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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cirurgia de "Ocidentalização" para Orientais

Especialista indica procedimentos estéticos mais adotados

A primavera também é uma estação considerada favorável para procedimentos estéticos. Trata-se de um período no qual ainda ficamos menos expostos ao Sol, fator que beneficia a recuperação do paciente.

Nesta época os problemas com a transpiração da pele são menores o que, indiretamente, também contribui na recuperação, assim como no conforto do paciente, perante curativos e malhas elásticas necessárias em alguns casos no pós-operatório.

Dra. Edith Horibe, cirurgiã plástica, PhD pela Faculdade de Medicina da USP, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que um público muito expressivo é o oriental, que tem se rendido às cirurgias e aos tratamentos estéticos. A cirurgiã, especialista nesses tipos de técnicas, ressalta que é fundamental conhecer as diferenças entre ocidentais e orientais, como estrutura e tipo de pele

A ocidentalização de pálpebras é a mais procurada pelos orientais. Essa cirurgia ameniza a aparência de olhos "puxados", ou "rasgados", o chamado olhar oriental. Dra. Edith comenta que este olhar deve-se a vários fatores. Um deles é o arcabouço ósseo da face que apresenta poucas protuberâncias, fazendo com que o globo ocular fique mais saliente do que nos ocidentais.

"Outro fator é o músculo elevador da pálpebra, que se insere um pouco mais baixo no tarso (uma espécie de cartilagem), fazendo com que a dobra da pálpebra superior fique mais rente aos cílios. Outra característica é a hipertrofia do músculo orbicular (o que cerra as pálpebras) e a presença de bolsas gordurosas em grande quantidade", explica a cirurgiã.

Um procedimento estético bem procurado é o peeling, que consiste em destruir a camada da epiderme e a camada superficial da derme, promovendo a restauração da pele, com o objetivo de regularizar e tratar as imperfeições que existem na superfície.

Contudo, alguns cuidados são necessários, especialmente com a pele oriental. "Para se aplicar um peeling em pele oriental, é exigido um conhecimento abrangente de todos os aspectos, os quais devem ser analisados para se ter um tratamento personalizado, que será eficaz e significativo", alerta a especialista.

A cirurgiã acrescenta que a pele da maioria dos orientais se enquadra no Fototipo IV, de acordo com o autor FitzPatrick, que fez a classificação baseado na reação da queimadura solar em cada pele. "O fototipo IV queima muito pouco, bronzeia fácil e moderadamente e tem maior propensão de ficar manchado".

Dra. Horibe esclarece que deve ser feito um preparo prévio da pele para obter melhores resultados, evitando o aparecimento de manchas na pele ou o clareamento excessivo.

Vale ressaltar que ponto da consulta, talvez o mais importante é o diagnóstico para verificar o melhor tratamento da pele. "Em alguns casos recomenda-se o peeling em conjunto com uma cirurgia plástica, por exemplo, a fim de corrigir não somente problemas de excesso de pele e flacidez muscular, mas também imperfeições da pele", comenta a cirurgiã plástica.

"Para se fazer a associação desses procedimentos, é importante que o profissional tenha domínio completo dos respectivos métodos e assim realizar uma adequada associação. Para se ter um diagnóstico mais preciso são necessários conhecimento e experiência e, principalmente, bom senso, pois essas técnicas exigem limites determinantes em cada aplicação", finaliza a Dra. Edith Horibe.
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18 de outubro – Dia Mundial da Menopausa

Especialista esclarece as principais dúvidas sobre a menopausa

Mulheres que fazem acompanhamento médico podem amenizar sintomas comuns do climatério como fogachos (ondas de calor), irritabilidade e alterações menstruais

A menopausa marca o final do período reprodutivo feminino e tem início após a ocorrência do último ciclo menstrual na mulher, gerada pela redução na produção dos hormônios estrógeno e progesterona. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030, mais de 1 bilhão de mulheres estarão na menopausa. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que mais de 13,5 milhões passam pelo climatério. Neste período, são comuns as dúvidas femininas sobre temas como sexualidade, qualidade de vida, sintomas gerais e reposição hormonal. A seguir, o ginecologista César Eduardo Fernandes, professor da Faculdade de Medicina do ABC e presidente do conselho científico da Associação Brasileira do Climatério (SOBRAC), comenta algumas questões que envolvem esta fase da vida da mulher.

