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segunda-feira, 1 de março de 2010

BANCO PANAMERICANO LUCRA R$ 171,5 MI EM 2009

O Banco PanAmericano, instituição financeira do Grupo Silvio Santos, divulga o balanço de suas operações em 2009. De setembro a dezembro, o Banco lucrou R$ 55,3 milhões, acumulando em 2009 um lucro de R$ 171,5 milhões. Esses resultados representaram um crescimento de 16,2% no último trimestre e de 82,1% no ano passado em relação a 2008. A carteira de crédito total consolidada do Banco Panamericano e suas controladas, considerando as cessões de crédito, manteve seu crescimento, atingindo R$ 9,97 bilhões no 4.º trimestre de 2009, uma evolução de 7,2% em comparação ao mesmo período anterior e um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período de 2008.

Em 31/12/2009, o Patrimônio Líquido (PL) chegou a R$ 1,57 bilhão, um aumento de 1,4% em relação ao 3.º trimestre (R$ 1,55 bilhão) e de 8,5% em relação à mesma data em 2008 (R$ 1,47 bilhão). A qualidade da carteira melhorou 1,2 ponto percentual em relação ao 3.º trimestre, atingindo 87,8% em créditos classificados nos níveis de AA a C. A margem líquida anualizada chegou a 25,4% (contra 17,8% no período anterior), sendo superior à média de mercado. O Banco, em 31/12/2009, contava com 2,1 milhões de clientes ativos, e uma base com 16,9 milhões de clientes cadastrados.

No 4.° trimestre de 2009, a capacidade de geração de ativos continuou a apresentar uma recuperação gradativa em relação ao trimestre anterior, alcançando a média de R$ 806 milhões, sendo que no mês de dezembro atingiu R$ 878 milhões. Fora a expansão do volume de negócios no Middle Market, o segmento que mais cresceu foi de automóveis (46,4%). O consignado apresentou crescimento de 21,3% do total. O índice de eficiência atingiu 48,9%, uma melhora de 1,1% em relação ao trimestre anterior e 5,8% em relação ao mesmo período de 2008.

Segundo Wilson de Aro, diretor financeiro e RI do Banco PanAmericano, “as medidas de redução de custos e busca de qualidade de carteira tomadas para nos adaptarmos a turbulência financeira internacional nos deixaram mais preparados para o novo ciclo de crescimento que se apresenta”. O executivo ressalta que a parceria com a CAIXA firmada em dezembro deve impulsionar os negócios do banco em 2010. “A CAIXA é um parceiro estratégico sob vários aspectos: temos um público semelhante (formado basicamente por consumidores da base da pirâmide), sinergias (existe pouca sobreposição na venda de produtos) e o grande filão do financiamento imobiliário, o qual vamos operar”, afirma Wilson de Aro. As instituições aguardam a aprovação do Banco Central e paralelamente estudam o desenvolvimento de ações conjuntas.

Captação

A volta gradativa da liquidez propiciou a recuperação e o crescimento das captações em Depósitos à Prazo que evoluíram 19,1% no período. Dessa forma, o banco pôde reduzir o volume de Cessões de Crédito, que recuaram 9,3%. Em 31/12/2009, os Depósitos à Prazo (CDB) e DPGE respondiam por 43,5%, cessões de crédito a outras instituições financeiras, 12,2%, captações através de FIDCs, 19,4%, e demais fontes de recursos 22,9%.

Títulos Emitidos no Exterior

Em outubro de 2009, o Banco Panamericano lançou com sucesso uma nova emissão de Eurobonds com prazo de 3 anos no valor de US$ 200 milhões. Banco Bradesco BBI, Banco Espírito Santo de Investimento e Banco Itau BBA atuaram como bancos Lead-managers e Bookrunners da oferta. Esta foi a maior oferta de um banco médio brasileiro em 2009 e representou o retorno do Banco Panamericano, após 1,5 ano, ao mercado de captações internacionais. Os recursos serão utilizados para financiar a carteira de crédito ao consumo do Banco Panamericano.

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