Nossos Vídeos

quinta-feira, 4 de junho de 2009

04 problemas ginecológicos que podem levar à infertilidade feminina

Miomas uterinos, síndrome dos ovários policísticos, endometriose e menopausa precoce podem levar a quadros de infertilidade

Ø Miomas uterinos

A literatura médica registra que de 30% a 60% das mulheres em fase reprodutiva apresentam os sintomas, mas o número de portadoras de miomas deve ser maior porque muitas delas são assintomáticas. “Existe uma incidência muito grande de mulheres assintomáticas, que descobrem ser portadoras de mioma uterino, quando procuram o ginecologista para uma consulta de rotina”, afirma o ginecologista Prof. Dr. Joji Ueno, diretor da Clínica GERA.

Geralmente, o primeiro sintoma da presença dos miomas é o aumento do fluxo menstrual. Numa proporção muito pequena, o mioma pode causar infertilidade na mulher. Há casos em que, só depois de ter-se submetido sem sucesso ao tratamento para engravidar durante dois ou três anos, a mulher descobre ser portadora de um mioma que interfere na cavidade endometrial, tornando impossível a gravidez. “Nos quadros de infertilidade, quando a mulher vai pesquisar as causas do problema, a presença de um mioma uterino isoladamente explica 5% dos casos, de 15% a 20% quando associado a outras doenças, como a endometriose, ou a alguma outra moléstia inflamatória pélvica aguda”, diz o médico.

“Na verdade, de acordo com o local em que se instalam, os miomas podem fazer parte do quadro de infertilidade feminina. Os submucosos podem ser causa de abortamento de repetição”, destaca o Prof. Dr. Joji Ueno. É importante ressaltar, que nem sempre a mulher com mioma uterino precisa de tratamento para engravidar. Às vezes, eles são tão pequenos que não atrapalham e não provocam sintomas. São revelados geralmente pela ultra-sonografia e demandam o que se chama de tratamento expectante, isto é, o que se limita a observar a evolução do quadro de cada paciente.

Há também a possibilidade do tratamento medicamentoso, que é temporário, isto é, ele não cura o mioma. Após a sua interrupção, o mioma volta a crescer. O tratamento medicamentoso faz com que a mulher diminua sua produção de estrogênio, simulando a menopausa. Como se sabe que depois desse evento, o útero regride de tamanho e conseqüentemente os miomas também, nesse sentido, são utilizados os análogos do GnRH que levam a mulher a um quadro de menopausa transitória, ou seja, uma menopausa provocada quimicamente. A mulher apresenta os sintomas próprios da menopausa e tem uma regressão do conjunto formado pelo útero e o mioma. “Para aquelas que estão na idade fértil e desejam um tratamento conservador porque querem engravidar ou manter a função menstrual, ou, ainda, apresentam um quadro anêmico provocado por sangramento excessivo, o análogo do GnRH provoca uma menopausa transitória, que facilita o procedimento cirúrgico necessário para a retirada dos miomas”, explica Joji Ueno.

Ø Síndrome dos Ovários Policísticos

Alterações menstruais constantes constituem-se num sinal de alerta para as mulheres, pois podem indicar a presença da Síndrome dos Ovários Policísticos ou de endometriose. “A mulher que apresenta a Síndrome dos Ovários Policísticos menstrua a cada dois ou três meses e, freqüentemente, tem apenas dois ou três episódios de menstruação por ano”, informa o diretor da Clínica GERA. Outro sintoma da doença é o hirsutismo, ou seja, o aumento de pêlos no rosto, nos seios e na região do abdômen.

A mulher que apresenta ovários policísticos produz uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos, fator que pode afetar a fertilidade feminina. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. “A testosterona produzida pela mulher interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário, impedindo a ovulação”, explica o médico.

Até os 23 anos de idade, mais ou menos, mulheres com a Síndrome podem ovular esporadicamente. Sabe-se que nem todas as menstruações que ocorrem espaçadamente são ovulatórias, mas algumas são, e a mulher consegue engravidar. É muito comum a referência de que antes dos 23 anos, elas tiveram um ou dois filhos. Depois, não conseguiram mais engravidar. Essa é uma das patologias mais simples de serem tratadas porque as mulheres, em geral, respondem ao indutor da ovulação mais corriqueiro que existe, o clomifeno. Ele é administrado por via oral, cinco dias por ciclo, a partir do primeiro dia e é capaz de corrigir as anomalias endócrinas e provocar ovulação.

“Grande parte das mulheres responde bem ao tratamento e engravida. Infelizmente, algumas não conseguem porque as condições locais ficaram ruins ou o estroma produz muito andrógeno. Nestes casos é necessário adotar outra tática, como estimular os ovários com gonadotrofinas, o que se faz normalmente na fertilização in-vitro. Atualmente, não empregamos mais a técnica de ressecção em cunha dos ovários. O que se faz é a cauterização laparoscópica. Através de três pequenas incisões na parede abdominal, os cistos são cauterizados. Com isso, as pacientes começam a menstruar, ovular e ficam grávidas. Muitas chegam a menstruar regularmente até a menopausa”, explica o Prof. Dr. Joji Ueno.

