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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Qual é o limite na busca pela beleza

Quando o cirurgião plástico diz NÃO!


A semana de moda acabou, mas um espanto recorrente ilustra a atual edição do evento: as modelos estão cada vez mais magras. E esse fato levanta um tema pouco trabalhado, principalmente na área da saúde. A vaidade pode ser tanto uma aliada da auto-estima quanto um veneno. Tudo depende de como se lida com ela. Quando ultrapassa o limite do bom senso, o excesso de preocupação com a aparência pode se transformar numa doença psiquiátrica com a qual especialistas começam a se alarmar — a disformia corporal.

Estudos mostram que 7% dos pacientes que procuram tratamentos cirurgias plásticas apresentam a síndrome. O astro Michael Jackson e a cantora Cher são citados por especialistas como ícones do exagero e possíveis dismórficos. “A dismorfia corporal é uma das doenças ligadas ao físico que se difundiram nos últimos anos. A mais conhecida é a anorexia, que leva meninas e mulheres a não comer pelo pânico de engordar. Menos neuróticos com a balança, os homens são vítimas da vigorexia, que faz os sarados e musculosos se achar fracotes. Já a disformia corporal atinge homens e mulheres na mesma proporção”, explica o cirurgião plástico Wagner Montenegro.

Acreditar que pequenos defeitos, como uma pinta no rosto ou uma pequena cicatriz, são monstruosos é uma das características do problema. Passar mais de uma hora por dia na frente do espelho também indica algo errado. Mais grave ainda são aqueles que têm a feiúra imaginária. Não há nada perceptível, mas o doente jura que sim, que todos olham para sua deformidade. Ele se submete a todo tipo de tratamento dermatológico, estético e cirurgias plásticas mesmo sem precisar. “É uma situação que piora muito a quantidade de vida”, destaca Montenegro. “A ansiedade se torna depressão e acaba gerando um isolamento”, explica.

A patologia não é nova. Vem sendo diagnosticada desde 1987 e foi descrita pela primeira vez em meio século. O distúrbio, porém, evoluiu. Hoje, os médicos sabem que, se não tratado, o paciente pode chegar ao suicídio. A doença é uma variação do Transtorno Obsessivo Compulsivo. “Quem tem um amigo ou familiar com traços da síndrome não deve encarar como futilidade ou uma idéia delirante. Muitos sentem vergonha e não sabem como pedir ajuda”, alerta Wagner.

Para os especialistas, parte da culpa de doenças como a disformia corporal, a anorexia e a vigorexia é da sociedade, que vende corpos perfeitos com ideal de beleza. “Assim, o paciente se torna um eterno insatisfeito. Quer mudar toda hora alguma coisa. Se o médico não faz, ele procura outros, até encontrar um que tope”, diz o cirurgião plástico.

Nos Estados Unidos, país recordista de cirurgias plásticas e tratamentos estéticos, o problema vem sendo encarado com seriedade. No Brasil, segundo no ranking mundial de plásticas, “É preciso ficar alerta para evitar que uma pessoa muito vaidosa caia na armadilha da vaidade extrema. Existe um limite entre se gostar e ultrapassar o saudável”, explica Wagner.

Vivemos em um mundo onde manter uma boa aparência é fundamental. Plásticas, tratamentos, exercícios, remédios, adereços e roupas da moda são alguns dos artifícios utilizados para quem quer fica bonita, mas afinal, como detectar um exagero.

“Sentir-se bem consigo mesmo, amenizando os sinais do tempo, corrigindo alguma imperfeição, aumentando ou diminuindo as formas corporais, é um direito saudável e deve ser perseguido. Os tratamentos estéticos e as técnicas da moderna cirurgia plástica estão aí para serem usados de forma responsável. E a responsabilidade, é bom que se diga, não é de quem as procura, mas sim daqueles que as vendem. Todo cuidado é pouco na escolha daquele que vai opinar e realizar qualquer tipo de procedimento cirúrgico”, explica Wagner.

Muitos cirurgiões plásticos atribuem à mídia e à massificação dos padrões de beleza essa necessidade de a mulher tentar se transformar. Nas passarelas e nas revistas, nunca vemos pessoas envelhecidas e com o corpo cheinho. Isso mexe com a cabeça feminina e move a busca por se assemelhar aos padrões.

Além disso, com tantas novidades na área da estética surgindo a todo momento, as mulheres querem tudo ao mesmo tempo e acabam ultrapassando os limites. "A busca de um ideal estético ilusório atingiu tal exagero que qualquer pneuzinho ou pé-de-galinha já é motivo para uma corrida, até irresponsável, a uma mesa de cirurgia", completa o cirurgião Montenegro.

Veja o que o excesso de algumas intervenções pode provocar:

■ Toxina botulínica: Muita gente acha que quanto mais, melhor - e mais tempo durará o efeito. Isto é um engano: independentemente da quantidade, o resultado durará de quatro a seis meses. O excesso pode tirar toda a expressão facial, o que dá a impressão de um rosto "congelado".

■ Preenchimento facial: Passar da conta pode deixar os lábios desproporcionais, o rosto com cara de boneca e a pele esticada como bexiga, quando aplicados nos sulcos faciais.

■ Rinoplastia: Quando o nariz operado acaba chamando muita atenção e não está em harmonia com o rosto. Muito arrebitado a ponto de ser possível enxergar as narinas, por exemplo, não é adequado.

■ Lifting: Puxar demais a pele pode deformar o canto da boca. Uma comparação comum é o personagem Coringa, do Batman.

■ Elevar as sobrancelhas: Há o risco de criar uma expressão permanente de assustada.

Serviço:

Clínica Montenegro
Tel: (11) 5539-1811
http://www.plasticamontenegro.com.br/

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