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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fonoaudiologia pode tratar paralisia facial

Especialista garante que fonoaudiologia pode tratar paralisia facial

Melhora no quadro pode ser observada após um ou dois meses do início do tratamento

O trabalho fonoaudiológico, quando iniciado o mais cedo possível, pode evitar a paralisia facial, já que prepara o músculo para a reinervação do nervo da face, afirma a especialista Aline Mara de Oliveira, mestranda em linguistica pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em voz pela Santa Casa de São Paulo. O paciente com paralisia facial apresenta, além das dificuldades motoras e funcionais causadas pelas alterações do nervo facial, responsável pela movimentação dos músculos da expressão facial, problemas de ordem psicológica, uma vez que é estigmatizado pela sociedade por causa das alterações estéticas que se tornam evidentes já que estão expostas na face. A doença atinge anualmente cerca de 25 pessoas a cada 100.000 indivíduos.

Pouca gente sabe que o tratamento fonoaudiológico apresenta uma nova perspectiva de reabilitação para quem sofre deste problema. Estudos eletrofisiológicos, que são estimulos elétricos em células e tecidos, mostraram que as células nervosas apresentam uma capacidade de regeneração funcional de até os 21 dias seguidos do surgimento dos primeiros sintomas da paralisia facial, e as células musculares se mantêm no processo de reinervação por até 18 meses.

Caracterizada pela paralisia de todos ou de alguns músculos responsáveis pela expressão facial, a doença pode afetar o paladar e o olfato, além de causar o ressecamento dos olhos. Suas causas podem ser várias, dentre elas traumáticas, por infecção (meningite, otite, herpes zoster), por neoplasia (compressão ou destruição durante uma cirurgia), metabólica (diabético), congênita (nasce com a paralisia facial), vascular (bloqueio na circulação arterial que nutre o nervo), tóxica e idiopática (causa desconhecida).

Como tratar

A especialista explica que “O tratamento fonoaudiológico engloba alguns tipos de exercícios: estímulo frio, massagens tonificadoras, massagens indutoras, exercícios isométricos, e massagens isométricas”, diz Aline. Os exercícios de aumento do tônus muscular e estimulo de unidades motoras são complementados com exercícios de manutenção e simetria.

É muito importante que o indivíduo realize também os exercícios em casa. Esse cuidado possibilita a recuperação mais rápida dos movimentos da face. “Os resultados podem ser observados de 30 a 60 dias após o início do tratamento, dependendo da causa da paralisia e da disciplina do paciente”, finaliza.

Aline Mara de Oliveira
Fonoaudióloga clínica, mestranda em Linguística da Universidade de São Paulo- USP, especialista em voz pela Santa Casa de São Paulo e graduada em fonoaudiologia pela UNICAMP

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