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quinta-feira, 13 de maio de 2010

′Costurando o Futuro′ quer transformar a Zona Leste em pólo do setor de confecções

A Prefeitura de São Paulo, por intermédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, vai qualificar 7 mil pessoas na área de confecção dos mais variados tipos de vestuário, além de dar assistência a 1.170 empresas que participam do projeto São Paulo: Costurando o Futuro. Os trabalhadores serão capacitados em oficinas-escola implantadas nas subprefeituras da Zona Leste em parceria com Senai, Sebrae-SP, Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP e Singer do Brasil.
O projeto São Paulo: Costurando o Futuro estará na Zona Leste até a transformação da região em um pólo industrial do setor. A capacitação será feita pelo Senai, em cursos com duração de 160 horas, em três turnos de quatro horas diárias. No fim do curso, os participantes receberão certificado em seus respectivos cursos.
Caberá ao Sebrae dar o apoio às empresas para a gestão dos negócios. A EACH-USP classificará essas empresas pelo nível tecnológico, propondo melhorias para seu desenvolvimento.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, a criação de oficinas-escola atenderá às necessidades das pequenas confecções. "Alguns dos nossos objetivos são melhorar os produtos e, conseqüentemente, ampliar a oferta dessa mão-de-obra; qualificar adolescentes para ingressar no setor; aumentar a produtividade; auxiliar o aprendizado para manejo das máquinas e desenvolver o senso de cidadania, com o estímulo para a elaboração de projetos autônomos. Pretendemos estimular o cooperativismo, a formação de grupos profissionais e a criação de micro e pequenas empresas", explica o secretário.
O setor têxtil é um dos mais importantes da economia da cidade de São Paulo. A capital paulista é o maior distribuidor de produtos têxteis e de vestuário, com expressiva concentração de estabelecimentos comerciais atacadistas em três bairros: Brás, Bom Retiro e Sé (rua 25 de Março).
Os produtos comercializados, no entanto, são produzidos em outras localidades, na forma de prestação de serviços por pequenas e microempresas. No momento, São Paulo tem registradas 4 mil indústrias que empregam 80 mil trabalhadores formais, além de milhares de costureiras que trabalham informalmente.
A primeira fase do projeto prevê a criação de três unidades, com equipamentos doados pela empresa Singer, nas subprefeituras Cidade Tiradentes, Itaim Paulista e Itaquera. Ainda este ano, as unidades chegarão a mais quatro subprefeituras: Ermelino Matarazzo, Guaianases, São Miguel Paulista e São Mateus. Após a qualificação, as agências do São Paulo Confia oferecerão financiamento por microcrédito para a aquisição de equipamentos.

Desenvolvimento da Zona Leste
A proposta de desenvolvimento da Zona Leste prevê a implantação do Parque Tecnológico e a requalificação do Pólo Industrial de Itaquera. Uma das ações é o desenvolvimento de uma agenda de visitas às empresas com potencial de investimentos para a região, que deverá receber ampla infra-estrutura de serviços para oferta de oportunidades. O projeto é executado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho.
Uma das metas do projeto é intensificar a oferta de vagas de trabalho, bem como fortalecer a formação de mão-de-obra especializada para capacitar trabalhadores da região, atraindo investimentos para a geração de renda e criação de empregos na região, reorganizando o transporte de cargas com destino à cidade de São Paulo e aumentando a competitividade da região.
Incentivos
As indústrias, os estabelecimentos comerciais e as prestadoras de serviços que se instalarem na Zona Leste nos próximos anos receberão uma série de benefícios em contrapartida aos investimentos realizados. São mais de 24 milhões de metros quadrados de áreas nos bairros de Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Guaianases, Cidade Tiradentes, São Mateus e Itaquera, onde as empresas poderão construir ou ampliar suas unidades. Dentre os benefícios encontram-se a redução, pelo prazo de 10 anos, do IPTU (50%), do ISS (60%), do ITBI (50%) e concessão de Certificados de Incentivos ao Desenvolvimento (CID) que poderão ser usados para o pagamento de ISS, IPTU, para a aquisição de Bilhete Único aos seus funcionários ou, havendo sobras, para venda a terceiros.

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