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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Poluição do ar piora doenças respiratórias e aumenta risco de infecções, aponta pesquisa da Unifesp

Os poluentes permaneçam mais tempo em suspensão no ar, um fator aditivo que contribui para causar desconforto respiratório na população exposta

Pesquisa realizada na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) comprova que o acúmulo de partículas e gases nocivos lançados na atmosfera estão provocando doenças respiratórias pré-existentes e podem aumentar o índice de infecções das vias aéreas superiores e pneumonia nos paulistanos, em diferentes faixas etárias.
O objetivo do estudo foi avaliar a relação entre a concentração diária dos poluentes atmosféricos emitidos pela frota automotiva na cidade de São Paulo e o número de consultas diárias realizadas no serviço de emergência do Hospital São Paulo, ligado à Unifesp e localizado na Vila Clementino, zona sul da capital paulista.

Durante três anos, o estudo analisou 177.325 casos, atendidos pelo Serviço de Emergência do Hospital São Paulo. Em sua grande maioria, 137.530 atendimentos foram por doenças respiratórias. Os dados foram fornecidos pelo SAME (Serviço de Arquivo Médico e Estatísticos) da Unifesp ligado ao Hospital São Paulo.

Do resultado supra citado dos atendimentos por doenças respiratórias, o estudo selecionou quatro delas para uma análise mais detalhada:

Infecção de vias aéreas superiores (IVAS) - 72% das admissões; (sinusite,faringite,nasofaringites e amidaglite)
Influenza 12%; (Gripes em geral)
Pneumonia - 9%;
Asma - 7%.


O maior grupo atendido no serviço de emergência foram os menores de 13 anos, e na sequência, pelas idades de 40 a 65 anos, 30 a 39, maiores de 65 e de 13 a 19 anos. Foi significativa a associação do aumento da concentração dos poluentes com a gripe influenza entre jovens de 13 a 19 anos e em idosos maiores de 65 anos. Em relação à asma, os resultados mais impactantes aparecerem entre 30 a 39 anos de idade e também entre 40 e 65 anos. O excesso de material nocivo no ar também se associou significativamente com admissões por pneumonia nas idades de 40 a 65 anos e em maiores de 65 anos.

“O tempo seco e a baixa umidade relativa do ar permitem que os poluentes permaneçam mais tempo em suspensão no ar, um fator aditivo que contribui para causar desconforto respiratório na população exposta. A melhor forma de manter as mucosas úmidas é por meio da ingestão de bastante líquido. É aconselhável evitar exercícios físicos entre 10h da manhã e 4h da tarde, cuidado que deve ser redobrado com os idosos e crianças pequenas. Utilizar toalhas úmidas e bacias com água em ambientes mais fechados pode evitar a desidratação mais acentuada das mucosas. O nariz é o órgão designado para aquecer e umidificar o ar, portanto deve-se sempre priorizar a respiração por meio dele. Se este estiver obstruído, é necessário buscar auxílio médico para identificar a causa e tratá-la.”. afirma a pesquisadora Silvia Letícia Santiago.

Sobre a Unifesp

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) foi criada oficialmente em 1994, a partir da Escola Paulista de Medicina, entidade criada em 1933 que foi federalizada em 1956. Na ocasião da criação da Unifesp, a instituição era a primeira universidade brasileira especializada em Saúde, abrigando em seu currículo de graduação os cursos de Medicina, Enfermagem, Fonoaudiologia e Tecnologias Oftálmica e Radiológica.

Em 2005, iniciou-se o projeto de expansão com a criação do campus Baixada Santista. Em 2006 foi criado o campus Guarulhos, seguido de Diadema e São José dos Campos, em 2007, dando seguimento ao processo de ampliação. O ambicioso processo de expansão fez com que a Universidade saltasse de um para cinco campi e de cinco para 28 cursos. Com os novos campi, a Instituição deixou de atuar exclusivamente no campo da saúde, inaugurando cursos nas áreas de Humanas (Guarulhos), Exatas (São José dos Campos) e Biológicas (Diadema). Atualmente, a Unifesp conta com 4.442 alunos matriculados nos cursos de Graduação, além de 3.342 discentes nos cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu (Doutorado, Mestrado e Mestrado Profissionalizante), outros 8.296 na Pós Graduação Lato Sensu (Especialização e Aperfeiçoamento) e ainda 713 discentes no maior programa de residência médica do Brasil.

A instituição tem em seu quadro 935 docentes, sendo que 94,2% possuem título de doutor, um percentual que marca a qualidade de ensino oferecida pela Instituição. Em 1940 a universidade, então Escola Paulista de Medicina, inaugurou o Hospital São Paulo, primeiro hospital-escola do País, que hoje é o Hospital Universitário da Unifesp localizado junto ao campus São Paulo, no bairro Vila Clementino. Ao longo de sua história, a Unifesp se consolidou como um dos principais centros de pesquisa e inovação da América Latina, tendo contribuído com 80.715 trabalhos de produção científica no período entre 2001 e 2009 em várias áreas do conhecimento.

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