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA de melhor diretor, com o espetáculo de clowns, Clips e Clops, em 1998. É defensor do que chama "teatro do essencial", ou seja, peças nas quais elementos como a cenografia, sonoplastia, ou até a pirotecnia existem apenas para complementar a atuação do ator, mas nunca para se sobrepujar a ele.

Suas últimas produções foram: Madame Sade, de Yukio Mishima, uma produção do Centro Cultural Banco do Brasil; Pente Fino, de Christopher Welzenbach; Ricardo III, de William Shakespeare; Horácio, de Heiner Müller; O Cachorro, de Dea Loher; A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart; Sonho de um Homem Ridículo, de Dostoïevski; Don Juan, de Molière; e em Portugal, a convite do Grupo Seiva Trupe, dirige o espetáculo Um Merlin, de Luís Alberto Abreu, que teve sua estreia do FITEI – Festival Internacional de Expressão Ibérica.

Daniel Veronese – autor

Considerado um dos maiores dramaturgos e diretores de teatro contemporâneos em atividade na Argentina, já recebeu, nos últimos quinze anos, mais de 25 prêmios nacionais e internacionais. Participou dos principais festivais de teatro do mundo, como Theatre der Welt, Festival de Avignon, Kunsten Festival des Arts, Hebbel Theatre e Holand Festival, entre outros. Foi curador do Festival Internacional de Teatro de Buenos Aires nas edições de 1999, 2001 e 2003. Teatro para Pássaros é sua primeira peça encenada em São Paulo.

Luciana Rossi – tradução

Formada em Letras pela USP, com habilitação em Alemão-Português. Especializou-se em Tradução e Interpretação em inglês e português, pela Associação Alumni e é tradutora juramentada de espanhol. Estudou em Oxford, na Inglaterra, e fez especialização em tradução na International House, em Buenos Aires, Argentina. Na área teatral, traduziu e adaptou, junto com Daniel Gaggini, a peça do norte-americano Christopher Welzenbach, Downsize, cujo título foi traduzido para Pente Fino em português. Em 2006, traduziu a peça Ricardo III, de Shakespeare, tradução utilizada por Celso Frateschi em sua adaptação dessa obra e que estreou em 2006 no Teatro Ágora, sob a direção de Roberto Lage. Em 2007, trabalhou ao lado do diretor André Piza na adaptação do texto Um Homem Célebre, de Machado de Assis, no projeto Machadianas, promovido pelo Teatro Ágora.

Elenco

Ana Fuser é formada pela Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP) e graduada em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas pelo Instituto de Artes da UNESP. Estudou Canto Lírico com Andrea Kaiser, Harmônicos da voz, com Silvia Pogetti, percussão corporal, com Carlos Bauzys, regência e canto coral, com Samuel Kerr, e clarinette, com Luiz Affonso Montanha. Como atriz, participou dos espetáculos: A Culpa é da Ciência?, de Alessandro Greco e Oswaldo Mendes, direção de Rachel Araújo; Jardim das Delícias, de Nanna de Castro, direção de Rachel Araújo; Pequenas Histórias que a História Não Conta, texto e direção de Luiz Carlos Moreira; O Burguês Fidalgo, de Moliére, direção de Bete Dorgam; Panos e Lendas, de Wladmir Capella; Puro e Impuro, de Mário de Andrade, direção de Pedro Pires; Homens de Papel, de Plínio Marcos, direção de Iacov Hillel; O Chá de Alice, inspirado em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrow, direção de Bete Dorgan, além de protagonizar o espetáculo Romeu e Julieta, de William Shakespeare, sob direção de William Pereira. Na TV, participou das novelas Amigas e Rivais, Minha Vida é Uma Novela e Os Ricos Também Choram. Apresentou e produziu o programa Canal Teatro do site www.mediacast.com.br da Editora Abril. Idealizou e produziu o espetáculo Jardim das Delícias, entre outros em desenvolvimento.

