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segunda-feira, 1 de março de 2010

Ministro Sérgio Rezende empossa novo presidente do CNPq

A solenidade ocorreu na manhã em 27/1 na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), em Brasília e foi conduzida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. O físico Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho é o 23º presidente da agência e substitui o médico Marco Antônio Zago, que desempenhou a função por dois anos e meio .


Sergio Rezende agradeceu a contribuição de Zago durante sua gestão na presidência do CNPq e ressaltou as qualidades que nortearam a escolha de Aragão para sucedê-lo. "Procuramos uma pessoa de grande respeitabilidade na comunidade científica, experiência nesse tipo de gestão e entrosamento com a nossa administração". Outro ponto destacado foi a importância do CNPq para o desenvolvimento do Plano Nacional de Ciência e Tecnologia. "Em 2010 o CNPq conta com o maior orçamento de sua história em termos gerais, um total de R$ 1,5 bilhão. Ano que vem completará 60 anos de um inestimável trabalho, já que nesse momento temos o grande desafio de fazer com que o conhecimento resulte em produtos úteis para a nação".


Marco Antonio Zago disse que sai em um momento muito bom para o CNPq, e destacou algumas das ações implementadas em sua gestão que têm contribuído fortemente para o desenvolvimento e o fortalecimento da pesquisa nacional: "Hoje o CNPq concede cerca de 80 mil bolsas que atendem desde alunos da Iniciação Científica Júnior ao pós-doutorado, e o resultado disso é o aumento substancial da nossa produção científica. Programas como o Pronex, Casadinho e Primeiros Projetos, este último para recém-doutores, estão consolidados graças a parceria com os Estados. O Edital Universal aprovou quase três mil propostas e vai investir este ano cerca de R$ 120 milhões. E foram criados os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, num total de 122, com recursos de mais de R$ 600 milhões, que estão desenvolvendo pesquisas em todas as regiões do país e em todas as áreas do conhecimento".
Em seu discurso de posse, Carlos Alberto Aragão afirmou que dará continuidade à gestão do professor Zago e implantará novas ações para promover o crescimento do CNPq e sua atuação como agência fomentadora da pesquisa científica, tecnológica e de inovação. "Nosso país emergente finalmente decidiu emergir de vez. Apesar do Brasil ocupar 13º posição no ranking dos países que fazem pesquisas cientificas, ainda precisa avançar na inovação. Estamos engatinhando ainda, pois temos potencial para muito mais. Já não nos basta a competência, precisamos criar, inovar, para, eventualmente, liderar. Em 2009, o Brasil formou em torno de 11 mil doutores e 35 mil mestres, mas esses números podem e devem aumentar muito mais".


Aragão afirmou ainda que buscará aumentar as verbas para C&T e o consequente incentivo no desenvolvimento de tecnologia de ponta nas empresas brasileiras, aumentando a competitividade em nível internacional. O presidente apontou ainda o incentivo à produtividade em pesquisa como um dos principais focos do CNPq. A meta, segundo disse, é ampliar ainda mais o número de bolsas para viabilizar pesquisas no País até o final de 2010.
Participaram da cerimônia de posse, entre outros, o presidente do IPEA, Márcio Pochman, o presidente do INMETRO, João Alziro Herz jornada, o presidente da AEB, Carlos Ganem, o secretário de tecnologia industrial do MIDIC, Francelino Grando, a pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da USP, Mayana Zatz, a reitora da UEA, Marilene Coirrêa da Silva Freitas, o presidente da FINEP, Luis Manuel Rebelo Fernandes, o diretor da COPPE da UFRJ, Luis Pinguelli Rosa, o secretário de C&T do Distrito Federal, Izalci Lucas, o reitor da UNICAMP, Fernando Ferreira Costa, os presidentes da ABC e SBPC, Jacob Palis e Marco Antonio Raupp, o presidente da CAPES e representante do MEC, Jorge Almeida Guimarães, o representante do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, e o representante do CENPES, Carlos Tadeu Fraga.


O físico
Aragão é g raduado e mestre em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), doutorou-se pela Universidade de Princeton (EUA) e fez pós-doutorado no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear na Suíça e na Universidade de Paris XI, em Orsay, todos em física das partículas elementares e campos. Foi diretor de desenvolvimento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) no biênio de 2005 a 2007 e atualmente é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Pesquisador 1A do CNPq é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciência de Países em Desenvolvimento (Twas) e acaba de deixar a secretaria geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, prevista para acontecer no mês de maio, em Brasília. Entre seus títulos honoríficos está a Ordem Nacional do Mérito Científico nas categorias Grã-Cruz e Comendador.

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