Ø Menopausa precoce
A menopausa precoce é causada por um motivo conhecido que marca o fim das funções reprodutivas femininas. É o que acontece com mulheres portadoras de câncer – que se submeteram ao tratamento quimioterápico ou radioterápico, terapias que prejudicam a fertilidade feminina – e com as que tiveram que remover cirurgicamente os ovários. “Tanto a menopausa resultante do processo de extração dos ovários, quanto a que resulta de tratamentos de câncer produzem sintomas intensos de calores e suores, bem como secura vaginal e os demais desconfortos que caracterizam a menopausa porque provocam uma queda brusca na produção hormonal”, explica Joji Ueno.
Quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos, sem uma causa aparente, costuma-se identificar o processo como Falência Ovariana Prematura ou FOP. “Os desconfortos da transição hormonal, neste caso, ocorrem gradualmente, como na menopausa natural. Os ciclos menstruais tornam-se irregulares e os demais sintomas e outros distúrbios típicos do desequilíbrio hormonal começam de forma branda e recrudescem, como na fase normal de transição ou perimenopausa”, afirma o médico.
A FOP pode ter causas genéticas ou ser conseqüência de doenças auto-imunes como a artrite reumatóide, o lupus e o diabetes. “As doenças auto-imunes levam o organismo a desenvolver anticorpos que, em alguns casos, afetam o sistema reprodutivo e interferem na produção dos hormônios que regulam a ovulação e as demais funções ovarianas”, explica Joji Ueno, coordenador do Curso Teórico e Prático de Reprodução Humana Assistida, ministrado em São Paulo.
“A determinação da causa da menopausa prematura é importante para as mulheres que desejam engravidar. O exame físico é útil, seguidos por exames complementares, como o de dosagem hormonal e o ultra-som ovariano. Exames de sangue podem ser realizados para se investigar a presença de anticorpos que acarretam danos às glândulas endócrinas - exemplo de doenças auto-imunes. Para as mulheres com menos de 30 anos de idade, uma análise dos cromossomos é geralmente realizada”, explica Ueno.
Confirmado o diagnóstico, a regra para tratamento é a Terapia de Reposição Hormonal, a TRH. “O uso da TRH é imprescindível nos casos de menopausa de origem cirúrgica ou provocada por quimioterapia, em virtude da intensidade destes sintomas”, afirma Joji Ueno. Além disto, a menopausa precoce é indicação precisa de Terapia de Reposição Hormonal, pois essas mulheres apresentam risco 4 x maior de desenvolver doenças cardíacas e 7 x maior de desenvolver osteoporose.

Ø Endometriose

A endometriose é tema recorrente entre as mulheres porque além de causar dor durante a relação sexual, alterações intestinais durante a menstruação - como diarréia ou dor para evacuar - também está associada às dificuldades para engravidar após um ano de tentativas sem sucesso. Como as cólicas menstruais são ocorrências habituais na vida da mulher, o médico recomenda que a investigação das causas da cólica deve ser feita “quando estas apresentarem resistência a melhorar com remédios ou quando elas incapacitam a mulher para exercer suas atividades normalmente. Pois, cólica intensa é o principal sintoma de endometriose e leva à suspeita de que a doença esteja instalada”, diz Joji Ueno.

“A relação entre a endometriose e a infertilidade feminina pode manifestar-se em alguns casos. Pacientes em estágio avançado da doença e obstrução na tuba uterina que impeça o óvulo de chegar ao espermatozóide têm um fator anatômico que justifica a infertilidade”, explica o médico.

Além disso, algumas questões hormonais e imunológicas podem ser a causa para algumas mulheres com quadros mais leves de endometriose não conseguirem engravidar. ‘Após o tratamento, geralmente, após a realização da laparoscopia, uma boa parcela das pacientes consegue engravidar, principalmente as mulheres em que as tubas não tiverem sofrido obstrução. É por isso que no final da laparoscopia, costuma-se injetar contraste pelo canal do colo uterino para ver se ele sai pelas tubas. A caracterização dessa permeabilidade tubária é um ponto a favor de uma gravidez que depende, entretanto, de outros fatores como a função ovariana ou a não formação de aderências depois da cirurgia, por exemplo”, diz o coordenador do Curso Teórico e Prático de Reprodução Humana Assistida. http://www.clinicagera.com.br/
*
*
*
Publicidade:
BRINDES ESCOLARES PARA FESTAS INFANTIS
Imas de geladeira, calendários, diplominhas
Acesse: www.kidbrinde.webnode.com.pt

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aqui você poderá fazer suas denúncias e comentários.
Se você recebeu algum comentário indevido. Utilize-se deste canal para sua defesa.
Não excluiremos os comentários aqui relacionados.
Não serão aceitos comentários com palavras de baixo calão ou denúncias infundadas. Aponte provas caso queira efetuar suas denúncias, caso contrário, seu comentário será removido.