Daniel Gaggini formou-se em 1991, na Escola de Teatro Macunaíma. No mesmo ano, foi convidado a integrar a Cia. Os Satyros. Em 92, vai com o grupo para a Europa, quando atua e produz os espetáculos: Saló Salomé, Rusty Brow em Lisboa, A Filosofia na Alcova e De Profundis. Em quatro anos na Europa, teve a oportunidade de atura e produzir espetáculos em 12 países e participar dos principais festivais de teatro do mundo, entre eles: Edinburgh Festival e Festival D'Avignon. De volta ao Brasil, em 96, atuou e produziu os espetáculos: Pasolini de Zeno Wilde, Kecak, com o grupo Panti Pusaka Budaya (Indonésia - Bali), O Casamento do Pequeno Burguês de Bertolt Brecht, com direção de Lucinda Failde, Pacto de Sangue de Ramon Del Valle-Inclan, com direção de Rodolfo García Vasquez, Vidas Calientes de Luque Daltrozo, com direção de Fernando Peixoto e Pagarás com Tua Alma, de Gustavo Machado. Em 2001, funda a Cia. Bravos Atores e realiza os espetáculos O Ventre do Minotauro, de Dalton Trevisan, A Proposta, a partir da obra de Anton Tchekhov e Pente Fino de Chris Welzenbach.

Luciana Rossi participou do curso de preparação de atores do Teatro Àgora, ministrado por Celso Frateschi e estreou como atriz, em 2000, no Teatro Ágora, sob a direção do próprio Celso Frateschi, com o texto O Candidato, de Harold Pinter. Mais tarde, também sob direção de Celso Frateschi, trabalhou na peça Nulidades (2001). Em 2003, sob a direção de Marcelo Médici, atuou na peça Enquanto Não Fazemos Novela. Desde 2002, realiza pesquisas de textos teatrais contemporâneos de diversas nacionalidades (espanhóis, franceses, ingleses, norte-americanos, argentinos, chilenos, etc.) para o desenvolvimento de projetos de leituras e formação de repertório para a Cia. Bravos Atores, da qual faz parte desde 2003.

Mario Condor se formou, em 1993, no Teatro Escola Célia Helena. Desde 1997 é aluno de Kung Fu e Tai Chi Chuan de Marcos Hourneaux; em 2006, se graduou faixa preta, atuando como professor e artista marcial, sendo, desde então, presidente da Associação Fu Ka Wui de Fung Fu e Taichi Chuan. Participou de oficinas ministradas por Walter Lima Júnior, Raul Cortez, Roberto Lage, Renato Borghi e Célia Helena. Seus principais trabalhos no teatro são: Pente Fino (06) de Christopher Welzenbach, sob direção de Roberto Lage, Mata Burro (05) de Fabio Torres (indicado para o prêmio Shell), direção de André Garolli, Romeu e Julieta de William Shakespeare, com direção de William Pereira, Tio Vânia de Anton Tchecov, sob direção de Celso Frateschi, Drummond: Alguma Poesia, direção de Elias Andreato, Cárcere Privado de Leonardo Alkimin, sob direção de Daniel Chao Hu, Qualquer um de Nós autoria e direção Bosco Brasil, Verás que tudo é mentira, direção de Marco Antônio Rodrigues, entre outros.

Bete Correia é formada em Artes Cênicas pela Escola de Teatro Célia Helena, desde 1996. No teatro, atuou nos espetáculos: Dois Irmãos e Don Juan, ambos com direção de Roberto Lage; As Fidalgas e no monólogo A Ultima Chamada, com direção de Edna Ligieri, entre outros. No cinema, participou dos longas Good Bye de Sean Bradley, A Fronteira de Roberto Carminati e protagonizou os curtas Sintonia de Jaime Queiroz e Laurita de Roney Freitas.

Diego Monteiro formou-se na Escola de Teatro Célia Helena, em 2006. Participou de diversas oficinas de aprimoramento, como: Os Fundamentos do Método de Stanislavski, com Valentin Vassilyevitch Teplyakov; O Teatro de Grotowski, com Rena Mirecka; Preparação do Ator, com Robert Castle, do Strasberg Theatre Institute, entre outros. Com Antunes Filho, integrou o CPT, entre 2007 e 2008, e passou por uma residência com a Cia. Elevador, sob orientação da Marcelo Lazzaratto. Seu mais recente trabalho foi a montagem do conto O Caso da Vara, com direção de Beatriz Bolonha, dentro do projeto Machadianas, realizado pelo Ágora Teatro, com coordenação de Roberto Lage.

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