Nossos Vídeos

domingo, 25 de outubro de 2009

Doutor, meu olho está tremendo...

Ansiedade, desgaste muscular crônico causado por esforços repetitivos, ou ainda, algumas moléstias neuromusculares ou metabólicas podem causar o problema

É muito comum ouvir dos pacientes a queixa que o olho está ‘tremendo’ ou ‘pulando’... “Na verdade, isso ocorre porque há uma contração involuntária do músculo da pálpebra, semelhante a uma câimbra em alguma outra parte do corpo”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares. As pálpebras, explica o médico, são as pregas de pele que recobrem os olhos. Elas são compostas por mais estruturas, além da pele: “ há as glândulas - que contribuem com componentes da lágrima que lubrificam os olhos -, os cílios - que auxiliam a proteger os olhos - e os músculos que, ao contraírem-se, promovem a abertura e o fechamento das pálpebras”, diz.
O músculo orbicular contrai-se com a finalidade de fechar os olhos voluntária ou involuntariamente, ou seja, tanto por reflexo de proteção, quanto para distribuir a lágrima pela superfície ocular. “Algumas vezes, a contração involuntária aparece em freqüência e intensidade aumentadas, geralmente afetando um pequeno grupo de fibras musculares e de forma temporária. É o que chamamos de mioquimia”, explica Fernanda Takay, oftalmologista que integra o corpo clínico do IMO.
O tremor involuntário quase sempre melhora com a redução do consumo de estimulantes - café, chá preto, chá mate, chocolate, coca-cola, guaraná- e com o aumento da ingestão de calmantes naturais - camomila, maracujá. “Se o problema for persistente, o oftalmologista deverá avaliar a possível existência de alterações que possam afetar o funcionamento muscular ou neurológico”, conta a médica.

Outras possibilidades
O blefaroespasmo também inicia-se com o aumento da freqüência do piscar, e o paciente, a princípio, acredita ser uma irritação ocular desencadeada pela luz ou pela diminuição do filme lacrimal. Alguns pacientes podem apresentar também contrações involuntárias de outros grupos musculares. “Um exame oftalmológico e neurológico é necessário para se estabelecer o diagnóstico preciso. Entrópio espástico, triquíase, blefarite, ceratite, síndrome do olho seco e uveíte anterior podem causar um blefaroespasmo reflexo”, diz a médica.
A incidência do blefaroespasmo é maior entre as mulheres, com uma relação de 3:1. A média de idade do início dos sintomas é de 56 anos. “A doença é progressiva, vai evoluindo para espasmos progressivamente mais intensos e duradouros, resultando em períodos de cegueira funcional”, alerta a oftalmologista Fernanda Takay.
A progressão é variável e no estágio precoce é possível haver períodos de remissão e exarcebação. Fatores que desencadeiam ou pioram os sintomas são: luz, estresse, cansaço, dirigir, ler, assistir televisão. Ações como dormir e relaxar podem amenizar os sintomas. “Muitos pacientes, tentando disfarçar o problema, desenvolvem maneirismos, tais como mascar chicletes, bocejar, esfregar as pálpebras com força, assobiar, falar continuadamente e isto, muitas vezes, ocasiona um retardo no diagnóstico”, explica a médica.
Com a progressão da doença, o paciente pode afastar-se do convívio social, pois a frustração e a depressão levam alguns a classificar a doença como psicossomática. “O agravamento do caso clínico traz também problemas físicos devido a constante contração dos músculos contrários à abertura palpebral. Comumente, o paciente queixa-se de apraxia da abertura palpebral - dificuldade de abrir as pálpebras. Esta é a alteração associada ao blefaroespasmo de mais difícil tratamento” relata Takay. Dermatocálaze, ptose de supercílio, blefaroptose e frouxidão dos tendões cantais medial e lateral são outras alterações anatômicas que podem aparecer.
O tratamento do blefaroespasmo é baseado no alívio dos sintomas, com o objetivo que o paciente retorne à sua vida normal. “A injeção da toxina botulínica é um procedimento que oferece uma terapia eficaz no controle dos espasmos musculares. Desde 1989, a droga foi aprovada pelo Food and Drugs Administration, FDA, para tratamento das distonias faciais e do estrabismo”, diz Fernanda Takay.

SERVIÇO:
http://www.imo.com.br/ - imo@imo.com.br

*
*
*
Publicidade:
Produtos e preços sujeitos à alteração de acordo com disponibilidade no estoque

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aqui você poderá fazer suas denúncias e comentários.
Se você recebeu algum comentário indevido. Utilize-se deste canal para sua defesa.
Não excluiremos os comentários aqui relacionados.
Não serão aceitos comentários com palavras de baixo calão ou denúncias infundadas. Aponte provas caso queira efetuar suas denúncias, caso contrário, seu comentário será removido.

google.com, pub-9993468695929690, DIRECT, f08c47fec0942fa0