1. Quais são as fases que caracterizam o climatério e os principais sintomas de cada etapa?
Dr. César Eduardo Fernandes – O climatério pode ser dividido em três etapas que se diferenciam por suas particularidades: perimenopausa, menopausa e pós-menopausa. Durante a perimenopausa, a menstruação se torna irregular, sendo que esta fase se caracteriza pela presença progressiva de sintomas como fogachos (ondas de calor), transpiração excessiva, irritabilidade, insônia, alterações de humor e alterações menstruais. Já a menopausa, se caracteriza pela ausência de menstruação por um período de 12 meses consecutivos. A pós-menopausa surge quando a parada menstrual seguirá definitivamente por toda a vida da mulher. Entre as principais manifestações desta etapa encontram-se a redução da secreção vaginal, que pode provoca dor na relação sexual e falta de libido. Também, em decorrência da deficiência hormonal deste período e da atrofia urogenital subjacentes, não são incomuns o aumento da frequência das micções, a incontinência urinária e manifestações de secura e ardor vaginal. A mulher pode apresentar ainda insônia, depressão, tontura e cansaço, entre outros sintomas.

2. Como estes sintomas podem ser amenizados?
Dr. Fernandes – No dia a dia, a mulher pode se preparar para enfrentar os fogachos, que ocorrem em função das alterações dos níveis de hormônios, com hábitos de vida saudáveis que incluem, entre outros, a prática regular de exercícios físicos, uma dieta balanceada para evitar o ganho de peso e o aumento do risco cardiovascular. Também é recomendável a prática de alguma atividade para interagir com outras pessoas, por proporcionar ganhos emocionais que podem minimizar o risco de eventuais transtornos do humor, a exemplo dos quadros depressivos. Claro que um acompanhamento médico regular pode oferecer o suporte necessário para se contrapor aos incômodos próprios desta etapa da vida, bem como para que se adotem medidas preventivas contra eventuais doenças que possam surgir nesta fase.

3. A menopausa diminui a libido feminina?
Dr. Fernandes – A menopausa diminui a elasticidade e a lubrificação da vagina, o que pode prejudicar o relacionamento sexual, principalmente por se tornar dolorido. Por este motivo, algumas mulheres passam a evitar o contato íntimo com seus parceiros. Os níveis hormonais têm influência direta sobre este contexto adverso da sexualidade que algumas mulheres apresentam neste momento de suas vidas. Mais uma vez, uma conversa franca com o seu médico de confiança pode ajudar a compreender o que está acontecendo e subsidiar medidas terapêuticas que ajudam a atenuar estas manifestações. Nunca é demais enfatizar que manter uma vida sexual ativa e prazerosa contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

4. As mulheres que estão neste período têm uma maior predisposição para doenças cardiovasculares?
Dr. Fernandes – A redução hormonal, principal característica da menopausa, faz com que a mulher perca a proteção estrogênica (hormônio feminino que auxilia na proteção das artérias). Neste período, é muito importante que a mulher se previna contra os fatores que trazem um maior risco cardiovascular, como: controlar a hipertensão arterial, o diabetes mellitus e o colesterol elevado, abandonar o cigarro, praticar atividade física (pelo menos 30 minutos de 3 a 6 dias por semana) e buscar uma dieta equilibrada e rica em frutas, verduras e vegetais.

