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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Hospital 9 de Julho alerta: a vacina contra o HIV está longe, portanto, previna-se!

São Paulo, fevereiro de 2009 - Dados do Ministério da Saúde revelam que a contaminação pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) está crescendo na faixa etária dos 13 aos 19 anos, sendo que a proporção de mulheres contaminadas é de 10 para cada oito homens. No início da epidemia a proporção era de 10 homens para cada mulher em todas as faixas etárias. Esse novo momento da epidemia de HIV/AIDS requer campanhas educativas privilegiando esse grupo, e é isso o que fará o Governo Federal em 2010.

Para a Dra. Regina Tranchesi, infectologista do Hospital 9 de Julho, o motivo para esse aumento no índice de contaminação de mulheres jovens pode estar relacionado a uma confiança no parceiro durante o relacionamento e à negligência no uso do preservativo.

A vacina está longe de ser realidade. A ordem ainda é a prevenção!

A última pesquisa sobre uma vacina contra o HIV, cujos resultados promissores foram divulgados na mídia, havia revelado uma taxa de proteção de 31,2% contra o vírus. Semanas após a publicação, com a conclusão do estudo, revelou-se que a taxa estava na casa dos 26%, considerada irrelevante do ponto de vista estatístico (leia a notícia, aqui). Ou seja, após inúmeras tentativas, nesses 27 anos de descoberta do vírus, pode-se afirmar que a descoberta de uma vacina eficaz encontra-se em um futuro distante. Não é difícil imaginar que a melhor forma para evitar a contaminação ainda é a prevenção!

A Dra. Regina indica, principalmente nessa época de festas carnavalescas, em que o risco de contaminação pode aumentar, o uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino em todas as relações sexuais e o não compartilhamento de seringas pelos usuários de drogas. E esse alerta serve para toda e qualquer pessoa, pois há muito tempo não existe mais o conceito de grupo de risco que permeava os inícios da epidemia. Hoje, o que existe é o comportamento de risco e, qualquer ser humano, independente da orientação sexual, está sujeito à contaminação. “A infecção está relacionada a atitudes como prática sexual com parceiros múltiplos e sem proteção e ao compartilhamento de seringas”, comenta a médica.

Uma das formas de prevenção mais simples e eficazes, é o uso do preservativo. Ele deve ser utilizado em toda atividade sexual. A Dra. Regina indica, além do preservativo, o uso de lubrificantes a base de água, que evitam o atrito e o rompimento da camisinha.

Já o preservativo feminino pode ser uma ótima opção para as mulheres, já que ele pode ser colocado antes de sair para uma festa, por exemplo. Ele dá as mulheres o poder da decisão. No entanto, o preservativo feminino ainda esbarra em alguns problemas como preço mais alto que o masculino, dificuldade de encontrar em todas as unidades públicas de saúde. “Algumas pessoas, homens e mulheres, também reclamam sobre ser feio esteticamente e fazer barulho durante a atividade sexual, mas isso pode ser superado com facilidade”, explica. Leia pesquisa que mostra a opinião dos homens sobre o uso do preservativo, aqui.

Teve um comportamento de risco. E agora?

Calma. Muita calma para decidir, com consciência, que é melhor fazer o teste de HIV e ficar sabendo, o mais rápido possível, sobre o resultado da sorologia. Se for positiva, procure um infectologista. Ele estará preparado para avaliar a saúde e solicitar todos os exames necessários para o início do tratamento. Esses exames vão descobrir a quantidade de vírus que há no sangue e de linfócitos CD4, as células de defesa que o vírus destrói e usa para se multiplicar. O tempo para começar a tomar medicamentos anti-retrovirais pode variar bastante. Há pessoas que começam a terapia com dois anos de contaminação, mas há outras que demoram até 10 anos para que a imunidade comece a ficar comprometida. “A pessoa com HIV levará uma vida normal, mas com algumas obrigações como freqüentar o infectologista a cada quatro meses, repetir os exames e avaliar as condições de saúde. A partir de um nível específico de carga viral e de células de defesa, o médico inicia o tratamento com medicamentos anti-retrovirais”, explica a Dra. Regina.

Hoje, há vários medicamentos disponíveis, alguns específicos para início do tratamento; outros, chamados de terapia de “resgate”, utilizados quando os primeiros falharem. Além disso, o infectologista receitará a combinação mais adequada de acordo com cada organismo, de modo a evitar ou diminuir os possíveis efeitos colaterais como diarréia, ânsia etc. A terapia anti-retroviral faz com que a carga de vírus fique indetectável pelos testes e as células de defesa subam em número suficiente para manter o organismo livre das doenças oportunistas como pneumonia, tuberculose etc. “Se a pessoa seguir a terapia à risca, tomando os remédios nas horas certas, nunca esquecendo nenhuma dose, pode passar muito tempo sem que o vírus adquira resistência”, afirma.

Prevenção e educação está na história do Hospital 9 de Julho

O Hospital 9 de Julho realiza todo ano campanha educativa a todos os colaboradores para incentivar a prevenção contra a contaminação pelo vírus HIV. Em dezembro do ano passado, por exemplo, foi encartado um postal Mica no jornal interno Nove em Dia que trazia a palavra “Atitude”, sendo que o “e” da palavra foi escrito de forma estilizada com o desenho de um preservativo. Contou ainda com o slogan “Mais importante do que pensar, é agir. – 1º de dezembro. Dia mundial de combate à AIDS”. Nesse Carnaval, vista a fantasia, brinque, mas não se esqueça da camisinha.

Sobre o Hospital 9 de Julho - Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital Nove de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade e tem focado seus investimentos no atendimento de traumas e na criação de Centros de Especialidades (Oncologia, Dor e Neurocirurgia Funcional, Gastroenterologia, Coluna, Rim e Medicina do Exercício e do Esporte).

Com cerca de 1,5 mil colaboradores e 3,8 mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 285 leitos, sendo 60 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, especialistas em procedimentos de alta complexidade, além de um Centro Cirúrgico com capacidade para até 14 cirurgias simultâneas.
WEBSITE WWW.hospital9dejulho.com.br
BLOG WWW.pordentrodo9dejulho.com.br
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