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sábado, 25 de dezembro de 2010

Verticalizar é preciso

“O compromisso dos Poderes Públicos e dos interlocutores do mercado imobiliário com a constante busca do ser humano pela melhoria de vida fará com que as metrópoles continuem crescendo rumo a um processo irreversível de verticalização ordenada e sustentável, à luz dos critérios de uma legítima política de desenvolvimento urbano”

*Flavio Amary

Não é de hoje que, tanto os empresários imobiliários sérios e compromissados com seu cliente e com a sociedade, quanto esferas do Poder Público pregam que a verticalização - e o conseqüente adensamento populacional das áreas urbanas -, deve ser adotada como um instrumento de política nacional de desenvolvimento. Afinal, em última análise, trata-se da melhor maneira de atender as necessidades de moradia e trabalho dos cidadãos de forma racional e econômica para o padrão brasileiro.


No entanto, para que esse processo possa fluir a contento, mantendo preservadas as áreas de interesses ecológico, paisagístico e mesmo mercadológico (fazendo aqui referência aos cuidados às áreas rurais, por exemplo), sem deixar de contemplar a necessidade humana em todos os níveis, é preciso que os interlocutores desse elo, sem exceção, observem, respeitem e pratiquem leis coerentes e eficazes.


Nesse mesmo contexto, cabe ao Estado o papel de regular a ocupação do solo e garantir a qualidade da vida urbana, a partir de uma legislação que interfira no processo de construção e estabeleça normas, de modo a ordenar o uso e a ocupação do solo. Assim, a relação entre verticalização e legislação urbanística se estabelece na medida em que esta última funcione como um balisador da iniciativa privada, que por sua vez está disposta e receptiva, tanto para ajudar na elaboração dessas mesmas legislações, quanto para zelar para que elas sejam cumpridas.


Cabe ao empresário imobiliário ajudar a desmitificar o tabu existente a cerca da palavra verticalização. É inegável que, à primeira vista, o impacto visual causado por arranha-céus pode chocar, principalmente aos olhos de quem sempre conviveu e convive com paisagens bucólicas e até confortáveis, presentes na maioria das pequenas cidades brasileiras e também em muitas do interior do Estado de São Paulo.


A difusão da verticalização urbana, fenômeno cada vez mais presente e acelerado na maioria das metrópoles de São Paulo, embora pareça novo, começou há várias décadas. Assim, é sábio visualizar esse elemento transformador do espaço como um mecanismo que possibilita a multiplicação do solo, aliado ao capital investido, resultando na terra.


O solo urbano tem valor como qualquer outra mercadoria, pois as forças produtivas e as relações sociais “criam” localização e valorização o tempo todo. Vale lembrar que a expansão da habitação vertical em cidades emergentes também é um reflexo da tentativa de “imitar” a vida urbana das metrópoles e capitais, o que contribui para uma certa homogeneização sócio-cultural no País, em maior ou menor escala, dependendo da classe social em que se trabalha.


É preciso dizer e mostrar os benefícios que uma verticalização bem planejada traz para o ecossistema urbano. Na maioria dos casos, a “melhor saída” para problemas sociais, econômicos e ambientais de uma deteminada região. E, quando se fala em benefícios, é importante fazer referência ao nível de tecnologia que a construção civil alcançou, permitindo a aplicação de formas adequadas de ocupação dos espaços urbanos, onde o meio ambiente não corre riscos, mas convive em harmonia com a infra-estrutura local.

*Vice-presidente do Interior do Secovi-SP

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