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segunda-feira, 15 de março de 2010

Doenças da tireóide afetam 15% das mulheres brasileiras

Avançados tratamentos e prevenção contra doenças da glândula tireoideana são apresentados por renomados especialistas

O sexo feminino é mais atingido que o masculino na proposição de 7:1, em nosso meio. O hipotireoidismo atinge de 2 a 5 % da população adulta e está se convertendo na doença prevalente das disfunções. Caracterizam-no aumento de peso, pele seca, depressão, alterações menstruais, unhas quebradiças, sensação de frio, entre outros sintomas.

Distúrbio de fabricação de hormônios produzidos pela tireóide, são conhecidos como hipotireoidismo ou hipertireodismo. A Glândula Tireóide, glândula de secreção interna, produz hormônios tireoidianos, que vão exercer sua ação nas células da periferia. Quando há excesso em circulação o quadro clínico é denominado de hipertireoidismo; quando há falta o mesmo se designa de hipotireoidismo.
Já o hipertireoidismo, menos freqüente, se caracteriza por emagrecimento, tremores, sudorese aumentada e por vezes, sinais oculares. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e por dosagens periféricas dos hormônios tireoidianos, dosagem de anticorpos e do hormônio tireoestimulante hipofisário.

Para o Prof. Dr. Alberto Ferraz, cirurgião de cabeça e pescoço explica que a doença pode ser mais comum entre os brasileiros. “Precisamos mencionar que 4 a 7% da população brasileira apresenta nódulos na tireóide, mesmo sem quadro clínico de disfunção. Estes números tendem a crescer, a medida que se aperfeiçoam os meios diagnósticos. O tratamento do hipertireoidismo poderá ser cirúrgico, clínico ou com iodo radioativo. Todos eles tem seus defensores mas, a meu ver, o cirúrgico é o que apresenta melhores resultados a curto e longo prazos. O hipotireoidismo geralmente é de alçada clínica; será cirúrgico somente se a tireóide causar compressão de vias aero-digestivas. O mesmo é feito com hormônio tireoidiano administrado por via oral”, conta o Prof. Ferraz.

Quanto à detecção de nódulos na tireóide há inúmeros aspectos atuais a serem comentados: o emprego sistemático da ultrassonografia com Doppler, o emprego quase rotineiro da biópsia aspirativa por agulha fina, a utilização do Pet-Scan em casos selecionados. Feito no sentido de estabelecer diagnósticos que vão do benigno ao maligno, contemplando esses métodos um dos princípios básicos da medicina: a prevenção.

Nenhum exame deverá ser realizado sem que antes se proceda a uma consulta médica adequada. Recomenda-se uma dieta equilibrada em iodo, atividade física regular, ausência de stress, e consultas médicas periódicas, especialmente nas pessoas que tem, em seu histórico, antecedentes familiares de tireoidopatias.

Alberto Rossetti Ferraz
Professor Titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Chefe da Disciplina de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas

CLÍNICA PROF. ALBERTO FERRAZ
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TELS: 11 3288-5788 /11 3288-5941

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