5. Todas as mulheres precisam realizar a terapia hormonal?
Dr. Fernandes – A decisão clínica de iniciar ou de dar continuidade à terapia hormonal (TH) deve levar sempre em consideração a peculiaridade de cada caso, em particular procurando-se individualizar o regime terapêutico a ser adotado, as doses e vias a serem empregadas e o tempo de utilização dos hormônios. A terapia hormonal tem indicações bastante definidas e aceitas consensualmente na literatura médica como alternativa para o alívio dos sintomas do climatério. Um ponto relevante a se considerar TH é a sua composição. Neste particular, as substâncias que atuam à semelhança da progesterona, denominadas genericamente de progestagênios, podem fazer grande diferença. Por atuarem globalmente sobre o organismo feminino, os progestagênios promovem ações sobre a saúde da usuária, particularmente sobe o processo aterogênico e risco cardiovascular que, naturalmente, vão além do seu propósito inicialmente considerado que era o de proteger o endométrio do risco de câncer. Alguns progestagênios ganharam a simpatia dos médicos por serem mais seguros em relação ao risco cardiovascular. Entre estes, merece citação a drospirenona que, associada ao estradiol, tem mostrado em vários estudos bem conduzidos, contribuir para a redução nos níveis pressóricos em pacientes hipertensas, além de propiciar alívio dos sintomas menopáusicos e não influenciar no ganho de peso.

6. Existem contraindicações para a reposição hormonal?
Dr. Fernandes – O médico deve verificar se a paciente possui antecedentes ou riscos elevados de algumas doenças como manifestações anteriores de trombose ou tromboembolismo, câncer de mama, câncer de endométrio e doença hepática. Também deve estar atento à eventuais casos de sangramento vaginal não diagnosticado, que deverá ser esclarecido quanto à sua causa antes do início da terapia de reposição hormonal.

7. A terapia hormonal traz benefícios para as mulheres?
Dr. Fernandes – Dos vários tratamentos disponíveis para os sintomas da menopausa, a terapêutica hormonal é a mais indicada, pois demonstra eficácia no alívio dos sintomas que supera qualquer alternativa não hormonal em estudos que comparem as suas eficácias relativas. Além disso, oferece benefícios que extrapolam aos do próprio alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida; proporciona proteção contra a perda de colágeno e atrofia da pele, e ainda conserva a massa óssea com consequente redução no risco de fraturas por osteoporose, que são comuns nesta etapa da vida da mulher.
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Alimento diet ou light - Qual a diferença?

Até pouco tempo atrás alimentos diet e light eram apenas comercializados em farmácias, e por isso seu consumo se restringia á somente pessoas diabéticas. Mais com o passar do tempo este quadro mudou. Atualmente, devido à crescente procura por esses tipos de produtos, podemos encontrá-los em vários locais, como supermercados, padarias e lojas de conveniência. No entanto, ainda, a grande maioria dos consumidores não sabe diferenciá-los. Assim quando se pensa nesses termos logo vem á tona aquela velha pergunta: Qual a diferença entre os dois?

O que são alimentos diet?

Muitos consumidores acreditam que um produto diet é aquele que não contém calorias. Conforme explica a nutricionista do Grupo Ana Rosa Camila Radziavicius, "quando a palavra diet está presente em um rótulo significa que existe a ausência total de um ou mais ingredientes da fórmula original, que pode ser o açúcar, o sal, a gordura, ou algum outro nutriente."
Por isso, nem sempre os alimentos deste segmento apresentam redução nas calorias. Um exemplo típico é o famoso chocolate diet; em seu processo de fabricação o açúcar utilizado é substituído por adoçante. O produto foi desenvolvido especialmente para diabéticos, porém, em geral, pessoas que querem emagrecer ou manter a forma acabam o consumindo. "O que muitas pessoas não sabem é que a troca do açúcar por adoçante faz com que os fabricantes adicionem mais gordura do que o normal priorizando manter sua textura habitual, e com isso faz com que este tenha praticamente a mesma quantidade de calorias do chocolate normal" - explica Camila.

O que são alimentos light?

Os produtos light são aqueles que apresentam uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado nutriente ou calorias em relação ao original, ou seja, não são totalmente isentos como os diet, sendo essa a principal diferença entre eles. Por isso, esses alimentos não são indicados para dietas específicas.
Segundo a nutricionista, esses produtos são recomendados para pessoas que queiram diminuir as calorias da sua dieta e promover o emagrecimento.
Camila ainda ressalta a importância de não se ingerir indiscriminadamente tais alimentos, pois mesmo possuindo um baixo valor calórico, se forem consumidos mais que do que o habitual, poderão ser propensos colaboradores para o aumento de peso.
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