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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cirurgia plástica nos seios: a evolução das próteses de silicone - por Alexandre Barbosa

A cirurgia de implante mamário consiste na colocação de uma prótese de silicone na região da glândula mamária, com objetivo de se corrigir alterações estéticas ou melhorar os aspectos dos seios. Atualmente, o implante mamário representa 21% de todos os procedimentos de natureza estética realizados no Brasil, de acordo com dados da pesquisa realizada recentemente.
“Este tipo de procedimento é, atualmente, junto com a lipoaspiração, um dos mais realizados no âmbito da cirurgia plástica. Existem pesquisas que mostram que nos últimos anos houve um aumento na procura da cirurgia de prótese de mama no Brasil”, conta Alexandre Barbosa, cirurgião plástico da Clínica de Cirurgia Plástica de São Paulo.
A maior procura pela plástica nos seios pelas mulheres foi acompanhada pelo aprimoramento da técnica e a evolução tecnológica das próteses. “Atualmente, existem várias próteses novas no mercado e que diferem das antigas quanto ao formato e a constituição. Para se ter uma idéia geral da evolução nos últimos 50 anos, podemos dizer que existem cinco gerações distintas de próteses mamárias. Hoje, as pacientes contam com as próteses de 5ª geração, mais seguras e que fornecem resultados mais duradouros e naturais”, esclarece Alexandre.
A cronologia abaixo esclarece e mostra a evolução tecnológica das próteses de mama:
1ª. GERAÇÃO - década de 60: primeiras próteses utilizadas para aumento de mama. Eram feitas de silicone líquido e material sintético (Dacron) e todas eram redondas. Eram mais duras e consistentes devido ao Dacron presente na cápsula da prótese (camada mais externa).
2ª. GERAÇÃO - década de 70-80: primeiras próteses introduzidas em larga escala no mercado e amplamente utilizadas nos EUA. Ao invés da cápsula de Dacron, passou-se a utilizar a de silicone mais fino, que ajudou a deixar as próteses mais macias. Além do formato redondo, começou também a se ver no mercado o formato anatômico (gota), porém de forma única. Como o silicone interno era líquido (igual ao da 1ª. Geração) começam a aparecer as primeiras complicações: após 8 a 10 anos de uso, verifica-se o rompimento e espalhamento do silicone. Devido as complicações com essas próteses, o governo dos EUA (FDA- Food and Drug Administration) proibiu o uso da prótese de silicone no final da década de 80 no País.

3ª. GERAÇÃO - década de 90: alteraram-se totalmente a cápsula e a consistência do silicone interno. Assim, a cápsula passou a apresentar mais camadas, com menor risco de rompimento, e o silicone ficou menos líquido e com consistência mais gelatinosa. Assim, no caso de rompimento da prótese, o risco do gel se espalhar era menor. Começou nesta fase, o desenvolvimento de novos formatos, como o anatômico de alturas diferentes (alto e baixo).
4ª. GERAÇÃO - final da década de 90 até 2003-2004: aumenta-se mais ainda o número de camadas da cápsula, com risco mínimo de rompimento, e começou a ser fabricado o silicone coesivo ou de alta coesividade, semelhante a uma gelatina que não se espalha e tem consistência macia. Houve o desenvolvimento também de novos formatos anatômicos e o conceito da abordagem “individualizada” na escolha da prótese. Desta forma, escolhe-se a prótese ideal de acordo com o volume da mama, largura, altura e projeção para cada tipo de tórax, pele e formato de mama, entre outros fatores. Com este novo sistema, abre-se a possibilidade de se escolher 12 formatos diferentes de prótese. Logo, existem mais opções e alternativas para diferentes tipos de mamas, com resultados cada vez mais naturais.

5ª. GERAÇÃO - a partir de 2005/06: foram realizadas significativas mudanças no envelope (camada externa das próteses) associadas com o desenvolvimento de um silicone coesivo mais macio, mais natural, porém, ainda com coesividade. Entre as duas maiores marcas estão a McGhan (Allergan), que desenvolveu a camada chamada de BIOCELL, e a Mentor (Ethicon), que desenvolveu a camada chamada de SILTEX. A camada BIOCELL é um tipo especial de revestimento texturizado já usado nas outras gerações, mas que funciona como um “velcro”, promovendo maior aderência da prótese nos tecidos internos (glândula, gordura e músculo) e, desta forma, evitando o deslocamento da prótese e inibindo o fenômeno de contratura capsular (endurecimento). Além disto, nesta última geração existe uma camada intermediária no revestimento da prótese que evita vazamentos. Por isso, as gerações atuais são as mais modernas e seguras que existem, porque a superfície é texturizada e com BIOCELL (maior aderência, menor deslocamento e menor contratura), há o INTRASHIEL (não deixa vazar) e o silicone é coesivo (não escorre), além de uma infinidade de modelos e tamanhos para uma abordagem individualizada.

Serviço:
Alexandre Barbosa – Cirurgião Plástico
Clínica de Cirurgia Plástica de São Paulo
Tel: (11) 3882 0100
www.ccpsp.com.br

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